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Lixo hospitalar é descartado em território quilombola no Maranhão

Ed Wilson Araújo

Localizado à margem da rodovia MA-106, na comunidade Pavão, o lixão do município de Alcântara (a 91km de São Luís) não é só um depósito a céu aberto de resíduos domésticos e dos estabelecimentos comerciais. No mesmo terreno, uma vala contém centenas de ampolas de vidro, sobras de medicamentos, restos de seringas, agulhas e escalpes. Todo o material encontrado está escurecido e agregado de fuligem, indicando que houve o descarte seguido de incineração, ambos irregulares, contrariando as normas da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e da Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), instituída pela Lei 12.305/2010, além da nova Lei do Saneamento Básico nº 14.026/2020.

Vala de resíduos contaminantes provoca danos ao solo e às águas subterrâneas. Imagem: Ed Wilson Araújo

O “Lixão do Pavão” é o destino final da coleta realizada pela Prefeitura de Alcântara. Quando o caminhão chega, os catadores de materiais recicláveis, moradores do entorno, sobem no monturo de sacos, rasgam as embalagens e separam o que pode ser vendido, principalmente plástico e papelão.

As sobras de alimentos são disputadas pela população de 12 cachorros e quatro gatos abandonados no local.

Sem luvas, usando um tênis comum, bermuda de tecido fino e blusa de mangas curtas, uma catadora que não quis se identificar reclamou que o material hospitalar era “jogado e queimado” bem próximo aos montes de resíduos domésticos. “A gente reclamou por que tinha vidro e agulhas e nós podia se machucar. Aí colocaram ali mais do lado ”, alertou.

As denúncias sobre o descarte de resíduos hospitalares no “Lixão do Pavão” vieram a público desde 2019, em imagens divulgadas pelo professor e biólogo Alexsandro Mendonça Viegas, doutorando em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental. À época, ele registrou o acúmulo de seringas, agulhas, ampolas e tabletes de medicamentos parcialmente incinerados, a poucos metros do local de trabalho dos catadores.

Registros de 2019 do biólogo Alexsandro Viegas já mostravam o descarte de materiais hospitalares no Lixão do Pavão. Foto: Alexandro Viegas.

“Quando eu fiz a primeira denúncia não havia a vala que encontramos agora em 2026, lotada de resíduos hospitalares incinerados. Fica bem perceptível que houve uma escavação feita por máquina, provavelmente um trator, e abriram uma espécie de cova para despejar o lixo contaminante”, detalhou Viegas.

BURACO NO TRAJANO

A Secretaria de Infraestrutura de Alcântara (Sinfra), responsável pela coleta e destino final dos resíduos sólidos do município, negou qualquer participação no despejo de material hospitalar no “Lixão do Pavão”, mas atestou outras irregularidades. Segundo o secretário Denizar Dias Alves Borges, os resíduos do Hospital Municipal Dr Neto Guterres e das nove UBS (Unidades Básicas de Saúde) do município ficam armazenados temporariamente em um depósito e, a cada quinze dias, em média, são recolhidos e transportados para o povoado Trajano. “Lá, a gente tem um buraco onde depositamos esses materiais hospitalares, incineramos e depois cobrimos de terra novamente”, revelou.

Denizar Borges não informou o local exato do descarte no Trajano. A reportagem percorreu parte do território e conversou com moradores e lideranças locais, mas não há registros do buraco onde haveria a queima de lixo hospitalar na comunidade.

A agricultora familiar e presidenta da Associação do Território Étnico Quilombola de Alcântara (Atequila), Valdirene Ferreira Mendonça, repudia os resíduos no Pavão amparada na certidão da Fundação Cultural Palmares, emitida em 2004, reconhecendo 152 comunidades remanescentes de quilombos. “Todo o território de Alcântara é quilombola. Qual autorização se tem para fazer uma vala no meio de uma comunidade nossa para jogar lixo? Isso é muito mais grave ainda. Cabe ao Ministério Público investigar. A gente vem há muito tempo reclamando e nunca foi tomada uma providência. Não dá mais para aceitar esse tipo de situação. A Prefeitura, a Secretaria de Saúde e a Sinfra precisam dizer onde botam o lixo hospitalar e mesmo que seja no Trajano é um absurdo que não dá para aceitar”, contestou.

Já o depósito onde ficam armazenadas as caixas com seringas, agulhas usadas e outros resíduos é anexo à garagem do hospital Dr Neto Guterres, localizado na rua Direita, no Centro de Alcântara, próximo de padaria, lojas, lanchonete, residências e de uma escola.

Sequência de imagens do depósito no Hospital Municipal Dr. Neto Guterres, que faz o armazenamento temporário, antes do descarte final dos resíduos hospitalares. Fotos: Ed Wilson Araújo

A secretária municipal de Saúde, Jorgeanne Serejo, confirmou o armazenamento temporário no hospital, mas disse não ter conhecimento do destino final. Ela informou que está cogitando fazer o levantamento dos custos de uma empresa especializada no manejo do material contaminante para sugerir uma licitação à Prefeitura de Alcântara; no entanto, antecipou que a receita do município é muito limitada.

Segundo o biólogo Alexsandro Viegas, o manejo e o despejo irregulares oferecem diversos riscos ao meio ambiente, como a poluição do ar durante a liberação de partículas no processo de incineração descontrolada, contaminação do solo e das águas superficiais e subterrâneas, produção de fumaça tóxica, além dos riscos para os catadores e animais em contato com objetos perfurocortantes.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais e membro do Conselho Municipal de Saúde (CMS), Aniceto Araújo Pereira, afirmou que conhece bem o território Trajano e nunca ouviu falar em um ponto de incineração na comunidade. Ao situar a localização geográfica do Pavão, explicou os riscos de infiltração do chorume para o apicum e o manguezal. “Está bem perto e desce tudo para o igarapé do Jirijó, que atravessa as comunidades Santo Inácio, Castelo, Itapiranga, Baixa Grande. Aí escorre até o Jacaré, o porto principal de Alcântara”, detalhou.

LIXÃO CONTRA AS LEIS

O Ministério Público (MP) recebeu em 3 de março de 2026 uma denúncia sobre a situação do descarte de material hospitalar. Segundo o promotor da Comarca de Alcântara, Raimundo Nonato Leite Filho, foram oficiadas a Vigiância Sanitária Municipal, a Sinfra, a Secretaria de Saúde e a Procuradoria Municipal para saber se a Prefeitura tem conhecimento do descarte e se já existe algum procedimento administrativo ou sindicância visando apurar as responsabilidades.

Em setembro de 2018, a pedido do MP, a Justiça condenou o município a encerrar o “Lixão do Pavão” e implantar um aterro sanitário, mas nenhuma medida foi tomada para atender à ordem judicial.

O chamado “lixo hospitalar” é tipificado como Resíduos de Serviços de Saúde (RSS), normatizados pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) nº 222, de 28 de março de 2018, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), vinculada ao Ministério da Saúde. A RDC recomenda a implantação do Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), “documento que aponta e descreve todas as ações relativas ao gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde, observadas suas características e riscos, contemplando os aspectos referentes à geração, identificação, segregação, acondicionamento, coleta, armazenamento, transporte, destinação e disposição final ambientalmente adequada, bem como as ações de proteção à saúde pública, do trabalhador e do meio ambiente.”

Os materiais descartados no “Lixão do Pavão”, segundo a regulamentação da Anvisa, são classificados no Grupo E dos RSS, que inclui “materiais perfurocortantes ou escarificantes, tais como: lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; ponteiras de micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas; e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros similares.”

Existem pelo menos três formas de tratamento para os RSS, denominadas tecnologias de desinfecção: autoclavagem (por meio de vapor em altas temperaturas); submissão dos resíduos a micro-ondas em alta e baixa frequência, precedido de trituração e umidificação; e câmara de incineração, variando de 800ºC a 1200ºC (graus Celsius).

Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), determinou a extinção dos lixões em todo o Brasil até 2014.

O Maranhão tem 217 municípios e apenas um aterro sanitário – o Titara. Localizado em Rosário, a 75 Km de São Luís, foi implantado em 2015 e recebe os resíduos coletados de apenas 17 cidades, segundo a Agência Executiva Metropolitana (Agem) do Governo do Estado. As demais, incluindo Alcântara, utilizam lixões a céu aberto, em desobediência à Política Federal de Saneamento Básico, instituída pela Lei nº 11.445/2007, complementada pela PNRS (Lei nº 12.305/2010), atualizada pelo Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020).

Em seu conjunto, as legislações recomendam uma série de medidas para o tratamento dos resíduos sólidos em ambientes adequados (evitando danos ambientais), a valorização da profissão de catador de materiais recicláveis e a extinção dos lixões.

ALCÂNTARA: TEMPO E ESPAÇO

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em Alcântara vivem 171 comunidades quilombolas, ocupando 87.105 hectares. Proporcionalmente, é a maior população de descendentes de escravos do Brasil. Entre os séculos XVIII e XIX, o município foi símbolo do modelo agrário exportador, vinculado ao monopólio colonial de Portugal, através da Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão. Grandes fluxos do tráfico de escravos da África para o Brasil tinham como destino as fazendas alcantarenses de algodão e arroz. A parte urbana da cidade concentrava os casarões imponentes, igrejas e sobrados, lugar de moradia da aristocracia rural.

Mas, a crise do mercado internacional de algodão e a Abolição da Escravatura, em 1888, transformaram opulência em decadência. As antigas fazendas, abandonadas pelos barões empobrecidos, transformaram-se em quilombos. Os casarões que ostentavam riqueza, as ruínas, igrejas, sobrados, ruas de pedra e o casario colonial renderam à cidade o título de Patrimônio Histórico Nacional, concedido em 1948 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A partir de 1983, as comunidades quilombolas vêm sofrendo os impactos da implantação de um complexo tecnológico para o lançamento de foguetes, o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), sob a administração da Força Aérea Brasileira (FAB).

O município de Alcântara tem 145.800 hectares e a população total de 18.467 habitantes, segundo o Censo do IBGE de 2022. O CLA ocupou 8.903 hectares, provocando o remanejamento dos quilombolas das suas terras originárias para agrovilas, distantes dos meios de sobrevivência das populações tradicionais. Os conflitos entre a FAB e os modos de vida quilombolas desde os anos 1980 tiveram um desfecho em 2025, quando a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) condenou o Estado brasileiro pela violação dos direitos das comunidades atingidas pela base espacial. Após a sentença, o Brasil fez um pedido público de desculpas às comunidades quilombolas.

NOVO LIXÃO NA AGROVILA PERU

O “Lixão do Pavão” fica à margem da rodovia MA-106, que liga a sede do município ao Terminal Hidroviário de Cujupe (porto de ferry-boat), principal meio de transporte marítimo entre a capital (São Luís) e a Baixada Maranhense. A estrada é também o acesso ao Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e aos ramais de piçarra das agrovilas.

No caminho da Agrovila Peru, contíguo a uma pedreira, um novo depósito de resíduos a céu aberto está se formando com lixo doméstico, pneus inutilizados, embalagens de produtos industriais e restos de material de construção.

Estrada de acesso à agrovila Peru tem acúmulo de resíduos a céu aberto. Foto: Ed Wilson Araújo

O Centro Histórico (reconhecido como um museu a céu aberto), a cultura quilombola e o litoral de Alcântara, com belas praias, oferecem grande potencial turístico, mas a cidade tem problemas estruturais como o abastecimento de água potável precário e serviço de transporte marítimo em constante manutenção para consertar as embarcações. A única lotérica da cidade foi desativada, obrigando pessoas humildes a se deslocarem até São Luís para fazer pequenas transações bancárias.

Além do transporte por ferry boat, objeto de permanentes denúncias de má operação, outra forma de acessar a cidade é através de um barco e uma lancha que partem do Terminal Hidroviário de São Luís e cruzam a baía de São Marcos (19 km em linha reta). A viagem demora, em média, uma hora e meia e depende do horário das marés.

A pacata cidade fica movimentada nos festejos do Divino Espírito Santo e de São Benedito. Durante as celebrações, nos dias de santos ou nos períodos de eleição, é comum o hábito de soltar foguetes por toda Alcântara, mas a grande agitação, carregada de expectativas, ocorre durante os testes e os lançamentos de veículos aeroespaciais pelo CLA.

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Blog do Ed Wilson tem duas reportagens vencedoras do Prêmio de Jornalismo do Ministério Público

Nos anos de 2019 e 2023, o Blog do Ed Wilson teve duas reportagens vencedoras no Prêmio de Jornalismo do Ministério Público do Maranhão, ambas na categoria webjornalismo.

O trabalho de 2019 abordou a violação de sítios arqueológicos em comunidades quilombolas de Bacuri, no litoral ocidental do Maranhão, com imagens de Marizélia Ribeiro.

Veja abaixo o noticiário:

https://agendamaranhao.com.br/2019/12/14/ed-wilson-araujo-vence-premio-de-jornalismo-do-ministerio-publico-do-maranhao/

Já o texto premiado em 2023, cuja entrega ocorreu em 2024, apurou a situação de crise humanitária dos refugiados indígenas venezuelanos da etnia warao, acampados em dois bairros da região metropolitana de São Luís. As imagens são de Adriano Almeida.

Fotógrafo Adriano Almeida e Ed Wilson Araújo

Na edição 2023 também foi vencedora na categoria webjornalismo o trabalho “Seis anos após morte de detento e ações na Justiça, Maranhão não usa mais gaiolões para presos”, de Rafael Cardoso, publicado no G1 Maranhão.

Seguem os links:

https://portalpadrao.ufma.br/site/noticias/professores-e-discentes-de-comunicacao-social-da-ufma-recebem-premio-mpma-de-jornalismo

https://portalpadrao.ufma.br/site/noticias/professores-e-discentes-de-comunicacao-social-da-ufma-recebem-premio-mpma-de-jornalismo

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Reportagem do Blog do Ed Wilson ganha Prêmio de Jornalismo do MP

Jornalista e professor do Departamento de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) foi contemplado na categoria webjornalismo, com uma reportagem sobre a crise humanitária dos refugiados indígenas venezuelanos da etnia warao

Site do MP – Em café da manhã realizado nesta segunda-feira, 6, no Hotel Luzeiros, o Ministério Público do Maranhão divulgou os vencedores do Prêmio MPMA de Jornalismo 2023. Membros e servidores da instituição, jornalistas e concorrentes no concurso participaram da cerimônia, que contou com a participação especial da jornalista Cristina Serra.

Eduardo Nicolau destacou importância da imprensa

Foram premiados trabalhos inscritos nas categorias Jornalismo Impresso, Telejornalismo, Radiojornalismo e Webjornalismo, além de Estudantes.

Na categoria Telejornalismo, uma reportagem especial sobre “Importunação sexual no transporte público”, de autoria da repórter Márcia Carvalho e veiculada pela TV Assembleia, no dia 1º de novembro de 2023, foi a vencedora. A reportagem também foi a premiada como o melhor trabalho dentre os quatro vencedores nas categorias de profissionais, conforme prevê o edital do concurso.

Márcia Carvalho, da TV Assembleia, foi a vencedora geral da premiação

Na categoria Jornalismo Impresso, a vencedora foi a jornalista Patrícia Cunha, do jornal O Imparcial, que escreveu a reportagem intitulada “Violência contra a mulher – em 3 meses, site do MPMA já recebeu 50 pedidos de medidas protetivas”. A matéria foi publicada na edição dos dias 26 e 27 de agosto de 2023.

Premiados com a administração superior do MPMA

Na categoria Webjornalismo, ficaram empatados no primeiro lugar os trabalhos intitulados “A diáspora dos indígenas venezuelanos warao: dos caños aos semáforos”, de Ed Wilson Araújo, publicado no Blog do Ed Wilson, em 31 de outubro de 2023, e “Seis anos após morte de detento e ações na Justiça, Maranhão não usa mais gaiolões para presos”, de Rafael Cardoso, publicado no G1 Maranhão, em 30 de outubro de 2023.

No Radiojornalismo, foi premiada a série “A terra é nossa: quilombolas no Maranhão e conflitos fundiários”, de Wanderson Camelo, veiculada na Rádio Teresina FM, no dia 25 de outubro de 2023.

Na categoria Estudantes, saiu-se vencedora a matéria intitulada “Violência contra idosos é silenciosa e atinge mais as mulheres com baixa renda, no Maranhão”, de Juliano Amorim, publicada no G1 Maranhão, em 1º de novembro de 2023.

Falando em nome dos vencedores, a jornalista Márcia Carvalho agradeceu ao Ministério Público pela premiação e pelo reconhecimento ao trabalho, que ela fez questão de compartilhar com toda a equipe da TV Assembleia. “Esse trabalho é como se fosse um filho pra gente. O nosso objetivo é passar a informação da melhor forma possível e educar, levando para a população aquilo que é mais relevante”.

SOLENIDADE

Relevância do Prêmio MP de Jornalismo foi ressaltada na solenidade

Na abertura da solenidade, o procurador-geral de justiça, Eduardo Nicolau, ressaltou a importância da imprensa em todo o mundo e, em especial, no Maranhão. “O Ministério Público precisa da comunicação e nós, que temos o dever de cuidar de todos, temos a obrigação de valorizar os profissionais de comunicação”, afirmou.

A coordenadora de Comunicação do MPMA, Poliana Ribeiro, enfatizou a relevância do Prêmio MPMA de Jornalismo como forma de reconhecimento ao trabalho da imprensa na defesa da democracia e da sociedade, pilares de atuação do Ministério Público. Poliana Ribeiro também agradeceu à jornalista Cristina Serra, convidada como palestrante do evento.

O subprocurador-geral de justiça para Assuntos Jurídicos, Danilo de Castro Ferreira, também reforçou a importância e a responsabilidade da imprensa na sociedade democrática. O procurador de justiça agradeceu à equipe de comunicação da instituição pelo trabalho desenvolvido.

A solenidade contou, ainda, com as presenças dos promotores de justiça Theresa Muniz (chefe de gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça) e Fábio Meirelles Mendes (integrante da Assessoria Especial da PGJ).

PALESTRA

Cristina Serra enfatizou defesa da democracia, direitos humanos e liberdade de expressão

Com mais de 40 anos de jornalismo, já tendo trabalhado em diversos veículos de comunicação do país (na Rede Globo foram 26 anos), Cristina Serra permeou sua palestra com manifestações em defesa da democracia, dos direitos humanos e da liberdade de expressão.

Convicta de que jornalista deve ter lado, a palestrante defende a ideia de que os profissionais da imprensa não podem achar normal a fome, a miséria, o analfabetismo, a “escandalosa” desigualdade social e econômica, a corrupção, a criminalidade explosiva, o desrespeito às liberdades civis, a afronta às instituições democráticas. “Tudo isso acontece com frequência intolerável no nosso país, mas nada disso é normal. Podemos e devemos ajudar a mudar o que está errado, porque acredito que o jornalismo é um instrumento de mudança da sociedade”, afirmou.

PREMIAÇÃO

Público foi formado por jornalistas e concorrentes

Na categoria profissional, o MPMA concedeu certificado e prêmio em dinheiro ao melhor trabalho de cada categoria no valor de R$ 5 mil. O melhor trabalho dentre os quatro premiados recebeu premiação extra no valor de R$ 4 mil.

Na categoria estudantil, o autor do melhor trabalho nas categorias Jornalismo Impresso e Webjornalismo recebeu certificado e foi premiado em R$ 1 mil.

Redação e fotos: CCOM-MPMA

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Cidade quente: calor e o Plano Diretor de São Luís

O calor excessivo nas duas últimas semanas em São Luís tem uma explicação científica do Núcleo de Meteorologia da Universidade Estadual do Maranhão (Uema). Trata-se de um fenômeno denominado veranico, caracterizado por um período de estiagem dentro da estação chuvosa, quando ocorre alta incidência de radiação solar e pouca nebulosidade.

Embora o calor exagerado decorrente do veranico tenha fundamento na Meteorologia, as temperaturas elevadas em São Luís são perceptíveis em outras épocas do ano.

Nesse contexto, é importante observar as mudanças projetadas na legislação urbanística. Recentemente o vereador Astro de Ogum (PCdoB) anunciou que vai retomar o processo de revisão do Plano Diretor de São Luís.

O núcleo duro da proposta, concebida nos dois mandatos do prefeito Edivaldo Holanda Junior (2012-2020), é converter a cidade em um formato portuário e industrial. Para alcançar esse objetivo uma das metas visa eliminar 40% da zona rural de São Luís.

As consequências imediatas da redução desse território serão a eliminação da cobertura vegetal, redução da área de absorção das águas das chuvas e deslocamento dos moradores para outros bairros.

Toda a ilha de São Luís será afetada por essas mudanças, que terão impacto no fornecimento de água potável e nas temperaturas: menos vegetação, mais calor e diminuição das áreas de recarga de aquíferos.

O sítio Santa Eulália e as dunas também podem ser afetados. “Dentre as principais alterações propostas estão a redução de 8.643 hectares na zona rural do município, que passaria de 20.820 hectares para 12.177 hectares, a redução de 11,5 hectares da área de dunas, a diminuição das áreas de recarga de aquíferos e a redução parcial da área protegida no Sítio Santa Eulália”, pontua o advogado Guilherme Zagallo, em artigo publicado neste blog.

A revisão se arrasta desde 2016 e foi adiada por força da mobilização dos movimentos sociais que demandaram o Ministério Público, a Câmara dos Vereadores e a Prefeitura de São Luís para incluir na alteração da legislação urbanística alguns componentes fundamentais – a participação da população nas audiências públicas, ampla divulgação e transparência nas etapas.

Vamos aguardar e conferir a nova tentativa de mudar a legislação urbanística de São Luís.

O debate será quente.

Imagem capturada no site imirante.com

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Feira solidária mobiliza apoiadores das bancas de revista

O despejo das bancas de revista do Renascença II gerou uma rede de solidariedade para as mulheres “jornaleiras” que trabalhavam no local há mais de 20 anos e perderam sua única fonte de renda.

Nesse sábado (21) será realizada a I Feira Solidária, evento organizado com o objetivo de colher doações para ajudar as “jornaleiras”, enquanto o novo local das bancas está sendo preparado para reacomodá-las (veja abaixo).

O evento vai acontecer na praça Duque de Caxias, no bairro João Paulo, em frente ao quartel do exército, das 8h às 14h.

“Nesta ação cultural, as proprietárias das bancas de revistas poderão vender seus produtos, receber doações de livros e revistas para serem vendidas na própria feira e, o mais importante, receber o nosso carinho e apoio moral”, esclareceu a comissão organizadora do evento.

A programação da I Feira Solidária terá exposição e vendas de livros e revistas raras de histórias em quadrinhos (HQs), venda e troca de figurinhas dos álbuns Marvel 80 anos, Chaves/Chaplin Colorado, Batman, Brasileirão 2020 e muitos outros.

No momento cultural os frequentadores poderão participar de roda de conversa sobre a Semana da Consciência Negra, sarau do reggae e outras atividades com artistas de São Luís.

Entenda o caso das bancas

Duas bancas de revista instaladas na avenida Miércio Jorge, no Renascença II, foram retiradas pela Prefeitura de São Luís, através da Blitz Urbana, cumprindo determinação do Ministério Público.

Durante a remoção, houve resistência das jornaleiras e de várias pessoas dos movimentos sociais que se juntaram para defender as bancas e a sobrevivência das famílias.

Após a retirada, iniciou o processo de negociação envolvendo a Prefeitura de São Luís, o Ministério Público, as jornaleiras, a Defensoria Pública do Estado e o poder Judiciário, através da Vara de Interesses Difusos e Coletivos.

No acordo celebrado entre as partes as bancas serão realocadas no estacionamento do shopping Trocipal, próximo ao quiosque Açai. A Prefeitura de São Luís já começou a montar a base de concreto para reinstalar as bancas no local designado.

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Defensoria Pública ajuíza ação para obrigar a Prefeitura de São Luís a realocar as bancas retiradas sem ordem judicial no Renascença

A Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE-MA) ajuizou, na Vara de Interesses Difusos e Coletivos da Comarca de São Luís, uma Tutela Provisória Antecipada Antecedente, com pedido de liminar, visando executar a imediata realocação das bancas de revista da avenida Miécio Jorge, no bairro Renascença, para o estacionamento do shopping Tropical, destino final dos estabelecimentos, contíguo à avenida Colares Moreira.

Na petição, a DPE-MA pede celeridade no reassentamento das bancas, argumentando que os estabelecimentos foram retirados sem ordem judicial e, para serem instaladas no destino final, necessitam da construção de uma base de concreto. De acordo com a Defensoria Pública, a operação de retirada ocorreu em período de fim de ano, propício ao aquecimento das vendas, fator importante para a sobrevivência dos pequenos comerciantes no cenário de crise econômica e da pandemia covid-19.

Provisoriamente, as bancas foram deslocadas para as proximidades da Caixa Econômica do shopping Tropical, próximo à rede McDonald’s.

Munck transportou as bancas para local provisório. Imagens: Ed Wilson Araújo

“A ação pretende que as bancas sejam remanejadas para o estacionamento localizado em frente em shopping Tropical e que sejam providenciadas as devidas instalações necessárias para o seu funcionamento, bem como a adoção de medidas indispensáveis para a reparação dos danos estruturais causados durante a remoção”, esclareceu o defensor Jean Carlos Nunes Pereira, autor da ação.

Cabe recurso à ação e, em caso de descumprimento de uma ou mais determinações, a DPE-MA sugere a aplicação de multa fixada em, pelo menos, R$ 10.000 (dez mil reais) por dia ao município de São Luís.

Além dos motivos alegados, segundo a DPE-MA, não havia estudo de viabilidade quanto ao novo local destinado aos estabelecimentos e a logística precária do transporte das bancas causou prejuízos materiais aos proprietários.

Caminhão munck fez a primeira remoção somente no dia 16 out, pela manhã. Imagens: Ed Wilson Araújo

# entenda o contexto

São Luís passa por um processo de higienização social (leia aqui) e as bancas de revista já foram eliminadas de vários espaços públicos da cidade (reveja aqui). Desde março de 2019 houve a tentativa de retirar os estabelecimentos do Renascença (acompanhe aqui).

A operação definitiva, realizada em 15 de outubro, seguiu determinação do promotor Fernando Cabral Barreto Junior, da Promotoria do Meio Ambiente, Urbanismo e Patrimônio Cultural, e foi conduzida pela Blitz Urbana – órgão da Secretaria Municipal de Urbanismo e Habitação (Semurh) – com apoio da Guarda Municipal, da Polícia Militar e da Promotoria de Controle Externo de Combate à Violência Policial: Claudio Guimarães e José Claudio Cabral, representando o Ministério Público.

As duas bancas de revista, uma pequena conveniência de lanches e um posto de taxi ocupavam o canteiro central da avenida Miécio Jorge e, segundo o Ministério Público, persistiam em local irregular.

Alguns estabelecimentos já estavam instalados nesse local há cerca de 20 anos e conviviam harmonicamente com os moradores do Renascença e os clientes de outros bairros, além dos transeuntes que tinham nas bancas ponto de referência para obter informações sobre linhas de ônibus ou localização de prédios públicos, clínicas, hospitais e outros endereços no entorno.

Na tarde do dia 16 de out a segunda banca foi retirada. Imagens: Ed Wilson Araújo

Durante a operação os proprietários das bancas e alguns frequentadores, membros da Associação dos Jornaleiros(as) do Maranhão, militantes dos movimentos sociais e dos direitos humanos uniram-se para impedir o despejo. Houve momentos de tensão e a parte contrária à remoção argumentou que não havia ordem judicial, questionando ainda a presença de promotores Controle Externo de Combate à Violência Policial.

Enquanto os promotores e a Blitz Urbana exigiam, com rigor, a celeridade no despejo (embora não apresentassem justificativa de urgência nem ordem judicial), os proprietários das bancas e os seus apoiadores solicitavam um prazo para organizar a mudança, mas não foram atendidos.

Veja acima trechos da ação da Defensoria Pública

Irredutíveis, os representantes do Ministério Público e a Blitz Urbana afirmaram peremptoriamente que não iriam desmontar a operação.

O conflito durou toda a manhã de 15 de outubro. No início da tarde, após várias tentativas de entendimento entre as partes, sob a mediação da DPE-MA, houve um acordo informal envolvendo a Vara de Interesses Difusos e Coletivos, Ministério Público, a Semurh/Blitz Urbana e os proprietários das bancas para destinar um espaço provisório ao lado do McDonalds e as instalações definitivas no estacionamento do shopping Tropical.

Segundo a Secretaria de Habitação e Urbanismo, as bancas seriam deslocadas ainda na tarde-noite do dia 15, mas esse procedimento não foi realizado porque o equipamento (caminhão munck) utilizado na operação não tinha potência suficiente para levantar as bancas, segundo o diretor da Blitz Urbana, Samuel Dória Junior.

Somente no dia seguinte (16) a equipe da Bliz Urbana procedeu a remoção, chegando a danificar a porta de rolo a estrutura de uma das bancas (veja foto e vídeo).

Os equipamentos incompatíveis durante a remoção e a falta de planejamento para reassentar as bancas também foram alvo de questionamentos na atribulada e tensa operação da Blitz Urbana/Ministério Público.

As cenas do próximo capítulo sugerem uma constatação e uma dúvida

Constatação: as bancas serão removidas definitivamente para o estacionamento do shopping Tropical, mas esse local outrora era uma das quatro faixas da avenida Colares Moreira, anexada ou “grilada” pelo shopping, sem que o Ministério Público ficasse bravo com a privatização do espaço público.

Dúvida: o shopping vai permitir a instalação das bancas na área pública anexada indevidamente para ser o estacionamento?

Afinal, se o shopping reagir, qual será a posição do Ministério Público? Vai questionar o estacionamento irregular?

Vamos acompanhar atentamente o desdobramento da situação.

Foto destacada / Rafael Silva

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Relatório do Iphan: dupla franco-brasileira fez escavações ilegais em quilombos no Maranhão

Documento oficial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) reafirma na inspeção feita em Bacuri as denúncias publicadas pelo Blog do Ed Wilson sobre as violações de sítio arqueológico na comunidade quilombola São Félix. Os delitos foram praticados pela paraense Magnólia Gonçalves de Oliveira e seu comparsa francês François-Xavier Pelletier.

Leia abaixo as reportagens do Blog do Ed Wilson

A nova pirataria “francesa” em comunidades quilombolas do Maranhão

Pirataria “francesa”: Polícia Civil apreende objetos históricos furtados de comunidades quilombolas no Maranhão

A dupla franco-brasileira fez perfurações e escavações não autorizadas, furto e transporte irregular dos artefatos pertencentes às áreas quilombolas de São Félix e Mutaca. Em relação ao furto de objetos na comunidade Mutaca, o Ministério Público acionou a Justiça, que expediu mandado de busca e apreensão cumprido pelas polícias Civil e Militar na casa onde moravam Magnólia Oliveira e François-Xavier, localizada no povoado Portugal, na periferia de Bacuri, município do litoral ocidental do Maranhão.

Moradores de São Félix observam a mutilação do sítio arqueológico.
Foto: Marizélia Ribeiro.

Concluída a ação policial com ordem judicial, ficou provado que na casa alugada para a dupla franco-brasileira estavam escondidos centenas de achados arqueológicos retirados de São Félix e Mutaca. Em seguida, o Iphan realizou inspeção técnica e emitiu parecer com base em imagens, relatos e trabalho de campo feito por arqueólogo.

De acordo com o relatório do Iphan, as escavações são ilegais, feitas sem autorização, configurando mutilação de sítio arqueológico e transporte de material sem permissão.

Objetos selecionados foram encontrados na casa do povoado Portugal, onde morava a dupla François e Magnólia. Foto: relatório do Iphan

No item “Conclusão e Encaminhamento”, o relatório aponta várias irregularidades cometidas por Magnólia Oliveira e François-Xavier e, ao final, recomenda a tomada de providências contra a dupla de infratores.

O documento do Iphan lista vários trechos da legislação brasileira infringidos por Magnólia e François-Xavier, que agiram de forma ilegal. Para aliciar os moradores dos quilombos, a dupla “prometia” que os objetos retirados das escavações serviriam para implantar um museu em Bacuri e atrair turistas para o povoado Portugal.

Na casa do povoado Portugal também foram encontrados resíduos com anotações em sacos plásticos. Foto: relatório do Iphan

Segundo o relatório do Iphan, “foi elucidado que os objetos constituem artefatos configurados como patrimônio cultural brasileiro de interesse arqueológico, que, por sua vez, são portadores de referência à identidade, dos diferentes grupos que habitam ou habitaram a área em questão.”

Veja abaixo o trecho final do relatório:

“Em síntese, a partir do relatado, pode-se inferir que as escavações arqueológicas, promovidas pelos Senhores François Polletier e Magnólia Gonçalves de Oliveira, na comunidade São Felix, foram realizadas de forma ilegal. Citam-se os seguintes aspectos:

– Escavação sem portaria autorizativa, contrariando a Portaria 07 de 1988.

– Mutilação de sítio arqueológico, conforme Art. 3º da Lei 3.924 de 1961 e Art. 63 da Lei 9.605 de 1988;

– Transporte de material arqueológico sem permissão, segundo Portarias IPHAN 195, 196 e 197 de 2016.

O relatório recomenda, ainda, “tomar as devidas providências quanto à atuação irregular dos Senhores François Polletier e Magnólia Gonçalves de Oliveira.”

Colar misterioso

A brasileira e seu comparsa francês não tiveram qualquer autorização de nenhuma instituição do governo brasileiro para realizar perfurações, escavações e transporte de artefatos históricos e arqueológicos.

Na página 11 do relatório há o registro sobre um colar que teria sido retirado nas escavações, mas não foi encontrado na casa onde Magnólia Oliveira e François-Xavier escondiam os achados arqueológicos.

“Durante a conversa com os moradores da localidade foi relatado que um colar (“colar de crioula”) havia sido encontrado nas escavações da casa grande, local próximo da escavação executadas pelos “franceses” e o mesmo não se encontra entre os materiais que estão na casa, como também, uma âncora de embarcação.”, aponta o relatório do Iphan.

A divulgação do relatório, datado de 10 de dezembro de 2019, reitera técnica e institucionalmente as informações levantadas pelas reportagens do Blog do Ed Wilson desde fevereiro de 2019 sobre a violação das áreas quilombolas. A sequência de matérias sobre a violação dos quilombos foi inclusive contemplada no Prêmio de Jornalismo do Ministério Público do Maranhão, na categoria webjornalismo, em dezembro de 2019.

Jornalista e professor da UFMA Ed Wilson Araújo recebe prêmio do procurador-geral de Justiça Luiz Gonzaga Coelho pela reportagem sobre pirataria francesa em Bacuri

Após as reportagens e a repercussão em diversos meios de comunicação do Maranhão e na Teia de Comunicação Popular do Brasil as perfurações foram suspensas e a dupla de infratores não circula mais pelas áreas quilombolas de Bacuri. Segundo testemunhas, François-Xavier deixou a casa do povoado Portugal alguns dias antes da operação policial. Ele colocou no carro várias caixas e malas e nunca mais voltou.

Leia as matérias sobre a premiação do Blog do Ed Wilson no site do Ministério Público, no site Agenda Maranhão, no Jornal Pequeno e na Agência Tambor.

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Vídeo: “Diálogos Republicanos” aborda pós-verdade e fake news

O vídeo contém a gravação integral da primeira edição da série “Diálogos Republicanos”, evento organizado pelo Centro Cultural e Administrativo do Ministério Público do Maranhão, dia 6 de fevereiro, promovida pela Escola Superior do Ministério Público (ESMP), com a discussão sobre o “Direito à informação, pós-verdade e fake news”.

Mediado pelo promotor de justiça Márcio Thadeu Marques, diretor da ESMP, o tema foi debatido pelo promotor de justiça Alessandro Brandão, da comarca de Imperatriz, e pelos professores Ed Wilson Araújo (Ufma), doutor em Comunicação pela PUC do Rio Grande do Sul, e Leonardo Ruivo (Uema e Ufma), mestre e doutor em Filosofia também pela PUC-RS.

Assista ao vídeo abaixo e aqui a reportagem completa com texto e imagens do jornalista José Luiz Diniz

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Ministério Público do Maranhão lança edição 2018 do Prêmio de Jornalismo

O Ministério Público do Maranhão (MPMA) lançou nesta segunda-feira, 12, a edição 2018 do Prêmio de Jornalismo. Neste ano, o tema do concurso é “O Ministério Público e a imprensa na defesa dos direitos humanos.”

Os interessados podem inscrever trabalhos veiculados de 1° de janeiro a 15 de novembro de 2018, nas categorias jornalismo impresso, telejornalismo, radiojornalismo e webjornalismo. A participação é aberta aos profissionais de comunicação com registro profissional.

Nesta edição, a novidade é que os estudantes também poderão concorrer à premiação específica, nas categorias jornalismo impresso e webjornalismo.

As inscrições dos trabalhos poderão ser realizadas no período de 27 de novembro a 4 de dezembro de 2018.

As matérias devem abordar as seguintes áreas de trabalho do Ministério Público: meio ambiente; combate a organizações criminosas; infância e juventude; educação; patrimônio público; cidadania; consumidor; criminal; controle externo da atividade policial; saúde; pessoa com deficiência; idosos; conflitos agrários; habitação e urbanismo; direitos humanos e violência doméstica.

A comissão julgadora será composta por membros do MPMA e servidores da Coordenadoria de Comunicação da instituição.

PREMIAÇÃO

Os melhores trabalhos de cada categoria serão premiados. Para os profissionais, o valor da premiação é de R$ 4 mil. O melhor trabalho entre os quatro premiados receberá a premiação extra de R$ 4 mil.

Para os estudantes, o melhor trabalho em cada categoria receberá o prêmio de R$ 500. Não haverá, para estudantes, premiação extra.

A solenidade de premiação está prevista para ser realizada em dezembro deste ano, em data que será divulgada pelo MPMA.

Veja o edital aqui