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Escuta Ciência: Apruma estreia programa de divulgação científica

Primeiro episódio (clique aqui para ouvir) aborda a poluição da areia e da água intersticial na praia do Olho d’Água, em São Luís, baseado na dissertação de mestrado de Osmar Luís Silva Vasconcelos, com o título “Avaliação da contaminação microbiológica em praias de macromaré: uma proposição de metodologia”, sob orientação do professor doutor Jorge Luiz Silva Nunes, coordenador do Laboratório de Organismos Aquáticos do Departamento de Oceanografia e Limnologia da UFMA.

Escuta Ciência é um programa de áudio, resultante da Oficina de Divulgação Científica realizada durante a greve dos docentes e técnicos administrativos da UFMA.

A oficina, ministrada pelos professores Ed Wilson Araújo e Carlos Agostinho Couto, com o apoio da Apruma Seção Sindical, tem o objetivo de transformar trabalhos científicos em podcast e programas de rádio, no formato de entrevista.

Durante as aulas teóricas, os participantes estudaram trabalhos científicos (dissertação de mestrado) para compreender os principais conceitos das pesquisas: a teoria, a metodologia, os resultados alcançados e a relevância do estudo para a sociedade.

Depois dessa etapa, os participantes desenvolvem roteiros de entrevista e convidam os pesquisadores para o trabalho prático de gravação e edição, no Laboratório de Rádio.

Os objetivos da Oficina de Divulgação Científica são: compreender as diferenças e aproximações entre o campo científico e o campo da comunicação; visualizar a comunicação como forma de mediação da produção científica; e traduzir os trabalhos acadêmicos para linguagem acessível ao público geral, em programas de áudio.

O programa “Escuta Ciência” ficará ancorado no site da Apruma Seção Sindical e o arquivo de áudio pode ser baixado e veiculado nas emissoras de rádio, inclusive as comunitárias.

O primeiro episódio, gravado quinta-feira (9 de maio), abordou a poluição da areia e da água intersticial na praia do Olho d’Água, em São Luís, fruto da dissertação de mestrado de Osmar Vasconcelos, sob orientação do professor doutor Jorge Nunes, do Departamento de Oceanografia.

A edição e a finalização do programa são do mestrando em Comunicação e técnico do Laboratório de Rádio, Jorge Sousa, com apoio da professora do IFMA (Centro Histórico), Nereida Dourado, nas redes sociais.

O tema poluição da água intersticial foi também objeto de uma reportagem do jornalista Ed Wilson Araújo (leia abaixo)

Imagem destacada / Adultos e crianças utilizam a areia sem noção do perigo da contaminação por bactérias / Foto: Dissertação de Osmar Vasconcelos

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Podcast: obra de Josué Montello tem adaptações produzidas por estudantes de Rádio & TV da UFMA

Alunos(as) da disciplina Texto e Roteiro para Mídia Sonora criaram narrativas em audio baseadas no romance “Noite sobre Alcântara”, de Josué Montello. A obra, lançada em 1978, terá nova edição em 2022

Concebidos no gênero educativo-cultural, os podcasts (veja links ao fim da postagem) têm o objetivo de proporcionar aos ouvintes o acesso a alguns trechos, conteúdos e personagens emblemáticas do livro.

O romance memorial e histórico transita entre a opulência e a decadência de Alcântara, manifestada no processo de empobrecimento da aristocracia.

Duas personagens evidenciam o conflito: Natalino, herói militar da Guerra do Paraguai; e Maria Olivia, filha da aristocracia que na juventude estudara na Europa. Ambos retornam a Alcântara e as suas vidas são pontuadas por vários lances ao longo da narrativa.

Na aurora do século XX, a obra é marcada pelos contrastes entre opulência e decadência, republicanos e monarquistas, escravocratas e abolicionistas, sagrado e profano, vida e morte…

Os podcasts foram estruturados com aberturas que situam a audiência no tema abordado, seguidos da leitura de trechos do livro relacionados ao assunto e a análise de especialistas na obra montelliana: o professor doutor do Departamento de Letras da UFMA, Dino Cavalcante; e a bibliotecária gestora da Casa de Cultura Josué Montello, Wanda França de Sousa.

Na fase de planejamento e redação dos roteiros, Wanda Sousa e Dino Cavalcante proferiram palestras alusivas à obra Noite sobre Alcântara e fomentaram junto aos alunos um conhecimento mais detalhado acerca do livro, enfatizando as suas personagens, os cenários, a conjuntura político-econômica da época e a dimensão estética presentes no romance.

A disciplina inteira foi ministrada de forma remota, inclusive a gravação dos podcasts, utilizando a plataforma Zencastr. No uso da plataforma os estudantes foram orientados por Saylon Sousa, radialista, mestrando em Comunicação e sonoplasta do Laboratório de Rádio da UFMA. Os trabalhos foram concluídos em janeiro de 2022.

Ao longo da disciplina, a única atividade presencial foi uma visita à rádio Timbira AM, quando os(as) discentes tiverem o primeiro contato face a face (veja fotos abaixo):

Escadaria de acesso à rádio Timbira AM
Estudantes com gestores e profissionais no estudio da Timbira AM
Visita técnica à rádio Timbira AM

Durante o planejamento, a produção, a redação dos scripts, a gravação e a edição, os(as) estudantes aplicaram as técnicas e o conteúdo teórico sobre a estratégia do roteiro, manejando os elementos da linguagem radiofônica: palavra falada, música, efeitos sonoros e silêncio.

Os podcasts foram elaborados em equipes, mas a turma inteira participou de todas as etapas de planejamento e produção. A coordenação geral da série é do professor Ed Wilson Araújo.

Clique na lista abaixo para ouvir os episódios.

A decadência das fazendas, por Fernanda Daphiny, Marcos Grativol e Mateus de Sousa.

O incêndio no casarão de Davi Cohen, por Ana Rafaele Silva, Sylmara Durans e Jarina Gomes.

Alcântara do passado e o cenário atual, por Joelma Baldez e Cryslane Sousa.

O contexto sócio político de Alcântara, por Victor Sá e Amorim Filho.

A falência do modelo agro-exportador, por Luis Felipe Ribeiro, Raul Pontes e Camila Moura.

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Dois velórios: Cunha Santos leva para o túmulo o jornal de papel

por Ed Wilson Araújo e José Reinaldo Martins

As novas gerações de jornalistas, nascidas e criadas no mundo digital, devem experimentar intensas sensações com os dispositivos tecnológicos. Toda era cultural tem seus prazeres e assim o mundo gira cada vez mais rápido, sempre ao mesmo tempo agora.

Jornalistas veteranos tiveram outros deleites: sentir o cheiro de tinta e papel, ouvir o tec tec da máquina de escrever, ir para a rua feito cães farejadores de notícias e encerrar a edição com um encontro no bar, entre outras tantas emoções.

A antiga Peixaria Carajás, no São Francisco, é testemunha do jornalismo boêmio e malandro, no bom sentido da coisa. Nas madrugadas, passando pela avenida Castelo Branco, era impossível não esticar uma boa prosa com J. França, depois de ele ter fechado a edição de O Estado do Maranhão.

Por essas coincidências da vida e da morte, o jornalista Cunha Santos faleceu no Dia do Poeta (20 de outubro) e na semana em que O Estado do Maranhão encerra suas atividades como um dos mais longevos impressos da terra onde o padre Antônio Vieira pregou.

Escritor, cronista refinado, democrata e boêmio inveterado, Cunha Santos vai embora junto com o jornal de papel, deixa muitas saudades e os seus livros “Meu calendário em pedaços”, “O esparadrapo de março”, “A madrugada dos alcoólatras”, “Paquito, o anjo doido” e “Odisséia dos pivetes”, além de inúmeros textos espalhados em vários diários que podem ser consultados na web ou nos arquivos vivos da Biblioteca Pública Benedito Leite.

Quer mais uma coincidência?

Neste outubro de despedidas, um dos mais prestigiosos impressos do mundo começou a recrutar leitores para experimentar sua aposta no futuro do presente: The New York Times Audio, “um novo aplicativo para jornalismo de áudio e contação de histórias”

Segundo o NYT, a nova plataforma vai oferecer “artigos narrados, podcasts e conteúdo de áudio de uma lista de editores de primeira linha.”

Enquanto São Luís não vira Paris e de Nova Iorque só tem a Estátua da Liberdade, sobrevivem entre os mais antigos no papel O Imparcial e o velho Jornal Pequeno de guerra (a última tribuna de Cunha Santos), provas da resistência de um meio de comunicação que pulsou intensamente e concomitante à magia do rádio e ao encantamento da televisão.

O impresso está desaparecendo sem alarde, quase despercebido, mas pode ser que ainda tenha uma sobrevida em periodicidade semanal, com reportagens especiais focadas em jornalismo de profundidade.

Seria uma espécie de impresso vintage, aos domingos, com textos e imagens muito especiais, destinado a um público seleto. Algo como edição de colecionador.

Valeria a pena ressuscitar o Colunão de Walter Rodrigues ou o Jornal Pessoal de Lucio Flávio Pinto, duas penas memoráveis que eu guardo até hoje e releio vez por outra, para nunca esquecer como se escreve bem.

Então, nesta quinta-feira (21), serão dois velórios em um só dia: de Cunha Santos e do jornal O Estado do Maranhão

No entanto, fiquemos atentos ao mais importante: acabando o impresso, fica o Jornalismo, uma instituição da modernidade, filha do Iluminismo, fundamental para mediar o público com base nos critérios de verdade.

O Jornalismo teve um papel essencial no desmonte da farsa perpetrada pela Lava Jato, desmascarando Sergio Moro e toda a quadrilha organizada em parte do Ministério Público Federal para destruir a democracia no Brasil.

E segue na missão civilizatória de combater a desinformação e o obscurantismo.

Que assim seja.

A esta hora, J. França e Jonaval Medeiros da Cunha Santos já se encontraram no céu e, lá de cima, dão boas gargalhadas vendo esse corre corre sem fim das pessoas solitárias e ansiosas ao celular, caladas, sem aquele clima caloroso e o ambiente onomatopéico da velha redação do jornal de papel: tec tec tec.

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Capacitação para radialistas comunitários: parceria Estácio e Abraço Maranhão abre turma com atividades on line

A Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão (Abraço-MA) comunica que estão abertas as inscrições para nova turma do Curso de Extensão “Capacitação para Radialistas Comunitários”.

Todas as atividades serão on line (ensino remoto). O projeto é oferecido pelo Centro Universitário Estácio de São Luís, em parceria com a Abraço-MA, responsável pela triagem dos radialistas participantes, já que os inscritos devem comprovar vínculo com emissoras comunitárias ou serem indicados pela própria entidade.

O curso é gratuito e o interessado precisa comprovar o vínculo com alguma emissora comunitária. Para se inscrever, o(a) radialista comunitário(a) deve preencher um formulário com as seguintes informações:

– Nome completo;

– Emissora;

– Município;

– Número da carteira de identidade;

– E-mail;

– Celular (WhatsApp). 

Clique aqui para acessar o formulário e realizar sua inscrição.

Devido à pandemia, os encontros não acontecerão mais de forma presencial. Desta vez, as aulas serão ministradas on line pelo professor Paulo Pellegrini, em sábados alternados, pela plataforma virtual Google Meet

No ato da inscrição, é necessário ter um e_mail da conta Google para o(a) aluno(a) acessar às aulas pelo Google Meet.

Outra novidade que irá agradar aos interessados se refere ao número de vagas disponíveis, pois visando ampliar o público-alvo, na modalidade remota, a quantidade de vagas para participantes aumentou de 20 para 50, sendo que 10 ficarão reservadas para alunos da Estácio, já incluídos nesse quantitativo as duas vagas de monitoria.

A carga horária do curso de extensão para os radialistas selecionados equivale a 20 horas-aula, divididas em 12 horas-aula de encontros e 8 horas-aula de atividades extra-classe.

Os certificados serão entregues online e o recebimento está condicionado à presença mínima de 75% dos encontros e realização mínima de 75% das atividades.

Abaixo segue o cronograma detalhado dos 8 encontros programados para acontecer, a partir do dia 27 deste mês:

Se houver alguma dúvida, basta entrar em contato com a Abraço-MA pelo e-mail abracomaranhao@gmail.com ou falar com Márcio Calvet via whatsapp no número 98 981246827.