Tiros de canhão contra a pandemia

Por Rogério Almeida, jornalista e editor do blog Furo

Lá pelos idos de 1850, pós Cabanagem, poucos anos depois do lançamento do Manifesto Comunista, a cidade de Belém, naquela época denominada de Pará pelos visitantes de além riomar, era acometida por surtos epidêmicos de febre amarela e de varíola.  O porto teria sido o canal de viabilidade das chagas.  

A febre amarela precipitava sobre brancos e mamelucos, enquanto a varíola acometia índios, negros e mestiços. Iniciadas em abril, em plena estação chuvosa, as pestes duraram uns seis meses.

No portfólio de ações sanitárias do governo da época no combate das pragas, uma se destacava, disparar tiros de canhão no afã de purificar o ar, nos conta Bates.

O naturalista, que a partir de Liverpool – renomado porto de tráfico negreiro- aportou em searas Amazônicas, ao lado de Wallace, igualmente cientista,  percorreram o rio Amazonas por demorados anos. As informações acima constam em Um Naturalista no Rio Amazonas.

A obra além de relatar as exuberâncias da floresta tropical, externaliza toda ordem de leitura preconceituosa contra os povos ancestrais, por ele tratadas de indolentes, bárbaros, selvagens e congêneres. Mesma tratativa recebe a insurreição Cabanagem.

O Livro de Ordem e o ‘canetinha’

José Henrique Campos Filho *

Brasileiros de todas as classes, desde sempre, acalantam o sonho da casa própria – “Quem casa quer casa”, diz um ditado popular. São  várias as formas de realizar esse desejo, sendo a mais comum o financiamento por meio de programas governamentais.

Há opções de financiamento para variados gostos e bolsos: apartamentos de luxos, casas em condomínios de alto e médio padrão e, também, as opções populares, em empreendimentos localizados, na grande maioria dos casos, em áreas periféricas das cidades. Em todos esses casos, o comprador recebe o imóvel pronto para morar sem ter qualquer ingerência na execução da obra. Quando muito pode interferir no layout do imóvel.

Existe, também, outra possibilidade, diante das opções oferecidas. É quando o cliente resolve querer algo personalizado. Neste caso, ele adquire o terreno, contrata um engenheiro de sua preferência e elabora, a quatro mãos, o imóvel dos seus sonhos.

Com o projeto pronto, financiamento aprovado e licenças emitidas, ele se vê diante da possibilidade de se tornar um empreendedor. E olha que empreendimento! Procura uma empresa de engenharia ou um engenheiro e delega essa responsabilidade. Tem aqueles, entretanto, que decidem dirigir sua própria construção. Pensa em procurar um engenheiro, mas, um ‘amigo’ diz que conhece outro profissional (um não engenheiro) que faz ‘baratinho’ e é ai que começa seu tormento. 

Obra instalada, tapumes colocados, o empreendedor recebe a visita do CREA e é surpreendido com uma multa considerável, pois ele não foi informado, pelo profissional que contratou, da imprescindibilidade de um engenheiro para ser o responsável técnico da obra. Ai alguém informa que é preciso de um engenheiro só para assinar uma ART. Ele vai atrás de um amigo ou amigo de um amigo e acaba encontrando o famoso engenheiro ‘canetinha’ que, por uma gorjeta, joga o seu diploma na lama, assinando a ART sem ser o responsável pela obra.

É ai que o “empreendedor pessoal” fica totalmente vulnerável. As várias etapas da construção são feitas sem qualquer protocolo ocasionando, assim, diversas “patologias construtivas”. Em geral essas obras, quando prontas, geram “dor de cabeça” ao proprietário pelo resto da vida. São paredes úmidas, telhados problemáticos, pintura soltando, vazamentos e dezenas de outras patologias.

Assim como o exercício da Medicina é privativo ao médico e a advocacia ao advogado, também a construção é privativa do engenheiro. E não se fala aqui em defender nichos de mercado. O que se defende, sim, é o direito que a sociedade tem de ter acesso a obras seguras e confortáveis que atendam, plenamente, o sonho da casa própria. E isso só é possível com a presença do engenheiro.
Para se construir uma casa ou um prédio é imprescindível que o engenheiro esteja presente em todas as fases, dirigindo, orientando e fiscalizando o processo construtivo. De outra forma, improvisando, tudo sai errado. São paredes sem prumo, encanamentos vazando, instalações elétricas inseguras e vigas subdimensionadas.

O CREA-MA tem grande responsabilidade neste problema. O CONFEA já determinou a obrigatoriedade do Livro de Ordem, um diário de obra que torna compulsória a presença do engenheiro em todas as etapas de uma construção. Falta o CREA-MA implantar e fazer valer essa determinação, que garante o emprego do engenheiro e segurança para a sociedade. Colocar em prática essa medida do CONFEA representará um grande avanço para a construção civil no Maranhão. Será quando, finalmente, teremos, em cada obra, a presença de um engenheiro. Assim, os problemas construtivos seriam evitados e o profissional de engenharia teria seu papel reconhecido na sociedade.

José Henrique Campos Filho é engenheiro civil, empresário, ex-secretário de Administração e Previdência do Estado do Maranhão e presidente em exercício do Clube de Engenharia do Maranhão.

Sérios desafios para a eleição de São Luís

Por Emilio Azevedo*

Publicado no site Agência Tambor em 03/07/2020

Recentemente fiz uma cobrança pública a um deputado estadual do Maranhão, filiado ao Republicanos, partido controlado pela famosa Igreja Universal do Reino de Deus.

Este ano tem eleição municipal!

E a cidade de São Luís grita por um Plano Diretor decente, humanizado, ambientalmente equilibrado, que possa atender ao interesse de toda a população, o que inclui priorizar a preservação da nossa zona rural, vital para a vida na Ilha.

A atual gestão da prefeitura vem propondo um Plano Diretor para servir, exclusivamente, à avareza irracional de grandes empreiteiros e megaempresários. A intenção é de elevar, sem nenhuma infra-estrutura ou justificativa aceitável, o gabarito dos prédios de São Luís para trinta andares! Além disso, a prefeitura agiu para tentar permitir a implantação de novas indústrias poluentes, quando o nível de emissão de impurezas no município já é elevadíssimo, acima do que é recomendado pela Organização Mundial de Saúde.

Os problemas de São Luís são graves e crescentes!

Além de pobreza e miséria, temos poluição, alagamento, desmoronamento, falta d’água e saneamento, preço alto da energia elétrica, agressões às áreas verdes, transporte público precário, desprezo para com os ciclistas, descaso com a mobilidade urbana, ausência de incentivos à economia criativa e de políticas públicas para arte e cultura (acabaram até com o Circo da Cidade!), descaso com o extrativismo e agricultura familiar (cadê a Resex de Tauá-Mirim?), falta creches e educação de qualidade, sobrecarga na saúde pública, violência urbana, racismo na segurança e por aí vai.

São muitas adversidades! E os poderes executivo e legislativo, no âmbito municipal, não têm se mostrado a altura para cumprir com suas obrigações essenciais.

E no processo eleitoral deste ano, os brasileiros têm uma provação a mais: os desmandos de Jair Bolsonaro. Muitos ainda não se deram conta da gravidade do que estamos vivendo no país.

Temos um presidente miliciano, que comunga com ideias nazifascistas, apoiado por um grupo de fanáticos odientos, juntando fundamentalismo e crime organizado. E todos eles de joelhos para o que há de pior no neoliberalismo, sob a batuta de Paulo Guedes. A barra é bem pesada!

E hoje, o Brasil tem mais de 60 mil mortes na pandemia de coronavírus. E, objetivamente, Jair Bolsonaro e sua rede de delinquentes são os principais responsáveis pela enorme proporção dessa tragédia.

Diante de um presidente genocida, atualmente existem uma série de articulações, de cunho nacional e regional, cobrando o afastamento de Bolsonaro por evidentes crimes de responsabilidade. Temos que somar forças a essa onda democrática, fazê-la crescer.

E a eleição deste ano tem essa importância específica, pois para além de Jair Bolsonaro, a extrema direita brasileira está infiltrada nas mais diferentes instituições, incluindo Prefeituras e Câmaras Municipais, fato que fortalece sua ação política e ideológica.

A cobrança que fiz ao deputado estadual Duarte Júnior é exatamente consequência da necessidade de juntar a eleição municipal deste ano com a grave questão nacional.

O parlamentar maranhense é pré-candidato a prefeito de São Luís, sendo do mesmo partido de Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro, o Republicanos, ligado a Igreja Universal. E diante do que o país vive hoje, considero um completo absurdo que ele, na condição de pré-candidato, não se posicione, escancaradamente, contra os crimes de seus correligionários.

Cobrei publicamente Duarte Junior para que ele, no mínimo, pedisse a expulsão de Flávio Bolsonaro do partido. Mas lamentavelmente, o deputado/candidato comporta-se como um murganho de cauda amarrada.

Agora, neste artigo, deixo bem clara minha posição e os motivos que me levaram a uma cobrança que já revela, desde já, conexões e embustes da extrema direita local.

Mas o pré-candidato do time de Edir Macedo, obviamente, não será o único conservador nesta eleição municipal em São Luís. É importante que políticos à direita como Eduardo Braide, Wellignton do Curso, Neto Evangelista, além dos outros postulantes, também abram a boca em relação ao bolsonarismo e a tudo de ruim que ele representa.

Enfim, em São Luís, nós estamos diante de duas frentes de luta, de dois desafios que passam pelo processo eleitoral deste ano: as gravíssimas questões municipais, necessitando de um engajamento cada vez maior da sociedade, que deve cobrar soluções do poder público e compromissos dos diferentes candidatos. E, além disso, a necessidade de combater o bolsonarismo e sua extrema direita.

Não é pouca coisa! Mas como nos ensinou o poeta, “a vida (também) é combate”!

*Emilio Azevedo é jornalista, atuando junto a Agência Tambor

Poesia em convulsão: livro reúne 70 autores brasileiros contemporâneos

Organizado pelo poeta e ensaísta Manoel Ricardo de Lima, Uma pausa na luta traz poemas dos maranhenses Celso Borges e Josoaldo Lima Rêgo, além de Ricardo Aleixo, Thiago E, Micheliny Verunschk, Júlia Studart, Fabiano Calixto, Ruy Proença, Anitta Costa Malufe, Ramon Nunes Mello, Tarso Melo e Heitor Ferraz, entre outros. 

A partir da reflexão de Pasolini, de que “uma pausa na luta” é também a possibilidade de “reavaliação da luta”, este ajuntamento de poetas e poemas se propõe a reinventar a luta, como uma deriva suspensa do tempo e da história, tentando dizer outras coisas, algumas esperanças contra o diletantismo das circunstâncias atuais. 

“Como reavaliar a vida com força e sem tanto luto, propondo apenas uma filigrana de pausa na luta?” é uma das perguntas que o organizador do livro, Manoel Ricardo de Lima, faz no prefácio da obra, que ele faz questão de afirmar que não é uma antologia, mas uma convulsão.

Uma pausa na luta sai pela Mórola Editorial e está à disposição para download gratuito pelo link  https://morula.com.br/produto/uma-pausa-na-luta/

Manoel Ricardo de Lima é professor da UNIRIO e publicou, entre outros, Falas Inacabadas [com Elida Tessler], Pasolini: retratações [com Davi Pessoa] e Geografia Aérea. Organizou A visita [com Isabella Marcatti] e A nossos pés.  Coordenou a edição da obra completa do poeta português Ruy Belo no Brasil [7Letras] e coordena a coleção Móbile de mini-ensaios [Lumme Editor]. 

pausa

drible no grito

quase

matar o corpo osso a osso

pele a pele

músculos no exílio

nus nós cegos

e desatarmo-nos em praça pública

depois de pendurados

nas agonias do limbo


pause

imagens perdidas do último capítulo da série de sucesso

amarrar o voo das abelhas inclusive o mel

pisar no eco, talvez

o ovo em pé inevitável

quebrá-lo no ar

e refletir

onde se aloja o amado medo

marcado pelo suor de deus


fuga do front

embrulhar com zelo o pacote da pancada futura

pensar que seria um erro fazê-lo agora

sim ao pouso do pássaro acima do chão

por enquanto

não tremer


trégua sem trégua


rigidez e leveza

aceitar que o poema pode ser inútil

intervalo para o último assalto

tomar de assalto o ventre do ringue

antes do nocaute

pensar melhor fora da cabeça

peixe fora do aquário

quase

respiração suspensa

até o segundo final

antes de subir à tona

e soprar o pulmão do mundo

                                   celso borges


Quase a forma

não escrita

A voz

disposta na calçada

e esquecida


Vida pra quem respira

nos intervalos

josoaldo lima rego

Movimento dos DJs está na área

Movimento dos DJs é a união de ritmos, profissionais do entretenimento, música, tribos, pessoas e boas ideias para divulgar e produzir festas, lives, eventos, workshops, palestras e muito mais.

O projeto surgiu da necessidade de reunir pessoas e DJs para promover diversão e a boa música!

“No período da pandemia estaremos produzindo lives, vídeos, bastidores, dicas, sets e muito mais. Sem rótulos, sem segmentações, sem limites”, explicam os idealizadores.

Aguarde a programação em breve.

Histórico

O Dia Internacional do DJ (disk jockey) é comemorado anualmente em 9 de março. A data homenageia os profissionais responsáveis por entreter o público com seleções das mais variadas músicas, dependendo do estilo de festa que esteja trabalhando.

Ano passado (2019), em São Luís, o evento organizado pelo grupo “Movimento dos DJs MA” foi realizando no Bora Bar, na avenida Litorânea. A programação constou de minipalestras, sorteios de brindes e ao longo do dia vários DJs revezaram no palco principal, com repertórios especiais preparados pelos profissionais das pick-ups.

Na época o evento foi aberto ao público e teve a colaboração de apenas 1kg de alimento não perecível. Toda arrecadação foi doada para entidades carentes. 

Esse ano, devido à pandemia do novo coronavírus, as atividades do Movimento dos DJs serão todas virtuais.

Os idealizadores estão fazendo uma programação especial e breve será divulgada. Aguarde!

Leia mais aqui

Os cachorros da era Bolsonaro & Guedes

Os efeitos agressivos da política econômica liderada por Paulo Guedes são percebidos de várias maneiras na vida comum das pessoas e dos bichos. Basta observar como estão os cachorros nas periferias das cidades e na zona rural: tristes e esqueléticos.

Quando o pobre comia carne, os cachorros roíam os ossos. Essa síntese traduz a importância do programa de segurança alimentar e nutricional implantado nas últimas duas décadas, que proporcionou a inclusão de milhões de brasileiros em padrões civilizatórios.

Fazer três refeições por dia, comer proteína, beber leite, ter direito a uma sobremesa de goiabada e levar a família a um restaurante uma vez por mês passaram a fazer parte da vida dos mais pobres. Os cachorros e as galinhas nos quintais saboreavam as sobras da comida farta na mesa do povo.

Uma série de políticas transversais viabilizou a chegada do capitalismo aos grotões. O dinheiro do Bolsa Família aqueceu a microeconomia no Brasil profundo. O Luz para Todos proporcionou um insumo fundamental – energia – para os pequenos e médios produtores e ao comércio.

Assim, o dono da quitanda na zona rural comprou o sonhado freezer para armazenar carne, leite e outros produtos porque havia consumo. Esses princípios básicos da economia fizeram girar a roda da indústria e dos transportes vinculados ao comércio de bens e serviços.

Os cachorros também foram beneficiários dos programas sociais com as sobras da mesa farta do povo.

Dessa forma, a prosperidade chegava ao Brasil profundo.

Mas, o preconceito de classe das elites nacionais, submissas ao capital internacional, impediram a escalada de desenvolvimento humano vivenciada no Brasil.

O golpe de 2016 e na sequência a radicalização do modelo ultraliberal, sob a chibata de Paulo Guedes, decretaram guerra aos direitos trabalhistas, à previdência e o extermínio da assistência social.

Somado ao preconceito, o ódio disseminado nos meios de comunicação e nas redes sociais tratou de estigmatizar o Bolsa Família como esmola aos pobres parasitas ou um programa de inspiração comunista (!).

De maneira subliminar, esse discurso já vinha sendo fartamente pronunciado pela boca de personagens como Caco Antibes, interpretado por Miguel Falabela, na série televisiva Sai de Baixo, da TV Globo.

A eleição de Jair Bolsonaro ampliou a discriminação e o preconceito contra os pobres, transformados em um dos principais alvos do Gabinete do Ódio.

Vieram, nessa perspectiva, uma série de medidas ultraliberais para impedir qualquer mobilidade social no Brasil.

A tirania econômica de Paulo Guedes vem tirando não só os empregos e os direitos do povo. Algo mais grave e violento acontece: corta da mesa dos mais pobres a o leite e a carne, deixando os cachorros sem o direito de roer os ossos.

Imagem destacada capturada neste site

Auxílio Emergencial representa aumento de 32,7% na renda domiciliar per capita média no Maranhão

1,182 milhão de domicílios maranhenses foram beneficiados em maio

A PNAD COVID19 MENSAL do IBGE revela que, no Maranhão, o Auxílio Emergencial, que tem por objetivo fornecer proteção social no período de enfrentamento da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, representa um acréscimo de 32,7% na Renda Domiciliar per capita média, que é de R$533,94 sem o auxílio e de R$708,28 com o benefício.

No total, segundo a pesquisa, em maio, no Maranhão, foi repassado R$ 1,232 milhão, distribuído principalmente para aqueles que estão nos estratos de renda mais baixos da população, cuja renda domiciliar, naquele mês, não ultrapassava R$ 549,96, o que representavam 82,5% dos recursos.

A PNAD COVID19 mostra que 4,8 milhões de maranhenses (67,9% da população do estado) residem em domicílios onde pelo menos um morador recebeu o Auxílio Emergencial, em maio. 1,182 milhão de domicílios (61,7% dos domicílios do estado) foram beneficiados.

De acordo com a pesquisa, dos 68 milhões de domicílios existentes no Brasil, 38,7% (26,3 milhões de domicílios) foram beneficiados. Em termos populacionais, 45% dos 210 milhões de habitantes do país, quase 94 milhões de pessoas, residem em domicílios onde pelo menos um morador recebeu o auxílio.

Os dados da PNAD COVID19 MENSAL, particularizados sobre o recebimento do Auxílio Emergencial foram divulgados na segunda-feira (29), menos de três meses após a implementação do Auxílio, visando apresentar os efeitos da pandemia no mercado de trabalho e na renda da população, de modo a produzir informações necessárias à elaboração de programas de apoio específicos ou de políticas públicas em geral. Esses primeiros resultados incluem estimativas detalhadas sobre cobertura e focalização do programa. O Auxílio Emergencial é destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados.

Fonte: Unidade Estadual do IBGE no Maranhão / Supervisão de Disseminação de Informações

Saiba o que são as queimadas protetivas realizadas com planejamento dos órgãos ambientais

Ambientalistas e servidores do Ibama esclarecem o uso de uma técnica bastante conhecida em vários países do mundo, denominada Manejo Integrado do Fogo (MIF). Essa técnica pressupõe, basicamente, a execução de queimas controladas no início do período de seca (junho e julho) e em locais com maior risco de incêndios.

Nesse período, as queimadas controladas e orientadas pelos órgãos ambientais servem para reduzir a quantidade de combustível (biomassa) na época mais seca, diminuindo bastante o risco de grandes incêndios florestais.

As queimadas controladas e orientadas, denominadas Manejo Integrado do Fogo (MIF), têm o objetivo de proteger o entorno de áreas mais sensíveis como terras indígenas, unidades de conservação e até mesmo plantações.

Segundo os técnicos do Ibama, como boa parte dos incêndios florestais inicia nas beiras de estradas, a realização do MIF nestes locais é prioritária por reduzir significativamente o risco de ignição e propagação de incêndios florestais na época seca.

O nome do instrumento utilizado pelos brigadistas chama-se pinga fogo e é exatamente para isso que ele serve, ou seja, fazer as queimadas controladas legalmente previstas no Código Florestal (Art. 38 da Lei 12.651/12), que permite:

“o emprego da queima controlada em Unidades de Conservação, em conformidade com o respectivo plano de manejo e mediante prévia aprovação do órgão gestor da Unidade de Conservação, visando ao manejo conservacionista da vegetação nativa, cujas características ecológicas estejam associadas evolutivamente à ocorrência do fogo”.

Técnicos ambientais sinalizam os locais das queimadas protetivas

Durante as queimadas protetivas as equipes dos órgãos ambientais utilizam coletes de identificação, cones e outros sinalizadores, avisando e orientando a população e os motoristas sobre a verdadeira finalidade do trabalho – prevenir incêndios de grandes proporções.

As queimadas controladas são realizadas em locais específicos, após intensa análise dos aspectos econômicos, sociais e ambientais. É uma técnica praticada em quase todos os países que lidam com grandes incêndios, a exemplo da Austrália, África do Sul, Portugal, Espanha e EUA, entre outros.

Vídeo deturpado

Embora os órgãos ambientais tenham toda a precaução de esclarecer e orientar a população sobre as queimadas protetivas, algumas pessoas mal intencionadas fazem fotos e vídeos atribuindo ao Ibama intenções criminosas que não têm qualquer relação com a verdade.

Um desses vídeos, feito na região tocantina, sudoeste do Maranhão, circula nas redes sociais com informações falsas de incêndios atribuídos ao Ibama com supostas intenções políticas.

Os propagadores de desinformação (fake news) insistem em atribuir uma intenção criminosa e política às queimadas, culpando o Ibama, a Funai e os indígenas com falsas interpretações sobre o fogo nas margens das estradas.

O vídeo com informações falsas foi desmascarado no portal G1

Vídeo com desinformação sobre queimadas é mentiroso

Veja abaixo a nota do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) sobre as queimadas protetivas.

O Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) informa a todos os associados e comunidade de interesse que a atividade filmada e incorretamente narrada do Ibama, em um vídeo que circula nas redes sociais, se trata de uma ação planejada que consiste na técnica de fogo controlado para limpeza das margens das rodovias.

Realizado de forma conjunta, o Ibama, a Polícia Rodoviária Federal e Funai iniciaram o trabalho de queima de materiais combustíveis que ficam às margens das rodovias, como vegetação seca, para evitar a ocorrência de incêndios descontrolados. A técnica é planejada com antecedência por equipes técnicas e adota todas as medidas de segurança disponíveis para controle do fogo e prevenção de acidentes.

Com a limpeza das margens da rodovia, os agentes públicos tentam reduzir a possibilidade de que, em caso de incêndio, o fogo atravesse a estrada e atinja uma área ainda maior. Todas essas informações foram fornecidas ao FNBF pelos órgãos responsáveis pela ação.

O Fórum reitera seu compromisso com a verdade dos fatos e se coloca à disposição para pesquisar e esclarecer dúvidas de seus associados em caso de conteúdos suspeitos.

Atenciosamente,

FÓRUM NACIONAL DAS ATIVIDADES DE BASE FLORESTAL

“Bangu à Beira-Mar”: romance de Érico Cordeiro conta a saga de migrantes nordestinos

Romance histórico que atravessa quase um quarto de século, entre os anos de 1915 e 1939, e narra a vida e as peripécias de Lucas Baptista de Moura Facundo, que fugiu com a família, do Ceará para o Rio de Janeiro, durante a grande seca de 1915, em busca de uma vida melhor.

Um pouco mais tarde, ele vai estudar engenharia mecânica na Itália, iniciando ali o seu treinamento em artes marciais, ao mesmo tempo em que se envolve na luta antifascista.

De volta ao Brasil, se agrega aos movimentos pela democratização do país, combatendo a truculência da ditadura Vargas, e vive uma série de aventuras na trepidante capital da República durante a Belle Époque.

A história mostra um pouco do Brasil dos anos 20 e 30, reportando fatos históricos, como o Tenentismo, a Coluna Prestes, a Revolução de 30, a Intentona Comunista, o Estado Novo e a vida artística e cultural do Rio de Janeiro.

Mais tarde, Lucas volta à Europa, fixando-se em Madri, e ali se engaja na luta contra o fascismo, auxiliando o exército republicano durante a Guerra Civil Espanhola. Por fim, nosso herói se estabelece em Portugal, onde vai ajudar a polícia portuguesa a desvendar uma série de misteriosos e violentos assassinatos.

O autor

O maranhense Érico Renato Serra Cordeiro nasceu em São Luís, em 1968. Formado em Direito pela UFMA, desde 2004 exerce o cargo de Juiz do Trabalho. Atualmente, é Juiz Titular da Vara do Trabalho de Pinheiro–MA. É professor universitário, embora, por força das circunstâncias, esteja afastado das salas de aula. Apaixonado por música, literatura e cinema, acredita no poder transformador da arte e em sua capacidade de humanizar o sublime e de tornar sublime o humano. Espadas, armas de fogo e tiroteios? Só na ficção. Afinal, como nos versos de Paulo César Pinheiro, “Não sou do tempo das armas / Por isso ainda prefiro / Ouvir um verso de samba / Do que escutar som de tiro”.

Sobre a obra

“Um surto pandêmico mundial. Uma aparentemente irresistível ascensão do fascismo. 2020? Não! Estamos na alvorada do século XX e ele é assustadoramente parecido com os nossos dias” – Cláudia Torreão.

“É, antes de tudo, um romance visceral entrecortado por uma poesia com alma, pólvora e dentes” – Félix Alberto Lima.

“Uma aventura esplendorosa pela história política e cultural da primeira metade do século XX, guiada por um personagem cativante e por um escritor arguto e refinado” – Jarbas Couto Lima.

Compre aqui

Fotografias com afeto e solidariedade

Por Celijon Ramos

Qual é o preço de um olhar que esteja atento? Um olhar pode valer milhões, afinal o que se compra hoje pode valer milhões amanhã no insondável mundo da arte contemporânea.

Mas, neste momento, o olhar é principalmente solidário. Aí ele já vale muito hoje mesmo. Vale a solidariedade. Vale sentimento de comunhão e humanismo. Vale o abraço fraterno e o carinho que se pode demonstrar e entregar ao próximo.

A campanha Olhar Solidário tem todos esses significados e, por isso, merece seu apoio explícito no gesto de adquirir fotografias.

A iniciativa, que ocorre concomitante em várias cidades do Brasil e do mundo, está em São Luís por motivação da fotógrafa e produtora cultural Fafá Lago, com apoio de amigos (do Foto Sombra, da Clara Comunicação e da curadora Svetlana Farias), que se associaram a outros quase 50 fotógrafos da cidade para doarem seus trabalhos fotográficos e reverterem a renda em benefício das entidades filantrópicas do Lar de José e Pouso Obras Sociais.

Pois é. Seu Olhar Solidário tem o valor da riqueza que vem do coração ao aproximar a beleza dos mais sublimes sentimentos carregados pela emoção.

Campanha Olhar Solidário: fotógrafos independentes

Coordenação: Fafá Lago

Curadoria: Svetlana Farias

Financeiro: Rafael Sombra

Marketing: Clara Comunicação Ltda

Apoio: Foto Sombra e Clara Comunicação 

Período: 26 de junho a 27 de julho de 2020

Vendas: Foto Sombra no site https://fotosombra.com/home, nas lojas do São Francisco e Shopping da Ilha .

Tamanho: 30×45

Valor: R$ 120,00