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Democratização da cultura é pauta no Espaço Público

Democratização da cultura é o tema do podcast Espaço Público desta terça-feira, 27 de janeiro, das 20h às 21h, na rádio comunitária Bacanga FM.

Vamos receber Nadir Cruz, coordenadora executiva do Comitê de Cultura do Maranhão.

Espaço Público é uma produção da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão, transmitido pela rádio Bacanga FM, em parceria com a Agência Tambor e a Rede Abraço de emissoras FM e webradios.

O programa tem apresentação de Ed Wilson Araújo, Martonio Tavares e participação especial de Luís Augusto Nascimento. A operação é de Valmarley Pinto.

Acompanhe e participe pelo site https://www.radiobacangafm.com.br/ e nas nossas redes sociais.

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Ao falar com Trump, Lula defende ONU e pede colaboração contra crime organizado

Os dois presidentes conversaram por telefone. Sobre Conselho de Paz que EUA quer criar, Lula sugeriu que fique restrito ao caso de Gaza. Petista irá a Washington

Site do PT – Em conversa telefônica de aproximadamente 50 minutos, o presidente Lula reforçou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a defesa de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas (ONU), que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança. Sobre o convite para que o Brasil participe do Conselho da Paz, que Trump articula criar, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e que a Palestina tenha participação assegurada no colegiado.

A conversa entre os dois ocorreu nesta segunda-feira, 26, às 11 horas. Houve um acordo para que Lula visite Washington. A data não foi definida, mas a viagem ocorrerá após a ida de Lula à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro.

Segundo informações do Palácio do Planalto, “os presidentes trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias”. De acordo com o relato, Trump disse que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo. Os dois lados reconheceram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou na revisão de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros.

Lula insistiu na importância de cooperação dos Estados Unidos para coibir o avanço financeiro do crime organizado. Durante a conversa, o presidente brasileiro lembrou da proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, para fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado. Lula manifestou, ainda, interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras.

Segundo o governo brasileiro, a proposta foi bem recebida por Trump.

Em relação à Venezuela, Lula insistiu na necessidade de se preservar a paz e a estabilidade na região, com foco no bem-estar do povo venezuelano.

Da Redação do PT, com informações do Palácio do Planalto.

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Tarifa Zero: quando o direito de  ir e vir deixa de ser mercadoria

Experiências em mais de 100 municípios do país mostram que é possível garantir a gratuidade e manter a qualidade dos serviços

Site do PT – Todos os dias milhões de brasileiras e brasileiros acordam cedo para trabalhar, estudar ou buscar atendimento de saúde e enfrentam um obstáculo: o custo e a qualidade do transporte público. A política de tarifa zero surge como uma proposta concreta para reduzir desigualdades e transformar a mobilidade urbana em um direito, e não em privilégio. A proposta coloca no centro do debate o direito à cidade, a justiça social e o compromisso com um modelo que sirva a todas as pessoas, sem distinção. 

Desde sua fundação, o Partido dos Trabalhadores defende políticas públicas que reduzam desigualdades. A luta pela tarifa zero no transporte público dialoga diretamente com esse compromisso histórico. 

Hoje no Brasil mais de 100 municípios adotam algum modelo que prevê tarifa zero. Porém, a política não é adotada de forma universal em nenhuma das capitais do país. Municípios nos estados do Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina, Pernambuco e Distrito Federal, por exemplo, têm experimentos em andamento.  

Um estudo divulgado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) atesta que o número de usuários de transporte público no Brasil caiu significativamente, em cerca de 30%, após a pandemia de Covid-19. Em contrapartida, relatório do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) constata que têm aumentado as vendas de carros e motos, ampliando o uso do transporte individual.

Os dados são baseados em pesquisa realizada pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores, FENABRAVE:

Motos novas (emplacamentos 2023): 1.58 milhão (+16,1%)

Carros novos (emplacamentos 2023): 2.18 milhões (+11,3%)

Veículos novos no acumulado 2025: 3.229,726 (+6,6% vs 2024) Fenabrave

Com a injeção cada vez maior de automóveis e motos nas ruas, crescem os desafios de acesso à mobilidade, melhoria do tráfego, qualidade do serviço, valor das tarifas, modelo de administração e controle de emissão de gases poluentes. 

Em Camboriú, uso do transporte público cresceu 600%

Um exemplo de êxito da tarifa zero é o município de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, que desde 2023 adotou a política de forma universal e já contabiliza um aumento de 600% no uso do transporte público.

O vereador Eduardo Zanatta (PT-SC), autor do projeto que instituiu a política, conta que durante a pandemia a população chegou a ficar um ano e três meses sem o serviço, comprometendo o acesso a postos de saúde e escolas.

“O modelo de concessão está falido. O que existe é muita injeção de dinheiro público nas empresas e, além disso, parte da tarifa é cobrada na população. Então, a sociedade paga duas vezes. Paga no imposto e paga na tarifa para se deslocar todos os dias. E a conta nunca fecha”, diz o parlamentar. “O serviço é ruim, a pessoa não consegue chegar a seu compromisso e o ônibus não é confortável. O morador vai buscar um transporte alternativo, que na maioria dos casos, é a moto individual, é o carro particular. Aí a gente acaba vendo esse colapso no trânsito das maiores cidades do país. Isso sem falar que essa sobrecarga também chega ao SUS, que registra um aumento dos acidentes de moto, que já são considerados epidemia”, denuncia Zanatta.

Ir e vir: um direito constitucional

Lafaiete Neves, economista e professor aposentado da Universidade Federal do Paraná (UFPR), é autor do livro Tarifa Zero: De décadas de luta ao sonho possível, obra que propõe um debate amplo sobre o colapso urbano e a busca por soluções para o transporte gratuito. Ele afirma que “a tarifa zero cumpre o preceito constitucional de ir e vir”. 

“Dá o direito de trabalhadores circularem nas cidades. Hoje quem ganha um salário mínimo compromete cerca de R$ 400 por mês com o transporte público, o que representa 30% dos rendimentos”, analisa o economista. “Quem constrói a cidade tem o direito de conhecer, viver e usar seus equipamentos culturais e espaços públicos. A tarifa zero pode proporcionar esse direito. Ela é muito maior do que falar no preço da passagem”, complementa o economista.

Neves aponta o monopólio dos transportes como um dos fatores que contribui para a alta tarifa e a falta de qualidade na prestação do serviço. “Os empresários não investem nas cidades. Não estão nem comprando ônibus novos para subsistir a frota. Eles chegam a recorrer ao BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] com juros subsidiados para comprar ônibus, não estão nem usando o dinheiro deles.” 

O pesquisador explica que existem evidências de que a política da tarifa zero aquece os comércios locais. “As cidades que já aplicaram a tarifa zero e fizeram  pesquisa confirmam que a economia local teve um acréscimo de 30% no Imposto de Circulação de Mercadoria (ICMS). Quando as famílias não pagam a tarifa, investem na qualidade de vida – é o leite, é o pão, a roupa… Os estudantes do ensino médio estão abandonando a escola porque não têm dinheiro para pagar as passagens. Essa é a grande realidade hoje, o abandono é enorme, porque não tem renda para o transporte”, alerta.

É possível fazer uma transição

Sobre a viabilidade do projeto em capitais, o vereador Eduardo Zanatta explica que existem cidades brasileiras de médio porte que já utilizam a política de gratuidade universal das tarifas em modelos diversos e destaca ainda que algumas capitais de países, como Sérvia e Luxemburgo, mostram que é possível fazer a transição, garantindo a qualidade do serviço. 

“O maior município do Brasil hoje que tem a tarifa zero é Caucaia, na região metropolitana de Fortaleza, no Ceará, que tem aproximadamente 380 mil habitantes.  Temos um exemplo nosso, do PT, que é o primeiro município do Brasil acima de 100 mil habitantes, Maricá, que tem tarifa zero desde 2014″, relata.

O vereador explica que as experiências em Maricá e Balneário Camboriú têm modelos diferentes. “Em Maricá foi criada uma empresa pública por lei e aqui a gente está operando a partir da concessão do serviço.” E

Em São Paulo, aponta Zanatta, o maior município do país, “os movimentos sociais têm se organizado e o prefeito, inclusive, sinalizou que pode começar a fazer testes com a tarifa zero em alguns dias da semana, pois já existe tarifa zero aos domingos e feriados”. “Se a tarifa zero funciona em uma cidade como São Paulo, nos domingos e feriados, por que não pode funcionar durante todo o ano?”, questiona o petista.

A questão climática: transporte individual é o maior agente poluidor

Para além da mobilidade, a tarifa zero aponta para o modelo de cidade que se pretende construir do ponto de vista climático. Em 2011, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada lançou um documento intitulado Poluição Veicular Atmosférica [Comunicado número 113], mostrando que o transporte motorizado individual é o principal agente poluidor do ar nas cidades.

Na linha comparativa, estudos do IPEA quantificaram as emissões entre diferentes modos de transporte, e chegaram à conclusão que um usuário de carro emite cerca de 36 vezes mais dióxido de carbono equivalente (CO2 eq) do que um usuário de metrô, e cerca de 7 vezes mais do que um usuário de ônibus.

“Quando a gente está discutindo cumprir as metas do Acordo de Paris, do qual o Brasil é signatário, e acabamos de sediar a COP 30, é preciso considerar a importância de investir no transporte coletivo, que evidentemente contribui para a saúde ambiental”, defende Zanatta.  

Transparência e fiscalização

Outro aspecto que favorece a política de tarifa zero é a possibilidade de fiscalização dos gastos relacionados ao transporte com transparência.

“O sistema vigente é benéfico para a classe empresarial. Não tem transparência, a gente não sabe o custo, eles não entregam informação, aí quando você coloca a tarifa zero, você sabe quanto paga por quilômetro rodado, por exemplo. Hoje a gente sabe quantos mil quilômetros estão contratados no município de Balneário Camboriú, a gente sabe qual é o valor que é pago pelo quilômetro rodado”, informa o vereador.

Segundo ele, a tarifa zero pode garantir um sistema de transporte coletivo digno para as pessoas e está em consonância com o projeto de sociedade que o PT defende, enquanto partido político: “Que a cidade seja de todos e todas, não de uma minoria que acha que é dona do Brasil. Isso tem muito a ver com o pertencimento, o direito de ir e vir, consolidação da democracia, a democracia no hábito da cidade”, conclui Zanatta.

Germana Accioly, para a Redação do PT.

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O ator Nelson Brito na década de 1980

Agenda Maranhão – Fotografias mostram o ator e teatrólogo Nelson Brito (1953-2009) em apresentação de teatro de bonecos, em 1987, em São Luís.

As imagens são do acervo do Museu da Memória Audiovisual do Maranhão (Mavam).

Nelson Brito é um dos mais destacados nomes do teatro maranhense e participou ativamente da criação do Laborarte (Laboratório de Expressões Artísticas), um centro de pesquisa e prática da cultura popular na Amazônia maranhense.

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Exclusivo! A eleição para o Senado no Maranhão e o trabalho de Lula

Fonte: Agência Tambor

Nós fizemos uma avaliação objetiva de sete nomes citados como possíveis candidatos ao Senado pelo Maranhão em 2026.

(Confira abaixo a lista com a avaliação.)

Muito se fala sobre a eleição para governador. No entanto, a disputa para o Senado desperta ainda maior interesse, para o futuro do país.

O Brasil renovará dois terços do Senado a partir de 2027. A eleição afetará mais de 65% das cadeiras, com a escolha de dois novos senadores por estado.

O bolsonarismo buscará ampliar sua bancada. Trata-se da extrema direita que criou o orçamento secreto, foi responsável pelo caos na pandemia de Covid-19 — que causou mais de 700 mil mortes —, promoveu o desmonte de políticas sociais, estimulou o terror na Amazônia e tentou um golpe de Estado. É esse grupo que pretende obter maioria no Senado.

O detalhe fundamental da eleição

O presidente Lula liderou, em 2022, o processo político e eleitoral que impediu o avanço dessa extrema direita. Hoje, ele conduz um governo bem avaliado, com resultados positivos, e é o candidato natural à reeleição.

Os candidatos ao Senado nos diferentes estados — comprometidos com os princípios democráticos — estarão alinhados à nova candidatura de Lula. Serão candidaturas casadas.

Diante da atual conjuntura do Maranhão, marcada por incertezas na definição dos candidatos ao governo, é fundamental ressaltar que Lula e o trabalho que ele realiza têm interesse direto em todas as eleições para o Senado.

Esse interesse é um detalhe fundamental para o fechamento das alianças.

O cenário de 2026 não permite omissões nem vacilos. O enfrentamento é contra uma extrema direita que planejou a morte de autoridades, incluindo o assassinato do próprio presidente Lula.

Veja abaixo a avaliação de sete nomes citados como possíveis candidatos ao Senado pelo Maranhão:

Carlos Brandão – O atual governador do Maranhão seria um dos candidatos de Lula ao Senado, caso fosse cumprido o acordo firmado em 2022, que levou o próprio Brandão ao PSB, em uma articulação envolvendo o PT e o então governador Flávio Dino.

Ele, no entanto, cogita permanecer no cargo até o fim do mandato, abrindo mão da candidatura. Seu projeto prioritário seria a eleição do sobrinho para o cargo de governador, mantendo a família no controle do Estado.

Felipe Camarão – Vice-governador do Maranhão, filiado ao PT, é o herdeiro político de Flávio Dino e pré-candidato ao governo do Estado, contando atualmente com o aval do diretório nacional do PT.

Como ocorre com todos os outros pré-candidatos ao governo, é possível que ele venha a disputar outro cargo nas eleições, com o Senado surgindo como opção. O plano A com Felipe é o governo, mas, caso a conjuntura o empurre para o Senado, o cenário pode lhe colocar em boas condições.

Eliziane Gama – Atualmente senadora e aliada do presidente Lula, participou ativamente da campanha que elegeu o atual presidente em 2022 e, desde 2019, está na linha de frente do enfrentamento à extrema direita, destacando-se em diferentes CPIs.

Em apenas um mandato, conquistou por três vezes o Prêmio Congresso em Foco como a melhor parlamentar do Senado, o que não é pouca coisa. Única mulher efetivamente na disputa maranhense pelo Senado e evangélica desde o berço, tem sido alvo, no Maranhão, de diversos ataques bolsonaristas.

Weverton Rocha – Atualmente, é senador e aliado de Lula. Tentou obter o apoio do PT para a eleição ao governo em 2022, mas não conseguiu. A partir daí, distanciou-se relativamente do palanque do atual presidente. No entanto, tanto no Senado quanto, anteriormente, na Câmara dos Deputados, tem votado e atuado em favor dos governos comandados pelo PT.

Seu grande problema atualmente são as gravíssimas denúncias de fraudes no INSS, caso em que a Polícia Federal chegou a pedir sua prisão em dezembro, o que lhe causou, naturalmente, grande desgaste junto à opinião pública. Ao longo deste mês de janeiro, diversos veículos de imprensa do país continuam repercutindo o assunto, associando Weverton aos fraudadores do INSS.

André Fufuca – Deputado federal e atual ministro dos Esportes do governo Lula. Foi aliado do ex-presidente Michel Temer, de Jair Bolsonaro (em quem votou em 2022) e hoje é aliado de Lula. Muito articulado no chamado Centrão, tem apenas 36 anos, sendo o mais jovem desta lista.

O PP, partido de André Fufuca, determinou no ano passado que ele deixasse o Ministério dos Esportes. Ele desobedeceu ao partido e seguiu no governo. É evidente que uma possível candidatura dele ao Senado passaria por um acordo com Lula. É o óbvio.

Roberto Rocha – Foi senador entre 2015 e 2023. Ex-aliado de Flávio Dino em 2014, rompeu pouco tempo depois. Assim como a maioria dos políticos do Maranhão, tem origem conservadora. No seu caso, porém, esteve na linha de frente do bolsonarismo a partir de 2019. É crítico ferrenho do atual trabalho realizado pelo STF. Já declarou publicamente que, neste ano, pode ser candidato ao Senado ou ao governo do Estado.

Pedro Lucas Fernandes – Deputado federal, atualmente está inteiramente alinhado à extrema direita. Assumiu a liderança da bancada do União Brasil na Câmara dos Deputados e foi um dos sete deputados federais do Maranhão que votaram a favor dos criminosos que recentemente tentaram um golpe de Estado. Ele votou na chamada PL da Dosimetria, para reduzir as penas dos que planejaram matar Lula.

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O bairro João Paulo no rádio: TCC da UFMA produz documentário sobre o famoso JP

Obteve nota 9,0 o TCC dos alunos do Curso de Rádio e TV da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) Cledilson Silva Rocha, João Victor Macedo Sousa e Joelma Santos Baldez, intitulado “Um oásis no meio do caminho: documentário radiofônico sobre o bairro João Paulo.” (veja no final os links para ouvir)

A pesquisa tomou como objeto de estudo um dos territórios mais tradicionais de São Luís, o bairro João Paulo, no passado denominado “Prado”.

Na modalidade projeto experimental, a pesquisa apresentou a fundamentação teórica e um produto – documentário radiofônico em quatro episódios – abordando o processo de formação histórica, econômica, religiosa, as vivências comunitárias, os espaços de formação política e cultural do bairro.

O trabalho foi orientado pelo professor Ed Wilson Araújo e teve a banca examinadora formada pela professora Rose Ferreira e o docente Saylon Sousa.

A peça documental sistematizou informações bibliográficas e depoimentos de várias personagens marcantes na história do bairro, a exemplo dos fazedores de cultura, empreendedores, lideranças comunitárias, educadores, guardiãs das memórias integrantes de espaços de resistência como o Centro de Cultura Negra, a Feira do João Paulo, a Escola de Samba Mangueira e a tradicional Festa de São Marçal (encontro de grupos de bumba-meu-boi de matraca no encerramento do período junino)

O TCC também propôs as formas de inserção do documentário em emissoras públicas, incluindo as rádios comunitárias, como forma de atender às exigências da modalidade projeto experimental, visando dar visibilidade à peça prática da pesquisa.

Ouça abaixo os quatro episódios (pela ordem: 1, 2, 3 e 4)

1 – FLORESCEU DESTE CHÃO

2 – AO POVO O QUE É DO POVO

3 – EU SOU O SAMBA

4 – ENTRE AS TOADAS E A VOLTA PARA CASA

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Lixo nos grandes eventos é caso de saúde pública

Chega! Não se pode mais naturalizar as imagens de sujeira nas festas de grande porte. Os megaeventos precisam construir soluções para atenuar os efeitos do descarte de latas, pets e garrafas de vidro no asfalto e na areia da praia.

Os espaços de entretenimento não podem ser transformados em lixões a céu aberto, que, embora temporários, serão despejados no único aterro sanitário do Maranhão, o Titara, localizado em Rosário.

Ainda há tempo de conter uma catástrofe maior em São Luís, já castigada pelo ar poluído e quase todas as praias contaminadas por esgoto sem tratamento.

Estamos diante de casos graves de degradação ambiental que afetam a coletividade. Isso é sim caso de saúde pública!

É o momento de construir uma força tarefa envolvendo Governo do Estado, Prefeitura de São Luís, iniciativa privada e organizações não governamentais para atenuar o impacto do lixo nos corredores de folias.

Cabe uma especial atenção às associações e cooperativas de materiais recicláveis como protagonistas do manejo dos resíduos gerados nas festas. Os catadores e as catadoras são trabalhadores estratégicos para criar uma cultura de aproveitamento, geração de renda e também sensibilizar os foliões para curtir as festas com alguma percepção ambiental.

É necessário que os governos estadual e municipal elaborem campanhas educativas e propaganda intensa nos meios de comunicação para orientar os foliões sobre o descarte adequado em equipamentos previamente destinados para recolher os resíduos.

A gigantesca massa de lixo recolhida a cada show vai gerar impactos diretos e indiretos na população, seja a médio ou longo prazos.

É fundamental, portanto, pensar agora em alternativas de manejo para os resíduos sólidos.

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Começam hoje as audiências de revisão da Lei de Zoneamento de São Luís

As audiências públicas para discutir a Lei de Zoneamento de São Luis iniciam nessa terça-feira, dia 20, às 18h, na Quadra Poliesportiva da Unidade de Educação Básica (UEB) José de Ribamar Bogéa, na rua 10, sn, quadra 105, Cidade Olímpica.

Veja na imagem destacada o calendário completo das audiências.

A Lei de Zoneamento é um instrumento essencial no planejamento da cidade.

Está ocorrendo uma pressão intensa do grande capital vinculado aos setores imobiliário, industrial e portuário para reduzir a zona rural de São Luís.

Se isso acontecer, teremos graves consequências na qualidade de vida de toda a população.

A zona rural precisa ser preservada como lugar de moradia, trabalho, produção agrícola e reserva de água (recarga de aquíferos).

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Trabalho, geração de renda e oportunidades são temas do Espaço Público

As políticas públicas implantadas pela Secretaria de Estado do Trabalho e da Economia Solidária (Setres) estarão em pauta no podcast Espaço Público desta terça-feira, 20 de janeiro, das 20h às 21h, na rádio comunitária Bacanga FM.

Vamos receber Luiz Henrique Lula, jornalista e secretário de Estado do Trabalho e da Economia Solidária (Setres) no Governo do Maranhão.

Espaço Público é uma produção da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão, transmitido pela rádio Bacanga FM, em parceria com a Agência Tambor e a Rede Abraço de emissoras FM e webradios.

O programa tem apresentação de Ed Wilson Araújo, Martonio Tavares e participação especial de Luís Augusto Nascimento. A operação é de Valmarley Pinto.

Acompanhe e participe pelo site https://www.radiobacangafm.com.br/ e nas nossas redes sociais

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Imperialismo: os EUA da “boa vizinhança”

No decorrer dos 1930 – 40, os Estados Unidos (EUA) inauguram mais um capítulo na sua estratégia imperialista. Surge a “Política da Boa Vizinhança”, na gestão do presidente Franklin Delano Roosevelt.

A estratégia consistia em trocar a violência do “grande porrete” (big stick), símbolo da doutrina América para os americanos, pelo soft power (força leve), uma espécie de faz de conta que os EUA eram amigos da América Latina.

Cinema, música, desenhos animados e revistas em quadrinhos produzidos em Hollywood e na Disney invadiam as nossas vidas para criar o conceito dos EUA como nação amiga, colaborativa e solidária.

O filme “Saludos Amigos” (“Alô, amigos”) é uma das principais referências da Política da Boa Vizinhança.

Criado por Walt Disney, o filme protagoniza no Brasil o encontro entre as personagens Pato Donald e Zé Carioca.

Enquanto o Pato Donald é símbolo da prosperidade e competência para multiplicar a sua fortuna, Zé Carioca é brasileiro malandro, beirando a vagabundagem, estereótipo da população subdesenvolvida.

Mas, apesar das diferenças, eles são amigos, seguindo o enredo diplomático da Política da Boa Vizinhança.

“Alô, amigos” incorpora também a estrela Carmen Miranda, cantora brasileira que foi cooptada pela indústria cultural estadunidense e transformada na musa da Política da Boa Vizinhança.

A música “Aquarela do Brasil”, de Ary Barroso, marca do filme, emoldura as cenas do Brasil bonito, pacífico, ordeiro, receptivo, e, de certa forma, aberto à submissão imperialista.

Acesse o link e leia o artigo completo.