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PT e Psol dialogam sobre aliança no projeto de Felipe Camarão ao Governo do Maranhão

Representantes das duas legendas fizeram a primeira rodada de conversação visando construir uma frente para disputar a sucessão do governador Flávio Dino (PSB).

“Avaliamos como muito positiva a reunião. Definimos que vamos continuar o diálogo e que a construção da frente democrática e popular aqui no estado é o mais importante que temos em comum”, avaliou o presidente do diretório estadual do Psol, Enilton Rodrigues.

A reunião com a direção estadual do PT e o pré-candidato a governador, Felipe Camarão, contou com a presença de 64% da direção estadual psolista, com a participação de Aline Varão, Valdeny Barros, Nonnato Masson e Ana Paula, além do próprio presidente estadual da legenda.

Pelo PT, participaram os secretários de estado de Cultura, Anderson Lindoso; de Agricultura (Sagrima), Luiz Henrique Lula da Silva; e de Direitos Humanos (Sedihpop), Chico Gonçalves, além do deputado estadual Zé Inácio e do vice-presidente estadual do PT, Francimar Melo.

“Vamos continuar dialogando com esse campo político e até o fim deste ano vamos realizar nossa conferência eleitoral e definir nossa tática, se teremos candidatura própria ou vamos apoiar um nome do campo popular”, finalizou Enilton Rodigues.

A aproximação entre PT e PSOL tem aval dos comandos nacionais dos dois partidos e harmonia com a pré-candidatura de Lula à Presidência da República.

O pré-candidato do PT, Felipe Camarão, é o atual Secretário de Educação do Governo do Maranhão e seria uma carta a ser jogada por Flávio Dino no futuro.

Na atual fotografia da conjuntura, o governador está inclinado a apoiar o seu vice, o tucano Carlos Brandão.

Se vingar, a aliança do PT com o Psol pode ser batizada de “coligação Camarão seco”. Uma delícia para acompanhar juçara com farinha.

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Em prévias, PSOL confirma Guilherme Boulos em São Paulo e Franklin Douglas em São Luís

O PSOL realizou prévias para escolhas de seus candidatos a prefeito nas cidades de São Paulo e São Luís, no último final de semana, 18 e 19 de julho.

Em São Paulo,  com 61% dos votos foi decidida a chapa Guilherme Boulos e Luíza Erundina para concorrer à prefeitura da capital paulista.

Em São Luís, com cerca de 60% dos votos,  prevaleceu a escolha do professor Franklin Douglas e do líder comunitário José Ribamar Arouche como candidatos a prefeito e vice.

Durante as prévias, como forma de garantir o distanciamento social, o partido disponibilizou álcool gel, dividiu a votação em três locais, Cohab, Angelim e Centro, para evitar aglomeração.

Afirmando a sua democracia interna, o partido movimentou sua militância para a melhor escolha ao pleito municipal 2020. O PSOL segue agora para a confirmação de sua chapa de vereadores em São Luís.   

Foto / divulgação: Mesa apuradora das prévias do PSOL em São Luís

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Relação polêmica entre Saulo do PSOL e Natalino Salgado precisa ser explicada

A militância de esquerda está atônita com a divulgação de uma foto na qual aparecem o ex-reitor da UFMA, Natalino Salgado; o candidato a vice-presidente da República pelo PT, Fernando Haddad; e o candidato a senador pelo PSOL Saulo Pinto.

A imagem surpreende porque reúne duas pessoas públicas de posições políticas contrárias: o ex-reitor afinado com a direita autoritária e o militante de esquerda e diretor afastado da Apruma (seção sindical do Andes) durante o período eleitoral.

Detalhe: Saulo do PSOL foi coordenador da campanha do professor Antônio Gonçalves à Reitoria da UFMA contra a atual reitora Nair Portela, então candidata de Natalino Salgado.

Antonio Gonçalves foi presidente da Apruma e recentemente eleito presidente do Andes, além de ser uma referência no PSOL nacional.

Saulo Pinto, militante do movimento sindical docente na UFMA, sabe como foram duras as investidas de Natalino Salgado para desmontar a organização combativa dos professores. O candidato a senador também conhece o perfil conservador da gestão do ex-reitor.

Saulo em assembleia da Apruma: É preciso enfrentar a questão financeira e a malversação do dinheiro público”

Embora seja do PSOL e o seu partido tenha candidato a presidente (Guilherme Boulos), o candidato a senador mantém aproximação com a candidatura de Lula e do PT, sob o argumento de que as esquerdas precisam marchar unidas nas eleições.

Com esta estratégia, Saulo Pinto vem buscando imagens e votos no corpo a corpo junto à militância petista. Uma foto com o candidato de Lula, Fernando Haddad, tem portanto a justificativa de motivação eleitoral.

A ocasião do registro fotográfico foi construída com a mediação de Natalino Salgado, por intermédio de uma professora do Departamento de Odontologia da UFMA, próxima da esposa de Fernando Haddad. O momento da foto não foi um café para muitos e sim um encontro programado entre os dois candidatos com o ex-reitor.

Além da foto, Natalino Salgado aparece como um dos maiores doadores até agora da campanha de Saulo Pinto, conforme registro da Justiça Eleitoral, no valor de R$ 500,00 (quinhentos reais).

Doação de Natalino Salgado foi a maior até o momento

As circunstâncias da foto e o impacto da sua divulgação merecem esclarecimento.

Em nome do interesse público, a direção do PSOL e o próprio Saulo Pinto precisam se manifestar, esclarecer os fatos e revelarem se a imagem contém algum acordo futuro na UFMA.

Os eleitores do Maranhão precisam saber a posição do PSOL sobre essas movimentações do seu candidato a senador, se foram autorizadas pelo partido, se têm aval da direção ou se são apenas atos individuais.

É necessário, portanto, que o partido e o próprio Saulo Pinto se manifestem, publiquem notas de esclarecimento e utilizem as redes sociais para dar transparência a esses movimentos que afetam toda a esquerda.

Neste momento de crise, o esclarecimento é necessário principalmente em função do amplo processo de despolitização do país, quando emerge com mais força o senso comum que coloca nós militantes reféns de um discurso da terra arrasada – aquele que diz: “todos os políticos são iguais”

Imagens: 1) foto do topo / divulgação e 2) assembleia da Apruma neste site

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Surge a “Resistência”: corrente do PSOL reúne dissidentes do PSTU em novo campo da esquerda

Na véspera do Dia do Trabalhador, 30 de abril, a NOS (Nova Organização Socialista) e o #Mais (Movimento por uma Alternativa Independente e Socialista) aprovaram a unificação entre as duas correntes, dando origem à “Resistência”, nova organização da esquerda brasileira, composta por militantes do PSOL de 20 estados e o Distrito Federal.

NOS e #Mais são duas dissidências do PSTU que agora ingressam no PSOL.

“Resistência” prega a unidade da esquerda e afirma que terá atuação nas lutas dos trabalhadores, estudantes, negros, mulheres e LGBTs e no combate à direita de inspiração fascista que cresce no país.

A unidade entre as duas tendências ocorreu após vários debates durante mais de um ano e foi anunciada oficialmente no “Congresso de Fusão”, dias 29 e 30 de abril, em São Paulo. O encontro debateu e votou a Carta de Princípios da nova organização, nome e direção, além de resoluções sobre a situação nacional e diversos temas.

Boulos presidente

No manifesto da fundação, a Resistência assume a pré-candidatura presidencial de Guilherme Boulos. “Construir o PSOL, por reconhecer sua importância, não significa avaliar que ele nos basta. No plano eleitoral, apostaremos na construção de frentes mais amplas de partidos socialistas e movimentos combativos da classe trabalhadora, como a que hoje reúne PSOL, PCB, MTST, APIB e outros movimentos sociais, em torno da candidatura presidencial de Guilherme Boulos e Sônia Guajajara. Uma candidatura que trabalhamos para lançar e pela qual faremos campanha com entusiasmo”, diz um trecho do documento.

Delegações internacionais e da esquerda brasileira acompanharam o evento.

O ato de lançamento da Resistência teve a presença do deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) e Juliano Medeiros, presidente nacional do PSOL, além de movimentos sociais, como o MTST, e organizações políticas e correntes do partido, como a Insurgência.

Com informações do site esquerdaonline

Imagem: esquerdaonline