Festival BR135 faz aquecimento com várias atrações em São Luís

O BR135 realiza na sexta-feira, 16, o Esquenta BR135, festa de lançamento da edição 2018 do festival realizado pela dupla Criolina, Alê Muniz e Luciana Simões. Para aquecer os motores a duas semanas do festival mais esperado do ano, a noite conta com o guitarrista Marcio Glam, a cantora Camila Boueri, o DJ Jorge Choairy, além do trio paraense Molho Negro, a partir das 20h no bar Talkin’Blues (Cohajap).

“Como temos feito todos os anos, a festa é o anúncio oficial do BR135, quando apresentamos o evento para a galera já ir entrando no clima”, afirma Alê Muniz. “A ideia é mesmo de fazer uma prévia e neste ano, além das atrações locais estamos trazendo o Molho Negro, de Belém, uma banda de rock de garagem”, completa Luciana Simões.

O Festival BR135 neste ano reúne Zeca Baleiro e banda, Rubel, Tássia Reis, Maglore e Academia da Berlinda, além de 12 bandas selecionadas entre mais de 300 inscritas de todo país, nos dias 29 e 30 de novembro e 1º de dezembro.

Para a etapa formativa do evento, o Conecta Música, está confirmada a presença de representantes de alguns dos mais importantes festivais de música independente do país, como o Festival de Inverno de Garanhuns (PE) e Psicodália (SC); do Centro Cultural Dragão do Mar (CE) e Casa da Música (Portugal) e também jornalistas das rádios Sul América, Frei Caneca e da plataforma Catraca Livre e do site Hypeness.

Os shows serão realizados em palcos montados nas praças do Reggae e Nauro Machado, além da Kombi Music, palco aberto do evento que estará estacionada na rua dos Catraieiros (onde fica o teatro de bonecos). As atividades do Conecta Música nesta edição serão divididas em dois espaços: o Casarão Tec (Rua da Palma) e a Casa do Tambor de Crioula (Rua da Estrela). E a feirinha criativa, que neste ano tem nome novo, Mercado BR, será montada na Praça dos Catraieiros.

A lista das atrações que tocam no BR135, bem como a programação completa do evento, será disponibilizada no site  www.br135.com e na fanpage do Facebook (www.facebook.com/projetobr135) a partir de semana que vem.

Os projetos do festival BR-135, que inclui o Conecta Música, foram aprovados pela Lei Estadual de Incentivo à Cultura da Secretaria de Estado da Cultura e tem patrocínio da Budweiser e Fapema.

A festa de lançamento

Molho Negro é uma banda de rock de garagem formada por João Lemos (voz e guitarra), Raony Pinheiro (baixo) e Augusto Oliveira (bateria). Tem um EP e dois discos lançados: Molho Negro (2012) e Lobo (2014). O trio canta em português com influências de Danko Jones, Black Rebel Motorcycle e The Vines. Os discos estão disponíveis para down load no https://www.molhonegro.com

Na abertura, o guitarrista Márcio Glam e a cantora Camila Boueri apresentam um pequeno repertório com clássicos do rock and roll e do blues, passando por Led Zeppelin, Janis Joplin, Alanis Morisette e Amy Winehouse.

SERVIÇO

Evento: Esquenta BR135

Atrações: Marcio Glam, Camila Boueri, DJ Jorge Choairy e banda Molho Negro (PA)

Quando: Sexta-feira, 16/11, a partir das 20h

Onde: Talkin’Blues (Cohajap)

Quanto: Couvert individual R$ 10,00

Imagem / divulgação: trio paraense “Molho Negro” é uma das atrações do esquenta BR135

Ministério Público do Maranhão lança edição 2018 do Prêmio de Jornalismo

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) lançou nesta segunda-feira, 12, a edição 2018 do Prêmio de Jornalismo. Neste ano, o tema do concurso é “O Ministério Público e a imprensa na defesa dos direitos humanos.”

Os interessados podem inscrever trabalhos veiculados de 1° de janeiro a 15 de novembro de 2018, nas categorias jornalismo impresso, telejornalismo, radiojornalismo e webjornalismo. A participação é aberta aos profissionais de comunicação com registro profissional.

Nesta edição, a novidade é que os estudantes também poderão concorrer à premiação específica, nas categorias jornalismo impresso e webjornalismo.

As inscrições dos trabalhos poderão ser realizadas no período de 27 de novembro a 4 de dezembro de 2018.

As matérias devem abordar as seguintes áreas de trabalho do Ministério Público: meio ambiente; combate a organizações criminosas; infância e juventude; educação; patrimônio público; cidadania; consumidor; criminal; controle externo da atividade policial; saúde; pessoa com deficiência; idosos; conflitos agrários; habitação e urbanismo; direitos humanos e violência doméstica.

A comissão julgadora será composta por membros do MPMA e servidores da Coordenadoria de Comunicação da instituição.

PREMIAÇÃO

Os melhores trabalhos de cada categoria serão premiados. Para os profissionais, o valor da premiação é de R$ 4 mil. O melhor trabalho entre os quatro premiados receberá a premiação extra de R$ 4 mil.

Para os estudantes, o melhor trabalho em cada categoria receberá o prêmio de R$ 500. Não haverá, para estudantes, premiação extra.

A solenidade de premiação está prevista para ser realizada em dezembro deste ano, em data que será divulgada pelo MPMA.

Veja o edital aqui

No Maranhão, decreto garante escola livre e sem censura

O governador Flávio Dino editou, na manhã desta segunda-feira (12), decreto que garante “Escolas com Liberdade e Sem Censura no Maranhão”. A medida, que dispõe sobre as garantias constitucionais no ambiente escolar da rede estadual do Maranhão, será publicada ainda esta semana no Diário Oficial do Estado, e entra em vigor imediatamente. De acordo com o decreto, todos os professores, estudantes e funcionários das escolas são livres para expressar seu pensamento e suas opiniões no ambiente escolar da rede estadual do Maranhão.

Com o documento editado pelo governador, fica estabelecido que a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) deve promover campanha de divulgação nas escolas das garantias asseguradas pelo artigo 206, inciso II, da Constituição Federal, acerca do ensino: “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber”, bem como dos princípios legais previstos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

“No Maranhão seguimos trabalhando cada vez mais por uma escola digna democrática e formadora de cidadãos livres e conscientes de seu papel como protagonista na transformação da sociedade”, destacou o secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão.

Conforme decreto, fica vedado no ambiente escolar: cerceamento de opiniões mediante violência ou ameaça; ações ou manifestações que configurem a prática de crimes tipificados em lei, tais como calúnia, difamação e injúria, ou atos infracionais tipificados; qualquer pressão ou coação que represente violação aos princípios constitucionais e demais normas que regem a educação nacional, em especial quanto à liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber.

Competirá à unidade de ensino, por meio da gestão escolar, encaminhar à Seduc eventuais violações às garantias constitucionais no ambiente escolar. Sobre a gravação de vídeos ou áudios durante as aulas e demais atividades, só será permitido mediante consentimento expresso de quem será filmado ou gravado.

Como avaliam os gestores escolares

“Ele está se preocupando com os princípios constitucionais, dos quais eu concordo plenamente, considerando a liberdade de expressão da livre manifestação do ser humano e do Estado democrático de direito”, enfatizou Jesus Lindoso, gestora da UI José Giorceli Costa, em São Luís.

“Eu vejo com esse decreto uma aula de democracia, fazendo valer o direito de todo cidadão de exercer a liberdade de expressão. Enquanto gestora adjunta, em que nós pregamos a gestão democrática eu vejo que isso vem ao encontro daquilo que nós acreditamos. De certa forma nos acalma, nos dá a segurança de que estamos dentro do nosso ambiente de trabalho respaldados por este documento, por este decreto que o nosso governador tornou público na data de hoje”, revelou Janice Joyce Monte Carvalho, gestora adjunta do CE Graça Aranha, em Imperatriz.

“A ação do governador nos fortalece, porque nós acreditamos na educação integral e humana do aluno e, para isso, precisamos debater questões que vão além dos conteúdos, que trabalhem a humanização, o respeito aos direitos humanos, à Lei Maria da Penha, dentre outros”, pontuou Jefferson Plácido, diretor pedagógico do Cintra, a maior escola da rede estadual e da América Latina.

Fonte: Agência de Notícias / Governo do Maranhão

Delegacia de Homicídios investiga assassinato do prefeito de Davinópolis

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) periciou o local do crime e o corpo do prefeito de Davinópolis, Ivanildo Paiva, neste domingo (11). Os próximos passos da investigação são ouvir testemunhas.

O corpo de Ivanildo foi encontrado às 9h do domingo a dois quilômetros de sua chácara, no povoado Juçara, em Davinópolis. Segundo a polícia, o prefeito foi assassinado por arma de fogo.

“O exame de necropsia ainda vai ser finalizado, mas a princípio seria em torno de seis a sete disparos”, disse o delegado Praxísteles Martins, titular da DHPP em Imperatriz, à frente das investigações.

A polícia periciou a caminhonete e a chácara do prefeito, e o local onde seu corpo foi achado. Foram encontradas pequenas manchas de sangue e sinais de resistência da vítima, em seu quarto na chácara.

“Tinha pequenas manchas de sangue no quarto, mas algo bem discreto”, afirmou Praxísteles. “Os móveis não estavam revirados, mas pode até ter havido luta corporal. Tinha sinais de que houve certa resistência”, detalhou o delegado.

Agora a polícia aguarda os resultados da perícia e começa a ouvir testemunhas. A DHPP ainda não trabalha com nenhuma linha de investigação. “Vamos tentar conhecer um pouco da história da vítima nos últimos dias, nos últimos meses, para traçar uma linha mais definida para a investigação”, concluiu Praxísteles.

As investigações seguem sob o comando da DHPP de Imperatriz, com suporte da equipe de São Luís, cujo titular é o delegado Jeffrey Furtado.

Em nota, o Governo do Maranhão manifestou pesar pela morte do prefeito de Davinópolis e informou que vai tomar as providências cabíveis para elucidação do crime.

NOTA

O Governo do Maranhão manifesta profundo pesar pela morte do prefeito Ivanildo Paiva, de Davinópolis. Ao tempo que repudia o assassinato, informa que todas as providências estão sendo adotadas para elucidar o covarde assassinato, trabalhando para identificar autor/autores para que seja feita justiça. Toda solidariedade a familiares e amigos do prefeito Ivanildo Paiva nesse momento de dor e justa indignação.

Fonte: Secap (Secretaria de Comunicação e Assuntos Políticos)

Conferência vai debater direitos humanos e diversidade

O Maranhão recebe a XIII edição da Conferência Brasileira de Comunicação Cidadã de 21 a 23 de novembro, na capital São Luís. Com o tema central Comunicação, Direitos Humanos e Diversidade, o evento é uma realização da Universidade Federal do Maranhão, em parceria com a Universidade Ceuma e a Faculdade Estácio – São Luís.

A conferência conta com mesas, grupos de estudos, painéis discutindo temáticas relacionadas ao tema central. Assim, podem participar estudantes, professores, profissionais, pesquisadores e comunidade em geral que tenha interesse no tema. A proposta do evento é também promover a participação de profissionais e ativistas de fora do universo acadêmico, trazendo olhares diversos que enriqueçam o debate.

Veja mais informações e a programação completa aqui

Juristas pela democracia criticam o partidarismo de Sergio Moro

NOTA DA ABJD EM DEFESA DA IMPARCIALIDADE DO JUDICIÁRIO E CONTRA O PARTIDARISMO DE SÉRGIO MORO

A ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE JURISTAS PELA DEMOCRACIA (ABJD), entidade que congrega os mais diversos segmentos de formação jurídica em defesa do Estado Democrático de Direito, VEM A PÚBLICO, diante do aceite do juiz federal Sérgio Moro para integrar o Ministério da Justiça e da Segurança Pública do governo de Jair Bolsonaro, MANIFESTAR ESPANTO E GRAVE PREOCUPAÇÃO com este gesto eminentemente político e consequencial ao comportamento anômalo que o juiz vinha adotando na condução da Operação Lava-jato.

A conduta excepcionalmente ativista adotada pelo juiz da 13a Vara Federal de Curitiba sempre foi objeto de críticas contundentes por parte da comunidade jurídica nacional e internacional, rendendo manifestações em artigos especializados e livros compostos por centenas de autores, a denunciar o uso indevido da lei em detrimento das garantias e liberdades fundamentais. Em diversos episódios, restou evidente a violação do principio do juiz natural no critério da imparcialidade que deve reger o justo processo em qualquer tradição jurídica. Um juiz deixa de ser independente quando cede a pressões decorrentes de outros Poderes do Estado, das partes ou, mais grave, a interesses alheios à estrita análise do processo, deixando não apenas as partes, como também toda a sociedade sem o resguardo dos critérios de justiça e do devido processo legal.

Um juiz que traz para si a competência central da maior operação anticorrupção da história do Brasil não pode pretender atuar sozinho, à revelia dos demais Poderes e declarando extintas ou suspensas determinadas regras jurídicas para atender a quaisquer fins de apelo popular. Um juiz com tal concentração de poder deveria ser exemplo de máxima correição no uso de procedimentos jurídicos e tomada de decisões processuais, tanto pelos riscos às liberdades e direitos dos acusados como pelos efeitos nocivos de caráter econômico inexoravelmente provocados pela investigação de agentes e empresas.

No entanto, o que se viu nos últimos anos foi o oposto. O comportamento do juiz Sérgio Moro, percebido com clareza até pela imprensa internacional ao noticiar um julgamento sem provas e a prisão política de Lula, foi a de um juiz-acusador, perseguindo um réu específico em tempo recorde e sem respeitar o amplo direito de defesa e a presunção de inocência garantida na Constituição.

Recordem-se alguns episódios que denotam que o ativismo jurídico foi convertido em instrumento de violação de direitos civis e políticos, a condicionar o calendário eleitoral e o futuro democrático do país, culminando com a aceitação do magistrado ao cargo de Ministro da Justiça:

  1. No início de 2016, momento de grave crise política, o juiz Sérgio Moro utilizou uma decisão judicial para vazar a setores da imprensa uma conversa telefônica entre a então Presidenta da República, Dilma Rousseff, e o ex-Presidente Lula por ocasião do convite para assumir um ministério;
  2. Em março de 2016, o juiz autorizou a condução coercitiva contra o Lula numa operação espetáculo, eivada de irregularidades e ilegalidades também contra familiares e amigos do ex-Presidente;
  3. Em 20 de setembro de 2016, às vésperas das eleições municipais, o juiz aceitou uma denuncia do Ministério Público contra Lula e iniciou a investigação do caso Triplex. O que se seguiu durante os meses seguintes foi um festival de violações ao devido processo legal, de provas ilícitas a violação de sigilo profissional dos advogados. Esses abusos foram denunciados ao Comitê Internacional de Direitos Humanos da ONU;
  4. A sentença condenatória do caso Triplex, em julho de 2017, provocou revolta na comunidade jurídica, que reagiu com uma enxurrada de artigos contestando tecnicamente o veredito nos mais diversos aspectos e chamando a atenção para o comportamento acusatório e seletivo do magistrado;
  5. A divulgação da sentença condenatória do caso foi feita um dia após a aprovação da reforma trabalhista no Senado Federal, quando então já se falava em pré-candidatura de Lula ao pleito de 2018;
  6. O julgamento recursal pelo TRF4 em 27 de março de 2018, como se sabe, foi realizado em tempo inédito, em sessão transmitida ao vivo em rede nacional. Vencidos os prazos de embargos declaratórios, o Tribunal autorizou a execução provisória da pena, dando luz verde à possível prisão a ser decretada pelo juiz Sérgio Moro, momento em que as ruas se acirraram ainda mais com a passagem das Caravanas do pré-candidato Lula pelo sul do país;
  7. No dia 05 de abril, o STF julgou o pedido de habeas corpus em favor de Lula e, por estreita margem de seis votos a cinco, rejeitou o recurso pela liberdade com base na presunção de inocência. No próprio dia 05, contrariando todas as expectativas e precedentes, o juiz Sergio Moro determinou a prisão de Lula e estipulou que este deveria se apresentar à Polícia Federal até às 17h do dia seguinte. O mandado impetuoso é entendido pela comunidade jurídica, mesmo por quem não apoia o ex-Presidente, como arbitrário e até mesmo ilegal;
  8. Lula decidiu cumprir a ordem ilegal para evitar maiores arbitrariedades, pois já ecoava a ameaça de pedido de prisão preventiva por parte de Sérgio Moro. No dia 07 de abril, Lula conseguiu evitar a difusão de uma prisão humilhante, saindo do sindicato nos braços do povo, imagem que correu o mundo como símbolo da injustiça judiciária;
  9. No dia 08 de julho, houve um episódio que escancarou a parcialidade de Sérgio Moro. O juiz, mesmo gozando de férias e num domingo, telefonou para Curitiba e, posteriormente, despachou no processo proibindo os agentes da Polícia Federal de cumprirem uma ordem de liberação em favor de Lula expedida pelo juiz de plantão no TRF4, o desembargador Rogério Favreto. Frise-se: mesmo sem ter qualquer competência sobre o processo, já em fase de execução, Sérgio Moro desautorizou o cumprimento do alvará de soltura já expedido, frustrando a liberação, descumprindo ordem judicial, ignorando definitivamente a legalidade, o regime de competência e a hierarquia funcional;
  10. Avançando para o processo na justiça eleitoral, já às vésperas das eleições presidenciais em primeiro turno e com o franco avanço do candidato Fenando Haddad, que substituiu Lula após o indeferimento da candidatura, o juiz Sérgio Moro determinou a juntada aos autos da delação premiada do ex-ministro Antônio Palocci contra Lula, depoimento que havia sido descartado pelo MPF e que foi ressuscitado com ampla repercussão da mídia. Sabe-se agora, pelo vice-Presidente eleito, General Mourão, que nesse tempo as conversas para que Moro viesse a compor um cargo político central no futuro governo já estavam em andamento;
  11. Coroando a cronologia de ilegalidades e abusos de poder, frisa-se que Sergio Moro, ainda na condição de magistrado, atuou como se político fosse, aceitando o cargo de Ministro da Justiça antes mesmo da posse do Presidente eleito e, grave, tendo negociado o cargo durante o processo eleitoral, assumindo um dos lados da disputa, conforme narrado pelo General Hamilton Mourão. Tal movimentação pública e ostensiva do juiz confirma a ilegalidade de sua atuação político-partidária em favor de uma candidatura, o que se vincula ao ato de divulgação do áudio de Antonio Palocci para fins de prejudicar uma das candidaturas em disputa. O repúdio a essa conduta disfuncional motiva a ABJD a mover representação junto ao Conselho Nacional de Justiça – CNJ – com o fim de exigir do órgão o zelo pela isenção da magistratura, o respeito ao principio da imparcialidade e a garantia da legalidade dos atos de membros do Poder Judiciário.

Moro não poderia, em acordo com as normas democráticas vigentes, praticar qualquer ato de envolvimento político com o governo eleito ou com qualquer outro enquanto fosse juiz. Ao fazê-lo viola frontal e acintosamente as normas que estruturam a atuação da magistratura, tornando tal violação ainda mais impactante ao anunciar que ainda não pretende se afastar formalmente da magistratura, em razão de férias vencidas.

O ativismo do juiz Sérgio Moro não abala apenas a segurança dos casos por ele julgados e a Lava-jato como um todo, mas transfere desconfiança a respeito da ética e da independência com que conduzirá também o Ministério da Justiça e da Segurança Pública, um ministério ampliado e com poderes amplos, no momento em que o país passa por grave crise democrática, em que prevalecem as ameaças e a perseguição aos que defendem direitos humanos e uma sociedade mais justa.

MundiOca: CD completo de Beto Ehongue já está em circulação

Depois do lançamento em julho/2018 do EP As Armas MIDI do Século XXI, no Centro Histórico de São Luis, Beto Ehongue agora disponibiliza a sequência desse trabalho completo, o MundiOca, nas plataforma digitais para o grande público. O trabalho conta com 9 faixas. Foi produzido pelo paraense Dub Black, junto ao maranhense Sandoval Filho, no BlackRoom Studio, com exceção da nona faixa, bonus track, que é um produção quase caseira produzida em cima da hora e que retrata um pouco do momento político atual e as esperanças.

O MundiOca de Beto Ehongue traz as participações de Luciana Pinheiro, Dicy, Célia Sampaio e as atuações instrumentistas de João Simas, Dub Black e Sandoval Filho. Os dois últimos assinam a produção, como já mencionado.

Ao apresentar o MundiOca, Beto Ehongue mostra mais uma vez sua versatilidade e inquietação trazendo um trabalho autoral que une ritmos análogos ao reggae, basslines Caribbean-dub, guitarras de inspiração rock e sons tradicionais recolhidos dos terreiros afro-religiosos, dos barracões de festa negra e do rádio, colados a letras conscientes de bate-papo rápido e reflexivo junto a influências que vão do rap ao bumba boi.

A faixa abertura é Tambor Chegô, um grito caboclo moderno com riffsfortes de guitarra, beats e a pulsação do couro ouvido nos tambores e pandeirões dos batalhões de bumba boi  e crioula da cidade de São Luis; em seguida a já conhecida Que Tal Um Passo Além da Ignorância?, lançada no EP As Armas MIDI do Século XXI e bastante executada nas rádios locais, ficando entre o Top 10 da semana por várias vezes na programação da Universidade FM; adiante a inédita Você Não Sabe Nada de Mim que em ska/jovem-guarda conta de forma irreverente o erro de julgar sem conhecer as causas e a essência; e assim seguimos na trilha com Inna Boreal; Deuses e Homens; Deus na Esquina; Vinho Tinto; a aclamada Maria de Jesus; e fechando os trabalhos a faixa bonus track reflexiva e delicada Se Não Nós Quem Seria?! Junto ao som do mar, somente.

Com uma respeitável trajetória na cena cultural de São Luís e projetos musicais diversos, Beto Ehongue já viajou o país tocando em cidades como Rio de janeiro, Belém, Niterói, Nova Iguaçu, São Gonçalo, São Paulo, Fortaleza, Teresina, Sousa e Juazeiro, dentre outras. Em São Luís ele atua há mais de 15 anos na cena musical e isso já lhe deu oportunidade para abrir shows de artistas importantes da música brasileira como Nação Zumbi, Otto, Black Alien, Demônios da Garoa, Chico Correia, Cabruêra.

Além disso, possui projetos em parcerias importantes, dentre elas com o poeta Celso Borges, Lobo Siribeira e Loopcinico, esse último foi pré-selecionado para o prêmio da música brasileira. Participou do CD Palavra Acesa musicando poemas do poeta José Chagas junto com grandes artistas como Fagner, Chico César, Lula Queiroga, Ednardo, Josias Sobrinho, Fernando Filizola, César Teixeira, Assis Medeiros e outros nomes. O CD foi produzido por Celso Borges e Zeca Baleiro. Paralelo ao MundiOca, o artista produz junto com o DJ TiCallo Awá Sound System.

Botando fogo na fogueira da inquietação e entendo que mais do que nunca o momento é de compartilhar, todas a faixas estão disponíveis nas plataformas digitais mais conhecidas gratuitamente, sendo assim Beto Ehongue vos apresenta o MundiOca. Ouça sem moderação.

Links para audição:

https://open.spotify.com/album/1FaLxIcBR0nfVL1GUo6pAY

https://www.youtube.com/watch?v=xx2CsyNcEiM

UFMA repudia postagens preconceituosas de estudante

A Universidade Federal do Maranhão (UFMA) publicou uma nota repudiando a atitude do estudante Marcos Silveira, do curso de Química Industrial, que postou vários textos no seu perfil em uma rede social, sugerindo violência contra homossexuais e delação de militantes de esquerda.

Em um dos textos, na imagem acima, ele faz alusão a violência contra gays.

O tom agressivo das postagens ganhou repercussão e foi reprovado por vários estudantes. Na nota, a UFMA informa que vai apurar os fatos.

Veja abaixo a nota, que pode ser acessada neste link:

SÃO LUÍS – Na manhã do dia 29 de outubro de 2018, a Universidade Federal do Maranhão tomou conhecimento de manifestações preconceituosas, investidas de intimidação, ódio e defesa de eliminação de minorias por parte de um estudante da Instituição em sua rede social. A UFMA, alicerçada na Resolução Normativa nº 238-CONSUN, de 1º de julho de 2015, promoverá a apuração dos fatos, considerando a gravidade das declarações.

A UFMA reforça, fiel à sua história de 52 anos, sua incondicional defesa da democracia, acolhendo e respeitando os diferentes pontos de vista, mas se posicionando em colisão frontal com a agressão, seja ela física, simbólica ― verbal ou não verbal.

Na democracia, todo cidadão tem o direito à liberdade de expressão, manifestação e opinião, sem perder de vista que a publicização de certas opiniões que ferem a dignidade humana é incompatível com o Estado Democrático de Direito.

Pela urgente necessidade de um país melhor, a UFMA reitera seu repúdio, contundentemente, às postagens que fomentem o ódio, o solapamento do outro e o desrespeito aos diferentes segmentos sociais.

Votação de Haddad precisa ser convertida em unidade do campo democrático

Jair Bolsonaro ganhou a eleição, mas o resultado das urnas não foi a “lavagem” prometida, assegurando a Fernando Haddad quase 45% dos votos.

Esse resultado é fundamental para pensar como será construída a oposição daqui pra frente.

Ainda há tempo para avaliar e refletir. Qualquer balanço imediato pode soar ousadia.

O PT, embora seja a legenda líder da chapa, precisa conduzir a unidade do campo democrático-popular ciente de que a votação de Haddad não é somente um comando de Lula, mas fruto da convergência de forças políticas e do eleitorado afinado à ideia da democracia.

Na massa dos votos de Haddad entraram eleitores de Ciro Gomes, Marina Silva, do PSOL, PSTU e até do PSDB.

Paralelo aos números, é fundamental colocar na avaliação a sábia reflexão do jornalista e professor Juremir Machado da Silva – “Bolsonaro é uma mentalidade” (veja abaixo).

Dentro de cada eleitor, no geral (existem exceções), está contida intolerância e a violência.

Bolsonaro é uma mentalidade

Não se trata apenas de um candidato que ganhou a eleição. Ele, ao pé da letra, representa um sentimento de ódio, discriminação e repulsa ao diferente.

O fascismo de hoje tende a crescer amanhã.

Aí cabe a responsabilidade do campo democrático-popular – construir a unidade dos partidos sintonizados na democracia para fazer a resistência.

Enfrentar o resultado das urnas será uma tarefa delicada e vai exigir das legendas não alinhadas ao fascismo algo delicado – grandeza política para construir a unidade.

Não será muito proveitoso ao PT declarar-se dono da votação de Haddad.  Os números do petista são fruto da convergência de vários segmentos democratas do país, incluindo eleitores de Ciro Gomes, Marina Silva e até do PSDB.

O engajamento do PSOL logo após o primeiro turno na campanha de Haddad e o voto crítico do PSTU têm um simbolismo fundamental para a defesa da democracia.

Haddad foi derrotado com a declaração de voto dos maiores algozes do PT: o ministro aposentado do STF Joaquim Barbosa, carrasco dos petistas no “Mensalão”; e o ex-Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, homem forte no processo de desmonte do petismo.

Anotam-se também os pronunciamentos de figuras proeminentes do TSE e do STF. Ambos, assustados com os palavrórios arrogantes de Bolsonaro & família, tentam construir uma sensação de carta de seguro das instituições.

Embora ele jure obediência à Constituição Federal, não é certo que o vencedor respeitará a Justiça, o Ministério Público e a liberdade de informar e ser informado.

Detalhe: esta eleição é marcada pela exacerbação das fake news e ataque do vencedor aos ícones da mídia dominante no Brasil: Folha de São Paulo e Globo.

Em meio a esse caldo cultural, a votação de Haddad precisa se transformar em unidade do campo democrático.

Precisamos nos unir, mais que nunca, porque o Brasil será diferente. Piorado!

Isolado ou atritado, o campo democrático só vai beneficiar o adversário, que saiu das urnas fortalecido, mesmo que seja com base na mentira e da empulhação.

Imagem: Fernando Haddad fala aos apoiadores após a apuração (Paulo Whitaker/Reuters)

Organizações do Brasil e internacionais repudiam a intimidação e a violência contra jornalistas na campanha eleitoral

Uma nota assinada por cinco entidades atuantes no jornalismo e direito à liberdade de expressão denuncia o processo de intimidação e coação dos profissionais de jornalismo na eleição 2018 no Brasil.

O documento é assinado pelas organizações Artigo 19, Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji)Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ)Conectas Direitos HumanosHuman Rights Watch e Repórteres sem Fronteiras (RSF).

Vários casos de ameaças pelas redes sociais e violência física já foram registrados ao longo da campanha eleitoral, atingindo jornalistas no exercício da atividade profissional.

A jornalista Patrícia Campos Mello, repórter especial da Folha de São Paulo, revelou a enxurrada de ameaças on-line e duas ligações ameaçadoras, após publicar reportagem abordando uma suposta campanha de empresários favoráveis ao candidato presidencial Jair Bolsonaro para enviar notícias falsas contra o candidato Fernando Haddad (PT) para milhões de brasileiros por meio do WhatsApp.

Depois deste episódio, o diretor-executivo do Datafolha (ligado à Folha de São Paulo), Mauro Paulino, também recebeu ameaças através de um aplicativo de mensagens e em sua própria casa.

As intimidações à Folha são apenas dois recortes da lista de 141 casos de ameaças e violência contra jornalistas que cobriam as eleições, computada pela Abraji. A maioria deles é atribuída aos partidários de Jair Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PSL.

Veja a reportagem completa aqui