Maranhão recebe nova remessa de vacinas CoronaVac com mais de 28 mil doses

O Maranhão recebeu, nesta sexta-feira (14), 28.600 novas doses de vacinas CoronaVac, um dia após a chegada de 58.600 outras doses do imunizante no estado. As doses, enviadas pelo Ministério da Saúde (MS), serão para a continuação do esquema vacinal de pessoas com comorbidades, incluindo as gestantes e puérperas, e também pessoas com deficiência permanente em todo o estado.

“Nesta pauta de distribuição, já iniciamos o levantamento dos municípios que estão com necessidade para a complementação do esquema vacinal com a segunda dose. Acreditamos que a distribuição seja iniciada a partir desta segunda-feira, de forma que os municípios solicitantes deem  continuidade à campanha de imunização contra a Covid-19”, disse a chefe do Controle das Doenças Imunopreveníveis da Secretaria de Estado da Saúde, Halice Figueiredo. 

Ao pousar em solo maranhense, a remessa foi encaminhada à Central de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos do Maranhão, pertencente à Secretaria de Estado da Saúde (SES), onde será organizada para a distribuição aos municípios maranhenses.  

Para a distribuição, a SES conta com a parceria do Centro Tático Aéreo (CTA), que faz o transporte das vacinas com o uso de helicópteros e avião, e da Polícia Militar, responsável pela segurança no deslocamento. Para o transporte das vacinas também são utilizadas vans refrigeradas. 

Com a nova remessa, o Maranhão totaliza 2.394.810 doses recebidas, sendo 1.181.740 doses da CoronaVac, 1.170.950 doses da AstraZeneca e 42.120 doses da Pfizer.

A informação vencerá a calúnia!

Texto publicado originalmente no site agenciatambor.net.br

Vem aí a eleição para o Sindicato dos Bancários do Maranhão! Será nos dias 19, 20 e 21 deste mês de maio. E nós, da Agência Tambor, estamos apoiando a Chapa 1, presidida por Dielson Rodrigues, funcionário do Banco do Brasil.

Antes da eleição, queremos falar rapidamente e de maneira pública, sobre democracia e comunicação. Inicialmente, lembraremos dois fatos importantes, que passam pelo movimento sindical brasileiro, com repercussão positiva na sociedade.

O primeiro é a criação da TVT, emissora de TV educativa de São Paulo, concedida para uma entidade sem fins lucrativos, que entrou no ar em 2010, financiada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo e pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, ambos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT).

O segundo fato é a criação da Agência Tambor, em São Luís do Maranhão, também mantida por uma entidade sem fins lucrativos, que nasceu em 2018, em consequência de um seminário ocorrido na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e do investimento político e financeiro do jornal alternativo Vias de Fato, do Sindicato dos Bancários do Maranhão e da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão.

Tanto a TVT quanto a Agência Tambor são projetos fundamentais para a construção de uma sociedade democrática no Brasil. São iniciativas jornalísticas comprometidas com a classe trabalhadora, com as minorias, com movimentos e organizações populares.

E a Agência Tambor tem orgulho da parceria com o Sindicato dos Bancários. Ela é resultado de uma história de luta, de um processo ininterrupto iniciado em 2009, quando o saudoso David Sá Barros chegou a presidente do Sindicato e o Jornal Vias de Fato deu seus primeiros passos. Falamos de um alinhamento evidentemente voltado para o interesse público, com prioridade para os segmentos mais vulneráveis de nossa sociedade.

E hoje, passados três ano de fundação da Agência Tambor, além dos Bancários, nós temos e já tivemos o apoio de outros sindicatos e de outras organizações sociais, de dentro e de fora do Maranhão, além do patrocínio de diferentes instituições. Entre elas, citamos a Artigo 19, entidade nascida em Londres, no ano de 1987, com a missão de “defender e promover o direito à liberdade de expressão e de acesso à informação em todo o mundo”.  E recentemente, a Prefeitura de São Luís também procurou a Tambor, para veicular propaganda de prevenção contra o coronavírus.

Os passos da Agência Tambor são vitórias da classe trabalhadora, com a participação histórica do Sindicato dos Bancários. 

Com este editorial, além de deixar bem claro nosso apoio irrestrito à Chapa 1 (presidida por Dielson Rodrigues), queremos também repudiar os ataques que essa mesma Chapa 1 vem sofrendo, por conta dessa relação entre Bancários e Tambor.

É lamentável que membros da atual diretoria do sindicato tenham sido obrigados a processar algumas pessoas por calúnia, injúria e difamação, por conta das mentiras que estão sendo ditas, nessa atual campanha.

Diante da apelação e da baixaria, queremos deixar pública nossa mensagem também aos caluniadores.

Não aproveitem uma campanha eleitoral para prestar serviço à mídia dos banqueiros! Não joguem em favor dos patrões! Não façam esse serviço sujo! Respeitem o movimento sindical! Respeitem a classe trabalhadora! Respeitem a história de luta do Sindicato dos Bancários do Maranhão!  Respeitem a comunicação alternativa, popular e classista. A sociedade brasileira não precisa de mais fake news! Não trilhem o caminho dos fascistas! Eleição não é vale tudo!

E por fim, convidamos as bancárias e bancários do Maranhão a votarem na Chapa 1. Em nome da categoria! Em nome da luta de todas as trabalhadoras e trabalhadores! E em nome da verdade!  Contra os fascistas!

E vamos à luta! Em frente!

Sobre amigos e princesas

Eloy Melonio é professor, escritor, poeta e compositor

Se o dengoso sambista Martinho da Vila cantou as suas musas (“Já tive mulheres de todas as cores”), eu também quero cantar os nossos melhores amigos. Porque com eles, — como dizia o pernambucano Gilberto (participante do BBB-2021) — nosso dia a dia se transformou numa verdadeira “cachorrada”. E, nesse caso, o termo em destaque pode ser tomado em sua acepção literal.

Há muito ouço dizer que “o cão é o melhor amigo do homem”. E, ao longo do caminho, pude comprovar que essa máxima faz todo o sentido.

Hoje, esses amigos são mais chegados do que nunca. Também são mais cuidados, mais valorizados. Ganharam nome internacional e já dispõem de um sem-número de facilidades (clínicas, hospitais, hotéis). E não vai demorar muito, estarão cheios de direitos. Em deveres, por enquanto, não se fala…

Revivendo uma situação que já me foi peculiar, eis que de repente — “nossos amigos” surgiram como uma onda gigante que quebra na praia. E aí, achamo-nos cercados de “pets” por todos os lados. Digo “nós” porque falo da minha família e parentes mais próximos. Esses novos amiguinhos chegaram quase ao mesmo tempo em nossas vidas. Daí em diante, só festa, só alegria.

Nossas princesas são, por ordem de idade, a Hope, a Nina, a Fany e a Zoey. Quatro cadelinhas que valem por uma boiada. E, quando se encontram, a festa vira mesmo é uma “cachorrada”.

Tudo começou em plena pandemia, no segundo semestre de 2020, quase simultaneamente. As “figurinhas” aportaram em quatro lares (duas casas e dois apartamentos). Cada uma com sua carinha de sapeca, com sua raça, com sua graça e nobreza. E, principalmente, com suas manias e traquinagens.

Sempre tive animais em casa. Inicialmente, de guarda. Só mais recentemente concebi-os como pets, no sentido estrito desse charmoso termo. Dos primeiros, guardo as melhores recordações. Porque marcaram seu território com coragem e — sem nenhum exagero — com muito barulho e peraltice.

Dos pioneiros, seus nomes podem dar uma ideia de suas características: Buck Rogers, Capeto, Lassie, Penélope. Mais tarde, — cada um a seu tempo — Foguinho, Capitão, Cindy, Barão, Kika e Minie. E, agora, a super charmosa Fany.

O mundo dos pets é um mundo de afetos e cuidados. Mundo de alegrias. E o mais importante: de amizade sincera. Um mundo que cabe dentro das nossas casas, dos nossos corações. E que, às vezes, dói um pouquinho no bolso.

É tanto encanto que já cheguei a sonhar com um show dos Pet Shop Boys só para eles e seus donos. Nesse caso, eu, minha família e meus parentes (hehehe).

Do mundo dos sonhos para a realidade: existem eventos especialmente pensados para os pets. Não exclusivos, é óbvio, porque os bichinhos precisam de acompanhantes. Entre eles, a Cãominhada, um desfile de moda e beleza, organizado por uma pet shop de nossa cidade. O mais interessante é que, enquanto seus donos ou condutores (dog walkers) se esforçam para “chamar a atenção”, eles não estão nem aí para essa coisa de “roupinhas e pelos estilizados”. O que querem mesmo é “curtir” essa tão inusitada pet-loucura.

Nos grupos de conversa na Internet, eles são os protagonistas. Quando voltam da tosa e do banho, sessão de fotos para as redes sociais. Alguns pets têm até Instagram, com milhares (e até milhões!) de seguidores. Mas do que gostam mesmo é das brincadeiras e das provocações. A Fany, por exemplo, sente-se uma verdadeira Brooke Shields em sua lagoa azul quando se apodera da minha almofada sobre o sofá. Exatamente na hora em que quero assistir ao JN. E ai de quem tentar tirá-la de lá.

Não há limite para tanta reciprocidade de carinho e amizade. Mesmo assim insisto em citar algumas do meu povo: “É uma companheira”; “Nosso pacotinho de amor”; “Mudou a rotina de todos nós”; “Mesmo que vc brigue com ela, basta um sinal e ela já se derrete toda”.

Nesse cenário festivo, vez por outra, a dor também se manifesta. Recentemente um amigo me ligou para dar uma notícia triste, apesar de já esperada. Com voz embargada, quase não conseguia dizer: “Petrucci não resistiu”.

Verdade seja dita: vida de dono de pet não é só alegria e diversão. Também há “o cão que o diabo enganou” (fuga, doença, morte).

Não sei se já existe, mas (em caso negativo) não vai tardar para criarem o Dia do Pet ou PET DAY (em inglês, para ficar mais chamativo). Se minha previsão se concretizar, nosso país — que já parou para ver o desfile militar de 7 de setembro — então vai parar para ver o desfile dos pets.

E aí, nossas cadelinhas serão, verdadeiramente, nossas mais preciosas princesas.

Imagem destacada / Mensário das quatro cadelinhas de minha família. Da esquerda para a direita: Maureen, com sua Zoey; Stephanie, com sua Hope; Alicia, com sua Fany; e Maria Beatriz, com sua Nina

Inscrições abertas para concurso de bolsas de estudos em Inglês

Estudantes de escolas da rede estadual de ensino do Maranhão têm até o dia 19 (quarta-feira), deste mês, para se inscreverem no concurso cultural de bolsas para estudar inglês gratuitamente na 4YOU2. A ação, fruto da parceria entre a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e a escola de inglês, possibilitará o sorteio de até 100 bolsas integrais (modalidade online) de um ano. A inscrição é realizada pelo portal da Seduc, em link no topo da página, ou diretamente em: https://maranhao.4y2idiomas.com.br/ 

Conforme o regulamento do concurso, podem concorrer às bolsas estudantes com 11 anos de idade ou mais. Para participar do concurso, o estudante deve responder: “Por que o inglês é importante para você? ”. As frases mais criativas serão selecionadas para fazer parte da 4YOU2 com uma bolsa totalmente gratuita.

Serão sorteadas até 100 bolsas integrais sendo: 10 bolsas, havendo até 200 participantes; 20 bolsas, havendo entre 201 e 400 participantes; 50 bolsas, havendo entre 401 e 600 participantes; 70 bolsas, havendo entre 601 e 1000 participantes; 80 bolsas, havendo entre 1.001 e 1.500 participantes; e 100 bolsas, havendo mais de 1.500 participantes. A lista dos ganhadores será divulgada até o dia 28/05/2021, e as aulas iniciarão no dia 01/06/2021.

Regulamento:

– Para participar do concurso cultural e concorrer a uma bolsa totalmente gratuita (modalidade online), na 4YOU2, o aluno deve estar matriculado em uma escola pública da rede estadual do Maranhão, no ano de 2021;

– Podem concorrer às bolsas estudantes com 11 anos de idade ou superior;

– As inscrições podem ser feitas até o dia 19/05/2021;

– Serão sorteadas até 100 bolsas integrais (modalidade online) de um ano, sendo: 1) 10 bolsas, havendo até 200 participantes; 2) 20 bolsas, havendo entre 201 e 400 participantes; 3) 50 bolsas, havendo entre 401 e 600 participantes; 4) 70 bolsas, havendo entre 601 e 1000 participantes; 5) 80 bolsas, havendo entre 1001 e 1500 participantes; e 6) 100 bolsas, havendo mais de 1500 participantes;

– Para concorrer, o aluno deve responder uma pergunta: “Por que o inglês é importante pra você?”. As frases mais criativas serão selecionadas para fazer parte da 4YOU2 com uma bolsa totalmente gratuita;

– A lista dos ganhadores será divulgada até o dia 28/05/2021;

– As aulas iniciarão no dia 01/06/2021;

– O aluno deve preencher todos os campos de inscrição corretamente;

– O aluno e o seu responsável ao se inscreverem no concurso, autorizam o tratamento interno pela 4YOU2 dos dados disponibilizados.

Resta-me humanidade?

Frei Betto

Todos os dias, na oração da manhã, me pergunto: resta-me humanidade?  Como posso aplicar, recluso em casa, que lá para morreram, por descaso do governo, mais de 400 mil pessoas no Brasil ? E mais de 14 milhões de infectados não sabem o futuro que os aguarda – se a cura, se as sequelas, se a morte.

O que faz meu grito ficar parado no ar, a gota d’água não entornar minha paciência, a esperança me fazer acreditar que serei poupado do genocídio? Como fazer parar a máquina da morte? Como dar um basta ao negacionismo que alimenta essa política necrófila que vitimiza, indiscriminadamente, ricos e pobres, idosos e jovens, portadores de comorbidades e atletas ativos?

Mais de 400 mil mortos! Não ouço os sinos tocarem por eles. Vejo apenas múltiplas mãos encharcadas de sangue se lavando, ponciopilatamente, na bacia do mais escancarado cinismo. A dor de mais de 400 mil famílias não dói em mim. O que me resta de humanidade?

Na  Guerra do Paraguai , o Brasil perdeu 50 mil combatentes. Em pouco mais de um ano deixamos a pandemia multiplicar esse número por oito. Porque?  Talvez por não presenciar o desespero de quem bate em vão as portas dos hospitais desprovidos de leitos, nem o indescritível sofrimento de quem, entubado e sem receber analgésicos, não conhece corpo como infinitas dores das torturas medievais.

Na  guerra do Afeganistão , ao longo de 14 anos (2001-2015), 149 mil vidas foram perdidas. Aqui, em 14 meses, esse número foi multiplicado por três. Como admitir tamanha mortandade? Por ter como causa um vírus invisível?

Não, o vírus não age sem que humanos o transmitam. O vírus é como uma bomba atômica jogada sobre Hiroshima e que ceifou 140 mil vidas. A bomba não viajou sozinha dos EUA ao Japão. Foi conduzida por uma aeronave B-29. Cada um de nós é um aeronave que transporta o vírus letal. Cada um de nós é potencialmente um míssil carregado de artefatos nucleares. Basta abrir a boca e como narinas para detonar os projéteis que haverão de semear a morte alheia.

Em 1912, o Titanic , navio invencível, foi vencido por um iceberg.  Morreram mais de 1.500 passageiros. Aqui no Brasil já afundaram 266 Titanic e ainda há quem não enxergue a cor rubra do mar …

As  quedas das Torres Gêmeas de Nova York soterraram 2.996 pessoas. O mundo parou, estupefato, frente à tamanha atrocidade. Até os religiosos religiosos suprimiram a palavra perdão. No Brasil já desabaram 134 Torres Gêmeas e ainda não foram apontados os responsáveis por esse terror.

Resta sim, humanidade, mas preciso beber no poço aberto por Santo Agostinho, o da indignação, para protestar, e o da justiça, para mudar esse estado de coisas.

O artista e o Plano Diretor da cidade

Se você perdeu, ainda pode ouvir na rádio Senado uma entrevista antológica do compositor Fausto Nilo, autor de letras clássicas da Música Popular Brasileira (MPB), celebrizadas por diversos intérpretes em versos cravados na nossa memória fonográfica (veja abaixo):

Zanzibar, cantada pelo grupo “A cor do som”

“No azul de Jezebel no céu de Calcutá, feliz constelação
Reluz no corpo dela, ai tricolor colar!”

Pedras que cantam, na voz de Fagner

“Quem é rico mora na praia / E quem trabalha não tem onde morar”

Meninas do Brasil, por Moraes Moreira

Três meninas do Brasil, três corações democratas / Tem moderna arquitetura ou simpatia mulata”

Fausto Nilo é um dos nomes marcantes do movimento cultural denominado “O pessoal do Ceará”, formado por Ednardo, Amelinha, Belchior, Fagner e outros artistas e intelectuais emergentes a partir da década de 1960 na cena musical nacional.

Fortaleza 2040

Em plena atividade, Nilo tem na bagagem mais de 300 músicas compostas em quatro décadas de carreira e comemora seus sucessos tocados diariamente nas emissoras de rádio de todo o Brasil, além das exibições nos meios digitais.

Além de compositor, ele é arquiteto e participa ativamente do “Planejamento Estratégico e Participativo Fortaleza 2040”, lançado em 2014, reunindo setores representativos da capital cearense para pensar o futuro da cidade.

Fausto Nilo é um dos principais difusores do “Fortaleza 2040”, juntamente com outros artistas, profissionais de urbanismo, setores público e privado, intelectuais, grupos organizados dos mais variados segmentos e os parlamentos estadual e municipal.

A ideia geral é integrar o crescimento econômico aos patamares civilizatórios do planejamento urbano, que passa necessariamente pela qualidade de vida dos moradores da cidade.

O projeto é desenvolvido através de convênio entre a Prefeitura de Fortaleza e a Universidade Federal do Ceará (UFC), sob a coordenação da Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura da UFC e acompanhado pelo Conselho da Cidade. A proposta vai incorporar iniciativas já elaboradas, como o Plano Diretor Participativo do Município de Fortaleza (PDPFor), Planefor e o Pacto de Fortaleza.

Todo o conteúdo acumulado nos diálogos para a elaboração do plano Fortaleza 2040 está armazenado neste site

Na entrevista à rádio Senado, Fausto Nilo falou com entusiasmo da sua condição de cidadão, urbanista e artista integrado a um projeto fundamental para planejar Fortaleza menos desumana até 2040. Ele, na condição de ícone musical, é um dos promotores e incentivadores do sonho de outra cidade, no rol de outros tantos artistas, urbanistas e intelectuais fortalezenses.

O Ceará é fruto de uma cultura política autoritária, igual ao Maranhão, mas existem diferenças abissais entre os dois estados.

Olhando para nossa “vizinha” Fortaleza planejando o futuro, fico aqui pensando no enorme atraso político e cultural de São Luís, uma cidade provinciana e retrógrada que passou os últimos 30 anos sob domínio do mesmo grupo político e não conseguiu sequer colocar asfalto decente nas principais avenidas da cidade.

E o mais grave: São Luís transformou o Plano Diretor em um objeto de lobby dos empresários da construção civil e do setor industrial, sem a participação da população.

A entrevista de Fausto Nilo, além de ser uma antologia da MPB, é uma referência para comparar o enorme atraso de São Luís em relação às outras capitais do Nordeste.

Enquanto Fortaleza planeja para daqui a duas décadas, a nossa velha cultura política provinciana ludovicense está a eleger prefeitos em campanhas marcadas por inauguração de praças, operações tapa-buracos, capina de matagal e pintura de meios-fios.

Vivemos mesmo no fim do mundo.

Imagem destacada: Fausto Nilo posa ao lado de gramofone / Imagem capturada no site da rádio Senado

Morros terá parque ambiental

Nesta quinta-feira (6), no Palácio dos Leões, o governador Flávio Dino assinou ordem de serviço autorizando as obras de revitalização de uma importante área de entretenimento na cidade de Morros, na região do Munim, que receberá o nome de Parque das Águas. Ao ser concluído, o equipamento será mais uma alternativa de lazer, convivência e prática esportiva para moradores e visitantes, além de espaço para preservação ambiental.

Veja aqui o vídeo ilustrativo.

O governador Flávio Dino pontuou o viés da geração de trabalho e renda que se formará com as obras do parque e após sua conclusão. “Os parques são complexos empreendedores, pelas oportunidades que se formam ao seu redor. Estamos muito felizes em poder dar este passo para a cidade de Morros e região do Munim. Temos também a dimensão ambiental do projeto, pois, só há desenvolvimento se for para nós e nossos herdeiros. O que será realizado vai preservar a natureza local e ficará para as próximas gerações. Agradecemos à união política com a cidade de Morros e tenho convicção, tudo que temos para a cidade, será concretizado”, frisou Flávio Dino.

A infraestrutura vai melhorar uma área de aproximadamente 15 mil metros quadrados. O conjunto de benefícios agrega uma fonte interativa, fonte das pedras, playground, pista de cooper, academia ao ar livre, quiosques, quadras poliesportivas, praça de contemplação e outros. Para as obras, o Governo do Estado investe mais de R$ 4,3 milhões. O parque será um cartão postal de Morros e Região do Munim e a previsão é que seja inaugurado até final deste ano.

“Mais uma grande obra para a cidade, que vai oportunizar o emprego, renda e o convívio familiar. Estamos muito satisfeitos com esse parque que vai representar a cidade de Morros, o maior equipamento do Governo do Estado na região e o mais importante, será entregue à população ainda este ano”, destacou o secretário de Estado de Governo (Segov), Diego Galdino. A obra é executada pela Segov em parceria com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Naturais (SEMA).

O prefeito de Morros, Milton Santos, ressaltou a sensibilidade do governador com as ações de apoio aos municípios, especialmente, o olhar para Morros. “Agradeço a todos que estiveram conosco e nos ajudaram a concluir esse convênio. Agradeço ao governador Flávio Dino pela sensibilidade, em sempre ter atenção à nossa cidade e que se materializa nesta e outras ações em benefícios de nossos moradores”, disse.

Durante a transmissão foi exibido vídeo com o projeto simulado de como será o parque quando estiver pronto. 

Também acompanharam a solenidade: o vice-governador Carlos Brandão; o titular da SEMA, Diego Rolim; o deputado estadual Ricardo Rios, que solicitou a obra ao Governo do Estado; e demais autoridades do município.

A polêmica liberação provisória de 722 presos no momento crítico da pandemia

Leitor(a) desse blog sabe da nossa posição sobre direitos humanos, uma conquista fundamental para a construção do processo civilizatório.

Jamais avalizarei discursos de ódio do tipo: “bandido bom é bandido morto”.

No Maranhão, o Complexo Penitenciário de Pedrinhas mudou a imagem de lugar da carnificina para um ambiente de reclusão onde o noticiário não se dá mais pela decapitação de presos em motins.

Pedrinhas, outrora lugar da barbárie, é um presídio onde se aplicam medidas corretivas visando atenuar os impactos pejorativos do encarceramento na vida presente e futura dos apenados.

Dito isso, vamos ao fato recente: a liberação provisória de 722 condenados para a passagem do Dia das Mães com as suas famílias entre os dias 5 e 11 de maio.

A liberação provisória, como todos sabem, é amparada na Lei de Execuções Penais (LEP).

Em condições sanitárias normais a flexibilização do encarceramento é compreensível para datas especiais, até porque é um direito assegurado na LEP.

Ocorre que estamos no momento crítico da covid19, alcançando a triste marca superior a 400 mil mortos, ainda com especulações sobre uma terceira onda de contaminação.

Todas as orientações das autoridades sanitárias visam ao isolamento social.

Se a recomendação do isolamento tem o objetivo de evitar o contato e consequentemente a proliferação do vírus, a liberação de 722 presos coloca em risco a própria vida deles, dos seus familiares e do entorno das suas residências.

Outro aspecto polêmico da liberação provisória é a fiscalização dos apenados nessa temporada de 5 a 11 de maio. Quem garante que eles não frequentarão festas, bares e similares? Eles serão monitorados?

Todos somos sabedores da quantidade expressiva de bares, serestas e outros ambientes funcionando com aglomerações, principalmente nas periferias, destino provável dos 722 apenados liberados.

Considerando o risco da circulação de um contingente de quase 800 pessoas junto aos seus familiares, caberia uma reflexão da Justiça para, excepcionalmente, não aplicar liberdade provisória nesse período crítico de contaminação e mortes.

Reitero: a liberação provisória é um direito dos apenados que cumprem os critérios da LEP e deve ser assegurado.

No entanto, nas condições atuais, essa flexibilização deveria ser revista em nome da vida dos presos e dos seus próximos, observando ainda um agravante: caso sejam contaminados na saída temporária, podem retornar para a cadeia levando o vírus…

Muitos trabalhadores e empreendimentos estão sacrificados pelas medidas de isolamento, gerando desemprego, negócios falidos, precarização da vida e fome.

Se o setor produtivo está sendo prejudicado em nome das condições sanitárias da coletividade, não é prudente colocar quase 800 apenados em circulação sem uma fiscalização rigorosa. Os presos podem esperar a pandemia aliviar, garantindo a segurança sanitária de todos.

As mães vão agradecer.