Desespero na TV: Geraldo Alckmin mira em Bolsonaro

O golpe parlamentar-jurídico-midiático que derrubou a presidente Dilma Roussef (PT) não deu certo no todo, só em parte.

Lula está preso, mas lidera as pesquisas.

O PT, com suas qualidades e defeitos, continua vivo.

Os artífices do golpe planejaram a exterminação do petismo e colocaram o PMDB, liderado por Eduardo Cunha, para fazer o “trabalho sujo” encaminhando o impeachment.

A ideia dos golpistas era “limpar o terreno” para que o príncipe da elite paulistana, a serviço das corporações do capitalismo internacional, subisse no palco de 2018 como o salvador da pátria.

Esse príncipe, Geraldo Alckmin, patina em todas as pesquisas. E os tucanos, com a maior coligação e tempo de TV, além da fortuna de campanha, buscam uma luz no fim do túnel.

A única saída para Geraldo Alckmin é a polarização com Bolsonaro, na tentativa de criar uma antítese àquele que ameaça ir ao segundo turno contra o candidato de Lula – Fernando Hadad (PT).

Na campanha da TV, a propaganda de Geraldo Alckmin é explicita nesse intento de ser o antípoda de Bolsonaro – “não é na bala que se resolve”.

Em contraponto, faz o discurso apelando ao equilíbrio, o bom senso, a razão e o coração.

O primeiro filme da campanha tucana, belo e organizado, busca construir um conceito de Geraldo Alckmin vinculado à ideia de pacificador e aglutinador.

O apelo à paz e o repúdio ao ódio constroem a narrativa desesperada dos tucanos, eles próprios protagonistas do ódio ao PT, na campanha organizada e sistematicamente veiculada nos meios de comunicação, no curso da estratégia de desmonte da democracia, da esquerda e da política que resultou no golpe.

Ficam claras, portanto, as digitais dos estrategistas tucanos na tentativa exasperada de polarizar Alckmin x Bolsonaro.

Os marqueteiros tucanos sabem que não adianta refutar o discurso de ódio usando as mesmas armas.

Eles perceberam que o estilo agressivo de Ciro Gomes (PDT), tentando ser na verborragia a antítese de Bolsonaro, não funciona.

No fundo, os tucanos tentam fazer de Geraldo Alckmin uma especie de candidato paz e amor, mas sem a popularidade de Lula e o cheiro de povo.

Há milagres que nem a TV opera. O filme do tucano até começa bem, com o discurso pacificador de uma atriz negra, cabelo black power, tentando construir uma identidade que não existe na figura do senhor de engenho Geraldo Alckmin.

Marqueteiros constroem mitos e heróis, mas falta para o candidato tucano algo que até Bolsonaro tem – o mínimo de liga com o povo.

Imagem: Nelson Almeida AFP 17 agosto 2018

Vias de Fato e Agência Tambor publicam nota de solidariedade ao editor deste blog

NOTA DE SOLIDARIEDADE AO JORNALISTA
E PROFESSOR ED WILSON ARAÚJO

A Agência Tambor e o Jornal Vias de Fato vêm a público manifestar solidariedade ao jornalista e professor do Curso de Rádio e TV da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Ed Wilson Araújo, diante das agressões verbais descabidas que ele sofreu, ao exercer seu trabalho de jornalista.

As agressões ocorreram em comentários de redes sociais, após a publicação de um texto no Blog de Ed Wilson (neste link) no qual o jornalista faz uma abordagem crítica e informativa sobre um fato recente da campanha eleitoral maranhense, envolvendo o professor da UFMA Saulo Pinto (atual candidato a senador pelo PSOL) e Natalino Salgado (ex-reitor da mesma UFMA)

O Maranhão é historicamente um lugar de cultura política autoritária, avessa à crítica, ao debate e a circulação de informações. Portanto, hoje, diante de tudo que se passa no Brasil, é inaceitável, sob todos os aspectos, que alguns setores que se reivindicam de esquerda, reproduzam essa intolerância.

Ed Wilson tomou a iniciativa de tratar jornalisticamente da aproximação entre Saulo Pinto e Natalino Salgado, a partir de um fato político concreto, somado a uma imagem (uma foto) e um comprovante de doação de campanha feita pelo ex-reitor, para o candidato ao Senado. E o jornalista fez isso após a apuração de informações relativas a textos e imagens que já circulavam, intensamente, em aplicativos de mensagem.

Diante disso, a Agência Tambor e o Jornal Vias de Fato manifestam apoio incondicional ao jornalista, repudiando qualquer tentativa de desqualificar o seu trabalho. Reconhecemos o tema da reportagem em questão como sendo de interesse público. Acordos políticos e doação de dinheiro a candidatos devem estar claramente colocados para a sociedade. Portanto, toda candidatura está sujeita a abordagens públicas e/ou questionamentos vindos da imprensa ou de qualquer outro setor da sociedade. Isso faz parte de um processo que nós lutamos para que seja democrático (e ainda não é!).

E ainda sobre o caso, queremos deixar bem claro que Natalino Salgado é figura conhecida. Tem práticas e ideias conhecidas. É adversário de comunicadores, professores e estudantes que têm autonomia e defendem, verdadeiramente, os direitos humanos, a liberdade e os valores minimamente republicanos. O ex-reitor tem uma trajetória que nós sempre criticamos. E comunicadores e professores têm a obrigação de informar sobre essa trajetória. Do contrário, não podemos reclamar quando os jovens elogiam ditaduras e votam em candidatos de extrema direita.

E viva a democracia!
Viva a liberdade de expressão!
E abaixo toda forma de intolerância de viés autoritário!

São Luís, 02 de setembro de 2018
Agência Tambor
Jornal Vias de Fato

Imagem: Presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias, Geremias dos Santos, e o jornalista Ed Wilson Araújo / divulgação

Série de artigos celebra os 40 anos do disco “Lances de Agora”

O poeta e jornalista Celso Borges publicou no site Agenda Maranhão o segundo de uma série de artigos sobre o célebre disco “Lances de Agora”. A sequência de textos aborda um capítulo fundamental da música produzida por artistas do Maranhão.

E começa assim:

“Há 40 anos, no mês de junho de 1978, um grupo de músicos maranhenses entrava na Igreja do Desterro para gravar uma das obras mais importantes da discografia produzida por um artista local: Lances de Agora, de Chico Maranhão. Nascido do ventre da professora e pianista Camélia Viveiros, em 1942, no centro da cidade, e batizado com o nome de Francisco Fuzetti Viveiros Filho, Chico Maranhão foi com pouco mais de 20 anos pra São Paulo. Na Pauliceia passou boa parte da década de 1960, dividindo seu tempo entre a faculdade de arquitetura e a música. Formou-se na turma que Chico Buarque abandonou e tornou-se conhecido com o frevo Gabriela, quinto lugar do 3º Festival da TV Record, em 1967, o mesmo que consagrou Ponteio (Edu Lobo), Domingo no Parque (Gilberto Gil), Alegria, Alegria (Caetano Veloso) e Roda Viva (Chico Buarque). No início da década seguinte voltou pra São Luís em busca de suas raízes musicais, principalmente àquelas ligadas à cultura popular.”

Para ler o artigo completo, clique aqui

Na segunda publicação, Celso Borges discorre sobre os diferentes caminhos tomados pelos discos “Lances de Agora” e “Bandeira de Aço”. Veja abaixo:

“Em meados dos anos 1970, o publicitário e empresário Marcus Pereira estava mais entusiasmado ainda com a música maranhense. Conhecera outros compositores locais além de Chico Maranhão e andava encantado com os sons, ritmos e melodias dos nossos artistas. A certeza disso estava no lançamento de Bandeira de Aço no primeiro semestre de 1978, pouco antes da gravação de Lances de Agora. O disco com nove canções apresentava ao Brasil, na voz de Papete (José de Ribamar Viana), parte da produção de uma geração que criava uma música diferente, com sotaque próprio. Composições de César Teixeira, Josias Sobrinho, Sérgio Habibe e Ronaldo Mota.

Por diversas razões os dois discos trilharam caminhos diferentes nos anos seguintes. Enquanto Lances de Agora se tornaria uma relíquia de colecionadores e, principalmente, um disco dos admiradores de Chico Maranhão, Bandeira de Aço se transformaria, a partir de meados dos anos 1980, num fenômeno local e hoje é uma referência obrigatória, uma espécie de disco pai do que se denominou chamar MPM.”

Leia o texto integral aqui

Eduardo Braide é covarde ou esperto?

É consenso entre os analistas políticos que a candidatura do deputado estadual Eduardo Braide (PMN) ao Governo do Maranhão mudaria o cenário eleitoral, apontando uma disputa em dois turnos.

Sem ele, as pesquisas indicam a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) logo no dia 7 de outubro.

A desistência daquele que poderia alterar esse resultado gera uma série de especulações.

Uma delas interpreta que Eduardo Braide se acovardou, preferindo uma eleição mais cômoda de deputado federal, guardando a munição para a sucessão de Flávio Dino em 2022 e 2026.

Em meio às especulações há um dado real da conjuntura. Ele não teve uma coligação minimamente competitiva para entrar na disputa, ficando restrito ao minúsculo PMN.

O grupo liderado por José Sarney (PMDB) calculou que se ofertasse algumas legendas de aluguel para Braide, corria-se o risco de ele próprio ser o segundo colocado, deixando Roseana Sarney (PMDB) em terceiro lugar.

Mesmo assim, Braide carregaria o estigma de “ser o candidato de Sarney” no segundo turno contra Flávio Dino.

Pensando assim, não foi covardia e sim esperteza e projeção de futuro, seguindo a tradição.

Braide, se eleito deputado federal, é candidato a prefeito de São Luís em 2020. Muitos dizem que ele já está com o diploma de mandatário da capital na mão. Falta só combinar com o povo.

Aí sim, depois de passar pelo teste eleitoral da capital, entra na disputa pelo governo. Foi assim com Jackson Lago (PDT) e Flávio Dino, naquela ideia de que São Luís é o farol.

Na minha modesta opinião, certas covardias estão cheias de espertezas. Braide vai primeiro esperar o embate Roseana x Flávio em 2018 e ver como ficam os vitoriosos, os feridos e os mortos.

E, caso seja eleito prefeito de São Luís, será um nome para reorganizar o campo conservador no Maranhão.

O que não vai faltar é viúva de José Sarney querendo um novo padrinho.

Imagem/divulgação: Eduardo Braide e o candidato a senador José Reinaldo Tavares

Lula abandona Sarney no Maranhão

A passagem de Fernando Hadad (PT) em São Luís sepultou qualquer indício de que Lula possa declarar apoio a Roseana Sarney (PMDB) na eleição para o governo.

Lula é o maior cabo eleitoral do Maranhão, onde sempre obteve votações acima da média nacional. O apoio dele a Roseana Sarney em 2006 e 2010 foi decisivo para o prolongamento da oligarquia.

Mas, em 2018 será diferente. Preso e liderando as pesquisas, Lula acertou com a direção nacional do PT o apoio a Flávio Dino (PCdoB), atual governador e candidato à releição.

Dino já vinha costurando a aliança com o PT desde o impeachment da presidente Dilma Roussef, quando se posicionou com ênfase em defesa do mandato da petista.

A caravana de Lula pelo Nordeste, encerrada em São Luís, foi uma etapa importante da costura política feita por Flávio Dino para “amarrar” o apoio de Lula.

Além disso, caso o pedido de registro da candidatura de Lula seja derrotado em todas as instâncias, a chapa será formada por Fernando Hadad e a vice será Manuela Dávila (PCdoB).

Ambos estiveram em São Luís nesta sexta-feira (24) e selaram definitivamente o apoio à reeleição do governador comunista.

E não teriam feito esse gesto sem a ordem de Lula.

Nesse cenário, a candidatura de Roseana Sarney, que tinha esperança de uma guinada de Lula em direção ao PMDB, está cada dia mais fragilizada.

Tudo indica uma vitória de Flávio Dino no primeiro turno.

Imagem capturada neste site

Descendo o rio Balsas nos braços do buriti

Descer o rio das Balsas na rústica balsa de buriti é uma tradição que vem se mantendo na cidade de Balsas, para homenagear os pioneiros da navegação do sul do Maranhão que usavam uma embarcação construída totalmente com materiais da palmeira buriti (Mauritia flexuosa). Um dos principais entusiastas de tradição da balsa de buriti é o bioquímico José Itamar Pires da Silva.

Assista ao video, abaixo.

Contam os antigos que o uso da balsa na navegação na região teria sido ideia do mercador baiano Antônio Ferreira Jacobina, após a morte de seus animais. Os ribeirinhos passaram então a utilizar essa embarcação para acesso às fazendas de Riachão e transporte de mercadorias. Como muitas balsas trafegavam pelo rio, o porto das Caraíbas passou a ser chamado de Porto das Balsas e o povoado cresceu se transformando em vila Santo Antônio de Balsas (1892), depois cidade de Balsas (1943), localizada a 752 quilômetros da capital São Luís.

Dos braços da planta se fazem os feixes que amarrados uns aos outros compõem a base da balsa. Os lemes são feitos a partir da parte larga da planta. Quase 80% do que se usa para construção da balsa pode ser reaproveitado no ano seguinte.

A cobertura da balsa que era de palha mudou para lona plástica, devido recomendações do Corpo de Bombeiros e da Marinha do Brasil, que fazem uma palestra orientando os passageiros sobre os cuidados que devem ter durante o percurso.

A descida ocorre geralmente no período de julho a agosto, quando o rio não está cheio nem muito raso, proporcionando as condições ideais de navegabilidade da balsa.

A embarcação é feita sob encomenda e guiada pelos mestre e contramestre, que se posicionam na proa e na popa da balsa, combinando os movimentos do leme durante toda a viagem, demonstrando grande habilidade.

Os passeios turísticos podem ser de um, três e cinco dias. A descida mais curta sai de Santa Luzia, após um percurso de 28 km de caminhão por uma estrada vicinal. A viagem começa por volta de 9h da manhã, descendo-se o rio até a sede do município, com chegada por volta de 17h30. O passeio de três dias sai do Porto da Tomázia, distante 130 quilômetros da cidade de Balsas. Do Porto de Gregório começa o passeio de cinco dias.

Os preparativos para o embarque incluem vestir coletes salva-vidas e acomodar mantimentos para lanche e almoço, bebidas, equipamento de som e churrasqueira. Nas laterais da balsa amarram-se boias feitas de câmaras de pneus de veículos que são utilizados também para descer o rio durante todo o percurso.

A balsa se desloca lentamente no leito do rio, ainda bastante preservado até próximo da cidade, permitindo tomar banho, flutuar nas boias e navegar de caiaque no entorno da balsa de buriti.

A descida de balsa oferece várias sensações: encontro de amigos para o lazer, apreciar a natureza e a parte preservada do rio, bem como a vegetação e a morfologia nas margens.

O comandante Antônio Félix, há 19 anos nesse serviço, pode ser contratado no número (98) 988338407. Ele organiza a parada para almoço e o churrasco a bordo da balsa.

Café e filosofia em Alcântara

Faz muito tempo, na mesa de um bar, surgiram duas questões filosóficas em uma só: “Alcântara não vai ninguém porque não tem nada ou não tem nada porque não vai ninguém”?

Por “nada” e “ninguém” não entenda sentidos pejorativos ou depreciativos. Na pergunta está embutida a torcida, o desejo e a vontade dos frequentadores da deliciosa e encantadora Alcântara para que a cidade seja equipada com investimentos para a geração de emprego e renda aos seus moradores (em primeiro lugar) e opções de turismo, com o objetivo de movimentar a economia e ampliar o fluxo de visitantes na cidade.

“Se Alcântara fosse na Bahia, Caetano Veloso já tinha feito uma canção e davam um jeito de tocar na novela das oito”, dispara um atento observador da cidade.

A dupla questão filosófica acima provoca outra, baseada nas contradições do capitalismo e nas desigualdades que ele é capaz de produzir: Alcântara abriga pessoas analfabetas na vizinhança de uma base de lançamento de foguetes.

Fachada do café com lua cheia em Alcântara

No século XXI a tecnologia da escrita ainda não é acessível para muita gente nas proximidades da base que sedia um dos maiores polos de tecnologia aeroespacial do mundo.

Pois foi neste lugar estranho que aportou o casal Sergio e Lea, entusiastas do Café com Arte, o novo espaço cultural da cidade, ideal para bater papo, degustar petiscos e saborear cachaças e outras beberagens artesanais, além dos cafés especiais.

A casa não é um empreendimento no sentido convencional. Café com Arte oferece, antes de tudo, afeto, estampado no sorriso acolhedor de Sergio e Lea.

O lugar é um mix de cafeteria, cachaçaria e ponto de encontro para conversar, como todo boteco deve ser, no pé do balcão.

Localizado na rua Grande, 76, Centro, o Café com Arte também recebe artistas para voz e violão, recitais literários e audição de boa música. Livros e discos estão à vontade na sala, que dispõe de bancos decorados e duas poltronas.

O casal morou no Rio de Janeiro por umas décadas e mudou para São Luís em busca de tranquilidade, até conhecer Alcântara e o sossego. Aí decidiram montar o Café com Arte.

Cachaças locais e importadas, licores, cafés, biscoitos e docinhos, petiscos rápidos à base de castanha, queijo e azeitona compõem o cardápio. No local não servem refeições e nem cerveja.

Bebida saudável e afeto

Longe de ser um empreendimento com fins lucrativos, segundo Sergio, o local é um ponto de encontro para degustar, saborear e prosear.

O balcão ocupa o cômodo logo  na entrada, cercado de baquinhos e duas poltronas, porque o propósito maior é conversar e desfrutar os sabores etílicos e barísticos da casa.

Entre as bebidas especiais estão pelo menos dois rótulos produzidos no Maranhão: a cachaça Jacobina, de Balsas; e a tiquira Guaaja, produzida em Santo Amaro.

Como todo lugar especial, Café com Arte tem o diferencial administrativo. Sergio, o “antigerente”, não anota nada no consumo dos clientes. Avesso a comandas e planilhas para registrar a consumação, ele diz que o esforço para controlar, cansa! E este verbo, cansar, não é o propósito de ter transferido a sua morada do Rio de Janeiro para São Luís e depois Alcântara.

Ao final da visita, cada frequentador informa o que comeu e bebeu e só então entra a contabilidade de Sergio, sempre confiante na veracidade dos visitantes.

Outro detalhe: o pagamento só é feito em dinheiro. Café com Arte não operacionaliza cartão, porque a burocracia da máquina também não é o propósito, explica Sergio.

Tranquilidade é a filosofia do novo espaço cultural (e seria sideral?!) de Alcântara.

Imagens capturadas na fanpage https://www.facebook.com/cafecomarte.ma/

A força da candidatura do PTista Luiz HENRIQUE Lula da Silva a deputado estadual

O PT do Maranhão está com boas chances de eleger dois deputados estaduais, ou até três. Entre os principais candidatos está o jornalista e secretário de Formação do PT Luiz Henrique Lula da Silva.

Com longa militância dentro e fora do PT, Luiz Henrique fez um amplo trabalho de mobilização ao longo de toda a pré-campanha, reunindo apoiadores nas áreas urbanas e rurais em todo o Maranhão.

“São muitas reuniões, plenárias, encontros, debates e dedos de prosa para construir uma candidatura coletiva, solidária, formada a partir da base, com a militância na veia. Nossa candidatura é um projeto coletivo, fruto da nossa militância que iniciou ainda na juventude, na rua Basson, no bairro Apeadouro, em São Luís”, detalhou Silva.

Luiz Henrique: compromisso e confiança

Nos eventos já realizados, colhendo sugestões dos apoiadores, o candidato montou os eixos da campanha que vão direcionar a atuação parlamentar, com foco em direitos humanos e democracia, juventudes, reforma agrária e defesa das comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas e quebradeiras de coco) e desenvolvimento sustentável.

A plataforma do candidato tem especial atenção à defesa dos direitos e segurança das mulheres. “Diante do alto índice de violência e feminicídio, nosso mandato terá como uma das principais atuações a participação das mulheres nos debates e decisões fundamentais sobre políticas públicas de inclusão e proteção”, acentuou Luiz Henrique.

O núcleo de apoio no setor juventudes teve um evento próprio, denominado “Dizaê”, que reuniu dezenas de lideranças estudantis, quilombolas, assentados e militantes jovens de coletivos urbanos. O “Dizaê” apresentou uma carta-programa ao candidato, contendo as principais reivindicações das juventudes para compor os eixos da campanha.

Dizaê: juventude na vibe 13013

A democratização da comunicação é outro eixo presente não só na campanha, mas ao longo da militância de Luiz Henrique como um dos fundadores e presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão. “Nosso mandato será um esteio para o movimento de rádios comunitárias e estaremos na Assembleia Legislativa de portas abertas para defender as emissoras e o direito à comunicação livre, democrática e popular”, destacou.

Lula e Flávio Dino

Históricos: Luiz Henrique e João da Eletrônica
Luiz Henrique: PT pra toda a vida

Luiz Henrique adotou o sobrenome “Lula da Silva” pela identidade e defesa do legado dos dois governos do PT na Presidência da República e sobretudo pelo direito de Lula ser candidato, tese defendida pelo candidato em todas as suas agendas de campanha, dentro e fora do PT. “Nas minhas viagens pelo Maranhão é muito visível o desejo da população de votar em Lula e renovar o mandato do governador Flavio Dino. Esses dois projetos somam na nossa campanha e vamos vencer”, reforçou o candidato.

Para Luiz Henrique, é necessário alinhar as candidaturas no plano nacional e estadual, com o objetivo de fortalecer a aliança do campo democrático-popular. Caso Lula seja vetado, a chapa à Presidência da República será formada pelo PT e PCdoB, Fernando Hadad e Manuela Dávila.

Luiz Henrique na posse do governador Flávio Dino e em defesa da reeleição em 2018

“Vejo na reeleição de Flávio Dino a oportunidade para ampliar as mudanças que já estão sendo realizadas no Maranhão. Daí a importância de eleger deputados que possam atuar de forma propositiva junto ao governador. Eu me coloco nessa perspectiva de ser um representante dos movimentos sociais na Assembleia Legislativa”, sustentou Luiz Henrique, que foi um dos coordenadores da campanha de Flávio Dino, ainda na disputa eleitoral pela Prefeitura de São Luís, em 2008.

Com o bordão “compromisso e confiança”, Luiz Henrique se apresenta oficialmente candidato com o número 13013. Veja abaixo a biografia e o manifesto do candidato.

Biografia

Luiz HENRIQUE Lula da Silva é maranhense de São Luís. Suas raízes estão na rua Basson, no bairro Apeadouro. Lá ele cresceu, estudou e fez amigos. Seu primeiro emprego foi como office boy na Phocus Publicidade.

Iniciou sua militância na igreja, em grupos de jovens e no teatro. Participou do movimento estudantil e esteve presente na Greve de 1979, que conquistou o direito à meia passagem para os estudantes de São Luís.

Bons princípios semeados na união da família

Da Basson, ganhou o mundo. Ainda jovem partiu para Pedreiras, onde trabalhou como gerente comercial e posteriormente se constituiu médio empresário. Viveu 18 anos em Pedreiras e foi candidato a prefeito pelo PT, em 1996, ajudando a eleger o primeiro vereador petista naquela cidade.

Luiz Henrique no rio Mearim, em Pedreiras, cidade onde viveu 18 anos

A militância dentro e fora do PT é uma constante na vida de Luiz HENRIQUE Lula da Silva. Ele foi presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão, entidade que ajudou a criar, em 1998, juntamente com a rádio comunitária Carcará FM, de Pedreiras. Luiz HENRIQUE Lula da Silva também é um dos criadores da Apoesp (Associação de Poetas e Escritores de Pedreiras), entidade que reuniu artistas e boêmios na terra de João do Vale.

Na área profissional, Luiz HENRIQUE Lula da Silva trabalhou em duas agências de publicidade e formou-se em Jornalismo. Durante o segundo governo Lula, foi gestor substituto da Delegacia de Desenvolvimento Agrário do Maranhão. No governo Jackson Lago, foi Secretário de Estado Adjunto de Cidades. É também fundador do Instituto Foco Cidadania, com atuação na habitação popular.

Luiz Henrique com a presidenta Dilma Roussef

Em 2008, coordenou a campanha de Flávio Dino para prefeito de São Luís e chefiou os gabinetes dos deputados federais Washington Luiz e Zé Carlos, ambos do PT. Atualmente, Luiz HENRIQUE Lula da Silva é Secretário de Formação do PT-MA.

A maior parte da sua vida é dedicada à organização do povo, à construção do PT e aos ideais que levaram LULA a mudar o Brasil.

Luiz Henrique com o saudoso governador Jackson Lago, tomando posse na Secretaria de Cidades

Movido por ideais, companheiro de tantas lutas, solidário, dedicado às causas populares, Luiz HENRIQUE Lula da Silva é homem de COMPROMISSO e CONFIANÇA e levará para a Assembleia Legislativa um projeto coletivo de parlamento.

Como tantos outros brasileiros que lutaram arduamente e conquistaram vitórias, Luiz HENRIQUE é um SILVA.

Luiz HENRIQUE Lula da Silva é um dos principais incentivadores da criação dos comitês populares LULA LIVRE e convida você a somar forças em 2018 para conquistar um mandato na Assembleia Legislativa, fazer juntos a vitória de Lula/Hadad e reeleger Flávio Dino 65 governador do Maranhão.

Manifesto 13013

Luiz Henrique Lula da Silva deputado estadual: uma candidatura raiz, partidária e coletiva

“Fé na vida, fé no homem, fé no que virá” (Gonzaguinha)

Esse manifesto é uma convocação da nossa militância para os grandes desafios de 2018: eleger Lula/Hadad presidente, renovar o mandato do governador Flávio Dino (PCdoB) e garantir uma expressiva e qualificada bancada de deputados federais e estaduais.

E a nossa tarefa eleitoral passa necessariamente pela eleição de LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA DEPUTADO ESTADUAL.

Time da coordenação 13013: compromisso e confiança

A conquista deste mandato é o desejo coletivo de milhares de pessoas, de todas as cores e gerações, reunindo mulheres, homens e juventude em torno de ideias, projetos e sonhos.

Para chegar até aqui fizemos uma longa caminhada. Percorremos mais de 100 municípios, reunindo assentamentos, sindicatos, diretórios do PT, associações, bairros, vilas, ruas e nas casas das pessoas. Por todos esses lugares semeamos esperança,  colhemos sugestões e dialogamos sobre ações reais para seguir mudando o Maranhão, desta vez na Assembleia Legislativa.

Apoiadores de Luiz Henrique no Encontro do PT

Somos muitos e estamos determinados a construir um mandato com a cara do PT, enraizado na nossa militância, nos movimentos sociais, na força que vem da juventude e do povo organizado, das mulheres e homens trabalhadores urbanos e rurais, indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco.

Fruto de um grande movimento coletivo que a cada dia ganha mais força no Maranhão, apresentamos aqui as nossas motivações e bandeiras de luta, as razões de um mandato partidário, coletivo e popular.

Apoio dos movimentos sociais é forte na campanha

LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA é candidato a Deputado Estadual para denunciar o governo ilegítimo de Michel Temer, bem como a tentativa de eleger seus sucessores (PSDB, MDB e aliados) e as medidas golpistas contra o povo brasileiro. Esta candidatura visa combater a farsa jurídica da prisão de LULA sem prova; a escalada de violência e criminalização dos movimentos sociais; os assassinatos de lideranças políticas no campo e na cidade; e o extermínio da juventude negra e pobre na periferia, onde a vereadora Marielle Franco é apenas o caso mais visível.

LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA é candidato para defender a Petrobras como empresa estratégica do Brasil e preço justo para o gás de cozinha, a gasolina, o álcool e o diesel, atendendo as necessidades da maioria da população.

LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA é candidato para defender mais investimento do dinheiro público nos programas sociais, nas obras de infraestrutura e na indústria, para retomar a geração de emprego e renda.  

Luiz Henrique com trabalhadores rurais

LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA é candidato para defender a DEMOCRACIA, a volta de LULA a Presidência da República, o legado e a retomada dos programas Luz para Todos, Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, PROUNI, aumento do crédito para agricultura familiar, aumento real do salário mínimo, dentre outros. Portanto, é candidato para, junto com Lula, construir o Brasil feliz de novo.

LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA é candidato para participar das mudanças implementadas pelo governo FLAVIO DINO, atuando na Assembleia Legislativa de forma propositiva para o Maranhão seguir mudando como estado sem dono, democrático, ampliando os programas Escola Digna, Sim, eu Posso!, Mais Asfalto, Mais IDH, IEMA e outas ações transformadoras.

Luiz Henrique e Lula: uma só voz

LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA é candidato para fortalecer o PT, ampliando sua inserção nos movimentos sociais e municípios, valorizando as lideranças locais, vereadores e a militância do partido.

LUIZ HENRIQUE é candidato para defender a democratização da comunicação, a agricultura familiar, as mulheres, os negros, quilombolas, os indígenas, a diversidade sexual e religiosa, as pessoas com deficiência e o desenvolvimento com respeito ao meio ambiente.

Agora é o momento de avançar e consolidar cada voto, apoio e parceria. Estamos juntos, irmanados em duas palavras que traduzem o sentimento construído ao longo de toda a sua militância e reafirmadas na pré-campanha: LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA É COMPROMISSO E CONFIANÇA.

O poder do silêncio e o barulho da internet na Marcha Lula Livre

Está na ordem do dia o livro “Padrões de manipulação na grande imprensa”, de Perseu Abramo, obra atualizada na segunda edição (2016) com novos textos sobre os poderes da mídia.

Um desses poderes é o silêncio, o não-dito.

Esconder um fato com alto índice de informação é uma das técnicas de manipulação, denominada por Abramo “padrão de ocultação”.

Padrão de ocultação:

“É o padrão que se refere à ausência e à presença dos fatos reais na produção da imprensa. Não se trata, evidentemente, de fruto do desconhecimento e nem mesmo de mera omissão diante do real. É, ao contrário, um deliberado silêncio militante sobre determinados fatos da realidade…”.

Assistindo aos telejornais das grandes emissoras de TV, a maioria omitiu fatos relevantes que contemplam os valores-notícia fundamentais para agendar de forma coerente o pedido de registro da candidatura de Lula à Presidência da República.

Vejamos:

Desde o dia 10 de agosto, cerca de 5 mil militantes dos movimentos populares iniciaram a Marcha Lula Livre e caminharam por mais de 50 Km em direção a Brasília para reivindicar no TSE o direito de Lula ser candidato.

Ao chegar no TSE, hoje à tarde, por volta das 16h, a caminhada já reunia quase 50 mil pessoas, segundo os organizadores.

Antes da marcha, um grupo de sete militantes representativos entrou em greve de fome que já dura 16 dias. Nesse período eles receberam a solidariedade e o apoio de várias lideranças políticas, inclusive do Nobel da Paz, o arquiteto e escultor argentino Adolfo Pérez Esquivel.

Apenas nesses fatos, dois critérios de noticiabilidade (quantidade e qualidade) já seriam suficientes para um agendamento jornalístico.

Soma-se a esse conjunto de episódios o festival Lula Livre, que reuniu milhares de pessoas no Rio de Janeiro, com a participação de artistas do naipe de Chico Buarque e Gilberto Gil.

Embora a mobilização contenha os valores-notícia indispensáveis para gerar manchetes, a cobertura das grandes redes de TV ignorou os fatos.

Os jornais das grandes emissoras de televisão do Brasil suplantaram vários critérios de noticiabilidade que envolvem fatos pertinentes ao pedido de registro da candidatura de Lula.

Na TV Globo, a escalada desta quarta-feira (15) do Jornal Hoje, último dia para o registro de candidaturas, não houve uma referência sequer à mobilização de Brasília.

A lógica das TVs é ignorar os fatos e construir junto ao telespectador a falsa impressão de que não existe povo na rua em defesa de Lula.

Milhões de Lula

Negada na chamada grande mídia eletrônica, a marcha, a greve de fome e o festival pró-Lula tiveram ampla repercussão nas redes digitais.

Milhares de pessoas, utilizando o aparelho celular, fizeram transmissões ao vivo e publicaram vídeos sobre os eventos.

Apesar do oligopólio nos meios de comunicação, ainda muito forte, a descentralização e a circulação de informações por meio das redes digitais é um fato a ser considerado e estudado porque tem potencial para modificar a regra única da produção de conteúdo até então sob absoluto controle da chamada grande mídia.

A Marcha Lula Livre não deu manchete na TV Globo, mas circula nos celulares de milhões de brasileiros.

Não se trata de amar ou odiar Lula, nem de construir em torno dele um fanatismo ou igreja ideológica.

A grande mídia, sócia do golpe que tentou demonizar o PT e destituiu a presidente Dilma Roussef (PT), está diante de um constrangimento sem precedentes.

Lula preso lidera as todas as pesquisas. E a força maior dele cresce tanto nas mãos dos ativistas digitais quanto no meio popular, onde ainda nem chegou internet.

As TVs e os golpistas não sabem mais o que fazer com Lula.

Imagem: https://www.brasil247.com/

Procuram-se os irmãos Teixeira

Amanda Silva *

Procuram-se informações, dicas, pistas do paradeiro da Tipografia e Tipogravura Teixeira no Maranhão. Ou até mesmo, sendo muito otimista, notícia dos descendentes dessa família. Sim! É final do século XIX e início do XX! É possível, logo, não custa perguntar. Mas vejamos um pouco do que se sabe da história da tipogravura dos Teixeira e o porquê dessa procura.

Os irmãos Pinto Teixeira eram sócios e comerciantes que gerenciavam a firma Gaspar Teixeira & Irmãos Sucs., no final do século XIX e início do XX, donos dos Armazéns Teixeira, uma espécie de loja de departamento, reduto de importados e modernidades, no qual também ofereciam diversos tipos de serviços, de Alfaiataria à Tipografia.

Dos três irmãos, um chama atenção pelo envolvimento com as artes gráficas da época. Alfredo Teixeira foi o responsável pela implantação de uma oficina completa de tipografia e de gravura em São Luís, exercendo também o cargo de diretor artístico da casa. Dentre os diversos impressos publicados pela Tipogravura Teixeira, destaco dois periódicos, a Revista Elegante e a Revista do Norte, ambas com a presença de fotografias/ fotogravuras impressas; a primeira, como cortesia, vindo junto com a revista, e a segunda, uma típica revista ilustrada da época.

E é exatamente isso que chama atenção: as fotogravuras. A impressão em larga escala de cópias de fotografias nas páginas dos periódicos só foi possível com o desenvolvimento tecnológico das prensas, do aperfeiçoamento dos processos de reprodução e impressão de imagens, da industrialização da imprensa, entre outras questões. Lembrando que estamos falando do final do século XIX e início do XX. E a Tipogravura Teixeira realizava esse trabalho aqui em São Luís.

Estou tentando ser otimista; e passar pelos percalços inerentes a uma pesquisa histórica é de praxe; afinal, o historiador não deixa de ser um detetive, que precisa ter a perspicácia da procura, na qual sai em busca não do tempo perdido, mas dos rastros deixados pela linha de sombra da memória… ou da história, como queiram.

Não é fácil, não é rápido, às vezes, nem é racional ou objetivo, e, em muitos casos, é preciso contar com um tico de sorte. Embora seja bastante recompensador.

Se você é desse tempo, ou seja, agora, divulgue, mostre, pergunte para o pai, para a mãe, puxa aquele papo com a avó, com o avô, aliás, é uma ótima oportunidade de puxar aquele papo gostoso, tomando um golinho de café com a avó, com avô, hein?! De saber como era São Luís “naquele tempo”. Compartilhem a pergunta no grupo da família no WhatsApp!

E é por isso, leitor, que cá estou utilizando este incrível canal que é a internet. Se você que está lendo isso agora conhece ou já ouviu falar dessa turma, entre em contato!

Essa pergunta/pesquisa não é aleatória, faz parte do meu trabalho (em andamento) de dissertação de mestrado, mas que, certamente, não se encerra nele. Do que for encontrado, partirão mais pesquisas.

Em breve publicarei mais sobre as revistas citadas e as outras publicações feitas pela Tipogravura Teixeira. É só aguardar!

Os Armazéns Teixeira ficavam na Praça João Lisboa, número 4, esquina com a Rua do Egito.  Na imagem, é o prédio da esquina, à esquerda. Reparem como era a Praça João Lisboa em 1900.

Imagem: Revista do Norte

Amanda Silva é mestranda em Cultura e Sociedade – PGCult (UFMA); graduada em História pela Universidade Estadual do Maranhão e graduanda em Artes Visuais (UFMA). Pesquisadora do Museu da Memória Áudio Visual do Maranhão – Mavam (2013-14); desenvolve pesquisas relacionadas a imagem.