Flavio Dino opta por Carlos Brandão, mas amplia o diálogo com a base até o fim de janeiro

O governador Flavio Dino (PSB) comunicou pelas redes sociais o resultado da reunião entre os 13 partidos aliados, realizada na noite de hoje (29). Em síntese: o candidato do Palácio dos Leões é Carlos Brandão, mas uma nova reunião será realizada no final de janeiro de 2022.

Até lá, os partidos e os pré-candidatos devem dialogar diante do novo cenário e vão em busca de viabilidade política e eleitoral. O governador deixará o cargo em abril de 2022 para se candidatar ao Senado. Na condição de vice-governador, Carlos Brandão assume o comando e pode ter o seu nome definitivamente avalizado na reunião de janeiro.

Aparentemente não houve fissuras na reunião de hoje. Todos os pré-candidatos se manifestaram nas redes sociais respeitando a escolha do governador.

O senador e pré-candidato Weverton Rocha (PDT), no entanto, afirmou que o seu projeto de ser governador segue em frente. Caso o nome do vice-governador seja mantido para a sucessão de Flávio Dino, estará configurado um racha liderado pelo senador pedetista, tornando-se o nome mais forte na oposição ao grupo dinista.

Felipe Camarão, atual secretário de Educação do Governo do Estado e pré-candidato pelo PT, afirmou que a reunião liderada por Flávio Dino foi “democrática”. “Seguiremos em busca da união e consenso. De minha parte continuarei dialogando com nossos aliados, com os partidos, com nossa militância e com nossa base. Nossa caminhada continua e será reavaliada em encontro da executiva do PT”, destacou Camarão em um tweet.

Uma ala do PT cogita Felipe Camarão para vice de Carlos Brandão. A vice seria disputada também pelo deputado estadual petista Zé Inácio.

Casa d’Arte encerra festejo com cinema, afetos e música

Sábado (27) a programação será no Casa d’Arte, a partir das 18h. Já no dia 29 (segunda), as atividades ocorrem no palco do Viva Raposa

A festa continua no município de Raposa. Nos últimos dias 13 e 20 de novembro, foi dado início ao “Festejo 2021” – evento em comemoração ao aniversário de atuação do Pontão de Cultura, composto pelo Instituto Maranhão Sustentável (IMAS), em seu 10º ano de existência, junto ao Casa d’Arte Centro de Cultura, que completa 7 anos.

Agora, nos próximos dias 27 e 29, serão realizados os últimos dias de programação do Festejo 2021, com shows musicais, festival de cinema, premiação, discotecagens e mais.

Neste sábado (27), a programação será realizada no Centro Cultural Casa d’Arte, localizado na rua do Farol da Marinha, 9, Alto do Farol, a partir das 18h. Na ocasião, será realizada a premiação e exibição dos filmes selecionados no Festival de Cinema Cine Carimã. Além da programação de cinema, a noite contará com discotecagem da VJ Nay Zawto e pocket show do rapper Marco Gabriel.

Já no dia 29, na próxima segunda-feira, a programação ocorrerá especialmente no Viva Raposa, também a partir das 18h. Além da exibição dos filmes selecionados, a noite terá, ainda, um espetáculo musical: o show “Arquipélago”, composto pelos artistas Jon Sul e Melkzé e pela banda Michelly (foto destacada).

A apresentação das duas últimas noites do Festejo 2021 ficará por conta da produtora audiovisual Nat Maciel.

Cine Carimã

O Festival de Cinema Cine Carimã é baseado no projeto “Cine Carimã”, um cinema de base comunitária para estimular, especialmente, jovens a verem, discutirem e fazerem cinema. O projeto conta com atividades como exibição de filmes, rodas de conversas e oficinas em torno da produção audiovisual.

Um dos principais objetivos do “Cine Carimã” é divulgar e incentivar o cinema brasileiro, visando aproximar os jovens da linguagem do audiovisual e capacitando-os para produzir cinema como ferramenta para a transformação social e proporcionar lazer para toda a família.

Na primeira edição do festival, foram selecionados os filmes:

●       Ludovisendo (Direção: Ben-Hur Real);

●       Adubo para uma árvore (Direção: Yaku Huna Simi e Ywira Ka’i);

●       Estatísticas (Direção: Nádia Maria);

●       Deriva (Direção: Cláudio Marconcine);

●       A grande mão (Direção: Gabriela);

●       Fugaz (Direção: Leonan Vasconcelos);

●       Ela disse que queria virar mar (Direção: Letycia Vasconcelos);

●       Das cinzas (Direção: Jeyci Elizabeth);

●       Querida! (Direção: Geovane Camargo);

●       O sumiço do boizinho (Direção: Edson Mendonça).

A curadoria do Festival de Cinema Cine Carimã é assinada por Cláudia Marreiros, artista visual que atua nas áreas de fotografia, audiovisual, produção cultural e arte educação. Ela é também diretora artística e produtora da Feirinha Criativa Café Cuxá, realizada no bairro do Desterro.

Pelo não preenchimento de vagas na categoria “Filmes de bolsos de moradores da Raposa” por falta de inscritos, o festival, em seus termos, decidiu premiar mais 3 filmes enviados no prazo do edital em outras categorias. Para incentivo da linguagem em Raposa, será anunciada uma ação voltada à comunidade durante a exibição. Além disso, também será homenageada, com uma premiação, uma obra convidada que representa a essência do cinema comunitário maranhense.

Casa d’Arte

Pautada no conceito de redes colaborativas para construir um modelo singular que valoriza a economia solidária, a autonomia e a arte autêntica, o Casa d’Arte é certificado pelo Minc como Ponto de Cultura, que se articula para inspirar e ser referência em processos criativos e compartilhados em todas as áreas do saber.

Há sete anos em funcionamento, o Casa d’Arte havia interrompido suas atividades artísticas em março de 2020, em virtude da pandemia do novo coronavírus. Nesse período, desenvolveu ações sociais de distribuição de cestas básicas às famílias da região, e implantação de lavatórios públicos, junto ao projeto “Vidas em Conexão”, do Instituto Maranhão Sustentável, atendendo cerca de 500 famílias desde o início da pandemia. Mais informações sobre o projeto acesse: www.maranhaosustentavel.org.br/vidas-em-conexao.

Serviço

O quê: Encerramento do Festejo de 7 anos da Casa d’Arte Centro de Cultura;

Quando: dias 27 e 29 de novembro de 2021, a partir das 18h;

Onde: Casa d’Arte Centro de Cultura (dia 27) e Viva Raposa (dia 29);

Entrada: Gratuita – presencial;

Contato para entrevistas: (98) 99968-2033 (Gustavo Sampaio – Assessoria).

YouTube: https://www.youtube.com/channel/UChvKAwTcWEszQe3pyzBMrTA;

Facebook: https://www.facebook.com/casadartecult/;

Instagram: @casadartecult – https://www.instagram.com/casadartecult/.

Prêmio Fapema vai contemplar as melhores produções científicas

No próximo dia 2 de dezembro será realizado, no Teatro Arthur Azevedo, a 16º edição do Prêmio Fapema. Nesta edição, o tema será “Mulheres Cientistas do Maranhão” e homenageará três pesquisadoras influentes do nosso estado: Ana Angélica Mathias Macêdo (IFMA), Luciane Maria Oliveira Brito (in memorian, UFMA) e Zafira da Silva de Almeida (UEMA)

Para o evento, foi destinado, através do Governo do Estado do Maranhão, o valor de R$ 216.000,00 (Duzentos e dezesseis mil reais) definido na programação financeira da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico no Maranhão (Fapema). Dessa forma, profissionais em destaque por sua produção científica, tecnológica ou jornalística serão premiados com troféu, certificado e montante financeiro. 

Ao todo, serão premiados 52 profissionais em 9 categorias:

Pesquisador Júnior (estudante e orientador): R$ 2.250,00 (1° lugar); R$ 1.750,00 (2° lugar); e R$ 1.250,00 (3° lugar).

Jovem Cientista (estudante e orientador): R$ 2.500,00

Dissertação de Mestrado (estudante e orientador): R$ 3.000,00

Tese de Doutorado (estudante e orientador): R$ 5.000,00

Pesquisador Sênior: R$ 10.000,00

Jornalismo Científico: R$ 4.000,00

Inovação Tecnológica: R$ 5.000,00

Popvídeo Ciências (estudante e orientador): R$ 2.500,00 (1° lugar); R$ 2.000,00 (2° lugar); R$ 1.250,00 (3° lugar)

Prêmio Homenagem Especial Fapema: R$ 10.000,00

Em respeito às normas de seguranças impostas pela pandemia do Covid-19, o evento presencial, respeitando o decreto vigente do Governo do Estado, vai contar com participação reduzida para que seja respeitado o distanciamento social, mas também será transmitido pelo canal do Youtube (Fapema Oficial)

Música é alimento: festival BR135 tem ação solidária em 2021

O BR135 2021 chega em forma de ação solidária para arrecadar cestas básicas que vão beneficiar a comunidade do Desterro, no Centro Histórico da capital maranhense. A proposta é reunir o Boi de Maracanã, Dicy Rocha, Núbia, Enme, Butantan&Fuega, Criola Beat, Pantera Bl4ck e a banda paraense Os Amantes neste sábado, 27, no Convento das Mercês.

Os melhores momentos desse grande encontro, que contará ainda com discotecagem de Vanessa Serra e Selecta Groove e performances de Áurea Maranhão e do artista africano Josef Osei, serão exibidos para todo o Maranhão no especial BR135 – Música é Alimento, pela TV Mirante.

A iniciativa da dupla Criolina, formada por Alê Muniz e Luciana Simões, realizadores do Festival BR135, se dá em função das limitações impostas pela pandemia de covid-19. “Em tempos normais nós enchemos as praças da cidade, mas agora é diferente. Estamos voltando, mas precisamos voltar devagar, com todo o cuidado”, afirma Simões.

“Entendemos que a arte, e em especial a música, cumpre um papel fundamental para a saúde de corpos e mentes, mas pode ir além, contribuindo para melhorar a situação de muita gente que tem fome, por isso a ação solidária para arrecadação de cestas básicas”, completa Muniz.

Fazer parte do BR135 neste ano significa contribuir com a ação, doando uma cesta básica ou 1 kg de alimento não perecível para quem mais precisa. A doação, no entanto, é voluntária. Quem não puder contribuir pode também participar do evento, obedecendo o limite de 400 pessoas no local, conforme decreto do Governo do Estado para eventos culturais (nº 37.176, de 10 de novembro de 2021).

Há duas formas de contribuir: levar a doação ou adquirir uma cesta no Convento das Mercês (haverá um ponto de venda lá). Uma equipe da produção do BR135 fará plantão no local, das 9h às 17h da sexta-feira, para receber as doações e entregar o voucher de acesso.

Além da doação de cestas básicas, o BR135 articulou uma parceria com a comunidade do Desterro para gerar renda no bairro. Parte do comércio de alimentos e bebida dentro do Convento das Mercês durante o evento será feita por comerciantes da região, organizados pela União de Moradores do Centro Histórico, Praia Grande, Portinho e Desterro e pela Coletiva Por Elas Empoderadas – de luta pelos direitos da mulher.

O BR135 2021 – Música é Alimento tem patrocínio da Equatorial por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura da Secretaria de Estado da Cultura, Governo do Maranhão.

PROGRAMAÇÃO

Entrega de voucher de acesso

Sexta, 26, das 9h às 17h, no Convento das Mercês

BR135 2021 – Música é Alimento

Sábado, 27, 19h, no Convento das Mercês

18h Boi de Maracanã

19h Dicy

20h Núbia

21h Butantã + Enme + OnlyFuego

22h Criola Beat

23h Os Amantes

+ Informações: (98) 98179-1113 (Assessoria de Comunicação)

Um choro abolerado

Identificados com o universo brega, Marcos Magah e Walfredo Jair são os convidados do último sarau da temporada 2021 de RicoChoro ComVida; as outras atrações são o Quarteto Crivador e a DJ Vanessa Serra

Por Zema Ribeiro*

O constante estímulo ao diálogo entre diferentes gêneros musicais e gerações distintas é uma premissa do sarau RicoChoro ComVida desde sua origem – e até antes, em outros projetos idealizados e desenvolvidos por Ricarte Almeida Santos.

Puristas sempre torceram os narizes, mas essa estranheza e esse atrito acabam sendo vitamina para a cena musical, que se fortalece com estes encontros, às vezes inusitados.

Se Raul Seixas é hoje considerado um dos maiores nomes do rock nacional e, por que não dizer, da música popular brasileira, pouca gente sabe ou se lembra de que ele foi um dos inventores do brega como o conhecemos hoje, tendo sido guitarrista do disco de estreia de Odair José e fornecedor de sucessos para os repertórios de Diana e Jerry Adriani, entre outros.

Walfredo Jair / Foto: divulgação

Quem for ao sarau RicoChoro ComVida desta sexta-feira (26) vai entender do que se está falando. Marcos Magah e Walfredo Jair são os artistas convidados, ambos nomes identificados com a música brega, cada qual a seu modo. O segundo foi integrante de Os Fantoches, uma das maiores bandas de baile já surgidas em São Luís, e é nome de destaque na noite ludovicense, animando bares, restaurantes e casas noturnas com seu dançante repertório de boleros. O primeiro ajudou a consolidar a cena punk na capital maranhense, como integrante da banda Amnésia, tendo retomado à música alçando voo solo com o lançamento de “Z de vingança” em 2012, disco com pitadas de brega, rock e psicodelia.

Originalmente programado para acontecer no Largo da Igreja do Desterro, em reverência a Walfredo Jair, artista oriundo da região, o sarau RicoChoro ComVida de sexta-feira (26), às 18h, que encerra a temporada 2021 do projeto, terá como palco o mesmo cenário de suas duas edições anteriores: o jardim do Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM, Rua do Sol, 302, Centro). O evento é gratuito e aberto ao público.

Walfredo Jair e Marcos Magah serão acompanhados pelo Quarteto Crivador, formado por Fleming Bastos (bateria), Rui Mário (sanfona e direção musical), Tiago Fernandes (violão sete cordas) e Wendell de la Salles (bandolim). O grupo, formado por virtuoses em seus respectivos instrumentos, leva o nome de um dos três tambores da parelha do tambor de crioula, revelando em seu batismo a influência da diversidade rítmica da cultura popular maranhense, em um estreito diálogo entre choro e tambor de crioula, bumba meu boi, lelê, tambor de mina, cacuriá, tribo de índio e coco, entre muitos outros.

Marco Magah / Foto: divulgação

Vanessa Serra é a DJ convidada desta edição do sarau, que fecha com chave de ouro a temporada 2021 de RicoChoro ComVida. Jornalista de formação, produtora por vocação e pesquisadora musical por hobby transformado em profissão, sua presença tem tudo a ver com o espírito deste sarau, em particular: boleros e sambas-canções, além de temas desbragadamente bregas costumam figurar em suas inspiradas playlists, sem falar, é claro, no choro.

As três edições de RicoChoro ComVida em 2021 foram garantidas por meio da emenda parlamentar 39210011 OGU 2021, destinada pelo deputado federal Bira do Pindaré à Prefeitura Municipal de São Luís, através da Secretaria Municipal de Cultura (Secult). O sarau musical tem produção de RicoChoro Produções Culturais, Girassol Produções e Sociedade Artística e Cultural Beto Bittencourt, e conta com tradução simultânea em Libras, a língua brasileira de sinais, banheiros acessíveis e assentos preferenciais próximo ao palco.

Serviço

O quê: Sarau RicoChoro ComVida

Quem: DJ Vanessa Serra, Quarteto Crivador e os cantores Marcos Magah e Walfredo Jair

Quando: dia 26 de novembro (sexta-feira), às 18h

Onde: Jardim do Museu Histórico e Artístico do Maranhão (MHAM, Rua do Sol, 302, Centro)

Quanto: grátis

Apoio cultural: emenda parlamentar nº. 39210011 OGU 2021, do deputado federal Bira do Pindaré à Prefeitura de São Luís

Informações: facebook: ricochorocomvida; instagram: @ricochoro

* Zema Ribeiro é jornalista. Escreve no Farofafá. É coordenador de produção da Rádio Timbira AM, onde, aos sábados, com Gisa Franco, apresenta o Balaio Cultural

Imagem destacada / Jardim do Museu Histórico e Artístico do Maranhão / capturada no site do jornal O Imparcial

Açailândia é o próximo destino da oficina “Trilhas e Tons”

Curso de teoria musical aplicada à música popular será ministrado entre os dias 29 de novembro e 3 de dezembro, no anfiteatro da Secretaria Municipal de Cultura

Por Zema Ribeiro *

A oficina “Trilhas e Tons – Teoria musical aplicada à música popular” chega a Açailândia entre os próximos dias 29 de novembro e 3 de dezembro. Com 20 horas aula de duração, a formação é ministrada por Nosly, com coordenação de Wilson Zara e assistência de Mauro Izzy, nomes destacados no cenário musical maranhense.

“Estamos recebendo o projeto Trilhas e Tons, que vai ser desenvolvido aqui na cidade e vai trabalhar teoria musical. Os alunos que vão participar desse projeto são alunos da rede municipal e que fazem parte da banda municipal de Açailândia. Para nós é um projeto interessantíssimo e que reforça os conhecimentos musicais desses meninos e meninas que já estudam música, que já fazem parte do projeto da banda municipal da cidade. Para nós é uma alegria enorme receber esses grandes profissionais que estão vindo para cá ministrar esse curso. A gente só tem a agradecer e desejar vida longa ao projeto”, afirmou Chico Cruz, secretário municipal de Cultura de Açailândia.

A oficina será realizada no anfiteatro da Secretaria Municipal de Cultura (Praça da Cultura, Avenida Kennedy, s/nº., Residencial Tropical, Açailândia/MA), onde os/as interessados/as também podem se inscrever – as inscrições e o material didático utilizados durante o curso são gratuitos. “Trilhas e Tons” tem patrocínio da Equatorial Maranhão através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão.

O articulador local do projeto, Armando Furtado, ressalta que a oficina “é de grande importância para a formação dos nossos músicos da Banda Municipal de Açailândia Mestre Zezão, pois já conhecemos a qualidade dos profissionais que voltam a nossa cidade para trazer conhecimento e incentivo sobre teoria musical”.

“Além dos nossos jovens músicos temos também os alunos do Instituto de Música de Corda, que tocam violão, baixo e teclado, além de músicos da Orquestra Sinfônica de Açailândia. Estão todos ansiosos pela oficina itinerante Trilhas e Tons”, finaliza Armando, que também é coordenador da Banda Mestre Zezão.

Serviço

O quê: oficina “Trilhas e Tons – Teoria musical aplicada à música popular

Quem: o instrutor Nosly, o coordenador Wilson Zara e o assistente Mauro Izzy

Quando: de 29 de novembro a 3 de dezembro, das 14h às 18h

Onde: anfiteatro da Secretaria Municipal de Cultura (Praça da Cultura, Avenida Kennedy, s/nº., Residencial Tropical, Açailândia/MA)

Quanto: inscrições e material didático grátis

Patrocínio: Equatorial Maranhão, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão

Informações: @projetotrilhasetonsoficial no instagram e @trilhasetons no facebook

Imagem destacada / divulgação / Integrantes da Banda Municipal Mestre Zezão com o coordenador Armando Furtado

* Zema Ribeiro é jornalista. Escreve no Farofafá e é coordenador de produção da Rádio Timbira AM, onde apresenta, aos sábados, com Gisa Franco, o Balaio Cultural

Agronegócio avança com violência(s) na região do Baixo Parnaíba

Por Ed Wilson Araújo

No intervalo do Jornal Nacional, da Rede Globo, milhões de brasileiros assistem à propaganda de louvação do agronegócio. Ele é pop, é tech, é tudo!

Os filmes publicitários muito bem feitos levam a crer no milagre da lavoura, projetando na audiência os sentidos de prosperidade, sucesso, lucros, méritos, satisfação e nacionalismo.

Mas, esse Brasil que dá certo na tela da TV é muito diferente da realidade dos moradores cercados pelos campos de soja.

No povoado Carrancas, a 19 Km da sede do município Buriti de Inácia Vaz, homens e mulheres de várias gerações, nascidos e criados nas chapadas, sentem no corpo inteiro e na mente as violências provocadas pelo agronegócio nos 16 municípios do Baixo Parnaíba, seguindo o curso da BR-222 e adjacências, na região leste do Maranhão.

Um dos dramas é narrado pela família de Maria Rita dos Reis Lira (66 anos) e Vicente de Paulo Costa Lira (65 anos).  A casa onde vivem e criaram sete filhos e 10 netos está cercada de campos de soja onde antes havia florestas de buriti, pequi, caju e uma variada fauna irrigadas por rios, riachos e córregos.

Casal de idosos, Vicente e Rita sentem a agonia do território cercado. Imagens: Ed Wilson Araújo

Após quase 20 anos de presença do agronegócio nessa região, quase tudo está destruído, restando alguns moradores que se recusam a vender as suas terras ou resistem diante das tentativas de apropriação ilegal de áreas onde os pequenos agricultores e extrativistas viviam e produziam bem antes da chegada dos fazendeiros.

A situação do casal Lira é parâmetro para todos os pequenos produtores da agricultura familiar, os povos e as comunidades tradicionais atingidos pelo agronegócio.

Para eles, todo dia é uma agonia vivenciada por diversos tipos de violência: assédio, ameaças e coação para a venda de terras e/ou grilagem dos territórios, perseguição quando fazem o roçado, poluição de veneno (herbicida) pulverizado por aviões ou despejado pelas máquinas agrícolas (tratores), desmatamento ilegal, extermínio das nascentes, poluição da água e das outras fontes de alimentos, denúncias criminais de fazendeiros contra os trabalhadores rurais, entre tantas outras agressões e violações de direitos humanos.

Ouça aqui o podcast com Vicente de Paula Costa Lira

Há também um tipo de violência visual. Dói nos olhos a sensação de estar cercado por imensos desertos, sem vida, com o futuro sempre ameaçado por novas expansões da fronteira agrícola baseada na monocultura.

Vizinho de Carrancas, o povoado Araçá ficou conhecido no mundo todo em abril de 2021 quando viralizaram as imagens da pulverização aérea de agrotóxicos, atingindo o menino André Lucas, de 7 anos de idade, vítima de graves queimaduras em todo o seu corpo.

Cenas do agronegócio em Buriti: áreas desmatadas avançam cada vez mais. Imagens: Ed Wilson Araújo

Diversas organizações que atuam na defesa dos camponeses classificam o uso de coquetéis de veneno como uma guerra química do agronegócio para eliminar as comunidades tradicionais e deixar os territórios livres para a expansão da monocultura de soja, eucalipto e milho, entre outros cultivos à base de herbicidas.

O menino André Lucas foi o caso mais visível; no entanto, a presença e/ou ameaça de uso dos herbicidas é uma constante na vida dos moradores cercados pelos campos de soja na região.

Para o integrante da Coordenação Estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Edivan Oliveira dos Reis, os impactos do agronegócio ocorrem pelo menos em quatro dimensões: ambiental, política, econômica e na cultura camponesa. Veja o vídeo abaixo:

Edivan Reis: o agronegócio na região vem desde a década de 1980

Os fazendeiros atendem por um sobrenome – Introvini – família de sojicultores que tem como principais personagens o pai Gabriel e o filho André.

De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), no episódio de Araçá, os proprietários das fazendas usuárias de pesticidas, os sojicultores Introvini, “não possuíam licenciamento ambiental da atividade de pulverização aérea, o que motivou embargo da atividade e também auto de notificação e infração no valor de 273 mil reais”.

Ainda segundo a Sema, “a investigação continuou com equipes da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos (SEDIHPOP), Secretaria de Saúde (SES), Secretaria de Segurança Pública (SSP-MA) e Agência Estadual de Defesa Agropecuária do Maranhão (AGED), em parceria com a Diocese de Brejo, Prefeitura de Buriti, Câmara Municipal e o Ministério da Saúde, em visita à sede da empresa para coleta de amostras de agrotóxicos e apreensão de documentos que serão utilizados na continuidade da apuração de ocorrência de crimes ambientais.”

Nesse cenário, a violência psicológica é uma tensão permanente. A força e o autoritarismo do agronegócio espalham seus tentáculos sobre as instituições, causando até mesmo a inversão de papeis, quando os agressores (fazendeiros) usam o aparelho coercitivo do Estado contra as vítimas (trabalhadores rurais).

Vicente de Paulo Lira é um entre tantos casos de moradores originais do cerrado já denunciados criminalmente e intimados a depor perante autoridades policiais pelo simples fato de utilizarem os seus territórios para o cultivo de roças necessárias à sobrevivência; no entanto, foram acusados de suposto “crime ambiental”.

Nas áreas do agronegócio, os fazendeiros constituem um poder tão violento que atropela as instituições formais, restando às comunidades o apoio de organizações não governamentais. Uma delas, o Fórum Carajás, atua há 10 anos no Baixo Parnaíba, prestando apoio em projetos de produção sustentável, na organização e solidariedade aos trabalhadores e trabalhadoras rurais. Segundo o presidente do Fórum Carajás, jornalista Mayron Régis Borges, a entidade tem por principal objetivo acompanhar os impactos dos grandes empreendimentos na vida das comunidades e no meio ambiente. “O Fórum Carajás nasce como um espaço de discussão de temas sócio-ambientais e elaboração e disseminação de documentos relativos a esses temas. As ações desenvolvidas pelo Fórum Carajás datam do começo de 2010 com a discussão em torno da preservação do bacuri para chegar em 2021 desenvolvendo projetos de segurança alimentar e criação de pequenos animais”, pontuou Borges.

Vicente resiste na roça de mandioca, uma das formas de preservar e produzir no território. Imagem: Mayron Regis

O avanço da monocultura de soja, milho e eucalipto coloca o Maranhão na segunda posição em casos de conflitos agrários, vitimando 137.515 famílias, segundo o Relatório “Conflitos no Campo Brasil 2020”, produzido pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). O registro está na página 29: “Os dez estados da Federação mais conflituosos se estabeleceram da seguinte maneira: Pará em primeiro lugar, com 168.546 famílias envolvidas em conflitos; em segundo, o Maranhão, com 137.515. Nesse sentido, os dois Estados alternam suas posições. A Bahia é o terceiro, com 85.874 famílias; Amazonas, que não aparece com número de ocorrências elevado, fica em quarta posição, com 63.731; o Mato Grosso, em quinto, com 63.525; em sexto lugar, Roraima, com 55.571; em sétimo, Rondônia, com 49.257; em oitavo, Acre, 47.281; em nono, Pernambuco, com 45.865; e em décimo, Mato Grosso do Sul, com 38.108.”

Além da violência contra os recursos naturais e às formas de vida dos moradores originários de vários territórios conflituosos, os assassinatos de lideranças que atuam na resistência assustam. Somente em 2021, nove execuções já foram computadas contra homens e mulheres do campo no Maranhão.

A pistolagem é a etapa final do processo de invasão e domínio das terras, quando os obstáculos da resistência política são eliminados a bala.

Enquanto isso, as denúncias seguem. Durante uma entrevista coletiva realizada em 17 de novembro de 2021, várias entidades representativas de camponeses, extrativistas, indígenas, quilombolas, pastorais sociais, pescadores, povos e comunidades tradicionais, acolhidas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB – Regional Nordeste 5) sincronizaram um pedido de socorro com uma frase emblemática: “A gente está morrendo”

Festival “Eita Piquena Arteira” tem diversas atrações culturais produzidas por mulheres

Chegando em sua 8ª edição em 2021, o festival Eita Piquena Arteira (EPA) acontecerá nos dias 22, 23 e 25 de novembro com uma programação híbrida. Idealizado pelo grupo Afrôs em 2010, o EPA já tem sete edições de sucesso de público e mostra sua versatilidade esse ano ao trazer novos e consagrados nomes femininos para compor suas atividades.

No dia 22 (segunda-feira) haverá parte do eixo formativo com duas oficinas. A oficina de “Elaboração de projetos culturais para mulheres, mulheres trans e não-bináries” ministrada por Nanda Pretah (MA) acontecerá de 9h às 12h. A outra oficina será de “Produção cultural para mulheres na música”, ministrada por Sabrina Bueno (MG/RJ), das 14h às 17h.

No dia 23 (terça-feira) acontece a segunda parte do eixo formativo com rodas de conversas. A roda “Autonomia para as mulheres: ferramenta de enfrentamento à violência contra a mulher nas artes e na cultura” conta com a presença de Carol Dourado, Samme Sraya e Rebeca Alexandre e ocorre às 15h.

Já a roda “Desafios e articulações das mulheres no mercado artístico brasileiro” é composta por Rafaela Gonçalves, Nadir Cruz e Enme Paixão e acontecerá às 17h. A programação dos dias 22 e 23 será transmitida ao vivo no youtube do grupo Afrôs (https://www.youtube.com/user/GrupoAfros).

No dia 25 (quinta-feira), a partir das 19h, será o dia da festa-mostra do Eita Piquena Arteira, que esse ano coincidirá simbolicamente com o Dia Internacional de Combate à Violência Contra a Mulher – luta e resistência permanente da organização do EPA. O local do evento é o Espaço Reocupa, na Rua da Estrela, no Centro Histórico de São Luís.

A festa-mostra contará com os shows em duo de artistas queridas e potentes, são elas: Dicy Rocha e Afrôs, Enme Paixão e Pantera Black e Regiane Araújo e Núbia. Ao longo da noite também haverá apresentação das DJs Gabriella Leão e Joana Golin, além de performances de Artemis Lisboa, Fê Marques, Elton Panamby e Renata Figueiredo.

Durante o evento a rádio EPA (espaço aberto para dar voz a quem precisa e quer falar de sua luta) estará funcionando ao vivo.

A noite será aberta ao público e a retirada gratuita de ingressos acontecerá através da plataforma Sympla a partir do dia 22/11 (segunda-feira). A quantidade de ingressos é limitada devido à lotação do espaço.

Mais de Afrôs

Afrôs é uma banda independente e autoral de São Luís que investe na musicalidade maranhense, indo da percussão aos vocais com essa versatilidade pulsante. Atualmente integra a banda Cris Campos Sereia, Fernanda Pretah, Hugo César, Melannie Carolina, Tchur, Thierry Castelo e Tieta Macau.

Serviço:

O quê: 8ª Edição do Festival Eita Piquena Arteira – EPA

Quando: 22, 23 e 25 de novembro de 2021

Onde: Reocupa (Rua da Estrela, 400A, Centro Histórico)

Formato: online e presencial.

Instagram: @grupoafrosma

Youtube: https://www.youtube.com/user/GrupoAfros

Contato para entrevistas e cobertura ao vivo do evento: (98) 98131-7431 (Amanda Drumont – Assessoria)

Josué Montello, São Luís e a Coluna Prestes no romance “A coroa de areia”

Texto: Ed Wilson Araújo
Foto: José Reinaldo Martins

A rua dos Craveiros, no Centro Histórico de São Luís, é um dos principais cenários do romance “A coroa de areia”, de Josué Montello, publicado em 1979.

Na casa de número 27 moravam a viúva Blandina e as suas filhas Maria do Carmo e Aglaia. O imóvel do livro é uma meia-morada com sacadas de ferro e um mirante onde ficara escondida a personagem João Maurício, revoltoso da Coluna Prestes.

João Maurício, parente de Blandina, fora acolhido na casa em sigilo, temendo o olhar curioso da vizinhança e a repressão contra as lideranças do movimento comandado por Luis Carlos Prestes.

Localizada entre a rua do Alecrim e a rua dos Afogados, a casa é uma entre tantas de São Luís do passado onde os moradores ficavam à janela para ver o movimento da cidade. Josué Montello descreve, neste hábito, o costume de os curiosos utilizarem almofadas cerzidas especialmente para acomodar os cotovelos durante as horas de contemplação do burburinho da urbe.

Mas, depois da chegada de João Maurício, todo cuidado era pouco. A casa de Blandina hospedava um perigoso revolucionário da Coluna Prestes.