Beto Ehong lança álbum ‘PAN’

O novo trabalho do músico é resultado das produções realizadas durante o período de pandemia, tem nove faixas autorais e participações de Rita Benneditto, Flávia Bittencourt, Emanuele Paz, Biodz, Tâmara Pessoa.

‘PAN’ será lançado no site oficial do artista dia 9 de setembro de 2021, às 10 horas. A plataforma www.betoehong.com  recebeu visual novo e design temático, além de rádios e DJs.

As faixas do álbum vão contando cada momento dessa fase vivida pelo artista e em sua diversidade abordam o amor, o cotidiano caótico, as essências locais e as batidas do mundo: reggae, trap, folclore e coisas ainda sem nomes.  

Faixa a faixa

O disco com Choque da Lamparina feat Emanuele Paz uma produção do maestro Ubiratan Marques e SekoBass, ambos produtores do Baiana System que trouxeram mais os temperos de Tâmara Pessôa nos vocais e a guitarra de Theo Silva da terra do Senhor do Bonfim. Em São Luís a canção de abertura recebeu gravação de voz, mix, master e a percussão do maranhense Kadu Galvão na Raflea Music.

Carta ao Mundo traz uma mensagem positiva sobre a vida e a beleza das coisas, unindo o beat de Nairon Botão com a música de concerto de Joaquim Santos.  

Na sequência as conhecidas e sucessos Tribo Futurista e Na Fita reúne participações de Rita Benneditto e Flávia Bittencourt, respectivamente.  

A quinta faixa São Luís Déjà-vu é uma homenagem à ilha de Upaon-Açu, viveiro de cultura ancestral e moderna, com produção e feat de Nairon Botão.

Em seguida a marcante e necessária Procurando a Mãe tem participação de Emanuele Paz.   

Adiante o álbum traz Falha no Sistema feat Biodz, uma hipnose analítica atual com sentimento trap, e produção de Adnon Soares da Casaloca Estúdio.

Para fechar o álbum roda Menina Boa e a dançante Orchestrap.  

Mais informações  

www.betoehong.com  

098 988052001  

mundioca@outlook.com  

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@betoehong – Twitter  

Breve também nas plataformas musicais populares.  

Rádio comunitária Ieshuá FM revela artistas na região do Alto Turi

Tudo começou no ano 2005, quando a emissora comunitária Ieshuá FM entrou no ar e realizou um festival de música para incentivar e valorizar os cantores e compositores da cidade a divulgarem suas produções.

A rádio fica localizada no município de Nova Olinda, na região do Alto Turi, no Maranhão. Ouça aqui

Depois do festival a direção da emissora decidiu criar um horário fixo na grade de programação, o “Talentos da Terra”, todos os domingos, das 12h às 14h, com a participação dos artistas da cidade.

Aos poucos o “Talentos da Terra” cresceu, ficou mais conhecido e atraiu atenção de músicos de outras cidades. “Somos um programa regional. Hoje em dia recebemos cantores e compositores de Araguanã, Zé Doca, Governador Nunes Freire (Encruzo), Maracaçumé, Centro do Guilherme e outras cidades da região. Artistas de Carutapera já estão agendados”, destacou Cícerro Ferraz, diretor da Ieshuá FM.

Transmissão ao vivo do Talentos da Terra é sucesso na região do Alto Turi

Antes da pandemia tinha um fluxo intenso de artistas na programação ao vivo do Talentos da Terra, mas atualmente, mesmo presencial, a emissora adota todos os cuidados para não aglomerar dentro da rádio. “A tecnologia facilitou a divulgação. Muitos cantores de várias regiões do Maranhão mandam músicas pelo celular para lançarmos no programa. Além disso temos lives com os músicos acompanhados do maestro “Zé do Violão”.

Durante a semana o maestro ensaia com alguns cantores para fazer a apresentação caprichada.

Edinho dos Controles e Gilvan Nascimento são sucesso na Ieshuá

“Cada domingo participam em média 3 a 4 cantores. O Talentos da Terra tem ainda muita interação, participação da audiência e transmissão ao vivo no Facebook e no You Tube da emissora. A audiência é grande. Os estilos mais tocados são reggae e brega, mas o programa é aberto a qualquer ritmo”, explicou Cícero Ferraz.

Ao longo do tempo o programa “Talentos da Terra” vem acumulando boas memórias e vitórias no trabalho de divulgação dos artistas locais e regionais. “Desse projeto alguns cantores já se profissionalizaram, como Wallison Love, Mauro Sérgio, Tony Nascimento, Lucas Monteles, entre outros artistas”, comemorou Ferraz.

Cantor Marciano, de Santa Luzia do Paruá, é um
dos talentos revelados na rádio Ieshuá

O diretor da emissora também registrou, com pesar, alguns cantores que participaram do Talentos da Terra e já estão falecidos, alguns acometidos da pandemia covid19, como o saudoso Psica, Geny, Marcos Antonio e os maestros Frank Silva e Sebastião Medeiros, que acompanhavam os cantores.

Freddie Mercury nasceu em Zanzibar. Onde fica esse lugar?

Batizado Farrokh Bulsara, o lendário vocalista do Queen, Freddie Mercury, nasceu em 1946, no arquipélago de Zanzibar, formado por duas ilhas localizadas na costa leste da África, nas águas do oceano Índico.

As ilhas pertencem ao território da Tanzânia, país unificado em 1964 após uma série de conflitos e milhares de mortos, passando a ser denominado oficialmente República Unida da Tanzânia e faz limites com Uganda, Moçambique, Ruanda, Burundi e Congo, entre outras nações.

Imagem de Stone Town ou Cidade de Pedra, onde nasceu Freddie Mercury
Imagem: iStock capturada nesse site

Os pais de Farrokh Bulsara eram “parsis”, um povo indiano de origem persa. Eles mudaram para Zanzibar quando a ilha ainda era o Protetorado Britânico de Zanzibar, onde Farrokh nasceu, em 1946. Na infância, ele foi enviado à Índia para estudar.

Antes de ser incorporada à Tanzânia, o território de Zanzibar foi dominado por vários povos e recebeu diversas influências culturais de africanos, árabes, indianos, alemães e ingleses.

O azul de Zanzibar

Uma das letras mais famosas do compositor Fausto Nilo e Armandinho, gravada pelo grupo A cor do som, faz referência à ilha de Zanzibar. (leia aqui)

Eu uma entrevista à rádio Senado, Fausto Nilo (foto), autor de letras clássicas da Música Popular Brasileira (MPB), celebrizadas por diversos intérpretes em versos cravados na nossa memória fonográfica, revela curiosidades sobre a música Zanzibar.

Veja letra abaixo:

“No azul de Jezebel no céu de Calcutá, feliz constelação
Reluz no corpo dela, Ai tricolor colar!
Ás de Maracatu no azul de Zanzibar
Ali meu coração zumbiu no gozo dela”

[…]

Aliás, bazar da coisa azul, meu only you
É muito mais que o azul de Zanzibar
Paracuru, o azul da estrela, o azul da estrela

[…]

No bairro Stone Town, reduto histórico da ilha de Zanzibar, foi construído um museu em memória de Freddie Mercury. Outras informações sobre a vida e a obra do artista podem ser vistas no filme Bohemian Rhapsody.

Breve vamos escrever sobre um memorável espaço cultural de São Luís denominado Zanzibar. Aguarde.

Imagem destacada / Freddie Mercury / capturada neste site

Banda Acústico Brasil lança a música “Sem censura”

Já está circulando nas redes sociais o mais novo som produzido pela banda Acústico Brasil, composta por músicos maranhenses profissionais com anos de estrada, tocando em bares, festas e restaurantes, além de eventos familiares no Maranhão e em outros estados.

A música “Sem censura” é o destaque do CD em fase de produção da banda.

Clique abaixo para ouvir.

Veja abaixo os integrantes da Acústico Brasil:

Ernildo # bateria

Josiel # guitarra e teclado

Catatau # percussão

Ray # vocal

Cléo # vocal

Comunicação popular e pandemia

Claudia Santiago
Jornalista e Coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação

A pandemia desencadeada pelo novo coronavírus no ano de 2019 nos fez pensar em muitas coisas. Coisas que já sabíamos, como é o caso da tremenda desigualdade social no nosso país. Para quem vive em becos nas favelas não dá para não aglomerar. Não há distância de dois metros entre as janelas sempre abertas das casas. O espirro forte atravessa a viela enquanto se assiste à TV.

Mas tudo isso foi relevado por duas palavras mágicas:

. Auxílio emergencial. Segurou a onda dos 14 milhões de desempregados e dos que, mesmo fazendo bico, precisaram do auxílio do Estado para se manterem minimamente

. SUS (Sistema Único de Saúde). Um sistema sem preconceito. Atende gente de qualquer país, de qualquer idade, cor, sexo. O SUS é mulher. O SUS é mãe.

Uso esses dois exemplos para dizer que não dá mais para negar a importância do Estado, como fazem todos os dias os meios de comunicação. Apenas o Estado é capaz de enfrentar uma pandemia, porque que isto custa caro. E quando se fala em custo, patrão não gosta.

A nossa comunicação

Só temos uma maneira de conversar com os trabalhadores e trabalhadoras sobre pandemia, pobreza, papel do Estado, lucros altíssimos dos mais ricos. Unirmos a ligação honesta, amorosa, solidária com o povo à comunicação popular. Feita de baixo para cima, ouvindo os reclames dos despossuídos, com a participação de crianças, jovens e adultos.

É ela, através da rádio ou o podcast, do celular, do jornal de papel, das redes sociais que vão nos formar e nos informar dos assuntos que interessam à nossa classe. Ela é muito importante para a organização das pessoas em luta por seus direitos. Sem comunicação não há organização popular. E sem organização, também não há comunicação popular. Elas precisam andar juntas.

Para encarar esses desafios, temos que usar todos os meios. Nosso povo gosta de telefone celular, vídeo, de música, de novela. Se é assim, assim façamos. Sem nos esquecermos do jornal impresso que, por mais que alguns o olhem com desdém, é feito em favelas cariocas por ser considerado a melhor forma de estar em contato direto e físico com os moradores, muitos com fraco acesso à internet e dados móveis.

A organização da nossa classe no século XXI passa pelo local de moradia. 50% da PEA (População Economicamente Ativa) não está representada por um sindicato formal de trabalhadores. A atuação dos sindicatos nas periferias é urgente e necessária. Vamos investir na comunicação popular assim como o Brasil de Fato vem fazendo no Paraná?

Texto publicado na edição comemorativa do número 200 do Brasil de Fato-Paraná, em 25 de fevereiro de 2020.

Claudio Lima lança single, coleção de camisetas e faz live na Casa D’Arte

O samba “Ser o Mano”, de sua autoria, estará disponível em todas as plataformas digitais a partir do próximo dia 3 de outubro. Na semana seguinte, dia 10, Cláudio Lima volta a apresentar o espetáculo “Qualhira em live”, no projeto Quintal Cultural, na Casa d’Arte, Raposa, às 17h, com participação especial de Zeca Baleiro. O repertório de “Qualhira” reúne canções que buscam uma representatividade homoafetiva.

Claudio Lima será acompanhado por Japona e Luís Cruz (violão, guitarra, percussão e bateria). No repertório, além de composições de Johnny Alf, Renato Russo, Milton Nascimento, Chico Buarque, Gilberto Gil, Cazuza, Ângela Rorô e Caio Prado, Claudio Lima vai interpretar a canção nova, “Ser o mano”, e “Qualhira”, de Zeca Baleiro, feita especialmente para a estreia do show, em 2019. Zeca também vai cantar a música. Ele enviou uma versão em voz e violão, que será mostrada na live.

“O show será basicamente o mesmo do ano passado, com alguns retoques no repertório e na interpretação. Ele conta a história dos meus 47 anos de qualhiragem por meio de canções que fizeram parte da minha vida numa época em que ninguém falava sobre o assunto. Mas a música popular falava, embora através de códigos, não abertamente como hoje”, afirma o artista.

O novo single “Ser o Mano” é um dos novos sambas do artista, que cita Caetano Veloso e Torquato Neto. “Fala sobre desigualdade, discriminação, crueldade, mas também sobre ser gente que é pra brilhar e pra desafinar o coro dos contentes”.

Camisetas – Cláudio Lima criou novas camisetas, máscaras e ecobags da coleção Qualhira. A venda dos produtos servirá para cobrir os custos do show, além de funcionar tanto para a construção de uma identidade visual como para promover engajamento. “As camisetas que estampam em letras grandes a palavra qua-lhi-ra são um sucesso… várias pessoas já me falaram que vestiram a peça e se sentiram empoderadas”. Vendas pelo whatsapp 88442173.

O clipe – “Ser o Mano” também ganhou um clipe com direção de Emanuell Rebelo, Mateus Rizoka, Tairo Lisboa e Thaís Lima. As imagens mostram o cantor em sua própria casa em tom intimista e diante do contexto da pandemia.

Qualhira

“Qualhira” é mais uma faceta de uma carreira marcada pela diversidade. Em seus três discos, Cláudio Lima cantou clássicos da música americana, como MyFunnyValentine e grandes compositores brasileiros, entre eles Tom Zé, Tom Jobim e os maranhenses Josias Sobrinho, Cesar Teixeira e Bruno Batista, entre outros.

O título do show faz uma brincadeira com o termo pejorativo local “qualhira” atribuído a homens afeminados, delicados ou gays. Um dos destaques é a música título – Qualhira – composta por Zeca Baleiro. Foi a primeira vez que Claudio Lima interpretou uma música de Zeca. “A canção tem tudo a ver com aquilo que eu quero dizer nesse momento”, afirma o cantor. 

CLAUDIO LIMA

Lançamento do single SER O MANO

Dia 3 de outubro em todas as plataformas digitais

Live Qualhira

Dia 10 de outubro – projeto Quintal Cultural -Casa d’Arte, Estrada da Raposa

Lançamento do clipe

Dia 16 de outubro

Ser o Mano (Claudio Lima)

o que adianta ser humano

se os mano não tá bem

nem mesmo pra lutar?

o que adianta ter dinheiro

e ser um prisioneiro

morando numa bolha

de falsos privilégios?

dia após dia resistindo

contra essa crueldade

de quem só quer ver à margem

os que lhe são diferentes

olho no olho, gente é gente

e gente é pra brilhar

e pra desafinar

o coro dos contentes

o que adianta ser humano

se os mano não tá bem

só mesmo pra lutar

O machado afiado da poesia e do reggae em canção e clipe

Os poetas Fernando Abreu e Celso Borges juntaram seu amor ao reggae e a música de Bob Marley para fazer uma versão livre da canção Small Axe, do cantor e compositor jamaicano.

O reggae Machado Afiado foi gravado no mês de junho e virou clipe pelas mãos de Inácio Araújo, da Carabina Filmes. O lançamento acontece no próximo sábado.

Na primeira etapa do projeto, em junho, os poetas gravaram a parceria no Estúdio Zabumba Records. A produção musical foi assinada pelo percussionista Luiz Claudio que, também, tocou na sessão. Fernando Abreu fez os violões e dividiu os vocais com Celso Borges; Jesiel Bives tocou teclados e baixo; e George Gomes, bateria. Jailton Sodré gravou, mix e masterizou a faixa.

No mês seguinte, a dupla saiu às ruas, acompanhada pela câmera de Inácio Araújo, da Carabina Filmes, e gravaram imagens na Praia Grande. A edição final do clipe terá também a participação especial do artista plástico Edson Mondego tocando berimbau.

“Nos divertimos muito nas gravações, tanto no estúdio quanto nas ruas do centro. A gente sabe que não é cantor nem tem pretensões de seguir carreira ou algo parecido.  Machado Afiado é antes de qualquer coisa uma homenagem a Bob Marley, um  cara que admiramos muito”, afirma Celso Borges.

Para o poeta Fernando Abreu “o reggae e Bob Marley estão misturados com a poesia da gente desde o começo. Estamos muito felizes de cantar uma letra que é uma leitura livre mas reverente de um poeta do povo, que sempre será farol e referência”.

MACHADO AFIADO

Versão livre de Fernando Abreu e Celso Borges
Para a música Small Axe, de Bob Marley

Se é tarde eu não sei
Resistimos
Somos Davi
Se você é Golias

A gente vai pra cima de ti
É inútil fugir
Tu queda é pra já
Cadê tua coragem?

Você me dá pão e circo
Querendo se dar bem
Mas o pau que dá em Chico
Dá em Francisco também

Você cavou sua cova
Se envenenou com seu ódio
Eu já disse e vou repetir
Sai fora, man
Sai fora
É capoeira pra cima de ti
Não corre man
Não corre

Você me dá pão e circo
Querendo se dar bem
Mas o pau que dá em Chico
Dá em Francisco também

Live solidária celebra Dia Nacional dos Bancários em São Luís

Com transmissão pelo youtube e TV Guará, a data comemorativa terá apresentações de Sexteto Crivador, Chico Chinês e Serrinha do Maranhão (do Samba de Iaiá) e Tom Cléber (foto acima)

Entre o final de 2018 e início de 2019 o Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Maranhão (Seeb/MA), popularmente conhecido como Sindicato dos Bancários, aprofundou a incorporação da dimensão cultural às lutas travadas cotidianamente pela categoria. Nascia assim, à época, o projeto RicoChoroComVida Pra Luta, que levou ao palco de sua sede social (Av. Gal. Arthur Carvalho, 3.000, Turu), diversos nomes da música instrumental e da música popular produzida no Maranhão, que por motivos de força maior, estacionou em apenas uma temporada.

Revivendo aquele momento, importante para a categoria e para a classe artística, é nesse clima que será comemorado o Dia Nacional dos Bancários no Maranhão. O estúdio da TV Guará (canal 23 na tevê aberta) receberá, no próximo dia 29 de agosto (sábado), às 20h, um sarau musical em formato de live, como recomendam o bom senso e os cuidados com a saúde e segurança de todos – cantores, instrumentistas, profissionais envolvidos, a categoria homenageada e o público em geral.

O sarau musical seguirá o modelo estabelecido pelos projetos RicoChoroComVida na Praça e Pra Luta, com uma formação instrumental abrindo a noite e depois acompanhando importantes nomes de nossa música popular. A transmissão será ao vivo – a partir do estúdio da TV Guará, sem a presença de público – pelo canal do sindicato no youtube (youtube.com/bancariosma) e pela TV Guará, simultaneamente e com tradução em Libras, garantindo a acessibilidade cultural. A produção é de RicoChoro Produções Culturais.

O anfitrião da noite festiva será o Sexteto Crivador – originalmente um quarteto, ganha o reforço dos percussionistas Marcos Paulo e Vinicius Filho, para abrilhantar ainda mais a festa. O grupo é formado por Rui Mário (sanfona), Marquinho Carcará (percuteria), Luiz Jr. Maranhão (violão sete cordas) e Robertinho Chinês (bandolim e cavaquinho).

Os convidados do grupo serão os cantores Serrinha e Chico Chinês (do Samba de Iaiá) e Tom Cléber, numa noite que promete, no cardápio musical, o melhor do choro, do samba e da música popular brasileira.

Atrações

Crivador é o nome de um dos três tambores da parelha do tambor de crioula. O nome foi escolhido pela característica do grupo, de mesclar o choro e outras vertentes da música instrumental brasileira a ritmos da cultura popular do Maranhão. Originalmente o grupo tem o bandolinista Wendell de la Salles em sua formação.

Tom Cléber – Nascido em São João dos Patos, no interior do Maranhão, o ídolo romântico Tom Cléber está acostumado a grandes plateias, vendagens consideráveis de discos e hits de rádio, no Maranhão e fora dele, entre releituras de clássicos populares e composições autorais.

Serrinha – Serrinha do Maranhão fez fama na década de 1990, a partir da Madre Deus, à frente do grupo Serrinha e Companhia, muito requisitado nas rodas de samba e pagode da ilha. Gravou o disco “Na palma da mão”, contando com a participação especial do sambista Jorge Aragão, autor de “Uns e alguns”, faixa de abertura do disco, cujo refrão acabou intitulando o trabalho, que conta com as participações especiais do Regional Tira-Teima e Zeca do Cavaco, que empresta sua voz ao clássico “Das cinzas à paixão”, de Cesar Teixeira.

Chico Chinês – Os olhos puxados deram a ele o apelido de Chinês, com que ficou conhecido nas rodas de samba da capital maranhense, principalmente como integrante do grupo Espinha de Bacalhau. O percussionista é pai do bandolinista e cavaquinhista Robertinho Chinês.

Festa solidária – “Sem dúvida, será um show de atrações e de solidariedade. Em razão da pandemia, pela primeira vez a festa será online, mas a animação e qualidade de sempre estarão presentes, ainda mais com esse objetivo de ajudar o próximo e preservar vidas. Bancários, bancárias e a sociedade em geral, prestigiem!”, convidou o Presidente do Seeb/MA Eloy Natan. A live tem caráter solidário e a arrecadação será destinada ao Instituto AntonioBrunno, de apoio a pacientes com câncer. Haverá sorteio de brindes para bancários em dia com suas obrigações sindicais.

Dia dos Bancários – O Dia Nacional dos Bancários é celebrado em 28 de agosto desde 1951. A data foi escolhida após uma grande assembleia da categoria, que reivindicava aumento salarial após 69 dias de paralisação – uma das mais longas e vitoriosas da história.

Serviço

O quê: live/sarau musical em comemoração ao Dia Nacional dos Bancários

Quem: Sexteto Crivador, Chico Chinês e Serrinha do Maranhão (do Samba de Iaiá) e Tom Cléber

Quando: dia 29 de agosto (sábado), às 20h

Onde: transmissão pelo canal do Seeb/MA no youtube(youtube.com/bancariosma) e pela TV Guará (canal 23 da tevê aberta)

Quanto: evento gratuito e online. As doações arrecadadas serão destinadas ao Instituto Antonio Brunno.

Copo vazio

Texto do jornalista Benedito Lemos Junior

O ano é de 1974, Gilberto Passos Gil Moreira, ou simplesmente Gilberto Gil, após um jantar, olha para um copo vazio logo ali, após alguns tragos de vinho e eis que brota um de seus belos rebentos, “Copo Vazio”: um poema, uma canção, uma melodia que “embala”, até os dias de hoje, gerações para “lembrar que o ar sombrio de um rosto está cheio de um ar vazio daquilo que no ar do copo ocupa um lugar”.

E, assim, “Copo Vazio” virou uma marca de uma geração, que sempre aos finais de semana e em encontros marcados ou casuais, não podia deixar faltar a lembrança, reviver e celebrar que “o ar no copo ocupa o lugar do vinho, que o vinho busca ocupar o lugar da dor, que a dor ocupa metade da verdade, a verdadeira natureza interior”.

Éramos uma geração de utopias, sonhos, conflitos, intensas paixões, mas também com seus dilemas, seus conflitos, suas metades; “uma metade cheia, uma metade vazia; uma metade tristeza, uma metade alegria, a magia da verdade inteira, todo poderoso amor”.

E, assim, sempre íamos seguindo a vida andando com fé, esperança em dias melhores para todos, carregando em nossas costas a vontade de mudar o mundo, conquistar a “paz” e sermos livres de todos os preconceitos ou ideias pré-concebidas.

E, essa era nossa fé, “num pedaço de pão, na maré, na lâmina de um punhal, na luz e na escuridão”, como dizia Gilberto Gil: “Que a fé não costuma faiá na manhã ou no anoitecer, ou no calor do verão”.

Mas, nem sempre era tão fácil, eram muitas as dificuldades, as lutas diárias, as batalhas que davam vontade de fugir para “outro lugar comum, o outro lugar qualquer, onde haja só meu corpo nu junto ao seu corpo nu”.

A vida foi e vai se transformando como uma antena parabólica camará de Gil que, muitos antes de muitos, já dizia “quando dava, quando muito, ali defronte, o horizonte acabava. Hoje lá trás dos montes, den de casa”, podemos girar, o mundo, num mundo que as voltas dão.

Voltas que dão e retornam ou permanecem no mesmo lugar: a violência, seja ela física ou psicológica, e o desrespeito contra a mulher continuam assustadores e o machismo fazendo eco em nossa sociedade cada vez mais hipócrita, que vai jogando para debaixo do tapete a sujeira da intolerância, da violência e da podridão.

Mas, algum dia há “vingar” o Super-Homem de Gil e nós os homens, em especial, possamos entender que a “minha porção mulher, que até então se resguardara, é porção melhor que trago em mim agora, é que me faz viver”, como sempre ouvia em tom suave da minha mãe em “uma oração singela de respeito e amor” e por você e “sempre por ela ser”.

Extra, extra, extra vendendo sonhos e ilusões, como faziam os jornaleiros, gritando manchetes sensacionalistas, que “rachem os muros da prisão, pois resta uma ilusão, abra-se cadabra, a prisão” e todos nós “pelo nosso amor em Cristo ou Oxalá”, vamos cair na Gandaya “sobre a chuva que cai e ver o sol aparecer”.

Imagem destacada / Gilberto Gil (capturada nesse site)

Livro reúne artistas e pesquisadores para debater a Contracultura no Brasil

Transas da Contracultura Brasileira, organizado por Isis Rost e Patrícia Marcondes de Barros, reúne artigos, poemas, entrevistas, depoimentos e ensaios. Traz nomes como Chacal, Jards Macalé, Luiz Carlos Maciel e os maranhenses Murilo Santos e César Teixeira, além de pesquisadores de diferentes locais do país.

Transas da Contracultura Brasileira resulta do encontro de duas pesquisadoras ligadas na efervescência cultural dos anos 1960 e 1970, Isis Rost, gaúcha radicada em São Luís, e Patrícia Marcondes de Barros, paulistana que vive atualmente em Londrina. Elas reuniram vasto material, que alinha entrevistas e depoimentos de personagens expressivas daqueles anos – tempos de explosão criativa, transformações comportamentais profundas e também de muita repressão política – com textos de pesquisa.

Capa do livro Transas da Contracultura Brasileira


“É um passeio por nomes da literatura, do jornalismo alternativo, da música, das artes cênicas e do audiovisual, quase sempre mais próximos do lado B e da experimentação, numa linguagem direta, sem os excessos teóricos e insossos dos textos acadêmicos”, afirma o professor Flávio Reis, que responde pela coordenação editorial do projeto.

Na primeira parte, temos entrevistas e depoimentos de Luiz Carlos Maciel, Ricardo Chacal, Jards Macalé, Helena Ignez, ao lado dos maranhenses Cesar Teixeira e Murilo Santos, integrantes da primeira turma do Laborarte, e de Edmar Oliveira, participante da cena que se desenvolvia em Teresina, além de uma entrevista realizada por Joca Reiners Terron com Régis Bonvicino sobre Walter Franco.

A segunda parte reúne pesquisadores e colaboradores de diferentes cidades como Teresina, São Luís, Londrina, Rio de Janeiro e São Paulo. Os textos enfocam aspectos diversos da efervescência cultural entre os anos 1960 e 1980, da Tropicália ao movimento Punk, nas áreas de poesia, música, cinema, imprensa alternativa e teatro. Entre os poetas convidados, Celso Borges, Cesar Carvalho e Durvalino Couto Filho.

Um dos ícones da contracultura, Chacal é parte do livro “Transas da Contracultura Brasileira”


“A concepção gráfica do projeto se aproxima do universo das publicações alternativas, ponto em comum entre eu e Patrícia, que conheci em 2018. Desde o ano passado existia a urgência de um projeto que resgatasse, neste período sufocante que atravessamos, os elementos transgressores da contracultura. O livro teve seu pontapé inicial quando nos encontramos pessoalmente pela primeira vez no Rio de Janeiro, em fevereiro, já no dia da entrevista com Chacal”, afirma Isis Rost, que assina o projeto gráfico e a diagramação de Transas da Contracultura Brasileira”. 

O e-book é mais um lançamento da Editora Passagens e estará disponível para download gratuito a partir do dia 26 de julho no blog da Editora Passagens editorapassagens.blogspot.com

O livro abre com um poema de Celso Borges anunciando os ingredientes e o sabor do caldeirão da contracultura.

Olhali Olhalá
Wally alado
No colo de Jorge Salomão
Tresloucado
No caldeirão da contracultura
Meu poema também cabe?
Quem sabe
Deitando e rolando no Gramma
No Drops de Abril de Chacal
Que tal
No coração samurai de Catatau
E coisa e tal
meu poema
Olé olá
No parangolé Tropicália de Oiticica
Que delícia
Meu poema enfim
Nos paletós de Francisco Alvim
Quem sabe
Maio 68 nos muros de Berlim
Meu poema lero lero
Ainda cabe até o fim
Na boca de Cacaso eu quero
Dentro de mim um anjo da contracultura
Que nas asas de Ana C. César
Sobrevoe aquela manhã azul de Ipanema
Queda para o alto
Meu poema
Meu treponema não é pálido nem viscoso
na fumaça de um fino
meu poema
panamérica de Agripino
colírio no olho do sol
quem sabe
nas bancas de revista
Warhol na capa mijando no urinol
de Duchamp
Roda, roda e avisa
Um minuto pros comerciais
Alô, alô, Tristeresina
Vai ver Torquato
Na discoteca do Chacrinha
Vai, Drummond, ser guache
Nas aquarelas da contracultura
Quem sabe!
Quem sabe desfolho a bandeira
Na parte que me cabe
Quem sabe?
Quem sou?
Eu sei
Eu não sei
Por isso
Meu poema vai
e voa
em vão
meu poema nem Seu Sousa
vai e vem e vaia
o caldeirão
da contracultura
não
Me segura que vou dar um traço

SERVIÇO

Transas da Contracultura Brasileira

Organizado por Patrícia Marcondes de Barros e Isis Rost

Editora Passagens – São Luís, 332 páginas

Coordenação editorial – Flávio Reis

Projeto gráfico e diagramação – Isis Rost

Download gratuito a partir do dia 26 de julho no blog da
Editora Passagens: editorapassagens.blogspot.com

Imagem destacada / divulgação / Poeta Ana Cristina Cesar é uma das referências do livro