Lançamento: livro “Vozes do Anjo” relata duas experiências de comunicação popular e comunitária em São Luís

A formação do Anjo da Guarda, bairro localizado na área Itaqui-Bacanga, em São Luís, tem muitas personagens e fatos marcantes. Parte dessa História é contada no relato sobre duas experiências de comunicação registradas no livro “Vozes do Anjo: do alto-falante à Bacanga FM”, que será lançado sexta-feira (27 de agosto), às 19 horas, na igreja Nossa Senhora da Penha.

Denominado “Rádio Popular”, o sistema de som em alto-falante ou “voz” foi criado em 1988 com a participação de religiosos católicos, lideranças comunitárias do bairro, artistas, jovens, mulheres e homens atuantes nas pastorais sociais.

A “Rádio Popular” funcionou durante 10 anos, até 1998, quando a comunidade dialogou sobre a criação de uma emissora FM. E assim surgiu a rádio comunitária Bacanga FM 106,3 Mhz, em pleno funcionamento e completando 23 anos de existência nesse ano de 2021.

O livro “Vozes do Anjo: do alto-falante à Bacanga FM” costura a criação do bairro às duas emissoras. Fruto de uma pesquisa iniciada em 2016, no curso de Rádio e TV da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a obra é uma produção do OMMAR (Observatório da Mídia no Maranhão), com apoio do ObEEC (Observatório de Experiências Expandidas em Comunicação). A edição tem o selo da Editora da UFMA (EdUFMA) e a impressão viabilizada pela Direção Regional do Serviço Social do Comércio (Sesc) no Maranhão.

Obra tem a capa de Isis Rost e diagramação de Bruno Ferreira

Durante cinco anos de trabalho os pesquisadores Ed Wilson Araújo, Saylon Sousa, Rodrigo Anchieta, Rodrigo Mendonça e Robson Correa entrevistaram várias fontes vinculadas diretamente à criação das duas emissoras. O radialista e líder comunitário Luis Augusto Nascimento, um dos fundadores da Rádio Popular e da Bacanga FM, destaca a importância dos dois meios de comunicação em todo o processo de lutas dos moradores do bairro nas suas reivindicações por transporte coletivo, infraestrutura, água potável, educação e saúde, entre outras. As rádios para ele também são o palco de divulgação dos valores culturais do Anjo da Guarda.

“O livro representa uma das profícuas experiências de pesquisa acadêmica em comunicação no estado do Maranhão, mas também uma excelente oportunidade de conhecermos parte significativa da história contemporânea da sua capital”, pontuou o coordenador do OMMAR, professor doutor Carlos Agostinho Couto, na apresentação da obra.

No prefácio do livro, a pesquisadora Ana Carolina Escosteguy ressalta: “Há muito o que dizer deste trabalho, de suas características e qualidades, que, com certeza, o fazem merecedor de se tornar um alento e uma referência na pesquisa em comunicação”

A pesquisa para a produção do livro constou de revisão bibliográfica e trabalho de campo. Todas as entrevistas em áudio estão disponíveis em uma plataforma digital e podem ser acessadas, assim como a obra em pdf. A capa é de Isis Rost e a diagramação de Bruno Ferreira

O livro está organizado em etapas, conectando a evolução das duas rádios em cinco capítulos, com as respectivas abordagens sobre a relação entre comunicação e mobilização popular no Anjo da Guarda; o surgimento da Rádio Popular no alto-falante; a transição para a Bacanga FM; o posicionamento da emissora na Internet; e um balanço sobre os 20 anos da legislação que disciplina o serviço de radiodifusão comunitária.

Neste último capítulo é feito um apanhado sobre a criação e a luta para a obtenção da outorga para a Bacanga FM no contexto de organização da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão. Ambas, a entidade e a rádio, foram criadas em 1998, ano marcante na luta pela democratização da comunicação no Maranhão.

SERVIÇO

Pauta: Lançamento do livro “Vozes do Anjo: do alto-falante à Bacanga FM”.

Autores: Ed Wilson Araújo, Saylon Souza, Rodrigo Anchieta, Rodrigo Mendonça e Robson Silva

Quando: 27 de agosto (sexta-feira)

Onde: Igreja Nossa Senhora da Penha (Rua Honduras, s/n, Anjo da Guarda)

Horário: 19h

Valor do livro: R$ 30,00 (trinta reais)

OBS: Devido às condições sanitárias e em cumprimento ao decreto do Governo do Maranhão, o evento é limitado a 150 pessoas convidadas, mantendo distanciamento no (amplo) salão da igreja, uso de máscara e higienização das mãos.

Foto destacada / Entrada principal do Anjo da Guarda nos anos 1980 / Imagem: Acervo do jornal O Imparcial /

Justiça Federal manda suspender reunião do Conselho Universitário convocada irregularmente para mudar o Estatuto e o Regimento Geral da UFMA

Uma liminar da 13ª Vara Federal Cível, em ação ajuizada pela Apruma (Associação dos Professores da Universidade Federal do Maranhão), suspendeu a reunião do Conselho Universitário (Consun) que seria realizada terça-feira (27) com o objetivo de alterar o Estatuto e o Regimento Geral da instituição.

No seu despacho, o juiz Juiz Federal Substituto da 2ª Vara, respondendo pela 13ª Vara, Pedro Alves Dimas Junior, deferiu o pedido da Apruma para suspender a convocatória e cancelar a realização da reunião do Consun prevista para 27 de abril.

“Determino, também, à UFMA que se abstenha de remarcar a referida sessão extraordinária antes de corrigir as irregularidades apontadas”, frisou o magistrado.

Na ação, a assessoria jurídica da Apruma sustentou que a tentativa de fazer mudanças estatutárias e regimentais não permitiu tempo viável para o debate na comunidade universitária, pois as propostas foram apresentadas com apenas uma semana de antecedência.

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Os advogados argumentaram ainda que as mudanças pretendidas para o Estatuto e o Regimento Geral não poderiam ser apreciadas na mesma reunião porque a convocação para a alteração de ambos os documentos em apenas uma sessão viola os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade.

A assessoria jurídica do sindicato amparou o seu pedido no fato de que o processo administrativo de alteração do regimento geral corria em sigilo, afrontando o princípio da publicidade; e, logo no art. 1º da proposta de mudança estatutária, “há previsão de alteração da UFMA para fundação de direito privado, enquanto o Estatuto atual trata a UFMA como fundação de direito público.”

O pedido foi baseado também no Art. 9º da Lei 5.152/1966, que autorizou a instituição da UFMA, determinando que o Estatuto da Universidade deve ser submetido à apreciação do Conselho Federal da Educação para fins de aprovação do Poder Executivo.

Antes da divulgação da decisão judicial, houve um recuo da Administração Superior da UFMA. No final da tarde de hoje, o Gabinete da Reitoria da UFMA divulgou uma nota oficial informando que a reunião do Conselho Universitário está adiada.

A nota pode ser interpretada como um tipo de recuo tático da Reitoria, que teria tomado conhecimento da decisão judicial e se precaveu para não ser surpreendida por uma ordem para cancelar a reunião do Consun.

Houve, portanto, duas vitórias da comunidade universitária: política e jurídica.

UFMA: mobilização da comunidade universitária adia a reunião do Consun

Uma nota oficial do Gabinete da Reitoria da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), distribuída na tarde de hoje (26), informa que a reunião do Conselho Universitário (Consun) convocada para terça-feira (27) está adiada.

“Por solicitação de membros do CONSUN, em especial diretores de centro, de mais tempo para consultar, analisar e discutir os documentos, resolve adiar a 111ª Sessão Extraordinária do Conselho Universitário/CONSUN, marcada para o dia 27 de abril, às 8 horas, na Plataforma Google Meet”, esclareceu a UFMA.

Segundo a nota, a Reitoria “estabelecerá cronograma e metodologia que atendam ao processo de consulta aos documentos e a sua consequente deliberação coletiva, em nova reunião do CONSUN, a ser oportunamente marcada.”

A reunião iria apreciar mudanças profundas no Estatuto e no Regimento Geral da UFMA, sem consulta prévia aos professores, estudantes e técnicos administrativos.

As propostas de alteração estatutária e regimental não foram submetidas aos órgãos colegiados da Universidade e seriam votadas intempestivamente na reunião dos conselheiros.

Ao tomar conhecimento das alterações, os três segmentos da UFMA questionaram o método imposto pela Reitoria para mudar o Estatuto e o Regimento Geral à revelia das assembleias dos cursos, dos conselhos de centro e dos fóruns de estudantes e técnicos administrativos.

A Associação dos Professores da UFMA (Apruma), seção sindical do Andes, mobilizou a categoria para questionar a forma como a Administração Superior tentava impor mudanças na gestão da instituição. Em nota distribuída nos meios de comunicação, a entidade afirmou que as alterações propostas “tramitaram em sigilo e sem respaldo jurídico”, constituindo “uma afronta à autonomia universitária.”

“Em tempos de aulas remotas, mortes de servidores e estudantes, as propostas alteram o caráter público e estatal da UFMA, centralizam no reitor todas as decisões, que passa a ter maior poder que o Conselho Universitário. A prioridade, agora, é a vida e a luta por recursos públicos para a Educação Pública, que sofreu corte de 3,8 bilhões de reais”, enfatizou a Apruma.

A entidade seguirá em mobilização para que qualquer mudança na gestão da UFMA seja feita com base no diálogo, ouvindo todas as partes interessadas, assegurando os princípios da democracia, transparência e autonomia universitária.

Professora da UFMA sofre intimidação depois de postagem “Bolsonaro genocida”

A professora do Departamento de Medicina III da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Marizélia Ribeiro, recebeu intimidação em uma rede social na noite de sábado (20) após compartilhar uma imagem que associava o adjetivo “genocida” ao presidente Jair Bolsonaro.

O compartilhamento foi rebatido em tom de intimidação. A bolsonarista Denicy Alves, também docente da UFMA, adicionou um print do perfil “Conservadores do Brasil (OACB)” alusivo à criação um canal de denúncias para coagir pessoas que façam críticas ao presidente Jair Bolsonaro. “A organização garantiu que irá ingressar com ações judiciais contra todos os autores das mensagens”, diz o texto. Após isso, Alves fez o comentário “Cuidado professora”.

O panfleto eletrônico informa os critérios e o e-mail para enviar as denúncias, especificando os alvos: “Se você receber ou deparar com vídeos, fotos ou qualquer outro tipo de postagem ofensiva ao Presidente Jair Bolsonaro, sua família e membros do seu governo, seja por parte de políticos, artistas, professores ou qualquer um do povo, envie o material para o e-mail secretariageral@oacb.org.br. A professora Denicy Alves postou em seu Facebook esse print dos Conservadores do Brasil (OACB).

Mais abaixo a publicação diz que as denúncias podem ser anônimas e reitera a ameaça: “VAMOS PROCESSAR TODOS” e “vamos derrotar o mal”, em alusão aos críticos do presidente.

Denicy Alves opera nas redes sociais defendendo a ditadura militar e Jair Bolsonaro, como pode ser observado nas mensagens abaixo. Um dos compartilhamentos da professora é da deputada federal bolsonarista Carla Zambelli, elogiando a data de 31 de março de 1964, quando foi deflagrada a ditadura militar no Brasil, que resultou em torturas, mortes e desaparecidos políticos.

Além desses post, o perfil da docente expõe fotos, prints e textos contendo críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), expressões depreciativas sobre o comunismo (sem qualquer fundamentação teórica), ironias sobre a adoção de medidas restritivas para combater a pandemia, frases sintomáticas de fanatismo e idolatria bolsonarista, menções depreciativas ao ex-presidente Lula e até mesmo a publicação de uma imagem sobre uso de medicamentos sem comprovação científica no combate à covid19, intitulada “”VIDEO: médicos europeus pedem uso urgente da invermectina no tratamento contra a covid19.

Ela chegou inclusive a publicar conteúdo falacioso em uma rede social e foi censurada por conteúdo indevido.

FRASE DO ANO

A frase “Bolsonaro genocida” vem sendo usada largamente nas redes sociais para denunciar a inoperância do governo federal no combate à pandemia covid19 e os discursos violentos, depreciativos, grotescos e irônicos do presidente Jair Bolsonaro diante da morte de quase 300 mil brasileiros.

O epíteto “genocida” associado ao presidente vem sendo combatido de variadas formas pelo governo federal. O influenciador Felipe Neto já foi alvo de ação da Polícia Federal após criticar a política necrófila de Bolsonaro em relação à pandemia.

As ameaças e intimidações alcançaram outras pessoas Brasil afora. Fatos amplamente divulgados dão conta de ameaças e intimidações não só de bolsonaristas comuns, mas do aparelho coercitivo do Estado contra professores e até reitores.

Ex-reitor da Universidade Federal de Pelotas (RS), o epidemiologista Pedro Hallal foi processado pelo governo federal após criticar ações governamentais durante uma atividade on line. Antes desse episódio, Hallal já havia sido atacado pelo próprio Bolsonaro em uma rede social.

Perseguições, ameaças, intimidações e agressões nas redes sociais e nos pronunciamentos do presidente e de vários ministros têm como alvo professores, uma categoria das mais odiadas pelo espectro bolsonarista. A pedido do ministro da Justiça e Segurança Pública, André Luiz de Almeida Mendonça, a Polícia Federal instaurou inquérito para investigar o sociólogo Tiago Costa Rodrigues, do Tocantins, pela publicação de frases em outdoor contendo críticas ao presidente Jair Bolsonaro. Uma das peças publicitárias compara o chefe do executivo a um “pequi roído”.

Profissionais de saúde que defendem protocolos sanitários também são hostilizados pela horda negacionista. Um dos casos mais graves ocorreu recentemente contra a médica cardiologista Ludhmila Hajjar, que chegou a ser cotada para substituir Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde. “Realmente foi assustador. Está sendo, porque eles não terminaram. Mas eu tenho muita coragem, e pelo Brasil eu estava disposto a passar por isso. Mas isso me assustou. Criaram perfis falsos meus em Twitter, perfis falsos em Instagram. Divulgaram meu celular em redes sociais. Imagina, eu sou uma médica, eu preciso do meu telefone para atender meus doentes. Eu recebo mais de 300 chamadas. Ameaças de morte. Houve uma tentativa de entrar no meu hotel no qual eu estou em Brasília. Houve ameaças à minha família. Então, tudo o que você imaginar de pessoas que eu só posso considerar que estejam lutando para o Brasil dar errado eu sofri” , detalhou Hajjar.

Simpósio aborda a produção literária maranhense

Com o tema “A produção maranhense em foco: a escrita, o espaço e o tempo”, começa segunda-feira (22), pela plataforma GoogleMeet, o Simpósio de Literatura Maranhense, realizado pelo Grupo de Estudos em Literatura Maranhense (Gelma), vinculado ao Departamento de Letras (Deler) da Universidade Federal do Maranhão.

O evento estende-se até 26 de março (sexta-feira), com palestras, conversa entre autores e acadêmicos na seção Café Literário, apresentação de trabalhos (comunicações orais) e mesa redonda.

A conferência de abertura será proferida pelo doutor Ricardo Leão, abordando o assunto principal do simpósio: “A literatura maranhense em foco”. 

O diálogo entre literatura, história, memória e a presença da mulher na produção literária dão a tônica com evento. O tema “Literatura Maranhense e História” terá a participação na mesa redonda dos doutores Dino Cavalcante, Henrique Borralho e Cristiane Tolomei.

Pesquisadores de outras instituições participam do simpósio, como o doutor Giscard Farias Agra, da Universidade Federal da Paraíba, que vai proferir palestra sobre a trajetória do escritor Humberto de Campos.

No encerramento, o tema “A lírica maranhense” terá abordagem dos escritores Salgado Maranhão, José Neres e Ricardo Leão.

Veja a programação completa e os horários das atividades aqui

Imagem destacada / estátuas com bustos de escritores maranhenses na praça do Pantheon, no Centro de São Luís / Foto capturada aqui

IX Ciclo ObEEC terá palestra e lançamento de livros

Atividades acontecem hoje (sexta-feira, 11), às 16h, via Google Meet

O IX Ciclo de Debates realizado pelo Observatório de Experiências Expandidas em Comunicação (ObEEC), da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), tem como tema “Outras epistemologias” e receberá a professora doutora Cynthia Carvalho Martins para a conversa.

Cynthia Martins é antropóloga e poeta, além de professora do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Estadual do Maranhão e do Programa de Pós-Graduação em Cartografia Social e Política do Maranhão (UEMA). É, ainda, conselheira da SBPC (Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência).

Após o Ciclo de Debates ObEEC haverá o lançamento de três obras, editadas pela editora da Universidade Federal do Maranhão (EdUFMA): o livro “Experiências Expandidas em Comunicação, Volume II”, organizado pela professora doutora Letícia Cardoso e pelo professor doutor Márcio Monteiro, que reúne trabalhos dos pesquisadores do ObEEC com parceiros de outras instituições; o livro “Vozes do Anjos: do alto-falante à Bacanga FM”, organizado pelo professor doutor Ed Wilson Araújo e pelo mestrando em Comunicação (UFMA) Saylon Sousa; e o livro “Trabalho escravo, políticas públicas e práticas comunicativas no Maranhão contemporâneo”, organizado pela professora doutora Flávia de Almeida Moura e pelo doutor Marcelo Sampaio Carneiro.

O ObEEC é formado pelos(as) docentes pesquisadores do Curso de Comunicação da UFMA: Ed Wilson Araújo, Flavia Moura, Larissa Leda, Letícia Cardoso, Marcio Monteiro, Melissa Moreira, Patrícia Azambuja e Ramon Bezerra.

SERVIÇO

Palestra e lançamento de livros no IX Ciclo do Observatório de Experiências Expandidas em Comunicação (ObEEC)

Quando: 11 de dezembro (sexta-feira), às 16h, via Google Meet: meet.google.com/udy-geyj-mht

Aos inscritos será fornecido certificado de participação.

Inscrição pelo SIGE Eventos: https://sigeventos.ufma.br/eventos/public/evento/CDOOE

Portal Assobiar: jornalistas inauguram plataforma colaborativa na região Chapada das Mesas, no Maranhão

Já está no ar o primeiro portal de jornalismo colaborativo digital da região Chapadas das Mesas. A iniciativa foi lançada sábado (22) por duas jornalistas formadas pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), campus Imperatriz: Daniela Souza e Idayane Ferreira. O site nomeado de Portal Assobiar tem como objetivo agregar profissionais e população em geral que queiram retratar situações e temas alternativos pouco noticiados nos outros veículos da região.

O território Chapada das Mesas é um parque nacional e protege 160.046 hectares de cerrado nos municípios de Carolina, Riachão, Estreito e Imperatriz, no centro-sul do Maranhão. Veja mais aqui e aqui

A criação de uma plataforma de jornalismo digital surgiu a partir de conversas informais sobre a necessidade de projetos de comunicação que pudessem tratar da diversidade da região, onde mais pessoas tivessem vez e voz.  “Nossas experiências profissionais, juntamente com o hábito de sempre estar por dentro das tecnologias digitais e iniciativas jornalísticas de outros estados, também inspiradas no curso de especialização da UFMA [em Assessoria de Comunicação Empresarial e Institucional], nos fizeram acreditar (e arriscar) em um projeto como o Portal Assobiar”, afirma Daniela Souza, uma das idealizadoras do projeto.

Idayane Ferreira e Daniela Souza têm foco no jornalismo regional

O Portal Assobiar busca reunir colaboradores profissionais e comunidade em geral, seja por meio de sugestões de pautas, textos prontos (no caso de jornalistas) ou como colunistas. “Os profissionais e demais pessoas interessadas que quiserem nos sugerir pautas por meio das nossas redes sociais, endereço de e-mail e comentários no site, fiquem à vontade! A nossa ideia é fazer um projeto o mais colaborativo possível, em que as pessoas consigam visualizar suas demandas locais”, afirma a também idealizadora do projeto, Idayane Ferreira.

As jornalistas iniciaram os trâmites de toda a construção da plataforma há dois anos. Elas explicam que são responsáveis por receber e cobrir todas as pautas, exceto a dos colunistas e aquelas que já chegam prontas. “Claro que temos uma linha editorial e o nosso público alvo é agregar professores, artistas, comunidades e a classe estudantil, não só de Imperatriz mas de toda a região”, explica Idayane.

Para acessar o site basta digitar, portalassobiar.com.br e também é possível encontrar todas as redes sociais e acompanhar tudo que acontece na região.

Mais informações ou sugestão de pautas no e_mail portalassobiar@gmail.com

A UFMA na Praia Grande

Já imaginou vários cursos da Universidade Federal do Maranhão instalados nos casarões e prédios do Centro Histórico de São Luís, com a Reitoria localizada no Convento das Mercês?

E se ao longo das ruas tortas e estreitas houvesse equipamentos de ensino, pesquisa e extensão, conectando o passado e o futuro através da Ciência, em prol do desenvolvimento do Maranhão?

Caberiam ainda cafés, livrarias, sebos, salas de cinema, novas quitandas, moradias estudantis e laboratórios para exercitar a criatividade e o pensamento em um dos lugares mais belos da cidade.

A inspiração dos três parágrafos acima está em uma das notas do escritor Josué Montello, no Diário da Tarde, escrita em 29 de janeiro de 1967, quando ele relata a cerimônia do nascedouro da Fundação Universidade do Maranhão; futuramente, UFMA.

Montello foi um dos reitores da primeira instituição de ensino superior do nosso estado e sonhava criar uma cidade universitária no Centro Histórico de São Luís.

Ouça aqui a nota de 1967, na voz do poeta Paulo dos Santos Furtado, que gentilmente nos cedeu essa interpretação, entre tantas outras leituras deliciosas, quando encara com elegância a figura do narrador.

Em sua vasta obra literária, Josué Montello tem no romance mais visibilidade; porém, os seus “Diário da manhã”, “Diário da tarde”, “Diário do entardecer”, “Diário da noite iluminada”, “Diário das minhas vigílias” e “Diário da madrugada”,  que aparentemente são anotações sobre fatos pitorescos, revelam temas de forte valor histórico.

Na referida nota, o autor faz alusão ao desejo de transformar a Praia Grande, dotada de esplendoroso conjunto arquitetônico, em um grande centro cultural, lembrando o Maranhão de outrora.

O detalhe do excerto está no arremate, quando fica claro que, no calor de São Luís, não cabem as capas dos estudantes de Coimbra. Era só o romancista conversando com a sua imaginação.

Imagem destacada / Centro Histórico de São Luís visto do mar / Foto: Marizélia Ribeiro

PET Comunidades Populares debate fake news e as consequências da desinformação

Fonte: Site da UFMA

Com o objetivo de analisar o crescimento e o forte fluxo da disseminação de fake news e como estas se solidificam na atual sociedade, os grupos do Programa de Educação Tutorial da Universidade Federal do Maranhão (PET-UFMA) promovem dia 9 de junho (terça-feira), a partir das 19h, no Instagram do PET Conexões de Saberes Comunidades Populares, a live “O advento das fake news e suas consequências na sociedade”.

A atividade será coordenada por Adriely Costa, ativista do movimento negro e feminista, estudante do oitavo período do curso de Filosofia da UFMA, membra do PET Comunidades Populares e representante estudantil do Centro Acadêmico de Filosofia (Cafil- Gestão Kinesis) da UFMA. E contará com a participação de Ed Wilson Araújo, jornalista, docente do Departamento de Comunicação Social (DCS) da UFMA, presidente da Associação de Radiodifusão Comunitária (Abraço) no Maranhão e membro da Agência Tambor.

Segundo o professor convidado, o advento das fake news é observado de forma expressiva no país no período pré-eleitoral e eleitoral do ano de 2018, sendo um fator decisivo das eleições daquele período. “As fakes news percorrem um território semeado pelo conservadorismo, pelo relativismo e pela negação da razão. O que se tem observado de maneira milimétrica e sistemática recentemente no Brasil e em outros países são os ataques a duas instituições fundamentais no processo civilizatório, que são o jornalismo e a ciência, o que propicia a criação de guerrilhas eletrônicas, como a utilização de robôs, para atacar os meios de comunicação que já têm uma sedimentação consolidada na sociedade. Mas porque essas instituições são atacadas por esses segmentos ultraconservadores? Porque operam sobre critérios e argumentos da coerência, da lógica, da correspondência e da vinculação da verdade”, destacou.

Apruma faz levantamento sobre trabalho remoto na UFMA

A Apruma (Associação dos Professores da UFMA), seção sindical do Andes, está realizando um levantamento junto aos docentes da Universidade Federal do Maranhão sobre as condições de trabalho no contexto da pandemia do Covid-19.

Responda ao levantamento clicando aqui

O objetivo do levantamento é coletar informações que possam subsidiar o debate, a posição e as proposições da Apruma quanto ao trabalho no contexto de isolamento social, bem como na expectativa de retorno gradual das atividades, pós-isolamento. 

A iniciativa da Apruma decorre da Resolução nº 1.999 publicada pela Universidade Federal do Maranhão, ad referendum, em 18 de maio/2020, que dispõe sobre o calendário acadêmico especial (2020.3), por meio de atividades remotas.

Segundo a direção da UFMA, a Resolução nº 1.999 foi baseada em um diagnóstico realizado junto a(os) alunos(as), professores(as) e técnicos administrativos acerca das condições para o desenvolvimento de atividades de ensino de forma remota, por meio de um questionário disponibilizado através da plataforma eletrônica Sigaa.

De acordo com a Apruma, muitos estudantes e professores, em reuniões e debates, questionam o formato do diagnóstico da UFMA, que não considerou aspectos mais amplos para tal atividade e a ausência de um debate abrangente com a comunidade acadêmica.

Assim, atendendo a sugestões dos docentes em reunião realizada no dia 19 de maio de 2020, a Apruma está realizando o levantamento próprio com o objetivo de mapear as condições de trabalho docente na forma remota, em suas múltiplas dimensões, visando coletar informações que possam subsidiar a entidade representativa dos professores no contexto atual.

Clique no link para responder às perguntas da Apruma

Imagem destacada capturada neste site