Categorias
notícia

Vem aí o Baile do Parangolé!

O coração da Ilha vai pulsar no ritmo da alegria!

Celebramos os 47 anos da SMDH com a 15ª edição do Baile do Parangolé, em um dos cenários mais bonitos do nosso Centro Histórico.

Nossa celebração na Pedra de Sal será um encontro de gerações, cultura popular e ativismo cultural, reafirmando nosso compromisso com a defesa da vida.

Teremos o lançamento oficial do EP “Festa Brasileira”, com o mestre poeta Joãozinho Ribeiro e grandes artistas e músicos convidados(as), trazendo toda a força e a beleza da nossa música para o palco da Pedra de Sal.

E para ninguém ficar parado, o Bloco Golpe do Baú chega resgatando a essência do nosso Carnaval!

Camisas do Baile

Investimento: R$ 30,00

Os pedidos e a coordenação das entregas são feitos pelo WhatsApp: (98) 98818-2794

Data: 12 de Fevereiro (quarta-feira de pré-carnaval)

Hora: a partir das 18h

Local: Pedra de Sal (rua de Nazaré, Galeria de Artesanato, Centro).

Categorias
notícia

A “aliança” dos Estados Unidos pró-golpes na América Latina

Para a felicidade geral interna dos EUA prosperar, outras pessoas mundo afora sofriam violências generalizadas, fruto da cobiça imperialista.

O jogo de alternâncias entre a coerção e o consenso trouxe de volta a violência como forma de dominação.

Nos anos 1960 entrava em curso a “Aliança para o progresso”, iniciada no rápido mandato do presidente Jonh Fitzgerald Kennedy, continuada pelos seus sucessores.

Os EUA colaboravam direta ou indiretamente com os golpes militares na América Latina, sob o pretexto de “afastar o perigo comunista”, especialmente no contexto da Revolução Cubana de 1959.

Já nos anos 1980 o cinema retoma os roteiros sobre as figuras dos heróis patriotas que honram a defesa dos valores estadunidenses.

Se no passado Jonh Wayne era o exterminador de índios, a série de filmes Rambo (Sylvester Stallone) e do matador Arnold Schwarzenegger representam as novas máquinas de guerra cinematográficas do imperialismo.

Assim, os dois brutamontes protagonizam massacres contra populações latino-americanas estigmatizadas como terroristas e traficantes, formando gerações de pessoas na cultura da violência armamentista e na superioridade dos heróis estadunidenses.

Categorias
notícia

Eleições 2026: movimentos por baixo, decisão por cima

Os partidos e as lideranças políticas do Maranhão seguem firmes nas articulações para a definição das chapas majoritárias e proporcionais.

Tudo faz parte do jogo, que tem ingredientes financeiros acima de qualquer outra importância.

Apesar dos gestos, fatos, ações e palavras de todos os lados, a decisão virá de cima.

No caso do PT, Lula vai dizer qual caminho seguir.

E ponto final.

Categorias
notícia

A escrita de John Steinbeck (parte 1)

Hoje começo a postar trechos da obra “Caravana de destinos” (Cannery Row), do escritor John Steinbeck, Prêmio Nobel de Literatura, em 1962.

O livro é imaginado em Monterrey, na Califórnia, e narra a vida de personagens marginais (bêbados, lúmpens, prostitutas…) na rua Cannery Row.

A vida na beira do mar é recorrente na obra. No trecho abaixo, Steinbeck descreve a “guerra” entre os animais marinhos na Grande Restinga.

Leia:

“Uma onda passa por cima da barreira de recifes e agita por um momento as águas serenas, criando espumas e borbulhas na restinga. Mas logo aquele mundo encantado volta a ser sereno, adorável e brutal. Aqui, um caranguejo arranca uma perna do irmão.

As anêmonas se expandem, como flores brilhantes e acolhedoras, convidando qualquer animal cansado e aturdido a repousar por um instante em seus braços. E quando algum pequeno caranguejo da restinga aceita o convite verde e púrpura, as pétalas imediatamente golpeiam, as células de ferro injetando minúsculas agulhas de narcóticos na presa, que vai ficando cada vez mais fraca, talvez sonolenta, enquanto os cáusticos ácidos digestivos vão dissolvendo seu corpo.

É nesse momento que surge o assassino furtivo, o polvo, avançando lentamente, suavemente, quase como se fosse uma neblina cinzenta….Subitamente, sai correndo sobre as pontas dos tentáculos, tão ferozmente com um gato a dar o bote. Pula selvagemente sobre o caranguejo, há um esguicho de fluido preto. A massa a se debater é obscurecida por uma nuvem sépia, enquanto o polvo mata o caranguejo.

[…]

O ar está impregnado com o cheiro forte de iodo das algas, o cheiro de limo dos corpos calcários, o cheiro multiforme de incontáveis espécies, o cheiro de esperma e ovas. Nos rochedos expostos, as estrelas-do-mar emitem sêmen e ovos entre os seus raios. Os cheiros de vida e exuberância, de morte e digestão, de deterioração e nascimento, se espalham por toda a parte. Os respingos de espuma sopram da barreira de recifes, além da qual o oceano espera que a maré torne a subir para ter novamente forças para invadir a Grande Restinga. E nos recifes, a bóia automática sonora emite o seu lamento, como um touro triste e paciente.”

Categorias
notícia

Só faltou Garotinho dizer o principal…

Chega a ser risível o vídeo divulgado nas redes sociais, no qual o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (União Brasil), explica como funciona o “sistema”.

Quem assiste ao conteúdo sem uma lente crítica acha que Garotinho é um homem sério que “detona” a estrutura do Brasil, algo que virou um modismo nos vídeos de influenciadores da extrema direita.

Parece até que ele teve aulas com Carlos Bolsonaro.

Embora o conteúdo tenha algo de aproveitável, trata-se de mais um vídeo superficial que não chega às raízes mais profundas do problema.

Faltou Garotinho dizer o principal, ou seja, explicar que o sistema é manobrado pelas velhas elites que hoje compõem o Centrão e o bolsonarismo.

Afinal, Garotinho, quem é que manda e desmanda na Faria Lima?? São os trabalhadores e a classe média?

Ao combater o “sistema”, o ex-governador deixa de informar que as elites da Faria Lima odeiam os pobres beneficiários do Bolsa Família e não admitem, sob qualquer hipótese, que as empregadas domésticas tenham direitos trabalhistas.

Faltou Garotinho dizer que estamos em uma guerra pela sobrevivência da democracia e o golpismo da extrema direita tem a chave do cofre do “sistema” que ele teoriza.

E mais! Garotinho também não disse que só agora ele se revoltou contra o “sistema”, exatamente porque ele está fora do mecanismo de privilégios e das benesses das elites que criaram, protegem e manobram o “sistema” contra os pobres.

Ei, Garotinho, faz aí um novo vídeo e explica quem são as elites financeiras e parlamentares que sempre atuaram para escravizar os pobres e, agora, não admitem os governos progressistas que fizeram a pobreza ter o mínimo de dignidade!!

Essa parte, a principal, ele passou longe.

Assim, com essa esperteza retórica, ele enganou muita gente que olha o vídeo e pensa que o ex-governador está revoltado com as desigualdades e as injustiças.

Revoltado ele até está mesmo, mas só porque está fora do tal “sistema” que ele analisa.

Categorias
notícia

Joãozinho Ribeiro em nova temporada carnavelesca: “Uma festa maranhense e brasileira”

Neste sábado, 31 de janeiro, a partir das 20h, ocorre o primeiro lançamento oficial do EP Festa Brasileira, no Pré-Carnaval do Laborarte, na rua Jansen Muller, com a participação dos intérpretes e músicos que fizeram parte da gravação, além de um convidado especial: o cantor e compositor maranhense Chico Saldanha

Com cerca de uma centena de registros fonográficos, interpretado por renomadas vozes locais, nacionais e até internacionais: Zeca Baleiro, Elba Ramalho, Chico César, Rita Benneditto, Betto Pereira, Flávia Bittencourt, Fauzi Beydoun, Josias Sobrinho, Rosa Reis, Paulinho Pedra Azul, Genoveva Faísca (cantora portuguesa), Anna Torres (radicada na França), Glad Azevedo, Ilê Yaiê, Olodum, Akomabu…, o poeta e compositor Joãozinho Ribeiro permanece produzindo poesia e praticando canções.

Em nova temporada criativa, o artista abre a perspectiva de partilhar a sua criação com outras vozes de cantores e cantoras locais, numa verdadeira “Festa Brasileira” de ritmos, a partir da pegada e do trato sonoro dos intérpretes, músicos e arranjadores maranhenses, paraenses, cariocas e até franceses.

Como preciosos antecedentes, podemos destacar, desde sempre, uma rica e variada produção carnavalesca, iniciada com o LP “Te gruda no meu fofão” (1995), cujo repertório era constituído de músicas que faziam parte dos dramas carnavalescos “Súditos da Folia” e “Te gruda no meu fofão”, montados pelo Grupo Laborarte, encenados desde meados da década de 1980, em São Luís (MA).

Nos últimos anos, esta produção criativa musical associada com o período carnavalesco, foi expressa e traduzida por vários registros fonográficos:

2020 – Single “Frevo Desaforado”.

2021 – Videoclipe “Cadê meu carnaval”.

2022 – EP “Apesar dos coronas contrários”.

2024 – Álbum “Baile da Paz”.

2025 – EP “Bloco Bonito”.

2026 – Festa Brasileira

Para o carnaval deste ano, o registro da produção criativa musical do poeta e compositor Joãozinho Ribeiro, fica por conta do EP “Festa Brasileira”, que reúne os intérpretes Allysson Ribeiro, Anna Claudia, Fátima Passarinho, Inácio Pinheiro, Mariana Rosa e Rosa Reis. A direção e arranjos, mais uma vez, ficarão por conta dos músicos Luiz Cláudio e Jeff Soares.

A gravação aconteceu no estúdio Zabumba Records durantes as primeiras semanas do mês de janeiro. O repertório (clique aqui para ouvir) é constituído de ritmos diferenciados, conforme aponta o breve resumo abaixo:

“Festa Brasileira” – marchinha que intitula o EP, com a marca da maranhensidade das nossas brincadeiras de rua, interpretada pelas experientes cantoras Anna Claudia e Fátima Passarinho.

Bicho da Paz” – uma homenagem especial ao Bicho Terra e ao amigo de infância e também compositor, Zé Pereira Godão. Com a batida criativa e marcante dos nossos blocos tradicionais, com as competentes interpretações do cantor Inácio Pinheiro e da cantora Mariana Rosa.

“Pequena Grande África” – Um samba, no grande estilo dos tradicionais sambas-enredos cariocas, homenageando o Cais de Valongo, localizado no Rio de Janeiro, reconhecido recentemente como Patrimônio Cultural pela Unesco (um dos sítios históricos da dor). Interpretado pelo estimado cantor e compositor Allysson Ribeiro.

“Pimenta Danada” – Fechando a conta, quer dizer o repertório, um carimbó de raiz, com o tempero vocal da primeira intérprete a realizar um registro fonográfico da obra musical de Joãozinho Ribeiro, a cantora e amiga Rosa Reis.

Categorias
notícia

O ‘modo de ser’ imperialista dos EUA

Uma das etapas de explosão da indústria cultural estadunidense ocorreu durante o chamado “American way of life” ou “Modo de vida americano”, demarcado a partir do fim da II Guerra Mundial, em 1945.

Foi o tempo da explosão do consumismo, uma forma comportamental do capitalismo. Existir significava comprar, um ideal de estar no mundo associado ao padrão de felicidade. O sonho americano era realizado na aquisição até supérflua de bens materiais.

Viver é consumir mercadorias constituía uma “tese” do American way of life

O cinema teve um papel fundamental nesse processo, ao projetar o padrão da família estadunidense feliz, dotada de mercadorias, simbolizando liberdade, democracia e individualismo. O componente religioso introduzido pela Teologia da Prosperidade amalgamou o sucesso do modo de vida americano.

Mulher recatada e do lar: sinônimo de paz, harmonia e felicidade no American way of life

A publicidade das mercadorias e a propaganda do consumo eram visualizadas não só na televisão, mas nos cartazes, catálogos, anúncios impressos, no design das lojas, nos modelos dos carros, nos portfólios das casas próprias com jardim, garagem, eletrodomésticos e a família realizada.

As imagens foram acessadas na tese de doutorado “American way of life: representação e consumo de um estilo de vida modelar no cinema norte-americano dos anos 1950”, de Paulo Roberto Ferreira da Cunha / ESPM-SP

Acesse o link e leia o texto completo.

Categorias
notícia

Artista de Cabo Verde e mulheres fazedoras de cultura trocam vivências no Quilombo Liberdade

O corpo, a vida e a luta são os primeiros territórios de uma mulher. Dialogar sobre a resistência da mulher preta por diferentes caminhos é o propósito do Encontro de Mulheres no Quilombo Liberdade. Na programação acontece a mesa redonda e troca de vivências com a artista cabo-verdiana Jacira da Conceição, mestras do Quilombo Itamatatiua (Alcântara) e mulheres da Liberdade. Quem as conecta para a ação é a história de luta, resistência e transformação de cada uma.

A atividade acontece no próximo sábado, dia 31 de janeiro, das 08h30 às 11h, no Centro de Atendimento ao Turista (CAT), na Liberdade, em São Luís.

A organização é do Comitê de Cultura do Maranhão, que reafirma o compromisso com a salvaguarda e a visibilização dessas trajetórias, reconhecendo que valorizar a mulher negra é também fortalecer políticas públicas culturais mais justas e representativas.

A parceria com o Boi da Floresta e o Boi de Leonardo, ambos conduzidos por mulheres, reforça esse protagonismo feminino nas manifestações culturais populares, entre elas lideranças como Nadir Cruz, coordenadora geral e executiva do Comitê; e Regina Avelar, coordenadora geral do Boi de Leonardo. As duas manifestações tem origem no maior quilombo da América Latina, certificado em 2019 pela Fundação Cultural Palmares, cujo território abrange os bairros Camboa, Fé em Deus e Liberdade, somando uma população de aproximadamente 160 mil habitantes.

“Cada mulher negra carrega em si a memória ancestral, a força coletiva e a capacidade de transformar realidades mesmo diante das adversidades impostas pelo racismo, pelo sexismo e pelas desigualdades históricas”, afirmou Regina Avelar, sobre o Encontro de Mulheres no Quilombo Liberdade. Nesse sentido, a ação se apresenta como um espaço simbólico e político de valorização dessas trajetórias. A mesa redonda e a troca de vivências com a artista cabo-verdiana Jacira da Conceição, as mestras do Quilombo Itamatatiua e as mulheres da Liberdade reforçam que a resistência da mulher preta se manifesta por múltiplos caminhos: na arte, na oralidade, na espiritualidade, na cultura popular, na liderança comunitária e na preservação dos saberes tradicionais.

“O reconhecimento da mulher negra não se constrói apenas a partir de títulos formais, mas sobretudo pelo respeito à sua palavra, à sua experiência e ao seu papel central na sustentação dos territórios quilombolas e urbanos”, afirmou a coordenadora geral e executiva do Comitê de Cultura do Maranhão. Tanto Nadir quanto Regina trazem em suas falas a experiência de mulheres do quilombo Liberdade.

O Encontro de Mulheres no Quilombo Liberdade vai promover o diálogo entre mulheres de diferentes origens e gerações, além de evidenciar que essas histórias estão interligadas por uma mesma linha de luta, resistência e transformação social. Entre as participantes, está a artista visual de Cabo Verde, Jacira da Conceição. Ela é mestra em Artes Visuais pela Universidade de Évora, investigadora colaboradora do CHAIA (Centro de História da Arte e Investigação Artística) da Universidade de Évora e doutoranda em Arte Contemporânea no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra.

A trajetória artística de Jacira da Conceição é marcada por experiências transnacionais, com destaque para a residência no Quilombo de Itamatatiua (em Alcântara, Maranhão) onde aprofundou seu conhecimento sobre técnicas e cerâmicas afrodescendentes, bem como a relação entre arte, comunidade e oralidade. Sua prática explora questões de identidade, autorrepresentatividade, insularidade e feminismo, incorporando materiais e formas associadas à arte cabo-verdiana.

Em São Luís, ela realizará a performance “Kaminhu d’água: rituais de memória e resistência, que integra a 18ª edição da “Verbo – Mostra de Performance Arte”, no próximo dia 30 de janeiro de 2026, na Fonte do Ribeirão, a partir das 17h.

Artesanato em cerâmica é uma das formas de conhecimento das mulheres pretas do Quilombo Itamatatiua, em Alcântara

A força e a riqueza cultural e artística das mulheres quilombolas de Itamatatitua também estarão presentes no Encontro de Mulheres no Quilombo Liberdade. Presente no próximo sábado, Domingas, Eloisa, Pixiri, Canuta, Angela e Cileid, todas com o sobrenome “de Jesus”. Em 2025, com a determinação do grupo de ceramistas, foi inaugurado o Museu de Itamatatiua, por meio de sua associação e diversos parceiros.

O Museu Quilombola surge a partir do trabalho de memória desenvolvido no Centro de Produção de Cerâmica de Itamatatiua, liderado por Eloisa de Jesus e outras artesãs. O novo espaço foi criado para celebrar a história dessas ceramistas e as tradições do povo quilombola do Maranhão.

A produção cerâmica em Itamatatiua integra a história da comunidade quilombola desde sua fundação, há mais de três séculos. Hoje, a produção feminina é predominante por meio da Associação de Mulheres, fundada em 1989. Na época, as mulheres começaram a discutir assuntos pertinentes à vida em comunidade e organizaram a produção cerâmica, ofício existente em Itamatatiua desde sua fundação. As características dessa união denotam o caráter da associação, que além de fortalecer a produção artesanal, gerando trabalho e renda para as 12 artesãs associadas e suas famílias, é central para a organização política da comunidade e manutenção das heranças culturais ancestrais.

Encerrando a programação do Encontro de Mulheres no Quilombo Liberdade, a apresentação do Tambor de Crioula reafirma o corpo da mulher negra como espaço de expressão, celebração e resistência. Mais do que um evento cultural, o encontro se consolida como um ato de reconhecimento, escuta e valorização da mulher negra, destacando seu papel essencial na construção da história, da cultura e do futuro dos territórios quilombolas e da sociedade maranhense.

SERVIÇO

O quê: Encontro de Mulheres no Quilombo Liberdade

Dia: 31.01.2026 (sábado)

Local: Centro de Atendimento ao Turista (CAT – Liberdade) São Luís-MA Hora: 08h30 às 11h

Categorias
notícia

Democratização da cultura é pauta no Espaço Público

Democratização da cultura é o tema do podcast Espaço Público desta terça-feira, 27 de janeiro, das 20h às 21h, na rádio comunitária Bacanga FM.

Vamos receber Nadir Cruz, coordenadora executiva do Comitê de Cultura do Maranhão.

Espaço Público é uma produção da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão, transmitido pela rádio Bacanga FM, em parceria com a Agência Tambor e a Rede Abraço de emissoras FM e webradios.

O programa tem apresentação de Ed Wilson Araújo, Martonio Tavares e participação especial de Luís Augusto Nascimento. A operação é de Valmarley Pinto.

Acompanhe e participe pelo site https://www.radiobacangafm.com.br/ e nas nossas redes sociais.

Categorias
notícia

Ao falar com Trump, Lula defende ONU e pede colaboração contra crime organizado

Os dois presidentes conversaram por telefone. Sobre Conselho de Paz que EUA quer criar, Lula sugeriu que fique restrito ao caso de Gaza. Petista irá a Washington

Site do PT – Em conversa telefônica de aproximadamente 50 minutos, o presidente Lula reforçou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a defesa de uma reforma abrangente das Organização das Nações Unidas (ONU), que inclua a ampliação dos membros permanentes do Conselho de Segurança. Sobre o convite para que o Brasil participe do Conselho da Paz, que Trump articula criar, Lula propôs que o órgão apresentado pelos Estados Unidos se limite à questão de Gaza e que a Palestina tenha participação assegurada no colegiado.

A conversa entre os dois ocorreu nesta segunda-feira, 26, às 11 horas. Houve um acordo para que Lula visite Washington. A data não foi definida, mas a viagem ocorrerá após a ida de Lula à Índia e à Coreia do Sul, em fevereiro.

Segundo informações do Palácio do Planalto, “os presidentes trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países, que apontam boas perspectivas para as duas economias”. De acordo com o relato, Trump disse que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo. Os dois lados reconheceram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou na revisão de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros.

Lula insistiu na importância de cooperação dos Estados Unidos para coibir o avanço financeiro do crime organizado. Durante a conversa, o presidente brasileiro lembrou da proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, para fortalecimento da cooperação no combate ao crime organizado. Lula manifestou, ainda, interesse em estreitar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, bem como no congelamento de ativos de grupos criminosos e no intercâmbio de dados sobre transações financeiras.

Segundo o governo brasileiro, a proposta foi bem recebida por Trump.

Em relação à Venezuela, Lula insistiu na necessidade de se preservar a paz e a estabilidade na região, com foco no bem-estar do povo venezuelano.

Da Redação do PT, com informações do Palácio do Planalto.