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A onda vermelha cresce no interior do Nordeste

Um movimento espontâneo em centenas de cidades do Nordeste ganha as ruas em forma de caminhadas, passeatas, motocadas, carreatas e tantas outras manifestações de apoio a Lula.

No Maranhão, diversas cidades já realizaram eventos de rua.

https://youtube.com/shorts/7mkWVbRPTMo

É 13 no primeiro turno.

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“Ói nóis aqui traveis”

Eloy Melonio

“Há tempo para todo propósito debaixo do céu.”

É assim que Eclesiastes ― quarto livro poético da Bíblia ― abre o capítulo 3. E diz mais: “tempo de estar calado, e tempo de falar”.

A citação serve para contextualizar o tema desta crônica. Porque é chegado o tempo do HORÁRIO ELEITORAL GRATUITO. E, com ele, a temporada do “palavreado” ― gente falando “sem moderação”. Acusações, ofensas pessoais, promessas vazias ― um emaranhado de palavras aos ouvidos incrédulos dos eleitores.

E não tem pra onde correr. Os “donos da palavra” estão por toda parte. Sorridentes, falam com todo mundo, beijam as velhinhas e as crianças, tiram selfies com os jovens. Aí o jeito é esperar o tempo passar. E, quando terminar, acho que muita gente vai gritar: Já vão tarde!

Esse “palavreado” começou em 26 de agosto, quando os candidatos cantaram triunfantes: “Óinóis aqui traveis”.

É óbvio que não estou falando dos “Demônios da Garoa”, tradicional grupo musical de São Paulo (1943), que se popularizou com canções memoráveis, como “Trem das Onze” e “Eu sou o samba”. A atração é o“grupo dos candidatos”, mas o fundo musical bem que poderia ser a música do mais antigo conjunto do mundo (Guinness/1999):

“Se vocês pensam que nóis fumos embora / Nóis enganemos voceis / Fingimos que fumos e vortemos / Óinóis aqui traveis”

E, assim, o tempo de que fala o livro bíblico chegou para os políticos nacionais. Para os candidatos, tempo de “falar”; para o povo, tempo de ouvir.

Fato incontestável, os candidatos invadiram os nossos lares. E, com eles, essa “loquacidade astuciosa”, na definição do Aurélio. Em suas palavras, um pouco de tudo, e muito de quase nada.

Essa turma constitui uma raça “única e incomparável”: admirada, seguida, malfalada, odiada, rejeitada. E o que mais se possa imaginar. Não hesitam em “prometer” o que não vão cumprir. Não se envergonham de “iludir” seus eleitores. Não se acanham em “pedir” o voto de quem não os conhece. E, nestes tempos de escassez, a “fome” e o “desemprego” são seu prato preferido.

Ousados, não têm papas na língua. Seja para o autoelogio, arroubos verbais, crítica ácida. Ou qualquer coisa que lhes interessa. Essa característica parece sustentar-se na “psicologia das massas”, do psicólogo francês Gustave Le Bon: “Em muitos homens, a palavra precede o pensamento. Eles só sabem o que pensam depois de ter ouvido o que dizem”.

Se a sua reputação estásempre em baixa, a culpa é deles mesmos. Porque são os primeiros a denegrir sua própria imagem. E essa corrente do fala-daqui-fala-dali vai se expandindo até os limites do impensável, ou seja, os confins das redes sociais.

Nesse contexto, salvo raras exceções, o espírito de seu discurso é “falatório geral” ― algo que soa como “o sanatório geral”, na música “Vai Passar”, de Chico Buarque. E a nossa sala de estar vira palco de uma tresloucada retórica. O que importa, nessa caça ao eleitor, não é o que dizer, mas dizer, dizer, dizer.

Um adágio diz que “tudo o que é bom dura pouco”. Para o HORÁRIO ELEITORAL, seria melhor “ruim” em vez de “bom”. Talvez essa coisa da propaganda gratuita já tivesse ido “pros quintos (do inferno)”! Não quero ser categórico, mas esse é um desejo antigo de muita gente, que já está “pê-da-vida” com essa novela da vida real.

O pior de tudo é que não inovam. Os programas são iguais (ou piores) aos da eleição passada. Excetuando-se os “peixes grandes”, o resto é tudo igual. Em vez de informar e esclarecer, o que fazem é “nadar em águas passadas”. Um partido sai de cena, entra outro; depois, voltar o anterior, com outros candidatos. Num mesmo programa, um candidato entra e sai várias vezes. Todo mundo junto e misturado, “gatos pardos” no mesmo saco.

Dito isso, pensei numa breve simulação desse palavreado. Antes, sugiro que limpe os ouvidos para ouvir direitinho o que nossos amigos têm a dizer:

“Boa noite! Sou Ana Desconhecida. E sempre estive ao lado do povo”;

“Sou Manuel Oportuno. Não sou desses que só aparecem de quatro em quatro anos”;

“Sou Tomé, da Vila Boa Esperança. Vocês sabem que sou um homem de fé”;

“Sou João Pacífico. Não votem nos candidatos do time do ódio. Votem em mim pra gente acabar com eles”;

“Sou Aurélio Palavra Fácil. Chega de escolher o menos pior”;

“Sou Dalila. Concorro ao meu quarto mandato. Dê uma chance ao novo!”;

“Sou Ana Alfabeta. Investir em educação é investir no futuro”.

A última personagem, ansioso por seus sete segundinhos, fala em voz mansa e pausada: “Amados, sou o irmão José Maria Verdade da Cruz. Que Deus nos abençoe!”

O pobrezinho não teve tempo de dizer “Amém!”, nem “Vote em mim!”. Tomara que na próxima campanha ele fique mais atento ao relógio. Afinal, nem sempre há tempo pra tudo nas campanhas eleitorais.

Eloy Melonio é contista, cronista, letrista e poeta.

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Ciro Gomes faz um caminho sem volta

A pretexto de adotar uma posição de combate a Lula e Bolsonaro, tentando se colocar como alternativa à polarização óbvia que tomou conta do Brasil desde 2018, Ciro Gomes começa a fazer uma despedida definitiva da vida pública, pelo menos como candidato ao maior cargo da República.

Uma eventual vitória de Lula vai consolidar o lulismo como herança política que terá vários pretendentes ao legado e à memória do petista.

Por outro lado, mesmo derrotado, o bolsonarismo ficará vivo e latindo.

Não precisa ter bola de cristal para perceber que Lula, mesmo depois de morto, será um eleitor dos seus herdeiros políticos.

Guardadas as devidas proporções e diferenças, o lulismo, o peronismo, o varguismo etc são marcas políticas e eleitorais que atravessaram e seguem influenciando as disputas no Brasil e na Argentina.

E Ciro Gomes, um homem tão inteligente, parece um amador.

Para não dizer algo pior, ele está servindo de linha auxiliar do campo político mais reacionário do Brasil nas últimas décadas.

Nesse momento, a eleição é vida ou morte.

Mas Ciro prefere uma suposta neutralidade.

Para ele recomendamos a leitura do Apocalipse 3:15-16

Conheço as suas obras, sei que você não é frio nem quente. Melhor seria que você fosse frio ou quente!

Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.

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Feira Livre de Alcântara chega à oitava edição

Acontece nesse sábado (24 de setembro) mais uma edição da Feira Livre de Alcântara. O evento vem ocorrendo desde 2016 e esse ano, em sua oitava edição, será realizada nas ruínas do Palácio Imperial, em frente à Igreja do Carmo.

A feira reúne artesãos, artistas, produtores rurais e microempreendedores em geral, com exposição de artesanato local, brechós, produtores de agricultura familiar, plantas, comidas típicas e bebidas naturais.

A programação terá início às 8 horas e ficará até o fim de tarde. Durante a manhã haverá discotecagem com os DJs Amsterdam e Maré de Som. Na tarde, entram em cena roda de capoeira kilombarte, oficinas e apresentação musical da artista Rossely Melo.

O trabalho de organização feira é uma ação coletiva da comunidade que busca fortalecer a economia solidária e conta com o apoio da Comtur, Prefeitura de Alcântara e empresários locais.

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Campanha de Lula aciona TSE por discurso de Bolsonaro na ONU

Petição aponta abuso do poder político e econômico e pede proibição de uso de imagens e áudio; candidato usa prerrogativas do cargo para fazer campanha eleitoral

A Coligação Brasil da Esperança, da chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, ajuizou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) por abuso de poder político e econômico, além de uso indevido dos meios de comunicação, contra o candidato Jair Bolsonaro e seu vice, Walter Braga Netto.

A coligação aponta que, ao discursar na 77ª Assembleia Geral da ONU, realizada em Nova York, Bolsonaro utilizou-se indevidamente dos meios de comunicação social e praticou condutas vedadas na disputa eleitoral.

“Jair Bolsonaro mantém a deliberada atitude de confundir as figuras de presidente da República e a de candidato à reeleição ao cargo. Isso significa, na prática, que ele utilizou-se das prerrogativas de seu cargo para fazer campanha eleitoral, rompendo com a isonomia na disputa eleitoral”, afirmam os advogados da coligação, na AIJE.

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Dia do Ouvinte de Rádio é comemorado hoje

21 de setembro é o Dia Estadual do Ouvinte de Rádio no Maranhão, instituído pela Lei nº 8.925, publicada no Diário Oficial do Estado em 12 de janeiro de 2009, sancionada pelo então governador Jackson Lago.

A criação da efeméride foi uma iniciativa da Sociedade dos Ouvintes Maranhenses de Rádio (Somar), na gestão do saudoso João Carlos Silva Gomes.

O projeto que instituiu a data foi apresentado pelo deputado estadual Pavão Filho.

Lei do Dia do Ouvinte foi sancionada na gestão Jackson Lago

De acordo com a justificativa, no Dia Estadual do Ouvinte de Rádio o Governo do Maranhão, através da Secretaria de Estado de Comunicação Social, em parceria com entidades representativas da categoria, deve promover círculos de debates, fóruns, seminários, entre outras atividades.

Quem está na foto?

A imagem ilustrativa é dos familiares e vizinhos do servidor da Caema e ativista socioambiental Marcos Silva (ex-PSTU).

O registro é de 1969, no povoado Baixa da Negra, em Buriti Corrente, no município de Caxias, região leste do Maranhão.

O pai e a mãe de Marcos Silva seguram filhos no colo.

Já Marcos Silva, à época com 3 anos de idade, está sentado no banquinho segurando um aparelho de rádio.

Os demais são vizinhos.

A magia do rádio, ainda vivo em outras mídias sonoras (podcast por exemplo), está na memória e nas atualizações das diversas formas de consumir os meios de comunicação.

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Ex-candidatos à Presidência declaram apoio a Lula e Alckmin

Henrique Meirelles, Marina Silva, Guilherme Boulos, Cristovam Buarque, Luciana Genro e João Vicente Goulart se unem em defesa da democracia

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, da Coligação Brasil da Esperança, receberam, nesta segunda-feira (19/09), o apoio de ex-candidatos à Presidência da República em eleições anteriores. Entre os presentes estavam Marina Silva, João Vicente Goulart, Cristovam Buarque, Guilherme Boulos, Luciana Genro e Henrique Meirelles.

O encontro em São Paulo (SP) reforçou a unidade democrática em torno da chapa Lula-Alckmin contra a sombra do fascismo e os arroubos golpistas de Jair Bolsonaro, explicou Aloízio Mercadante, que é coordenador do programa de governo da Coligação.

O ex-presidente Lula afirmou que a reunião simboliza a vontade que as pessoas têm de recuperar a democracia. “Todo mundo sabe que a democracia não é um pacto de silêncio. Todo mundo, silenciosamente, vendo um governo governar. Não! A democracia é exatamente o contrário: é a sociedade se movimentando dia e noite na perspectiva de conquistar melhores condições de vida para o povo brasileiro, para mulheres, para homens, para aqueles que trabalham no país”, declarou.

E prosseguiu. “O que vocês estão fazendo no gesto de hoje, companheiros, é assumindo um compromisso. E não é um compromisso com o Lula. É um compromisso de que esse país vai voltar a viver democraticamente. A sociedade vai participar das principais decisões desse país. Essa reunião simboliza a reconstrução do Brasil”, completou.

Fernando Haddad, que herdou a candidatura quando Lula foi impedido de disputar as eleições de 2018, também esteve presente. Atual candidato ao governo de São Paulo, ele destacou que a mesa reuniu de socialistas a liberais, sendo a mais representativa da história democrática brasileira.

“Nós estamos aqui para celebrar, justamente, a liberdade e nossas diferenças. Do lado oposto o que existe é o autoritarismo. E não existe democracia quando uma força política que está no poder quer anular as diferenças”, declarou.

Haddad disse também que o Brasil tem sido vítima de golpes sequenciais, com o afastamento presidenta Dilma Rousseff “no arrepio do que diz a constituição”, e a perseguição do presidente Lula quatro anos atrás. “Agora, chegamos em 2022 com condições de colocar esse país de novo nos trilhos do desenvolvimento com justiça social e democracia”, completou o ex-prefeito de São Paulo.

Guilherme Boulos reforçou que a reunião de pessoas que representam campos distintos da política brasileira, com suas diferenças conhecidas publicamente, tem como objetivo preservar a democracia para derrotar “um candidato fascista que ameaça as liberdades”.

“Eu acredito que esse encontro vai ser lembrado mais adiante como um momento histórico. Há quase 40 anos nós tivemos um palanque que uniu pessoas diferentes exigindo eleições diretas para derrubar a ditadura. Uma geração antes da minha enfrentou censura, tortura, mortes, para que a gente pudesse estar aqui hoje e eleger nossos representantes. Então nós estamos juntos com o intuito dessas conquistas e liberdades não escaparem das nossas mãos”, disse.

Ex-presidente do Banco Central, Henrique Meireles afirmou que sua vida pessoal e profissional sempre foi baseada em fatos, citando que na primeira gestão de Lula milhões de empregos foram criados, além de 140 milhões de brasileiros saíram da pobreza, com o país tendo um crescimento médio de 4% ao ano.

“Durante aquele período tivemos um crescimento forte. Eu sei o que funciona e que pode funcionar de novo. Agora, o dinheiro que Jair Bolsonaro está colocando na economia de forma eleitoreira criará um problema para o ano que vem, mas nós podemos resolver”, afirmou.

Unir os antagônicos

Geraldo Alckmin recordou que os presentes no encontro desta segunda foram adversários em algum momento, incluindo ele, em sua disputa contra Lula em 2006, mas que todos tinham projeto e o que sempre prevaleceu foi a democracia.

“A gente percebe nos últimos dias um cenário positivo, a população entendendo a importância dessa eleição, e a nossa união, essa pluralidade, mostra espírito público, capacidade de união que o Brasil precisa nesse momento triste que a gente vive do ponto de vista democrático, social, ambiental e econômico”, afirmou.

Alckmin explicou ainda que o encontro desta segunda serviu para que cada um dos presentes, nessa reta final de campanha, dentro da sua área de atuação, faça um esforço redobrado para conquistar votos necessários para derrotar o antagônico. “Lula representa uma grande esperança para o povo brasileiro”, declarou.

Também participaram da reunião Randolfe Rodrigues, senador pelo estado do Amapá, Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL, e Edinho Silva, prefeito de Araraquara.

Segundo Luciana Genro, a frente que hoje se une é antifascista. “O projeto representado pelo Bolsonaro, embora ele não tenha conseguido implementar no primeiro mandato, é fascista. Ele quer eliminar seus adversários. Nos unimos em torno do Lula porque nós achamos que sua eleição vai permitir que a gente possa lutar por uma verdadeira democracia”, disse ela.

“Essa unidade no primeiro turno nos coloca esse desafio de impedir que a violência seja ainda maior no segundo turno e que a gente possa garantir as liberdades democráticas. As mulheres serão as grandes protagonistas da vitória do Lula. São elas que carregam o piano das famílias e são as que mais estão enxergando a necessidade de derrotar o projeto fascista de Bolsonaro.”

Ex-ministro da Educação e ex-governador do Distrito Federal, Cristovam Buarque afirmou que Lula é a melhor opção para governar o país e trazer coesão e rumo. “Nós precisamos barrar o assombro da eleição, dessa tragédia brasileira de ter Bolsonaro reeleito. Não é responsável ter um segundo turno por causa da violência na rua e das fake news por parte dos bolsonaristas.”

No encontro, a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu a reconciliação dos brasileiros. “É preciso uma reconciliação do Brasil consigo mesmo, e Lula reúne as melhores condições para nos ajudar a realizar. A banalização do mal é quando existem pessoas, diante da morte, que é um dos momentos mais difíceis da vida, tripudiando a dor daquele que está enlutado. Diante dessas circunstâncias, nós temos que ter condições de derrotar Bolsonaro e colocar um freio no bolsonarismo.”

João Vicente Goulart afirmou que o país vive um momento histórico tão importante quanto o vivido após o golpe de 1964. “Neste momento, todos aqueles que lutaram pela democracia, que tombaram no caminho da restauração democrática, todos que tiveram presentes nas reivindicações junto ao povo brasileiro estão apoiando a candidatura de Lula. Sabemos que a luta é difícil e a união se faz necessária porque o Brasil está na frente de todos nós, das nossas divergências. Lembro que lá no exílio fizemos aliança com a direita, com Carlos Lacerda, para derrotar a ditadura”, lembrou.

“O Brasil precisa hoje que a esperança do povo seja realizada de forma absoluta. Lula, quero te dizer que hoje o Brasil precisa da sua condução e nenhuma diferença daqueles que estão aqui sentados te apoiando será maior do que a defesa pela democracia. O povo brasileiro confia na sua condução.”

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“Samba de Botequim”: novo show de Cesar Teixeira terá clássicos e músicas inéditas

No próximo dia 23 de setembro, sexta-feira, a partir de 19h, a antiga Companhia de Fiação e Tecelagem de Cânhamo, transformada no Centro de Comercialização de Produtos Artesanais do Maranhão (Ceprama), receberá um autêntico “Samba de Botequim”.

Daqueles mesmos realizados no fundo dos quintais frutíferos, dos bares e quitandas madre-divinas que a gente ouve até hoje a poesia falar por aí. A roda estará formada e quem puxa o verso é o cantor e compositor Cesar Teixeira, inspirado no cheiro das flores de seu imenso jardim musical.

No capricho, Cesar Teixeira estará de volta aos palcos, muito bem acompanhado por um regional de primeira e recebendo as vozes potentes femininas de Rosa Reis, Célia Maria, Flávia Bittencourt, Lena Machado, Fátima Passarinho e Mairla Oliveira, além da cadência ritmada da batucada original dos Fuzileiros da Fuzarca e o som platinado dos vinis da DJ Vanessa Serra compondo a atmosfera para a abertura da noite.

O regional que acompanha Cesar Teixeira é formado pelo exímio instrumentista Rui Mário (sanfona e direção musical), Marquinhos Carcará (percussão), Tiago Fernandes (violão 7 Cordas), Chico Neis (violão),  Gabriela Flor (pandeiro), Ronald Nascimento (bateria), Gustavo Belan (cavaquinho), Hugo (trombone), Ricardo (sax , clarinete e flauta), Daniel Cavalcante (trompete), Regina e Duda Saraiva (vocais).

O repertório escolhido está sob sigilo a sete chaves, mas já podemos imaginar um pouco do que virá, haja vista a conspiração popular pelas emblemáticas composições de Cesar Teixeira que Papete gravou no álbum “Bandeira de Aço”, produzido pela Gravadora Marcus Pereira, em 1978.

Além de tudo do que mais existe já registrado nos álbuns solo, Shopping Brazil, de 2004; e Camapu, de 2018, a expectativa gira em torno das inéditas e do que estará fora de qualquer controle ou protocolo quando se fala do orgânico e visceral Cesar Teixeira.

Ao longo de 53 anos de carreira, Cesar Teixeira mantém uma postura discreta e caminha um pouco às avessas do eixo midiático, mas fincado na história da Música Popular Brasileira. Em 1972, foi um dos fundadores do Laborarte. Destaca-se como compositor de sambas para a Turma do Quinto, da Madre Deus; e do Pirata do Samba, de São João de Ribamar, desde 1979.

Em 2000 realizou o histórico show “Papel de Seda”, no Circo da Cidade, ao lado do Mestre Antônio Vieira. Em 2021, pontificou no Rumos Itaú Cultural, em São Paulo, tendo composições suas na coletânea de CDs do programa. Atuou também no Projeto Brasil de Todos os Sambas, ao lado do Mestre Antônio Vieira, no CCBB, no Rio de Janeiro, em 2004, com as participações especiais da carioca Teresa Cristina e das maranhenses Rita Benneditto e Célia Maria.

Em 2013, ele participou do Projeto BR 135 – Energia Musical, com o show “Bandeira de Aço 35 anos” no Teatro Arthur Azevedo.

E agora vem com tudo em “Samba de Botequim”, uma realização da Pitan Produções e Coletivo Apoena, com patrocínio do Governo do Estado do Maranhão e Grupo Mateus, por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura.

A iniciativa tem entre seus objetivos a formação de plateia e os ingressos serão trocados por apenas 1kg de alimento não-perecível, cuja doação será para o Natal Solidário das Mercês e para a Associação das Profissionais do Sexo no Maranhão – Aprosma, que atua na área do Centro Histórico de São Luís.

SERVIÇO

Show “Samba de Botequim”

Cesar Teixeira com participações especiais de Rosa Reis, Célia Maria, Flavia Bittencourt, Lena Machado, Fátima Passarinho e Maírla Oliveira.

Abertura: DJ Vanessa Serra

Dia 23 de setembro, sexta-feira, 19h, no Ceprama.

Ingressos: 1kg de alimento não-perecível.

Mais informações: @showsambadebotequim.

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Lula: “Meu país é o Brasil, bandeira de 215 milhões de pessoas”

Em Florianópolis, ex-presidente rebate falsos patriotas que tentam se apropriar dos símbolos nacionais

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu falsos patriotas que tentam se apropriar dos símbolos nacionais e empunhou com orgulho as bandeiras do Brasil e do Partido dos Trabalhadores neste domingo (18/09), na Praça Tancredo Neves, em Florianópolis, durante o ato Todos Juntos por Santa Catarina.

“Essas pessoas precisam aprender algumas coisas e nosso papel é ensinar. Eu pedi as duas bandeiras [do Brasil e do PT] porque, normalmente, um fascista que não tem partido político, que nunca organizou um partido político, que não gosta do povo e que não respeita ninguém, ele diz o seguinte: meu partido é o Brasil”, disse.

“Essa bandeira [do Brasil] não é de um partido, é a de 215 milhões de brasileiros que amam esse país. Eles utilizam essa bandeira porque eles não têm o orgulho de dizer: esse é o meu partido. E o Partido dos Trabalhadores me dá muito orgulho de ter criado”, afirmou Lula.

Reconstruir o Brasil

Em seu discurso, o ex-presidente questionou onde estão as obras de Jair Bolsonaro em Santa Catarina, defendeu o legado no estado dos governos dele e de Dilma Rousseff, que também esteve presente, e disse que seu objetivo é voltar a comandar o Palácio do Planalto para reconstruir o Brasil, sobretudo criando oportunidades para os jovens.

“Nós temos que assumir a responsabilidade, mais uma vez, de devolver ao país a alegria, a esperança, a felicidade, o direito de sorrir, de comer três vezes ao dia, de sonhar com universidade. Nós não queremos tirar nada de ninguém. O que nós queremos é ter uma casa, criar nossos filhos em paz e harmonia, que eles possam estudar, tirar um diploma de doutor, porque não é privilégio dos ricos, é direito de todos”, declarou.

Foto: Ricardo Stuckert
Fome

Lula também citou a volta do país ao Mapa da Fome das Nações Unidas, mais um sinal do desgoverno Bolsonaro, e que políticos de extrema-direita tentam fingir que o problema não assola Santa Catarina, enquanto a plateia lamentava o aumento do número dos moradores de rua na capital catarinense.

“Eu sei que muita gente aqui nesse estado fala: Santa Catarina não tem fome. Eu sei, eu sei. Mas eu sei que esse estado aqui tem pelo menos 500 mil pessoas passando fome. Os dados do IBGE demonstram isso e as pessoas tentam esconder. Não é possível! Se a gente sabe que tem 500 mil, vamos dar comida para essas 500 mil, vamos dar emprego”, garantiu.

O ex-presidente recordou ainda os 580 dias que passou preso ilegalmente em Curitiba, no Paraná, quando foi retirado da disputa das eleições de 2018. “Eles pensaram: não, o Lula já está com não sei quantos anos, em 2022 ele vai estar velhinho, ele não vai poder concorrer. Ah, eles não sabem o que é um pernambucano apaixonado. Eles não sabem que o que deixa uma pessoa velha não é a idade, é a falta de motivação para viver. É a falta de uma causa. E eu tenho uma causa. A minha causa chama-se Brasil, a minha causa chama-se povo brasileiro e esse povo vai voltar ter emprego, vai voltar a comer, vai voltar a passear, vai voltar a rir e vai voltar a ser feliz outra vez”, completou.

Democracia

Décio Lima, prefeito de Blumenau entre 1997 e 2005, deputado federal de 2007 até 2019, e atualmente concorrendo ao governo estadual, disse que Lula é um injustiçado como foi “Pepe Mujica, Mandela, Martin Luther King e Mahatma Gandhi”.

Ele também citou Luiz Carlos Cancellier de Olivo, reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), que dias antes de ser encontrado morto havia sido afastado do cargo por causa de uma investigação judicial questionada por especialistas.

“Ontem fez cinco anos deste acontecimento cruel. O Brasil foi vítima de poderes que deveriam proteger o povo. Mas Santa Catarina dará ao presidente Lula aquilo que falta para ele ganhar no primeiro turno, aquele 1% que talvez ainda falte. Lula veio pra cá para vencer no primeiro turno com a força do povo catarinense”, atestou.

Já o senador Dário Berger, que disputa a reeleição, citou a importância do pleito de outubro para reestabelecer a ordem democrática e ajudar a enterrar qualquer tentativa golpista.

“Talvez essa seja uma das eleições mais importantes das últimas décadas, o que está em jogo é o futuro de Santa Catarina, do Brasil, da democracia e do estado democrático de direito. De fato, o Brasil piorou muito nos últimos 4 anos, retrocedeu, voltou ao mapa da fome. O Brasil que estamos vivendo hoje não é o que queremos, e para reconstruir este país nós só temos uma oportunidade, e essa pessoa se chama Lula”, completou.

Também participaram do ato o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o senador do Amapá Randolfe Rodrigues, da Rede Sustentabilidade, Manuela D’ávila, representando o PCdoB, Bia Vargas, candidata à vice-governadora de Santa Catarina, além de candidatos a deputados e lideranças regionais.

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Festival Guarnicê de Cinema completa 45 anos e homenageia o público

O tema do Festival Guarnicê de Cinema 2022 está definido. Na edição em que completa 45 anos, o evento homenageará a audiência. A partir dessa ideia, o arte educador e grafiteiro Edi Bruzaca idealizou a nova identidade visual do evento.

A personagem que protagoniza a arte representa o público e, segundo o artista, “possui um corpo em formato de céu que representa a imaginação do mundo que habitamos, cheio de sonhos e significados’’. Ao mesmo tempo, “o olhar atento para o futuro representa os outros sonhos e mundos que podem ser descobertos por meio do cinema’’.

A ideia de homenagear o público foi celebrada pela Coordenadora do Guarnicê, Rosélis Barbosa Câmara, que define a audiência como ‘’verdadeira protagonista do evento’’. Ela acrescenta que o festival “é feito pelo público e para o público’’.

O Festival Guarnicê de Cinema ocorre entre os dias 23 e 30 de setembro, realizado pela Pró-reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Maranhão com patrocínio da Equatorial Energia, Governo do Maranhão e SECMA por meio da Lei Estadual de Incentivo à Cultura, além de apoio do Sebrae através do movimento Mobiliza SLZ.

Programação

O lançamento da edição 45 do Guarnicê também ficou marcado pelo anúncio da programação completa do festival. Os espectadores já podem conferir no site guarnice.ufma.br em quais dias e horários os filmes serão exibidos.

Pelo terceiro ano consecutivo, o festival será realizado em formato híbrido. Ou seja, a programação vai ser disponibilizada presencialmente em São Luís e virtualmente no site e no aplicativo CineGuarnicê.

Além de mostras competitivas e paralelas, compostas por filmes que se inscreveram e foram selecionados pelo festival, o Guarnicê contará com uma série de mostras especiais, a exemplo da Mostra Especial Portuguesa, promovida em parceria com o Festival de Avanca, dirigido pelo professor da Universidade de Aveiro, Antonio Valente. Também serão exibidas sessões especiais dos filmes ‘’Espero que Esta te Encontre e que Esteja Bem’’ de Natara Ney e ‘’Autodeclarado’’ de Maurício Costa. Toda a programação do festival é gratuita.

Como participar?

O público já pode reservar ingressos no site guarnice.ufma.br para as sessões que serão exibidas no Teatro João do Vale (Rua da Estrela, 283) e no Cineteatro Aldo Leite (Palacete Gentil Braga, Rua Grande, 782).

A programação do festival é dividida em dois turnos: vespertino e noturno. O espectador poderá escolher para qual turno quer reservar ingresso.

Somente 25% das vagas de cada programação estão disponíveis para reservas online. Os outros bilhetes serão retirados presencialmente, meia-hora antes do início das sessões.