Bolsonaro faz recuo tático no Renda Brasil

Durante o período mais forte da pandemia do novo coronavírus o Auxílio Emergencial passou a ser um ativo importante nos índices de aprovação e popularidade do governo Jair Bolsonaro.

O presidente sentiu nas pesquisas o efeito da injeção do dinheiro no bolso da população pobre. Somado ao Bolsa Família, o Auxílio Emergencial acendeu a luz verde para a reeleição de Bolsonaro em 2020.

Falta, apenas, rebatizar o Bolsa Família e transformá-lo no Renda Brasil, apagando a marca tucano-petista para criar um novo mote publicitário de ajuda aos pobres, sob a insígnia nacionalista e uma provável paleta de cores verde e amarela.

Momentaneamente há um conflito entre a sedução eleitoreira de Bolsonaro e as restrições orçamentárias somadas à antipatia pelos pobres do ministro da Economia Paulo Guedes.

Para evitar um desgaste maior com a equipe econômica, o presidente faz um recuo tático no Renda Brasil, mas na virada de 2021 para 2022, ano eleitoral, o tema voltará à pauta com todo vigor.

O bolsonarismo, que odeia os programas sociais pejorativamente denominados “esmola para os pobres”, vai mudar de opinião em nome da reeleição do presidente.

Espelhado no PSDB e no PT, pai e mãe dos programas sociais recentes, Bolsonaro vai manter e aperfeiçoar tudo aquilo que condenava.

Assim, o Renda Brasil tende a ser o maior cabo eleitoral de 2022.

Indignação! Cultura de São Luís com prejuízo milionário!

Fonte: Agência Tambor, em 26/08/2020

São quase oito milhões de reais que os artistas e demais produtores culturais de São Luís têm direito e já foi disponibilizado pelo governo federal. Isso a partir da Lei Aldir Blanc, aprovada no Congresso Nacional, com os votos da bancada de oposição a Bolsorano.

Mas o Secretário de Cultura da Prefeitura de São Luís, Marlon Botão, disse simplesmente que não tem previsão de quando os recursos serão repassados para a classe artística e os demais trabalhadores da cultura de nossa cidade.

Mesmo sendo um recurso emergencial (é emergencial!), simplesmente não existe um calendário da prefeitura de São Luís para que a Lei seja aplicada e o recurso seja disponibilizado a quem de direito.

A afirmação de Marlon foi dada em entrevista realizada hoje (26/08), no Rádiojornal Tambor. Ao longo da entrevista, concedida a jornalista Flávia Regina, foram feitos mais de 400 comentários da classe artística e cultural de São Luís, todos eles indignados com a fala de Marlon e com a gestão da cultura na atual administração do município. Segundo a maioria dos comentários Marlon “apenas enrolou” na entrevista.  É isso que está registrado no Facebook da Agência Tambor.

O secretário de Cultura foi convidado a falar na Rádio Tambor porque, na segunda-feira (24/08), nós recebemos representantes da classe artística de São Luís que criticaram o secretário e a política cultural da prefeitura de São Luís.

A Agência Tambor seguirá acompanhando esse caso, de grande importância para nossa cidade. Seguiremos ouvindo os dois lados e deixando bem claro que apoiamos a reivindicação e a pressão dos artistas e produtores culturais.

Como dissemos no início dessa matéria, são quase oito milhões já disponibilizados para São Luís. É um direito! É um auxílio emergencial!

Ouça a entrevista com Marlon Botão aqui

Auxílio Emergencial representa aumento de 32,7% na renda domiciliar per capita média no Maranhão

1,182 milhão de domicílios maranhenses foram beneficiados em maio

A PNAD COVID19 MENSAL do IBGE revela que, no Maranhão, o Auxílio Emergencial, que tem por objetivo fornecer proteção social no período de enfrentamento da crise causada pela pandemia do novo coronavírus, representa um acréscimo de 32,7% na Renda Domiciliar per capita média, que é de R$533,94 sem o auxílio e de R$708,28 com o benefício.

No total, segundo a pesquisa, em maio, no Maranhão, foi repassado R$ 1,232 milhão, distribuído principalmente para aqueles que estão nos estratos de renda mais baixos da população, cuja renda domiciliar, naquele mês, não ultrapassava R$ 549,96, o que representavam 82,5% dos recursos.

A PNAD COVID19 mostra que 4,8 milhões de maranhenses (67,9% da população do estado) residem em domicílios onde pelo menos um morador recebeu o Auxílio Emergencial, em maio. 1,182 milhão de domicílios (61,7% dos domicílios do estado) foram beneficiados.

De acordo com a pesquisa, dos 68 milhões de domicílios existentes no Brasil, 38,7% (26,3 milhões de domicílios) foram beneficiados. Em termos populacionais, 45% dos 210 milhões de habitantes do país, quase 94 milhões de pessoas, residem em domicílios onde pelo menos um morador recebeu o auxílio.

Os dados da PNAD COVID19 MENSAL, particularizados sobre o recebimento do Auxílio Emergencial foram divulgados na segunda-feira (29), menos de três meses após a implementação do Auxílio, visando apresentar os efeitos da pandemia no mercado de trabalho e na renda da população, de modo a produzir informações necessárias à elaboração de programas de apoio específicos ou de políticas públicas em geral. Esses primeiros resultados incluem estimativas detalhadas sobre cobertura e focalização do programa. O Auxílio Emergencial é destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados.

Fonte: Unidade Estadual do IBGE no Maranhão / Supervisão de Disseminação de Informações