Professora da UFMA sofre intimidação depois de postagem “Bolsonaro genocida”

A professora do Departamento de Medicina III da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Marizélia Ribeiro, recebeu intimidação em uma rede social na noite de sábado (20) após compartilhar uma imagem que associava o adjetivo “genocida” ao presidente Jair Bolsonaro.

O compartilhamento foi rebatido em tom de intimidação. A bolsonarista Denicy Alves, também docente da UFMA, adicionou um print do perfil “Conservadores do Brasil (OACB)” alusivo à criação um canal de denúncias para coagir pessoas que façam críticas ao presidente Jair Bolsonaro. “A organização garantiu que irá ingressar com ações judiciais contra todos os autores das mensagens”, diz o texto. Após isso, Alves fez o comentário “Cuidado professora”.

O panfleto eletrônico informa os critérios e o e-mail para enviar as denúncias, especificando os alvos: “Se você receber ou deparar com vídeos, fotos ou qualquer outro tipo de postagem ofensiva ao Presidente Jair Bolsonaro, sua família e membros do seu governo, seja por parte de políticos, artistas, professores ou qualquer um do povo, envie o material para o e-mail secretariageral@oacb.org.br. A professora Denicy Alves postou em seu Facebook esse print dos Conservadores do Brasil (OACB).

Mais abaixo a publicação diz que as denúncias podem ser anônimas e reitera a ameaça: “VAMOS PROCESSAR TODOS” e “vamos derrotar o mal”, em alusão aos críticos do presidente.

Denicy Alves opera nas redes sociais defendendo a ditadura militar e Jair Bolsonaro, como pode ser observado nas mensagens abaixo. Um dos compartilhamentos da professora é da deputada federal bolsonarista Carla Zambelli, elogiando a data de 31 de março de 1964, quando foi deflagrada a ditadura militar no Brasil, que resultou em torturas, mortes e desaparecidos políticos.

Além desses post, o perfil da docente expõe fotos, prints e textos contendo críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), expressões depreciativas sobre o comunismo (sem qualquer fundamentação teórica), ironias sobre a adoção de medidas restritivas para combater a pandemia, frases sintomáticas de fanatismo e idolatria bolsonarista, menções depreciativas ao ex-presidente Lula e até mesmo a publicação de uma imagem sobre uso de medicamentos sem comprovação científica no combate à covid19, intitulada “”VIDEO: médicos europeus pedem uso urgente da invermectina no tratamento contra a covid19.

Ela chegou inclusive a publicar conteúdo falacioso em uma rede social e foi censurada por conteúdo indevido.

FRASE DO ANO

A frase “Bolsonaro genocida” vem sendo usada largamente nas redes sociais para denunciar a inoperância do governo federal no combate à pandemia covid19 e os discursos violentos, depreciativos, grotescos e irônicos do presidente Jair Bolsonaro diante da morte de quase 300 mil brasileiros.

O epíteto “genocida” associado ao presidente vem sendo combatido de variadas formas pelo governo federal. O influenciador Felipe Neto já foi alvo de ação da Polícia Federal após criticar a política necrófila de Bolsonaro em relação à pandemia.

As ameaças e intimidações alcançaram outras pessoas Brasil afora. Fatos amplamente divulgados dão conta de ameaças e intimidações não só de bolsonaristas comuns, mas do aparelho coercitivo do Estado contra professores e até reitores.

Ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (RS), o epidemiologista Pedro Hallal foi processado pelo governo federal após criticar ações governamentais durante uma atividade on line. Antes desse episódio, Hallal já havia sido atacado pelo próprio Bolsonaro em uma rede social.

Perseguições, ameaças, intimidações e agressões nas redes sociais e nos pronunciamentos do presidente e de vários ministros têm como alvo professores, uma categoria das mais odiadas pelo espectro bolsonarista. A pedido do ministro da Justiça e Segurança Pública, André Luiz de Almeida Mendonça, a Polícia Federal instaurou inquérito para investigar o sociólogo Tiago Costa Rodrigues, do Tocantins, pela publicação de frases em outdoor contendo críticas ao presidente Jair Bolsonaro. Uma das peças publicitárias compara o chefe do executivo a um “pequi roído”.

Profissionais de saúde que defendem protocolos sanitários também são hostilizados pela horda negacionista. Um dos casos mais graves ocorreu recentemente contra a médica cardiologista Ludhmila Hajjar, que chegou a ser cotada para substituir Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde. “Realmente foi assustador. Está sendo, porque eles não terminaram. Mas eu tenho muita coragem, e pelo Brasil eu estava disposto a passar por isso. Mas isso me assustou. Criaram perfis falsos meus em Twitter, perfis falsos em Instagram. Divulgaram meu celular em redes sociais. Imagina, eu sou uma médica, eu preciso do meu telefone para atender meus doentes. Eu recebo mais de 300 chamadas. Ameaças de morte. Houve uma tentativa de entrar no meu hotel no qual eu estou em Brasília. Houve ameaças à minha família. Então, tudo o que você imaginar de pessoas que eu só posso considerar que estejam lutando para o Brasil dar errado eu sofri” , detalhou Hajjar.

Simpósio aborda a produção literária maranhense

Com o tema “A produção maranhense em foco: a escrita, o espaço e o tempo”, começa segunda-feira (22), pela plataforma GoogleMeet, o Simpósio de Literatura Maranhense, realizado pelo Grupo de Estudos em Literatura Maranhense (Gelma), vinculado ao Departamento de Letras (Deler) da Universidade Federal do Maranhão.

O evento estende-se até 26 de março (sexta-feira), com palestras, conversa entre autores e acadêmicos na seção Café Literário, apresentação de trabalhos (comunicações orais) e mesa redonda.

A conferência de abertura será proferida pelo doutor Ricardo Leão, abordando o assunto principal do simpósio: “A literatura maranhense em foco”. 

O diálogo entre literatura, história, memória e a presença da mulher na produção literária dão a tônica com evento. O tema “Literatura Maranhense e História” terá a participação na mesa redonda dos doutores Dino Cavalcante, Henrique Borralho e Cristiane Tolomei.

Pesquisadores de outras instituições participam do simpósio, como o doutor Giscard Farias Agra, da Universidade Federal da Paraíba, que vai proferir palestra sobre a trajetória do escritor Humberto de Campos.

No encerramento, o tema “A lírica maranhense” terá abordagem dos escritores Salgado Maranhão, José Neres e Ricardo Leão.

Veja a programação completa e os horários das atividades aqui

Imagem destacada / estátuas com bustos de escritores maranhenses na praça do Pantheon, no Centro de São Luís / Foto capturada aqui

IX Ciclo ObEEC terá palestra e lançamento de livros

Atividades acontecem hoje (sexta-feira, 11), às 16h, via Google Meet

O IX Ciclo de Debates realizado pelo Observatório de Experiências Expandidas em Comunicação (ObEEC), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), tem como tema “Outras epistemologias” e receberá a professora doutora Cynthia Carvalho Martins para a conversa.

Cynthia Martins é antropóloga e poeta, além de professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Maranhão e do Programa de Pós-Graduação em Cartografia Social e Política do Maranhão (UEMA). É, ainda, conselheira da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).

Após o Ciclo de Debates ObEEC haverá o lançamento de três obras, editadas pela editora da Universidade Federal do Maranhão (EdUFMA): o livro “Experiências Expandidas em Comunicação, Volume II”, organizado pela professora doutora Letícia Cardoso e pelo professor doutor Márcio Monteiro, que reúne trabalhos dos pesquisadores do ObEEC com parceiros de outras instituições; o livro “Vozes do Anjos: do alto-falante à Bacanga FM”, organizado pelo professor doutor Ed Wilson Araújo e pelo mestrando em Comunicação (UFMA) Saylon Sousa; e o livro “Trabalho escravo, políticas públicas e práticas comunicativas no Maranhão contemporâneo”, organizado pela professora doutora Flávia de Almeida Moura e pelo doutor Marcelo Sampaio Carneiro.

O ObEEC é formado pelos(as) docentes pesquisadores do Curso de Comunicação da UFMA: Ed Wilson Araújo, Flavia Moura, Larissa Leda, Letícia Cardoso, Marcio Monteiro, Melissa Moreira, Patrícia Azambuja e Ramon Bezerra.

SERVIÇO

Palestra e lançamento de livros no IX Ciclo do Observatório de Experiências Expandidas em Comunicação (ObEEC)

Quando: 11 de dezembro (sexta-feira), às 16h, via Google Meet: meet.google.com/udy-geyj-mht

Aos inscritos será fornecido certificado de participação.

Inscrição pelo SIGE Eventos: https://sigeventos.ufma.br/eventos/public/evento/CDOOE

Portal Assobiar: jornalistas inauguram plataforma colaborativa na região Chapada das Mesas, no Maranhão

Já está no ar o primeiro portal de jornalismo colaborativo digital da região Chapadas das Mesas. A iniciativa foi lançada sábado (22) por duas jornalistas formadas pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), campus Imperatriz: Daniela Souza e Idayane Ferreira. O site nomeado de Portal Assobiar tem como objetivo agregar profissionais e população em geral que queiram retratar situações e temas alternativos pouco noticiados nos outros veículos da região.

O território Chapada das Mesas é um parque nacional e protege 160.046 hectares de cerrado nos municípios de Carolina, Riachão, Estreito e Imperatriz, no centro-sul do Maranhão. Veja mais aqui e aqui

A criação de uma plataforma de jornalismo digital surgiu a partir de conversas informais sobre a necessidade de projetos de comunicação que pudessem tratar da diversidade da região, onde mais pessoas tivessem vez e voz.  “Nossas experiências profissionais, juntamente com o hábito de sempre estar por dentro das tecnologias digitais e iniciativas jornalísticas de outros estados, também inspiradas no curso de especialização da UFMA [em Assessoria de Comunicação Empresarial e Institucional], nos fizeram acreditar (e arriscar) em um projeto como o Portal Assobiar”, afirma Daniela Souza, uma das idealizadoras do projeto.

Idayane Ferreira e Daniela Souza têm foco no jornalismo regional

O Portal Assobiar busca reunir colaboradores profissionais e comunidade em geral, seja por meio de sugestões de pautas, textos prontos (no caso de jornalistas) ou como colunistas. “Os profissionais e demais pessoas interessadas que quiserem nos sugerir pautas por meio das nossas redes sociais, endereço de e-mail e comentários no site, fiquem à vontade! A nossa ideia é fazer um projeto o mais colaborativo possível, em que as pessoas consigam visualizar suas demandas locais”, afirma a também idealizadora do projeto, Idayane Ferreira.

As jornalistas iniciaram os trâmites de toda a construção da plataforma há dois anos. Elas explicam que são responsáveis por receber e cobrir todas as pautas, exceto a dos colunistas e aquelas que já chegam prontas. “Claro que temos uma linha editorial e o nosso público alvo é agregar professores, artistas, comunidades e a classe estudantil, não só de Imperatriz mas de toda a região”, explica Idayane.

Para acessar o site basta digitar, portalassobiar.com.br e também é possível encontrar todas as redes sociais e acompanhar tudo que acontece na região.

Mais informações ou sugestão de pautas no e_mail portalassobiar@gmail.com

A UFMA na Praia Grande

Já imaginou vários cursos da Universidade Federal do Maranhão instalados nos casarões e prédios do Centro Histórico de São Luís, com a Reitoria localizada no Convento das Mercês?

E se ao longo das ruas tortas e estreitas houvesse equipamentos de ensino, pesquisa e extensão, conectando o passado e o futuro através da Ciência, em prol do desenvolvimento do Maranhão?

Caberiam ainda cafés, livrarias, sebos, salas de cinema, novas quitandas, moradias estudantis e laboratórios para exercitar a criatividade e o pensamento em um dos lugares mais belos da cidade.

A inspiração dos três parágrafos acima está em uma das notas do escritor Josué Montello, no Diário da Tarde, escrita em 29 de janeiro de 1967, quando ele relata a cerimônia do nascedouro da Fundação Universidade do Maranhão; futuramente, UFMA.

Montello foi um dos reitores da primeira instituição de ensino superior do nosso estado e sonhava criar uma cidade universitária no Centro Histórico de São Luís.

Ouça aqui a nota de 1967, na voz do poeta Paulo dos Santos Furtado, que gentilmente nos cedeu essa interpretação, entre tantas outras leituras deliciosas, quando encara com elegância a figura do narrador.

Em sua vasta obra literária, Josué Montello tem no romance mais visibilidade; porém, os seus “Diário da manhã”, “Diário da tarde”, “Diário do entardecer”, “Diário da noite iluminada”, “Diário das minhas vigílias” e “Diário da madrugada”,  que aparentemente são anotações sobre fatos pitorescos, revelam temas de forte valor histórico.

Na referida nota, o autor faz alusão ao desejo de transformar a Praia Grande, dotada de esplendoroso conjunto arquitetônico, em um grande centro cultural, lembrando o Maranhão de outrora.

O detalhe do excerto está no arremate, quando fica claro que, no calor de São Luís, não cabem as capas dos estudantes de Coimbra. Era só o romancista conversando com a sua imaginação.

Imagem destacada / Centro Histórico de São Luís visto do mar / Foto: Marizélia Ribeiro

PET Comunidades Populares debate fake news e as consequências da desinformação

Fonte: Site da UFMA

Com o objetivo de analisar o crescimento e o forte fluxo da disseminação de fake news e como estas se solidificam na atual sociedade, os grupos do Programa de Educação Tutorial da Universidade Federal do Maranhão (PET-UFMA) promovem dia 9 de junho (terça-feira), a partir das 19h, no Instagram do PET Conexões de Saberes Comunidades Populares, a live “O advento das fake news e suas consequências na sociedade”.

A atividade será coordenada por Adriely Costa, ativista do movimento negro e feminista, estudante do oitavo período do curso de Filosofia da UFMA, membra do PET Comunidades Populares e representante estudantil do Centro Acadêmico de Filosofia (Cafil- Gestão Kinesis) da UFMA. E contará com a participação de Ed Wilson Araújo, jornalista, docente do Departamento de Comunicação Social (DCS) da UFMA, presidente da Associação de Radiodifusão Comunitária (Abraço) no Maranhão e membro da Agência Tambor.

Segundo o professor convidado, o advento das fake news é observado de forma expressiva no país no período pré-eleitoral e eleitoral do ano de 2018, sendo um fator decisivo das eleições daquele período. “As fakes news percorrem um território semeado pelo conservadorismo, pelo relativismo e pela negação da razão. O que se tem observado de maneira milimétrica e sistemática recentemente no Brasil e em outros países são os ataques a duas instituições fundamentais no processo civilizatório, que são o jornalismo e a ciência, o que propicia a criação de guerrilhas eletrônicas, como a utilização de robôs, para atacar os meios de comunicação que já têm uma sedimentação consolidada na sociedade. Mas porque essas instituições são atacadas por esses segmentos ultraconservadores? Porque operam sobre critérios e argumentos da coerência, da lógica, da correspondência e da vinculação da verdade”, destacou.

Apruma faz levantamento sobre trabalho remoto na UFMA

A Apruma (Associação dos Professores da UFMA), seção sindical do Andes, está realizando um levantamento junto aos docentes da Universidade Federal do Maranhão sobre as condições de trabalho no contexto da pandemia do Covid-19.

Responda ao levantamento clicando aqui

O objetivo do levantamento é coletar informações que possam subsidiar o debate, a posição e as proposições da Apruma quanto ao trabalho no contexto de isolamento social, bem como na expectativa de retorno gradual das atividades, pós-isolamento. 

A iniciativa da Apruma decorre da Resolução nº 1.999 publicada pela Universidade Federal do Maranhão, ad referendum, em 18 de maio/2020, que dispõe sobre o calendário acadêmico especial (2020.3), por meio de atividades remotas.

Segundo a direção da UFMA, a Resolução nº 1.999 foi baseada em um diagnóstico realizado junto a(os) alunos(as), professores(as) e técnicos administrativos acerca das condições para o desenvolvimento de atividades de ensino de forma remota, por meio de um questionário disponibilizado através da plataforma eletrônica Sigaa.

De acordo com a Apruma, muitos estudantes e professores, em reuniões e debates, questionam o formato do diagnóstico da UFMA, que não considerou aspectos mais amplos para tal atividade e a ausência de um debate abrangente com a comunidade acadêmica.

Assim, atendendo a sugestões dos docentes em reunião realizada no dia 19 de maio de 2020, a Apruma está realizando o levantamento próprio com o objetivo de mapear as condições de trabalho docente na forma remota, em suas múltiplas dimensões, visando coletar informações que possam subsidiar a entidade representativa dos professores no contexto atual.

Clique no link para responder às perguntas da Apruma

Imagem destacada capturada neste site

Energia solar e eólica: moradores das ilhas de Cururupu utilizam os recursos naturais para o cotidiano e turismo

Nos lugares distantes dos grandes centros urbanos, isolados pelas condições geográficas, o uso do sol e do vento pode ser alternativa para a geração de energia e melhoria na vida de pescadores, moradores em geral, do comércio e outras atividades como o turismo.

É o que acontece em duas ilhas da Reserva Extrativista Marinha (Resex) de Cururupu, composta por 17 unidades insulares no litoral ocidental do Maranhão.

Na ilha de Lençóis, famosa pela lenda do sebastianismo, um projeto da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) utiliza a energia do sol e do vento para iluminar as casas, ligar aparelhos eletrodomésticos e até mesmo para a iluminação das poucas ruas da vila.

Fernando Gonçalves fala sobre melhorias no turismo em Lençóis. Imagens: Marizélia Ribeiro

O proprietário da pousada Recando das Aves, Fernando Gonçalves, explicou que antes do sistema de energia híbrida (solar e eólica) o funcionamento da hospedagem era limitado porque não tinha o conforto pleno para os turistas.

A energia na ilha de Lençóis era originada de um motor a diesel que só funcionava em horário limitado.

Já na comunidade Taboa, localizada na ilha de Mangunça, a geração de energia solar é bem mais artesanal e as instalações foram feitas pelos próprios moradores de uma residência. O casal Nalva e Nildo vendeu um porco e com o dinheiro comprou uma placa solar, de muita utilidade para eles.

Nalva vendeu um porco e comprou a placa solar. Imagens: Marizélia Ribeiro

Taboa, onde moram apenas seis famílias, é desprovida de qualquer sistema de energia. Não tem sequer motor a diesel. Os pescadores têm de ir até a sede do município de Cururupu em uma viagem de 3 horas de barco para comprar gelo e acondicionar os produtos do mar.

Sem acesso fácil ao gelo, a maior parte da produção é colocada ao sol para secar.

A única alternativa dos moradores é a utilização de placas de energia solar adaptadas a outros equipamentos que permitem iluminar a casa e funcionar eletrodomésticos.

Controvérsias

Um dos entraves no uso dos recursos naturais para a geração de energia é a gestão e o interesse empresarial. Na ilha de Lençóis o projeto inicial era da UFMA e a taxa paga pelos moradores, simbólica. Quando passou para a gestão da Cemar, os preços foram para a estratosfera (veja o vídeo).

O crescente uso da energia solar abriu recentemente uma polêmica sobre “taxação do sol”, proposta pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A “taxa do sol” consiste em diminuir os subsídios do consumidor que utiliza um painel fotovoltaico em casa, por exemplo. Na prática, essa medida, se aprovada em definitivo, vai tornar mais cara a energia obtida com o recurso natural do sol.

Produtos de mídia orientam usuários do SUS sobre Tratamento Fora de Domicílio

Alunos dos cursos de Rádio e TV e Jornalismo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) concluíram o segundo semestre de 2019 com a produção de programas educativos sobre Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

Os programas foram elaborados em parceria com a Defensoria Pública do Maranhão, visando orientar e esclarecer os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e a população em geral sobre o TFD – uma política pública do Ministério da Saúde (MS) que garante auxílio financeiro para atendimento médico de pacientes portadores de doenças que não têm tratamento no município de origem.

Embora seja um direito, instituído pela Portaria nº 55 do Ministério da Saúde, o TFD é pouco conhecido e divulgado. Devido à carência de informação, a Defensoria Pública buscou apoio no Curso de Comunicação da UFMA com o objetivo de elaborar conteúdos educativos sobre o Tratamento Fora de Domicílio, em formatos de programas de rádio, televisão e impresso.

Capa da cartilha sobre TFD servirá para orientar a população

Os conteúdos foram preparados pelos alunos ao longo do segundo semestre de 2019 com a orientação dos professores de quatro disciplinas: Direção de Televisão; Jornalismo de Revista; Sonorização e Trilha Sonora; e Roteiro para Rádio, ministradas respectivamente pelos professores Josie Bastos, Bruno Ferreira, Carlos Benalves e Ed Wilson Araújo.

Ao longo das disciplinas os estudantes experimentaram vários gêneros e formatos de mídia sonora e audiovisual como vídeos para TV aberta e redes sociais, podcast, programas educativo-culturais, jingles, dramas, spot e cartilha.

Os programas de rádio podem ser acessados nesses links: TFD 1, TFD 2, TFD 3 e TFD 4.

Os defensores Jean Carlos Nunes e Benito Pereira da Silva Filho estiveram na UFMA e prestaram todas as informações técnicas e jurídicas para subsidiar as produções dos estudantes. Outras fontes consultadas foram usuários do TFD e gestores da Secretaria de Estado da Saúde: a chefa do Departamento de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), Geovana Moreira; e a assessora jurídica Janyr Carvalho.

Sobre o TFD

Se um paciente morador do município “x” precisa fazer tratamento de hemodiálise e essa especialidade não é oferecida na referida cidade, o enfermo pode solicitar o acesso ao recurso assegurado no TFD para fazer o deslocamento até uma unidade de saúde em outra cidade, onde o tratamento é ofertado.

A realocação do paciente é coordenada pelo serviço de Regulação do SUS (Sistema Único de Saúde), a partir de critérios como a disponibilidade de vagas. O recurso consiste em uma ajuda de custo para viabilizar despesas com transporte, hospedagem e alimentação, inclusive do acompanhante, caso necessário.

Defensor Jean Nunes explica o passo a passo do TFD

Para a coordenadora do Curso de Comunicação, Luiziane Saraiva, a parceria com a Defensoria Pública é duplamente interessante. “Pela ótica da responsabilidade social, a academia presta serviço à comunidade, devolvendo parte do investimento que vem sendo feito e, para o grupo de estudantes que participaram do projeto, foi uma oportunidade de aprendizado e aplicação dos conhecimentos adquiridos em sala de aula”, explicou.

O chefe do Departamento de Comunicação, Carlos Benalves, destacou que parcerias como esta são muitos importantes para a UFMA como um todo pois, além de dar vazão às produções feitas pelos alunos e pelos professores, contribui diretamente com uma questão social específica e reafirma o papel das universidades públicas.

Festival Guarnicê de Cinema faz itinerância em Pinheiro e Alcântara

A Universidade Federal do Maranhão (Ufma), através do Departamento de Assuntos Culturais (Dac/Proexce), realiza exibições gratuitas de filmes e ações formativas nessa terça (22) e quarta-feira (23), na cidade de Pinheiro, e na quinta-feira (24), em Alcântara. A programação integra o projeto de extensão Guarnicê em Itinerância, que será encerrado no mês de novembro/19, com a realização das ações culturais no município de Raposa.

A programação oficial começará na terça-feira (22), no Auditório Central da Ufma Campus Pinheiro/MA, com a exibição da Mostra Guarnicêzinho, das 9h às 10h. Em seguida terá a Mostra Copa Studio 10 anos, das 10h às 11h. Das 14h30 às 15h30 haverá a solenidade oficial de abertura com exibição às 15h30 do filme ‘Selvagem’, de Diego da Costa, melhor longa nacional do 42º Festival Guarnicê de Cinema. A programação está no site http://www.cultura.ufma.br/index.php/festival-guarnice-de-cinema-em-itinerancia/ e nos folders e cartazes distribuídos nos locais de exibição.

Inclusão cultural

Nesse projeto, a Ufma levará a experiência do cinema a locais onde a população não possui acesso à arte cinematográfica. Realizará ainda ações formativas que colocam crianças e jovens em contato com técnicas básicas de produção de filmes. “O Guarnicê em Itinerância ampliará as oportunidades do encontro entre o cinema e o público, fazendo circular a obra audiovisual por meio de mostras itinerantes em comunidades do interior do Estado”, disse a diretora do Dac e coordenadora do projeto, Fernanda Santos Pinheiro.

A iniciativa tem patrocínio do Centro Elétrico e Governo do Maranhão (Lei Estadual de Incentivo à Cultura). “Por meio do Guarnicê em Itinerância, crianças e jovens das comunidades beneficiadas despertarão ainda o interesse nos processos audiovisuais, estimulando a formação de plateia e o interesse pela linguagem artística”, explica a diretora. “Esse projeto é uma extensão do nosso Festival Guarnicê de Cinema, que terá sua 43ª edição em 2020. Oportuniza ainda espaços de exibição em locais onde não há salas de cinema. Levamos a arte e a cultura do cinema para onde o povo está”, finalizou Fernanda Santos Pinheiro.

Acervo do Guarnicê

O público alvo do Guarnicê em Itinerância é heterogêneo, focando a presença de alunos do ensino superior, da educação básica e a comunidade em geral. O Festival Guarnicê de Cinema é uma referência como polo difusor da arte cinematográfica e possui um dos mais ricos acervos fílmicos do país. Quarto festival mais antigo do Brasil e o segundo mais antigo promovido por universidades, exibe há 42 anos o melhor da produção do cinema autoral brasileiro, sendo janela das mais importantes no cenário dos festivais nacionais.

Em Pinheiro, o Guarnicê em Itinerância tem apoio da Fundação Sousândrade, Universidade FM, Gráfica Universitária, Ufma Campus Pinheiro (Centros de Ciências Humanas Naturais, Saúde e Tecnologia), Prefeitura de Pinheiro, CDL/Câmara de  Dirigentes Lojistas de Pinheiro, Uema Campus Pinheiro e Ifma Campus Pinheiro. Em Alcântara, apoiam o projeto a Fundação Sousândrade, Universidade FM, Gráfica Universitária e ainda a Prefeitura de Alcântara (secretarias municipais de Educação e de Cultura e Turismo), Ifma Campus Alcântara e Paróquia de São Matias.