Dois velórios: Cunha Santos leva para o túmulo o jornal de papel

por Ed Wilson Araújo e José Reinaldo Martins

As novas gerações de jornalistas, nascidas e criadas no mundo digital, devem experimentar intensas sensações com os dispositivos tecnológicos. Toda era cultural tem seus prazeres e assim o mundo gira cada vez mais rápido, sempre ao mesmo tempo agora.

Jornalistas veteranos tiveram outros deleites: sentir o cheiro de tinta e papel, ouvir o tec tec da máquina de escrever, ir para a rua feito cães farejadores de notícias e encerrar a edição com um encontro no bar, entre outras tantas emoções.

A antiga Peixaria Carajás, no São Francisco, é testemunha do jornalismo boêmio e malandro, no bom sentido da coisa. Nas madrugadas, passando pela avenida Castelo Branco, era impossível não esticar uma boa prosa com Raimundo França, depois de ele ter fechado a edição de O Estado do Maranhão.

Por essas coincidências da vida e da morte, o jornalista Cunha Santos faleceu no Dia do Poeta (20 de outubro) e na semana em que O Estado do Maranhão encerra suas atividades como um dos mais longevos impressos da terra onde o padre Antônio Vieira pregou.

Escritor, cronista refinado, democrata e boêmio inveterado, Cunha Santos vai embora junto com o jornal de papel, deixa muitas saudades e os seus livros “Meu calendário em pedaços”, “O esparadrapo de março”, “A madrugada dos alcoólatras”, “Paquito, o anjo doido” e “Odisséia dos pivetes”, além de inúmeros textos espalhados em vários diários que podem ser consultados na web ou nos arquivos vivos da Biblioteca Pública Benedito Leite.

Quer mais uma coincidência?

Neste outubro de despedidas, um dos mais prestigiosos impressos do mundo começou a recrutar leitores para experimentar sua aposta no futuro do presente: The New York Times Audio, “um novo aplicativo para jornalismo de áudio e contação de histórias”

Segundo o NYT, a nova plataforma vai oferecer “artigos narrados, podcasts e conteúdo de áudio de uma lista de editores de primeira linha.”

Enquanto São Luís não vira Paris e de Nova Iorque só tem a Estátua da Liberdade, sobrevivem entre os mais antigos no papel O Imparcial e o velho Jornal Pequeno de guerra (a última tribuna de Cunha Santos), provas da resistência de um meio de comunicação que pulsou intensamente e concomitante à magia do rádio e ao encantamento da televisão.

O impresso está desaparecendo sem alarde, quase despercebido, mas pode ser que ainda tenha uma sobrevida em periodicidade semanal, com reportagens especiais focadas em jornalismo de profundidade.

Seria uma espécie de impresso vintage, aos domingos, com textos e imagens muito especiais, destinado a um público seleto. Algo como edição de colecionador.

Valeria a pena ressuscitar o Colunão de Walter Rodrigues ou o Jornal Pessoal de Lucio Flávio Pinto, duas penas memoráveis que eu guardo até hoje e releio vez por outra, para nunca esquecer como se escreve bem.

Então, nesta quinta-feira (21), serão dois velórios em um só dia: de Cunha Santos e do jornal O Estado do Maranhão

No entanto, fiquemos atentos ao mais importante: acabando o impresso, fica o Jornalismo, uma instituição da modernidade, filha do Iluminismo, fundamental para mediar o público com base nos critérios de verdade.

O Jornalismo teve um papel essencial no desmonte da farsa perpetrada pela Lava Jato, desmascarando Sergio Moro e toda a quadrilha organizada em parte do Ministério Público Federal para destruir a democracia no Brasil.

E segue na missão civilizatória de combater a desinformação e o obscurantismo.

Que assim seja.

A esta hora, Raimundo França e Jonaval Medeiros da Cunha Santos Filho já se encontraram no céu e, lá de cima, dão boas gargalhadas vendo esse corre corre sem fim das pessoas solitárias e ansiosas ao celular, caladas, sem aquele clima caloroso e o ambiente onomatopéico da velha redação do jornal de papel: tec tec tec.

Literatura e chorinho: Celso Borges lança pequenos poemas viúvos

É o primeiro lançamento presencial do mais recente trabalho de poesia do escritor maranhense. O evento terá ainda um recital com seis poetas e vai acontecer durante a apresentação do projeto Rico Choro, a partir das 17h30, no Museu Histórico

Pequenos poemas viúvos reúne 90 poemas curtos, com prefácio do poeta Samarone Marinho e texto do escritor Luís Inácio. O projeto gráfico é da poeta Adriana Araújo, responsável, ao lado de Franck Santos, pela edição da obra por meio da Olho d´Água Edições. O livro tem ainda cinco fotos-texturas (cianotipias) feitas por alunos do IFMA, sob coordenação do professor Eduardo Cordeiro. A obra está à venda desde dezembro do ano passado, mas por causa da pandemia não houve nenhum lançamento presencial.

No livro, Celso Borges inverte o sentido de perda, transformando ausência em presença. O poeta elenca, entre personagens da vida cotidiana e escritores presentes em sua formação, situações limite próximas da morte, convertendo memória em imaginação criadora, fazendo tudo virar uma doce-amarga magia.

Música e recital vão animar a noite de sábado no RicoChoro

Pequenos poemas viúvos busca, não respostas que nos confortam no cotidiano, mas criações que vão além do inevitável universo da finitude. Quando Ana Cristina Cesar atravessa a janela, Bandeira Tribuzi olha o sobrevoo do urubu ou Gregor Samsa amanhece barata, Celso Borges transcende poeticamente cada um desses atos. 

“E é aí que mora o poder transformativo do olhar do poeta sobre as perdas. Distante dessa conotação, elas adentram o fluxo da memória poética como camada necessária para transformação da morte em vida. E o que se vê é a própria reanimação da vida pela reminiscência poética”, afirma Samarone Marinho.

Celso Borges monta um mosaico inesquecível, inapagável e permanente da memória que fica, a de Dorian Gray feliz com o espelho, a da mãe de Marcel Proust que lembra das receitas de madeleines, e a de Riobaldo que demora em descobrir Diadorim, entre outras.

PEQUENOS POEMAS VIÚVOS

Livro de poemas de Celso Borges

Lançamento no Museu Histórico e Artístico

E recital de poesia com o autor e os poetas Adriana Araújo, Fernando Abreu, Lúcia Santos, Luís Inácio e Josoaldo Lima Rego.

Sábado, 17h30

Durante o projeto Rico Choro

5ª edição do Atlas da Notícia atualizará censo do jornalismo local no Brasil

Fonte: Portal Intercom

O Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (PROJOR) anunciou no dia 6 de outubro o início da campanha para a quinta edição do Atlas da Notícia, o mais completo censo sobre o jornalismo local no Brasil. Com patrocínio do Facebook Journalism Project e apoio institucional da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) e da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a nova edição visa a atualizar o mapa dos veículos jornalísticos nos 5.570 municípios brasileiros e obter informações sobre fechamento de empresas de comunicação e novas iniciativas surgidas desde a última edição do censo, publicada no início de 2020.

Se você tem interesse em colaborar voluntariamente com a pesquisa do Atlas da Notícia, clique aqui.

Entre as novidades da quinta edição do Atlas estão o lançamento de um novo site para a divulgação dos resultados, prevista para o início de 2022, e a posterior realização de uma pesquisa aprofundada sobre a realidade das organizações de mídia local no país. Os dados coletados e atualizados pelo censo são uma base consistente para que pesquisadores e pesquisadoras de todo o Brasil possam orientar novas investigações sobre o jornalismo no país.

A organização, análise e publicação dos dados coletados será realizada pelo Volt Data Lab, liderado pelo jornalista Sérgio Spagnuolo. Já a coordenação da pesquisa nas cinco regiões brasileiras estará a cargo do jornalista Sérgio Lüdtke, que trabalhará com os seguintes pesquisadores regionais: Angela Werdemberg (Centro-Oeste), Dubes Sônego (Sudeste), Jéssica Botelho (Norte), Mariama Correia (Nordeste) e Marcelo Fontoura (Sul).

O censo do jornalismo local brasileiro conta também com o apoio de docentes e estudantes de escolas de jornalismo das cinco regiões do país e de voluntários que colaboram com a coleta dos dados. Na última edição, o Atlas da Notícia contou com a colaboração de 219 voluntários de 74 organizações. Voluntários podem se somar à equipe do Atlas e colaborar com a pesquisa preenchendo este formulário.

O presidente do Projor, Francisco Rolfsen Belda, destaca a importância do Atlas como referência para ações de pesquisa e desenvolvimento que busquem fortalecer o jornalismo local no Brasil, servindo também ao próprio desenvolvimento democrático do país. “Sabemos que não há democracia plena sem que a população tenha acesso à informação de qualidade e ao debate sobre as políticas que lhe dizem respeito, e essa relação é ainda mais crítica no âmbito dos pequenos e médios municípios, uma vez que repórteres e editores locais exercem um trabalho imprescindível no questionamento das ações de prefeituras e câmaras municipais, por exemplo.”

“O Facebook tem o compromisso de apoiar o ecossistema de notícias e o Atlas da Notícia é um estudo completo sobre a presença do jornalismo local no país. A edição anterior nos mostrou que mais de mil novos veículos digitais surgiram e essas informações nos ajudam a desenvolver projetos e iniciativas que possam promover a transformação digital, a criação de modelos de negócios sustentáveis e o fortalecimento das coberturas jornalísticas ao redor do país”, afirma a líder de Parcerias com veículos de notícias do Facebook no Brasil, Maíra Carvalho.

SOBRE O ATLAS DA NOTÍCIA

Inspirado no projeto America’s Growing News Deserts, da Columbia Journalism Review, o Atlas da Notícia é uma iniciativa do PROJOR e conta com o apoio institucional da Abraji e da Intercom. O Facebook Journalism Project (FJP) é patrocinador do Atlas da Notícia desde 2018, como parte das iniciativas para apoiar veículos de notícias locais.

Publicada em janeiro de 2020, a quarta edição do Atlas da Notícia registrou:

● Surgimento de 1.170 novos veículos digitais no país. Os veículos digitais são agora a segunda maior categoria no Brasil, atrás apenas de rádios.

● Os desertos de notícia encolheram 5,9% na pandemia. Mesmo assim, 3.280 municípios não contam com um veículo de comunicação que faça cobertura local.

● População em desertos de notícia tem queda de 9,6%, para 33,7 milhões de habitantes.

● Censo apurou o fechamento de 200 veículos de mídia

Mais informações no site do Atlas da Notícia

Iniciadas as obras de revitalização do Residencial Ipem Bequimão, em São Luís

Na manhã desta segunda-feira (18), o secretário das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry, acompanhou o início das obras de revitalização dos prédios do Conjunto Residencial Ipem Bequimão, em São Luís. Os serviços iniciaram de forma simultânea com a execução em 12 prédios. A ação comtempla os 58 blocos do residencial com intervenções nas áreas comuns internas e externas, pintura das fachadas dos prédios e reforma da quadra poliesportiva e entorno. As obras visam garantir moradias dignas e mais qualidade de vida para os moradores.  

“Aqui no Ipem Bequimão estamos iniciando a obra de recuperação dos 58 blocos de apartamentos dessa região. Uma reivindicação da comunidade, expectativa muito grande, pois esse conjunto nunca teve uma reforma completa. O governador Flávio Dino determinou que a Secid aqui estivesse para realizar essa obra em regime de urgência. Estamos iniciando hoje com 12 prédios, ao mesmo tempo, recebendo os serviços. Uma obra muito importante, um sonho que será realizado, uma paisagem que vai ser completamente modificada”, disse Márcio Jerry. 

Luzia Costa, que mora há 38 anos no Conjunto Residencial Ipem Bequimão, comemorou a chegada das obras. “Éramos esquecidos e com essa reforma nossas vidas vão mudar para melhor. Os prédios estão com aparência muito feia, mas graças ao governador Flávio Dino, vão ficar lindos após a reforma”, disse.

Outras obras

Por meio da Secretaria das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), o Governo do Estado está executando obras de reforma de outros residenciais em São Luís a exemplo do Residencial Camboa, Residencial Monte Castelo e Residencial Jackson Lago, esse último situado no bairro Fé em Deus.

As intervenções nos residenciais são nas áreas comuns internas e externas, e áreas de vivência. O secretário Márcio Jerry destacou a importância da iniciativa do Governo. “Por determinação do governador Flávio Dino, em atendimento à demanda dessas comunidades, estamos realizando as obras de reforma e assegurando melhoria nas condições de vida das famílias. O que é muito importante também é que está sendo utilizada mão de obra da comunidade, gerando trabalho e renda nas localidades”, disse.

No Residencial Camboa, que possui 18 blocos, a obra está com 70% dos serviços executados. Foram concluídos a reforma dos pisos e revestimentos, pintura interna e sistema elétrico dos halls em cada bloco, pintura das fachadas e revisão das coberturas. Falta a recuperação da quadra poliesportiva e cisternas. 

A reforma no Residencial Jackson Lago, situado no bairro Fé em Deus, também está avançada, com 75% dos serviços já executados. Os 20 blocos habitacionais receberam a recuperação dos pisos e revestimentos, pintura interna e melhoria do sistema elétrico dos halls, pintura das fachadas externas, revisão em coberturas e área de lazer. Para a conclusão da obra, falta a recuperação da quadra poliesportiva e cisternas. 

No Residencial Monte Castelo, composto por 14 blocos, a obra está na fase de pintura e recuperação da quadra poliesportiva. E no Ipem Bequimão as obras de reforma iniciaram nesta segunda (18). 

Fim de semana de Aulão do Enem mobiliza estudantes em Imperatriz

Durante este final de semana, centenas de jovens de Imperatriz vivenciaram o “Aulão do Enem”, resultado da parceria entre a Secretaria de Estado da Educação (Seduc), prefeituras e outras instituições municipais. Nesse sétimo final de semana de aulão presencial, as equipes de técnicos e professores da Seduc percorreram mais de 600 quilômetros para levar dicas e conhecimentos para jovens e adultos da Região Tocantina. 

Estudante da terceira série do Centro de Ensino Professor Edinan Moraes, localizada em Imperatriz, Emanuelle Silva destaca a importância da ação para sua preparação para o Enem. “É uma iniciativa que reforça os conhecimentos que aprendemos na escola de forma gratuita, vou me dedicar em aprender ainda mais para arrasar no Enem”, disse a jovem. 

Cerca de 50 municípios irão sediar os Aulões do Enem 2021, sempre aos finais de semana. O Aulão do Enem é iniciativa da Seduc e visa promover megarrevisão presencial e gratuita a jovens e adultos que concluíram ou estão cursando a 3ª Série do Ensino Médio, interessados em ingressar na educação superior, focada na preparação para o Enem. 

“É uma ação muito importante, porque reúne muitas curiosidades e questões tira-dúvidas para que possamos recordar alguns conteúdos e nos preparar para outras disciplinas que são exigidas no Enem. Decidi passar o meu fim de semana estudando para conquistar meus objetivos no futuro”, contou a estudante da terceira série do Centro de Ensino Professor Edinan Moraes, Stefany Souza. 

O Aulão disponibiliza aos estudantes conteúdos de revisão para o exame, de forma a desenvolver habilidades e competências relativas as quatro áreas de conhecimento que compõem o exame: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Matemáticas e suas Tecnologias; e Redação.

Jornalismo de excelência: conheça os vencedores do Prêmio Vladimir Herzog

A comissão organizadora do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos divulgou os trabalhos vencedores de sua 43ª edição. Veja a sessão gravada aqui.

A 43º edição contou com 700 inscrições, divididas entre sete categorias: Arte (ilustrações, charges, cartuns, caricaturas e quadrinhos), Fotografia, Produção Jornalística em Texto, Vídeo, Áudio, Multimídia e Livro-Reportagem.

Na categoria Arte, venceu a charge de Zé Dassilva. O trabalho (imagem destacada) é uma referência crítica aos desfiles de motocicletas dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, denominadas motociadas, sem uso de máscaras e provocando aglomerações.

Entre os premiados estão trabalhos produzidos em meios de comunicação alternativos e da mídia tradicional.

Um das produções com menção honrosa na categoria Produção Jornalística em Áudio é da rádio Brasil de Fato (BdF) e aborda a situação de crianças refugiadas que utilizam um programa de mídia sonora para dialogar sobre as suas realidades no contexto da migração forçada por guerras, fome, mudanças climáticas e perseguição política.

Outros trabalhos premiados trataram de feminicídio, LGBTfobia, alimentação no cárcere, moradia, reforma agrária, meio ambiente e políticas de combate às drogas.

O site The Intercept Brasil venceu e também obteve menção honrosa na categoria “Produção Jornalística em Texto”. Um dos trabalhos abordou a violência do conglomerado alimentício Maratá contra uma comunidade de camponeses no Maranhão. O outro investigou a relação entre a prostituição e as gerações de crianças sem pai durante a construção da usina hidrelétrica de Itaipu.

A cerimônia de premiação será realizada na próxima segunda-feira (25.out.2021), das 20h às 21h30, pelo Youtube do Prêmio Vladimir Herzog. Neste ano, os jornalistas Neusa Maria Pereira e Alex Silveira receberão o troféu símbolo do Prêmio. Abdias Nascimento e José Marques de Melo são os homenageados in memoriam.

Outros dois eventos compõem a programação do PVH. No sábado (23.out.2021), às 10h, o encontro na praça Vlado Herzog, contará com atividades de dança, poesia, música e literatura. No domingo (24.out.2021), das 17h às 19h, os vencedores do Prêmio participam da tradicional Roda de Conversa virtual sobre os bastidores de suas reportagens.

O jornalista Vladimir Herzog, Vlado, como era conhecido, foi assassinado pela ditadura militar no Brasil (1964 a 1985) no dia 25 de outubro de 1975. A criação do prêmio em homenagem a ele visa manter viva a chama do Jornalismo e da memória da luta pelos direitos humanos e democracia no Brasil.

A comissão organizadora do Prêmio Vladimir Herzog é formada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, Sociedade Brasileira dos Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo, Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, Conectas Direitos Humanos, Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB Nacional), Ordem dos Advogados do Brasil  – Seção São Paulo,  Periferia em Movimento e Instituto Vladimir Herzog.

Confira os vencedores 43º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos

Arte

VENCEDOR

Título: Motociatas (link)
Autor: Zé Dassilva 
Veículo: Diário Catarinense

MENÇÃO HONROSA

Título: LGBTfobia está atrelada ao processo de colonização? (link)
Autores: Norberto Liberator; Marina Duarte Maidana; Aline Correia Antonini
Veículo: Revista Badaró

Fotografia

VENCEDORES

Título: Grito do Subúrbio (link)
Autor: Brenno Farias 
Veículo: O Globo

Título: Paradoxo amazônico: 66% dos piores municípios do Brasil estão na Amazônia (link)
Autores: Tarso Sarraf; Renato Tavares; Cleo Soares; Daniel Nardin
Veículo: O Liberal

MENÇÃO HONROSA

Título: Jacarezinho (link)
Autor: Mauro Pimentel
Veículo: Revista Badaró

Produção Jornalística em Áudio

VENCEDOR

Título: O prato do preso (link)
Autores: João Peres; Marina Yamaoka; Victor Matioli; Victor Oliveira; Denise
Matsumoto; Amanda Flora
Veículo: O Joio e o Trigo

MENÇÃO HONROSA

Título: Crianças refugiadas discutem no Radinho BdF o direito de migrar (link)
Autores: Camila Salmazio; Lua Gatinoni; Sarah Fernandes
Veículo: Brasil de Fato

Produção Jornalística em Multimídia

VENCEDOR

Título: Estado alterado (link)
Autores: Paula Leite; Fernando Sciarra; Mariana Goulart; Luciana Coelho; Marcelo Leite; Lalo de Almeida; Sylvia Colombo; Fabiano Maisonnave; Ana Estela de Sousa Pinto; Fernanda Mena; Patrícia Campos Mello; Fábio Zanini; Thiago Amâncio; Eduardo Anizelli; Gustavo Queirolo; Simon Ducroquet; Irapuan Campos; Rubens Fernando Alencar; Danilo Verpa; Rogério Pilker
Veículo: Folha de S. Paulo

MENÇÃO HONROSA

Título: Mercúrio, uma chaga na floresta (link)
Autores: Gustavo Faleiros; Bram Ebus; James Alberti; Tom Laffay; Ewald Scharfenberg; Marcos David Valverde; Kate Wheeling; Sonia Bridi; G. I.Sutherland; Wilfred Leeuwin; Sam Cowie; Fabiano Villela; Mônica Reolom; Cristine Kist; Fillipi Nahar; Patricia Marcano; Laura Clisanchez; Marcelo Marques
Veículo: InfoAmazonia + Fantástico + Armando.info 

Produção Jornalística em Vídeo

VENCEDOR

Título: Eles Matam Mulheres (link)
Autores: Vanessa Lorenzini; Laíze Câmara; Claudia Machado; Daiane Alioto; Laura Cantal; Marici Capitelli; Plinio Delphino; Marici Arruda; Sidney Turaça; Nilo Moraes; Tadeu Vicentin; Adriano Tavares; Jorio Silva; Ricardo Ramiro; Valdecy Messias; José Antonio Lippo; Jefferson Alves; Henrique Bacana; Marilia Assef; Leão Serva
Veículo: TV Cultura

MENÇÃO HONROSA

Título: Parou por quê? A reforma agrária no governo Bolsonaro (link)
Autores: Carlos Juliano Barros; Caue Angeli; Ana Magalhães
Veículo: Repórter Brasil/UOL

Produção Jornalística em Texto

VENCEDOR
Título: Café com pólvora (link)
Autora: Sabrina Felipe
Veículo: The Intercept Brasil

MENÇÃO HONROSA

Título: Os filhos de Itaipu (link)
Autor: Mauri König
Veículo: The Intercept Brasil

Livro-Reportagem

VENCEDOR

Título: Brasil, construtor de ruínas – Um olhar sobre o país, de Lula a Bolsonaro (link)
Autora: Eliane Brum
Veículo: Arquipélago Editorial | RS

Com informações do site da Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo

Mostra inédita em São Luís expõe capas de jornais do Brasil e de Portugal

A partir desse sábado (16) o público pode apreciar as capas de 54 jornais brasileiros e portugueses que marcaram época, registraram a história e são guardiões da memória dos dois países.

 Uma verdadeira viagem no tempo e na história. É isso que os maranhenses poderão conferir a partir desse sábado (16.10), no salão “Casa de Portugal”, no Convento das Mercês, situado à rua da Palma, 502, no Centro Histórico de São Luís.

Trata-se da exposição “Jornais centenários do Brasil e Portugal: um legado cultural”; que reúne dois séculos de história, em uma viagem emocionante contada nas páginas dos jornais desses dois países.

O evento é uma promoção conjunta das seguintes entidades: Associação Portuguesa de Imprensa; Associação de Imprensa de Pernambuco; Vice-Consulado de Portugal em Belém; Camões Portugal / Instituto da Cooperação e da Língua; Consulado Honorário de Portugal em São Luís e da Sociedade Humanitária 1º de Dezembro; com apoio do Conselho da Comunidade Luso Brasileira do Maranhão.

As matrizes da violência contra a mulher no Brasil

Os colonizadores europeus e os deportados que vieram para o Brasil encontraram aqui uma terra fértil para todo tipo de prática sórdida contra as mulheres.

As índias vulneráveis e posteriormente as escravas eram violentadas de todas as formas.

Um homem branco poderia estuprar quantas mulheres quisesse. Era uma espécie de regra.

Na obra “Casa Grande & Senzala”, de Gilberto Freire, é possível ter uma ideia dessa atrocidade:

 “O ambiente em que começou a vida brasileira foi de quase intoxicação sexual”

Parte dos religiosos que vieram para cá também foi tomada pela “devassidão”.

Segundo Freire:

“Foram sexualidades exaltadas as dos dois povos que primeiro se encontraram nessa parte da América; o português e a mulher indígena. Contra a idéia geral de que a lubricidade maior comunicou-a ao brasileiro o africano, parece-nos que foi precisamente este, dos três elementos que se juntaram para formar o Brasil, o mais francamente sexual; e o mais libidinoso, o português.”

Hannah Arendt explica parte do bolsonarismo

Faço minhas as palavras da escritora Hannah Arendt para explicar alguns traços da ultra direita vigente hoje no Brasil.

Os excertos são retirados da obra clássica “As origens do totalitarismo”.

“Conjugação do horrível com o ridículo” aplico à estética grotesca do presidente Jair Bolsonaro e de todo o seu entorno, marcado por tipos comportamentais violentos, machistas, misóginos e homofóbicos.

“Mistura da escória com o chorume” pode ser adequado perfeitamente à junção de duas escórias do país na atualidade: a milícia e as igrejas neopentecostais.

“Atmosfera de cemitério” cabe perfeitamente na condução desastrosa do governo diante da pandemia Covid-19.

“Charlatanismo cura-tudo” cabe como uma luva na figura caótica do guru do negacionismo – Olavo de Carvalho.

Caberiam inúmeras outras frases, nos seus devidos contextos, extraídos da monumental obra de Arendt, mas vou ficar por aqui. Escória e chorume já são suficientes.

China anuncia fundo de R$ 1,29 bilhão para apoiar proteção da biodiversidade de países em desenvolvimento

Fonte: Site Chinadaily

O presidente Xi Jinping participou, na terça-feira (12), por meio de um link de vídeo, da cúpula dos líderes da 15ª reunião da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP15). Na ocasião, ele fez um discurso de abertura. Veja os principais aspectos abordados pelo líder chinês:

Sobre cooperação internacional verde

– A comunidade internacional deve aumentar a cooperação, construir consenso e reunir forças para construir uma comunidade de toda a vida na Terra;

– Os países precisam dar as mãos e iniciar uma nova jornada de desenvolvimento de alta qualidade para a humanidade;

– As atividades humanas devem ser mantidas dentro dos limites da ecologia e do meio ambiente;

– O direito internacional deve ser tomado como base para defender um sistema de governança internacional justo e equitativo;

– Os esforços devem ser concentrados na melhoria do bem-estar das pessoas para promover a equidade e a justiça social;

– Os novos objetivos de proteção ambiental definidos pelas pessoas devem ser ambiciosos, por um lado, e pragmáticos e equilibrados, por outro;

– Devemos nos esforçar para permitir que a transição verde impulsione o desenvolvimento sustentável global;

– A cooperação internacional verde precisa ser intensificada e os frutos do desenvolvimento verde devem ser compartilhados entre todos os países;

– Devemos garantir resultados ganha-ganha em crescimento econômico e proteção ambiental;

– Os países em desenvolvimento precisam de apoio na recuperação da economia, protegendo o meio ambiente;

– A China investirá 1,5 bilhão de yuans (cerca de US $ 233 milhões) para estabelecer o Fundo de Biodiversidade de Kunming. O fundo será usado para apoiar países em desenvolvimento na proteção da biodiversidade. A China apela e dá as boas-vindas a todas as partes para que façam contribuições para o fundo;

– A primeira fase dos grandes projetos de energia eólica e fotovoltaicos da China em áreas desérticas, com uma capacidade instalada de aproximadamente 100 milhões de quilowatts, iniciou recentemente a construção;

– Para atingir seu pico de carbono e metas de neutralidade, a China lançará planos de implementação para elevar as emissões de dióxido de carbono em áreas e setores-chave, bem como uma série de medidas de apoio;

– China desenvolverá vigorosamente energia renovável;

– A China está se movendo mais rapidamente para estabelecer um sistema de áreas protegidas, com parques nacionais como o principal;

– Com área de terra protegida de 230.000 quilômetros quadrados, o primeiro lote de parques nacionais da China abriga quase 30 por cento das principais espécies de vida selvagem terrestre do país;

– A China começou a construir um sistema de jardins botânicos nacionais em lugares como Pequim e Guangzhou.