Categorias
notícia

São Luís tem pai e mãe

Neste aniversário dos 408 anos de São Luís vale a pena colocar em pauta o importante debate entre os historiadores sobre a fundação da cidade.

Uns afirmam que a nossa matriz é francesa e outros garantem ser portuguesa.

A disputa de versões é importante e alimenta as narrativas.

Na minha modesta condição de observador da cidade, vejo traços de várias culturas em São Luís, muitos deles deixados pela violência e pilhagem dos colonizadores.

Tanto franceses quanto portugueses chegaram aqui para saquear os recursos naturais, escravizar os índios e demarcar território na batalha geopolítica internacional.

A cidade é filha bastarda de vários saqueadores: franceses, portugueses, holandeses…

Categorias
notícia

Crise deve aumentar a compra de votos em 2020

O desemprego, a inflação em alta e o cenário de retração econômica provocados pela pandemia do novo coronavírus, associados à política econômica ultraliberal do governo Jair Bolsonaro, tendem a produzir um caldo eleitoral ainda mais perverso nas eleições de 2020.

A população sem perspectivas ficará vulnerável aos candidatos endinheirados e a compra de votos, prática antiga nas eleições, pode ser ainda mais agressiva.

Não se trata de pessimismo. É apenas a realidade: o poder econômico será o grande vencedor das eleições 2020.

Categorias
notícia

Eleições, máscaras e álcool

O uso de máscaras é tão antigo quanto aquela profissão….

Uns usam de fato buscando proteção e outros para disfarçar. A máscara faz lembrar uma velha prática em tempo de eleições: candidatos endinheirados entram no corpo a corpo com o povão e depois passam álcool para limpar as mãos da pobreza.

Bandidos e mocinhos mascarados fizeram sucesso no cinema.

Em tempos de pandemia alguns tipos de candidatos aproveitam a máscara para não encarar o leitor de rosto limpo e até mesmo para evitar futuras cobranças.

Depois da eleição, as máscaras vão cair.

Categorias
notícia

O que fazer com o abrigo da praça João Lisboa?

Desde as suas origens São Luís teve traços de violência, pilhagem e exploração dos recursos naturais pelo poder econômico em sintonia com as forças políticas dominantes.

Quem se encanta com o visual dos casarões do Centro Histórico sabe que as construções foram financiadas pelo dinheiro da elite rural escravocrata e erguidas pela mão-de-obra escrava, parte dela mutilada nas condições de trabalho desumanas.

Por falar em violência, apenas a título de ilustração, basta rememorar as origens praça da Alegria. O local remonta ao início do século XIX (1815), quando um desembargador mandou enfiar lá uma forca para a execução de escravos e batizou de “Largo da Forca Velha”.

Isso mesmo! No Centro Histórico os escravos e os criminosos eram enforcados.

Quando a cidade passou a ser domada pelas administrações republicanas o modus operandi da produção de desigualdade manteve os padrões.

Imensas áreas dentro e fora do perímetro urbano, especialmente os territórios “nobres” da cidade, foram grilados; e os pobres, empurrados para a periferia.

Outros grilos vieram em todos os tempos, à revelia das leis e das autoridades.

Em São Luís tudo pode. Basta ir ao supermercado e perceber as faixas e estacionamentos reservados aos idosos e pessoas com deficiência ocupadas descaradamente por carros de pessoas “normais”.

Se as regras básicas não são obedecidas, imagine outras mais sofisticadas como o Estatuto das Cidades, o Plano Diretor, a Lei de Uso e Ocupação do Solo Urbano, a legislação ambiental e outras tantas.

Dito isso, nada impede que as autoridades entrem em acordo para encontrar uma brecha na lei e fazer a demolição do abrigo da praça João Lisboa.

Mas, não basta demolir em mais um ato violento e de apagamento das memórias da cidade.

O abrigo, lembram os especialistas, foi construído para acolher as pessoas que tomavam bonde na praça João Lisboa.

Nada impede, portanto, que no lugar do abrigo seja colocada a réplica de um bonde antigo e nele seja instalado uma cafeteria, sorveteria ou algo similar, com os trabalhadores paramentados de motorneiros e cobradores.

Sem ferir a paisagem do conjunto arquitetônico no complexo Largo do Carmo/praça João Lisboa, a réplica do bonde viria a ser mais um atrativo turístico no Centro Histórico de São Luís.

Aos trabalhadores dos atuais boxes do abrigo devem ser asseguradas todas as condições para implantar seus empreendimentos em outro lugar.

Reitero: as atuais lanchonetes e bares do abrigo precisam ter os seus meios de sobrevivência garantidos em outros espaços apropriados.

Tudo pode ser resolvido. Se o abrigo foi tombado e não pode ser demolido, cabe uma boa conversa entre os poderes Executivo e Judiciário para encontrar uma brecha na lei e permitir a derrubada.

No lugar do abrigo, melhor é o bonde, bem mais atrativo e incorporado à dinâmica cultural da cidade.

Do jeito que está, o abrigo não pode ficar no meio da praça reformada. Ele destoa da paisagem e, na situação atual, o melhor remédio é a destruição criativa.

Categorias
notícia

Ameaçadas de extinção, bancas de revista e jornais de São Luís resistem e organizam associação

Ed Wilson Araújo

Uma das marcas da gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) na reta final do seu segundo mandato tem sido a inauguração ou a reforma de praças em diversos bairros da cidade.

Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade está eliminando as bancas dos logradouros públicos

Na região do Centro Histórico, as obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) já reformaram duas praças importantes: os complexos Deodoro/Pantheon e João Lisboa/Largo do Carmo.

As reformas melhoraram os ambientes, mas eliminaram as bancas de jornais e revistas. O mesmo ocorreu na requalificação da praça da Bíblia, onde uma pequena banca estava instalada e foi excluída do local.

O processo de extermínio chegou ao bairro Renascença II, nas imediações do shopping Tropical. Nestes casos, por ação do Ministério Público (reveja aqui).

Diante das ameaças, os gestores das bancas começaram a criar uma associação com o objetivo de unir e organizar a categoria para buscar meios de manter as suas instalações e assegurar a sobrevivência de pais e mães de família que trabalham como difusores culturais em São Luís, alguns com mais de 20 anos de atuação.

O trabalho de organização da associação já iniciou e terá prosseguimento durante uma reunião neste sábado (5 de setembro), às 10h, na sede do Sindicato dos Servidores Federais (Sindsep), no Monte Castelo.

Equipamentos culturais

As bancas são equipamentos culturais da cidade, não só um local de comércio e fonte de trabalho e renda para os seus gestores e familiares. Elas servem para congregar as pessoas, difundir produtos informativos e de entretenimento fundamentais para a formação educacional dos usuários.

Leia mais sobre as bancas no artigo Estariam “higienizando” o Centro Histórico de São Luís?

Além de ser fonte de trabalho e renda, as bancas são lugares de encontro entre os frequentadores e servem ainda como ponto de referência para fornecer informações variadas. É muito comum as pessoas irem às bancas para saber os itinerários de ônibus ou identificar locais públicos e privados de prestação de serviços.

Para as bancas convergem também públicos especiais como os produtores e fãs de histórias em quadrinhos (HQs), produtos culturais fascinantes para crianças e adultos de várias gerações.

Informalmente, as bancas funcionam até mesmo como pontos de informação turística em São Luís. Apesar de tudo isso, sofrem perseguições.

Transformações

Os gestores das bancas estão atentos às transformações tecnológicas que diminuíram o consumo dos produtos impressos diante do processo de digitalização.

Eles sabem que precisam se adaptar à nova configuração do mundo digital, mas não admitem a extinção. “Vamos nos adequar às mudanças e queremos seguir ocupando os espaços da cidade como produtores culturais diante das novas modalidades tecnológicas”, pontuam em coro os gestores das bancas.

Uma das propostas é modificar a nomenclatura de banca de jornais e revistas para ponto de cultura. A definição ainda está em curso e será parte do diálogo na construção da associação.

Os gestores também estão abertos ao diálogo com os poderes público e privado para formar parcerias. Se já são pontos de difusão cultural, as bancas poderiam ser incorporadas ou adicionadas aos projetos e ações de incentivo ao turismo em São Luís.

As instalações poderiam ser padronizadas com as motivações arquitetônicas e imagens do conceito colonial da cidade e ser equipadas com plataformas tecnológicas capazes de oferecer serviços e conteúdos aos usuários.

É possível encontrar alternativas junto às secretarias municipais e estaduais, de forma interdisciplinar, convergindo Cultura, Turismo, Ciência e Tecnologia.

Presas apenas ao mundo analógico as bancas não podem ficar, mas também não devem ser extintas, apagando as marcas culturais da cidade e as fontes de sobrevivência para tantas famílias.

Que venha o diálogo para o bem da cidade.

Imagem destacada capturada no site imirante.com

Categorias
notícia

Receita e mulher

Eloy Melonio é professor, escritor, poeta e compositor.

Maria, Zilda, Dulce, Chiquinha, Arcângela, Fernanda, Marielle, Elza.

Que me perdoem os homens, mas não vou dar aqui uma “receita” de mulher. Se essa era a sua expectativa, podem tirar o cavalinho da chuva. Nem mesmo Vinicius de Moraes foi capaz de fazê-lo, apesar de sua genialidade. Porque a mulher é muito mais que apenas um rosto atraente, geralmente com cabelos longos, quadril largo, peitos polpudos e pernas torneadas. Um aspecto físico que é captado natural ou sutilmente pelo olhar masculino interessado em curtir com ela momentos de intimidade.

O certo é que a mulher não é apenas isso. Ela é muito mais que “nádegas” e “saboneteiras”, como exigia o poeta. É óbvio que, em sua poesia, Vinicius fala em nome de um olhar sensual, típico do boêmio de sua época. E está perdoado por isso, posto que seu poema “Receita de Mulher”, de 1959, é uma estupenda peça literária. Mas está longe de representar, em sua plenitude, as mulheres deste país. Carl Jung também o perdoaria, porque, assim como as pessoas têm medidas diferentes (sapatos, roupas etc.), “não existe uma receita para a vida que sirva para todos”.

É inegável que a mulher ocupa espaço privilegiado nos versos dos poetas, nas músicas românticas e nas cenas de qualquer love story. Poemas, canções e filmes exaltam sua beleza e sensualidade. Um cenário em que é geralmente apresentada como musa, amada, amante, sedutora. E tudo isso por causa de sua fina e atraente natureza feminina.

Aproveitando esse potencial, o marketing do mundo dos negócios associou seu sex appeal ao imaginário coletivo dos homens (e das mulheres). Se Gisele Bündchen usa essa marca de batom, também Ana Paula vai querer usá-la. Do mesmo jeito, se a Juliana Paz curtia uma “boa” cerveja, muita gente também seguia o seu estilo de vida.

E, assim, surgiram as misses, as cover girls, as top models, a garota do Fantástico, a Vera Verão, da Itaipava.

No auge das revistas de mulher pelada, alguém gritava com ar de superioridade: Já sei quem vai ser a capa da Playboy deste mês! Muita gente ainda se lembra (e até guarda exemplares) das capas mais vendidas com a Feiticeira, a Tiazinha, Adriane Galisteu, Carla Perez.

É importante destacar que, em quarenta anos de Playboy no Brasil, apenas nove mulheres negras posaram em suas capas. Em 1980, um ensaio apresentava “Sônia e as mulatas”. Dezesseis anos depois, a belíssima Isabel Fillardis provocou filas nas bancas de revista.

Mas o que existe além dessa representação sensual da mulher? Para os especialistas, uma variedade de qualidades e potencialidades. Entre elas: a mulher é apaixonada pelo que faz, não tem medo de assumir riscos, quer evoluir na carreira. E está, hoje, fortemente representada no mercado de trabalho: a cientista, a produtora cultural, a política, a policial, a juíza, a agricultora, a empresária, a motorista da van escolar.

Além de tudo isso, vale destacar a quase esquecida “companheira”, expressão bíblica para a primeira mulher, criada a partir da costela de Adão, que, muitas vezes, mesmo trabalhando fora, é dona de casa em tempo integral.

Preciso aqui, de forma especial, falar da mulher em sua condição de cidadã, engajada em várias frentes. Que luta pelos seus direitos e que, corajosamente, representa outras mulheres. Essa, em geral, não está nem aí para o “estereótipo” de Vinicius de Moraes, embora algumas delas (juízas, delegadas, médicas, procuradoras) se encaixem na descrição do poetinha.

Hoje, quando se destaca em nível nacional ou internacional, a mulher não é vista como mulher apenas, mas como alguém que luta pelo bem-estar das pessoas. Infelizmente, o mundo dos smartphones ainda não foi capaz de ver, ouvir e entender a sua voz de modo a equipará-la ao seu companheiro. E isso, como diria Roberto Carlos, por causa de um “detalhe tão pequeno”: quem ainda faz as leis são esses sujeitos que se dizem seus companheiros. Felizmente, elas sabem que um longo caminho ainda as separa do “oásis” da igualdade. Mas já conseguem vislumbrar, no bom sentido, a mesma “sombra e água fresca” que os homens desfrutam há muito tempo.

No Brasil, a palanque político mudou muito nas últimas décadas. Nesse novo cenário, as mulheres ganharam espaço e voz no debate em torno de questões essencialmente femininas como aborto, assédio, maternidade, igualdade de direitos. Não sei dizer o número de atrizes nesse palco, mas sei que sua representatividade se torna cada vez mais forte e mais consistente.

Nosso século se orgulha de ter empoderado duas jovens que chamaram a atenção do mundo com seu grito de indignação: a paquistanesa Malala Yousafzai, a mais jovem vencedora do Prêmio Nobel da Paz, em 2014; e a “pirralha” sueca Greta Thunberg, que, aos 16 anos, foi escolhida “Person of the Year/2019” pela revista Time. Aliás, essa honraria — não é demais lembrar — era, até pouco tempo atrás, reverência midiática exclusiva dos homens.

É notório que a mulher hoje pisa e repisa os estereótipos impostos pela mente dominante do homem. Já destronou o famigerado “sexo frágil” e o cambaleante “Por trás de um grande homem…”. E consolida sua posição na sociedade em busca de mais direitos, mais reconhecimento e oportunidades. Mas ainda tem uma lista considerável de “pedrinhas” para tirar do meio do caminho.

É sempre bom lembrar que “uma jornada de mil milhas começa com o primeiro passo”. E jamais esquecer as grandes mulheres que teceram, de certa forma, a história do mundo contemporâneo: Geraldine Ferraro, a primeira candidata à vice-presidência dos Estados Unidos, em 1984, Margaret Thatcher, a “primeira” primeira-ministra do Reino Unido, de 1979 a 1990. E tantas outras, famosas e anônimas, no Brasil e no mundo, que fazem parte do rol das mulheres que pensam e agem para dar o devido colorido à sua importância na sociedade moderna.

Entre erros e acertos, a história não pode mais perder de vista o valor, a força e o poder das mulheres. Nesse contexto, um bom exemplo vem de Hillary Clinton, a bem-sucedida política norte-americana: “Por mais difícil que isto possa parecer para mim, eu aprendi muito com as derrotas” (prefácio de seu livro “Hard Choices”, Ed. Simon and Schuster).

Nesse viés, ainda existem algumas esquinas difíceis de dobrar. Como diz a canção, “nem sempre o sol brilha/ Também há dias em que a chuva cai” (Mar de Rosas, The Fevers). O radicalismo e a intolerância político-ideológica são — muitas vezes — pontos inconsequentes. Quando transformam a luta em guerra, perdem tempo e espaço. Se veem o homem apenas como um inimigo, perdem de vista o oásis dos sonhos dourados. Em todo processo de mudança, a política é a rua principal. E aí, mais que “força e obstinação”, quem precisa caminhar de peito aberto é a capacidade de dialogar.

No universo das redes sociais, a panela de pressão ferve repleta de opiniões, argumentos e posições. E é por lá que está, hoje, caminhando a humanidade. Em muitas situações, as trincheiras são necessárias. E, como já disse, bem melhor que a guerra é o diálogo e a negociação. E, nesse contexto, a mulher parece ter o perfil ideal para entrar nessa lida democrática.

A intenção de Júlia Gama (Miss Brasil 2020) é uma oportuna lição: “Como Miss Brasil, eu desejo o diálogo e a inclusão, eu desejo construir mais pontes e menos muros. Espero usar a minha voz para falar de cuidados, proteção social e de saúde”.

E quanto às “oito mulheres” da primeira linha deste ensaio?

Apesar da escolha aleatória, são mulheres reconhecidas e, algumas vezes, homenageadas por sua representatividade nas mais variadas áreas do universo político-social deste país. Se adicionar um título ou sobrenome, facilmente serão reconhecidas: Maria da Penha, Zilda Arns, Irmã Dulce, Chiquinha Gonzaga, (…), Fernanda Montenegro, Marielle Franco, Elza Soares.

Dessas, ressalto a persistência e a determinação de Elza Soares, que, aos 90 anos, continua trabalhando como nunca. Sobre sua vida, ela revela: “Faço questão de ser ativista. Eu brigo, grito, vou à luta. Pelos gays, pelos negros, pela juventude, pela mulheres, por quem não é ouvido” (Veja, coluna Primeira Pessoa, 5-8-2020).

Essa lista não significa que essas são as mais destacadas ou as mais representativas. São apenas alguns exemplos. Você pode ter outros nomes. O que importa aqui é a atitude da mulher diante dos desafios da vida, da sociedade e do mundo. E como enfrentá-los.

Uma delas você certamente não conseguiu identificar. E por que está nessa lista? Porque, mesmo “anônima”, foi, para a sua família, um exemplo de força, caráter, dignidade.

Essa mulher — física e socialmente — está longe do perfil idealizado por Vinicius de Moraes. E muito distante das “socialites” e “beldades” que habitavam o imaginário do poeta. Era, ao contrário, uma “guerreira”, no estrito uso do termo. Analfabeta, acordava cedo para preparar os filhos para a escola. Fazia de “tudo” em casa, pois nunca teve empregada para ajudá-la a criar os cinco dos nove filhos sobreviventes. Suas “nádegas” não eram bonitas, pois se sentava no chão para quebrar coco e, com isso, ajudar na renda da família. Em vez de “saboneteiras”, o destaque eram os ombros. Estes sim, fortes de tanto carregar peso. E as mãos calejadas de lavar roupa com sabão em barra. Uma incontestável representante das milhões de mulheres que habitam os mais precários e vulneráveis espaços deste país.

Arcângela era simplesmente uma dona de casa. Mulher modesta, e — acima de tudo — honrada, trabalhadora, sonhadora. A eterna “companheira” de vida e túmulo de Seu Manoel Rodrigues, meu pai.

E habilitada a entrar em qualquer lista de mulheres dignas, aqui e alhures.

Imagem destacada / divulgação / Atividades do Elas que São Elas!, grupo de alunas da Universidade Vila Velha, no Espírito Santo.

Categorias
notícia

Coligação de Neto Evangelista reúne Roseana Sarney, o PSL bolsonarista e o PDT de Weverton Rocha

O campo conservador engorda as fileiras em São Luís. Dessa vez o “velho” MDB controlado pela família liderada por José Sarney vai compor ao lado do pré-candidato a prefeito Neto Evangelista (DEM).

A coligação até agora já tem o bolsonarista PSL, o MDB, o PTB e o PDT, controlado pelo senador Weverton Rocha.

Até pouco tempo considerado adversário dos Sarney, eleito em 2018 na chapa do governador Flávio Dino (PCdoB) com o discurso anti-oligarquia, o senador pedetista acomoda facilmente seus novos interesses ao lado de Roseana Sarney.

Com o apoio do MDB, Neto Evangelista torna-se um candidato competitivo para enfrentar o líder nas pesquisas, Eduardo Braide (Podemos), que recentemente obteve apoio do PSDB.

Do PDT Neto Evangelista vai agregar uma estrutura de poder há 30 anos enraizada na máquina administrativa de São Luís. O PSL bolsonarista soma um valioso tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV. E Roseana Sarney, gostemos ou não, ainda tem um certo recall eleitoral em São Luís.

Além disso, Neto Evangelista, ex-secretário de Desenvolvimento Social do Governo do Maranhão, faz parte do consórcio de postulantes à Prefeitura direta ou indiretamente vinculado ao governador Flávio Dino (PCdoB).

Assim, essa aliança heterogênea reúne partidos da extrema direita (PSL), legendas progressistas como o PDT, o velho MDB centrista e aliados de peso do governador, a exemplo do senador pedetista Weverton Rocha.

Sem Madeira

Antes de formalizar o apoio a Neto Evangelista, a ex-governadora Roseana Sarney foi cortejada duas vezes pelo ex-juiz federal e pré-candidato a prefeito Carlos Madeira (Solidariedade).

Ex-juiz Carlos Madeira ofereceu a vice e cargos ao MDB

O próprio Madeira e o secretário de Segurança do Governo Flávio Dino, Jefferson Portela (PCdoB), fizeram uma visita à ex-governadora, dia 5 de agosto.

Depois, o magistrado aposentado concedeu uma entrevista à rádio Mirante AM, dia 27 de agosto, quando fez elogios explícitos ao ex-presidente José Sarney e ofereceu a posição de vice para o MDB na chapa, além de secretarias em uma eventual vitória e composição da equipe na Prefeitura de São Luís.

Ouça aqui a entrevista completa, no programa Ponto Final, da rádio Mirante AM

Apesar dos afagos e ofertas de Carlos Madeira o MDB preferiu a aliança com Neto Evangelista.

Imagem destacada / divulgação: Roseana Sarney, ao centro, com Neto Evangelista e a cúpula de políticos do MDB

Categorias
notícia

Bira apresenta plano de governo com 40 compromissos para administrar São Luís

Fonte: Blog do Gildean Farias, com edição

Um documento construído de forma popular e plural, com a ajuda de muitas mãos. Assim foi definido o plano de governo apresentado pelo pré-candidato a prefeito de São Luís, Bira do Pindaré (PSB), aos filiados do PSB com a presença de técnicos e especialistas. A exposição dos 40 compromissos de Bira por uma São Luís mais humana, bela e justa, foi realizada nesta segunda-feira (31), em uma plenária virtual.

O pré-candidato ressaltou que o plano de governo apresentado nesta segunda-feira foi elaborado de forma coletiva, através das agendas e reuniões do movimento ‘Pense São Luís’, desenvolvido pelo PSB desde o início do ano, possibilitando a escuta e a contribuição de todos os setores da sociedade e de todas as comunidades de São Luís.

“O nosso plano de governo e os nossos 40 compromissos apresentados hoje são fruto de um processo de muito diálogo, construído de forma coletiva, popular, ouvindo técnicos e especialistas e que vai resultar num programa de alto nível, de alta qualidade e muito enraizado na realidade que a gente vive que é o nosso grande desafio: transformar essa realidade que aí está”, pontuou o pré-candidato.

A plenária virtual teve a participação de pré-candidatos(as) a vereador(a) pelo PSB, apoiadores e lideranças comunitárias e de movimentos sociais que acrescentaram propostas e sugestões para serem adicionadas ao documento final que será registrado na Justiça Eleitoral.

Entre os compromissos apresentados por Bira, destaque para a área da Educação, com a proposta de criação do programa Escola Plena, que tem como objetivo expandir a oferta de educação integral com uma pedagogia pautada no protagonismo infanto-juvenil e com a introdução da formação de um segundo idioma em todo o itinerário escolar.

Outro destaque do plano de governo é relativo à mobilidade urbana, com a proposição de um transporte coletivo mais seguro, sustentável, acessível e de boa qualidade, revisão e transparência na política tarifária, além da implantação do Passe Livre para estudantes e famílias de baixa renda.

“Temos um plano pautado no compromisso com as principais demandas e prioridades da nossa cidade. Um plano coerente e possível de ser implementado através de uma gestão criativa, capaz de gerir o orçamento público com eficiência, otimizando os resultados e construindo tudo com a participação popular”, ressaltou Bira.

Com a apresentação do plano de governo com os compromissos por uma São Luís mais humana, bela e justa, Bira do Pindaré (PSB) está pronto para encarar mais um desafio em sua trajetória política, que soma meio milhão de votos na campanha de senador, em 2006, e quase 100 mil votos que o elegeram deputado federal no último pleito, alcançando uma das maiores votações em São Luís. A pré-candidatura de Bira está consolidada e cada vez mais crescente nas pesquisas eleitorais e é considerada prioridade pelo PSB nacional.

Categorias
notícia

Emilio Azevedo afirma: “São Luís precisa de um para pra acertar”

Em debate realizado ontem (30/08), com transmissão pelo Facebook, o jornalista e pré-candidato a vereador de São Luís, Emilio Azevedo (Agência Tambor/Vias de Fato), disse que “a indústria pesada e as grandes empresas da construção civil seguem ameaçando São Luís com seus planos de expansão”.

Segundo o jornalista, a cidade já acumula uma série de graves problemas relacionados à pobreza, violência, poluição, falta de água, saneamento e de mobilidade urbana. Ele diz que tudo isso pode ser agravado “se prevalecerem os planos de uma elite econômica que pensa unicamente em seus lucros”.

Emílio argumentou que São Luís precisa “aumentar a força política de um campo democrático e popular, comprometido com a justiça social”.

Segundo o jornalista “é preciso um para pra acertar. Precisamos mudar o eixo do planejamento da cidade, priorizando a vida e consequentemente a preservação ambiental, com uma economia criativa e solidária, que inclua o trabalho rural, os extrativistas e todas as dimensões de nossa produção, tradição e rico patrimônio cultural”.

Na opinião do pré-candidato a vereador pelo PSB, “essa mudança de eixo é uma luta que passa necessariamente pela participação da sociedade e fundamentalmente pela ação da Prefeitura e da Câmara Municipal”.

O segundo debate

As afirmações de Emilio foram feitas num segundo debate provocado pela carta aberta que propôs sua candidatura a vereador de São Luís.

Participaram desse debate, ao lado do jornalista, a Iyalorixá Jô Brandão e o advogado Guilherme Zagallo. Os dois estão entre os mais de 200 nomes que assinam a carta aberta propondo a candidatura de Emilio.

Jô Brandão coordena o coletivo Dan Eji e é ativista dos direitos dos povos e comunidades tradicionais. Zagallo foi conselheiro federal da OAB e é membro do Movimento de Defesa da Ilha.

Ao final do debate Emilio disse que havia sido “um privilégio contar com o conhecimento e as informações disponibilizadas por Jô e Zagallo”

Além dos três debatedores, dezenas de pessoas se manifestaram nos comentários. A mediação foi da jornalista Flávia Regina Melo e o evento contou com o apoio do Blog Buliçoso e do Blog do Ed Wilson.

A carta aberta se encontra publicada no site Bandeira de Aço. Lá você pode conhecer os quatro compromissos da futura candidatura e ver o nome de todas pessoas que assinaram.

Categorias
notícia

Estimativa da população do Maranhão passa de 7,1 milhões, segundo IBGE

O estado é o 11º mais populoso do país

O IBGE divulgou as Estimativas de População, que são um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União no cálculo do Fundo de Participação de Estados e Municípios e são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos.

De acordo com as estimativas, em 1º de julho de 2020, o Maranhão contava com 7.114.598 habitantes, distribuídos pelos seus 217 municípios, representando próximo de 3,4% da população brasileira. A estimativa de 2019 apontava a população do Maranhão sendo composta por 7.075.181 habitantes.

A população do Maranhão é a 11ª maior dentre as 27 Unidades da Federação. Os três estados mais populosos do país localizam-se na Região Sudeste, enquanto os cinco estados menos populosos localizam-se na Região Norte. O estado de São Paulo, com 46,3 milhões de habitantes, concentra 21,9% da população total do país, seguido de Minas Gerais, com 21,3 milhões de habitantes e do Rio de Janeiro, com 17,4 milhões de habitantes.

Estima-se que o Brasil tem, em 2020, quase 211,8 milhões de habitantes, distribuídos pelos 5.570 municípios que compõem as 27 Unidades da Federação, com um acréscimo populacional de 0,77% em relação ao ano passado.

São Luís: 15º município mais populoso do Brasil

Em 2020, são 17 os municípios com população superior a 1 milhão de habitantes. Desses, 14 são capitais estaduais. Esses municípios concentram 21,9% da população do país.

O município de São Paulo continua sendo o mais populoso do Brasil, com 12,33 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (6,75 milhões de habitantes), Brasília (3,05 milhões de habitantes) e Salvador (2,88 milhões de habitantes). São Luís, por sua vez, é o 15º município brasileiro mais populoso, com 1.108.975 habitantes.

Municípios maranhenses

Ainda de acordo com as Estimativas de População, além da capital São Luís, os outros quatro municípios maranhenses mais populosos em 2020 são Imperatriz, com 259.337 habitantes, São José de Ribamar, com 179.028 habitantes, Timon, com 170.222 habitantes, e Caxias, com 165.525 habitantes.

Já Junco do Maranhão (4.392 habitantes), São Félix de Balsas (4.562 habitantes), Nova Iorque (4.682 habitantes), São Pedro dos Crentes (4.684 habitantes) e São Raimundo do Doca Bezerra (5.131 habitantes) são os municípios com os menores números de habitantes do estado.

Fonte: Unidade Estadual do IBGE no Maranhão / Supervisão de Disseminação de Informações

Imagem destacada / vista aérea do município de Codó, na região leste do Maranhão capturada nesse site