Sábado: mulheres realizam ato pela democracia, em São Luís

O movimento Mulheres Unidas Contra Bolsonaro convoca todos e todas para o ato “Mulheres pela Democracia – Haddad e Manu sim!”, que acontece neste sábado (20), às 16h, na Praça dos Catraieiros, centro de São Luís.

A manifestação, pacífica, democrática e suprapartidária, reunirá pessoas de todos os gêneros, extratos sociais, orientações sexuais, crenças religiosas e etnias, em favor da democracia, da liberdade de expressão e em defesa do Estado Democrático de Direito.

Em plenária realizada no último dia 16, o movimento decidiu pela modificação do eixo do evento, de forma a incluir setores mais amplos e, ao mesmo tempo, demarcar a pauta das mulheres contra Bolsonaro no cenário do segundo turno das eleições presidenciais.

O ato político contará com atrações culturais como Afrôs, Luciana Pinheiro, Preta Lu, Regiane Araújo, entre outros, e está previsto para terminar às 20h30. Toda a manifestação acontecerá na Praça dos Catraieiros, Praia Grande.

Venha fazer parte dessa luta pelos direitos das mulheres, negros e negras, indígenas, LGBTIQs e todos que defendem a democracia brasileira.

#EleNão #HaddadManuSim

Repórter da Folha sofre assédio e ameaças após a reportagem que denuncia campanha contra o PT pelo WhatsApp

Fonte: Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)

Desde a manhã desta quinta-feira (18.out.2018), a jornalista Patricia Campos Mello (Folha de S.Paulo) é alvo de assédio direcionado, ofensas em massa e ameaças nas redes sociais. As ações tiveram início logo após a publicação da reportagem “Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp”, assinada por ela.

Perfis com grande número de seguidores, apoiadores da candidatura de Jair Bolsonaro (PSL-RJ), publicaram postagens com questionamentos à credibilidade da repórter. Centenas de usuários, seguindo as postagens, fazem comentários depreciativos e ofensivos, além de ameaças nas redes da jornalista, em especial em sua conta no Twitter.

Patrícia Campos Mello é uma das mais importantes jornalistas do país. Repórter experiente, cobre relações internacionais, economia e direitos humanos há 18 anos. Cobriu conflitos como o da Síria e foi a única profissional brasileira a cobrir in loco a epidemia de Ebola em Serra Leoa em 2014 e 2015.

A Abraji condena a ofensiva contra Patricia Campos Mello. Retaliar jornalistas em função de sua atividade profissional não atinge apenas o(a) comunicador(a) em questão; traz prejuízos à sociedade como um todo, inclusive aos que praticam os ataques.

Diretoria da Abraji, 18 de outubro de 2018

Flávio Dino defende frente ampla contra o extremismo

O governador reeleito no Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), defende o apoio de partidos e candidatos de esquerda em torno de Fernando Haddad para enfrentar Jair Bolsonaro no segundo turno das eleições à presidência.

“Movimentos de aliança em torno do Haddad ajudam a demonstrar de que se trata de uma frente ampla contra uma posição extremista de direita, ditatorial, que ataca pessoas no meio da rua”, frisou Flávio Dino.

Para ele, a candidatura do PT não é mais exclusiva do partido, pois expressa anseios de vários setores sociais. Segundo Flávio, os desafios da frente ampla estão em desconstruir a falsa polarização entre as duas candidaturas, e defender uma agenda positiva, de propostas e soluções para a vida prática da população, onde o candidato do PT obteria vantagens.

“Nós temos que fugir do lugar comum que Haddad e Bolsonaro são dois extremos. Não são”, enfatiza. “A candidatura extremista, sem dúvida alguma, é demostrada pelo uso da violência, por ataques à liberdade de imprensa, por ideias esdrúxulas”, completou, se referindo à campanha de Bolsonaro.

Dino reforçou, ainda, o compromisso de Haddad com à democracia, na esteira dos demais governos progressistas desde a redemocratização. “Todas as vezes que a esquerda chegou ao governo foi por intermédio do voto popular e nunca houve uma virada de mesa”.

O mesmo, reitera, não pode se dizer em relação a Bolsonaro e seu vice, o general Hamilton Mourão, “que tem demonstrado, por intermédio de declarações, que é contra a Constituição de 88”, que deve ser preservada, por se tratar de “um pacto civilizatório fundamental”.

Agenda positiva

Dino enfatizou a importância de promover uma agenda próxima do cidadão atualmente preocupado com questões práticas fundamentais, como emprego e segurança pública. Essa agenda real da campanha tem sido desviada pelas fake news, na opinião do governador.

“Nós temos que trazer o debate para esses pontos concretos, porque aí se evidencia que o Haddad tem propostas, claras e muito melhores, do que aquelas que o candidato Bolsonaro pode apresentar”, afirmou.

Em relação à segurança, Flávio Dino sugere a criação de uma força nacional permanente para auxiliar as polícias estaduais, como contraproposta ao armamentismo defendido pela chapa adversária.

“Segurança pública precisa de armas, a questão é nas mãos de quem. Existem profissionais treinados para manusear armas. Qualquer sociedade que optou por outro caminho aumentou a violência”, finalizou o governador do Maranhão.

Fonte: PCdoB São Luís.

Imagem: divulgação / PCdoB

Semelhanças no Comunismo e Cristianismo

Marizélia Ribeiro – professora UFMA
Doutora em Políticas Públicas e ex-aluna de escola católica

O Comunismo parece ser o maior inimigo para alguns cristãos que decidiram votar no 17 nessas eleições presidenciais de 2018. Talvez ainda acreditem que “comunistas comem crianças”, estratégia anticomunista disseminada pela burguesia europeia do Século XIX.

“Sua Excelência Benito Mussolini, Chefe de Governo, Duce do Fascismo e Fundador do Império” usava o cartaz “Papá, salvami” com o símbolo comunista para aterrorizar famílias italianas sobre o falso perigo de suas crianças serem raptadas e levadas para a antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Mussolini estava longe de ser um bom cristão, embora tenha criado o Estado do Vaticano e tornado obrigatório o ensino religioso em escolas italianas.

O Comunismo que Mussolini tanto temia vem do latim communis, que significa universal, comum. Antes de Karl Marx, já se falava de sociedade sem classes, onde indivíduos ou grupos não se exploravam pelo trabalho e não havia acumulação de riquezas.

Viver em harmonia com os irmãos, em fraternidade, é um princípio comum aos cristãos e comunistas.

Igualdade e solidariedade em prol de um bem comum são ensinamentos de Jesus amplamente divulgados pelos apóstolos Mateus, Marcos, Lucas e João no Novo Testamento da Bíblia Sagrada. Nesse Livro, o apóstolo Paulo, no capítulo 11 de sua Segunda Carta, diz o que se segue:

“12 Porque, se há prontidão de vontade, é aceitável segundo o que alguém tem, e não segundo o que não tem.
13 Pois digo isto não para que haja alívio para outros e aperto para vós,
14 mas para que haja igualdade, suprindo, neste tempo presente, na vossa abundância a falta dos outros, para que também a abundância eles venha a suprir a vossa falta, e assim haja igualdade;
15 como está escrito: Ao que muito colheu, não sobrou; e ao que pouco colheu, não faltou.”

O Comunismo saiu da clandestinidade com o Manifesto Comunista de Marx e Engels, panfleto que virou livro e traz no seu início: “Um espectro ronda a Europa – o espectro do comunismo. Todas as potências da velha Europa unem-se numa Santa Aliança para conjurá-lo: o papa e o czar, Metternich e Guizot, os radicais da França e os policiais da Alemanha.” E segue dizendo que partidos da direita e da esquerda acusam uns aos outros de comunistas.

Segundo o Manifesto Comunista, a exploração da classe trabalhadora e a luta de classes estiveram presentes nas histórias de todas as sociedades: “Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre de corporação e companheiro, numa palavra, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre, ou por uma transformação revolucionária, da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta.”
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A histórica exploração da classe trabalhadora também é narrada em Êxodo, Segundo Livro do Antigo Testamento:

“11 E os egípcios puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas. E edificaram a Faraó cidades de tesouros, Pitom e Ramessés.
12 Mas, quanto mais os afligiam, tanto mais se multiplicavam e tanto mais cresciam; de maneira que se enfadavam por causa dos filhos de Israel.
13 E os egípcios faziam servir os filhos de Israel com dureza;
14 assim, lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo, com todo o seu serviço, em que os serviam com dureza.”

O Comunismo se aproxima mais uma vez do Cristianismo na afirmação do Manifesto Comunista: “O comunismo não retira a ninguém o poder de apropriar-se de sua parte dos produtos sociais, apenas suprime o poder de escravizar o trabalho de outrem por meio dessa apropriação.”

Para que possa haver essa igualdade é preciso segundo o Comunismo o fim do Estado Capitalista Burguês que legitima as desigualdades e a exploração de uma maioria que trabalha por uma minoria dona dos meios de produção com o uso da força. Isso só poderia acontecer com a luta de classes revolucionária com o proletariado vitorioso em prol da maioria da população.

Esse pensamento do comunismo é próximo do que está escrito no Velho Testamento da Bíblia Sagrada sobre o fim da exploração do povo de Deus pelos egípcios e sua libertação não sem luta e sacrifícios.

“19 Eu sei, porém, que o rei do Egito não vos deixará ir, nem ainda por uma mão forte.
20 Porque eu estenderei a minha mão e ferirei ao Egito com todas as minhas maravilhas que farei no meio dele; depois, vos deixará ir.
21 E eu darei graça a esse povo aos olhos dos egípcios; e acontecerá que, quando sairdes, não saireis vazios,
22 porque cada mulher pedirá à sua vizinha e à sua hóspeda vasos de prata, e vasos de ouro, e vestes, os quais poreis sobre vossos filhos e sobre vossas filhas; e despojareis ao Egito.”

Esse pequeno texto não dá conta de explicar o Comunismo e o Cristianismo, mas apenas chamar atenção de que trazem em suas essências princípios muito comuns. Os dois são também usados para oprimir, ainda que não se proponham para tal finalidade. São de libertação dos oprimidos.

#elenão! Sindicato dos Bancários em defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora

Nota do SEEB repudia Jair Bolsonaro, orienta o voto em Fernando Haddad, mas reafirma críticas ao PT. Veja abaixo o texto integral.

O Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA), por meio de sua Diretoria, posiciona-se contra o candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), neste 2º turno das eleições. É preciso impedir que uma candidatura que ameaça a existência  dos sindicatos, contrária à igualdade de gênero e que coloca em risco as liberdades democráticas vença as eleições.

Para o SEEB-MA, defender o fim dos “ativismos” significa atacar as organizações dos trabalhadores que lutam por seus direitos e garantias básicas, como: férias, 13º salário e carteira assinada. A vitória de Jair Bolsonaro intensificará a implementação da Reforma Trabalhista, a terceirização (apoiadas pelo candidato do PSL) e a destruição da Previdência Social pública, planos propostos pelo seu economista e eventual superministro da Fazenda, Paulo Guedes.

O discurso machista do candidato vai de encontro a toda luta que o SEEB-MA já travou em defesa da igualdade entre homens e mulheres. Por isso, o Sindicato não irá tolerar retrocessos. Em suas falas, Bolsonaro diz que  tem mulher que nem merece ser estuprada. Disse, também, que elas devem ganhar menos que homens, porque engravidam. Tais declarações expressam claramente seus pensamentos sobre o tema. Logo, uma vitória do candidato do PSL fortalece ainda mais este sentimento machista em nossa sociedade.

A possibilidade de dar um auto golpe, como apresentado pelo seu vice, General Mourão, representa uma ameaça às liberdades conquistadas às duras penas pelos trabalhadores na luta contra a ditadura militar, período este, marcado por  ataques a direitos dos trabalhadores, assassinatos e torturas.

Por tudo isso, o SEEB-MA orienta o voto no candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, entendendo que o voto nulo, neste momento, beneficiará a vitória do autoritarismo, da intolerância e do ódio.

Contudo,  o Sindicato reafirma a falta de confiança no PT e na Central Única dos Trabalhadores (CUT), que traíram as lutas de classe como, recentemente, na Greve Geral para derrubar Temer e suas reformas.

Mesmo numa eventual vitória de Fernando Haddad (PT), o SEEB-MA continuará a combater seus ataques e traições, assim como fizemos nos 13 anos de governo de Lula e Dilma, organizando greves, manifestações e chapas de oposição à Contraf/CUT pelo país afora. 

Os bancários do Maranhão precisam continuar mobilizados para enfrentar qualquer um que ganhe as eleições em 28 de outubro, pois as duas candidaturas preparam junto com os banqueiros e os grandes empresários, a retirada de direitos.

Em defesa das liberdades democráticas! Ditadura nunca mais! Para combater o machismo, o racismo e a homofobia! Pela liberdade de organização dos trabalhadores! Greve Geral por uma Previdência Social Pública!

Pastor Damasceno, devolva os cargos de capelão!

A disputa eleitoral de 2018 mexeu nas profundezas abissais da Assembleia de Deus. Em um áudio amplamente divulgado, o pastor Pedro Aldi Damasceno, presidente da Ceadema (Convenção Estadual das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Maranhão), censurou a senadora eleita, evangélica Eliziane Gama (PPS), após ela ter declarado apoio no segundo turno ao presidenciável do PT, Fernando Haddad.

O pastor utiliza linguagem agressiva para demonizar Haddad e conclamar os evangélicos a votarem no candidato do PSL, Jair Bolsonaro, defensor da tortura e principal inimigo dos princípios cristãos de igualdade, tolerância e solidariedade.

Deputada federal e militante da Assembleia de Deus, Eliziane Gama foi eleita senadora na chapa do governador reeleito Flávio Dino (PCdoB). A aliança entre comunistas e cristãos era de amplo conhecimento da comunidade evangélica e avalizada inclusive pelo presidente da Ceadema.

Durante o primeiro mandato do governador do PCdoB, a Assembleia de Deus foi beneficiária dos cargos de capelão distribuídos a várias denominações religiosas e à Igreja Católica. “Apoiamos o governador, trabalhei a favor dele, votamos, elegeu no primeiro turno com apoio do povo evangélico” disse Damasceno, para em seguida repudiar o apoio de Eliziane a Haddad.

O presidente da Ceadema afirmou que vai mobilizar a cúpula da Assembleia de Deus e o seu rebanho contra a declaração da senadora eleita. “Eu vou pedir o apoio de todos os pastores da Mesa Diretora, do Conselho de Ética e Disciplina, do Conselho Consultivo, de todas as comissões e de todas as missionárias para se posicionar contrário ao pronunciamento de apoiar o Haddad”, ameaçou o pastor.

Pastor Cavalcante e Mical, eleitos na base do governador do PCdoB

Nesta campanha há eleitores de todos os tipos. Tem aqueles marombados que bradam “fora PT” e estacionam na vaga do idoso no supermercado. E tem pastores que aceitam cargos do governo do PCdoB e demonizam o petista Haddad.

Assim, a fala do principal líder religioso da Assembleia de Deus no Maranhão é recheada de hipocrisia. O pastor sempre soube que o PT e o PCdoB são aliados desde 1989 e caminharam juntos com Lula em todas as disputas presidenciais. Ele também tinha pleno conhecimento de que o governador foi um dos principais defensores da presidenta Dilma Roussef (PT) durante o processo do impeachment.

Hipocrisia tem limite

A filha do pastor Pedro Aldi Damasceno, Mical (PTB), foi eleita deputada estadual na coligação da base do governo comunista, formada pelos partidos PPL/PTB/PROS/PPS, a mesma que também elegeu para a Assembleia Legislativa o pastor José Alves Cavalcante, presidente da Convenção dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Maranhão (Comadesma).

Eliziane Gama, senadora eleita, é filha do pastor Newton Gama. Aldi sempre soube que ela concorreu ao Senado sob as bênçãos do governador do PCdoB.

O presidente da Ceadema também faz uso de falsas informações para justificar o repúdio a Haddad, acusando o candidato petista de querer “fechar as igrejas” e a vice Manuela Dávilla de ter feito referência homossexual a Jesus Cristo. “Um cara desse que a vice disse que Jesus é gay é uma miséria”, desqualificou Aldi.

Todo o discurso do pastor é um péssimo exemplo aos seus fiéis. Na condição de líder da Assembleia de Deus, onde há crentes honrados, ele deveria pedir desculpas e mandar de volta ao Palácio dos Leões os cargos de capelão ofertados pelo governador comunista.

É o mínimo que poderia fazer, além de se desculpar também pela disseminação de falsas informações sobre a vice Manuela Dávila e o presidenciável Haddad.

Deus, na sua infinita misericórdia, haverá de julgar essas atitudes e as palavras do pastor, que finaliza a sua pregação comandando o voto dos evangélicos no defensor da tortura. “Nós vamos votar no Bolsonaro, porque é um homem que tem umas proposta (sic) que vai dar continuação o direito de liberdade de nossa igreja e a pregação do santo evangelho de Jesus Cristo”, enfatizou.

Por fim, façamos justiça a Eliziane Gama. Ela foi muito hostilizada durante a campanha eleitoral por ter votado “sim” no impeachment e ter sugerido a convocação de Lula na CPI da Petrobras. Com esses gestos, atraiu a ira petista e foi carimbada de “golpista”.

No segundo turno, diante da polarização Haddad x Bolsonaro, declarou apoio ao petista. A senadora eleita pode até ser conservadora, mas está longe do fascismo e não declararia apoio a quem defende torturadores.

Agora, é aguardar os movimentos futuros para saber se o pastor que hoje censura amanhã será beneficiário de outros favores no governo e até mesmo da senadora eleita e censurada.

De imediato, este líder religioso que se locupletou com as benesses do governo do PCdoB deveria fazer um gesto de grandeza – devolver os cargos de capelão da Assembleia de Deus.

O tempo dirá se o antipetismo de Aldi Damasceno é coerente ou apenas da boca para fora, usando o nome de Deus em vão!

Imagem do topo/divulgação: Eliziane e Aldi em conflito

Escuta aí

Eloy Melonio*

Conversar é preciso, e viver também é preciso. E foi assim que nós, da subespécie Homo Sapiens, evoluímos e descobrimos que éramos iguais e inteligentes.

Foi conversando que começamos a nos entender. Mas nunca foi tão fácil conversar como nestes tempos de smartphone e redes sociais. Hoje não se precisa mais ter alguém ali do lado para bater um bom papo. É só pegar o celular ou o notebook, e pronto!

E também foi assim que, de conversa em conversa, percebi aquela mulher de uns 35 anos, com seu celular em punho, conversando, conversando. E todo dia era a mesma coisa.

Geralmente chegamos à pracinha do bairro quase ao mesmo tempo, por volta das seis e vinte da manhã. Ela senta-se num banco da praça, e eu vou direto para os equipamentos de atividade física que ficam numa área específica, a uns oitenta metros de onde ela está.

Para mim, essa parada na praça é parte do trajeto que faço em minhas caminhadas matinais. Para ela, talvez um descanso antes de chegar à casa onde trabalha, que deve ficar nas redondezas. Ou mais do que isso, é hora de “conversar”.

Começo a fazer meus exercícios. E ela, vai logo tirando da bolsa o smartphone. E tome conversa!

Comecei a prestar mais atenção às suas conversas. Porque, mesmo não estando lado a lado, conseguia ouvir boa parte do que ela falava. Mesmo com o vento tentando atrapalhar. Às vezes, falava alto e parecia não ter papas na língua. E sempre ia direto ao assunto.

― Eu não lhe disse que isso não ia dar certo. Agora segure as pontas aí.

Imagino que nossa amiga fala com seus parentes, amigos e conhecidos. Mas o que chama a minha atenção, é a autoridade com que expõe suas ideias, dá seus conselhos, faz suas observações. E cobra atitudes.

― A senhora tem de levar o Pai pra essa consulta. Próstata é coisa séria. Se a senhora não conseguir, vou ter de ir aí falar com ele pessoalmente.

É sempre assim, repreendendo, aconselhando, lembrando… E suas conversas são algo do tipo “sessão de aconselhamento”. E ela interpreta a conversa como se fosse uma consulta com um psicólogo, advogado. Pelo que ouço, seus interlocutores não apenas ouvem suas recomendações, mas obedecem.

― Eu não te disse que era só fazer a proposta que eles aceitariam!

Na segunda-feira, após as eleições, acho que falava com um irmão mais novo. E cobrava dele uma atitude.

― E aí, votou direitinho?

Cheguei até a imaginar que, do outro lado da linha, as pessoas agiam como naquele comercial do posto de combustível. Se alguém precisasse de um conselho, quisesse saber alguma coisa ou resolver algum “pepino”, ouviria da outra o seguinte: Fala com a Terezinha (“Lá no Posto Ypiranga”).

Já somos conhecidos e nos cumprimentamos quando passo pelo seu banquinho. Exceto se percebo que ela está muito concentrada na conversa. Aí ― para não atrapalhar ― finjo que estou olhando para um passarinho numa das muitas árvores da praça.

Dia desses, para minha surpresa, ao passar pela nossa personagem (Terezinha), ouvi o seguinte:

― Eu sabia que isso ia acontecer. Ele não levava a sério a sua doença.

Aí me lembrei do aforismo preferido de Machado de Assis, citado por Barreto Filho em seu “Introdução a Machado de Assis”: “A morte é séria e não admite ironia”.

E assim encerro nossa conversa parafraseando um sábio ditado popular: “Ouve quem quer, obedece quem tem juízo”.

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*Eloy Melonio é professor, escritor, poeta e compositor

Manifesto da Fenaj defende a democracia e critica o fascismo

Manifesto FENAJ sobre a eleição presidencial

É hora de escolher a democracia

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), representante máxima da categoria no Brasil, novamente se dirige aos/às jornalistas e à sociedade para defender a democracia e opor-se ao fascismo emergente. Em breve, o povo brasileiro vai voltar às urnas para eleger o novo presidente do país e não restam dúvidas de que a disputa não se dá entre dois projetos democráticos, mas entre uma candidatura que respeita a institucionalidade e o jogo democrático e outra que representa uma regressão política e até mesmo civilizatória.

O Código de Ética do Jornalista Brasileiro estabelece, em seu artigo 6º, como dever do profissional: “I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;(…) X – defender os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito; XI – defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos, negros e minorias;(…) XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.”

Portanto, além de um dever cívico, é também uma obrigação ética dos jornalistas posicionarem-se contra um candidato a presidente da República que faz apologia da violência, não reconhece a história do país, elogia torturadores, derrama ódio sobre negros, mulheres, LGBTIs, índios e pobres e ainda promete combater o ativismo da sociedade civil organizada. Esse candidato é Jair Bolsonaro, do PSL.

Propositadamente, ele faz uma campanha despolitizada, assentada em valores morais, família e religião; na disseminação de ideias como anticomunismo, racismo e intolerância à diversidade. Na verdade, representa os que, ainda hoje, não se conformaram com a redemocratização e com os avanços sociais ocorridos na última década. Bolsonaro representa os que temem a democracia e a organização do povo; fala em nome daqueles que não se incomodam com privilégios nem com a corrupção e que não se constrangem com o uso da força onde e quando julgarem necessário.

Como entidade representativa dos trabalhadores e trabalhadoras jornalistas, a FENAJ também chama atenção para o perigo da agenda de retrocessos nos direitos trabalhistas anunciada pelo candidato do PSL, que certamente aprofundaria ainda mais os retrocessos da contrarreforma trabalhista imposta à classe trabalhadora pelo governo Temer.

Do outro lado, temos a candidatura de Fernando Haddad. Sem cair na tentação de avaliar os governos do PT, podemos afirmar seguramente que o partido respeitou – e respeita – as instituições democráticas; apresenta-se para o debate público e submete-se à vontade soberana do povo, expressa nas urnas. Haddad não é, portanto, um extremista autoritário que apenas está no polo oposto, como querem fazer crer seus adversários políticos.

Assim, a Federação Nacional dos Jornalistas sente-se na obrigação de alertar a categoria e a sociedade em geral para a verdadeira disputa atual: ou democracia, com todas as suas imperfeições, ou o autoritarismo de base militar, com todos os seus males. A decisão, portanto, tem de ser no campo da política, com o debate público sobre o país e seu povo.

Em defesa da democracia!

Em defesa do Estado Democrático de Direito!

Em defesa dos direitos humanos!

Em defesa da soberania nacional e popular!

Brasília, 11 de outubro de 2018.

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

http://fenaj.org.br/manifesto-fenaj-sobre-a-eleicao-presidencial/

Apruma divulga nota em defesa das liberdades democráticas

A Apruma – Seção Sindical – mantendo-se firme em suas convicções democráticas e leal à sua História nas fileiras da Defesa da Democracia desde 1978, quando foi fundada pelos docentes da Universidade Federal do Maranhão em plena ditadura militar, não poderia deixar de se pronunciar neste momento delicado em que vivemos no país após abertas as urnas do primeiro turno das eleições de 2018.

O que vimos como resultado foi o avanço das forças mais reacionárias e autoritárias e que representam uma grave ameaça aos direitos sociais, trabalhistas, previdenciários, à Educação Pública, à livre manifestação, defensoras abertas da repressão e da tortura, avanço esse consolidado, infelizmente, em grande parte do território nacional, e contra o qual nos cabe reforçar o chamado à resistência para evitar que elas tomem de assalto o Estado Brasileiro, voltando-o, ainda mais, contra a população.

Nesse cenário, não nos resta dúvida do firme chamamento aos nossos docentes para cerrarmos fileiras em torno da defesa da democracia e contra o fascismo, contra o autoritarismo e o militarismo, prezando pelo ambiente democrático, necessário, inclusive, para que nossas discordâncias possam ser colocadas e defendidas com rigor, sem temor.

Dada a emergência do momento, reforçamos o chamado, e reafirmamos nossa posição, nas lutas, nas ruas e nas urnas, ao lado de todos aqueles que partilham dos ideais de democracia, liberdade e de resistência contra a repressão e a opressão.

São Luís, 09 de outubro de 2018

A Diretoria da APRUMA – Seção Sindical do ANDES – SN

Chorinho para alegrar a vida e a luta dos bancários

O Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA), em parceria com a Rico Choro Produções Culturais, promoverá o projeto “Rico Choro ‘comvida’ pra luta”, uma série de saraus, que reunirá o melhor do choro com outros ritmos musicais, na sede recreativa do Sindicato, no Turu.

Inicialmente, será realizado um sarau por mês, aos sábados, às 19h. “O objetivo é proporcionar aos bancários um momento de convivência artística, musical, mas também de resistência, a fim de integrar a categoria contra os ataques dos patrões” – afirmou a diretora de comunicação do SEEB-MA, Gerlane Pimenta.

O primeiro sarau ocorrerá no dia 20 de outubro, tendo como atrações o DJ Victor Hugo, o Regional Caçoeira e a cantoria Tássia Campos. No dia 10 de novembro, será a vez de Vanessa Serra, Trítono Trio e o mestre César Teixeira.

Já em 1º de dezembro, o palco será comandado pelo DJ Joaquim Zion, pelo Quarteto Crivador e pelo trompetista carioca, Silvério Pontes. Rico Choro “convida” pra luta: bancário, você não pode perder!