Memórias de São Luís pelas imagens dos irmãos Teixeira é tema de álbum lançado por historiadores

Com centenas de downloads feitos apenas nos primeiros dias de lançamento na plataforma Amazon, a obra “Álbum recordação do Maranhão: a Typogravura Teixeira e os primórdios da fotografia impressa no Brasil”, lançada pelo historiador da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Manoel Barros, em parceria com o professor José Oliveira da Silva Filho, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA) aborda o pioneirismo dos irmãos Teixeira no processo de impressão da imagem em periódicos no Brasil.

Com este recorte, a publicação apresenta ao leitor registros da cidade de São Luís no início do século XX, focando na apresentação da trajetória dos irmãos Teixeira, apontando, também, o circuito social da fotografia na capital maranhense.

O livro traz uma edição fac-símile do álbum original, produzido em 1908, com 24 imagens em alta resolução, coloridas – todas disponibilizadas por meio do processo fotomecânico chamado fototipia.

Álbum tem registros memoráveis de São Luís

“Esta publicação é, além de uma homenagem aos irmãos Teixeira, uma reapresentação deles que foram precursores em sua época, ao proporem técnicas nunca vistas no país até então, como a impressão de imagens fotográficas em periódicos”, pontuou o historiador Manoel Barros.

O tema integrou o trabalho de pesquisa do também historiador José Oliveira da Silva Filho. “Os Irmãos Teixeira, assim como o período em que atuaram, esteve no recorte da minha tese de doutorado. Meu trabalho, alinhada ao conhecimento e à pesquisa do professor Manoel Barros, propiciou este momento único em revisitar este legado tão importante para a comunicação e a história nacional”, acrescentou José Oliveira.

O “Álbum recordação do Maranhão: a Typogravura Teixeira e os Primórdios da fotografia impressa no Brasil” está disponível na plataforma Amazon – para adquirir, acesse: https://amzn.to/2MhMp6F.

Irmãos Teixeira

Sócios e comerciantes que gerenciavam a firma Gaspar Teixeira & Irmãos Sucs., os irmãos Pinto Teixeira atuaram no final do século XIX e início do XX.

Foram donos dos Armazéns Teixeira (loja de departamento), oferecendo serviços de Alfaiataria e Tipografia, por exemplo.

Manoel Barros

Formado pela Universidade Federal do Maranhão (1985), Manoel Barros tem especialização em Organização de Arquivos – VII pela Universidade de São Paulo (USP-1992) e mestrado em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE-2002).

Atualmente, é doutorando no programa de Pós-Graduação em História, da UFMA e pró-reitor de Assistência Estudantil da UFMA.

José Oliveira da Silva Filho

Doutor em história das sociedades Ibero e Americana pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul-PUCRS, José Oliveira é professor do IFMA, Mestre em História pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e especialista em História do Maranhão, pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). É também graduado em História pela UFMA.

Contato Para mais informações sobre a obra, pelo telefone (98) 99972-2185 (Manoel Barros) e (98) 98605-1402 (José Oliveira).

Jornalista premiado com foto de ritual indígena apresentou documentário sobre a degradação das siderúrgicas em Açailândia

A foto do jornalista Mikaell Carvalho conquistou o primeiro lugar  no “Prêmio fotográfico 2018 com todos os direitos”, promovido pelo Fundo Brasil, em parceria com a Fundação Tite Setubal.

Carvalho venceu com a foto “Festa da Menina Moça”, capturada durante um ritual da cultura indígena do povo Guajajara, da aldeia Piçarra Preta, na Terra Indígena Rio Pindaré, em Bom Jardim (Maranhão). 

Na etapa final, dez entidades concorreram e a disputa teve entre os critérios a votação de internautas na plataforma digital da organização do concurso. “A mobilização nas redes sociais foi decisiva para engajar simpatizantes na minha foto”, explicou Mikaell.

Saiba mais sobre o prêmio aqui

Aos 28 anos de idade, graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) de Imperatriz, em 2015, Mikaell Carvalho fez o trabalho de conclusão do curso apresentando o documentário (vídeo abaixo) intitulado “Desenhando um sonho: a história da luta de Piquiá de Baixo”, no qual atuou como roteirista, diretor de fotografia e edição.

Além do caráter denunciativo, o documentário narra o processo de mobilização dos moradores para conquistar novo território e implantar um bairro com todos os equipamentos necessários à qualidade de vida usurpada pela poluição das siderúrgicas no pólo Piquiá.

Os entrevistados no documentário explicam as mudanças drásticas na vida dos moradores a partir da implantação do polo siderúrgico na região.

Imagem destacada: 
Vista do povoado de Piquiá de Baixo, no distrito industrial de Açailândia (MA). Casas de moradores dividem espaço com fábricas de ferro gusa ao fundo. Foto: Fabíola Ortiz, retirada neste site

Memórias do Armazém São Bento

A fotografia é do Armazém Geral, em São Bento, uma das cidades mais antigas do Maranhão, localizada na Baixada Maranhense.

Tudo indica que deve ser da década de 1950 ou anterior.

Uma das riquezas de São Bento, são os lagos, os campos alagados da Baixada Maranhense.

É provável que esse armazém ficava às margens do Igarapé Vale do Conduru, que era a principal ligação de São Bento com a Baia de São Marcos.

O igarapé foi muito usado antes das estradas de asfalto. É navegável por barco à vela e pequenas embarcações a motor.

O seu volume de água doce tem forte influência das marés.

Texto: José Reinaldo Martins / Agenda Maranhão

Memórias de São Luís: site Agenda Maranhão conta a história da rua do Egito

O jornalista e pesquisador José Reinaldo Martins apresenta um recorte histórico com base em fotografias antigas de uma das ruas mais importantes de São Luís. A imagem destacada neste post é do fotógrafo Gaudêncio Cunha.

A rua do Egito não era uma via larga, como é, hoje, se comparada com as ruas e becos estreitos do Centro Histórico de São Luís.

Permaneceu estreita até a década de 1930, quando os prefeitos Otacílio Ribeiro Saboia (governou o município de 1936 a 1937) e Pedro Neiva de Santana (de 1937 a 1945) colocaram em prática um projeto de renovação urbana para mudar a feição da cidade colonial para uma cidade moderna, com o alargamento de ruas, como a do Egito, e criação de novas avenidas, como a Magalhães e Getúlio Vargas.

Na Rua do Egito, os casarões coloniais foram demolidos e, no lugar, foram erguidos os bangalôs e outros imóveis, entre os quais, o do Cine Roxy, hoje, Teatro da Cidade.

Até meados do século XIX, a Rua do Egito era um dos orgulhos da paisagem urbana de São Luís por causa de seus belos e altos casarões.

Essa concepção, imponente no século XIX e que ficou ultrapassada na década de 1930, foi produto do Ciclo do Algodão, que começou com a criação da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão, em 1755, pelo Marques de Pombal, o todo poderoso em Portugal no reinado de D. José I.

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