PT de São Luís vai rachado ao 2º turno: maioria apoia Duarte Junior e a CNB segue Eduardo Braide

A velha disputa interna do PT no Maranhão ganha mais um capítulo na eleição para a Prefeitura de São Luís em 2020.

Durante o 1º turno a maioria do partido marchou unificada com o candidato a vice-prefeito e vereador Honorato Fernandes na chapa liderada por Rubens Junior (PCdoB), integrando o campo político-eleitoral do governador Flávio Dino (PCdoB).

No segundo turno o PT oficialmente declarou apoio a Duarte Junior (Republicanos), seguindo o comando do Palácio dos Leões, mas uma tendência do partido – a CNB (Construindo um Novo Brasil), liderada pelo deputado estadual José Inácio – abriu uma dissidência e está no palanque de Eduardo Braide (Podemos), apontado como bolsonarista.

Em uma nota pública (veja abaixo), a CNB justifica o apoio ao bolsonarista; porém, no mesmo texto, aponta fidelidade ao governador Flávio Dino na eleição de 2022.

CNB assume Braide, mas promete fidelidade a Flávio Dino em 2022

“Cumpre destacar, desde já, o compromisso da CNB – Maranhão com o Governador do Estado, e o projeto que ele representa para a esquerda brasileira, motivo pelo qual ressaltamos o nosso total apoio ao futuro candidato de Flávio Dino ao Governo do Maranhão, por entender que é preciso dar continuidade ao ciclo de avanços e conquistas que transformaram a vida do povo maranhense e garantiram mais dignidade aos mais pobres através do Governo Dino.”, pregou a CNB.

Outra nota (veja aqui), da Executiva Municipal do PT de São Luís, rechaça qualquer tipo de aproximação com Eduardo Braide e firma compromisso com Duarte Junior (Republicanos), candidato do governador Flávio Dino.

“Em reunião da Executiva Municipal, realizada na última terça-feira (17), foi definido por 13 votos favoráveis e uma abstenção, o apoio do PT ao candidato Duarte Jr. no 2° turno. A questão foi debatida e a decisão tomada. O PT neste segundo está com Duarte Jr.”, reiterou a direção local petista.

Entre textos e posições distintas, o PT só elegeu um prefeito nos 217 municípios do Maranhão, em Coroatá; e a candidatura coletiva NÓS para uma das 31 vagas da Câmara dos Vereadores de São Luís.

No passado, o braço local da CNB levou a má fama de “sarnopetista”, devido ao alinhamento à oligarquia liderada por José Sarney, que não se esgotou durante a participação do PT no governo Roseana Sarney.

Mergulhando nas águas profundas da política o sarnopetismo segue fazendo tabela com a ex-governadora e o seu pai-conselheiro. Agora, na disputa do segundo turno em São Luís, o MDB migrou para Eduardo Braide e a CNB foi junto.

Pode até parecer coincidência, mas não é.

Veja abaixo a nota da CNB na qual justifica o apoio a Eduardo Braide:

*RESOLUÇÃO DA CNB-MA SOBRE O SEGUNDO TURNO EM SÃO LUÍS*

O segundo turno das eleições de São Luís exige das forças do campo democrático e popular uma profunda reflexão acerca da conjuntura que se desenhou no pleito da capital.

Finalizado o primeiro turno em 15 de novembro, têm-se na disputa eleitoral do segundo turno dois candidatos que integram partidos da base aliada do governo federal: Eduardo Braide e Duarte Júnior.

Braide é do Podemos e Duarte é do Republicanos. Ambos os partidos não possuem alinhamento ideológico com o PT ou com o campo democrático-popular.

Ao analisar meticulosamente quem apoiar neste segundo turno, o PT e as demais forças de esquerda devem considerar que não se trata de uma opção meramente ideológica, posto que ambos os candidatos não possuem afinidade política com o campo democrático-popular.

O candidato Duarte Júnior, que abandonou as fileiras do PCdoB para se filiar ao partido dos filhos de Bolsonaro (Republicanos), já fez declaração pública – como se fosse motivo de orgulho – de que integra o partido da base aliada de Jair Bolsonaro, usando tal discurso como meio de conquistar apoio político e votos. Outrossim, o candidato Duarte desferiu recentemente ataques ao então candidato do PCdoB à prefeitura, Rubens, e à militância do partido, fazendo insinuações pejorativas e referendando uma posição antipartidária de negação da política.

É importante destacar também que o candidato Eduardo Braide tem adotado uma posição independente na Câmara dos Deputados, tendo votado contrariamente à orientação do governo Bolsonaro em temas importantes como a Reforma da Previdência, o Novo Marco Legal do Saneamento Básico, MP da flexibilização das regras trabalhistas durante a pandemia e o Novo FUNDEB, matérias em que Eduardo Braide se posicionou da mesma forma que a bancada do PT.

A análise sobre o segundo turno deve ser político-eleitoral, com o fito de buscar concretizar um modelo de gestão que seja capaz de desenvolver São Luís e garantir melhorias para a nossa população, sobretudo a mais pobre.

No que se refere à política de alianças, o Podemos em Recife já declarou apoio à candidata Marília Arraes, do PT, no segundo turno, o que reforça a tese de que esse novo momento eleitoral reúne forças e projetos opostos em torno de uma causa maior, que é o desenvolvimento e o bem-estar das cidades e do seu povo.

É legítimo que o PT, seus militantes e lideranças, ou qualquer partido progressista, façam a opção política de apoiar qualquer dos candidatos a prefeito de São Luís, visto que não se trata de uma disputa com a presença de figuras que representam o campo popular e democrático que a esquerda integra.

Cumpre destacar, desde já, o compromisso da CNB – Maranhão com o Governador do Estado, e o projeto que ele representa para a esquerda brasileira, motivo pelo qual ressaltamos o nosso total apoio ao futuro candidato de Flávio Dino ao governo do Maranhão, por entender que é preciso dar continuidade ao ciclo de avanços e conquistas que transformaram a vida do povo maranhense e garantiram mais dignidade aos mais pobres através do Governo Dino.

Diante deste cenário, a CNB Maranhão DECIDE declarar apoio ao candidato Eduardo Braide (Podemos) neste segundo turno, por acreditar que ele é o mais preparado para gerir São Luís e garantir melhores condições de vida para a população, e, principalmente, por ter assumido o compromisso de efetivar políticas que dialogam diretamente com o modo petista de governar, tendo como princípios basilares a luta contra as desigualdades e a defesa da justiça social.

São Luís, 20 de novembro de 2020.
CNB – Maranhão
Coordenação

O bolsonarismo das pessoas gentis

Quando Fernando Haddad e Jair Bolsonaro disputaram a presidência, em 2018, uma certa claque profetizou nas redes sociais o discurso “eles não”. Esse bordão era compartilhado por gentes finas, elegantes e sinceras, alguns até frequentadores dos ambientes “cult” de São Luís.

Diferentemente do bolsonarista raiz, que vai logo disparando os xingamentos “Lula ladrão” ou “A culpa é do PT”, o eleitor cool da direita é sofisticado, circula nos ambientes alternativos, transita no meio cultural da esquerda e até pisa em algum bar descolado da Praia Grande.

Esses eleitores refinados têm seus representantes e ocupam lugares estratégicos nos cargos de gestão, nas elites administrativas do Estado, nos empreendimentos das marcas de sucesso, nas comunidades científicas, nos púlpitos das igrejas e, sobretudo, nos três poderes onde as coisas são decididas.

“Eles não”, em tradução direta, significa igualar um professor universitário civilizado a um ser ignóbil, homofóbico, misógino, racista e elogiador de torturadores, entre outros adjetivos não pronunciáveis.

O raciocínio é mais ou menos esse: tornar os diferentes iguais (“eles não”) para justificar a opção pelo degenerado, sem macular a escolha. É o disfarce perfeito.

Trata-se de algo diferente do bolsonarista cego de ódio, que não apresenta sequer um argumento, a não ser a sua crença de que “a culpa é do PT”

Para os analistas do discurso, “Eles não” é uma forma camuflada de opção pela direita sem pronunciar o discurso raivoso.

Entre esses bolsonaristas existem aqueles que odeiam o setor público, mas adoram um cargo arranjado no esquema clientelista, ganhando muito para não trabalhar. Mas, sempre mantendo a pose elegante.

Às vezes é aquela pessoa muito bem vestida, polida, sorridente, limpa, galante, bondosa; enfim, educada.

Parte desse eleitorado, adepto do lavajatismo, “evoluiu” para o bolsonarismo e está sempre armada para repetir que o desastre do atual governo não é bem assim…

Já o bolsonarista grosseiro, fácil de identificar, você bate o olho, apura o ouvido e reconhece logo. Ele grita “fora PT” e cruza o sinal vermelho, não respeita a faixa de pedestre, ocupa a vaga do deficiente ou do idoso no estacionamento, fura a fila do banco, burla o fisco e joga lixo na rua.

O outro, aquele tipo sofisticado que postou nas redes sociais “eles não”, é bem mais refinado. Fala baixo, costuma respeitar as regras básicas da civilização e tem bom convívio social.

São tipos diferentes no comportamento, mas iguais na opção.

“Eles não” vai sempre torcer o nariz para qualquer governo humanista com o mínimo de intencionalidade voltada para a justiça social.

É um tipo de gente que topa qualquer coisa (até mesmo Bolsonaro!), menos Lula, o PT, o protagonismo dos pretos, dos índios, das mulheres, da Bolsa Família, da comunidade gay e dos pobres em geral.

A velha aristocracia escravocrata está no meio de nós e, às vezes, nem percebemos.

Imagem destacada capturada aqui

Nota oficial do PT afirma apoio a Duarte Junior

O PT de São Luís divulgou uma nota da Executiva Municipal assegurando o apoio da legenda ao candidato Duarte Junior (Republicanos), que vai disputar o segundo turno contra Eduardo Braide (Podemos).

A nota, em tom de repúdio, visa esclarecer a posição unificada do partido e rechaça a atitude isolada de um filiado de fora de São Luís que postou em uma rede social a convocatória de um ato pró-Eduardo Braide.

O texto é assinado pelo presidente municipal do PT e vereador Honorato Fernandes, que foi candidato a vice-prefeito na chapa de Rubens Junior (PCdoB), posicionado em quarto lugar na disputa para a Prefeitura de São Luís.

A Executiva Municipal do PT segue o comando do governador Flávio Dino (PCdoB), que determinou aos aliados o apoio a Duarte Junior.

Veja abaixo.

Diretório Municipal do PT de São Luís

NOTA DE REPÚDIO

Em reunião da Executiva Municipal, realizada na última terça-feira (17), foi definido por 13 votos favoráveis e uma abstenção, o apoio do PT ao candidato Duarte Jr. no 2° turno. A questão foi debatida e a decisão tomada. O PT neste segundo está com Duarte Jr.

Logo, a manifestação individual de um cidadão que nem é filiado ao PT de São Luís não pode ser considerada como desejo da militância do partido, nem representar o PT Municipal.

A direção executiva repudia veementemente a atitude do filiado do Partido em prestar apoio ao candidato Braide usando o nome e símbolos do PT.

O nosso partido tem a tradição de tomar decisões democráticas e cumpri-las, logo, não procede ato da militância petista em apoio ao candidato das bases bolsonarista, Eduardo Braide.

Ressaltamos, essa é uma manifestação individual de um cidadão que nem filiado ao PT de São Luís é. A nossa decisão está tomada e marchamos junto com o governador Flávio Dino em apoio a Duarte Jr. no segundo turno em São Luís.

CEM – Comissão Executiva Municipal do PT de São Luís

Honorato Fernandes

Presidente do PT de São Luís

A necessária REFORMA DA COMUNICAÇÃO

Ed Wilson Araújo *

Os partidos políticos e os movimentos sociais do campo democrático precisam construir uma agenda para além da crítica à mídia hegemônica. É o momento de pautar a Reforma da Comunicação no Congresso Nacional e no conjunto da sociedade.

De tudo que passou no processo do golpe de 2016 até a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a condenação em segunda instância, várias lições podem ser tiradas. Uma delas: o Jornalismo independente ajudou a salvar a democracia no Brasil.

Graças ao trabalho investigativo do The Intercept Brasil a narrativa justiceira da Lava Jato desmoronou e, com ela, caiu a farsa Sergio Moro & Deltan Dallagnoll.

A reboque da Vaza Jato vieram os jornalões tradicionais e a pomposa TV Globo, tentando se refazer do vexame. Uns agiram por oportunismo e outros porque não tinham saída.

É óbvio que The Intercept Brasil não colhe os méritos isoladamente. Havia vários sites, blogs, jornais, meios independentes, alternativos, partidários do campo da esquerda e o conjunto dos movimentos sociais, ativistas digitais, coletivos de jornalistas e tantas iniciativas que convergiram para desmascarar o golpe.

A guerrilha travada contra a mídia golpista se deu pela combinação das ações de comunicação e da luta real nas ruas, com a memorável demonstração de resistência da vigília Lula Livre, nas barras da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

Dito isso, o que teremos pela frente: Lula Livre!

Mas, e o resto? Como vai ser?

Lula solto vai ganhar o mundo fazendo campanha para a eleição presidencial de 2022. Ótimo. Paralelamente, a batalha da comunicação vai continuar e a ditadura da mídia não tende a mudar. Vejamos o caso da Bolívia, Venezuela e tantas outras ameaças na América Latina.

Estamos em permanente disputa e não podemos perder o foco da organização midiática fundamental nas disputas políticas.

Além de ocupar os espaços na trincheira dos meios de comunicação do campo alternativo, popular, independente e livre, precisamos inserir no debate uma agenda: a REFORMA DA COMUNICAÇÃO.

É necessário tornar público esse debate através do parlamento e fazer isso com insistência. Eis uma bandeira para o campo democrático-popular. É necessário construir uma agenda propositiva por dentro do Congresso Nacional, espraiando-se aos movimentos sociais e ao conjunto da sociedade.

A REFORMA DA COMUNICAÇÃO precisa ter foco na mudança da legislação que criou os oligopólios da mídia de mercado, alterar a regra da distribuição de verbas publicitárias, buscar o equilíbrio entre as empresas privadas, fortalecer os meios públicos e reconhecer a mídia alternativa como um movimento importante no contexto da comunicação.

A REFORMA DA COMUNICAÇÃO é uma plataforma para a construção de um novo ordenamento jurídico amplo no Brasil. Já temos acúmulo teórico e militância. Ao longo de várias décadas os movimentos sociais que atuam na área de comunicação produziram documentos, livros, manifestos, teses e propostas concretas para regulamentar o setor.

O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) chegou a formular um projeto de lei de iniciativa popular e deflagrou a campanha “Para expressar a liberdade”, sistematizando as diretrizes fundamentais de mudança no modelo atual da concentração empresarial.

Portanto, é o momento de retomar a campanha com uma agenda pública pela REFORMA DA COMUNICAÇÃO. Temos de certa forma perdido tempo nos consumindo com as mentiras de Jair Bolsonaro e seus filhos nas redes sociais. É necessário combatê-los em todas as instâncias, mas não podemos perder de vista a estratégia, que passa por dupla tarefa: 1) a batalha jurídica e parlamentar por um novo marco regulatório na comunicação e, paralelamente, 2) fortalecer as milhares de iniciativas da mídia popular, alternativa, independente e livre.

Do lado de lá tem um projeto e uma agenda bem claras: as reformas ultraliberais propagandeadas todos os dias nos oligopólios, a hiperconcentração de capital, a destruição do Estado e dos direitos trabalhistas.

Citemos apenas um exemplo.

Disfarçada de cobertura jornalística, a ostensiva campanha publicitária da TV Globo sobre a Reforma da Previdência é mais um episódio abusivo de censura e sonegação de informações à audiência, ferindo de morte o interesse público.

O telespectador é proibido de conhecer a totalidade do tema Seguridade Social. Dele recortaram apenas uma parte, a Previdência, transformando o ministro Paulo Guedes em garoto propaganda do capital rentista, com um estrepitoso bordão de que precisa “economizar” R$ 1 trilhão.

Todo o trabalho da CPI da Previdência liderado pelo senador Paulo Paim (PT) e o desmonte da farsa sobre o déficit foi censurado nos grandes meios de comunicação.

Essa mesma ditadura da mídia censurou um dos fatos jornalísticos mais importantes da atualidade – a primeira entrevista de Lula na prisão, concedida os jornais El País e Folha de São Paulo, antes censurada pelo SFT (Supremo Tribunal Federal).

Lula era um preso político proibido de falar com jornalistas, até que os homens de toga decidiram liberá-lo para dar entrevistas.

Lembremos também que até o jornal Folha de São Paulo, um dos peticionários e autor da entrevista, não publicou o momento inicial do pronunciamento de Lula – o texto lido pelo petista antes do diálogo com os jornalistas.

Por fim, a Rede TV, que entrou com uma reclamação junto ao mesmo STF para garantir o direito de entrevistar o ex-presidente, decidiu não exibir a entrevista, gravada dia 3 de maio de 2019.

Os diversos níveis de censura à entrevista remetem ao livro de Perseu Abramo, “Padrões de manipulação na grande imprensa”, onde ele revela as engrenagens internas da produção jornalística nem sempre percebidas pela maioria da audiência.

Segundo Abramo, a mídia opera para revelar uns fatos e esconder outros, dependendo dos interesses subterrâneos e da superfície que movem a gestão do interesse público e dos agentes privados no jogo do poder.

Foi assim que a entrevista de Lula passou ao largo da pauta das Organizações Globo.

Se alguém tinha dúvidas sobre os abalos no Estado Democrático de Direito no Brasil, basta refletir sobre esta situação típica de ditaduras. Um ex-presidente, preso há um ano, estava proibido de conceder entrevista por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).

Quando finalmente ele foi autorizado a falar, a maior empresa de comunicação do país ocultou o fato (a entrevista) duplamente jornalístico.

A população brasileira foi proibida de tomar conhecimento (pela Rede Globo) de uma entrevista da maior liderança popular do país. Esse é o ponto de partida para recortar, no contexto da comunicação, algo fundamental para a atualidade – o golpe segue exaltando uns e censurando outros.

Vista pela antítese da censura, a entrevista tem muitos laureus. Um deles é a autocrítica do maior de todos os petistas.

Lula tocou nesse assunto delicado sem meias palavras. Questionado sobre erros do PT, ele foi direto ao ponto. Reconheceu que o partido, no governo, cometeu um erro grave ao não regulamentar os meios de comunicação.

Lula, na entrevista, revelou que tinha um projeto pronto para apresentar ao Congresso Nacional visando regulamentar os meios de comunicação, mas deixou a tarefa para sua sucessora Dilma Roussef (PT). E complementou dizendo que não sabe explicar porque a companheira não levou adiante.

Na verdade todos os petistas de proa tinham amplo conhecimento dos textos e projetos organizados pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) para regulamentar a mídia. Está tudo registrado no Projeto de Iniciativa Popular em prol da Lei da Mídia Democrática, instituída no bojo da campanha Para Expressar a Liberdade.

Mas, em meio às complexidades de um governo heterogêneo, formado por uma coalizão de forças políticas, a comunicação foi ficando em segundo plano.

Lula preferiu o caminho mais cômodo – a parceria com a burguesia radiodifusora no contexto de uma ampla aliança da governabilidade.

Somente em 2009 o governo federal convocou a 1ª Conferência Nacional de Comunicação (CONFECOM), reunindo os setores privado, estatal e os movimentos sociais para debater o tema “Comunicação: meios para a construção de direitos e de cidadania na era digital”.

Ao final de quatro dias de plenárias e grupos de trabalhos, mais de 600 proposições foram aprovadas no relatório final e quase nada foi encaminhado. Mais uma vez a comunicação foi colocada em segundo plano, apesar de todos os precedentes.

René Dreifuss explica detalhadamente a atuação do complexo formado pelo Ipes/Ibad na campanha organizada e sistemática para consumar o Golpe de 1964 por dentro dos meios de comunicação.

Outros avisos foram dados. Na eleição de 1989, a edição do debate entre Lula e Collor foi decisiva para impedir a vitória do petista.

É a velha e atual luta de classes. Em 2016 o impeachment de Dilma Roussef e os seus desdobramentos chegaram ao ápice. O Brasil retrocedeu da manipulação exagerada para a mentira descarada.

Apesar de todos os avisos, o PT e o conjunto dos partidos do chamado campo democrático descuidaram da comunicação.

Se havia dúvidas sobre uma política de conciliação com a burguesia, basta ver a violência do golpe de 2016.

O diagnóstico está feito. Falta agora o remédio.

A esquerda precisa de uma agenda para chamar de sua. Não podemos desperdiçar 100% da energia em torno dos fragmentos disparados pela família Bolsonaro e seus asseclas nas redes sociais. Essa batalha tática é necessária, indispensável e deve ser travada a cada minuto.

Do ponto de vista estratégico, é hora de levantar a bandeira da REFORMA DA COMUNICAÇÃO.

Lula Livre não basta. A luta de classes está posta e precisamos travar uma batalha permanente em defesa da democracia. Isso passa necessariamente pela comunicação.

Ed Wilson Araújo é jornalista, professor da Universidade Federal do Maranhão, presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão e integrante da Agência Tambor

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Calar Jamais! 4º ENDC em São Luís teve contraditório e uma incógnita

Estava tudo caminhando para o consenso absoluto em que todos nós, pesquisadores e militantes da democratização da comunicação, nos regozijamos na crítica à mídia de mercado controlada pelo capital financeiro.

A tese central de que as Organizações Globo e os seus tentáculos consorciaram-se à Lava Jato para consumar um golpe está consolidada e fartamente comprovada pelas revelações do The Intercept Brasil.

Esse foi o tom dos debates ao longo do 4º Encontro Nacional pelo Direito à Comunicação (ENDC), realizado na sequência da 22ª Plenária do FNDC (Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação), em São Luís, de 18 a 20 de outubro/2019.

O consenso foi quebrado quando o jornalista e professor universitário Franklin Douglas se pronunciou no ato público realizado sexta-feira (18) à noite, no Convento das Mercês, como parte da programação do 4º ENDC.

Ele fez um apanhado sobre os obstáculos para uma efetiva democratização da comunicação no Brasil, inclusive registrando as dificuldades dos dois mandatos de Lula para implementar as políticas públicas formuladas ao longo de décadas pelo FNDC para termos menos concentração empresarial, mais pluralidade, apoio à comunicação comunitária, popular e independente, critérios  justos para a distribuição de verbas publicitárias e regionalização da produção.

Os fatos são amplamente conhecidos. A cúpula do PT e do governo Lula tinham o diagnóstico e o remédio, mas seguiram o caminho da conciliação, até que veio o golpe.

No cenário local, o professor mencionou a Timbira AM, rádio estatal sob administração do Governo do Maranhão, sucateada no governo Roseana Sarney (MDB) e revitalizada na gestão Flávio Dino (PCdoB). Douglas registrou que a rádio só não foi privatizada nos anos 1990 devido ao bom combate da militância inspirada no FNDC e reconheceu o empenho do atual governo para recuperar a emissora.

Mas, criticou em parte a linha editorial. O jornalista pontuou que, apesar de fortalecida, a Timbira não ouve os quilombolas e aqueles que são contra a cessão da Base de Alcântara para os Estados Unidos e nem as vozes que combatem a entrega da comunidade Cajueiro para a construção de um porto privado com capital internacional.

“Calar Jamais!” é o mote da campanha em defesa da liberdade de expressão, organizada pelo FNDC, campo de militância, pesquisa e formulação de políticas públicas que ocupa um papel importante no debate sobre o tema da comunicação, fundamental para a democracia.

Os jornalistas e a Lava Jato

Outro assunto abordado no 4º ENDC foi o posicionamento de assessores de comunicação e jornalistas em setores estratégicos no processo de construção do golpe, quando a fronteira entre repórter e lobista fica tênue. Na conferência sobre “A naturalização e institucionalização da censura no Brasil”, o editor deste blog questionou os limites morais e éticos dos jornalistas com base nos seguintes fatos:

Miriam Leitão e Sergio Moro prestigiando o livro de Vladimir Netto. Foto: reprodução

1 – Miriam Leitão é uma intelectual orgânica da elite conservadora neoliberal;

2 – O filho de Miriam Leitão, Vladimir Netto, repórter destacado da TV Globo, lançou um livro enaltecendo os méritos e os feitos heroicos do juiz Sergio Moro na condução da Lava Jato;

3 – O livro de Vladimir Netto, intitulado “Lava Jato – O juiz Sergio Moro e os bastidores da operação que abalou o Brasil”, inspirou o filme “O mecanismo”, dirigido pelo cineasta José Padilha;

4 – O livro e o filme despejaram gasolina intensamente na fogueira do golpe;

5 – A esposa de Vladimir Netto e nora de Miriam Leitão, Giselly Siqueira, ocupou vários cargos no Sistema de Justiça e chegou ao topo da carreira quando foi nomeada Assessora de Comunicação do Ministério da Justiça e Segurança Pública, posto de alta confiança na pasta de Sergio Moro.

Moro, a personagem ovacionada no livro de Vladimir. Foto: reprodução

Antes de comandar a área de Comunicação no ministério do herói da Lava Jato, Giselly Siqueira obteve cargos destacados em órgãos de operação da Justiça e na Procuradoria Geral da República: assessora-chefe de Comunicação Social no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na gestão de Gilmar Mendes, secretária de Comunicação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e secretária de Comunicação Social no Ministério Público Federal, esta última durante o rumoroso caso do “Mensalão”.

Esses são os fatos e a minha pergunta foi sobre os limites morais e éticos de jornalistas em postos estratégicos no curso da operação que destruiu a democracia no Brasil, considerando ainda outro detalhe: depois de tudo, eis que Vladimir Netto está cotado para a vice-presidência na chapa única que concorre à direção de uma instituição corporativa influente na agenda pública: a Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo).

Livro de Vladimir Netto ajudou a turbinar o lavajatismo liderado por Moro

Apenas para reiterar: a minha pergunta foi sobre os limites morais e éticos de jornalistas em postos estratégicos no exercício profissional, relacionados principalmente às posições ocupadas pelo repórter Vladimir Netto, autor do livro enaltecendo a meritocracia de Sergio Moro; e da sua esposa Giselly Siqueira, que passou a exercer um cargo estratégico a convite do mesmo Sergio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Não houve na minha pergunta qualquer intenção de atirar pedras ou condenar a jornalista Miriam Leitão pela sua maternidade e as escolhas do filho Vladimir Neto.

A própria Miriam Leitão, intelectual orgânica da elite conservadora, já sofreu hostilidade da extrema direita nas redes sociais, a ponto de cancelar até a presença dela na Feira do Livro de Jaraguá do Sul, em Santa Catarina, diante dos ataques disparados na internet por fanáticos bolsonaristas.

Nenhum jornalista com o mínimo de sanidade e bom senso aplaude esse tipo de atitude. Se ontem agrediram Miriam Leitão, amanhã pode ser qualquer um. Esse é o ponto.

Por fim, após exaustivos debates, a 22ª Plenária do FNDC e o 4º ENDC encerraram com uma incógnita: se o campo democrático voltar ao poder, para onde será guiada a política de comunicações? Voltará a fazer um acordo com a mídia conservadora golpista ou vai adotar o programa pela democratização já de amplo conhecimento das esquerdas em geral?

Os critérios de distribuição das verbas publicitárias vão priorizar os barões da mídia ou serão revisados para democratizar o acesso ao recurso público pela comunicação popular, comunitária, independente e alternativa?

Haverá, afinal, um pensamento estratégico sobre comunicações ou apenas um refazer da visão instrumental? São várias perguntas para uma incógnita: de qual lado estarão as esquerdas (na comunicação) em uma eventual retomada do poder?

Nota: Esse texto expressa a avaliação individual do editor deste blog: Ed Wilson Araújo

Sites do PT e PCdoB provam que o nome do ex-reitor da UFMA não consta no manifesto pró-Haddad

A Revista Fórum e os sites do PT e PCdoB publicaram matérias repercutindo um manifesto de apoio ao presidenciável petista, Fernando Haddad, assinado por reitores e ex-reitores de universidades.

Em nenhum dos sites que reproduziram o manifesto consta entre os apoiadores do petista o nome do ex-reitor da UFMA, Natalino Salgado, embora ele se declare amigo de Haddad.

Os sites com as matérias sobre o manifesto e as assinaturas estão listados abaixo, assim como os prints das imagens. Clique e veja que em nenhum deles Salgado aparece como signatário do manifesto:

Site oficial do PT, publicada em 04 de outubro de 2018, às 11h57min

Site da Revista Fórum, publicada em 03 de outubro de 2018, às 18h48min

Site Vermelho, do PCdoB, publicada em 04 de outubro de 2018, às 9h32min

Manchete do site oficial do PT

Na matéria do site do PT, nome de Natalino não está na lista

Revista Fórum deu manchete desde 3 de outubro

Manchete da Revista Fórum

Nome do ex-reitor também não está na matéria da Revista Fórum

Manchete no portal do PCdoB

Na matéria do portal Vermelho, do PCdoB, o nome de Natalino Salgado não aparece

Ex-reitor da UFMA, suposto amigo de Haddad, não assina manifesto de solidariedade ao petista

Causou estranheza a ausência do nome do ex-reitor da Ufma, Natalino Salgado, na lista de apoiadores dos dirigentes e ex-dirigentes de Ifes (Instituições Federais de Ensino Superior) ao presidenciável Fernando Haddad, do PT.

O manifesto dos ex-reitores foi divulgado no site oficial do PT, na revista Forum e no site Vermelho, renomadas publicações, mas o nome do ex-gestor da Ufma não consta entre os apoiadores do petista.

Veja aqui  aqui  e aqui os textos e assinaturas, onde o nome do ex-gestor da Ufma não aparece.

Salgado e Haddad na campanha presidencial do 1º turno em São Luís. Amigos, mas sem assinatura de apoio

Nos bons tempos do governo Lula, quando o então presidente gozava de alta popularidade, o reitor da Ufma demonstrava efusivo apoio ao presidente e especialmente ao ministro da Educação, Fernando Haddad, um dos administradores estratégicos de Lula.

O ex-reitor se orgulha muito dos momentos gloriosos da “pujança” que deixou a Ufma cheia de “elefantes brancos” e com menos de 50% dos alunos completando seus cursos em tempo hábil, além de não orientar devidamente os funcionários na fiscalização de algumas obras, como o Centro de Convenções da Ufma.

Recentemente, durante a visita do presidenciável Haddad em São Luís, no primeiro turno da eleição presidencial, o ex-reitor chegou a tirar fotos com o suposto amigo petista, mas não assinou o manifesto de apoio ao candidato de Lula. Por quê será?

Trata-se de uma estranha ausência na lista de assinaturas, considerando que o ex-reitor tenta voltar ao comando da Ufma.

Movimentos internos na base de Haddad articulam uma segunda leva de assinaturas, com a provável inclusão do ex-reitor da Ufma.

Imagem do topo copiada deste site ministro Fernando Haddad e reitor Natalino Salgado

Lula abandona Sarney no Maranhão

A passagem de Fernando Hadad (PT) em São Luís sepultou qualquer indício de que Lula possa declarar apoio a Roseana Sarney (PMDB) na eleição para o governo.

Lula é o maior cabo eleitoral do Maranhão, onde sempre obteve votações acima da média nacional. O apoio dele a Roseana Sarney em 2006 e 2010 foi decisivo para o prolongamento da oligarquia.

Mas, em 2018 será diferente. Preso e liderando as pesquisas, Lula acertou com a direção nacional do PT o apoio a Flávio Dino (PCdoB), atual governador e candidato à releição.

Dino já vinha costurando a aliança com o PT desde o impeachment da presidente Dilma Roussef, quando se posicionou com ênfase em defesa do mandato da petista.

A caravana de Lula pelo Nordeste, encerrada em São Luís, foi uma etapa importante da costura política feita por Flávio Dino para “amarrar” o apoio de Lula.

Além disso, caso o pedido de registro da candidatura de Lula seja derrotado em todas as instâncias, a chapa será formada por Fernando Hadad e a vice será Manuela Dávila (PCdoB).

Ambos estiveram em São Luís nesta sexta-feira (24) e selaram definitivamente o apoio à reeleição do governador comunista.

E não teriam feito esse gesto sem a ordem de Lula.

Nesse cenário, a candidatura de Roseana Sarney, que tinha esperança de uma guinada de Lula em direção ao PMDB, está cada dia mais fragilizada.

Tudo indica uma vitória de Flávio Dino no primeiro turno.

Imagem capturada neste site

A força da candidatura do PTista Luiz HENRIQUE Lula da Silva a deputado estadual

O PT do Maranhão está com boas chances de eleger dois deputados estaduais, ou até três. Entre os principais candidatos está o jornalista e secretário de Formação do PT Luiz Henrique Lula da Silva.

Com longa militância dentro e fora do PT, Luiz Henrique fez um amplo trabalho de mobilização ao longo de toda a pré-campanha, reunindo apoiadores nas áreas urbanas e rurais em todo o Maranhão.

“São muitas reuniões, plenárias, encontros, debates e dedos de prosa para construir uma candidatura coletiva, solidária, formada a partir da base, com a militância na veia. Nossa candidatura é um projeto coletivo, fruto da nossa militância que iniciou ainda na juventude, na rua Basson, no bairro Apeadouro, em São Luís”, detalhou Silva.

Luiz Henrique: compromisso e confiança

Nos eventos já realizados, colhendo sugestões dos apoiadores, o candidato montou os eixos da campanha que vão direcionar a atuação parlamentar, com foco em direitos humanos e democracia, juventudes, reforma agrária e defesa das comunidades tradicionais (quilombolas, indígenas e quebradeiras de coco) e desenvolvimento sustentável.

A plataforma do candidato tem especial atenção à defesa dos direitos e segurança das mulheres. “Diante do alto índice de violência e feminicídio, nosso mandato terá como uma das principais atuações a participação das mulheres nos debates e decisões fundamentais sobre políticas públicas de inclusão e proteção”, acentuou Luiz Henrique.

O núcleo de apoio no setor juventudes teve um evento próprio, denominado “Dizaê”, que reuniu dezenas de lideranças estudantis, quilombolas, assentados e militantes jovens de coletivos urbanos. O “Dizaê” apresentou uma carta-programa ao candidato, contendo as principais reivindicações das juventudes para compor os eixos da campanha.

Dizaê: juventude na vibe 13013

A democratização da comunicação é outro eixo presente não só na campanha, mas ao longo da militância de Luiz Henrique como um dos fundadores e presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão. “Nosso mandato será um esteio para o movimento de rádios comunitárias e estaremos na Assembleia Legislativa de portas abertas para defender as emissoras e o direito à comunicação livre, democrática e popular”, destacou.

Lula e Flávio Dino

Históricos: Luiz Henrique e João da Eletrônica

Luiz Henrique: PT pra toda a vida

Luiz Henrique adotou o sobrenome “Lula da Silva” pela identidade e defesa do legado dos dois governos do PT na Presidência da República e sobretudo pelo direito de Lula ser candidato, tese defendida pelo candidato em todas as suas agendas de campanha, dentro e fora do PT. “Nas minhas viagens pelo Maranhão é muito visível o desejo da população de votar em Lula e renovar o mandato do governador Flavio Dino. Esses dois projetos somam na nossa campanha e vamos vencer”, reforçou o candidato.

Para Luiz Henrique, é necessário alinhar as candidaturas no plano nacional e estadual, com o objetivo de fortalecer a aliança do campo democrático-popular. Caso Lula seja vetado, a chapa à Presidência da República será formada pelo PT e PCdoB, Fernando Hadad e Manuela Dávila.

Luiz Henrique na posse do governador Flávio Dino e em defesa da reeleição em 2018

“Vejo na reeleição de Flávio Dino a oportunidade para ampliar as mudanças que já estão sendo realizadas no Maranhão. Daí a importância de eleger deputados que possam atuar de forma propositiva junto ao governador. Eu me coloco nessa perspectiva de ser um representante dos movimentos sociais na Assembleia Legislativa”, sustentou Luiz Henrique, que foi um dos coordenadores da campanha de Flávio Dino, ainda na disputa eleitoral pela Prefeitura de São Luís, em 2008.

Com o bordão “compromisso e confiança”, Luiz Henrique se apresenta oficialmente candidato com o número 13013. Veja abaixo a biografia e o manifesto do candidato.

Biografia

Luiz HENRIQUE Lula da Silva é maranhense de São Luís. Suas raízes estão na rua Basson, no bairro Apeadouro. Lá ele cresceu, estudou e fez amigos. Seu primeiro emprego foi como office boy na Phocus Publicidade.

Iniciou sua militância na igreja, em grupos de jovens e no teatro. Participou do movimento estudantil e esteve presente na Greve de 1979, que conquistou o direito à meia passagem para os estudantes de São Luís.

Bons princípios semeados na união da família

Da Basson, ganhou o mundo. Ainda jovem partiu para Pedreiras, onde trabalhou como gerente comercial e posteriormente se constituiu médio empresário. Viveu 18 anos em Pedreiras e foi candidato a prefeito pelo PT, em 1996, ajudando a eleger o primeiro vereador petista naquela cidade.

Luiz Henrique no rio Mearim, em Pedreiras, cidade onde viveu 18 anos

A militância dentro e fora do PT é uma constante na vida de Luiz HENRIQUE Lula da Silva. Ele foi presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão, entidade que ajudou a criar, em 1998, juntamente com a rádio comunitária Carcará FM, de Pedreiras. Luiz HENRIQUE Lula da Silva também é um dos criadores da Apoesp (Associação de Poetas e Escritores de Pedreiras), entidade que reuniu artistas e boêmios na terra de João do Vale.

Na área profissional, Luiz HENRIQUE Lula da Silva trabalhou em duas agências de publicidade e formou-se em Jornalismo. Durante o segundo governo Lula, foi gestor substituto da Delegacia de Desenvolvimento Agrário do Maranhão. No governo Jackson Lago, foi Secretário de Estado Adjunto de Cidades. É também fundador do Instituto Foco Cidadania, com atuação na habitação popular.

Luiz Henrique com a presidenta Dilma Roussef

Em 2008, coordenou a campanha de Flávio Dino para prefeito de São Luís e chefiou os gabinetes dos deputados federais Washington Luiz e Zé Carlos, ambos do PT. Atualmente, Luiz HENRIQUE Lula da Silva é Secretário de Formação do PT-MA.

A maior parte da sua vida é dedicada à organização do povo, à construção do PT e aos ideais que levaram LULA a mudar o Brasil.

Luiz Henrique com o saudoso governador Jackson Lago, tomando posse na Secretaria de Cidades

Movido por ideais, companheiro de tantas lutas, solidário, dedicado às causas populares, Luiz HENRIQUE Lula da Silva é homem de COMPROMISSO e CONFIANÇA e levará para a Assembleia Legislativa um projeto coletivo de parlamento.

Como tantos outros brasileiros que lutaram arduamente e conquistaram vitórias, Luiz HENRIQUE é um SILVA.

Luiz HENRIQUE Lula da Silva é um dos principais incentivadores da criação dos comitês populares LULA LIVRE e convida você a somar forças em 2018 para conquistar um mandato na Assembleia Legislativa, fazer juntos a vitória de Lula/Hadad e reeleger Flávio Dino 65 governador do Maranhão.

Manifesto 13013

Luiz Henrique Lula da Silva deputado estadual: uma candidatura raiz, partidária e coletiva

“Fé na vida, fé no homem, fé no que virá” (Gonzaguinha)

Esse manifesto é uma convocação da nossa militância para os grandes desafios de 2018: eleger Lula/Hadad presidente, renovar o mandato do governador Flávio Dino (PCdoB) e garantir uma expressiva e qualificada bancada de deputados federais e estaduais.

E a nossa tarefa eleitoral passa necessariamente pela eleição de LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA DEPUTADO ESTADUAL.

Time da coordenação 13013: compromisso e confiança

A conquista deste mandato é o desejo coletivo de milhares de pessoas, de todas as cores e gerações, reunindo mulheres, homens e juventude em torno de ideias, projetos e sonhos.

Para chegar até aqui fizemos uma longa caminhada. Percorremos mais de 100 municípios, reunindo assentamentos, sindicatos, diretórios do PT, associações, bairros, vilas, ruas e nas casas das pessoas. Por todos esses lugares semeamos esperança,  colhemos sugestões e dialogamos sobre ações reais para seguir mudando o Maranhão, desta vez na Assembleia Legislativa.

Apoiadores de Luiz Henrique no Encontro do PT

Somos muitos e estamos determinados a construir um mandato com a cara do PT, enraizado na nossa militância, nos movimentos sociais, na força que vem da juventude e do povo organizado, das mulheres e homens trabalhadores urbanos e rurais, indígenas, quilombolas e quebradeiras de coco.

Fruto de um grande movimento coletivo que a cada dia ganha mais força no Maranhão, apresentamos aqui as nossas motivações e bandeiras de luta, as razões de um mandato partidário, coletivo e popular.

Apoio dos movimentos sociais é forte na campanha

LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA é candidato a Deputado Estadual para denunciar o governo ilegítimo de Michel Temer, bem como a tentativa de eleger seus sucessores (PSDB, MDB e aliados) e as medidas golpistas contra o povo brasileiro. Esta candidatura visa combater a farsa jurídica da prisão de LULA sem prova; a escalada de violência e criminalização dos movimentos sociais; os assassinatos de lideranças políticas no campo e na cidade; e o extermínio da juventude negra e pobre na periferia, onde a vereadora Marielle Franco é apenas o caso mais visível.

LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA é candidato para defender a Petrobras como empresa estratégica do Brasil e preço justo para o gás de cozinha, a gasolina, o álcool e o diesel, atendendo as necessidades da maioria da população.

LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA é candidato para defender mais investimento do dinheiro público nos programas sociais, nas obras de infraestrutura e na indústria, para retomar a geração de emprego e renda.  

Luiz Henrique com trabalhadores rurais

LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA é candidato para defender a DEMOCRACIA, a volta de LULA a Presidência da República, o legado e a retomada dos programas Luz para Todos, Minha Casa Minha Vida, Bolsa Família, PROUNI, aumento do crédito para agricultura familiar, aumento real do salário mínimo, dentre outros. Portanto, é candidato para, junto com Lula, construir o Brasil feliz de novo.

LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA é candidato para participar das mudanças implementadas pelo governo FLAVIO DINO, atuando na Assembleia Legislativa de forma propositiva para o Maranhão seguir mudando como estado sem dono, democrático, ampliando os programas Escola Digna, Sim, eu Posso!, Mais Asfalto, Mais IDH, IEMA e outas ações transformadoras.

Luiz Henrique e Lula: uma só voz

LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA é candidato para fortalecer o PT, ampliando sua inserção nos movimentos sociais e municípios, valorizando as lideranças locais, vereadores e a militância do partido.

LUIZ HENRIQUE é candidato para defender a democratização da comunicação, a agricultura familiar, as mulheres, os negros, quilombolas, os indígenas, a diversidade sexual e religiosa, as pessoas com deficiência e o desenvolvimento com respeito ao meio ambiente.

Agora é o momento de avançar e consolidar cada voto, apoio e parceria. Estamos juntos, irmanados em duas palavras que traduzem o sentimento construído ao longo de toda a sua militância e reafirmadas na pré-campanha: LUIZ HENRIQUE LULA DA SILVA É COMPROMISSO E CONFIANÇA.

PT sacramenta apoio a Flavio Dino, mas rejeita Eliziane Gama para o Senado

O Encontro de Tática Eleitoral do PT do Maranhão, realizado nesta sexta-feira, na Assembleia Legislativa, definiu a aliança com o PCdoB do governador Flávio Dino.

A decisão local sacramentou o acordo nacional entre as cúpulas do PT e do PCdoB, considerando a aproximação das duas legendas no cenário nacional e a costura de uma candidatura presidencial no campo da esquerda.

Antes do encontro, o ensaio de candidatura própria do PT já havia sido retirado da pauta, bem como a postulação de Marcio Jardim para o Senado.

Apenas a sindicalista presidente da CUT, Adriana Oliveira, manteve a pré-candidatura ao Senado, apoiada por uma ala da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB) e movimento de mulheres.

A mesa encaminhou duas propostas para a votação: aliança com o PCdoB e candidatura o Senado. A primeira obteve 149 votos e a segunda, 31. Houve 7 abstenções.

Fora Eliziane

Embora tenha definido a aliança com o PCdoB, o encontro petista apresentou veto ao nome da deputada federal Eliziane Gama (PPS) na chapa majoritária do Senado.

Ao longo dos debates, várias palavras de ordem denunciaram o posicionamento da parlamentar na CPI da Petrobras e na votação do impeachment, dois momentos críticos em que Gama encurralou os petistas Lula e Dilma Roussef, fazendo coro com os golpistas.

O repúdio a Eliziane Gama chegava a unir, no calor dos debates, tendências opostas na disputa interna do PT.