O milagre eleitoral do asfalto em São Luís

O grupo que domina a Prefeitura de São Luís há 30 anos tem uma espécie de formula mágica para ganhar as eleições.

A cada quatro anos a cidade é “invadida” por operações de asfaltamento e tapa buracos, proporcionando um verdadeiro milagre no visual das ruas.

É o que está acontecendo agora com a empreitada “São Luís em obras”, o novo mote publicitário desencadeado já quase no fim do segundo mandato do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT).

Claro que sozinho o asfaltamento não ganha eleição. Existem outros ingredientes muito mais quentes no jogo da campanha do 12.

Mas, do ponto de vista da cosmética, asfalto rende voto e demonstra o nível do atraso de São Luís na infraestrutura, uma capital que não tem pavimentação adequada sequer nas vias principais.

Operário trabalha em operação tapa buracos supervisionado pelo prefeito Edivaldo Junior (camisa rosa), ladeado pelo então vice-prefeito Roberto Rocha e a ex-vereadora Rose Sales. Imagem: divulgação

Quem trafega do Canto da Fabril até a praça Deodoro, no coração da cidade, pode perceber o quanto estamos defasados no item pavimentação, vivendo uma São Luís do tempo das estradas carroçais do século XIX.

Transitar pelo antigo Caminho Grande é uma experiência do passado, atravessando lombadas, costelas de vaca, depressões, falhas de todos os tipos.

Mas, todos os anos esses defeitos são reparados e o eleitor vota novamente na gestão do asfalto.

Dois outros aspectos merecem destaque nessa análise: 1) as obras são sempre mal feitas porque ensejam outros contratos com as empreiteiras; 2) não há transparência quanto ao uso do dinheiro público nas operações de asfaltamento e tapa buracos.

No pragmatismo eleitoral é tudo muito bem organizado, de tal forma que se despejam vultosas somas de dinheiro em obras mal feitas e outras montanhas de reais em propaganda para divulgar as operações.

Talvez tenha até mais propaganda que obra real; portanto, mais dinheiro nos anúncios que no chão.

Além do asfalto, outros ingredientes da cosmética contam no visual. Sempre nas vésperas do período eleitoral a Prefeitura manda capinar os matagais na cidade e também pintar de cal os canteiros, muitos deles quebrados.

Tudo isso junto – asfalto, capina e cal – sempre funciona e ajuda a manter o mesmo grupo no comando da administração de São Luís há três décadas.

Nesse final de ano de 2019 a Prefeitura antecipou a invasão das máquinas de asfaltamento e tapa buracos. Geralmente essas ações ocorrem logo depois das chuvas, bem perto da eleição.

A antecipação pode ter ocorrido porque um dos candidatos a prefeito, Eduardo Braide (Podemos), parece ameaçar o mandonismo do grupo que há 30 anos controla a cidade.

A liderança de Braide chega a preocupar, nesse momento, mas não será fácil tomar a Prefeitura do PDT. E mesmo se tomar, pouca coisa muda, ou quase nada, considerando que Edivaldo Holanda Junior e Eduardo Braide são frutos jovens da velha árvore política do Maranhão.

Imagem destacada / divulgação: prefeito Edivaldo Junior, de camisa rosa, supervisiona tapagem de buracos ao lado do então vice-prefeito e hoje senador Roberto Rocha

Em defesa da Educação pública, chapa 1 apresenta propostas para dirigir a Apruma

Coletivo amplo formado por docentes de várias áreas, a chapa 1 “Amanhã vai ser outro dia: Apruma autônoma e democrática” prega a luta pela garantia dos direitos dos professores e professoras de toda UFMA (Bacabal, Balsas, Chapadinha, Codó, Grajaú, Imperatriz, Pinheiro, São Bernardo e São Luís).

O candidato a presidente pela chapa 1, Bartolomeu Mendonça, professor do Colégio Universitário (Colun), reafirma o combate às políticas de mercantilização da Educação pública, rejeição ao Future-se e autonomia da Apruma em relação aos partidos, governos e às reitorias.

Veja abaixo a carta-programa e os(as) integrantes da chapa 1

AMANHÃ VAI SER OUTRO DIA: APRUMA AUTÔNOMA E DEMOCRÁTICA

Nada mais apropriado para esses tempos de avanço do autoritarismo e da intolerância bradar que “amanhã vai ser outro dia”, como bem fora profeticamente apontado na música Apesar de Você, de Chico Buarque, quando se lutava contra a ditadura empresarial-militar no Brasil. Novamente, é preciso falar de esperança, sonhar, amar, lutar para que um outro dia, de garantia de direitos, de democracia, de respeito à liberdade e à diversidade, seja próximo e real. Os tempos atuais nos impõem enormes desafios pois as ameaças se apresentam em todas as dimensões de nossa vida.

Os atuais ataques expressam assim violentamente a retirada dos parcos direitos que as trabalhadoras e os trabalhadores conquistaram em sua longa e árdua jornada de lutas por direitos. A emenda constitucional do teto de gastos, a reforma do ensino médio, a reforma trabalhista ainda no governo golpista de Temer e a reforma da Previdência do governo de extrema-direita demonstram que o tempo de concessão ou conciliação acabou.

Hoje, a universidade pública se tornou o alvo prioritário do governo, seja através da tentativa de cerceamento da liberdade de cátedra, seja através de medidas que objetivam acabar com o tripé ensino, pesquisa e extensão, assim como destruir o princípio de ensino universal, gratuito e público. O Future-se, por exemplo, representa uma radical mercantilização do ensino superior, um ataque a autonomia universitária e a possibilidade real de perda de patrimônio físico e intelectual.

Compreendemos que esses ataques se alastram nas mais diversas dimensões. No âmbito dos costumes e da cultura, expressam o fortalecimento de uma visão reacionária da vida, em que o diferente deve ser padronizado, onde a arte se torna inimiga e o amor se coisifica. No âmbito dos direitos constitucionalmente garantidos, tais como o direito à saúde, à educação, à previdência, as propostas e medidas do atual governo federal expressam o avanço da locomotiva do capital internacional em se apropriar de tudo. E o governo Bolsonaro é a síntese fiel desse projeto.

Nesse contexto, é fundamental demarcar o projeto societário que interessa à classe trabalhadora e definir claramente as pautas de lutas em defesa da educação pública. Nessa direção, devemos nos questionar: qual o papel da Apruma nesse contexto? A serviço de quem e de que projeto societários devemos atuar?

Então, a grande questão é, queremos uma Apruma a serviço de  quê?

O 39º Congresso do Andes-SN, muito acertadamente apresenta como tema “Por Liberdades Democráticas, Autonomia Universitária e em Defesa da Educação Pública”. Assim como tem sido um acerto a tentativa constante de construir unidades amplas, sem oportunismo, sectarismo e autoproclamação com as mais diversas forças para derrotar a agenda reacionária e neoliberal do governo Bolsonaro. A inciativa de Fórum Sindical, Popular e de Juventude Por Diretos e Liberdades Democráticas objetiva isso.

Consideramos que sozinhos seremos todos esmagados, por isso, mesmo a contragosto da direção majoritária de nossa central sindical, a CSP-Conlutas, controlada burocraticamente por um partido político, estamos construindo, nacionalmente e localmente, unidades reais, nas ruas, visando reagrupar as forças progressistas e classistas. Fomos parte da organização dos atos em defesa da Educação Pública, como o histórico 15M e 30M, assim como as Greves Gerais contra a reforma da previdência.

Assim, entendemos que a Apruma deve se manter autônoma à partidos, aos governos e às reitorias. Retornar a um tempo em que as decisões da base e das nossas assembleias eram desrespeitadas através de política sectária e autoproclamatória seria uma derrota histórica.

Um sindicato deve ser uma ferramenta de luta pela garantia dos direitos dos docentes de toda UFMA (São Luis, Imperatriz, Balsas, Grajau, Codó, Bacabal, Chapadinha, São Bernardo e Pinheiro), lutando em defesa da carreira, como a Resolução de Progressão Docente 204/2017; garantia de horas para planejamento de Estágio Supervisionado; Reabertura de prazos para o PID, dentre outras conquistas.

QUEM SOMOS?

Somos professores e professoras cientes de que a nossa responsabilidade se amplia para o combate permanente à agenda ultraliberal e aos desmontes na Educação Pública.

Temos orgulho de ser parte da Apruma, seção sindical do Andes, entidade histórica que soma forças junto a tantas outras organizações de trabalhadores e trabalhadoras em defesa dos direitos da categoria docente e do serviço público, contra a privatização da Universidade.

Em tempos de crescimento das forças conservadoras, reafirmamos a nossa concepção de democracia na UFMA, contra qualquer autoritarismo.

Queremos contar com o seu apoio e a sua solidariedade para manter acesa a chama de luta e esperança por direitos, respeito às diferenças e a batalha permanente por novas conquistas.

Assim, nos dirigimos à categoria docente apresentando as principais propostas da chapa AMANHÃ VAI SER OUTRO DIA: APRUMA AUTÔNOMA E DEMOCRÁTICA.

NOSSAS PROPOSTAS:

– Defender os direitos dos trabalhadores: nenhum direito a menos!

– Defender a educação pública, laica, gratuita e com qualidade social em todos os níveis e modalidades;

– Combater as políticas de privatização e mercantilização do ensino superior como o FUTURE-SE, FUNPRESP e EBSERH;

– Lutar pela ampliação do financiamento público estatal com a destinação de recursos equivalentes a 10% do PIB para a educação pública;

– Lutar por reajustes salariais e a implantação da proposta de carreira de professor federal do ANDES-SN, que valoriza a categoria docente;

– Intensificar a luta pela recuperação da integralidade e pela extinção da contribuição social aos aposentados;

– Realizar anualmente encontro com aposentados com o propósito de compartilhar os desafios da luta sindical e construir suas pautas específicas;

– Defender a eleição direta em todas as unidades e subunidades da UFMA em todos os campi;

– Defender a manutenção das eleições diretas no Colégio Universitário, garantindo a autonomia da unidade como um importante espaço de ensino, pesquisa e extensão da educação básica federal;

– Mobilizar a comunidade universitária em defesa da democratização nas instâncias de decisão na UFMA;

– Lutar por eleições diretas para Reitor e por uma estatuinte exclusiva e paritária com representantes de docentes, discentes e técnico-administrativos;

– Lutar pela garantia de representação dos campi nos colegiados superiores;

– Continuar a luta por construção de creches na UFMA para atender a demanda da comunidade acadêmica e funcionar como campo de estágio;

– Combater toda forma de opressão (Racismo, Machismo, LGBTfobia, etc.);

– Trabalhar no fortalecimento da APRUMA-SS e ampliação de sua atuação junto aos docentes em todos os campi;

– Lutar pela aprovação de resolução específica com critérios objetivos para remoção de docentes entre os campi;

– Realizar uma vez por ano seminário acadêmico e sindical com docentes de todos os campi para debater as especificidades e desafios de cada um deles;

– Aprimorar os canais de comunicação com os sindicalizados e a sociedade;

– Promover atividades socioculturais e acadêmicas para integração dos sindicalizados e seus familiares;

– Defender a Resolução de Progressão Docente 204/2017 (CONSAD/UFMA);

– Ampliar a luta por concursos públicos para professores;

– Continuar articulando, em conjunto com outras entidades, a luta pela imediata recomposição do orçamento e ampliação das verbas para a Educação Pública;

– Lutar pela garantia da construção coletiva dos Projetos Político-Pedagógicos dos cursos da UFMA, sustentados na unidade teoria-prática, na integração do ensino, da pesquisa e da extensão e em uma educação crítica, libertadora, inclusiva e plural;

– Reivindicar a implantação de planejamentos de arborização em todos os campi e a adequada coleta e destinação do lixo;

– Promover atividades de economia solidária envolvendo povos e comunidades tradicionais assim como promover campanhas e debates relacionados com questões e conflitos ambientais e sua interface com projetos de desenvolvimento;

– Lutar pela garantia de condições dignas para o trabalho docente que possam propiciar o exercício da atividade laboral em ambientes que garantam a saúde física e psíquica do trabalhador.

Professor da UFMA Antonio Gonçalves concorre à presidência do Andes

Docente no curso de Medicina, Antonio Gonçalves lidera a chapa 1 “Andes Autônomo e de Luta”, que disputa as eleições à diretoria do Sindicato Nacional para o biênio 2018/2020.

Saiba mais sobre a chapa 1 aqui

A eleição ocorre no momento de maior ataque aos direitos dos trabalhadores e de ameaças à Universidade em várias dimensões: cortes nos orçamentos destinados ao ensino, pesquisa e extensão, terceirizações, conservadorismo político e mecanismos já existentes de privatização.

Ex-presidente da Apruma (Associação dos Professores da UFMA), seção sindical do Andes – Sindicato Nacional, na gestão 2014-2018, Antonio Gonçalves integra o coletivo “Andes de Luta e pela Base”.

Também compõem a chapa 1 “Andes Autônomo e de Luta” os docentes Claudio Mendonça (Colégio Universitário), que disputa o cargo de 2º tesoureiro; Rosilda Dias (Enfermagem) e Aurean D’Eça Junior, escolhidos para representar a Regional Nordeste 1 (MA, PI e CE).

A votação será realizada dias 9 e 10 de maio. Nessa entrevista, Antonio Gonçalves fala sobre a conjuntura que ameaça direitos trabalhistas e apresenta as diretrizes gerais da chapa 1.

Blog – Como você avalia a gestão atual do Andes?

Antonio Gonçalves – A atual gestão do Andes Sindicato Nacional, que tem à frente a professora Eblin Farage, da Universidade Federal Fluminense, tem cumprido um papel fundamental na defesa dos direitos dos/das docentes das Universidades públicas e seus Colégios de Aplicação, assim como de Institutos federais e Cefet, na defesa da carreira única de professor federal, no combate à precarização do trabalho docente e do produtivismo que tem levado ao adoecimento físico e mental um grande número de professores/as. Cabe destacar ainda o protagonismo exercido pelo Andes-SN na organização da nossa categoria, em articulação com a CSP-Conlutas, que é a Central Sindical da qual fazemos parte, para o enfrentamento a todas as políticas que retiram direitos: teto no orçamento público, reforma do ensino médio, reforma trabalhista, lei da terceirização e a reforma da Previdência. Foi essa articulação que permitiu a construção da greve geral de 28 de abril de 2017.

Blog – Quais foram as conquistas do Andes na UFMA?

Antonio Gonçalves – O Andes-SN, através da Apruma Seção Sindical, contribuiu para adequar resoluções que interferem diretamente na atividade laboral docente, como aquela que estabelece os critérios para progressão e promoção na carreira do Magistério Superior; elaboração de análises críticas que nos permitiram construir planos de lutas, através dos diversos grupos de trabalho, que incluem políticas educacionais, seguridade social e assuntos de aposentadoria, política ambiental, agrária e urbana, política de ciência e tecnologia; combate a todas as formas de opressões: assédio moral, racismo, machismo, LGBTfobia, xenofobia e capacitismo, através do grupo de trabalho políticas de classe para questões etnicorraciais, de gênero e diversidade sexual; defesa jurídica de vários sindicalizados para a garantia de direitos e combate ao assédio moral. Enfim, várias têm sido as contribuições do Andes-SN na defesa dos/as docentes e da Educação pública.

Blog – A Universidade pública está na mira da privatização?

Antonio Gonçalves – Sim, essa indicação já constava no Consenso de Washington (1989) como uma política a ser implementada nos países do capitalismo periférico como o Brasil. Esclareço que a privatização pode ocorrer de várias formas não-clássicas: cobrança por cursos de especialização, parcerias público-privadas com venda de serviços pela universidade, entrega dos hospitais universitários para os ditos “novos modelos de gestão”, como a EBSERH, etc.

Blog – De que forma a Apruma, seção sindical do Andes, pretende atuar na UFMA?

Antonio Gonçalves – Tive a honra de presidir a Apruma no período de 2014-2018 e de ter contribuído para a manutenção de nosso sindicato independente em relação a governos, partidos políticos e administrações locais. Nossa organização tem sido pela base, são os/as professores/as que ditam os rumos do sindicato, cabe à diretoria executar tais determinações votadas em assembleias gerais. Tenho muita confiança na atual gestão da Apruma e sei que esses princípios históricos do nosso sindicato serão mantidos. Os/as docentes da UFMA reconhecem a Apruma como sua legítima organização sindical e a tem fortalecido como um espaço democrático e de luta.

Blog – Como foi o processo de definição da sua candidatura a presidente do Andes?

Antonio Gonçalves – Faço parte do “Andes de Luta e pela Base” que é um coletivo político que atua no Andes-SN. O núcleo Apruma fez a indicação do meu nome que foi votado e escolhido na convenção eleitoral do coletivo para disputar o cargo de presidente do sindicato, uma tarefa de muita responsabilidade diante da importância do Andes-SN no cenário político nacional. Sinto-me mais seguro e confiante nessa disputa por contar com valorosos/as apoiadores/as localmente e Brasil afora, e ainda por ter como companheiro/a de chapa o professor Claudio Mendonça (Colun) para o cargo de 2º tesoureiro; a professora Rosilda Dias e o professor Aurean D’Eça, que foram escolhidos para representar a Regional Nordeste 1 (MA, PI e CE).

Blog – Qual a sua mensagem aos professores da UFMA nesta eleição?

Antonio Gonçalves – Quero aqui assumir o compromisso na defesa por uma carreira estruturada, pela recomposição salarial e por melhores condições de trabalho. Dirijo-me ao conjunto dos /as docentes da UFMA para pedir o voto e o apoio nas eleições dos dias 09 e 10 de maio de 2018. Esta é a primeira vez, em seus quase 40 anos de existência, que um docente da Apruma disputa a direção nacional do sindicato. Nossa luta é em defesa da educação pública, nos seus diferentes níveis, gratuita, com financiamento público, com um padrão unitário de qualidade, laica, inclusiva e socialmente referenciada, que receba indistintamente os filhos e filhas da classe trabalhadora numa perspectiva emancipatória.

Blog – Na atual conjuntura politica do Brasil, qual é o impacto do governo Michel Temer sobre o ensino, a pesquisa e a extensão?

Antonio Gonçalves – A atual conjuntura política decorre de um golpe parlamentar, jurídico e midiático impetrado contra o povo brasileiro, pois diante de mais uma grande crise do capitalismo como a de 2008, não era mais possível garantir as altas taxas de lucratividade do mercado, era preciso para isso retirar mais direitos da classe trabalhadora.  Esse foi o desfecho de um período de governos de conciliação de classes. Para lograr esse intento é que foram aprovadas medidas como a Emenda Constitucional 95, que impôs um teto ao orçamento público, historicamente disputado pelo capital rentista; a reforma trabalhista, a terceirização ampla, geral e irrestrita e ainda pretendem nos retirar o direito à aposentadoria. A educação também é alvo dos golpistas, por isso aprovaram a reforma do ensino médio que busca impedir uma educação mais crítica e reflexiva, priorizando a formação de mão-de-obra para o mercado.

Nas universidades, o objetivo é a privatização por dentro, com todas as suas implicações danosas, tornando o acesso às universidades um privilégio para poucos que poderão pagar, por isso impõem um sucateamento perverso que compromete a qualidade de do ensino; cortam os recursos públicos da pesquisa e da extensão, abrindo caminho para o financiamento privado e a desresponsabilização do Estado na garantia de tais políticas públicas.