Maranhão na Tela 2019 divulga a lista da mostra competitiva, informativa, curtas e videoclipes

Das 143 obras inscritas de oito estados, foram escolhidas cinco longas, dez curtas e 15 videoclips para a mostra competitiva, além de dez curtas e 10 videoclipes para a informativa. A curadoria foi feita pelos cineastas Lucas Sá (MA) e Sérgio Andrade (AM). Assim como no ano passado o festival de 2019 terá  filmes do Maranhão, Pará, Tocantins, Amazonas, Roraima e Acre. Veja a lista completa no site www.maranhaonatela.com.br

Idealizado pela produtora Mavi Simão em 2006 e realizado pela Mil Ciclo Filmes, desde 2007, o Maranhão na Tela vai acontecer de 1º a 7 de dezembro em três espaços da cidade: Os longas serão exibidos na sala Kinoplex do Golden Shopping (Calhau) e os curtas e videoclips num telão na Escadaria da rua do Giz  Luís (Praia Grande). 

Na abertura do festival, dia 1º, às 19h, será exibido o filme A vida invisível de Eurídice Gusmão, do cearense Karin Ainouz. O longa ganhou o prêmio principal da mostra Um Certain Regard (Um certo olhar), a segunda mais importante do Festival de Cannes.  A diretora Bárbara Paz também é presença confirmada, no dia 02 de dezembro, na abertura da Mostra Panorama Brasil, com o filme Babenco – alguém tem que ouvir o coração dizer: parou.

“Estamos muito motivados com a edição deste ano. A qualidade dos filmes escolhidos pela curadoria é excelente. Será uma mostra mais enxuta, mas mantendo o mesmo nível dos anos anteriores”, afirma Mavi Simão.

Do mar ao cinema: a solidão de “Silicrim” e Amyr Klink

O navegador solitário Benedito Raposo Teixeira, o “Silicrim”, faleceu em 11 de fevereiro de 2018, aos 82 anos de idade, nas proximidades da ilha de São Lucas, no arquipélago de Maiaú, em Cururupu.

No final de 2016, quando tinha 80 anos, “Silicrim” recebeu uma grandiosa homenagem no filme “O Império de um Navegador”, dirigido pelo cineasta Edson Fogaça.

Ao assistir ao filme com plateia lotada no cine Praia Grande, escrevi uma crítica, publicada  em 1º de dezembro de 2016, no Blog do Ed Wilson (edwilsonaraujo.com.br). Este blog estava hospedado pela empresa SlzHost e foi “deletado” de tal forma que todo o conteúdo ficou perdido e inacessível. A SlzHost não conseguiu recuperar o Blog do Ed Wilson e o trabalho de quase dois anos foi totalmente “apagado” da web.

O artigo sobre Silicrim e o filme “O Império de um Navegador” foi salvo graças à generosidade do diretor do Estaleiro Escola, Luiz Phelipe Andrès, que à época (2016) imprimiu o texto do Blog do Ed Wilson, guardou uma cópia e digitou o texto novamente na madrugada do dia 13 de fevereiro 2018, possibilitando a republicação em meu novo blog (edwilsonaraujo.com). Veja como o papel ainda é importante em tempos de tanta tecnologia!

Deixo meu agradecimento especial a Luiz Phelipe Andrès pela recuperação do texto. Se ele não tivesse guardado uma cópia em papel, seria impossível recuperá-lo.

Abaixo, o texto original.

DO MAR AO CINEMA: A SOLIDÃO DE “SILICRIM” E AMYR KLINK

Ed Wilson Araujo

O menino Benedito, nascido na ilha de São Lucas, em Cururupu, era caçoado pelos colegas porque se atrapalhava no letramento de tal forma que era uma tortura, para ele, a decoreba da cartilha do ABC: “sa-la-cra”, “sa-la-cre”, “sa-la-cri”.

Benedito nunca passou das lições iniciais de alfabetização, ganhou da turma o apelido Silicrim e abandonou a escola ainda criança. Seu destino era o mar e nas últimas duas décadas a marca do navegador solitário, ativo aos 80 anos de idade.

A sua vida inteira dedicada ao mar foi contada no filme “O Império de um Navegador”, exibido no Cine Praia Grande, com plateia lotada e a presença da personagem principal do filme – Benedito Raposo Teixeira, o “Silicrim”, familiares e amigos; do navegador Amyr Klink; do diretor do Estaleiro Escola Luiz Phelipe Andrès; e do diretor do Mavam Joaquim Haickel.

Amyr Klink veio especialmente ao Maranhão conhecer o marinheiro solitário do arquipélago de Maiaú, navegaram juntos e falaram pouco, depois da seção do filme, na homenagem grandiosa a um homem simples que só precisa de vento e solidão para uma existência de plenitude.

O filme dirigido por Edson Fogaça é impecável. Da trilha sonora ao script, recorta e costura a personagem “Silicrim” com a mistura de realidade e ficção em uma sensibilidade poética e com a força narrativa tão potente quanto a quilha cortando as ondas, tal qual o poema  “E então, que quereis?”, de Vladimir Maiakóvski.

A ideia do filme surgiu quando Silicrim aportou no Estaleiro Escola para deixar o barco guardado, enquanto ele iria fazer uma cirurgia de hérnia. Phelipe Andrès ficou encantado com a saga de Silicrim e desde então foi brotando a ideia de contar a história do navegador solitário do Maranhão em um filme.

Enquanto “Silicrim” se recuperava da cirurgia, Andrès mobilizou a equipe do Estaleiro Escola para fazer outra intervenção cirúrgica , desta feita no barco “O Império de Um Navegador”, que chegara ao porto bastante avariado.

Finalmente liberado pelo médico, ele recebe o barco de volta, totalmente recuperado, e segue a sina de navegador solitário, mas sempre rodeado de amigos em todos os portos por onde passou.

Trata-se deu um filme para ser lido, porque na tela estão implícitos Gabriel Garcia Márquez, Guimarães Rosa e Fernando Pessoa.

A minha experiência de assistir ao filme remeteu Silicrim às narrativas da obra “Cem anos de Solidão” e à magia do realismo fantástico, especialmente o tempo, cravado na pele enrugada de sal e sol como se cada dobra fosse um capítulo das suas oito décadas de vida, quase todas no mar.

No filme, o tempo se arrasta carregado de nostalgia na cena do ritual de preparar o próprio café da manhã no interior do barco. O café coado lentamente duas vezes, depois bebido na fartura do olhar longínquo avistando o nada na beira da praia, ou nas caminhadas sem pressa pelas areias de encantarias da ilha dos Lençóis.

A vida de “Silicrim” é a negação do tempo presente apressado pelos motores e dispositivos móveis. Seu barco, “O Império de um Navegador”, que dá nome ao filme, é à vela. Ele é um homem movido a vento.

Guimarães Rosa está presente nos diálogos entre Silicrim e seus companheiros, demarcados por pausas, silêncios intermináveis, vazios interpretativos de uma profundidade medonha. Nesses papos despropositados, as histórias de aventuras no mar são recontadas pelos amigos das ilhas de Cururupu, parceiros de viagens, costurados aos depoimentos da personagem principal.

A poesia atravessa todo o filme, daí a presença de Fernando Pessoa na figura da personagem, naquilo que representa o ímpeto da conquista, o desejo de aventura, a constante inquietação de Silicrim com a segurança da terra firme. Ele é do mar e não enjoa, homem de alma grande, porque a vida inteira valeu a pena.

Imagem destacada / divulgação / Silicrim pilotando seu barco artesanal

Festival Guarnicê de Cinema faz itinerância em Pinheiro e Alcântara

A Universidade Federal do Maranhão (Ufma), através do Departamento de Assuntos Culturais (Dac/Proexce), realiza exibições gratuitas de filmes e ações formativas nessa terça (22) e quarta-feira (23), na cidade de Pinheiro, e na quinta-feira (24), em Alcântara. A programação integra o projeto de extensão Guarnicê em Itinerância, que será encerrado no mês de novembro/19, com a realização das ações culturais no município de Raposa.

A programação oficial começará na terça-feira (22), no Auditório Central da Ufma Campus Pinheiro/MA, com a exibição da Mostra Guarnicêzinho, das 9h às 10h. Em seguida terá a Mostra Copa Studio 10 anos, das 10h às 11h. Das 14h30 às 15h30 haverá a solenidade oficial de abertura com exibição às 15h30 do filme ‘Selvagem’, de Diego da Costa, melhor longa nacional do 42º Festival Guarnicê de Cinema. A programação está no site http://www.cultura.ufma.br/index.php/festival-guarnice-de-cinema-em-itinerancia/ e nos folders e cartazes distribuídos nos locais de exibição.

Inclusão cultural

Nesse projeto, a Ufma levará a experiência do cinema a locais onde a população não possui acesso à arte cinematográfica. Realizará ainda ações formativas que colocam crianças e jovens em contato com técnicas básicas de produção de filmes. “O Guarnicê em Itinerância ampliará as oportunidades do encontro entre o cinema e o público, fazendo circular a obra audiovisual por meio de mostras itinerantes em comunidades do interior do Estado”, disse a diretora do Dac e coordenadora do projeto, Fernanda Santos Pinheiro.

A iniciativa tem patrocínio do Centro Elétrico e Governo do Maranhão (Lei Estadual de Incentivo à Cultura). “Por meio do Guarnicê em Itinerância, crianças e jovens das comunidades beneficiadas despertarão ainda o interesse nos processos audiovisuais, estimulando a formação de plateia e o interesse pela linguagem artística”, explica a diretora. “Esse projeto é uma extensão do nosso Festival Guarnicê de Cinema, que terá sua 43ª edição em 2020. Oportuniza ainda espaços de exibição em locais onde não há salas de cinema. Levamos a arte e a cultura do cinema para onde o povo está”, finalizou Fernanda Santos Pinheiro.

Acervo do Guarnicê

O público alvo do Guarnicê em Itinerância é heterogêneo, focando a presença de alunos do ensino superior, da educação básica e a comunidade em geral. O Festival Guarnicê de Cinema é uma referência como polo difusor da arte cinematográfica e possui um dos mais ricos acervos fílmicos do país. Quarto festival mais antigo do Brasil e o segundo mais antigo promovido por universidades, exibe há 42 anos o melhor da produção do cinema autoral brasileiro, sendo janela das mais importantes no cenário dos festivais nacionais.

Em Pinheiro, o Guarnicê em Itinerância tem apoio da Fundação Sousândrade, Universidade FM, Gráfica Universitária, Ufma Campus Pinheiro (Centros de Ciências Humanas Naturais, Saúde e Tecnologia), Prefeitura de Pinheiro, CDL/Câmara de  Dirigentes Lojistas de Pinheiro, Uema Campus Pinheiro e Ifma Campus Pinheiro. Em Alcântara, apoiam o projeto a Fundação Sousândrade, Universidade FM, Gráfica Universitária e ainda a Prefeitura de Alcântara (secretarias municipais de Educação e de Cultura e Turismo), Ifma Campus Alcântara e Paróquia de São Matias.

Prorrogação! Festival Maranhão na Tela recebe inscrições até 20 de outubro

Um dos maiores festivais de cinema do estado será realizado de 1º a 9 de dezembro e ampliará mais uma vez sua abrangência para estados das regiões Norte e Meio-Norte

As inscrições para a competitiva e a rodada de negócios da 12ª edição do Festival Maranhão na Tela devem ser feitas pelo site (www.maranhaonatela.com.br) até o dia 20 de outubro. Poderão ser inscritos filmes e projetos dos nove estados das regiões Norte e Meio Norte. Para a mostra competitiva, as inscrições são gratuitas, enquanto que para as rodadas de negócios variam entre R$ 120,00 e R$ 100,00.  Pelo segundo ano consecutivo a mostra terá abrangêcia paras as regiões Norte e Meio Norte e a realização de um ambiente de mercado, o Maranhão na Tela LAB. O festival foi idealizado pela produtora Mavi Simão em 2006 e é realizado pela Mil Ciclos Filmes.

Identidade visual – A identidade visual da edição deste ano é de Silvana Mendes, escolhida por uma curadoria entre vários artistas inscritos. Graduanda em Artes Visuais pela Universidade Federal do Maranhão, ela desenvolve um trabalho que busca investigar o cotidiano e a subjetividade do comum, resignificando símbolos e visualidades através da fotografia e colagem digital ou manual. Silvana Mendes também utiliza em seus trabalhos e colagens dispositivos móveis para produção fotográfica, usando como suporte o lambe.

MARANHÃO NA TELA 2019 

De 1º a 9 de dezembro

Inscrições abertas até 20 de outubro

Realização: Mil Ciclos Filmes

Patrocínio: Oi, Minc/Ancine/FSA

Mais informações: assessoria de imprensa – 98 981791113

Maranhão na Tela: credenciais para o ambiente de mercado já estão à venda

Ingresso dará acesso à programação integral do evento, que acontecerá entre os dias 17 e 24 de outubro, no Centro Cultural Vale Maranhão/CCVM

Dezenas de convidados, entre executivos, criativos e representantes institucionais do audiovisual brasileiro estarão em São Luís, para o primeiro ambiente de mercado das regiões Norte e Meio Norte. A venda da credencial já está disponível no site da Sympla, que também pode ser acessado através do site do Maranhão na Tela (www.maranhaonatela.com.br). A credencial custa R$ 50 (profissionais) e R$ 25 (estudantes) e dará acesso a toda programação, exceto às rodadas de negócio, cujas inscrições já estão encerradas.</ o:p>

Serão oito painéis, cinco masterclasses e um laboratório de pitching, que irão acontecer entre os dias 17 e 23 de novembro, no Centro Cultural Vale Maranhão/CCVM. O Maranhão na Tela LAB faz parte da programação do Festival Maranhão na Tela e foi criado para fomentar e impulsionar as possibilidades de negócios do audiovisual produzido nesses estados. A ideia é ser uma vitrine dessa produção, aproximando fluxos de negócios e criatividade.

O evento conta com o patrocínio da Oi e do Governo do Estado do Maranhão, através da Lei de Incentivo à Cultura, do Minc e da Ancine, através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), com apoio cultural do Instituto Oi Futuro, do Centro Cultural Vale Maranhão/CCVM, da Rede Kinoplex e do Sebrae; além de apoio institucional do Instituto de Conteúdos Audiovisuais Brasileiros (Icab) e colaboração da Brasil Audiovisual Independente (Bravi). A identidade visual do evento é baseada em seis trabalhos de óleo sobre papel cartão do artista maranhense Walter Sá.

Maranhão na Tela 2018 

De 15 a 24 de novembro

Kinoplex Golden – Golden Shopping, Calhau Centro de Criatividade Odylo Costa, filho e Centro Cultural Vale Maranhão – CCVM, Praia Grande

Realização: Mil Ciclos Filmes

Venda de credenciais no site Sympla

Mais informações: assessoria de imprensa – 98 981791113

Cinema: Maranhão na Tela 2018 abre inscrições

Um dos maiores festivais de cinema do estado será realizado de 15 a 24 de novembro em três locais diferentes de São Luís e ampliará sua abrangência para estados da região Norte

O Maranhão Na Tela abre suas inscrições para a Mostra Competitiva e a Rodadas de Negócios no dia 10 de setembro. As inscrições devem ser feitas aqui neste site (www.maranhaonatela.com.br). Poderão ser inscritos filmes e projetos dos nove estados das regiões Norte e Meio Norte. Para a mostra competitiva, as inscrições são gratuitas, enquanto que para as rodadas de negócios variam entre R$ 100,00 e R$ 70,00. A décima primeira edição do Maranhão na Tela será de 15 a 24 de novembro.

Além da ampliação para região Norte, esta edição terá pela primeira vez um ambiente de mercado, o Maranhão na Tela LAB, no Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM). Além disso, exibirá parte de sua programação em um novo local, o Kinoplex Golden, em uma parceria inédita com a Kinoplex, a maior rede de cinemas 100% brasileira, que também irá divulgar o festival em toda sua rede de salas e meios de comunicação no Brasil. A identidade visual do evento é baseada em seis trabalhos de óleo sobre papel cartão do artista maranhense Walter Sá.

As mostras serão realizadas nas salas KinoEvolution e Platinum, no Golden Shopping, no bairro do Calhau. “É um enorme salto de qualidade e um privilégio para o festival poder exibir sua programação nas melhores salas de cinema do Maranhão”, afirma Mavi Simão. Os filmes serão exibidos também no Cine Praia Grande e no Centro Cultural Vale Maranhão.

O festival foi idealizado pela produtora Mavi Simão em 2006 e é realizado pela Mil Ciclos Filmes. O evento conta com o patrocínio da Oi e do Governo do Estado do Maranhão, através da Lei de Incentivo à Cultura, do Minc e da Ancine, através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), com apoio cultural do Instituto Oi Futuro, da Rede Kinoplex e do Sebrae; além de apoio institucional do Instituto de Conteúdos Audiovisuais Brasileiros (ICAB) e colaboração da Brasil Audiovisual Independente (BRAVI).

Imagem: Maranhão na Tela vem atraindo público jovem da Rede Municipal de Ensino / Fabricio Cunha