Procuram-se os irmãos Teixeira

Amanda Silva *

Procuram-se informações, dicas, pistas do paradeiro da Tipografia e Tipogravura Teixeira no Maranhão. Ou até mesmo, sendo muito otimista, notícia dos descendentes dessa família. Sim! É final do século XIX e início do XX! É possível, logo, não custa perguntar. Mas vejamos um pouco do que se sabe da história da tipogravura dos Teixeira e o porquê dessa procura.

Os irmãos Pinto Teixeira eram sócios e comerciantes que gerenciavam a firma Gaspar Teixeira & Irmãos Sucs., no final do século XIX e início do XX, donos dos Armazéns Teixeira, uma espécie de loja de departamento, reduto de importados e modernidades, no qual também ofereciam diversos tipos de serviços, de Alfaiataria à Tipografia.

Dos três irmãos, um chama atenção pelo envolvimento com as artes gráficas da época. Alfredo Teixeira foi o responsável pela implantação de uma oficina completa de tipografia e de gravura em São Luís, exercendo também o cargo de diretor artístico da casa. Dentre os diversos impressos publicados pela Tipogravura Teixeira, destaco dois periódicos, a Revista Elegante e a Revista do Norte, ambas com a presença de fotografias/ fotogravuras impressas; a primeira, como cortesia, vindo junto com a revista, e a segunda, uma típica revista ilustrada da época.

E é exatamente isso que chama atenção: as fotogravuras. A impressão em larga escala de cópias de fotografias nas páginas dos periódicos só foi possível com o desenvolvimento tecnológico das prensas, do aperfeiçoamento dos processos de reprodução e impressão de imagens, da industrialização da imprensa, entre outras questões. Lembrando que estamos falando do final do século XIX e início do XX. E a Tipogravura Teixeira realizava esse trabalho aqui em São Luís.

Estou tentando ser otimista; e passar pelos percalços inerentes a uma pesquisa histórica é de praxe; afinal, o historiador não deixa de ser um detetive, que precisa ter a perspicácia da procura, na qual sai em busca não do tempo perdido, mas dos rastros deixados pela linha de sombra da memória… ou da história, como queiram.

Não é fácil, não é rápido, às vezes, nem é racional ou objetivo, e, em muitos casos, é preciso contar com um tico de sorte. Embora seja bastante recompensador.

Se você é desse tempo, ou seja, agora, divulgue, mostre, pergunte para o pai, para a mãe, puxa aquele papo com a avó, com o avô, aliás, é uma ótima oportunidade de puxar aquele papo gostoso, tomando um golinho de café com a avó, com avô, hein?! De saber como era São Luís “naquele tempo”. Compartilhem a pergunta no grupo da família no WhatsApp!

E é por isso, leitor, que cá estou utilizando este incrível canal que é a internet. Se você que está lendo isso agora conhece ou já ouviu falar dessa turma, entre em contato!

Essa pergunta/pesquisa não é aleatória, faz parte do meu trabalho (em andamento) de dissertação de mestrado, mas que, certamente, não se encerra nele. Do que for encontrado, partirão mais pesquisas.

Em breve publicarei mais sobre as revistas citadas e as outras publicações feitas pela Tipogravura Teixeira. É só aguardar!

Os Armazéns Teixeira ficavam na Praça João Lisboa, número 4, esquina com a Rua do Egito.  Na imagem, é o prédio da esquina, à esquerda. Reparem como era a Praça João Lisboa em 1900.

Imagem: Revista do Norte

Amanda Silva é mestranda em Cultura e Sociedade – PGCult (UFMA); graduada em História pela Universidade Estadual do Maranhão e graduanda em Artes Visuais (UFMA). Pesquisadora do Museu da Memória Áudio Visual do Maranhão – Mavam (2013-14); desenvolve pesquisas relacionadas a imagem.

PCdoB minimiza decisão da juíza que declarou Flávio Dino e Marcio Jerry “inelegíveis”

Em nota distribuída aos meios de comunicação, o Comitê Estadual do PCdoB  no Maranhão, em razão de decisão tomada pela juíza Anelise Nogueira Reginato, da 8ª zona eleitoral de Coroatá, que suspendia os direitos políticos de Flávio Dino e o impedia de se candidatar pelos próximos 8 anos, afirma que “a ação movida visa apenas desestabilizar o processo eleitoral e reflete o desespero de quem está atrás nas pesquisas”.

Para o PCdoB-MA, a ação, movida por Ricardo Murad, coordenador de campanha de Roseana Sarney, é insustentável. “A fragilidade da decisão judicial está exposta por basear-se em prova de 2018, que apontaria suposta irregularidade cometida dois anos antes”, diz a nota.A direção assegura que “certamente a sentença não tem nenhum valor jurídico e será anulada”.

Confira a íntegra da nota:

Sobre a decisão da juíza Anelise Nogueira Reginato contra o governador Flávio Dino e o ex-secretário Márcio Jerry, a direção estadual do PCdoB do Maranhão afirma:

1 – A ação movida por Ricardo Murad, coordenador de campanha de Roseana Sarney, visa apenas desestabilizar o processo eleitoral e reflete o desespero de quem está atrás nas pesquisas;

2 – A fragilidade da decisão judicial está exposta por basear-se em uma suposta prova de 2018, que comprovaria suposta irregularidade cometida dois anos antes;

3 – Certamente a sentença não tem nenhum valor jurídico e será anulada.

São Luiz, 8 de agosto de 2018

Encontro com apaixonados por Flávio Dino e Roseana Sarney

No mesmo lugar, em momentos distintos, encontrei duas pessoas apaixonadas por suas respectivas candidaturas: Flávio Dino (PCdoB) e Roseana Sarney (PMDB).

Cada uma elogiava efusivamente a sua escolha e defendia o voto na volta da “guerreira” ou na continuidade da mudança.

Eleição é isso, momento de exacerbação das paixões e enaltecimento dos afetos.

Após ouvir meus interlocutores, elaborei esse texto para indagar os leitores sobre o real interesse de uma eleição fundamental para o Maranhão.

Fundamental por dois motivos: 1) pode impor uma derrota quase sem volta à pessoa José Sarney (devido ao tempo), mas não ao sarneísmo; 2) no caso da reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB), implica em especular sobre o futuro do Maranhão pós-segundo mandato dinista.

Vendo os links de blogs em grupos de whats app, quase todas das candidaturas disponibilizam notícias sobre eventos dos mais variados tipos.

O candidato “x” fez isso e aquilo, o “y” recebeu apoio deste ou daquele prefeito, o “z” celebra a adesão de deputados e lideranças… e por aí vai.

Outra parte do noticiário dedica-se aos ataques pessoais, algumas vezes emoldurados em “fake news”, com o objetivo de atingir a honra das pessoas.

O Maranhão de 2018 ainda guarda resquícios do passado, da política anacrônica, dos maus hábitos que só prejudicam o interesse público.

O que tem a dizer Roseana Sarney, depois de quase 50 anos em que sua família dominou o Maranhão?

Roberto Rocha cresceu em mordomias. Filho de governador, tem convicção de que o Palácio dos Leões tem de ser a sua morada, novamente, por obrigação do povo.

A eleição polarizada entre Flávio Dino e Roseana Sarney oculta outras candidaturas relevantes, como as do PSOL e PSTU, por exemplo. Eles têm o que dizer e propor e precisam ser ouvidos e noticiados, a bem do interesse público e da democracia.

O PCdoB do governador Flávio Dino reeditou os “Diálogos pelo Maranhão” de 2014 e fez as “Escutas Territoriais”. Espera-se que destes eventos saia um programa de governo consistente e amplamente divulgado.

Mas, até agora, ganharam visibilidade a política de alianças, o jogo da demonstração de forças das coligações que reúnem o maior número de partidos, os insultos e as agressões, fake news e todas as outras armas de antigamente.

Ter muitos partidos aliados nem sempre é o caminho da vitória com sucesso. Veja-se o exemplo de Lula/PT com o PMDB, ainda por cima achando que as Organizações Globo eram amigas do PT…

Josimar Maranhãozinho está engajado em qual mudança?!

Enfim, o que menos se debate é programa de governo, as diretrizes, caminhos e metas para o Maranhão se desenvolver.

Priorizam-se as fórmulas mágicas dos programas de TV, as famosas maquetes e promessas de sempre, desprezando o debate essencial para o interesse público.

Penso que nesta eleição devemos exigir o bom debate, pautado em programas de governo, como deve ser uma eleição.

Deixar que a terra arrasada domine o pleito só serve para despolitizar a política.

Voltando aos meus interlocutores apaixonados do início do texto, disse a eles que não sou obrigado a escolher entre os candidatos ao Senado Edison Lobão/Sarney Filho x Roberto Rocha Eliziane Gama, sob o argumento de que precisamos derrotar o coronel de qualquer jeito.

Esse pragmatismo e as paixões exacerbadas resultaram no golpe e em outros despautérios.

É óbvio que entre Flávio Dino e a volta de Roseana Sarney existem diferenças abissais e não há qualquer chance de votar no passado. Aposto na reeleição do governador.

Mas, não basta um ajuste ao pragmatismo eleitoral. Queremos de fato e concretamente, no programa de governo e na condução da gestão, um contraponto real a José Sarney e à sua herança maldita – o sarneísmo.

Bancários realizam assembleia e planejam Dia de Paralisações

O Sindicato dos Bancários (SEEB-MA) convoca os bancários maranhenses para a Assembleia Geral que será realizada no dia 07 de agosto (terça-feira), às 18h30, na sede do Sindicato, na Rua do Sol, Centro de São Luís.

O objetivo é avaliar as propostas dos banqueiros e do Governo (patrão dos bancos públicos), definir novas estratégias de luta para a Campanha Salarial 2018 e deliberar sobre a participação dos bancários no Dia Nacional de Paralisações em defesa do emprego, da aposentadoria e dos direitos trabalhistas, que ocorrerá no dia 10 de agosto em todo o país.

Para o SEEB-MA, a convocação da Assembleia Geral é uma forma de chamar a atenção da maioria das centrais sindicais e sindicatos do país, que – até o momento – não mobilizaram a categoria bancária nem elaboraram um calendário de lutas para o mês de agosto, o que é muito preocupante! Afinal, sem um calendário, o que os bancários farão até setembro, prazo legal para a deflagração de uma possível greve?

Vale ressaltar que as negociações com a Fenaban e com os bancos públicos se encerram nesta semana e – ao que tudo indica – não apresentarão avanços nas cláusulas econômicas e sociais, muito em razão dessa postura acuada do Comando Nacional, que aparentemente tem como único objetivo nesta Campanha a renovação da atual CCT.

De fato, essa é uma reivindicação importante, porém, o SEEB-MA entende que os bancários podem conquistar mais, diante do lucro recorde dos bancos (quase 80 bilhões somente em 2017) e da lição dada pelos caminhoneiros do país, que mostraram ser possível – com mobilização – obter vitórias importantes apesar da reforma trabalhista, da crise econômica e dos demais ataques do Governo Temer.

Para isso, é necessário que o Comando Nacional deixe de dramatizar a atual conjuntura, assumindo uma postura de coragem e ousadia, intensificando a mobilização dos bancários e mudando a postura na mesa de negociação, pois os banqueiros e o Governo têm totais condições de renovar atual a CCT, bem como de conceder reajuste salarial, valorização do piso, incorporação de benefícios, mantendo, ainda, o emprego formal na atividade bancária.

“Fazemos um chamado a todas as centrais sindicais e sindicatos do país para que convoquem assembleias gerais e organizem um calendário de lutas para o mês de agosto. O nosso já começa na sexta-feira (10/08), Dia Nacional de Paralisações. Com o apoio da base, vamos em busca de mais direitos e da vitória nessa Campanha Salarial” – afirmou o presidente do SEEB-MA, Eloy Natan.

Saiba mais em http://seebma.org.br/campanha2018/

Candidato da chapa “Uema Livre” registra candidatura e entra na disputa pela reitoria

Acompanhado por lideranças estudantis, professores, alunos, familiares e apoiadores do Coletivo Por Democracia na UEMA, o candidato à reitoria, professor João Coelho efetivou na tarde desta terça-feira (02/08) a inscrição da chapa UEMA Livre para concorrer na consulta à comunidade para formação da Lista Tríplice para Reitor da UEMA.

O professor Coelho ressalta as ações mais importantes a serem discutidas com a comunidade acadêmica neste período eleitoral, que são: democratização e descentralização administrativa, pedagógica e financeira; elevação dos maiores centros de estudos superiores ao nível de campus com dotação orçamentária; criação do conselho estatuinte para elaboração de regras e normas democráticas; superar o déficit de sala de aula e de laboratórios nos cursos.

A consulta prévia envolverá professores, técnicos-administrativos e estudantes da Universidade estadual do Maranhão e ocorrerá no dia 3 de setembro.

Livro sobre migração do rádio AM para FM será lançado em dois eventos nacionais

O livro Migração do rádio AM para o FM – Avaliação de impacto e desafios frente à convergência tecnológica será lançado durante a realização de dois eventos: o 28º Congresso Brasileiro de Radiodifusão, no dia 22 de agosto, em Brasília e o 41º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação, dia 7 de setembro, em Joinville. A obra, coordenada pelas professoras Nair Prata (UFOP) e Nélia Del Bianco (UnB/UFG), apresenta os resultados de uma pesquisa nacional que busca entender o impacto da migração do rádio AM para o FM no Brasil.

A investigação contou com a participação de quase uma centena de pesquisadores de todo o país, que entrevistaram 238 emissoras de rádio migrantes. Os resultados são apresentados em três capítulos do livro. No primeiro, é traçada uma linha do tempo do processo de construção da política pública da migração do AM para o FM. A análise dos resultados da investigação em âmbito nacional está no segundo capítulo. E, por fim, no terceiro capítulo, 77 autores interpretam os dados de cada estado à luz da história da formação do mercado de radiodifusão regional.  Participam da pesquisa os seguintes estados: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal.

A investigação é fruto do projeto de pesquisa “Migração do rádio AM para o FM: análise do processo, sustentabilidade, audiência e impacto no conteúdo, programação, profissionais e estratégias de relacionamento com a audiência”, do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom – Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação. Foi desenhado a partir de duas situações: emissoras AM que assinaram o termo de outorga e estão transmitindo em FM e emissoras AM que assinaram o termo de outorga, mas ainda não iniciaram as transmissões em Frequência Modulada.

O objetivo principal da pesquisa foi entender o processo de migração sob os aspectos relacionados ao processo de mudança – investimentos necessários à mudança; expectativa de aumento de faturamento e audiência; reconfiguração do conteúdo e da programação para se adaptar à nova frequência; mudanças na equipe de profissionais; construção de  estratégias de relacionamento com a audiência; e reposicionamento da marca da rádio no FM.

A coleta dos dados foi feita por meio de questionário online aplicado junto às emissoras. De novembro de 2017 a abril/maio de 2018 os pesquisadores saíram a campo para o preenchimento do instrumento de pesquisa e, em maio/junho, os grupos de cada estado analisaram os dados coletados e escreveram os textos que compõem o livro.

O livro, publicado pela Editora Insular (www.insular.com.br), tem dois prefácios: um da coordenadora do Grupo de Pesquisa Rádio e Mídia Sonora da Intercom, professora Valci Zuculoto (UFSC) e o outro do diretor geral da ABERT, Luís Roberto Antonik.

Segundo uma das coordenadoras do projeto, professora Nair Prata, “fazer pesquisa empírica com tal extensão não é uma tarefa simples, mas os dados que vêm à luz compensam todo o empenho na investigação”. A outra coordenadora, professora Nélia Del Bianco, explica: “Com este trabalho, desvelamos um rádio que se esforça nas tentativas de se reinventar, buscando novos públicos, novas formas de sustentabilidade e novos modos de sobrevivência em um ecossistema midiático em profunda reconfiguração”.

Autores

 

Coordenação

Nair Prata

Nélia R. Del Bianco

Acre

Mônica Iurk

Fátima Bandeira

Alagoas

Lídia Ramires

Amapá

Paulo Vitor Giraldi Pires

Patrícia Teixeira Azevedo Wanderley

Amazonas

Edilene Mafra

Eliena Monteiro

Manoela Moura

Bahia

Eliana Albuquerque

Distrito Federal

Carlos Eduardo Esch

Espírito Santo

Edgard Rebouças

Goiás

Nélia R. Del Bianco

Mauro Celso Feitosa Maia

Maranhão

Carlos Benedito Alves da Silva Junior

Ed Wilson Ferreira Araujo

Jefferson Saylon Lima de Sousa

Nayane Cristina Rodrigues de Brito

Robson Silva Corrêa

Rodrigo Nascimento Reis

Roseane Arcanjo Pinheiro

Rosinete de Jesus Silva Ferreira

Mato Grosso do Sul

Hélder Samuel dos Santos Lima

Daniela Cristiane Ota

Minas Gerais

Cândida Borges Lemos

Debora Cristina Lopez

Kamilla Avelar

Paula de Souza Paes

Waldiane Fialho

Luana Viana

Pará

Netília Silva dos Anjos Seixas

Jessé Andrade Santa Brígida

Paraíba

Norma Meireles

Olga Tavares

Goretti Sampaio

Paraná

Ana Carolina de Araújo Silva

Claudia Irene de Quadros

Elaine Javorski

Flavia Lúcia Bazan Bespalhok

Graziela Bianchi

Lidia Paula Trentin

Pernambuco

Andrea Trigueiro

Daniel Ferreira

Elano Barbosa Lorenzato

Piauí

Evandro Alberto de Sousa

Orlando Berti

Rio de Janeiro

Helen Pinto de Britto Fontes

Rhanica Evelise Toledo Coutinho

Rio Grande do Norte

Adriano Lopes Gomes

Alexandre Ferreira dos Santos

Ana Lúcia Gomes

Ciro José Peixoto Pedrosa

Deyse Alini de Moura

Edivânia Duarte Rodrigues

Emanoel Leonardo dos Santos

Hélcio Pacheco de Medeiros

Jeferson Luís Pires Rocha

Rio Grande do Sul

Dulce Mazer

Diego Weigelt

Rondônia

Evelyn Íris Leite Morales Conde

Roraima

Pedro Henrique da Silva Ribeiro

Antonia Costa da Silva

Santa Catarina

Valci Regina Mousquer Zuculoto

Karina Woehl de Farias

Beatriz Hammes Clasen

Guilherme Gonçales Longo

Ediane Mattos

São Paulo

Roberta Baldo Bacelar

Maria Aparecida de Paiva da Cruz

Adriana Maria Donini

Marcos Júlio Sergl

Misaki (Mii Saki) Tanaka

Lenize Villaça

Sergipe

Mario Cesar Pereira Oliveira

Paulo Victor Melo

Tocantins

Valquíria Guimarães da Silva

Marluce Zacariotti

Sem coligar, PSTU confirma Ramon Zapata e Nicinha Durans para Governo do MA

Em convenção estadual, o PSTU oficializou a candidatura de Ramon Zapata ao Governo do Maranhão e de Nicinha Durans como vice na chapa. Além da candidatura ao governo, foram definidas as candidaturas de Preta Lu e Saulo Arcangeli para as duas vagas ao Senado e uma chapa de deputados estaduais e federais. A escolha foi feita por aclamação pelos filiados ao partido presentes no auditório do Curso de História da UEMA, no Centro Histórico de São Luís.

“Para nós, basta dos ricos e poderosos governarem. É preciso construir um governo socialista dos trabalhadores formado por conselhos populares para resolver os problemas de desemprego, educação, saúde e saneamento básico”, destacou o candidato Ramon Zapata.

De acordo com Ramon Zapata, o plano de governo também prevê como medida emergencial um plano de obras públicas para combater os altos índices de desemprego e proporcionar a construção de escolas, hospitais, moradias e a universalização do saneamento básico. Os recursos financeiros viriam, principalmente, da rediscussão do pagamento da dívida pública.

A ata da Convenção do PSTU foi registrada eletronicamente no dia 26/07 no Tribunal Regional Eleitoral e definiu os números dos candidatos ao Senado, Deputado Estadual e Deputado Federal. O partido terá dois candidatos ao Senado: Saulo Arcangeli (161) e Preta Lu (163); dois candidatos a Deputado Estadual: Heliomar Barreto (16116) e Conceição (16111) e dois candidatos a Deputado Federal: Kátia Ribeiro (1616) e Domingos Filho (1611).

O PSTU decidiu que não fará nenhuma coligação para a disputa das eleições estaduais, não entrando no toma lá da cá das outras candidaturas que disputam apoio de vários partidos envolvidos no mar de lama da corrupção e que não resolvem e nem resolverão a situação extremamente difícil que vivem os trabalhadores do estado. Por isso, nestas eleições fazemos um chamado à rebelião para mudar este quadro de exploração e opressão que passa o povo.

Qualidade das estradas: Clube de Engenharia assumindo a sua posição na sociedade

Por Arthur Ribeiro Bastos, engenheiro civil e sócio do Clube de Engenharia do Maranhão.

As estradas brasileiras são péssimas em qualidade e durabilidade. O nosso país, há muitos anos, tem um órgão especializado em transportes. O primeiro foi o Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), que deu origem a outro com maior abrangência, o Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), ambos com o apoio do Instituto de Pesquisas Rodoviárias (IPR).

Esses órgãos prestaram serviços relevantes padronizando muitos equipamentos, análises e métodos rodoviários, inclusive o cálculo dos pavimentos, que é a base de suporte dos movimentos e os esforços que atuam sobre as rodovias. Embora nenhuma lei obrigasse o uso dessa metodologia, o país inteiro passou a adotá-la porque grande parte dos recursos para esse setor são do Governo Federal.

Acontece que o transporte rodoviário evoluiu em quantidade e tonelagem dos veículos e a metodologia de cálculo do pavimento permaneceu vinculada a um sistema americano patenteado por J. Porter em 1929, que se baseia na comparação entre as condições do nosso solo com a Brita Californiana, daí surgindo o Índice Suporte Califórnia (ISC), que no Brasil assumiu o nome de CBR e que continua sendo ensinado nos cursos de engenharia civil, embora seja um método totalmente empírico, sem nenhuma base matemática que o justifique. Apesar disso, o nosso país é um dos poucos no mundo a utilizá-lo.

Nesse contexto, as nossas estradas, com cerca de 1.700.000 km de extensão, jamais alcançarão um padrão de qualidade que justifique os investimentos que recebem anualmente.

Felizmente o DNIT, a partir deste ano, resolveu mudar a metodologia de cálculo dos pavimentos estabelecendo um novo modelo mecanístico-empírico para a previsão de desempenho dos pavimentos, a exemplo do que já é usado pelas concessionárias rodoviárias, que têm na durabilidade das suas estradas a razão principal dos seus lucros.

O Clube de Engenharia do Maranhão decidiu participar dessa verdadeira cruzada que será empreendida durante esse processo de mudança, que já começa a despertar, em alguns setores da engenharia, a costumeira reação que precede a perda de conforto ao ter que estudar a nova metodologia, que exige estudos de modelos matemáticos e de técnicas numéricas mais avançadas para a consolidação da qualidade das nossas rodovias.

Em primeiro lugar, alertamos as nossas universidades para a necessidade de reciclarem seus corpos docentes para poderem incluir em suas grades curriculares a nova disciplina, sob pena de continuarem ensinando aos seus alunos assuntos ultrapassados.

Em segundo lugar, sugerimos que o CREA/MA, ao analisar os projetos que lhe são apresentados para aprovação, adote a nova tecnologia de cálculo numérico, pois, em última análise, esse Conselho tem aprovado projetos cuja vida útil não atende aos prazos estabelecidos nos estudos, que é de dez anos. Afinal, o pavimento é a base do projeto e representa, em média, a metade do valor financeiro de uma estrada e, quando mal calculado, pode-se comparar a rodovia com um edifício, cuja fundação não foi bem dimensionada e a obra termina por desmoronar.

Acrescente-se que o custo atual das nossas rodovias, dependendo de suas características, oscila entre R$1.000.000,00 e R$ 1.500.000,00 por quilômetro, com vida média de cinco anos (às vezes até menos), enquanto que pela nova metodologia de cálculo e com técnica construtiva bem administrada e um bom serviço de conservação, pode durar o tempo necessário para o retorno do capital investido, isto é, dez anos, admitindo-se uma taxa interna de 10% a.a.

Queremos advertir as autoridades que têm sobre si a responsabilidade de contratar e executar novos projetos rodoviários, que o façam aplicando a nova maneira de cálculo dos pavimentos, pois executar projetos que sabidamente não atenderão as condições econômicas para as quais são projetadas significa cometer crime de responsabilidade.

O novo método de cálculo do pavimento cumpre também um objetivo ecológico, pois, na maioria das vezes, o próprio solo local é preparado com o uso de novas técnicas de estabilização, para resistir aos esforços submetidos, eliminando praticamente a necessidade de importação de materiais de outros locais – no nosso caso a conhecida laterita – que para ser escavada retira a vegetação existente, deixando vários buracos que acumulam água, onde proliferam mosquitos e outros vetores de doenças, além de desagregar as partículas sólidas do maciço desprotegido ativando o assoreamento das nascentes dos córregos e rios.

O valor do transporte do material importado, às vezes de muitos quilômetros de distância, é um fator que pesa no orçamento da obra, sem ele o custo do pavimento novo com maior durabilidade praticamente não altera os valores das restaurações atuais, além de melhorar o desempenho estrutural com o uso de material preparado sob novas técnicas de estabilização.

Nessa luta, o Clube de Engenharia do Maranhão se ressente do nosso Estado não possuir um órgão específico para cuidar exclusivamente do transporte, ou seja, um local de estudos e planejamento dos diversos modais, formando uma equipe de especialistas devidamente preparada e atualizada para assumir tecnicamente o setor, evitando que profissionais de outras regiões adotem aqui procedimentos, que, por vezes, não se ajustam às nossas necessidades e peculiaridades.

O Clube de Engenharia do Maranhão acrescenta que está montando um programa de controle estatístico da nossa rede rodoviária para estudar custos, tempo de execução das obras, situação atual e, principalmente, a vida útil dos projetos.

O objetivo do Clube de Engenharia do Maranhão, ao fazer essas observações, não é criticar qualquer segmento da sociedade. É esclarecer uma distorção técnica não observada no Brasil por muitos anos. E esse erro tem provocado graves prejuízos ao desenvolvimento econômico do país.

Assim, intenção é contribuir com as mudanças que, certamente, hão de resultar na melhoria da nossa malha viária e garantir maior segurança e conforto dos usuários maranhenses.

Arthur Ribeiro Bastos é engenheiro civil e sócio do Clube de Engenharia do Maranhão.

Imagem arquivo CNT deste site

Nota oficial do PT reitera veto à candidatura de Eliziane Gama ao Senado

Um documento assinado pelo presidente do PT no Maranhão, Augusto Lobato, reafirma a decisão do Encontro de Tática Eleitoral, realizado dia 27, no qual o partido nega apoio à candidatura de Eliziane Gama (PPS) ao Senado.

Atuais deputados federais, Eliziane Gama e Weverton Rocha (PDT) integram a chapa majoritária do governador Flávio Dino (PCdoB), que concorre à reeleição, tendo como vice Carlos Brandão (PRB).

Os petistas não perdoam as atitudes de Eliziane Gama no curso das investigações que criminalizaram o PT. Na CPI da Petrobras, ela propôs a convocação de Lula para depor e prestar esclarecimentos sobre denúncias de corrupção. A parlamentar também votou “sim” ao impeachment da então presidente Dilma Roussef (PT).

O veto dos petistas à candidata ao Senado, que já ecoava com veemência nas palavras de ordem (“golpista! golpista!”) durante o Encontro de Tática Eleitoral, é agora oficial em nota assinada pelo presidente do PT Augusto Lobato.

O comunicado também informa que o partido decidiu fazer aliança para a reeleição do governador Flávio Dino e ter chapa própria para as candidaturas de deputado estadual e federal. “E não apoiar a candidatura ao Senado de Eliziane Gama”, frisou a nota.

As decisões tomadas no Encontro de Tática Eleitoral foram homologadas na convenção do PT dia 28 de julho.

A candidata ao Senado repudiada no evento petista também foi alvo de manifestações durante a própria convenção que consolidou 15 partidos na coligação pró-Flávio Dino. No evento lotado, o bordão “golpista” voltou a ser pronunciado no momento em que Eliziane Gama discursava.

Convenção de Flávio Dino reúne aliados históricos e legendas do Centrão

A força gravitacional do Palácio dos Leões levou uma multidão ao Sebrae, na manhã de sábado (28) para consolidar o apoio de 15 partidos à reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB). Participaram do evento centenas de candidatos: ao Senado – Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PSS), à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal, além de prefeitos, vereadores e organizações dos movimentos sociais oriundos de todas as regiões do Maranhão.

No palanque heterogêneo estavam aliados históricos do PCdoB, a exemplo do PT, e dissidentes do grupo liderado por José Sarney (PMDB), com destaque para Pedro Fernandes (PTB) e Gastão Vieira (Pros). O primeiro já está aquinhoado no governo comunista com dois benefícios: suplência no Senado e a promessa de eleição do seu filho Pedro Lucas à Câmara Federal; o segundo, queixa-se de ter apoiado Flávio Dino sem nada em troca.

Centrão

Se por um lado a convenção mostrou a força dos Leões, de outro torna transparente a reedição do pragmatismo eleitoral que tende a ampliar o poder de governabilidade com uma base fisiológica viciada, a exemplo das legendas do Centrão – lideradas no Maranhão por André Fufuca (PP), Josimar Maranhãozinho (PR), Cleber Verde (PRB) e Simplicio Araújo (Solidariedade) e DEM (Juscelino Filho), Pedro Fernandes (PTB), Gastão Vieira (Pros), Jota Pinto e Junior Marreca (PEN/Patriota).

Alguns deles, deputados federais que votaram pelo impeachment da presidente Dilma Roussef (PT), estavam na linha de frente do palanque onde o governador Flávio Dino abriu seu discurso defendendo a liberdade de Lula e o direito de o petista ser candidato a presidente.

Trata-se da mesma elite política saudosa de Roseana Sarney (PMDB), que mudou para Jackson Lago (PDT) e agora é absorvida por Flávio Dino.

Esta heterogeneidade, própria da política, terá uma coalizão pró-Lula com Flávio Dino e simultaneamente a militância das legendas do Centrão na campanha de Geraldo Alckmin (PSDB) a presidente da República.

A convenção teve também a simbologia de uma aliança com os movimentos sociais. Foram referenciados o MST, quilombolas, quebradeiras de coco, juventude e pessoas de várias regiões do Maranhão beneficiárias dos principais programas do governo: Mais Asfalto; Escola Digna; Mais IDH; Sim, eu posso!;  Restaurante Popular; entre outros.

Não se pode negar que há melhorias concretas sendo processadas no Maranhão, em vários setores, que impactam no curto prazo e podem ter continuidade em um eventual segundo mandato.

A composição heterogênea com a base fisiológica e clientelista é um dado real da política e do pragmatismo eleitoral marcantes no Maranhão, desde Benedito Leite.

Mudança profunda só haverá em um cenário de ruptura com a elite política tradicional e a sua renovação geracional, uma usina que descarta Waldir Maranhão e produz Josimar Maranhãozinho ou Fufuquinha.

Em uma análise equilibrada, sem paixões, vale ressaltar que o núcleo duro do governo não está contaminado pelos vícios de outrora e existem diferenças quilométricas entre Flávio Dino e Ricardo Murad, essencialmente no trato com a coisa pública.

Exemplo real é a transformação da Casa de Veraneio, usada para os banquetes da oligarquia Sarney financiados com dinheiro público, na Casa Ninar, um centro de referência para o tratamento de crianças com problemas de neurodesenvolvimento, com amplo acesso às famílias pobres.

O resultado dessa diferença é que existem melhoras significativas no primeiro mandato de Flávio Dino. A mudança não está dada. É uma construção. E vai depender das forças políticas que terão hegemonia no segundo mandato.

Daí a importância de ampliar a base progressista na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, acentuar o protagonismo dos movimentos sociais e avançar em políticas democráticas profundas no Maranhão.

É por aí o caminho da mudança.

Foto: site PCdoB