Série de artigos celebra os 40 anos do disco “Lances de Agora”

O poeta e jornalista Celso Borges publicou no site Agenda Maranhão o segundo de uma série de artigos sobre o célebre disco “Lances de Agora”. A sequência de textos aborda um capítulo fundamental da música produzida por artistas do Maranhão.

E começa assim:

“Há 40 anos, no mês de junho de 1978, um grupo de músicos maranhenses entrava na Igreja do Desterro para gravar uma das obras mais importantes da discografia produzida por um artista local: Lances de Agora, de Chico Maranhão. Nascido do ventre da professora e pianista Camélia Viveiros, em 1942, no centro da cidade, e batizado com o nome de Francisco Fuzetti Viveiros Filho, Chico Maranhão foi com pouco mais de 20 anos pra São Paulo. Na Pauliceia passou boa parte da década de 1960, dividindo seu tempo entre a faculdade de arquitetura e a música. Formou-se na turma que Chico Buarque abandonou e tornou-se conhecido com o frevo Gabriela, quinto lugar do 3º Festival da TV Record, em 1967, o mesmo que consagrou Ponteio (Edu Lobo), Domingo no Parque (Gilberto Gil), Alegria, Alegria (Caetano Veloso) e Roda Viva (Chico Buarque). No início da década seguinte voltou pra São Luís em busca de suas raízes musicais, principalmente àquelas ligadas à cultura popular.”

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Na segunda publicação, Celso Borges discorre sobre os diferentes caminhos tomados pelos discos “Lances de Agora” e “Bandeira de Aço”. Veja abaixo:

“Em meados dos anos 1970, o publicitário e empresário Marcus Pereira estava mais entusiasmado ainda com a música maranhense. Conhecera outros compositores locais além de Chico Maranhão e andava encantado com os sons, ritmos e melodias dos nossos artistas. A certeza disso estava no lançamento de Bandeira de Aço no primeiro semestre de 1978, pouco antes da gravação de Lances de Agora. O disco com nove canções apresentava ao Brasil, na voz de Papete (José de Ribamar Viana), parte da produção de uma geração que criava uma música diferente, com sotaque próprio. Composições de César Teixeira, Josias Sobrinho, Sérgio Habibe e Ronaldo Mota.

Por diversas razões os dois discos trilharam caminhos diferentes nos anos seguintes. Enquanto Lances de Agora se tornaria uma relíquia de colecionadores e, principalmente, um disco dos admiradores de Chico Maranhão, Bandeira de Aço se transformaria, a partir de meados dos anos 1980, num fenômeno local e hoje é uma referência obrigatória, uma espécie de disco pai do que se denominou chamar MPM.”

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Escritores lançam poemas pôster na noite Lula Livre, em São Luís

Evento acontece nesta quinta-feira (5), às 20h, no Chico Discos, centro de São Luís. No lançamento haverá uma leitura dos poemas pôster que Celso Borges e Fernando Abreu escreveram defendendo a liberdade de Lula, além de textos de Brecht, Maiakovski, Walt Whitman, Ezra Pound e Roberto Piva. Parte do dinheiro arrecadado com a venda dos poemas será revertido para o acampamento dos militantes em frente à Polícia Federal, em Curitiba, onde Lula está detido.

“Acredito que a liberdade de Lula é fundamental para legitimar a próxima eleição presidencial. Hoje Lula é um preso político”, diz o poeta Fernando Abreu, autor de Mesmo assim um poema, em que reafirma a palavra poética contra toda desesperança, em versos como:                                                                                                                                        mas enquanto me reviro

e me contorço

e guincho

minha alma canta

estou sem meu poema

estou sem nada quase

mas eu mordo esse canto

e mastigo esse fiapo de luz

a contragosto

“É um ato poético e político”, afirma Celso Borges, autor do poema NOW, em que imagina vários artistas do século 20 pedindo a liberdade de Lula, entre eles os pintores Munch e Frida Kallo e os poetas Ezra Pound e Roberto Piva, além do beatle John Lennon

nunca uma frase reza

nem a flor da indelicadeza

mas raduan em lavoura de cólera

frida pintando nos murais de rivera:

LULA LIVRE

porque se vomitam

a brutalidade nos tribunais

pound se ergue nos cantos da jaula

munch grita paralém da ponte:

LULA LIVRE 

contra as ruas em falsa festa

piva delira paranoia

lennon risca riffs na guitarra

we  all want to change the world

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NOITE LULALIVRE

O que? Lançamento dos poemas pôster Now (Celso Borges) e Mesmo assim um poema (Fernando Abreu)

Onde? Chico Discos – esquina das ruas São João e Afogados

Quando? Dia 5 de julho (quinta), às 20h