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PT convida para celebrar os 43 anos do partido

Veja como será a programação nacional e em São Luís

No próximo dia 10 de fevereiro o Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras completa 43 anos de vida. Uma vida forjada nas lutas do povo brasileiro por Democracia e por direitos.

Nestes 43 anos, o povo brasileiro sempre soube que, onde houvesse uma lutadora, um lutador social, nos campos, nas matas ou nas cidades, a nossa estrela estaria presente.

Aprendemos com a diversidade da grande nação brasileira, a força da organização popular, da solidariedade e da verdade. Semeamos estrelas de norte a sul do nosso país, consolidando sonhos de justiça social e esperança de uma vida digna para todas e todos.

Assim, nossa estrela se multiplicou em diferentes movimentos, diferentes territórios, conquistando parlamentos e governos em cidades, estados e no Brasil.

Enfrentamos o Golpe contra a Presidenta Dilma Rousseff e a prisão política de nossa maior liderança – Luiz Inácio Lula da Silva. Suportamos a violência política com confiança na nossa Democracia e no nosso povo. A jornada que percorremos, coletivamente, tem marcas intensas.

Em 2022 nós derrotamos o fascismo, a extrema-direita, o poder econômico, o aparato de Estado e inúmeras Fake News. Elegemos Lula Presidente com a maior votação da história desse país.

Iniciamos 2023 derrotando um Golpe contra a Democracia Brasileira e nos consolidando como o principal instrumento para uma tão sonhada unidade nacional.

10 de fevereiro de 2023 não será uma data qualquer, assim queremos realizar uma comemoração especial. Vamos celebrar a vitória do povo brasileiro que hoje ocupa, mais uma vez, o Palácio do Planalto com Lula Presidente.

Para isso, estamos organizando uma programação muito especial, em Brasília, nos dias 12, 13 e 14 de fevereiro e queremos contar com a sua participação.

PROGRAMAÇÃO NACIONAL

Dia 12/02 –  Dia aberto à militância no Centro de Convenções Ulysses Guimarães em Brasília, com feira, oficinas de formação, banquinhas das secretarias, rodas de conversas e atrações culturais.

Os interessados em expor e vender produtos na feira devem preencher o formulário no link abaixo, lembrando que todas as despesas serão por conta dos interessados.

Veja como se inscrever e preencher o formulário

Dia 13/02 – Reunião do Diretório Nacional durante todo o dia na sede do PT Nacional.

– Ato Político às 18 horas, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.

Dia 14/02 – Jantar de Arrecadação dos 43 anos do PT. Os convites podem ser reservados pelo WhatsApp número: (61) 99504-1170.

PROGRAMAÇÃO EM SÃO LUIS

Festa do PT em São Luís terá várias atividades

Vamos todas e todos, juntos, pela reconstrução do Brasil e da Democracia!

Viva o PT!

Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores

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CNBB emite nota em solidariedade aos Yanomami: “As dores de cada indígena são também da igreja”

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nesta terça-feira, 31 de janeiro, uma nota intitulada “Em defesa dos povos originários” motivada pela realidade vivida pelo povo Yanomami que, segundo o documento, é a “síntese da ofensiva contra os direitos dos povos indígenas agravada nos últimos anos”. A realidade, segundo a nota, foi denunciada pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI)  em seu relatório anual.

De acordo com a nota da presidência da CNBB, “a realidade vivida pelo povo Yanomami é, pois, síntese do que apresenta o relatório do CIMI. Os povos originários, integrados à natureza, têm sido desrespeitados de modo contumaz, a partir da ganância, da exploração predatória do meio ambiente, que propaga a morte em nome do dinheiro”.

Essa realidade, defende a Conferência, deve despertar santa indignação no coração de cada pessoa, especialmente dos cristãos, que não podem fazer da defesa da vida uma simples bandeira a ser erguida sob motivação ideológica. “A vida tem que ser efetivamente defendida, não apenas em uma etapa específica, mas em todo o seu curso. E a defesa da vida humana é indissociável do cuidado com o meio ambiente”, reitera o documento. 

Na nota, a CNBB pede às autoridades um adequado tratamento dedicado ao povo Yanomami e a cada comunidade indígena presente no território brasileiro. A CNBB pede ainda que “diante da gravidade do que se verifica no Norte do País, das mortes, principalmente de crianças e de idosos, sejam apontados os responsáveis, para que a justiça prevaleça”.

A CNBB reforça que a Igreja Católica no Brasil está unida ao povo Yanomami, solidariamente, com sua rede de comunidades de fé. “As dores de cada indígena são também da Igreja, que, a partir de sua doutrina, do magistério do Papa Francisco, vem ensinando a importância dos povos originários na preservação do planeta”. Conheça, abaixo, a íntegra da nota e, aqui, o arquivo em PDF:

Em defesa dos povos originários

A ofensiva contra os direitos dos povos indígenas, agravada nos últimos anos, foi denunciada pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em seu relatório anual. A realidade vivida pelo povo Yanomami é, pois, síntese do que apresenta o relatório do CIMI. Os povos originários, integrados à natureza, têm sido desrespeitados de modo contumaz, a partir da ganância, da exploração predatória do meio ambiente, que propaga a morte em nome do dinheiro.

Essa realidade deve despertar santa indignação no coração de cada pessoa, especialmente dos cristãos, que não podem fazer da defesa da vida uma simples bandeira a ser erguida sob motivação ideológica. A vida tem que ser efetivamente defendida, não apenas em uma etapa específica, mas em todo o seu curso. E a defesa da vida humana é indissociável do cuidado com o meio ambiente.

A CNBB pede às autoridades um adequado tratamento dedicado ao povo Yanomami e a cada comunidade indígena presente no território brasileiro. Diante da gravidade do que se verifica no Norte do País, das mortes, principalmente de crianças e de idosos, sejam apontados os responsáveis, para que a justiça prevaleça. O genocídio dos Yanomamis seja capítulo nunca esquecido na história do Brasil, para que não se repita crime semelhante contra a vida de nossos irmãos.

A Igreja Católica no Brasil está unida ao povo Yanomami, solidariamente, com sua rede de comunidades de fé. As dores de cada indígena são também da Igreja, que, a partir de sua doutrina, do magistério do Papa Francisco, vem ensinando a importância dos povos originários na preservação do planeta.

O momento é de tristeza e desolação, mas a Igreja Católica continuará a trabalhar, intensificando sempre mais as suas ações, em união com muitos segmentos da sociedade e do poder público, para que prevaleça a esperança, confiante de que cada Yanomami será respeitado em sua dignidade de filho e filha de Deus.

Brasília-DF, 31 de janeiro de 2023

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá (MT)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

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Labcom lança livro sobre IA Generativa usando um robô

O Labcom (Laboratório de Convergência de Mídias da UFMA) lançou hoje o livro “Inteligência Artificial Generativa”, que explora os avanços na área de IA e seus impactos nas indústrias criativas, da mídia e da publicidade. Este e-book é parte de um projeto maior do laboratório de pesquisa, que visa explorar novas ferramentas, metodologias e abordagens na área de Comunicação e Informação, usando recursos computacionais intensivos.

A Inteligência Artificial Generativa – IAG é um ramo da inteligência artificial que, em termos simples, tenta simular a própria criatividade humana, através da geração de textos e imagens, com diversos cenários de utilização, em projetos de design e artes, música, jornalismo, marketing e publicidade, entre outros.

O livro “Inteligência Artificial Generativa” é uma introdução acessível ao assunto, destinada a leitores sem conhecimento prévio em IA. Ele apresenta uma visão geral das possibilidades e aplicações da Inteligência Artificial Generativa, discutindo suas implicações éticas e morais, bem como suas limitações atuais.

Uma particularidade do projeto é que uma parte do livro foi gerada com a ajuda da ferramenta ChatGPT, da OpenAI, com a supervisão do autor; o que foi feito de forma deliberada, justamente para que no experimento se pudesse avaliar o seu potencial de uso. As ilustrações foram criadas usando MidJourney.

Segundo o professor Márcio Carneiro, autor do livro e coordenador do Labcom, “o projeto é um movimento interdisciplinar que busca atualizar o estado da arte da Comunicação, integrando o conhecimento de outras áreas, que têm interfaces cada vez mais nítidas com a nossa.”

Falando sobre a ferramenta que usou, o bot ChatGPT, que tem recebido grande atenção da mídia por ter conseguido mais de um milhão de usuários, ainda no primeiro mês após seu lançamento experimental em novembro de 2022, o professor explica que para avaliar os impactos e os processos de adoção das tecnologias é preciso entender que elas têm lógicas próprias e, normalmente complexas, integrando vetores não apenas tecnológicos, mas também econômicos e sociais.

“As pessoas, ao perceberem valor em determinada inovação, geram usos e apropriações, muitas vezes diferentes até dos que foram idealizados pelos desenvolvedores e no ambiente digital, com a circulação de informação acelerada, tais processos podem atingir números e escala muito significativos, como parece ser o caso do robô da OpenAi. No projeto já levantei mais de 130 utilizações diferentes para o bot, muitas delas pensadas pelos utilizadores ”

O professor também aposta que a nova geração de IAG vai criar novas funções no mercado, entre elas o Prompt Designer, um especialista nestas plataformas, que consegue resultados mais assertivos para uso profissional das mesmas. O LABCOM vai fazer a segunda turma de um curso de formação nesta área em março, segundo o coordenador, o primeiro do tipo no Brasil.

Da iniciativa maior à qual o experimento do livro é conectado, constam também o projeto de um livro infantil com texto humano, mas com todas as ilustrações feitas com MidJourney; um app de análise de grandes volumes de texto, baseado na API do ChatGPT, para uso por pesquisadores da Comunicação e mais 4 artigos acadêmicos avaliando aspectos diferentes desta temática: o uso de IAG pelo jornalismo, uma metodologia de avaliação de ferramentas de IAG, a aplicação de ChatGPT em assessorias na área de gestão de crises e a exploração de IAG para produção de desinformação. 

O Labcom disponibiliza vários canais de difusão científica onde compartilha seu trabalho para a comunidade em geral. Entre eles um canal no YouTube onde há uma playlist inteira só sobre IAG. Para fins acadêmicos, uma versão simplificada do livro pode ser baixada gratuitamente através do site do laboratório a partir da página https://www.labcomdata.com.br/iag . A versão integral, que terá vários recursos multimídia para o ensino das ferramentas e das técnicas de Prompt Design, será lançada no evento Aplicom 23 do LABCOM, previsto para julho deste ano. Em anexo segue a capa do livro para divulgação.

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Geraldo Azevedo para celebrar a chegada de fevereiro

CHORANDO E CANTANDO

Quando fevereiro chegar
Saudade já não mata a gente
A chama continua no ar
O fogo vai deixar semente
A gente ri a gente chora
Ai ai ai a gente chora
Fazendo a noite parecer um dia
Faz mais Depois faz acordar cantando
Pra fazer e acontecer
Verdades e mentiras
Faz crer, faz desacreditar de tudo
E depois depois amor ô ô ô ô

Ninguém ninguém verá o que eu sonhei
Só você meu amor
Ninguém verá o sonho que eu sonhei

Um sorriso quando acordar
Pintado pelo sol nascente
Na luz de cada olhar mais diferente
Tua chama me ilumina
Me faz virar um astro incandescente
Teu amor faz cometer loucuras
Faz mais, depois faz acordar chorando
Pra fazer e acontecer
Verdades e mentiras
Faz crer, faz desacreditar de tudo
E depois depois do amor
Amor ô ô

Ninguém, Niguém, Niguem Verá o que eu sonhei
Só você meu amor
Ninguem verá o sonho que eu sonhei

Imaem destacada capturada aqui

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O PT maior que Lula em 2026

Ed Wilson Araújo

A morte de Pelé inspira dizer que temos um rei da política. É Lula. Ele chega ao terceiro mandato superando a prisão, as perdas de um neto, da ex-esposa Marisa Letícia e de um irmão.

Um ser humano que passou por tudo isso e se apaixona, casa novamente, fala de amor, refaz a vida, ganha uma eleição de forma épica e volta ao palco principal da política admirado no mundo inteiro não é só uma pessoa, é uma entidade, um corpo político coletivo, uma ideia que não pode ser aprisionada.

Quando ele partir, ficará o lulismo, símbolo do pragmatismo humanitário porque fez a opção pelos pobres.

Ao anunciar o ministério completo, Lula fez analogia ao time escalado por Tite para a Copa do Mundo de 2022. O técnico da seleção brasileira convocou os melhores craques, mas não levou a taça.

No fim da apresentação da sua equipe ministerial, deu o recado: vamos ganhar.

A política é feita de contradições. No time de Lula há uma composição heterogênea, da esquerda a uma parte do Centrão, corroborando a tática eleitoral na estratégia da governabilidade.

Lula é o Pelé da política, mas não é santo. Ele foi candidato a presidente e não ao papado. Por isso está correto na composição do governo com uma parte dos seus algozes.

O ministério, apesar de algumas impurezas, está hegemonizado pelo campo democrático-popular em uma conjuntura de desafios gigantes.

E não basta fazer uma boa gestão. É preciso bloquear o avanço da extrema direita, que foi derrotada eleitoralmente, mas está viva na mentalidade do eleitorado, parte dele incauto e a outra banda fanática.

Eis o sentido mais apropriado para discutir o papel do Partido dos Trabalhadores na perspectiva da hegemonia na Frente Ampla e do seu maior desafio – recompor a democracia no Brasil.

Lula entra na História como o maior presidente de todos os tempos; no entanto, ele vai passar e o partido segue.

O que será do PT sem Lula?

Tudo mudou profundamente das origens da legenda até o impeachment da presidenta Dilma Roussef.

Ao longo desse tempo, o partido não tinha experimentado o golpe, os níveis grotescos de desinformação e o crescimento da extrema direita turbinado pela nova cultura do mundo digital.

Esse novo cenário impõe ao partido alguns desafios e velhas lições do passado: retomar o trabalho de base, zelar pelo primado da formação política, compreender e agir sobre os mundos evangélico e digital.

Apenas o partido burocrático e de mandatos não vai dar conta de atenuar a avalanche dos conservadorismos tradicional e surreal.

Olhemos para os evangélicos em um domingo de sol, caminhando de casa em casa, entregando panfletos, conversando com as pessoas…

Esses indivíduos mais simples alimentam gigantescas estruturas de poder econômico e religioso disseminados nas igrejas neopentecostais e nos pastores pop star, habilidosos nos usos e abusos das redes sociais.

Lula é um fenômeno de popularidade sem nunca ter usado um e_mail. Não haverá outra liderança nas esquerdas com esse perfil nos próximos 100 anos.

Enquanto o campo democrático apega-se ao lulismo, centenas de pastores influenciadores vão surgindo a cada dia, obtendo um crescimento assustador entre a juventude, principalmente.

Mas os crentes também fazem eventos presenciais, distribuem folhetos nas ruas e paradas de ônibus. É uma militância permanente, incansável e metódica.

Sem as ruas, a formação política e a inserção no mundo digital o PT olha ainda atônito as habilidades perversas dos seus inimigos.

A grande tarefa do partido, como intelectual orgânico coletivo, passa por uma retomada do seu sentido primordial de ser uma chama permanente de esperança, palavra que alimenta sonhos, mas se realiza também na materialidade da política feita de gente olhando face a face e à distância, pelas telas.

Tomando de empréstimo a letra de um jingle “São milhões de Lulas povoando esse Brasil”, seria o caso de emendar: são milhões de militantes antenados por esse Brasil.

O PT precisa sempre pensar grande. E agora é perceber que necessitamos ser maiores que Lula.

Imagem destacada: multidão vestida com tons de vermelho estica sobre a cabeça bandeiras gigantes do Brasil, durante ato da campanha eleitoral de 2022, em Teresina (PI). Foto: Ricardo Stuckert 

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O rádio atual e a playlist

A Rádio Nacional chegou no dial em São Luís. Se você tiver aparelho receptor em casa, ou no carro, sintonize 93,7 Mhz e aproveite tudo.

Caso prefira, vá ao site da EBC (https://radios.ebc.com.br/) e escolha nas opções uma das emissoras gostosa de ouvir.

Sou um adepto completo das novas Tecnologias de Comunicação e Informação (TICs). A humanidade só ainda não matou Deus de vez porque temos Jornalismo e Ciência, duas formas de conhecimento herdeiras da modernidade.

Dito isso, saiba o(a) caro(a) leitor(a) que eu gosto de ouvir música nos mais diversos artefatos. No You Tube você já sabe, na sequência, o que vai tocar. Pode adiantar e recuar o botão na barra vermelha e escolher o que quiser, de acordo com as suas vontades, desejos e preferências.

O mesmo vale para os agregadores. Tudo posso naquele que me fortalece na condição de audiência seletiva e voraz.

Já ouvir rádio é outra sensação. Tem a “figura” do(a) locutor(a), aquela pessoa que conversa com você, manda um recado, dá um alô, cuida da audiência de forma geral.

Vamos parafrasear:

#streaming é sexo; rádio, é amor.

A produção de sentido no rádio é mais intensa porque a sensação do ao vivo incorpora a plenitude dos componentes da linguagem radiofônica: palavra falada, música, efeitos sonoros e silêncio.

As vinhetas de cada emissora, dos programas e apresentadores(as) guiam a audiência para uma relação de afetividade, criando o ritual de ouvir.

A playlist não surpreende. Você já sabe o que vai rodar.

O rádio é uma caixa de segredos. Não há previsão da música e a qualquer momento a locução dinamiza a emissão, assim como a participação da audiência.

No velho rádio, o(a) ouvinte é uma entidade alimentada pelo mundo sonoro. Ele(a) não quer só ouvir, mas falar e ser notado(a) pelo locutor(a).

Existe mais atividade no rádio. E cada dia, com mais tecnologia, ele fica melhor.

Imagem destacada / novo estúdio da rádio Gaúcha, capturada aqui

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Amazônia e Cerrado concentram 95% da área queimada no Brasil em 2022

Fonte: Bibiana Alcântara Garrido (Ipam – Instituto de Pesquisas Ambientais da Amazônia) / Foto: Paulo Brando

O Monitor do Fogo divulgou na sexta-feira, 27, os dados sobre a ocorrência de fogo no Brasil no mês de dezembro e em 2022. No ano, uma área do tamanho do estado do Acre foi queimada no país: foram 16,3 milhões de hectares atingidos pelo fogo. A Amazônia e o Cerrado concentram 95% desse total. O Monitor do Fogo é uma iniciativa do MapBiomas Fogo em parceria com o IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia).

Acesse o boletim mensal com os destaques de dezembro e de 2022.

A área queimada de florestas registrou alta de 93% em relação a 2021, sendo que 85% dos incêndios florestais em 2022 ocorreram na Amazônia. Quanto à área atingida pelo fogo em todos os biomas, 70% estava coberta por vegetação nativa – em maior extensão, as formações savânicas e campestres, encontradas no Cerrado. A área total queimada no país em 2022 foi 14% maior do que em 2021 (2 milhões de hectares a mais).

“O Monitor do Fogo permite que possamos ir além de saber se tem mais ou menos fogo acontecendo: ele nos dá a área atingida pelo fogo e mostra o que está queimando com uma precisão de 5 metros. É um dado muito valioso para a tomada de decisão, disponível todos os meses na plataforma do MapBiomas”, diz Ane Alencar, diretora de Ciência no IPAM e coordenadora do MapBiomas Fogo. “Com o Monitor do Fogo podemos constatar que as florestas do Brasil, principalmente as da Amazônia, estão sendo altamente impactadas por incêndios. Em condições naturais isso não deveria estar acontecendo, o que indica um claro impacto da ação humana no aumento do fogo e da degradação dessas florestas”.

Entre os biomas o fogo se dividiu, praticamente, na metade: 49% da área queimada no ano passado foi na Amazônia, totalizando 7,9 milhões de hectares queimados no bioma em 2022; e outros 45% foram no Cerrado, que teve 7,4 milhões de hectares queimados no ano.

“O fogo na Amazônia está diretamente relacionado ao desmatamento no bioma, pois a prática do uso do fogo é frequentemente utilizada para remover a vegetação densa e preparar o solo para atividades agrícolas ou pecuárias. Somente no ano de 2022, cerca de 2,5 milhões de hectares de florestas foram queimados na Amazônia. A falta de medidas de proteção eficazes contribuiu para a intensificação dos incêndios e tem provocado graves prejuízos para o meio ambiente, incluindo a emissão de gases de efeito estufa, perda da biodiversidade, além de comprometer a qualidade do ar”, explica Luiz Felipe Martenexen, pesquisador no IPAM.

O estado do Pará foi o que mais queimou na Amazônia em 2022, com 2,9 milhões de hectares atingidos pelo fogo. Os estados que mais queimaram no Cerrado de janeiro a dezembro foram Mato Grosso (3,6 milhões de hectares), Tocantins (2,3 milhões de ha) e Maranhão (2 milhões de ha).

Considerando só o mês de dezembro, a Amazônia foi o bioma com maior área queimada. Foram 234.723 mil hectares, o que significou um aumento de 101% do fogo no bioma em relação a dezembro de 2021. No Cerrado, o aumento foi de 207%, com 55.787 hectares queimados em dezembro de 2022. Nesse mês, Maranhão foi o estado que mais queimou, com 125.946 hectares afetados pelo fogo.

“Apesar de o fogo fazer parte da dinâmica do Cerrado, a ação humana é prejudicial para o bom funcionamento do ecossistema. Com as queimadas cada vez mais frequentes, a vegetação vai perdendo sua capacidade de recuperação. A situação se agrava com as mudanças climáticas, que fazem com que o Cerrado fique cada vez mais quente e seco, tornando-o mais suscetível a eventos de fogo em grande escala”, avalia Vera Laísa Arruda, pesquisadora no IPAM responsável pelo Monitor do Fogo.

Sobre o Monitor do Fogo

O Monitor do Fogo é o mapeamento mensal de cicatrizes de fogo para o Brasil, abrangendo o período a partir de 2019, e atualizados mensalmente. Baseado em mosaicos mensais de imagens multiespectrais do Sentinel 2 com resolução espacial de 10 metros e temporal de 5 dias. O Monitor de Fogo revela em tempo quase real a localização e extensão das áreas queimadas, facilitando assim a contabilidade da destruição decorrente do fogo. Acesse o Monitor do Fogo e o boletim mensal de dezembro.

Jornalista no Ipam, bibiana.garrido@ipam.org.br

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Clientes da Caema podem parcelar débitos com desconto de até 70%

Quem está com contas de água atrasadas pode agora negociar dívidas de maneira fácil, rápida em condições especiais com a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão que, na campanha “Fique em Dia com a Caema”, está parcelando o pagamento débitos de clientes que, em algumas situações, podem até mesmo ter os seus débitos anistiados, mediante algumas condicionantes.

As condições para a solução de dívidas oferecidas pela Caema são imperdíveis. Débitos acima de R$ 2 mil terão desconto de 70% e podem ser negociados com entrada de 10% do valor devido, com pagamento em 12 parcelas iguais e subsequentes, sem incidência de juros de parcelamento, caso sejam pagas rigorosamente em dia. Um cliente nessa condição vai pagar 30% do que deve, com 10% de entrada, parcelando ainda o débito em 12 vezes.

Clientes com débitos, dos últimos dez anos, que tenham faturas vencidas até 31 de dezembro de 2022 no valor global de até R$ 2 mil reais e que possuam no mesmo período faturamento mensal de até R$ 130 reais estarão isentos, mediante a atualização dos dados cadastrais.

Todo o processo de negociação pode ser realizado pelo 08007010195, no whatssapp 98.99113.0195, no Caema Mobile (versão Android e IOS) ou nas lojas de atendimento no Vinhais, Cohab, Anjo da Guarda e Centro. Lembre-se! O prazo para negociação termina no dia 28 de fevereiro.

O não cumprimento de qualquer uma das regras estabelecidas no ato de negociação torna inválido o acordo, retornando, nesse caso, o débito inicial do cliente com a empresa. A campanha de negociação de dívidas é válida para clientes vinculados aos imóveis residenciais, comerciais, industriais e também aos poderes públicos.

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Entenda a proposta de moeda comum para negócios entre Brasil e Argentina

Fonte: Site do PT

Quando for criada, a nova moeda não vai substituir nem o real nem o peso, e só servirá para garantir transações de importação e exportação entre os dois países

Ao acompanhar o presidente Lula em viagem à Argentina, nesta semana, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que os dois países estão discutindo formas de facilitar o comércio entre si.

Entre as medidas, está a criação de uma moeda comum que será utilizada apenas para transações comerciais entre os dois países. Não se trata, portanto, de acabar com o real ou com o peso, mas de criar uma moeda apenas para operações de importação e exportação. 

Para explicar melhor o tema, o Ministério da Fazenda publicou um tira-dúvidas em seu site (acesse aqui). Abaixo, explicamos os pontos mais importantes.

Por que é importante cuidar do comércio entre Brasil e Argentina?

A Argentina é o terceiro país para o qual o Brasil mais exporta seus produtos, atrás apenas da China e dos Estados Unidos. Trata-se, portanto, de um parceiro importantíssimo para a economia brasileira.

Porém, nos últimos anos, quando ficamos sob um governo que não cuidou como devia da relação com a Argentina, a China começou a ocupar um espaço importante, que o Brasil não pode perder.

Essa moeda comum é como o euro, adotado na Europa?

Não. Não se trata de uma moeda única para ser usada por Brasil e Argentina. Tanto o real quanto o peso continuarão existindo e sendo as moedas oficiais dos dois países. Essa nova moeda só vai ser utilizada nas exportações e importações.

Como a criação de uma moeda comum pode favorecer o comércio dos dois países?

Hoje, o comércio entre os dois países se dá por meio do dólar. Isso pode gerar problemas, porque nem sempre há dólares suficientes no mercado, o que pode, em alguns casos, inviabilizar alguns negócios entre os dois países.

Além disso, o peso argentino hoje não é bem aceito no mercado internacional atualmente, porque o país vizinho sofre com um processo inflacionário grave. Não é vantajoso, portanto, para um empresário brasileiro que exporta para a Argentina receber em pesos, porque aquele valor pode se desvalorizar rapidamente.

Uma nova moeda, com valor mais estável, é uma boa solução, pois evita tanto o problema de uma eventual escassez de dólares quanto o problema da desvalorização do peso argentino.

A adoção de uma moeda comum para importação e exportação será imediata?

Não. O que foi aprovado até agora é a formação de um grupo de trabalho que vai estudar a melhor forma de fazer isso.

Essa solução pode beneficiar outros países da América Latina?

Sim. Brasil e Argentina vão criar um tipo de governança coletiva sobre essa nova moeda. Essa governança pode servir para operações comerciais entre os países da região, podendo incentivar melhores práticas de gestão monetária, inflação, sustentabilidade da relação fiscal e ambiental, entre outros aspectos.

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A culpa não é da chuva ou a ofensiva do capital numa cidade ameaçada

Luiz Eduardo Neves dos Santos *

São Luís e os municípios vizinhos da ilha amanheceram nesta quarta-feira com grandes volumes de chuva. Algo, aliás, dentro da normalidade em nosso sistema climático, pois janeiro é um mês que, historicamente, possui bons índices pluviométricos, é o início do nosso “inverno”, como muitos dizem, embora nos encontremos no verão. O fato é que tais volumes de chuva têm ocasionado muitos problemas na ilha, os mais comuns são as inundações e alagamentos em avenidas e áreas residenciais, os engarrafamentos de veículos, os bueiros estourados e os transbordamentos de cursos d’águas, que hoje são esgotos a céu aberto.

O senso comum levanta a voz e diz “falta planejamento urbano em São Luís”. Mas se sabe que há muitas experiências de planejamento urbano em nossa cidade, que remontam pelo menos 2 séculos, desde as normas de ocupação e usos do espaço público deliberadas pela Câmara Municipal, passando pelas determinações dos Códigos de Postura até chegar a legislação urbana que conhecemos hoje (ou que não conhecemos), qual seja os planos diretores e as leis de uso e ocupação do solo. Estas últimas são dispositivos que abrem caminho para uma série de transformações nas áreas urbanas, embora não sejam os únicos mecanismos de planejamento estatal.

O problema é que os nossos gestores públicos e seus técnicos possuem uma concepção bastante equivocada de que estas leis bastam para dirimir infortúnios das populações urbanas, mas na realidade sua aplicação tem servido para aprofundar desigualdades, visto que atendem, prioritariamente, classes abastadas e o mercado imobiliário/construtor, do que chamo aqui de usurpadores urbanos.

Vejam o que tem acontecido nas discussões do Plano Diretor de São Luís: a proposta se arrasta desde 2015 – o projeto está desde 2019 na Câmara de Vereadores – e possui como objetivos primaciais a ruptura das últimas fronteiras urbanas no município para a instalação de um mega terminal portuário privado e a permissão da construção de edifícios (que podem chegar a 32 andares) em diversos  territórios a partir da aprovação do Macrozoneamento Urbano e de uma futura aprovação da Lei de Zoneamento, complementar ao Plano Diretor. Tais objetivos atingem em cheio a sobrevivência de populações como a do Cajueiro e de outras comunidades rurais e não apresentam trabalhos técnicos mais detalhados que justifiquem essas modificações.

A reflexão que levanto aqui diz respeito ao papel do planejamento urbano em São Luís, um município em que quase 1/5 de seu território urbano é constituído de áreas ociosas, objetos da especulação imobiliária. As leis urbanas são reflexos da vontade do grande capital imobiliário/construtor, que em aliança com os poderes estatais, ditam a forma como o território será usado. Há muitos territórios a serem ocupados, não somente na zona urbana, o que é uma condição muito importante de São Luís em relação a outros municípios brasileiros com mais de 1 milhão de habitantes, que por sua vez, detêm uma forte intensificação dos seus solos urbanos, ou seja, São Luís tem a possibilidade de se desenvolver com uma ocupação mais equilibrada, infelizmente não é isso que nós observamos.

Frequentemente, o que há de bom nos dispositivos jurídicos urbanos, quase nunca é aplicado, me refiro a instauração dos instrumentos urbanísticos que podem contribuir para que sujeitos excluídos tenham acesso à uma cidade mais digna, podendo exercer sua cidadania. Mas o que vemos são gestores públicos distantes das demandas de uma população injustiçada e massacrada em seus direitos, enquanto reservam tempo e trabalho para atender as vontades de grandes empresários. Por que será?

Como escrevi recentemente em trabalho de pesquisa, São Luís necessita crescer e se desenvolver com qualidade de vida e justiça social para sua população, e isto passa, dentre outras questões, pela implementação de um planejamento urbano-territorial integrado, pela aplicação de instrumentos urbanísticos que cumpram a função social da propriedade e da cidade, a implantação de políticas sérias de regularização fundiária, investimentos em abastecimento de água e tratamento de esgoto, qualidade dos serviços e abrangência do transporte público e acessibilidade, estímulo à produção agrícola e pesqueira na zona rural, reflorestamento de área degradadas, conservação de territórios de interesse ambiental, acesso facilitado e gratuito à escolas e postos de saúde, além do acesso a outros equipamentos urbanos. Questões que podem ser concretizadas com a fusão de vontade política, capacidade e organização institucional de gestores públicos, monitoramento e cobrança da sociedade civil organizada à se mobilizar na efetivação de direitos e no cumprimento de seus deveres.

Mas é enganoso supor que apenas os Planos Diretores e a regulamentação de seus Títulos e Artigos possam dar conta do planejamento de uma cidade como São Luís, seus problemas estruturais e suas complexidades, mesmo porque no atual período, o da racionalidade neoliberal, há uma disseminação, como nos alertou David Harvey, de certas noções burguesas de gestão, de leis, de direitos, de democracia e de liberdade e, manter o mundo seguro para a democracia e as liberdades, foi e continua a ser considerado intimamente ligado à manutenção do mundo seguro para o capital, e vice-versa.

O planejamento urbano entendido a partir de leis aplicadas reforça uma noção técnica, burocrática e cínica de se pensar São Luís, já que ignora a cidade concreta e suas desigualdades, se recusa a dar visibilidade e voz aos excluídos, que não são estimulados à participar e dar ideias sobre as angústias e tragédias que vivem no cotidiano. Em virtude disto, impera no município as práticas paternalistas e clientelistas, tanto da parte de grandes empresas, quanto por parte de certos agentes públicos, que através de seus nichos eleitorais pauperizados, cooptam lideranças locais, fazem favores e disseminam discursos que prometem melhorias na vida desses grupos, tudo em troca de apoio político.

As chuvas continuarão a provocar estragos na cidade enquanto gestores públicos, legisladores e empresários atuarem no sentido de pensar em seus próprios interesses. Eles abrem a boca para falar em desenvolvimento e geração de emprego e renda, o que na verdade não passa de um discurso cínico que camufla os seus desejos insaciáveis por lucro e poder.

* Geógrafo, professor da UFMA e membro do Movimento de Defesa da Ilha (MDI).