Emílio Azevedo e Bira do Pindaré dialogam sobre conjuntura e eleições 2020

“A oposição a Bolsonaro e a eleição municipal de São Luís em 2020” é o tema do debate que ocorrerá domingo, dia 23 de agosto, às 11h, com a participação do jornalista Emilio Azevedo (pré-candidato a vereador) e o deputado federal Bira do Pindaré (pré-candidato a prefeito).

O debate será transmitido pelo Facebook Emilio Azevedo (https://www.facebook.com/emilio.azevedo.142) em parceria com o Blog Buliçoso e o Blog do Ed Wilson.

No último dia 17 de agosto, uma carta aberta, com mais de 200 assinaturas, propôs a candidatura de Emilio Azevedo a vereador de São Luís.

O documento foi publicado originalmente segunda-feira (17/08), no site Bandeira de Aço, explicando a indicação e apontando quatro eixos com os principais compromissos e propostas da candidatura. O nome do site é uma homenagem à música de Cesar Teixeira, censurada na década de 1970 pela ditadura militar.

Nas assinaturas de apoio à carta, o primeiro nome é de Irmã Anne, conhecida em São Luís por sua luta em defesa do meio ambiente e das comunidades da periferia. Além dela, também assinaram pessoas de diferentes áreas e gerações, entre lideranças comunitárias, integrantes de movimentos, sindicatos e organizações populares, professoras, professores, profissionais de saúde, artistas, servidores públicos, autônomos, profissionais liberais, jornalistas, pequenos empreendedores, iyalorixá, pastores, estudantes, militantes do PCB e de outros partidos, como o PSB.

Agora o jornalista vai debater publicamente os temas e compromissos da carta.

O deputado federal Bira do Pindaré é pré-candidato a prefeito de São Luís pelo PSB e, em Brasília, tem forte atuação na bancada que faz oposição ao governo Jair Bolsonaro e também com medidas propositivas em defesa dos direitos trabalhistas e previdenciários, do meio ambiente, das comunidades quilombolas, da educação e saúde pública, entre outros temas.

A futura candidatura de Emilio Azevedo a vereador também será pelo PSB, ao lado de Bira.

Emilio Azevedo vem se dedicando há mais de dez anos a organização de coletivos para projetos de comunicação alternativa no Maranhão, começando com o Jornal Vias de Fato. Hoje ele é um dos coordenadores da Agência Tambor. Emilio é autor de três livros: “Havana, dezembro de 1999”, “O caso do Convento das Mercês” e “Uma subversiva no fio da História”.

SERVIÇO

O que: Debate pré-eleitoral

Quando: domingo (23 de agosto)

Horário: 11h

Local: https://www.facebook.com/emilio.azevedo.142

Leia a Carta Aberta no site Bandeira de Aço.

Série de artigos celebra os 40 anos do disco “Lances de Agora”

O poeta e jornalista Celso Borges publicou no site Agenda Maranhão o segundo de uma série de artigos sobre o célebre disco “Lances de Agora”. A sequência de textos aborda um capítulo fundamental da música produzida por artistas do Maranhão.

E começa assim:

“Há 40 anos, no mês de junho de 1978, um grupo de músicos maranhenses entrava na Igreja do Desterro para gravar uma das obras mais importantes da discografia produzida por um artista local: Lances de Agora, de Chico Maranhão. Nascido do ventre da professora e pianista Camélia Viveiros, em 1942, no centro da cidade, e batizado com o nome de Francisco Fuzetti Viveiros Filho, Chico Maranhão foi com pouco mais de 20 anos pra São Paulo. Na Pauliceia passou boa parte da década de 1960, dividindo seu tempo entre a faculdade de arquitetura e a música. Formou-se na turma que Chico Buarque abandonou e tornou-se conhecido com o frevo Gabriela, quinto lugar do 3º Festival da TV Record, em 1967, o mesmo que consagrou Ponteio (Edu Lobo), Domingo no Parque (Gilberto Gil), Alegria, Alegria (Caetano Veloso) e Roda Viva (Chico Buarque). No início da década seguinte voltou pra São Luís em busca de suas raízes musicais, principalmente àquelas ligadas à cultura popular.”

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Na segunda publicação, Celso Borges discorre sobre os diferentes caminhos tomados pelos discos “Lances de Agora” e “Bandeira de Aço”. Veja abaixo:

“Em meados dos anos 1970, o publicitário e empresário Marcus Pereira estava mais entusiasmado ainda com a música maranhense. Conhecera outros compositores locais além de Chico Maranhão e andava encantado com os sons, ritmos e melodias dos nossos artistas. A certeza disso estava no lançamento de Bandeira de Aço no primeiro semestre de 1978, pouco antes da gravação de Lances de Agora. O disco com nove canções apresentava ao Brasil, na voz de Papete (José de Ribamar Viana), parte da produção de uma geração que criava uma música diferente, com sotaque próprio. Composições de César Teixeira, Josias Sobrinho, Sérgio Habibe e Ronaldo Mota.

Por diversas razões os dois discos trilharam caminhos diferentes nos anos seguintes. Enquanto Lances de Agora se tornaria uma relíquia de colecionadores e, principalmente, um disco dos admiradores de Chico Maranhão, Bandeira de Aço se transformaria, a partir de meados dos anos 1980, num fenômeno local e hoje é uma referência obrigatória, uma espécie de disco pai do que se denominou chamar MPM.”

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