MST relembra os 25 anos do Massacre de Eldorado do Carajás com ações por todo o país

Abril é mês de luta para o movimento, que neste ano realiza atos virtuais, doação de alimentos e plantio de árvores

Marcelo Ferreira / Brasil de Fato | Porto Alegre

Todos os anos, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) transforma o mês de abril em período de luta camponesa internacional em defesa da Reforma Agrária e de luto pela memória dos 21 sem terra assassinados no dia 17 de abril de 1996, no sul do Pará. Nesta data ocorreu o massacre de Eldorado do Carajás, que completa 25 anos com o país sob uma pandemia em descontrole sob o governo Bolsonaro e ataques às conquistas da Reforma Agrária e dos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros.

Por conta da necessidade de isolamento social para conter o avanço da pandemia, a Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária do MST ocorre, pelo segundo ano consecutivo, com atos simbólicos e atividades virtuais. Neste sábado (17), às 10h, aconteceu o Ato Político-Cultural Internacional que resgata a memória das vítimas do massacre e os 25 anos de sua impunidade. A atividade também celebra as batalhas do MST e debate os principais desafios da classe trabalhadora.

Já em andamento, desde o dia 10 de abril é realizada a 15ª edição do Acampamento Pedagógico da Juventude Oziel Alves, desta vez em formato online. O acampamento, que tradicionalmente é na Curva do “S”, em Eldorado do Carajás, onde foi o massacre, abriu a Jornada Nacional de Lutas e segue até o dia 17 com informações, oficinas, atividades culturais e de memória sobre os assassinatos.

Durante o ato de hoje foi lançada a Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária (JURA), que desde 2014 vem mobilizando várias instituições de ensino superior na defesa da Reforma Agrária e da educação pública como bases para construção de um projeto popular para o país. No domingo (18), serão realizadas ações de solidariedade em todo o país.

A Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária encerra no dia 21 de abril com a perspectiva da luta pela vida, a partir da recuperação de áreas degradadas por meio da campanha “Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis”. Lançada em 2019, a proposta é que em 10 anos as famílias acampadas e assentadas da Reforma Agrária e a sociedade em geral plantem 100 milhões de árvores em todo o país.

“A solidariedade é a base da resistência política de todas as ações que estão sendo construídas”, disse Marina dos Santos, da direção nacional do movimento, em coletiva de imprensa do MST realizada nesta sexta-feira (16). “Todos os estados estão com ações planejadas, especialmente para amanhã, com doação de alimentos. Em muitos lugares terão paralisações com faixas e cartazes, mantendo viva a memória de Eldorado do Carajás e fazendo parte da caminhada nacional e internacional para todos terem acesso à vacina contra a covid, ao auxílio emergencial enquanto dure a pandemia e pela bandeira geral ‘Fora Bolsonaro’ que o MST encampou.”

Governo federal promove “entulhos autoritários”


Jornada que marca o Abril Vermelho deste ano terá atividades on-line, além de ações de solidariedade e plantio de árvores / Comunicação MST

Segundo a dirigente, as lutas e bandeiras da Reforma Agrária estão inseridas no contexto que o Brasil está vivendo de crise política, econômica e ambiental, onde as políticas de Reforma Agrária não estão desconectadas das políticas nacionais adotadas pelo governo federal. “Na questão agrária brasileira, o governo federal tem realizado entulhos autoritários agrários. São novas normativas que o governo vem construindo para favorecer o grande latifúndio, fazendeiros, donos de terras, o agronegócio, em detrimento dos camponeses familiares, indígenas, quilombolas, assentamentos, ligados às nossas bandeiras.”

Ela alerta que o governo vem tentando promover a regularização fundiária na Amazônia para colocar as terras também à disposição dos grandes proprietários. Somado a isso, estão os crimes ambientais, “desde o fogo, o desmatamento, a venda de madeira ilegal por parte do agronegócio com proteção tanto do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, quanto do próprio Bolsonaro”.

Destaca ainda o aumento da repressão com “atuação de milícias, jagunços, junto com proprietários da fazendas, que vão em nossas áreas fazer ameaças”. Além disso, o governo trabalha para criar normas para retirar o tema da função social da terra urbana e rural da Constituição Federal. “Isso excluiria a possibilidade de Reforma Agrária no país, considerando que ela é garantida na Constituição e é a base das ocupações que o MST tem feito nesses mais ou menos 36 anos”, destaca Marina.

Outro elemento que também tem com a ver a política agrária, conforme a dirigente, é o aumento da fome. “Nos últimos dias temos visto diversos estudos com números alarmantes. Temos hoje no Brasil 19 milhões de pessoas sem acesso à comida todos os dias. Por outro lado, somos um país que tem condições de produzir comida para todos os brasileiros e também para o continente latino-americano”, avalia.

Massacre segue impune


Ações também cobram vacinação em massa, auxílio emergencial e o impeachment de Bolsonaro / Igor de Nadai/MST-PR

O massacre no município Eldorado do Carajás foi promovido pela Polícia Militar do Pará que matou 21 sem terra no local conhecido como Curva do “S”, no final da tarde de 17 de abril de 1996. Cerca de 1.500 sem terra estavam acampados reivindicando a desapropriação da fazenda Macaxeira. Até hoje, o crime segue impune. Os mais de 100 policiais foram absolvidos.

“Neste massacre, para nós que participamos, antes e depois, fica a dor dos camponeses e das famílias, a dor do MST de não ter acontecido ainda um julgamento para essa questão. O MST continua lutando para um dia ver um julgamento justo aqui no estado do Pará”, afirma Francisco Moura, o Tito, do MST do Pará e da Frente de Marcha do MST nacional.

Ele destaca que muitas famílias que passaram pelo massacre ficaram com grandes sequelas. “É gente que não pode trabalhar, não pode fazer as atividades no campo. Hoje o estado é negligente sobre o massacre, alguns foram indenizados, outros não, outros vivem com muita dificuldade porque tirou o trabalho dos camponeses”, afirma Tito.

Segundo ele, a violência contra camponeses no Norte do país segue ocorrendo, tanto no que se refere a despejos indevidos mesmo durante a pandemia, como violência física praticada por “jagunços e milícias da região”. “Estamos buscando com outros movimentos aqui da região, com a CPT, para ver como fortalecer a luta contra o despejo na pandemia. É preocupante, dramático e perigosa essa situação, existe despejo clandestino na calada da noite e pode ocorrer outro massacre aqui na região”, releva.

Após 25 anos, muitos ainda não têm terra

João Paulo Rodrigues, também da direção nacional do MST, recorda que o massacre de Eldorado do Carajás marcou um momento de popularização da Reforma Agrária no país. “A grande marcha de 1997 obrigou o governo de Fernando Henrique Cardoso a oficializar a Reforma Agrária e um conjunto de políticas que se consolidou no governo Lula”, conta.

A Marcha Nacional por Emprego, Justiça e Reforma Agrária, a que João Paulo se refere, cumpriu o objetivo de chegar em Brasília no dia que completou um ano do massacre de Eldorado do Carajás. A marcha partiu de três colunas, uma da capital paulista, uma de Governador Valadares (MG) e outra de Rondonópolis (MG). Cerca de 1.300 sem terra atravessaram o país a pé para se juntar a mais de 100 mil pessoas, episódio que ficou conhecido como “A Marcha dos 100 mil”.

O dirigente aponta que a data de resistência deu origem ao Dia Internacional da Luta Camponesa, celebrada em mais de 78 países, e no Brasil foi criado o Dia Nacional da Luta pela Reforma Agrária. Ao mesmo tempo, relata uma série de preocupações.

“Nos preocupa que, 25 anos depois, temos ainda uma quantidade imensa de famílias sem terra no Brasil e muitos acampados. São quase 200 mil famílias acampadas em condições as mais diversas nas beiras de estradas e latifúndios improdutivos”, afirma. Ele destaca ainda que o atual momento é mais desafiador, tendo o governo Bolsonaro e seu projeto para o campo dividido em três aspectos: “armamento do latifúndio, regularização fundiária para privatizar 20 milhões de hectares de terras para a iniciativa privada e a prioridade para o agronegócio, deixando o valor do dólar alto para priorizar a exportação da soja e desabastecer todas as políticas públicas de Reforma Agrária”.

Calendário de lutas da Jornada de Abril

10 a 17/04 – 15º Acampamento Pedagógico da Juventude da Sem Terra Oziel Alves Pereira;

16/04 – Ação nas redes sociais;

17/04 – Dia Internacional da Luta Camponesa. Ato Político-Cultural às 10h (virtual). Dia “D”, com ações simbólicas às 9h. Ação nas redes sociais com twittaço;

18/04 – Ações de solidariedade por todo o país;

21/04 – Ações do Plano Nacional “Plantar Árvores, Produzir Alimentos Saudáveis”

Edição: Katia Marko

Imagem destacada / Acampamento Pedagógico da Juventude, realizado em 2016 em Eldorado do Carajás / Foto: Marcelo Cruz

Em reunião com a ONU, Flávio Dino pede quebra de patentes para ampliar produção da vacina contra a Covid-19

O governador Flávio Dino representou o Nordeste, nesta sexta-feira (16), durante reunião virtual entre o Fórum de Governadores do Brasil e a Organização das Nações Unidas (ONU). Na oportunidade, ele defendeu a quebra temporária das patentes das vacinas contra a Covid-19 para acelerar a imunização da população mundial.

Amparado na função social da propriedade intelectual, Dino destacou que existe uma super-demanda e uma capacidade limitada na produção de vacinas. Além disso, pontuou que a comunidade científica ainda não sabe se será necessário realizar anualmente a imunização contra o coronavírus.

“Nós temos mecanismos internacionais em que há a quebra de patentes para que outros países possam produzir vacinas em maior quantidade, inclusive o Brasil. Percebi uma acolhida muito positiva por parte da ONU e quero crer que esse debate vai se colocar para uma deliberação internacional, uma vez que há muitos organismos, entidades, lideranças e personalidades em nível global defendendo essa saída”.

Secretária geral adjunta da ONU, Amina Mohammed, comentou que é realmente necessário buscar a vacina, além de trabalhar para diminuir a transmissão da doença. “Vamos olhar para outros países e ver a necessidade de redobrar esse esforço para produção o mais rápido possível, para vacinarmos 75% da população que se qualifica para a vacina. Também gostaríamos de falar sobre equipamentos médicos, para tratamento, e é um fator, nós temos uma realidade, onde 3 mil pessoas estão morrendo todos os dias, e nós temos que impedir ou prevenir isso. E, para fazer isso, nós temos que parar a transmissão”, comentou.

A reunião virtual foi moderada por Marlova Noleto, cordenadora residente da ONU no Brasil. Também participaram do encontro os governadores Wellington Dias, do Piauí; Wilson Lima, do Amazonas; Ronaldo Caiado, de Goiás; José Renato Casagrande, do Espírito Santo; e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

Imagem destacada / Governador Flavio Dino em ambiente on line participou da reunião em que defendeu a quebra de patentes / Foto: Gilson Teixeira

Projeto que define educação como atividade essencial pode transformar escolas e universidades em campos da morte

O projeto de lei (PL 5594/20), já aprovado em regime de urgência na Câmara dos Deputados, quer transformar em serviços essenciais a educação básica e o ensino superior das redes pública e privada. Na sua justificativa, o texto apresenta “um objetivo muito simples: estabelecer que a educação se torne atividade essencial em todo o território nacional. Diante disso, procura-se garantir a retomada das atividades escolares no formato presencial”.

A votação da urgência teve 307 votos favoráveis e 131 contra.

Caso seja aprovado em definitivo, o projeto pode obrigar os trabalhadores da educação (professores, técnicos do setor administrativo, auxiliares e terceirizados) a retornarem às atividades presenciais.

A proposta é das deputadas Adriana Ventura (Novo-SP), Aline Sleutjes (PSL-PR) e Paula Belmonte (Cidadania-DF). Segundo o texto, no parágrafo 7º-D, estão incluídas entre as atividades essenciais “as aulas presenciais nas unidades das redes pública e privada de ensino, no âmbito municipal, distrital, estadual e federal, relacionadas à educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, Educação de Jovens Adultos (EJA), ensino técnico, ensino superior e afins.”

Parlamentares de oposição e sindicatos teceram críticas ao projeto. “Reabrir escolas nesse momento é uma política de morte. As nossas escolas não estão sendo preparadas para esse retorno”, pontuou a presidente do Andes Sindicato Nacional, Rivânia Moura, defendendo a vacinação em massa e um plano sanitário com todas as condições de segurança à saúde dos trabalhadores e trabalhadoras da educação.

Presidente do Andes, Rivânia Moura, diz que volta às aulas é genocídio

Além de colocar em risco a vida de professores, estudantes, familiares de alunos e todo o conjunto de trabalhadores das escolas e universidades, o PL pode restringir direitos dos professores às manifestações e reivindicações, como as greves. Se a educação passar a ser enquadrada como atividade essencial, terá implicações nas formas de mobilização e luta dentro das instituições, principalmente nas universidades federais.

Caso seja considerado atividade essencial, o setor da educação poderia paralisar apenas 30% dos trabalhadores, obrigando 70% a manter as atividades normalmente.

Vários analistas interpretam o projeto como tentativa de cercear um dispositivo constitucional – a greve – duramente conquistado pelos trabalhadores como forma de mobilização pelos seus direitos.

O Consed (Conselho Nacional de Secretário de Educação) divulgou nota contra o PL que torna as aulas presenciais um dos serviços essenciais no país, mesmo durante a pandemia do novo coronavírus. Segundo o conselho, o texto é mais uma forma de pressão sobre os governadores e prefeitos que suspenderam aulas presenciais para conter o avanço da covid-19.

Rádio Abraço Saúde e as vacinas: novo programa esclarece dúvidas sobre a imunização contra a covid19

A Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão começa a circular hoje nas emissoras filiadas mais um programa da série Rádio Abraço Saúde com o tema vacina.

No formato de entrevista, o programa tem como fonte a médica infectologista Maria dos Remédios Freitas Carvalho Branco, doutora em Medicina Tropical e Saúde Internacional, pesquisadora e professora associada da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Ouça abaixo o programa

Rádio Abraço Saúde é uma produção que tem o objetivo de informar a população sobre a pandemia covid19, destacando a importância das medidas sanitárias e os cuidados no dia a dia para evitar a contaminação.

O tema vacina já havia sido abordado no programa de fevereiro de 2021, mas diante do crescimento do número de casos e do surgimento de variantes do vírus causador da doença, a Abraço Maranhão está retomando o tema.

“Através do rádio temos a responsabilidade e o compromisso com a informação confiável para orientar e educar a população, levando conteúdo verdadeiro sobre um aspecto tão importante como a imunização”, destacou o engenheiro Fernando Cesar Moraes, dirigente da Abraço Maranhão.

Equipe do programa Rádio Abraço Saúde

Roteiro: Ed Wilson Araújo

Locução: Marcio Calvet e Lanna Gatinho

Produção: Fernando Cesar Moraes

Edição: Marcio Calvet

Direção: Ed Wilson Araújo

Tribo Futurista: Beto Ehong e Rita Benneditto juntos em clipe musical

Agora é oficial. O clipe musical Tribo Futurista, com Beto Ehong e Rita Benneditto, será lançado dia 22 de abril de 2021, às 18h, no Youtube. Depois de meses de produção, o trabalho será oferecido ao público. A música aborda questões importantes do cenário atual da sociedade brasileira, como religiosidade, antirracismo e a imaginação como ferramenta de transformação.

O trabalho foi produzido em um formato todo especial, cheio de cores, representatividade e referências universais do amor e da liberdade, além da pegada dançante que leva o público para a pista.

Assim, o clipe cria um universo distinto e une Rita e Beto em um mundo futurista, usando foto/animação, multicoloridade e a importância de estar vivo e resistindo. Em São Luís, além da voz de Beto Ehong, foi gravada também a guitarra de Filipe Lisboa.

Já Rita Benneditto registrou sua participação no Eme Studio, localizado na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, sob a batuta técnica de Tuta Macedo e o guitarrista Fred Ferreira. Fizeram parte da produção geral Nairon Botão, Emílio Sagaz, Filipe Lisboa, Elza Ribeiro, Tuta Macêdo, Fred Ferreira, as fotógrafas Natália Swiatopovski Misk, Elisa Gaivota, Emir Penna, Gal Oppido, Marcio Vasconcelos, Chuseto e Emílio Sagaz.

O argumento é de Beto Ehong, roteiro e direção de Emílio Sagaz, montagem e color Daguerre Conteúdos, produção musical da Raja Home Studio e direção executiva MundiOca Produções. A artista Rita Benneditto é gentilmente cedida pela gravadora Elza Ribeiro Produções.

O clipe será divulgado no canal Beto Ehongue no You Tube

Mais informações: https://www.betoehong.com

Instagram @betoehong

Instagram @amundioca

Grupo de Pesquisa da UFMA realiza workshop sobre modelos de negócios e tecnologias digitais de comunicação

Empreendedorismo. Tecnologias digitais de comunicação. Inovação. Modelos de negócios. Se você tem interesse em algum desses temas, vai gostar de participar desse evento gratuito.

O Grupo de Pesquisa ETC (Comunicação, Tecnologia e Economia), vinculado ao Departamento de Comunicação Social e ao Mestrado Profissional em Comunicação da UFMA, realiza workshop gratuito sobre os potenciais dos modelos de negócios da economia da confiança para a cidade de São Luís (MA). O evento será online, através do Google Meet, no dia 22 de abril de 2021 às 19h.

O workshop faz parte da pesquisa “Empreendedorismo e colaboração: as tecnologias digitais de comunicação e o estímulo à inovação em modelos de negócios”, coordenada pelo professor Ramon Bezerra (UFMA) com financiamento da FAPEMA (Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão).

No evento serão apresentadas iniciativas da economia da confiança identificadas na pesquisa e discutida a viabilidade dos modelos de negócios dessas organizações na cidade de São Luís (MA). Por isso, o intuito é reunir pessoas que já tenham familiaridade com o ecossistema empreendedor da cidade e/ou estejam dispostas a atuar nele.

economia da confiança diz respeito a um processo comunicacional por meio do qual é possível acessar produtos e serviços através do compartilhamento impulsionado pelas tecnologias digitais de comunicação e possui três características: a dinâmica entre pares, a confiança entre desconhecidos e a existência da abundância de recursos e não da escassez.

INSCRIÇÕES. Para participar é preciso se inscrever, gratuitamente, preenchendo o formulário disponível neste link. O link para a sala do Google Meet será enviado posteriormente para as pessoas cadastradas. Para facilitar o diálogo no workshop, as inscrições são limitadas e, caso seja necessário, serão priorizadas as pessoas que possuam algum tipo de relação com o ecossistema empreendedor de São Luís (MA).

PARA SABER MAIS. Se quiser conhecer o ETC e suas pesquisas acesse o perfil no Instagram.

MAIS INFORMAÇÕES: É só enviar um e-mail para etc@ufma.br.

Pajelança gospel irresponsável

Sem máscara e aglomerados, alguns pastores evangélicos fizeram uma grotesca pajelança gospel em frente ao STF, durante a votação sobre a abertura das igrejas no período mais crítico da pandemia.

Mercadores da fé, apenas pensando no dízimo, esses maus elementos querem levar os crentes incautos à morte.

Tudo por dinheiro.

Abaixo, o tweet de uma bolsonarista defendendo o ato insano.

Por uma política de manejo florestal de base comunitária no Pará: série de reportagens recupera saga de quase dez anos de luta

Blog Furo, editado pelo jornalista e professor universitário Rogério Almeida

Há nove anos comunidades tradicionais do estado do Pará empreendem uma luta para a efetivação da Política Estadual de Manejo Florestal, Comunitário e Familiar (PEMFCF). A jornada é realizada em parceria com ONGs e pesquisadores de variadas formações. 

Além da defesa do território, a política almeja financiamento para ações que possam garantir, além do uso racional dos recursos, a melhoria da qualidade de vida dos moradores de projetos de assentamentos agroextrativistas, territórios quilombolas e outras modalidades.

A série de três reportagens assinada por Rogerio Almeida e edição de Kátia Marko pode de ser acessada no site do Brasil de Fato do Rio Grande do Sul, onde o combate  popular encurtou a distância entre o Sul e o Norte. Saravá!!!

Abaixo os links com as matérias.

Primeira reportagem – o triste contexto de desmatamento e violência no Pará 

Segunda reportagem – A peleja pela efetivação da PEMFCF

Terceira reportagem – afinal de contas, o que é o manejo florestal de base comunitária?

Imagem destacada / Uma das muitas etapas de debate sobre o pleito para a efetivação da Política Estadual de Manejo Florestal Comunitário e Familiar / Fonte: site do Observatório do Manejo Florestal Comunitário

Luto no Apeadouro: pandemia leva vizinhos históricos do bairro

O bairro do Apeadouro, um dos mais tradicionais de São Luís, perdeu hoje o aposentado José Braga Cantanhede, o popular “Caju” ou “Seu Braga”, aos 87 anos de idade.

Morador da rua Sousândade, era um assíduo leitor de jornal impresso e ouvinte de rádio AM, flamenguista roxo e torcedor do Maranhão Atlético Clube, o MAC, em São Luís.

“Seu Braga” era leitor assíduo de jornais e admirava a “Coluna do Sarney”

“Seu Braga” trabalhou durante muito tempo na Oleama (Oleaginosas Maranhense SA). Deixa filhos, esposa, netos e uma saudade imensa.

Um dos seus assuntos prediletos era a política. Antes da pandemia, foi entrevistado pelo repórter Thiago Bastos, do jornal O Estado do Maranhão, para a produção de uma das suas belas reportagens especiais sobre memórias de São Luís.

A família Braga é muito querida no Apeadouro, território afetivo de São Luís, visitado em 2020 para uma das produções do teatro multimídia “Pão com Ovo”. Durante o bate-papo com os moradores, os artistas conheceram “Seu Braga” ou “Caju” e o primogênito José Braga Cantanhede Filho, o também popular “Braga” ou “Braguinha”.

A pandemia covid19 já fez várias vítimas no bairro. No primeiro semestre do ano passado faleceram, na mesma rua Sousândrade, o querido casal Norberto Guimarães (89 anos) e Maria da Conceição Ferreira Guimarães (89 anos), muito conhecidos, respectivamente, como ‘O Bala” e “Dona Cocota”, moradores lendários que deixam filhos e netos com raízes no Apeadouro.

Dona Cocota e “O Bala”, duas lendas no Apeadouro

Perdemos também Terezinha de Jesus Coutinho, aos 82 anos, uma das moradoras igualmente querida e antiga, ainda com familiares morando na mesma rua.

Terezinha Coutinho deixa saudades

Todos os óbitos mencionados acima foram por covid19 de moradores da mesma rua Sousândrade.

Em janeiro de 2020 foi a óbito a minha mãe, Terezinha Ferreira Araújo, aos 89 anos. Ela não foi vítima de covid19, mas era uma das residentes mais antigas do bairro, na famosa Sousândade, juntamente com meu pai, Raimundo Nonato Araújo, falecido em 2002.

Em outras vias do bairro tivemos perdas muito sentidas. Nas ruas Astolfo Marques e Manoel da Nóbrega perdemos “Zé do Bar”, proprietário de um dos botecos mais frequentados no bairro e ainda hoje em funcionamento.

A pandemia covid19 tem sido devastadora no Apeadouro, ficando nas nossas lembranças os bons tempos da convivência que atravessaram a infância, juventude, maturidade e as atualidades tristes.

Terezinha Araújo e “Dona Cocota”, amizade da vida inteira, agora no céu

Vamos rezar pelos entes queridos perdidos e pedir mais proteção, saúde e esperança de reencontro para que possamos nos encontrar quando tudo isso passar.

Leia mais sobre o Apeadouro aqui, aqui e aqui.

Imagem destacada: turma do Apeadouro na porta da antiga quitanda do Bala. Na sequência da esquerda para a direita: Bala, Eduardo, Maria, Cocota, Neilma, Ernildo, Solange, dona Silvia, Apolo e Lady Laura. Ao fundo: Benigno, Gugu, Guimarães e Danilo.