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Fato nacional: filiação de Eliziane Gama ao PT mexe no tabuleiro eleitoral do Maranhão

O palanque de Lula no Maranhão para 2026 já tem seu primeiro nome sinalizado entre as candidaturas majoritárias: trata-se da senadora Eliziane Gama, candidata à reeleição.

Ela se filiou hoje (02/04) ao Partido dos Trabalhadores (PT), na cidade de Salvador, tendo sua ficha abonada pelo próprio Luiz Inácio Lula da Silva. O assunto foi notícia nacional, movimentando o tabuleiro maranhense.

No momento da filiação, Lula gravou um vídeo em que afirmou ser “muito grato ao trabalho de Eliziane” e disse estar “muito agradecido pelo fato de ela ter se filiado ao PT”. (veja o vídeo abaixo.)

Em entrevista a este blog, a senadora Eliziane Gama afirmou que “está atendendo a um convite do presidente Lula. Não tinha como recusar. Estou honrada de estar com ele no mesmo partido”.

Eliziane era filiada ao PSD, partido do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide. Diante da mudança, a nova filiada do PT explicou que a decisão “atende a um projeto nacional”.

Palanque no Maranhão

Em nota pública, a senadora explicou que “o PSD decidiu seguir um novo trilho político no país. Eu respeito, mas tenho um pensamento diferente, que é público no Brasil”.

A união entre Lula e Eliziane Gama tem caráter estratégico

A questão passa pela candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência pelo PSD, figura ultra-reacionária, que representa hoje uma linha auxiliar do bolsonarismo de extrema direita.

Sobre seu futuro palanque no Maranhão, Eliziane afirmou que “é óbvio que vou seguir, sem problema, a orientação do PT, que tem a reeleição de Lula como prioridade absoluta”.

Em relação ao PT no Maranhão, o ambiente é de tranquilidade e alegria, com entendimento sobre a importância da chegada da senadora, que certamente será um fator relevante para a necessária mobilização da campanha lulista.

Caminho natural

A senadora maranhense chega ao PT após ser reconhecida como a melhor parlamentar do Senado Federal em 2020, 2023 e 2024, conquistando, por três vezes, o Prêmio Congresso em Foco em apenas sete anos de mandato.

Com um trabalho voltado à defesa da democracia, justiça social e ao enfrentamento da extrema direita, Eliziane foi alvo, nos últimos anos, de uma violenta campanha de ódio, misoginia e fake news, incluindo calúnias, injúrias e difamações.

A filiação da senadora ao PT é um fato nacional que movimenta o tabuleiro maranhense

Mesmo assim, a senadora aparece bem em pesquisas internas. Sobre o tema, ela afirmou: “Os números das pesquisas mostram que minha candidatura à reeleição é muito competitiva. Vamos vencer.”

Com a filiação ao PT e a aliança com Lula sacramentadas, a reeleição da senadora também ganha uma força adicional.

O blog ainda apurou que, antes de definir sua ida para o PT, Eliziane Gama conversou com pastores e lideranças evangélicas, que já a apoiavam e não colocaram nenhum tipo de obstáculo à sua nova filiação, encarando o fato “como um caminho natural”.

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Militância evangélica analógica não abandona o velho panfleto

Um homem entrou no coletivo silenciosamente e começou a distribuir o folheto da imagem acima. Discreto, com uma disciplina “militar”, ele entregou o papel a cada um dos passageiros e esperou pacientemente a reação.

Quando passou por mim, perguntei para qual igreja ele trabalhava.

– Universal!

O panfleto contém um espaço em branco onde as pessoas fazem pedidos para serem colocados nas orações.

Um casal sentado no banco à minha frente pediu uma caneta emprestada para preencher o panfleto.

Quando eu desci do ônibus no Centro de São Luís e caminhava pela rua do Sol, fui abordado mais duas vezes, em diferentes lugares da via, por senhoras evangélicas da Assembleia de Deus distribuindo folhetos, uma delas idosa.

Enquanto a maioria das organizações do campo democrático-popular abandona os meios de comunicação analógicos, considerando-os ultrapassados, as igrejas evangélicas seguem firme no trabalho de corpo a corpo utilizando os velhos folhetos e panfletos.

A nossa apologia ao digital parece desconhecer que uma estratégia de comunicação passa necessariamente pela combinação de meios analógicos, trabalho disciplinado de campo (corpo a corpo) e uso das ferramentas tecnológicas sofisticadas.

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Qual a(o) vice ideal na chapa de Lula em 2022?

Depois da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, anulando todos os processos da Lava Jato que condenaram o ex-presidente Lula (PT), um novo cenário eleitoral está posto para 2020.

Elegível, Lula pode ser candidato a presidente ou cabo eleitoral de luxo de algum petista, como Fernando Haddad, além de outro nome a definir pelo partido.

Concretamente, o PT terá candidatura própria e resta saber qual será a(o) candidata(o) a vice-presidente. Assim, a palavra final será de Lula, sendo ele candidato ou não.

Diante das lições do passado e da conjuntura atual, alguns critérios para a definição da chapa devem ser colocados na balança:

1 – critério político-partidário: Lula deve buscar um(a) vice fora do campo democrático-popular; ou seja, tende a dialogar com as forças do centro-direita onde precisa ampliar as bases e o eleitorado, visto que já terá a fidelidade do setor progressista no eventual segundo turno polarizado contra a extrema direita;

2 – perfil da candidatura: o PT precisa de um(a) companheiro(a) de chapa da direita liberal para acalmar o mercado, garimpando aliança com um nome do Centrão menos degenerado, algo como uma nova edição de José Alencar;

3 – sinalização para o mercado: os critérios anteriores são imprescindíveis para uma declaração de paz ao mercado, de tal forma que o nome, o partido e o perfil sejam degustados pela elite econômica internacional que controla as instâncias de poder;

4 – aspecto geográfico: o(a) vice precisa ser as regiões Sudeste, Sul ou Centro-Oeste, onde o campo democrático-popular tem mais rejeição, visto que o Nordeste já é um território onde o petismo e o lulismo navegam com certa facilidade;

5 – gênero e religião: Lula sempre foi atento às questões de gênero, tanto que escolheu Dilma Roussef para sucedê-lo, devendo ficar atendo novamente a uma candidatura a vice feminina, no estilo da senadora Katia Abreu, vinculada ao agronegócio na região Centro-Oeste;

6 – religiosidade: a onda conservadora cresceu no eleitorado e tem papel fundamental nas decisões, a tal ponto que um nome originário do segmento evangélico possa ser colocado na balança para compor a chapa em 2022;

7 – densidade eleitoral: embora colocado em último lugar na lista dos critérios, “ter voto” é tudo em uma eleição, sendo um aspecto somatório de todos os anteriores mas sempre transversal na definição do nome, em qualquer cenário;

Os critérios listados são pensados na fotografia do cenário atual, mas podem ser modificados na dinâmica da conjuntura, sempre vulnerável aos fatos novos e aos movimentos internos e externos das forças políticas, econômicas e culturais em trânsito no espaço público.