Produtos de mídia orientam usuários do SUS sobre Tratamento Fora de Domicílio

Alunos dos cursos de Rádio e TV e Jornalismo da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) concluíram o segundo semestre de 2019 com a produção de programas educativos sobre Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

Os programas foram elaborados em parceria com a Defensoria Pública do Maranhão, visando orientar e esclarecer os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e a população em geral sobre o TFD – uma política pública do Ministério da Saúde (MS) que garante auxílio financeiro para atendimento médico de pacientes portadores de doenças que não têm tratamento no município de origem.

Embora seja um direito, instituído pela Portaria nº 55 do Ministério da Saúde, o TFD é pouco conhecido e divulgado. Devido à carência de informação, a Defensoria Pública buscou apoio no Curso de Comunicação da UFMA com o objetivo de elaborar conteúdos educativos sobre o Tratamento Fora de Domicílio, em formatos de programas de rádio, televisão e impresso.

Capa da cartilha sobre TFD servirá para orientar a população

Os conteúdos foram preparados pelos alunos ao longo do segundo semestre de 2019 com a orientação dos professores de quatro disciplinas: Direção de Televisão; Jornalismo de Revista; Sonorização e Trilha Sonora; e Roteiro para Rádio, ministradas respectivamente pelos professores Josie Bastos, Bruno Ferreira, Carlos Benalves e Ed Wilson Araújo.

Ao longo das disciplinas os estudantes experimentaram vários gêneros e formatos de mídia sonora e audiovisual como vídeos para TV aberta e redes sociais, podcast, programas educativo-culturais, jingles, dramas, spot e cartilha.

Os programas de rádio podem ser acessados nesses links: TFD 1, TFD 2, TFD 3 e TFD 4.

Os defensores Jean Carlos Nunes e Benito Pereira da Silva Filho estiveram na UFMA e prestaram todas as informações técnicas e jurídicas para subsidiar as produções dos estudantes. Outras fontes consultadas foram usuários do TFD e gestores da Secretaria de Estado da Saúde: a chefa do Departamento de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), Geovana Moreira; e a assessora jurídica Janyr Carvalho.

Sobre o TFD

Se um paciente morador do município “x” precisa fazer tratamento de hemodiálise e essa especialidade não é oferecida na referida cidade, o enfermo pode solicitar o acesso ao recurso assegurado no TFD para fazer o deslocamento até uma unidade de saúde em outra cidade, onde o tratamento é ofertado.

A realocação do paciente é coordenada pelo serviço de Regulação do SUS (Sistema Único de Saúde), a partir de critérios como a disponibilidade de vagas. O recurso consiste em uma ajuda de custo para viabilizar despesas com transporte, hospedagem e alimentação, inclusive do acompanhante, caso necessário.

Defensor Jean Nunes explica o passo a passo do TFD

Para a coordenadora do Curso de Comunicação, Luiziane Saraiva, a parceria com a Defensoria Pública é duplamente interessante. “Pela ótica da responsabilidade social, a academia presta serviço à comunidade, devolvendo parte do investimento que vem sendo feito e, para o grupo de estudantes que participaram do projeto, foi uma oportunidade de aprendizado e aplicação dos conhecimentos adquiridos em sala de aula”, explicou.

O chefe do Departamento de Comunicação, Carlos Benalves, destacou que parcerias como esta são muitos importantes para a UFMA como um todo pois, além de dar vazão às produções feitas pelos alunos e pelos professores, contribui diretamente com uma questão social específica e reafirma o papel das universidades públicas.

Programa de alfabetização executado em parceria com o MST no Maranhão é referência nacional

Os ótimos resultados da execução do programa de alfabetização de jovens, adultos e idosos ‘Sim, eu posso!’, realizado no Maranhão por meio de iniciativa do Governo do Estado, em parceria com o Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Sem Terra (MST), tem sido referência para outros estados brasileiros. Prova disso foi a visita de uma comitiva da Secretaria de Educação do Estado do Bahia, que esteve reunida nesta terça-feira (19), com o subsecretário de Estado da Educação, Danilo Moreira, e técnicos da Seduc para alinhamento e orientações para a execução do Programa naquele estado.

O ‘Sim, eu posso!’ é um método inovador de ensino concebido pelo Instituto Pedagógico Latino-Americano e Caribenho de Cuba (Iplac) e aliado aos círculos de cultura da pedagogia de Paulo Freire.  No Maranhão, o projeto integra a mobilização pela alfabetização dentro do Plano de Ações ‘Mais IDH’, instituído pelo governador Flávio Dino, com o objetivo de reduzir os índices de analfabetismo no Estado.

Durante a reunião, o subsecretário Danilo destacou que essa articulação com Secretarias de Educação de outros estados fortalece atuações do Consórcio Nordeste, que é uma parceria entre todos os governadores da região para tratar de comércio de bens, serviços e outros assuntos de interesse comum, e que, desde sua oficialização em agosto desse ano, já vem realizando ações conjuntas em outras áreas como: saúde, comunicação e agora tem tudo para uma experiência exitosa também na área da educação.

“A gente fica muito feliz. Acho que é mais uma iniciativa da educação do Maranhão que repercute para o Brasil inteiro. A nossa experiência aqui é muito boa, muito exitosa. O valor do ‘Sim, eu posso’ é incomensurável, pois dá direito a pessoas que nunca tiveram acesso à educação, às primeiras letras, à inserção social. A gente só pode ficar feliz da parceria com o MST, da iniciativa do Governo do Maranhão servir de exemplo para a Bahia”, afirmou Danilo Moreira.

Desde a sua implantação no Maranhão, em 2016, a jornada de alfabetização já alcançou mais de 20 mil maranhenses e foi justamente a diminuição dos índices de analfabetismo no estado que chamou a atenção de membros da Secretaria de Educação baiana.

A coordenadora da Educação do Campo e Quilombola da Bahia, Poliana dos Reis, considerou extremamente válida essa troca de experiências com a Seduc do Maranhão e conta que volta para a Bahia com otimismo para um processo de implementação igualmente exitoso em seu Estado.

“Lá na Bahia nós estamos com essa missão de fazer um redesenho das propostas de alfabetização e o método ‘Sim, eu posso’ nos chama a atenção justamente por ser um processo de alfabetização que se apresenta enquanto emancipatório, por não se apartar da vida do povo. Então, eu saio daqui de forma bastante otimista”, disse a coordenadora.

Poliana dos Reis reafirma ainda que a escolha do Maranhão para essa espécie de benchmarking se deu pelas excelentes referências que o Estado tem quando se trata da implementação do Programa. “O governo Flávio Dino se destacou bastante com a implantação desse método, então toda vez que a gente pesquisa, que procura saber, estuda mais sobre o método, o Maranhão sempre nos aparece como referência por estar na 3ª edição, por ter dado certo, por estar na mídia, e ser também uma referência do Movimento. Então decidimos vir conhecer essa experiência”, disse Poliana.

Durante a reunião, a coordenadora estadual do MST no Maranhão, Simone Silva, comentou ainda que, além da Bahia, o Movimento tem recebido interesse da Secretaria de Educação do Estado do Rio Grande do Norte, que também já está nesse processo de construção dos projetos do ‘Sim, eu posso’ para trabalhar nas regiões metropolitanas.

“O ‘Sim, eu posso’ aqui foi uma experiência muito rica, porque foi uma experiência massiva e para além de ser um espaço de alfabetização, criou uma sociabilidade entre os mais pobres, os que mais precisavam. Então, tanto a parceria com a Seduc e a seriedade na execução do projeto, com todos os itens que são necessários, quanto também essa dedicação ao acompanhamento pedagógico que a Seduc e o MST conseguiram fazer, são o reconhecimento desse Programa aqui no Maranhão”, concluiu Simone Silva.

Fonte: Secap (Secretaria de Comunicação e Assuntos Políticos)

Foto / divulgação capturada aqui: alunos assistem vídeo do programa Sim, eu posso!