Vou ser breve, como deve ser a notícia na era digital. Nem tão longa para poupar o tempo da audiência e nem curta a ponto de perder as informações essenciais.
Em tamanho, assim segue o Bloco da Imprensa. Nem vazio, nem lotado. Está na medida ideal para dar aquele orgasmo carnavalesco que nós amamos.
Depois que saiu da Praça dos Catraieiros e ocupou o Largo de Santo Antônio, ficou ainda mais aconchegante, sendo uma das gostosas opções do Carnaval do Maranhão, no Centro Histórico de São Luís.
Um salve aos mestres de cerimônia Célio Sérgio, Joel Jacinto e Paulo Washington, entusiastas da folia momesca do povo da Comunicação, em todas as dimensões de possibilidades prováveis e impossíveis, se me permitem as absurdidades do texto carnavalesco.
Independentemente de quaisquer divergências editoriais, questiúnculas ideólogicas, prosopopéias, adversidades, concordâncias e outros quetais, o importante é o encontro das pessoas, entre elas veteranos como José Raimundo Rodrigues e Cinaldo Oliveira.
Que bom vê-los com saúde em mais um Carnaval!
E por falar em antiguidades, o registro justo é a homenagem do Bloco da Imprensa de 2026 aos 100 anos de O Imparcial. Viva!
Nesse fluxo de gerações, é bacana ver a performance revival do programa Zoom Zoom Noturno, apresentado por Luís Fernando, que marcou época na cobertura de casas de eventos da periferia, contrapondo o colunismo social da elite.
O Zoom Zoom do Bloco da Imprensa é uma sacada criativa da relações públicas Priscila Costa e das jornalistas Valquíria Santana e Juliana Mendes.
Quando junta Carnaval com o povo da Comunicação, nostalgia vira escracho. Devidamente paramentadas em fantasia de grupo, as “fernandas” (reverência a Luís Fernando) idealizaram o genérico do Zoom Zoom depois de pesquisarem bastante para fazer uma réplica à altura do programa.
Quem viu o Zoom Zoom na TV e depois na internet vai entender o título desse texto.
A performance lembrou os bons tempos do Comunicarte, a Mostra de Arte do Curso de Comunicação da UFMA, que gerou um monte de coisas e gentes boas dentro e fora do campus do Bacanga, nos anos 1980, marcados por irreverência e subversão.
Ao longo do tempo, o Bloco da Imprensa atrai pessoas de outras gerações e profissões, como a jovem e fiel pesquisadora Licia da Hora, amiga das antigas de vários jornalistas.
Quem quiser sentir a energia dos tambores do Maranhão, ouvir os enredos atuais e antigos das nossas escolas de samba, emocionar-se com a batucada raiz dos blocos alternativos e tradicionais, encontrar as amizades em um lugar tranquilo, intimista e afetuoso, já sabe onde ir.
Tinha tanta coisa pra parlar, quando estava fazendo esse textão, que não podia esquecer de dizer: o Bloco da Imprensa é uma das melhores opções momescas da ilha.

