Categorias
notícia

Manifestações contra a anistia tomam conta das ruas do Brasil

A democracia está viva e pulsante nas ruas. Neste domingo, milhares de pessoas participaram de atos públicos contra a anistia para os condenados por tentativa de golpe, entre eles o presidiário Jair Bolsonaro.

As manifestações foram convocadas após a aprovação do projeto da dosimetria, que, na prática, é uma forma de livrar da cadeia diversos tipos de criminosos, até estupradores.

Em São Luís, os movimentos sociais, partidos progressistas, juventudes e figuras públicas ocuparam o Largo do Carmo, no Centro Histórico, denunciando todas as formas de conspiração da extrema direita para destruir a democracia no Brasil.

Os atos em todo o país tiveram o objetivo de pressionar o Congresso Nacional e reverter o projeto da dosimetria no Senado, garantindo que os criminosos condenados cumpram as suas penas integrais.

Categorias
notícia

Poema de Eloy Melonio celebra o meio ambiente

Texto do escritor foi classificado no Concurso Literário Prêmio Poeta Carvalho Junior 2023

O poema Desolação é um lamento e ao mesmo tempo exaltação da natureza, tema bastante atual em tempos de COP30 e da atenção da humanidade para as emergências climáticas. Veja abaixo:

que temes, oh Mãe-flor de tão primorosa flora?

clamo por ti porque sei que choras

desolada pelo cheiro de fumaça e pólvora.

e pelo que fizeram

de tua plácida e heroica história?

já foste dama; e, ufana, viveste áurea fortuna e fama.

e nessa terra assolada de podres horrores

hoje exibes tuas dores, teus temores.

ao amanhecer o Sol não escapa à tua angústia,

pois teu verde já não resplandece.

e, à tardinha, em seus raios fúlgidos desfalece.

quisera ainda poder ouvir o teu cantar!

e sentir o aroma dos ciclos de glória

que os teus filhos já não podem exaltar!

salve os rasgos de delírios gonçalvinos!

pois tuas palmeiras são e sempre serão

letra e melodia dos nossos tão solenes hinos.

e tal qual a voz dos nossos avós

um dia haveremos de saudar

os versos delicados dos rouxinóis,

as rimas plásticas dos sabiás.

[ eloy melonio | abril/2023 ]

Categorias
notícia

Invasão do agronegócio! Quilombo Cancela tem colheita destruída

Agência Tambor – O Quilombo Cancela, em São Benedito do Rio Preto (MA), sofreu um novo ataque na manhã desta sexta-feira (12), quando quatro tratores de esteira, acompanhados por oito homens encapuzados e pelo gerente de uma fazenda em conflito com a comunidade, invadiram as roças e destruíram toda a produção agrícola.

Os equipamentos usaram correntões para arrancar plantações inteiras, deixando as famílias sem a colheita que vinha sendo cultivada.

Segundo Maelson Bezerra, líder quilombola e atual presidente da Associação dos Moradores do Povoado Guarimã, um morador foi agredido ao tentar intervir, mas conseguiu fugir e acionar a comunidade, que rapidamente se mobilizou.

Mulheres, homens e crianças correram para impedir o avanço das máquinas e conseguiram reter os tratores até a chegada das forças de segurança.

O gerente da fazenda fugiu do local com o grupo encapuzado, apontado por moradores como uma milícia armada que atua na região há anos.

A resposta policial ocorreu após articulação de lideranças dos territórios que estavam em São Luís, durante a Caravana Estadual de Direitos Humanos.

Apesar da ação rápida da Força Tática, nenhum equipamento foi apreendido e nenhum suspeito foi detido.

A comunidade possui uma liminar favorável ao uso da área, e o recurso apresentado pelo fazendeiro ainda não foi julgado.

Este não é um episódio isolado. O Quilombo Cancela fica no Território Guarimã e este ano conseguiu a carta de autodeclaração da Fundação Palmares, seguindo no processo de titularização de suas terras.

A região vive um conflito prolongado marcado por desmatamentos, incêndios criminosos e intimidações constantes, agravando a insegurança alimentar e o medo entre as famílias.

A destruição da produção desta semana reforça a vulnerabilidade da comunidade, que segue aguardando a regularização do território e medidas firmes para impedir novos ataques.

Categorias
notícia

Novo livro de Rosane Borges protagoniza as mulheres negras e a recriação do futuro

Lançamento será dia 12 de dezembro (sexta-feira), às 18h, no Complexo Trapiche Santo Ângelo (Espaço Cultural Humberto de Maracanã). Evento terá pocket show de Luciana Pinheiro e diálogos mediados por Áurea Borges

Em Imaginários emergentes e mulheres negras: representação, visibilidade e formas de gestar o impossível, Rosane Borges se nutre de um oceano de referências para apresentar e acompanhar gestos e atos de transformação empreendidos por mulheres negras, destinados a formular e a executar um novo projeto de país e de mundo.

Ao discutir o fim do espaço-tempo em que vivemos (além de parte de seus esteios conceituais e de suas ferramentas analíticas) e a possível construção de um novo mundo — “tecido por uma tapeçaria na qual um sistema de pensamento negro e feminino e propostas políticas e metodologias de intervenção pública compõem os fios de uma urdidura que se entrecruza” —, a autora procura mostrar saídas, rastreadas no tecido do manto das mulheres negras, para que possamos escapar do colapso em que nos encontramos.

Segundo Rosane, “se a crítica é um trabalho pioneiro na dor do tempo e um pedaço de uma cura exemplar, este livro, por meio das vozes ancestrais que o move, se não procura oferecer a cura exemplar, investe em reconhecer os gestos de quem soube metamorfosear dor em beleza, sem esquecer o que significou a escravidão transatlântica, fazendo dessa experiência um acontecimento que devolve para o coletivo a responsabilidade de todos e de cada um e nos coloca como protagonistas para urdir o tempo que vem, o tempo espiralar”.

Destaque:

“Do fim de um mundo às possibilidades de validação de outros mundos, produzidos pelos povos negros e indígenas, com destaque para o protagonismo das mulheres negras, esta obra perfaz um arco no qual temas inescapáveis são convocados para elaborarmos diagnósticos e prognósticos e, assim, gestarmos o impossível. Faz da herança deixada pelas vozes ancestrais, as que vieram antes de nós, o principal ativo para essa tarefa inadiável. Um livro que enlaça passado, presente e futuro no tempo espiralar e renova as utopias em meio às distopias da contemporaneidade.” — Sueli Carneiro é filósofa, escritora e ativista antirracista do movimento social negro brasileiro.

Sobre a autora:

Rosane da Silva Borges nasceu em São Luís, no Maranhão, em 1974. Formou-se em Comunicação Social na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), fez mestrado, doutorado e pós-doutorado em Jornalismo na Universidade de São Paulo (USP). Hoje trabalha como professora convidada do Diversitas (FFLCHUSP) e professora de comunicação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É líder de raça e gênero e produtora de inteligência na Rede Globo e Coordenadora da Escola Longa – plataforma de ensino online. Escreve regularmente no portal de notícias “Jornalistas Livres”, na Folha de S.Paulo e na IstoÉ. Organizou os livros Espelho infiel: o negro no jornalismo brasileiro (Imesp, 2004), Mídia e racismo (DP et Alii, 2012) e é autora de Esboços de um tempo presente (Malê, 2021).

Ficha técnica

Título: Imaginários emergentes e mulheres negras: representação, visibilidade e formas de gestar o impossível

Autora: Rosane Borges

Capa: Fabiana Yoshikawa

Ilustrações: Silvana Mendes (Série Frestas II de 2023)

Páginas: 224 páginas

ISBN: 978-85-52994-38-1

Dimensões: 13,5 x 20,5 cm

Acabamento: brochura

Preço: R$ 79,90

Editora: Instante

Categorias
notícia

Nota da Abraji: são inaceitáveis a censura e a violência física na Câmara

A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) considera inaceitáveis a censura imposta à imprensa pela Câmara dos Deputados e a violência contra jornalistas e parlamentares. Uma sociedade democrática não pode apresentar espetáculos grotescos de autoritarismo como o presenciado no início da noite desta terça-feira, 9 de dezembro, na Casa do Povo.

Dezenas de jornalistas foram expulsos do Plenário da Casa e o sinal da TV Câmara foi cortado depois que o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) ocupou a cadeira do presidente da Câmara. A sociedade só teve acesso às grotescas imagens do parlamentar sendo arrastado à força pela Polícia Legislativa, com parlamentares sendo agredidos, entre eles duas mulheres, porque outros parlamentares filmaram o episódio. 

Enquanto acompanhavam a saída do deputado do Plenário, jornalistas foram empurrados e agredidos por integrantes da Polícia Legislativa, como o repórter da Globo Guilherme Balza e a jornalista do UOL Carol Nogueira, entre outros colegas.

Sobre o gesto de Braga, o presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou em uma rede social: “Temos que proteger a democracia do grito, do gesto autoritário, da intimidação travestida de ato político. Extremismos testam a democracia todos os dias. E todos os dias a democracia precisa ser defendida. Determinei também a apuração de possíveis excessos em relação à cobertura da imprensa.”

É importante que o presidente da Câmara entenda que “proteger a democracia” inclui garantir acesso a informações de interesse público e o exercício do jornalismo. Disse o presidente que a ordem de censura e agressão não partiu dele, o que causa ainda mais espanto porque seria impensável que, sem suas ordens, o sinal da TV Câmara fosse cortado e os jornalistas expulsos de uma sessão plenária na Casa do Povo. Também é inaceitável que pessoas sejam agredidas dentro da Câmara por agentes da própria Casa.

A Abraji se solidariza com os colegas agredidos e censurados e cobra da Câmara explicações, responsabilização dos culpados e medidas para que tais atos antidemocráticos não voltem a ocorrer.

Categorias
notícia

Concursos em 2026! Espaço Público entrevista Wellington do Curso

Novos concursos e oportunidades. O Espaço Público desta terça-feira, 9 de dezembro, recebe o empresário e professor Wellington do Curso.

Vamos dialogar sobre os editais de concurso público previstos para 2026, as oportunidades para os concurseiros e as dicas sobre como se preparar para as provas.

O podcast Espaço Público é uma iniciativa da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão. É transmitido pela rádio comunitária Bacanga FM, em parceria com a Rede Abraço de emissoras FM e webradios.

O programa tem apresentação de Ed Wilson Araújo e Martonio Tavares, com a participação especial de Luis Augusto Nascimento.

Espaço Público vai ao ar toda terça-feira, das 20h às 21h. Você pode acompanhar ao vivo no site e pelas redes sociais da rádio Bacanga FM, clicando no link: https://www.radiobacangafm.com.br/

Categorias
notícia

Qual o preço de Flavio Bolsonaro?

  • jóias?
  • propinas?
  • rachadinhas?
  • dinheiro vivo?
Categorias
notícia

Supermercado Mateus é acusado de crime ambiental em bairro de São Luís

Agência Tambor – A derrubada de árvores centenárias na Rua dos Abacateiros, no bairro do São Francisco, em São Luís, gerou forte reação da comunidade e motivou a criação do Movimento Raízes da Ilha, que convoca um ato de protesto para o próximo sábado, dia 6 de dezembro, às 15h, em frente à nova unidade do Supermercado Mateus.

Moradores denunciam que a retirada das árvores e a remoção das raízes — substituídas por brita — configuram crime ambiental e revelam, segundo eles, um padrão de desrespeito social e ambiental na expansão do grupo empresarial no Maranhão.

[Assista a entrevista na íntegra ao final desta matéria.]

A ação do supermercado ocorreu na Rua dos Abacateiros, onde ficavam amendoeiras e tamarindeiras de mais de 30 anos. As árvores, que forneciam sombra, amenizavam o calor e contribuíam para a qualidade do ar, foram suprimidas para a ampliação do muro da nova loja. Moradores afirmam que não há transparência sobre uma eventual autorização da prefeitura para o corte.

“A gente ainda quer entender se isso foi autorizado e com base em quê”, disse Beatriz Parente de Farias, estudante da UFMA e moradora da região que esteve no programa Dedo de Prosa da Agência Tambor em companhia de Elisa Maria dos Anjos, professora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e integrante do Raízes da Ilha

[Assista a entrevista na íntegra ao final desta matéria.]

Imagens feitas por integrantes do movimento mostram que, dias após o corte, funcionários do empreendimento passaram a escavar o solo para retirar as raízes restantes e preencher o espaço com brita.

Para os moradores, a ação impede a regeneração natural das árvores. “Eles não só cortaram as árvores, estão arrancando as raízes e colocando brita para impedir o replantio. É perverso”, afirma Elisa.

As duas destacam que o problema vai além da estética urbana e envolve saúde pública, direito ao meio ambiente e qualidade de vida. Elisa lembra que São Luís tem o pior índice de poluição do ar entre as capitais brasileiras. “Quando você troca vegetação por concreto, aumenta o calor, compromete a permeabilidade do solo e piora a qualidade do ar. Isso impacta diretamente a vida das pessoas”, explica.

A derrubada também despertou forte comoção entre os moradores, que cresceram sob a sombra das árvores. “Eu moro aqui desde que nasci. Aquelas árvores fizeram parte da minha infância. Quando vi aquilo, chorei. A gente tem um apego afetivo e também ambiental”, relata Beatriz. Ela destaca ainda que o antigo supermercado que funcionava no local conviveu por anos com as árvores sem problemas logísticos.

O movimento defende que o caso seja tratado como emblemático de uma política urbana predatória que se repete em São Luís. O grupo reivindica rearborização imediata, penalização da empresa e compromisso público com a preservação ambiental. “São Luís tem um dos piores índices de arborização do país. A cidade está muito mais quente. Não é à toa. Precisamos que o plano municipal de arborização saia do papel”, afirma Beatriz.

Composto por moradores, professores, estudantes e profissionais de diferentes áreas, o Movimento Raízes da Ilha nasceu da primeira plenária realizada após o episódio. O grupo pretende atuar também em outros bairros da cidade, onde situações semelhantes vêm sendo registradas. “Não se trata só da Rua dos Abacateiros. É todo um processo de ocupação urbana sem responsabilidade social e ambiental”, aponta Elisa.

As entrevistadas reforçam a importância de envolver diferentes gerações nessa discussão. Para Beatriz, o engajamento da juventude é decisivo. “A gente precisa lutar pela cidade que vamos deixar para os nossos filhos. Apesar de toda a revolta, a mobilização ainda é difícil. Mas cada jovem que participa já faz muita diferença”, afirma.

O ato de sábado será o primeiro passo de uma agenda contínua de mobilizações. O movimento espera reunir moradores do São Francisco e de toda a Grande Ilha. “A cidade é nossa. Não podemos permitir que empresas privadas façam o que quiserem com o nosso patrimônio ambiental”, declara Beatriz. Elisa reforça a convocação: “Quando a população age, transforma. Ficar só indignado faz mal — agir muda realidades”.

O outro lado

A Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (SEMURH) informa que, após denúncias sobre corte de árvores e intervenções próximas ao Mateus Food Service, no bairro São Francisco, equipes da Blitz Urbana realizaram vistoria no local e constataram a execução de obra sem licença emitida pela Prefeitura.

Durante a fiscalização, foram identificadas ampliação do empreendimento na área posterior do terreno, movimentação de terra, execução de fundações em concreto, construção de muro e supressão de parte da calçada, tudo sem a apresentação de Alvará de Construção ou Reforma, documento obrigatório para qualquer intervenção desse porte. O estabelecimento possui Alvará de Funcionamento vigente, mas isso não autoriza obras estruturais.

Diante do descumprimento de Notificação e da continuidade das obras irregulares, a Blitz Urbana lavrou Auto de Embargo, determinando a imediata paralisação dos serviços, e Auto de Infração pelos atos praticados sem a devida autorização municipal.

Sobre as árvores cortadas na área, a SEMURH esclarece que não recebeu qualquer solicitação ou comunicação prévia para supressão vegetal. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMAM), órgão responsável pelo licenciamento ambiental, foi acionada para adoção das medidas necessárias, referentes à situação.

A Agência Tambor procurou também o Supermercado Mateus para falar sobre a denuncia e a posição da Prefeitura. Até o momento, não houve resposta. Assim que o supermercado se pronunciar sobre o fato, esta matéria será atualizada.

Assista na íntegra a entrevista de Beatriz Parente de Farias e Elisa Maria dos Anjos ao programa Dedo de Prosa.

Categorias
notícia

Em Santa Rita: Comitê de Cultura do Maranhão leva ações formativas à Mostra Multicultural Pororoca

O Comitê de Cultura do Maranhão retorna a Santa Rita com a Caravana Meu Lugar Fala para uma nova etapa de atuação colaborativa na Mostra Multicultural Pororoca, iniciativa idealizada pelo Instituto Cresça e apoiada pela Lei Paulo Gustavo, Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Maranhão e Prefeitura de Santa Rita. Como co-organizador, o Comitê reforça seu compromisso com o fortalecimento das expressões culturais do Baixo Itapecuru, ofertando ações formativas voltadas à qualificação de artistas, produtores e agentes culturais do território.

A programação preparada pelo Comitê inclui a reunião de Planejamento Participativo com Fazedores de Cultura, a Oficina de Elaboração de Portfólio para Projetos Culturais e a Oficina de Técnicas de Audiovisual, que acontecem entre a Câmara Municipal de Santa Rita e a Escola Coronel Ricardo Vieira, no povoado Santiago. Os encontros serão conduzidos pela coordenadora geral e executiva do Comitê, Nadir Cruz, pelo agente territorial de cultura, Yago Cadete, e pela jornalista e coordenadora de Comunicação do Comitê, Yndara Vasques.

Segundo Nadir Cruz, a presença do Comitê na Mostra reafirma uma missão central: construir processos formativos que dialoguem com o território e fortaleçam seus protagonistas. “Quando chegamos ao Baixo Itapecuru, não levamos apenas oficinas; levamos escuta, troca e construção conjunta. A Pororoca simboliza encontro de forças, e é exatamente isso que fazemos aqui: unir saberes tradicionais, criatividade contemporânea e a energia de quem vive a cultura todos os dias. O Comitê está aqui para somar e para impulsionar ainda mais o potencial cultural dessa região”, destaca.

A Mostra Multicultural Pororoca, como o próprio nome sugere, é um grande encontro de expressões. A referência à pororoca — fenômeno natural que ecoa nas águas do Baixo Itapecuru — traduz a essência do evento: a convergência vigorosa de linguagens artísticas que atravessam passado, presente e futuro. É um espaço onde o Terecô de Caixa encontra o Bumba Meu Boi, onde o teatro dialoga com a dança, e onde DJs, drag queens e artistas urbanos ampliam o alcance da cena cultural local.

Com uma programação plural e potente, a Mostra promete dois dias de celebração e pertencimento, reafirmando o papel da cultura como força vital da identidade maranhense. Para o coordenador do evento, Raimundo Muniz, a iniciativa já se consolida como marco regional: “Este evento é mais do que celebração; é afirmação. Estamos valorizando a cultura que nasce e resiste nas comunidades da região, criando pontes entre tradição e contemporaneidade e dando visibilidade aos artistas que carregam a memória e a energia do território. A Mostra é um presente para o povo e um compromisso com a continuidade de nossas expressões culturais.”

Santa Rita se prepara, mais uma vez, para viver uma verdadeira onda de criatividade e diversidade. Com a participação ativa do Comitê de Cultura do Maranhão, a Mostra Multicultural Pororoca reafirma seu papel como espaço de formação, encontro e fortalecimento das múltiplas vozes que constroem o patrimônio cultural do Baixo Itapecuru.

PROGRAMAÇÃO COMITÊ DE CULTURA — MOSTRA MULTICULTURAL POROROCA (06/12)

Na Câmara Municipal de Santa Rita

•             8h30 às 12h — Reunião de Planejamento Participativo com Fazedores de Cultura (Facilitadora: Nadir Cruz)

•             8h30 às 12h — Oficina de Elaboração de Portfólio para Projetos Culturais (Facilitador: Yago Cadete)

Na Escola Coronel Ricardo Vieira — Santiago

•             14h às 17h — Oficina em Técnicas de Audiovisual / Tecnologias Digitais (Facilitadora: Yndara Vasques)

Categorias
notícia

Vem aí a 3ª edição do Jazz & Bruschettas

Um encontro para quem sabe apreciar boa música, boa comida e bons momentos.

No próximo dia 12, a partir das 15h, a Casa Cor de Rosa recebe mais uma tarde de Jazz no vinil, com a curadoria sonora da Maré de Som, trazendo clássicos e raridades que só o vinil entrega.

Enquanto a música preenche o ambiente, você poderá degustar um menu especial de bruschettas criado pelo Chef Gopa — sabores autorais, preparados na hora, com promoções exclusivas para o evento.

Uma tarde pensada para quem ama cultura, música de verdade e experiências gastronômicas marcantes. O clima perfeito para relaxar, reencontrar amigos e brindar ao pôr do sol.

📍 Casa Cor de Rosa

Rua do Sol, 554

📆 Dia 12 · A partir das 15h

🎶 Jazz no vinil até a noite chegar.