Vergonha internacional

O Brasil, que nos grandes eventos diplomáticos internacionais já foi representado pela exitosa retórica de Rui Barbosa, o “Águia de Haia”, está rebaixado ao “rato de Nova Iorque”.

Nunca antes na História de nosso país tivemos um representante tão decrépito na Organização das Nações Unidas (ONU) como o presidente Jair Bolsonaro.

Imagem destacada / reprodução Instagram

Abraço Maranhão e Estácio iniciam o 10º Curso de Capacitação para Radialistas Comunitários

Fonte: Site da Abraço Maranhão

Em sua décima edição, o Curso de Capacitação para Radialistas Comunitários inicia as atividades nesse sábado (18). As aulas voltam a ser ministradas na modalidade presencial, em sábados alternados, na sede do Centro Universitário Estácio São Luís, localizado na avenida Oswaldo Cruz, nº1455-Centro.

O projeto de capacitação é oferecido pelo Centro Universitário Estácio São Luís em parceria com a Abraço Maranhão, responsável pela triagem dos radialistas participantes, já que os inscritos devem comprovar vínculo com emissoras comunitárias ou serem indicados pela própria entidade.

A parceria entre as duas instituições já formou mais de 100 radialistas comunitários de diferentes cidades do Maranhão. Todo o conteúdo é ministrado pelo professor Paulo Pelegrini. 

Nessa décima turma o quantitativo de vagas foi reduzido, tendo como justificativa as limitações impostas devido à pandemia do novo coronavírus, que ainda não acabou, ou seja, sendo necessário respeitar todas as recomendações sanitárias.

São ofertadas apenas 12 vagas, sendo 25% destas (03 vagas) reservadas a alunos da própria Estácio.

A carga horária do projeto para os radialistas selecionados equivale a 20 horas-aula, divididas em 12 horas-aula de encontros e 8 horas-aula de atividades extra-classe, como visitações a duas emissoras comunitárias da Grande Ilha de São Luís.

Os certificados serão entregues ao final do curso e o recebimento está condicionado à presença mínima de 75% dos encontros e realização mínima de 75% das atividades.

As aulas presenciais acontecem nos dias 18 e 26 de setembro; 2, 16, 23 e 30 de outubro; 6 e 20 de novembro.

Disputa em São Paulo é teste para a unidade da esquerda em 2022

A definição da pré-candidatura de Guilherme Boulos (PSOL) para o Governo de São Paulo animou mais o debate sobre a convergência dos partidos do campo democrático-popular nas eleições de 2022.

Boulos vem turbinado pelo desempenho na eleição de 2020, quando concorreu à prefeitura paulistana e chegou ao segundo turno com um desempenho surpreendente de 41% dos votos, embora tenha perdido para Bruno Covas (PSDB).

Naquele ano, o candidato do PSOL desbancou o petista Gilmar Tatto, que não chegou ao segundo turno.

Tradicional reduto do PSDB, o estado e a capital São Paulo servem de referência eleitoral nacional.

A rivalidade entre o PT e os tucanos foi subitamente abalada pelo desempenho de Boulos em 2020, dando ao PSOL as condições de sentar na mesa para dialogar sobre candidatura própria.

Em 2020, no entanto, Lula estava acuado pelas condenações da Lava Jato e ameaçado de inelegibilidade. Todos os fatos novos envolvendo a liberdade e a inocência do maior líder do PT a partir de 2021 serão postos nas negociações entre os partidos do campo democrático-popular.

O PT estuda lançar a candidatura de Fernando Haddad ao Governo do Estado e não fazer aliança com o PSOL no primeiro turno.

A tática pode ser interessante no sentido de pulverizar no início para somar depois, derrotando os tucanos de longo mando nos palácios de São Paulo.

O discurso da unidade das esquerdas para derrotar o inimigo maior – a extrema direita liderada por Jair Bolsonaro – terá um teste relevante após a confirmação da pré-candidatura do PSOL.

Imagem destacada / Lula declara apoio a Guilherme Boulos (PSOL) na campanha pela prefeitura de São Paulo em 2020. Foto: Ricardo Stuckert

Rádio Nacional do Rio de Janeiro completa 85 anos

Fonte: Agência Brasil

Doze de setembro de 1936: ao som de Luar do Sertão, toada de Catulo da Paixão Cearense e João Pernambuco, que se tornou um ícone da música brasileira, nascia a Rádio Nacional. Precursora de programas que formaram a base do rádio no país, rapidamente tornou-se uma das maiores emissoras do mundo.

Patrimônio do jornal A Noite, do Rio de Janeiro, alcançou essa escalada de sucesso a partir de 1940. Foi nesse ano que, por conta de dívidas com o governo federal, o grupo que controlava a emissora teve seu patrimônio incorporado aos bens da União.

São 85 anos de história construída com maestria e muito trabalho. Revelando grandes nomes da música, da dramaturgia e da locução brasileiras, que conquistaram o coração do público. Com o slogan “a testemunha ocular da história”, a Nacional também ajudou a escrever a história do radiojornalismo, levando informação a cantos remotos do país.

Tema de livros e teses de mestrado, foi por meio das ondas da “Mil130” que milhões de brasileiros recebiam notícias, como a do fim da 2ª Guerra Mundial, em 2 de setembro de 1945.

Gerente-executivo da Rádio Nacional, Luciano Seixas, destaca a importância da histórica da emissora, com sua história e sua credibilidade. Segundo ele, não se pode falar da história do rádio e da história do Brasil, sem falar da Rádio Nacional.

Música, informação, esporte, cultura, jornalismo isento, ético e plural… ingredientes que fazem da Nacional uma emissora presente na memória afetiva dos ouvintes, como Martinho Lima, morador da zona norte carioca, que cresceu ouvindo a emissora. Para ele, a Rádio Nacional faz parte de sua história.

Matriz de um modelo de programação que inspirou gerações e produções de TV, a Rádio Nacional lançou humorísticos como o famoso “Balança, mas não cai”. Mas foram as Radionovelas e programas de auditório que criaram uma legião de ouvintes fiéis e entraram para a história como a Era de Ouro do Rádio.

Agora, a Rádio Nacional, estrela da EBC – Empresa Brasil De Comunicação – começa a escrever um novo capítulo de sua história, com a transmissão da programação também em FM. Tudo isso para estar cada vez mais próxima de você, ouvinte, razão dessas mais de oito décadas da trajetória que uniu o país em torno de sua frequência. 

* Com sonorização de Eduardo Monteiro.

AO VIVO: OUÇA A PROGRAMAÇÃO ESPECIAL DE ANIVERSÁRIO DA RÁDIO NACIONAL

11 de setembro: quem são os terroristas?

Os Estados Unidos são a ditadura imperialista do planeta terra.

Eles atropelam a soberania das nações, destroem governos, massacram povos inteiros, dizimam minorias e promovem verdadeiras carnificinas ao redor do mundo.

Foi assim quando jogaram bombas atômicas contra Hiroshima e Nagasaki e tem sido esse método ao longo de várias violências brutais praticadas abertamente, a exemplo das atrocidades cometidas no Vietnã e em diversos países da África.

No Vietnã a guerra promovida e financiada pelos Estados Unidos matou mais de 2 milhões de vietnamitas e deixou sequelas em outras, como a menina Kim Phuc Phan Thi, na época com apenas nove anos de idade, que teve o corpo deformado por um ataque de napalm.

Ela sobreviveu, mas outros tantos foram dizimados.

Os Estados Unidos participaram ativamente do golpe civil-militar de 1964 no Brasil, que torturou, matou e deu sumiço em centenas de “alvos” da ditadura.

Outros golpes com perfis semelhantes tiveram direta ou indiretamente a participação dos governos norte-americanos.

Lamento muito as vidas perdidas e o sofrimento das famílias que perderam os seus entes queridos nos ataques de 11 de setembro nos Estados Unidos. Mas, é sempre bom refletir: o poder de fogo e a violência desmedida do império norte-americano promovem destruição de milhares de vidas mundo afora, sem dó nem piedade.

MST recebe prêmio internacional de Direitos Humanos na Espanha

Por Lays Furtado
Site do MST

Em cerimônia realizada neste sábado (11/9), na província de Corunha, noroeste espanhol, o MST receberá oficialmente o prêmio  “Acampa – Pola Paz e Dereito a Refuxio” pelo reconhecimento internacional da defesa dos Direitos Humanos.

A premiação aprecia duas categorias: internacional e local. A votação ocorreu em júri popular online, onde o MST foi o mais votado na categoria internacional, com 22,73% das participações. Já na categoria local, quem levou o prêmio é o ativista Nicanor Acosta, com 53,49% dos votos. Ambas categorias receberão por seus representantes a escultura alegórica esculpida pela artista plástica Pilar Pérez Subías.

Premiado pela categoria local, Nicanor Acosta é reconhecido como ativista dos Direitos Humanos por sua trajetória religiosa e política. Nicanor foi padre da paróquia da Corunha, de São Jorge, desde a década de 60 e chegou a ser preso por enfrentar a ditadura franquista. Posteriormente, passou a contribuir com o Fórum da Emigração e na Comissão de Recuperação da Memória Histórica em seu país.

Marina dos Santos, integrante da direção nacional do MST, viajou até a Espanha para receber a premiação e fala sobre a emoção por parte desse reconhecimento que chegará ao Brasil por suas mãos:

“Para mim, é uma alegria imensa cumprir a tarefa de receber esse prêmio de reconhecimento ao MST. É muito importante ouvir entre as reflexões, que o modelo de desenvolvimento adotado pelo sistema capitalista tem colocado o mundo em colapso, mas que o MST se coloca como alternativa e esperança”, afirma Marina.

Um dos organizadores do prêmio, Alfonso Vázquez González, que já visitou áreas de acampamento do MST no Brasil, cita que o Movimento é uma referência na defesa dos Direitos Humanos, enquanto uma das maiores organizações sociais mobilizadas em todo o mundo: “E o considero pela grandiosidade das pessoas que ele [MST] chega às pessoas com menor recurso econômico”, aponta Alfonso.

Para a dirigente nacional do MST, este período de pandemia aumentou ainda mais a ação do movimento em defesa dos Direitos Humanos, em uma forma ampla de fazer a luta popular, tanto pela Reforma Agrária e produção de alimentos saudáveis, mas também: “porque [o MST] está preocupado com a natureza, com as relações sociais, com a construção da democracia, com a dignidade das pessoas e a solidariedade”, explica Marina.

Para ela, esse prêmio vem, principalmente, através do reconhecimento que o Movimento está tendo à âmbito internacional em pró da vida da classe trabalhadora do campo e cidade, em meio às crises políticas e do estado genocida do atual governo, que já ceifou 585 mil vidas somente pela Covid-19 no país. “Esse prêmio de reconhecimento se estende a todas às famílias que lutaram, que lutam, que garantiram a resistência ativa e que atuaram na defesa da vida”, conclui.

* Editado por Wesley Lima

Imagem destacada / Ação de Solidariedade do MST realizada no estado do Paraná. Foto: Wellington Lenon

As Organizações Globo e “as instituições” devem desculpas ao Brasil

Em 1976 ocorreu a inauguração de um imponente prédio administrativo da TV Globo, no Jardim Botânico (Rio de Janeiro). Inspirada em Hans Donner, a faixada recebeu uma pintura resplandecente em tom de prata e cravou um glamouroso apelido à emissora: “Venus Platinada”.

Os antecedentes e os conseqüentes na História da maior indústria de jornalismo e entretenimento do Brasil todos já conhecem e podem ver detalhes na obra “A história secreta da Rede Globo”, de Daniel Herz.

Dos fatos recentes, há evidências de que as Organizações Globo fizeram ampla campanha para a eleição de Collor de Mello, o “caçador de marajás”, em 1989, nos mesmos moldes em que transformaram o ex-juiz Sergio Moro e a operação Lava Jato em um império de mentiras.

O jornalismo global e as bandas podres do Judiciário e do Ministério Público Federal, com a força do Centrão, planejaram e executaram uma guerra para destruir a figura pública da presidenta Dilma Roussef, além de acusar, condenar sem provas e prender Lula.

A idéia da elite econômica representada diariamente na “Venus Platinada” era tirar o PT e colocar a direita de volta no poder.

O plano deu certo, mas o estrago foi maior. O alvo era o PT, mas a carga da munição destruiu também a democracia.

Jair Bolsonaro não estava no script do Jornal Nacional.

E agora, o que fazer?

A “Venus Platinada”, outrora a musa imponente do jornalismo, está acuada por uma nova dinâmica de produção, distribuição e consumo de informações e desinformações pela Internet.

Durante décadas os pesquisadores da área de Comunicação e os movimentos sociais denunciaram as sucessivas manipulações das Organizações Globo em vários episódios do cenário político e econômico.

O bolsonarismo, por um caminho tortuoso e distorcido, conseguiu convencer os seus seguidores de que não só a TV Globo, mas a instituição Jornalismo, precisam ser eliminados.

A bancada do Jornal Nacional, símbolo da informação no horário nobre, está acuada pela hastag #globolixo

Só agora as Organizações Globo se dão conta da irresponsabilidade que cometeram ao longo da História.

Acuados estão ainda os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), instituição a serviço da elite golpista, coadjuvante do esfacelamento da democracia, embora tenha feito mea culpa ao anular as condenações de Lula.

O pronunciamento do presidente do STF, Luiz Fux, na noite de quarta-feira (8 de setembro), um dia após as manifestações anti-democráticas do 7 de setembro, deveria incluir um pedido amplo de desculpas à sociedade.

Até mesmo o Centrão, ente parasita do erário, anda preocupado com uma iminente ruptura institucional sob o comando de Jair Bolsonaro.

Se o Congresso Nacional for fechado, o Centrão perde a sua galinha dos ovos de ouro.

Vem daí o desespero dos presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, que também se pronunciaram na Venus Platinada, falando em democracia.

O Centrão, outrora diligente para cassar o mandato de Dilma Roussef, engaveta os pedidos de impeachment do presidente Jair Bolsonaro assinados por mais de 550 organizações da sociedade civil.

A platina é um metal nobre e resiste a altas temperaturas.

O Jornal Nacional deveria anunciar uma edição especial com os representantes “das instituições” e fazer um pedido coletivo de desculpas. As Organizações Globo, o Centrão, o STF e a PGR são coresponsáveis pela destruição da democracia no Brasil.

São Luís 409 anos e a obra de Josué Montello: um convite à cidade

No aniversário de 409 anos de São Luís, a repórter Anne Glauce Freire, da TV Guará, produziu uma reportagem especial sobre os diversos sentidos da cidade.

A matéria, poética e antenada, capturou as impressões de várias personagens do cotidiano de uma cidade que se modifica a cada dia, sem perder a elegância, apesar da idade.

Eu participei falando sobre a relação entre São Luís e a obra do escritor Josué Montello.

As imagens são de Edilson Chagas e Thadeu Pablo

Coitado do manequim

Jean Nunes

Professor de Direito Constitucional da UEMA

Esta semana estive num shopping da capital e me impressionei com a quantidade de lojas que vestiram seus manequins de verde e amarelo. Aguçou-me a também a curiosidade a tristeza que todos eles exibiam. Já tinha visto algo semelhante quando a seleção brasileira apresentou, no distante século passado, um futebol arte – bons tempos aqueles! – e se aproximou da sua terceira final consecutiva de copa do mundo. Ao que tudo indica, porém, o esforço de hoje tem relação com o 7 de Setembro e a onda de “patriotismo” que ganhou força desde a campanha eleitoral que colocou a extrema direita numa das esquinas da Praça dos Três Poderes, em Brasília.

Claro, mal algum há em se exibir o amor pelo próprio país, por sua história, pelo seu povo. Tenho sustentado inclusive que falta, à formação da sociedade brasileira, um sentimento de vivência comunitária, de corresponsabilidade. O que tem provocado e conduzido a recente onda verde-e-amarelo, porém, é um esforço articulado e doloso de combate à democracia, tendo como estratégia o ataque às instituições – especialmente, as independentes como o STF – e como justificativa útil o discurso, já desgastado e anacrônico, de combate à corrupção, de submissão a Deus e de proteção aos sagrados valores da família brasileira.

Bem articulada, a tática encontra terreno fácil para a sua propagação, ainda mais num contexto no qual as mentiras são compartilhadas à velocidade da luz. Quem não possui alguma insatisfação com as decisões do STF? Quem ousaria colocar-se contra o combate à corrupção e a proteção de Deus? Quem se levantaria contra a família, núcleo básico da vida social?

Na matriz desse esforço, porém, está uma escalada autoritária e extremista que desrespeita os limites e as balizas que compõem o arranjo democrático construído, ressalto, a duras penas, no processo histórico, longo e doloroso, que resultou no fim da ditadura militar. Embora não vislumbre qualquer possibilidade de êxito no levante que se ensaia, a tragédia por ele provocada está consolidada. 

Por um lado, as questões centrais do país são silenciadas. Enquanto a inflação galopa, o desemprego viraliza, a pandemia subtrai 600 mil vidas, a desigualdade (re)insere nos livros de geografia o conceito de extrema pobreza, desperdiçamos um tempo precioso com querelas absolutamente estapafúrdias, como a do voto impresso e a deposição, à força, de ministros do STF. 

Por outro lado, o golpismo gera fraturas institucionais irreversíveis. Ameaçar a democracia tornou-se possível, comum até. Desde a Constituição de 1988, respeitá-la não era uma opção. Hoje, basta colocar uns tanques enferrujados no asfalto e esbravejar uma “metáfora” futebolística para colocá-la fora do jogo. Isso, evidentemente, traz riscos inimagináveis, inclusive contra os que encorpam o caldo grosso do discurso golpista.

Melhor seria se as pessoas fossem às ruas, quando e se a pandemia permitir, para expressar o que P. L. Verdu chama de sentimento constitucional. E, neste aspecto, temos muito do que nos orgulhar. A nossa é uma constituição que conhece o Brasil. Ela sabe do nosso histórico de autoritarismo, de violência e segregação. Por isso, vedou a censura e o anonimato. Não tergiversou no combate à corrupção. Deu independência ao Ministério Público, colocou nas mãos de cada cidadão a ação popular para fiscalizar a aplicação do dinheiro público. Assegurou todas as expressões religiosas e o direito de cada um a não ter religião alguma. Protegeu também as famílias. Todas elas. Não apenas a cristã heterogâmica. 

Talvez aí resida a tristeza do coitado do manequim. 

7 de setembro: diversas mobilizações ecoam o grito “Fora Bolsonaro”

Centrais sindicais, movimentos populares, Grito dos Excluídos, juventudes e coletivos vão às ruas nesse 7 de setembro para lutar por democracia

O 7 de setembro – Dia da Independência – será marcado por atos públicos, caminhadas, carreatas, bicicletaços e motociadas em todos os cantos do Brasil, unidos em prol da democracia e repudiando o governo do presidente Jair Bolsonaro.

Vários coletivos vão somar ao “Grito dos Excluídos”, organizado todos os anos pelas pastorais sociais da Igreja Católica, que realizam atividades paralelas aos desfiles militares do Dia da Independência para denunciar as desigualdades e cobrar justiça e inclusão social.

Em 2021 será realizado o 27º Grito dos Excluídos, esse ano especialmente marcado pela denúncia das condições sanitárias e da crise econômica que assola o Brasil com fome, desemprego e perda de direitos, catástrofe ambiental e autoritarismo.

Em São Luís o Grito dos Excluídos terá concentração às 8h, na praça Sete Palmeiras, na Vila Embratel, na região Itaqui-Bacanga.

Antes disso, haverá concentração de carreata para quem estiver vindo de outras regiões da cidade em veículos automotores ou bicicletas no estacionamento da Praia Grande, no Centro Histórico, em direção à Vila Embratel.

É imprescindível a observação ao protocolo de prevenção à Covid19, como uso de máscaras e álcool em gel e manutenção do distanciamento mínimo necessário durante a caminhada do Grito dos Excluídos.

Veja abaixo o manifesto da Igreja Católica com as reflexões sobre o Dia da Independência e o significado do Grito dos Excluídos:

A Igreja no Brasil ao lado da democracia, da justiça, da igualdade e da paz

As instituições e instâncias abaixo assinadas vêm manifestar publicamente o irrestrito apoio à nota da presidência da CNBB por ocasião do 7 de setembro.

Repudiamos o incentivo ao uso de armas e reafirmamos que o cristão, de verdade, deve ser agente da paz.

Inspirados na “Fratelli Tutti”, do Papa Francisco, somos solidários com os que sofrem, principalmente os quase 20 milhões de brasileiros que passam fome.

Reverberamos a advertência da CNBB, na mensagem de Dom Walmor Oliveira: ‘Não se deixe convencer por quem agride os poderes Legislativo e Judiciário’. E insistimos: “a participação cidadã na política, reivindicando direitos, com liberdade, está diretamente relacionada com o fortalecimento das instituições que sustentam a democracia.”

As mazelas que atingem nosso povo são frutos da incúria de altos dirigentes políticos que são indiferentes às múltiplas crises que misturam o descuido com a vida humana em tempos de pandemia, o desemprego e a  inflação – que penalizam os trabalhadores e os pobres -, a sistemática perseguição aos grupos minoritários – como os irmãos indígenas e quilombolas -, tudo isso acentuando gravemente as histórias exclusões sociais que são uma chaga brasileira.

Não aceitamos os discursos e práticas que se sustentam nas agressões, no ódio e nas ofensas, chegando ao absurdo de se aventar a imposição da violência como saída para os problemas nacionais. 

A Igreja no Brasil, através da CNBB, se coloca, mais uma vez, na defesa da vida, da democracia, da justiça e da paz. Isso é motivo de luz nesses tempos das trevas.

Que o 7 de setembro seja ocasião de se refletir sobre o significado do verdadeiro patriotismo: o amor à Pátria se concretiza no amor aos conterrâneos, na defesa das instituições democráticas, na luta pela justiça social, na construção do bem comum e na conquista da paz, fruto da justiça.

Assinam:

Comissão Arquidiocesana Justiça e Paz de Belo Horizonte

Setor Político do Vicariato Episcopal para a Ação Social, Política e Ambiental

Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas

Pastoral da Juventude da Arquidiocese de BH

Diáconos pela Vida

Comissão Pastoral da Terra de Mi as Gerais (CPT-MG)

Movimento Laudato Sí (MCGC Movimento Católico Global pelo Clima)

Conselho Nacional de Igrejas Cristãs de Minas Gerais (CONIC-MG)

Irmandade dos Mártires da Caminhada BH

Movimento de Libertação Popular- MLP

SINFRAJUPE/ Serviço Interfranciscano de Justiça, Paz e Ecologia

Conselho Pastoral dos Pescadores/CPP-MG

OLMA – Observatório de Justiça Socioambiental Luciano Mendes (Jesuítas do Brasil)

Irmãs  Franciscanas Missionária  Diocesanas da Encarnação – Montes Claros

Articulação do Cerrado

Comissão de Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso da CNBB Leste 2

Fórum Político Inter-religioso – BH

Fraternidade Secular Leiga Charles de Foucauld

Pastoral dos Deficientes Visuais da Arquidiocese de Belo Horizonte

Movimento Mineiro de Fé e Política

Coletivo de Educação Popular Marta Harnecker

Movimento Laical Orionita – MLO de Juiz de Fora

Rede Um Grito pela Vida – CRB BH

Movimento AMOR – Pastoral do Povo de Rua do SASJT

Pastoral Social do Santuário Arquidiocesano São Judas Tadeu de BH

Movimento Laical Orionita – Brasil Norte

Comissão Organizadora do Grito dos/as Excluídos/as de Belo Horizonte

Escola de Fé e Política Dom Luciano Mendes

Projeto Desperta Cidadão

Centro de Estudo, Pesquisa, Intervenção de Ribeirão das Neves

Ordem Franciscana Secular do Brasil

JPIC – JUSTIÇA, PAZ E INTEGRIDADE DA CRIAÇÃO da OFS do Brasil

Conselho Nacional do Laicato do Brasil – CNLB

Serviço Jesuita aos Migrantes e Refugiados 

CNLB Regional Sul 1

Secretaria de Justiça Socioambiental da Província dos Jesuitas do Brasil

CNLB – Regional Leste II

JUFRA – Juventude Franciscana do Brasil

Comissão Sociopolítica da Diocese de São José dos Campos

Dom Mauro Morelli

Instituto Harpyia