Bancas de revista realizam roda de conversa com os candidatos à Prefeitura de São Luís

A Associação dos(as) Jornaleiros(as) do Maranhão realiza sexta-feira (30) uma roda de conversa com os candidatos à Prefeitura de São Luís. O objetivo é debater políticas de incentivo à leitura e dialogar sobre a situação das bancas de revista.

O evento acontece às 8 horas, na “Banca do Dácio”, no estacionamento da Praia Grande (ao lado do antigo Viva Cidadão do Reviver).

Nos dois mandatos do prefeito evangélico Edivaldo Holanda Junior (PDT) ocorreu um processo de eliminação das bancas de revista em São Luís, cidade Patrimônio Cultural da Humanidade, título concedido pela Unesco.

Quase todas as bancas localizadas no Centro Histórico, o coração intelectual da cidade, foram eliminadas no decurso das obras de reforma das praças da Bíblia, Deodoro/Pantheon e João Lisboa.

A extinção das bancas alcançou também a área nobre de São Luís, no bairro Renascença II, onde houve resistência dos proprietários, de militantes dos direitos humanos e dos próprios moradores e frequentadores dos estabelecimentos.

Veja aqui e aqui.

As bancas retiradas do canteiro central da avenida Miécio Jorge (ou avenida do Vale) foram temporariamente colocadas às margens de uma rede de fast food mediante a promessa de que seriam realocadas no estacionamento do tropical Shopping.

A Prefeitura de São Luís chegou a iniciar a construção dos alicerces para reposicionar as bancas, mas o Ministério Público alegou que o local não é adequado.

O juiz da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, Douglas de Melo Martins, está mediando o conflito com o objetivo de encontrar uma alternativa viável para a reinstalação dos estabelecimentos no Renascença II, observando a legislação sobre o espaço urbano.

O diálogo entre os(as) gestores(as) das bancas, a Justiça, o Ministério Público e a Prefeitura terá nova etapa dia 10 de dezembro.

Pão com Ovo: a sátira do Brasil

Ed Wilson Araújo

Depois de “um feixe e uma carrada” de apresentações em praças públicas de 70 municípios do Maranhão, em teatros de São Luís, Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Salvador, Teresina e na Europa (Portugal), a comédia Pão com Ovo retornou ao palco em curta temporada com o espetáculo “A convenção”.

A derradeira apresentação desse período será realizada quarta-feira (28), no Oito Bar, ao ar livre, no hotel Blue Tree Towers.

Sucesso nos tablados e nas redes sociais, Pão com Ovo tem uma longa estrada percorrida na dramaturgia brasileira. O protagonismo decorre de vários fatores, entre eles muito estudo e trabalho para construir identidades junto ao público.

Um dos achados performáticos dos atores é a imersão nos falares do povo maranhense, frequentando os espaços onde os gestuais e os linguajares são capturados e transformados em texto dramático. Assim, as expressões regionais são facilmente reconhecidas pelo auditório, apanhadas no mergulho profundo na vida real.

Embora tenha o regionalismo como um dos pontos fortes, Pão com Ovo extrapola a cena local porque a arte é universal. Clarisse Milhomem (Cesar Boaes) está para a Península ou Leblon assim como Dijé (Adeílson Santos) emerge da área Itaqui-Bacanga ou da Baixada Fluminense.

Afinal, “coá, eu hein!”, “hum hum”, “hehem”, “tá”, “te toca”, “marminino”, “tô é tu” e outras dezenas de murmúrios e tiradas irônicas do maranhês são ditas de outras formas pelo povão Brasil afora.

No espetáculo “A convenção” a trama percorre um processo eleitoral com todos os vícios de uma disputa marcada pelo pragmatismo e clientelismo tão comuns no cenário político-partidário nacional.

Dijé e Clarisse Milhomem dividem a comédia, desta feita, com uma trupe de atores igualmente talentosos: Davyd Dias (Maçarico), Ricco Lima (Carlos Alberto Ferrari Milhomem), Marluce Emily (Iarde), Magno de Jesus (Mundica Fuçura), João Carvalho (Otávio Gabriel) e Dênia Correia (Jacierma).

Antes e depois do espetáculo o público saboreia o show especial da cantora Luciana Pinheiro.

Pão com Ovo foca no “conflito amigável” entre a socialite “Clarisse Milhomem” e a mulher guerreira de periferia: “Dijé”. Elas atritam porque são de classes sociais distintas, mas se abraçam nas suas diferenças, sem Clarisse incorporar o tom preconceituoso do tipo “eu odeio pobre”.

Quanto à retórica, vale ainda registrar alguns tons do discurso educativo da peça sobre a tolerância e respeito às diferenças de gênero e uma clara posição de combate à homofobia.

Não conto mais detalhes para evitar o spoiler e “estragar o prazer” de quem ainda não assistiu ao espetáculo.

Dou apenas uma dica. Depois da peça fique mais um pouco para apreciar o show de Luciana Pinheiro e, quem sabe, saborear as canjas maravilhosas de Dijé fazendo solo de jazz e rufando o som ancestral dos cantadores de bumba-meu-boi do Maranhão.

Eu vejo Pão com Ovo pensando nas tiradas teóricas de Jesus Martín-Barbero sobre as pulsações estéticas advindas do meio popular como práticas culturais de enfrentamento e resistência diante da arte cultuada nos espaços fechados e reservados a um público refinado, cult.

Em sua obra “Dos meios às mediações”, Martín-Barbero faz um apanhado das variadas pulsações do ambiente popular ressignificadas na dinâmica das transformações culturais. Os cegos violeiros, os pregoeiros das feiras livres, os cantores de rua, o teatro cara a cara nos palcos improvisados a céu aberto, as comédias animadas pelos urros e apupos da plateia exaltada e outras tantas modelagens estéticas dão vida à usina de emoções criativas não oficiais.

Todas essas ousadias de outrora vigoram no tempo presente quando um espetáculo de perfil popular vai aos grandes teatros do país.

Pão com Ovo tem um pouco de tudo isso e algo mais. Incorpora elementos da tragédia grega, do folhetim, da radionovela e da teledramaturgia contemporânea. Pão com Ovo é “Pão com (p)Ovo”.

A sofisticada elite intelectual de São Luís pode até não gostar do estilo popular, mas a maioria adora. Eu estou entre esses milhões de brasileiros encantados com as habilidades retóricas, os movimentos corporais e as elegantes interpretações sonoras da nossa tribo tupiniquim que um dia promete virar Paris.

Operação da PF, Ibama e Exército interdita três serrarias próximas de áreas indígenas no Maranhão

Três serrarias são interditadas por ação integrada entre órgãos de controle ambiental e de segurança pública

Uma operação conjunta, realizada entre os dias 14 e 16 de outubro, interditou serrarias no município de Zé Doca, a 302Km de São Luís. A Operação Verde Brasil 2 foi realizada pela Polícia Federal, IBAMA e Exército, com o apoio da Capitania dos Portos do Maranhão, Batalhão de Policiamento Ambiental e Corpo de Bombeiros do Maranhão.

Três serrarias, localizadas no entorno das Terras Indígenas Awá e Alto Turiaçu, foram interditadas, nove fornos foram inutilizados, dois caminhões com madeira pronta foram apreendidos nas proximidades, seiscentos metros cúbicos de madeira em tora foram apreendidos e inutilizados, além de setenta e dois metros cúbicos de madeira serrados.

O setor de inteligência da Polícia Federal foi o responsável por localizar as serrarias. Os criminosos identificados são reincidentes e vão responder pelos crimes ambientais e por receptação.

As ações integradas continuarão e visam o combate a crimes ambientais. A Operação Verde Brasil 2 é coordenada pelo Ministério da Defesa. Está no escopo do Conselho Nacional da Amazônia (CNA), em apoio aos órgãos de controle ambiental e de segurança pública.

Texto e imagem: Comunicação Social da Polícia Federal no Maranhão / cs.srma@dpf.gov.br

Agroindústria de farinha será gerenciada por mulheres em São Domingos do Maranhão

A 17km do município de São Domingos do Maranhão, no povoado Viola, o Governo do Estado, por meio do Sistema da Agricultura Familiar, inaugurou nesta terça-feira (06), a agroindústria de beneficiamento de mandioca.

Esta é a primeira agroindústria que será administrada por mulheres. No povoado, elas protagonizam histórias de muito trabalho e luta pelo empoderamento feminino na agricultura familiar.

Leilane Lima, é tesoureira da Associação do Povoado, que possui 22 agricultoras e agricultores associados, e de onde um grupo de mulheres tomou a frente da organização da agroindústria, um papel que sempre fora desempenhado exclusivamente por homens.

“Para nós, mulheres, representa uma força enorme e uma forma de nos empoderar. Tomamos a frente de um negócio que homens administravam totalmente e que agora temos o nosso grupo de mulheres focado em manter essa agroindústria”, disse.

Segundo Leilane, o papel dos homens é no serviço braçal, no cultivo e lida na roça, já as mulheres vão participar do processo desde a ralação da mandioca até o empacotamento da farinha. 

O secretário de Estado da Agricultura Familiar, Júlio César Mendonça, enfatizou sobre mais uma ação do Governo do Maranhão visando o fortalecimento da cadeia produtiva da mandioca. “Esta é a terceira agroindústria de beneficiamento de mandioca inaugurada na nossa gestão e é de suma importância para fortalecer, incentivar e valorizar o trabalho dos agricultores familiares beneficiados pela cadeia da mandioca. Ficamos felizes em ver mais essa ação sendo concretizada na vida das famílias do povoado Viola e mais ainda por esse produto ser incluído nas cestas básicas destinadas às famílias em situação de vulnerabilidade social,” destacou Mendonça.

Inauguração da agroindústria de beneficiamento de mandioca

A farinha do povoado Viola vai ser incluída nas cestas básicas com produtos da agricultura familiar, no âmbito do Plano Emergencial de Empregos Celso Furtado. Serão 5 toneladas de farinha que irão para a mesa de pessoas em situação de vulnerabilidade social do Maranhão.

A farinha recebeu também o Selo Gosto do Maranhão, uma iniciativa do Governo do Maranhão, por meio do Sistema SAF, para valorizar e fortalecer as identidades sociais e produtivas dos segmentos da agricultura familiar. Os produtos serão identificados como sinônimo de origem do campo.

O secretário de Estado de Comunicação e Assuntos Políticos, Rodrigo Lago, presente na inauguração, ressaltou o papel do Plano Emergencial de Empregos Celso Furtado na dinamização da renda para os agricultores do povoado Viola.

“Mais um grande investimento do Governo do Maranhão para a agricultura familiar, hoje, a inauguração da agroindústria do povoado Viola, em São Domingos do Maranhão. É um incentivo à agricultura familiar e também à economia, através de ações como essa, inserida no Plano Celso Furtado com geração de emprego e renda para a população do Maranhão”, pontuou.

Inauguração da agroindústria de beneficiamento de mandioca

Agroindústria de farinha da Viola

Com investimentos de R$ 250 mil destinados à construção e compra de equipamentos, o Governo visa, com esta ação, expandir e fortalecer a cadeia produtiva da mandioca na região, além de gerar trabalho e renda para as famílias.

A capacidade diária da produção é de 840 kg de farinha. Por ano, o volume previsto de comercialização é de R$ 605.000,00 com 201 toneladas.

A cadeia da mandioca abrange 17 municípios maranhenses, com investimentos de mais de R$ 2,5 milhões, beneficiando cerca de 700 produtores.

Assis Chateaubriand: um canalha genial

Gago na infância e alfabetizado tardiamente, o paraibano Assis Chateaubriand Bandeira de Melo fundou um império de comunicações no Brasil – os Diários Associados.

Sua vida é marcada por dezenas de episódios com variadas qualidades e temeridades em farta documentação apresentada na biografia “Chatô: o rei do Brasil” (de Fernando Morais) e nos documentários fartamente distribuídos em plataformas de streaming.

Chateaubriand tinha a expertise de utilizar a sua poderosa máquina de comunicação para achacar, chantagear e mentir de forma grotesca visando atingir seus objetivos pautados em uma cobiça sem limites.

Amigo e desafeto de empresários, banqueiros, presidentes, políticos e dos bandidos de colarinho branco, entre figuras de outros naipes, ele era amado e odiado pelas diversas personagens que cruzaram sua vida atribulada.

Entre tantas peripécias marcadas por conchavos, manobras e negociatas, Chateaubriand foi até senador pelo Maranhão.

Assista nesse documentário uma parte da biografia de um dos geniais canalhas do Brasil.

Leia aqui sobre a passagem de Assis Chateaubriand na cidade de Caxias, no Maranhão, acompanhando a comitiva do então governador Eugênio Barros.

Foto destacada / Chateaubriand inaugurando a ponte de concreto sobre o riacho das Lages, divisa do Centro com Cangalheiro. No canto direito o governador Eugenio Barros e com a mão na cabeça o prefeito de Caxias Alcindo Cruz. / Crédito: revista O Cruzeiro

Primavera de Museus tem programação especial durante toda a semana no Maranhão

Com atividades virtuais promovidas por instituições de todo o país, a 14ª Primavera de Museus acontece durante toda esta semana, do dia 21 a 27. Museus vinculados à Secretaria de Estado da Cultura (Secma) participam do evento com atividades em ambiente virtual, visto o momento de pandemia causado pela Covid-19.

Com o tema ‘Mundo Digital: museus em transformação’, a temporada pretende estimular o uso de ferramentas digitais para estreitar o relacionamento com o público. Museus, instituições de memória, espaços e centros culturais de todo o país estão transformando suas práticas, oferecendo lives, webinários, visitas virtuais, exposições e outras ações que propõem interatividade com a sociedade.

O Museu de Artes Visuais (MAV) lançou pelo Instagram uma ação educativa voltada para o público infantil com o objetivo de transformar uma obra do acervo do MAV em quebra-cabeça. A obra escolhida é uma pintura que faz referência a dois personagens tradicionais do carnaval maranhense, o Urso e o Fofão. O óleo sobre tela é do artista Edson Mondego. Para o dia 27 está prevista uma live que trará a conversa de duas gestoras de museus e suas considerações e perspectivas sobre as transformações ocorridas durante a pandemia.

A Fundação da Memória Republicana Brasileira (FMRB) já anunciou a exposição virtual #SOSAmazonia. A mostra apresenta obras de arte sobre a Amazônia, seus povos originários e suas atividades produtivas. São diversas peças, entre artefatos e telas, oriundas do Brasil, Venezuela, Suriname e Colômbia. Disponível nas redes sociais da FMRB.

A Casa de Nhozinho vai comemorar com exposições em suas redes sociais (Instagram @Casadenhozinho, e Youtube Casa de Nhozinho). Até este sábado (27), o público pode conferir a exposição ‘Fazendo Casas de Taipa’ por Aricélia Cantanhede Sales. É um projeto sobre o processo de construção das casas de taipa na cidade de Central do Maranhão. A série é composta por 10 painéis em Acrílico. A outra opção é a exposição de fotografias sobre armadilhas de pesca no Maranhão.

O Museu da Casa de Cultura Josué Montello fará exposição, ação educativa e sarau, tudo pelas suas redes sociais e da Secma. A programação conta com leituras de poesia, exposição de caricaturas de escritores brasileiros, e curiosidades sobre os museus brasileiros.

O Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão e o Museu do Palácio dos Leões também participam da 14ª Primavera de Museus com exposição virtual do acervo permanente e visita mediada.

Cabe uma retratação

O secretário de Saúde, Carlos Lula, é um dos melhores gestores do governo Flávio Dino (PCdoB).

Durante a pandemia do novo coronavírus ele tem feito o bom combate, em sintonia com as orientações das autoridades sanitárias, trabalhando com seriedade no enfrentamento da doença.

Porém, na convenção partidária governamental em Coroatá, Carlos Lula fez discurso sem máscara e até dançou com os seus correligionários no palanque, vendo na plateia um ambiente aglomerado e perigoso.

Não adianta usar o argumento de que o cidadão Carlos Lula é uma pessoa; e o secretário, outra. Ambos estão na mesma humanidade, falível.

O secretário errou e deveria fazer uma retratação.

Outros políticos e candidatos fizeram convenções aglomeradas atropelando as recomendações médicas.

A convenção do candidato a prefeito de São Luís, Duarte Junior, ex-comunista e atualmente no Republicanos, foi um exagero de aglomeração.

O que ele fez depois? Gravou e divulgou um vídeo pedindo desculpas.

O secretário de Saúde poderia tomar uma atitude semelhante. Na condição de autoridade referência no combate à pandemia é até pedagógico ele vir a público explicar a falha e reforçar os cuidados com a vida.

Basta um gesto simples e didático, com uma pequena dose de humildade.

Estimativa da população do Maranhão passa de 7,1 milhões, segundo IBGE

O estado é o 11º mais populoso do país

O IBGE divulgou as Estimativas de População, que são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos.

De acordo com as estimativas, em 1º de julho de 2020, o Maranhão contava com 7.114.598 habitantes, distribuídos pelos seus 217 municípios, representando próximo de 3,4% da população brasileira. A estimativa de 2019 apontava a população do Maranhão sendo composta por 7.075.181 habitantes.

A população do Maranhão é a 11ª maior dentre as 27 Unidades da Federação. Os três estados mais populosos do país localizam-se na Região Sudeste, enquanto os cinco estados menos populosos localizam-se na Região Norte. O estado de São Paulo, com 46,3 milhões de habitantes, concentra 21,9% da população total do país, seguido de Minas Gerais, com 21,3 milhões de habitantes e do Rio de Janeiro, com 17,4 milhões de habitantes.

Estima-se que o Brasil tem, em 2020, quase 211,8 milhões de habitantes, distribuídos pelos 5.570 municípios que compõem as 27 Unidades da Federação, com um acréscimo populacional de 0,77% em relação ao ano passado.

São Luís: 15º município mais populoso do Brasil

Em 2020, são 17 os municípios com população superior a 1 milhão de habitantes. Desses, 14 são capitais estaduais. Esses municípios concentram 21,9% da população do país.

O município de São Paulo continua sendo o mais populoso do Brasil, com 12,33 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (6,75 milhões de habitantes), Brasília (3,05 milhões de habitantes) e Salvador (2,88 milhões de habitantes). São Luís, por sua vez, é o 15º município brasileiro mais populoso, com 1.108.975 habitantes.

Municípios maranhenses

Ainda de acordo com as Estimativas de População, além da capital São Luís, os outros quatro municípios maranhenses mais populosos em 2020 são Imperatriz, com 259.337 habitantes, São José de Ribamar, com 179.028 habitantes, Timon, com 170.222 habitantes, e Caxias, com 165.525 habitantes.

Já Junco do Maranhão (4.392 habitantes), São Félix de Balsas (4.562 habitantes), Nova Iorque (4.682 habitantes), São Pedro dos Crentes (4.684 habitantes) e São Raimundo do Doca Bezerra (5.131 habitantes) são os municípios com os menores números de habitantes do estado.

Fonte: Unidade Estadual do IBGE no Maranhão / Supervisão de Disseminação de Informações

Imagem destacada / vista aérea do município de Codó, na região leste do Maranhão capturada nesse site

Nota de Pesar da Abraço Maranhão pelo falecimento do apresentador Carlos Pinho, da rádio Difusora FM, de Zé Doca

A Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão manifesta pesar pelo falecimento do locutor Carlos André Pinho, apresentador do programa “Manhã com Cristo”, vinculado à igreja Assembleia de Deus, na rádio comunitária Difusora FM, do município de Zé Doca.

Carlos André Pinho tinha 30 anos de idade. Ele é mais uma vítima da pandemia do novo coronavírus e veio a óbito hoje, 21 de agosto, às 5 horas da manhã, após 10 dias de internação no Hospital Macroregional de Santa Luzia do Paruá.

Carlos André Pinho

A Abraço solidariza-se aos amigos e familiares do apresentador e a toda a equipe da rádio comunitária Difusora FM.

Que Deus o receba em paz e conforte seus entes queridos diante da perda tão precoce.

São Luís, 21 de agosto de 2020

Abraço Maranhão

A Diretoria

Antigo Espaço Cultural Mestre Amaral será a Praça dos Poetas

Texto e fotos: Agência de Notícias / Secap / Governo do Maranhão

No Centro Histórico de São Luís, mais precisamente no espaço de sua fundação, encontra-se uma das principais concentrações de belos estilos arquitetônicos. Na esquina da avenida D. Pedro II com a Rua Newton Bello (Montanha Russa), mais uma obra vai compor o cenário. É a Praça dos Poetas, que o Governo do Maranhão pretende entregar até o aniversário da cidade.

No espaço, existiu um sobrado colonial entre o século XIX até meados do século XX, vizinho à antiga casa de Ana Jansen. O sobrado foi demolido e durante algum tempo funcionaram alguns restaurantes que tinham o privilégio da vista panorâmica para o Rio Anil. Com a saída dos restaurantes, o lugar permaneceu abandonado, deteriorado pela ação do tempo, e por último foi ocupado pelo grupo cultural de Tambor de Crioula do Mestre Amaral.

Mestre Amaral / divulgação / capturada aqui

“A valorização dos espaços públicos tem sido marcante no Governo Flávio Dino, e a Praça do Poetas é mais um investimento para a transformação das cidades”, ressaltou o secretário de Estado da Cultura, Anderson Lindoso.

A Praça contará com um mirante e, no trajeto até ele, serão homenageados 10 escritores e poetas maranhenses. Ferreira Gullar, Catulo da Paixão Cearense, Nauro Machado, Sousândrade, Bandeira Tribuzzi, José Chagas, Gonçalves Dias, Maria Firmina, Dagmar Destêrro e Lucy Teixeira.

Vista panorâmica da Praça dos Poetas (Foto: divulgação)

O espaço terá, ainda, quiosques, banheiros públicos e tratamento paisagístico, além de detalhes arquitetônicos que remontam o colonial e o moderno.

“A área construída de 1.130m² buscou traçar linhas de cobertura singelas a fim de não carregar e obstruir a vista da cidade, buscando uma releitura entre a arquitetura colonial e a modernista”, informou Eduardo Longhi, arquiteto e superintendente de Patrimônio Cultural, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura.

A obra integra o Programa Nosso Centro, do Governo do Estado, e faz parte de um amplo programa de requalificação da cidade antiga, por meio de ações como o Programa de Revitalização do Centro Histórico da Prefeitura de São Luís, financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), e o PAC Cidades Históricas, do Governo Federal/IPHAN.