Após acidente, Zé Reinaldo mantém candidatura ao Senado

Em nota, o deputado federal José Reinaldo Tavares (PSDB), por meio da sua Assessoria de Comunicação, informa que está firme na disputa para o Senado, em 2018.

O posicionamento do parlamentar corrige versão distorcida veiculada na blogosfera acerca de uma eventual desistência da candidatura, em decorrência de um acidente sofrido por Zé Reinaldo Tavares e sua esposa, no dia 1º de julho, em uma estrada na região dos Lençóis Maranhenses.

“A bem da verdade e por respeito aos profissionais da imprensa maranhense que honram e dignificam seu ofício, reafirmamos que o ex-governador e deputado federal Zé Reinaldo Tavares (PSDB) é pré-candidato ao Senado Federal, encontra-se sempre à disposição de qualquer comunicador para eventuais dúvidas ou esclarecimentos necessários”, disse a nota.

Veja abaixo a posição oficial do parlamentar-candidato.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

Com relação à informação publicada nesta terça (3/7) na página eletrônica luispablo.com.br, intitulada “Zé Reinaldo pretende desistir da pré-candidatura ao Senado após o acidente” e em cumprimento a um dos artigos fundamentais do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, que prescreve: “o compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela sua correta divulgação” (Art. 4º), esclarecemos o que segue:

1 – Trata-se de uma notícia falsa (fake news), cujo conteúdo não foi apurado junto à assessoria do parlamentar ou ao próprio deputado federal, constituindo-se em embuste que ludibria leitores e confunde a opinião pública;

2 – Ao afirmar “o ex-governador e deputado federal José Reinaldo Tavares tem pensando em desistir da sua pré-candidatura ao Senado. Motivo: o grave acidente que sofreu no domingo, dia 1, próximo a (SIC) entrada da cidade de Santo Amaro, por volta das 17h, na BR 402, região dos lençóis maranhenses”, o autor lesa a verdade, além de agir com desrespeito e má fé diante de um acidente grave que, por pouco, não termina em tragédia;

3 – A citação: “Zé Reinaldo tem sido aconselhado pelos amigos mais próximos a deixar a corrida eleitoral de senador e tentar sua reeleição à Câmara Federal” não é ratificada por nenhuma fonte, amigo ou informante – o que demonstra a intenção leviana de disseminar a fraude.

A bem da verdade e por respeito aos profissionais da imprensa maranhense que honram e dignificam seu ofício, reafirmamos que o ex-governador e deputado federal Zé Reinaldo Tavares (PSDB) é pré-candidato ao Senado Federal, encontra-se sempre à disposição de qualquer comunicador para eventuais dúvidas ou esclarecimentos necessários.

São Luís, 3 de julho de 2018

Assessoria de Comunicação Estratégica e Núcleo de Coordenação Política do Deputado Federal Zé Reinaldo Tavares

Cafeteira de 1994 é símbolo da pós-verdade

Reza o ditado que a mentira tem pernas curtas, mas o fenômeno “fake news” diz o contrário: impostura tem pernas longas e passadas ligeiras.

A pós-verdade, base filosófica da notícia falsa, teve o auge na eleição de Donald Trump em 2016 nos Estados Unidos e no plebiscito que determinou a saída do Reino Unido da União Europeia, o brexit.

Mas, falsear a verdade é coisa antiga.

Em 1994, na eleição para o Governo do Maranhão, uma “fake news” construída pela máquina publicitária de José Sarney foi decisiva para derrotar Epitácio Cafeteira, fabricando a vitória de Roseana Sarney.

A mentira plantada remontou a um acidente de carro, em 1988, no bairro Olho d’Água, envolvendo o ferroviário José Raimundo Reis Pacheco e o ex-vereador Hilton Rodrigues.

Pacheco teve escoriações e Rodrigues morreu.

Tempos depois, José Sarney escreveu o famoso artigo intitulado “Liberdade e Reis Pacheco”, sugerindo que Cafeteira queria vingança pela morte do sogro.

Daí em diante a narrativa evoluiu para algo bizarro, atribuindo a Cafeteira um plano macabro para sequestrar e matar Reis Pacheco.

No auge da campanha, a máquina publicitária de José Sarney já espalhara em todo o Maranhão que o favorito na eleição, Epitácio Cafeteira, seria mandante de um assassinato.

Dias antes da votação, após rigorosa investigação, a assessoria de Cafeteira descobriu Reis Pacheco vivinho da silva, morando no interior do Pará, logo providenciando a gravação de um vídeo para desmascarar a farsa.

O vídeo ficou pronto a tempo de ser exibido no último programa eleitoral, mas por esses milagres que só acontecem no Maranhão a transmissão “caiu” em várias cidades do interior.

Em 1994, sem internet, ficara impossível desfazer a farsa.

Mesmo assim a torcida por Cafeteira ainda acreditava na vitória, até que nas últimas horas da contagem dos votos veio a surpreendente virada de Roseana Sarney, com uma vantagem de aproximadamente 18 mil votos.

E assim ela virou governadora do Maranhão.

Recuo inexplicável

Derrotado em tais circunstâncias, Cafeteira recolheu as armas, deixando a torcida frustrada.

Muita gente esperava que a derrota fosse transformada em uma guerra contra Sarney, mas Cafeteira preferiu recuar.

Em 1998 ele foi novamente candidato, na tentativa de “explicar” a farsa de 1994, mas não vingou.

Roseana se reelegeu com facilidade e a oligarquia no Maranhão, atrelada ao governo Fernando Henrique Cardoso (FHC), chegava ao ápice.

Para os registros é importante frisar que, apesar das dissidências pontuais, Cafeteira e Sarney não estavam em campos opostos. Ambos compuseram a mesma base conservadora do Maranhão.

Paulinas promove mesa redonda sobre “fake news”

Como parte das celebrações do 52º Dia Mundial das Comunicações Sociais, a Editora Paulinas realiza uma sessão de diálogo com o tema “Notícias falsas e Jornalismo de paz”, inspirado no versículo “A verdade vos tornará livres” (Jo 8,32)

O evento acontece neste sábado (12 de maio), das 10h às 11h50, no auditório Paulinas Livraria, na Rua de Santana, 499, Centro, em São Luís, com acesso gratuito.

A mesa redonda será mediada pelo jornalista, radialista e professor Gilberto Mineiro, com os seguintes debatedores:

Ed Wilson Ferreira Araujo, doutor em   Comunicação (2016) pela PUCRS, mestre em Educação (2004), graduado em Jornalismo (1993) na Universidade Federal do Maranhão (UFMA). É professor do Departamento de Comunicação – Curso de Rádio e TV, na UFMA. Fundador e atual presidente da Abraço (Associação Brasileira de Rádios Comunitárias) no Maranhão.

Vera Lúcia Rolim Sales, doutora em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2008), professora colaboradora do Programa de pós-Graduação em Cultura e Sociedade. Tem experiência na área de Comunicação, Educomunicação, Comunicação e Cultura de Paz, Comunicação Comunitária, Mobilização Social e Sociologia. Atua como voluntária coordenando o projeto Comunicapaz, que trabalha com jovens na faixa de 14 a 24 anos, no bairro da Vila Embratel.

Robson Júnior, radialista e instrutor de oratória, atualmente produz e apresenta os programas de rádio “Mania matinal” e “Repórter Difusora”.

Padre Ricardo Moreira, comunicador e pároco da paróquia Sagrado Coração de Jesus, do bairro Bequimão.

Ricardo Alvarenga, dutorando e mestre em Comunicação Social pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp). Vice-Coordenador do Grupo de Pesquisa Comunicação e Religião da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom).