O podcast Espaço Público desta terça-feira (2 de dezembro) vai dialogar sobre “Justiça climática, saúde ambiental e humana”.
Estaremos ao vivo, das 20h às 21h, na rádio Bacanga FM 106.3 Mhz.
Nosso entrevistado é Alex Viegas, doutorando em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental pela UNEB, mestre em Cultura e Sociedade pela UFMA, graduado em Biologia (IFMA) e Enfermagem (UFMA).
Espaço Público é uma produção da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão e vai ao ar pela rádio Bacanga FM, em parceria com a Rede Abraço de emissoras FM, rádios web e Agência Tambor.
Apresentação: Ed Wilson Araújo, Martonio Tavares e Luis Augusto Nascimento.
A Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão participou (remotamente) na tarde desta quinta-feira do 6º Congresso Nacional de Rádios Comunitárias, Expressões Latino-Americanas e do Caribe.
O evento estende-se até amanhã, 7 de novembro, de forma híbrida: presencialmente na Cidade do México e online para participantes de diversas emissoras comunitárias da América Latina e Caribe.
A programação do primeiro dia (6/11) teve a participação do jornalista, professor da UFMA e presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão, Ed Wilson Araújo, que apresentou um relato sobre a rádio comunitária Bacanga FM (106,3 MHz), de São Luís, com o tema “Comunicação popular e comunitária no território Itaqui-Bacanga”.
O representante maranhense compartilhou a trajetória da emissora, iniciada em 1988 ainda como sistema de som de alto-falante e transformada em FM dez anos depois, em 1998, sendo uma rádio reconhecida por sua atuação histórica na região.
Espaço Público é um programa jornalístico semanal no formato de entrevista. Estreou em 21 de outubro e tem parceria Agência Tambor e das emissoras da Rede Abraço, além de estações web em várias regiões do Brasil. (veja a lista aqui).
O podcast entrevista fontes especializadas em temas como saúde, educação, desenvolvimento sustentável, produção científica, conhecimento popular, mobilidade urbana, mudanças climáticas e novas tecnologias.
Os três primeiros episódios, apresentados nos dias 21 e 28 de outubro e 4 de novembro abordaram respectivamente os temas resíduos sólidos, o rádio expandido para as novas tecnologias e a crise hídrica no Maranhão.
Marcos Silva falou sobre recursos hídricos para a bancada com Martonio Tavares e Luis Augusto Nascimento
Já está disponível aqui o 3º programa Espaço Público. Nesse episódio, abordamos a crise hídrica, a situação das bacias hidrográficas do Maranhão e os fatores positivos e negativos relacionados à preservação e recuperação dos nossos mananciais.
O entrevistado foi Marcos Silva, mestre em Desenvolvimento Socioespacial e Regional pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema) e coordenador socioambiental da Caema (Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão)
O podcast Espaço Público é uma realização da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão.
Com periodicidade semanal (toda terça-feira, das 20h às 21h), o programa tem parceira da rádio comunitária Bacanga FM, da Agência Tambor e das emissoras da Rede Abraço, além de estações web em várias regiões do Brasil. (veja a lista aqui).
A apresentação é do jornalista Ed Wilson Araújo e do professor de Geografia Martonio Tavares, com a participação especial do diretor da rádio Bacanga FM, Luís Augusto da Silva Nascimento.
O podcast Espaço Público, iniciativa da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão, aborda hoje (terça-feira), 4 de novembro de 2025), a situação dos recursos hídricos no estado e as emergências climáticas no planeta.
Com periodicidade semanal (toda terça-feira, às 20h), o programa tem parceria da rádio comunitária Bacanga FM, da Agência Tambor e transmissão simultânea de emissoras comunitárias vinculadas à Rede Abraço e de rádios web em vários estados do Brasil.
A prosa hoje é a situação da água, dos mananciais e em especial sobre a situação dos rios e dos comitês de bacias hidrográficas do Maranhão.
Afinal, cadê a água do rio Itapecuru? Qual a situação dos outros rios do estado? E os rios da grande ilha de São Luís? Como está o abastecimento de água na sua casa? Por que falta água?
Para falar sobre esses temas, o Espaço Público recebe Marcos Silva, mestre em Desenvolvimento Socioespacial e Regional pela Universidade Estadual do Maranhão (Uema).
A apresentação é do jornalista Ed Wilson Araújo e do professor de Geografia Martonio Tavares, com a participação especial do diretor da rádio Bacanga FM, Luís Augusto da Silva Nascimento. (hoje, excepcionalmente, Ed Wilson Araújo não participa, mas estará de volta na próxima terça-feira).
A segunda edição do podcast Espaço Público vai ao ar hoje conquistando parcerias firmadas de 13 emissoras comunitárias e 18 rádios web.
O programa é uma realização da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão, com apoio da rádio comunitária Bacanga FM 106,3 e da Agência Tambor.
Espaço Público tem apresentação do jornalista/professor da UFMA Ed Wilson Araújo e o professor de Geografia Martonio Tavares, com a participação especial de Luis Augusto Nascimento. A operação é de Valmarley Pinto.
O entrevistado de hoje é Ciro Pedroza: radialista, pesquisador e professor da UFRN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte). Vamos conversar sobre o rádio e as novas tecnologias, produção de conteúdo, combate a desinformação e o papel do ouvinte.
O programa semanal acontece todas as terças-feiras, das 20h às 21h, debatendo temas relacionados à educação, comunicação, saúde, desenvolvimento sustentável, ciência, sabedoria popular e política.
VEJA ABAIXO A LISTA DE RÁDIOS PARCEIRAS
1 Digital FM (Santa Luzia do Paruá)
2 Caru FM (São João do Caru)
3 Mapari FM (Humberto de Campos)
4 Alcântara FM (Alcântara)
5 Nova Bacabeira FM (Bacabeira)
6 Tarumã FM (Penalva)
7 Cidade FM (Fortaleza dos Nogueiras)
8 Barreirinhas FM (Barreirinhas)
9 Tabocas FM (Barreirinhas)
10 Progresso FM (Igarapé do Meio)
11 Babaçu FM (Cidelândia)
12 Cidade FM (Lageado Novo)
13 Rádio Web Cidade Net (Lageado Novo)
14 Agência Tambor (São Luís)
15 Rádio Web Realidade, a Voz da Comunidade (São Luís)
O engenheiro Pedro Aurélio Carneiro (esqureda) falou sobre lixões e soluções para os resíduos sólidos
O podcast Espaço Público, produzido pela Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão, teve o primeiro episódio veiculado nessa terça-feira (21) com a retransmissão ao vivo de dez emissoras comunitárias sediadas em diversas regiões do estado.
A veiculação ocorreu a partir da rádio comunitária Bacanga FM e participaram do pool as emissoras Digital FM (Santa Luzia do Paruá), Caru FM (São João do Caru), Mapari FM (Humberto de Campos), Alcântara FM (Alcântara), Nova Bacabeira FM (Bacabeira), Tarumã FM (Penalva), Cidade FM (Fortaleza dos Nogueiras), Barreirinhas FM e Tabocas FM (Barreirinhas) e Progresso FM (Igarapé do Meio).
Pool é uma expressão utilizada no campo da comunicação que significa a conexão de várias emissoras na produção de um programa e todas transmitem simultaneamente o evento.
O programa de estreia abordou problemas e soluções para os resíduos sólidos, com a participação do engenheiro civil especialista em saneamento ambiental Pedro Aurélio da Silva Carneiro.
A apresentação é do jornalista Ed Wilson Araújo e do professor de Geografia Martonio Tavares, que tem quase 30 anos de docência nas redes pública, privada e cursos preparatórios. Espaço Público tem a participação especial do diretor da rádio Bacanga FM, Luis Augusto da Silva Nascimento, que abriu as portas da emissora para a Abraço Maranhão realizar o programa.
A operação é do radialista Valmarley Pinto e no primeiro episódio os conteúdos para as redes sociais foram produzidos por Isac Pereira. Com periodicidade semanal, Espaço Público está previsto para ir ao ar todas as terças-feiras, das 20h às 21h.
A veiculação da primeira edição do podcasta partir da rádio comunitária Bacanga FM, sediada no bairro Anjo da Guarda, em São Luís, com transmissão simultânea, é um passo importante para a consolidação da rede entre as emissoras comunitárias. A Agência Tambor, parceira da Abraço Maranhão, também apoia a iniciativa.
“Nossa meta é ampliar a participação das rádios FM e somar também com emissoras web, agências de jornalismo alternativo e canais de comunicação interessados em produzir e distribuir conteúdo jornalístico sobre pautas de interesse público nas áreas de educação, saúde, meio ambiente, produção científica, saberes e práticas do meio popular”, avaliou o jornalista e professor da UFMA Ed Wilson Araújo, presidente da Abraço Maranhão.
Nós, organizações que participamos do II Seminário de Comunicação e Poder no Maranhão, dias 27 e 28 de julho de 2022, reafirmamos a importância do debate e da ação em torno da democratização da mídia. Trata-se de um tema fundamental no Brasil, gerando dois eventos em nosso estado, num intervalo de cinco anos.
E estamos convictos da necessidade de começar a pensar, desde já, num terceiro seminário de Comunicação e Poder no Maranhão, a ser realizado no segundo semestre de 2023.
Ao fazer o debate, levamos em conta que o Brasil hoje é marcado por uma extrema-direita que avançou, assumindo um protagonismo num campo político conservador. Esse avanço se deu por uma estratégia de comunicação que, a partir de modernas tecnologias e muito dinheiro investido, vem disseminando violência, incluindo ódios e mentiras.
É uma comunicação que mobiliza parte da sociedade brasileira, atingindo questões fundamentais, passando por todo tipo de ataque às possibilidades democráticas, incluindo as tentativas de apagamento de uma memória dolorosa da nossa história.
Essa comunicação de extrema direita ganha força num país marcado por um cartel de comunicação empresarial, com grandes emissoras de TV, que são de direita, movidas por interesses econômicos dos ricos, que defendem privilégios, em clara oposição as pautas de cunho popular.
E ao tratar de Comunicação e Poder, particularmente no Maranhão, apontamos algumas prioridades:
1 – Organização e consolidação de projetos jornalísticos que possam produzir conteúdos comprometidos com a classe trabalhadora, com justiça social, direitos humanos, igualdade racial, gênero e orientação sexual, preservação do meio ambiente e reforma agrária. Isso significa ter referências sólidas de uma comunicação contra-hegemonica.
2 – Seguir investindo e tentando ampliar o trabalho de formação política, com a produção coletiva de conhecimento e troca de experiências, na perspectiva de formar novos e antigos comunicadores populares, para ocupação de diferentes espaços.
3 – Estimular a comunicação oriunda das periferias, dos povos e comunidades tradicionais, comprometida com a diversidade da classe trabalhadora, das lutas por terra-território e bem viver, a partir de suas múltiplas organizações, movimentos e coletivos.
4 – Avançar na ampliação de uma rede de solidariedade, com ações conjuntas de comunicação.
5 – Democratizar o orçamento público. Comunicação é um direito. E é inaceitável que o suado dinheiro do contribuinte, de um povo empobrecido, seja quase que exclusivamente destinado aos cofres de poderosos grupos comerciais, que já são naturalmente financiados pelo agronegócio, bancos privados, mineração, grandes empresas. O investimento público tem que garantir liberdade de expressão, pluralidade de vozes, possibilitando a quebra do silêncio diante das diferentes formas de violência, rotineiramente promovidas por elites econômicas, estruturas oligárquicas, latifúndio, agronegócio.
Núcleo Piratininga de Comunicação (RJ)
Agência Tambor
Associacão Brasileira de Rádios Comunitárias do Maranhão — ABRAÇO-MA
Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão
Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultoras e Agricultores Familiares do Maranhão – FETAEMA
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Sindicato dos Bancários do Maranhão
Fóruns e Redes de Cidadania do Maranhão
Sindicato dos Urbanitários do Maranhão
Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias do Maranhão Pará e Tocantins – STEFEM
Associação Nacional de História – Sessão Maranhão
Caritas Brasileira Regional Maranhão
Movimento pela Soberania Popular na Mineração
Rede de Agroecologia do Maranhão – RAMA
Forum Maranhense de Mulheres
Carabina Filmes
Levante Popular da Juventude
Sindicato dos Servidores da Assembleia Legislativa do Maranhão – Sindisalem
APRUMA – Seção Sindical do ANDES-SN
Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado do Maranhão – SINDSEP/MA
Sindicato dos Servidores do Judiciário Federal e do MPU no Maranhão – SINTRAJUF
Sindicato dos Profissionais do Magistério da Rede Pública Municipal de São Luís – Sindeducação
Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência no Estado do Maranhão – SINTSPREV
Central Única dos Trabalhadores (CUT-MA)
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-MA)
Vem aí a eleição para o Sindicato dos Bancários do Maranhão! Será nos dias 19, 20 e 21 deste mês de maio. E nós, da Agência Tambor, estamos apoiando a Chapa 1, presidida por Dielson Rodrigues, funcionário do Banco do Brasil.
Antes da eleição, queremos falar rapidamente e de maneira pública, sobre democracia e comunicação. Inicialmente, lembraremos dois fatos importantes, que passam pelo movimento sindical brasileiro, com repercussão positiva na sociedade.
O primeiro é a criação da TVT, emissora de TV educativa de São Paulo, concedida para uma entidade sem fins lucrativos, que entrou no ar em 2010, financiada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo e pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, ambos filiados à Central Única dos Trabalhadores (CUT).
O segundo fato é a criação da Agência Tambor, em São Luís do Maranhão, também mantida por uma entidade sem fins lucrativos, que nasceu em 2018, em consequência de um seminário ocorrido na Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e do investimento político e financeiro do jornal alternativo Vias de Fato, do Sindicato dos Bancários do Maranhão e da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão.
Tanto a TVT quanto a Agência Tambor são projetos fundamentais para a construção de uma sociedade democrática no Brasil. São iniciativas jornalísticas comprometidas com a classe trabalhadora, com as minorias, com movimentos e organizações populares.
E a Agência Tambor tem orgulho da parceria com o Sindicato dos Bancários. Ela é resultado de uma história de luta, de um processo ininterrupto iniciado em 2009, quando o saudoso David Sá Barros chegou a presidente do Sindicato e o Jornal Vias de Fato deu seus primeiros passos. Falamos de um alinhamento evidentemente voltado para o interesse público, com prioridade para os segmentos mais vulneráveis de nossa sociedade.
E hoje, passados três ano de fundação da Agência Tambor, além dos Bancários, nós temos e já tivemos o apoio de outros sindicatos e de outras organizações sociais, de dentro e de fora do Maranhão, além do patrocínio de diferentes instituições. Entre elas, citamos a Artigo 19, entidade nascida em Londres, no ano de 1987, com a missão de “defender e promover o direito à liberdade de expressão e de acesso à informação em todo o mundo”. E recentemente, a Prefeitura de São Luís também procurou a Tambor, para veicular propaganda de prevenção contra o coronavírus.
Os passos da Agência Tambor são vitórias da classe trabalhadora, com a participação histórica do Sindicato dos Bancários.
Com este editorial, além de deixar bem claro nosso apoio irrestrito à Chapa 1 (presidida por Dielson Rodrigues), queremos também repudiar os ataques que essa mesma Chapa 1 vem sofrendo, por conta dessa relação entre Bancários e Tambor.
É lamentável que membros da atual diretoria do sindicato tenham sido obrigados a processar algumas pessoas por calúnia, injúria e difamação, por conta das mentiras que estão sendo ditas, nessa atual campanha.
Diante da apelação e da baixaria, queremos deixar pública nossa mensagem também aos caluniadores.
Não aproveitem uma campanha eleitoral para prestar serviço à mídia dos banqueiros! Não joguem em favor dos patrões! Não façam esse serviço sujo! Respeitem o movimento sindical! Respeitem a classe trabalhadora! Respeitem a história de luta do Sindicato dos Bancários do Maranhão! Respeitem a comunicação alternativa, popular e classista. A sociedade brasileira não precisa de mais fake news! Não trilhem o caminho dos fascistas! Eleição não é vale tudo!
E por fim, convidamos as bancárias e bancários do Maranhão a votarem na Chapa 1. Em nome da categoria! Em nome da luta de todas as trabalhadoras e trabalhadores! E em nome da verdade! Contra os fascistas!
Pouco tempo antes do estouro da pandemia covid19, em uma roda informal de conversa entre jornalistas e professores universitários, um atento observador da cena política local soltou esta frase emblemática: “quer saber como se movimentam os políticos do Maranhão(?), basta olhar as fotos no PH”.
A sentença foi dita no contexto das alianças e desavenças comuns à maioria dos partidos políticos turbinados pelo pragmatismo eleitoral, selando acordos e conchavos entre legendas supostamente divergentes.
O autor da “tese” remetia às páginas coloridas da maior expressão do colunismo social – Pergentino Holanda – cujas iniciais “PH” passaram a ser uma grife para designar “o poder” no Maranhão.
Embora aparentem intrigas nos palcos eleitorais, às vezes trocando acusações com adjetivos do futebol de várzea, as lideranças políticas tradicionais sempre aparecem sorridentes nos banquetes do PH, retratados nas páginas esparramadas em elogios mútuos traduzidos nas legendas das fotografias.
Os cientistas políticos deviam atentar para certos lances ainda presentes no caderno dominical mais glamuroso do jornal de José Sarney (O Estado do Maranhão), onde quase todos os gatos são pardos: políticos, empreiteiros, desembargadores, juízes, promotores, lobistas, socialites, profissionais liberais e negociantes em geral.
Para além disso, a coluna e o caderno especial do PH são recheados de textos literários valorosos e informações preciosas conectadas ao mundo real sobre os três poderes no Maranhão.
Já o povo, movido pelas paixões, nem sempre capta que as supostas disputas ferrenhas travadas no palco eleitoral dizem quase nada sobre divergências de fundo entre as elites que dominam os cofres no Maranhão em um frenético modelo clientelista desde os tempos de Benedito Leite.
Mas, algumas coisas mudam e outras desaparecem. O colunismo social, no formato impresso, está prestes a entrar para o obituário da comunicação. As versões digitais dos jornais não cumprem a mesma função mercadológica, política e estética do produto impresso para efeito do glamour.
Os famosos, nome novo para designar socialites ou emergentes, têm a sua própria coluna social (perfil) nas redes digitais. Um(a) influencer, sem derrubar um pé de eucalipto, vale mais que a tiragem de muitos jornais de papel somados.
Houve mudança não só na forma – do impresso para o digital – mas também no conteúdo e na visibilidade dos(as) atores(as).
Colunismo social era uma seção de jornal até então pertinente aos endinheirados e/ou vinculada aos círculos do poder formal. Com o advento das plataformas digitais, surgiram novas iniciativas com enfoques diferenciados remodelando o conceito de visibilidade na comunicação outrora associado apenas aos ricos.
No Maranhão cabe mencionar duas ações promissoras, não exatamente conexas à perspectiva de colunismo social como forma de glamourização do chamado poder oficial.
Refiro-me à ideia genérica de colunismo social para situar dois experimentos de Jornalismo fora da mídia de mercado, mas bem posicionadas no ambiente digital: o site Agenda Maranhão e a Agência Tambor.
Cada qual com a sua especificidade, eles põem para desfilar no palco do espaço público atores(as) sociais geralmente silenciados ou esquecidos no agendamento midiático.
Navegando no campo da comunicação alternativa, a Agência Tambor produz diariamente um jornal transmitido na web e protagonizado por fontes autorizadas geralmente excluídas dos critérios de noticiabilidade da maioria dos meios de comunicação.
Pelas redes sociais da Agência Tambor fluem a comunidade GLBTTI, quilombolas, quebradeiras de coco, indígenas, artistas e militantes dos movimentos sociais, gente das periferias, fazedores(as) de cultura, educadores(as), agitadores e agitadoras de muitas causas nobres, entre tantas outras personagens.
O “colunismo social” da mídia alternativa está materializado nos famosos cards que apresentam a fonte entrevistada do dia, fartamente distribuídos nas redes sociais. Quem não era visto nem lembrado nas grandes empresas de comunicação tem agora um tambor para tocar.
A panfletagem eletrônica dos cards da Agência Tambor, guardadas as devidas proporções, tem aproximações com um novo tipo de colunismo social, embora a força conceitual expressiva seja o Jornalismo.
Já no site Agenda Maranhão a personagem principal é o Centro Histórico de São Luís, dando visibilidade a um território da cidade com as suas personagens, arquitetura, fazeres e saberes. Trata-se de um site especializado em Jornalismo Cultural outrora marcante no impresso.
A cidade em revista nas fotos antigas da Agenda Maranhão
O teórico dos Estudos Culturais latino-americanos Martín-Barbero tem um ensinamento precioso sobre a relação entre a produção e o consumo de bens culturais que pode ser aplicado às duas experiências mencionadas: a fruição das audiências.
As entrevistas da Agência Tambor, feitas ao vivo, são posteriormente transformadas em podcast para ouvir a qualquer tempo, arquivadas em plataformas digitais. Esse sentido da memória está presente de outra forma no site Agenda Maranhão, em um percurso às vezes inverso, quando atualiza imagens antigas meticulosamente estudadas na perspectiva da História da Fotografia.
Assim são os arquivos. Servem para guardar e revelar, estando sempre vivos como pulsação de memória.
Os usos da tecnologia mobilizam sentidos e gerações distintas nas apropriações feitas por uma rádio web (Agência Tambor) e um site (Agenda Maranhão), este com expertise em imagens analógicas – fotos antigas – atualizadas no contemporâneo.
Através da memória, as publicações vão reconstituindo a cidade velha conectada às mudanças atuais do tecido urbano. Misto de Jornalismo e entretenimento, o site Agenda Maranhão conecta o seu público ao passado saudoso da São Luís que não existe mais, a não ser na lembrança atualizada pelas fotografias puxadas no tempo.
O Jornalismo Cultural do Agenda Maranhão abraça com sensibilidade as cenas da cidade: pessoas comuns, casarões, sobrados, ruas, becos, situações cotidianas, traços provincianos e universais do território Centro Histórico.
Pesquisa de imagens é um dos focos da Agenda Maranhão
Cada qual a seu modo, as duas experiências reúnem as suas audiências mobilizadas na prática cultural do consumo (Martín-Barbero). Na pegada política do tambor rufando a tônica é o conflito, sem perder a ternura das pautas afetivas. Agenda Maranhão, por sua vez, mexe com os sentidos do seu público envolvido nos detalhes preciosos das fotos garimpadas no passado.
Vale sempre lembrar aquela alegoria da fênix associada ao Jornalismo. Segundo a mitologia egípcia, era uma ave que durava muitos séculos e, queimada, renascia das próprias cinzas.
Como forma de conhecimento da realidade, o Jornalismo costura os acontecimentos na linha do tempo. O que é notícia hoje, amanhã é História; e os fatos históricos, atualizados, são notícias contemporâneas.
Agenda Maranhão e Agência Tambor são palcos eletrônicos onde as pessoas se encontram. Está em curso um novo tipo de glamour, protagonizado por gente pobre e cidade velha pautados por memória, História e política.