Abraji e OAB repudiam ataque público de Bolsonaro à imprensa

Fonte: Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo)

Na noite de domingo, o presidente Jair Bolsonaro fez um novo ataque público à imprensa, desta vez valendo-se de informações falsas. Isso mostra não apenas descompromisso com a veracidade dos fatos, o que em si já seria grave, mas também o uso de sua posição de poder para tentar intimidar veículos de mídia e jornalistas, uma atitude incompatível com seu discurso de defesa da liberdade de expressão. Quando um governante mobiliza parte significativa da população para agredir jornalistas e veículos, abala um dos pilares da democracia, a existência de uma imprensa livre e crítica.

A onda de ataques no domingo começou antes da manifestação do presidente. Grupos que apoiam Bolsonaro difundiram e amplificaram nas redes sociais declarações distorcidas da repórter Constança Rezende, de O Estado de S.Paulo, para alimentar a narrativa governista de que a imprensa mente quando se refere às investigações sobre as movimentações financeiras atípicas de Fabrício Queiroz, ex-motorista do senador Flávio Bolsonaro. Como é comum nesse tipo de ataque, a família de Constança também virou alvo. O grave nesse episódio é que o próprio presidente instigou esse comportamento, ao citar como indício de suposta conspiração que Constança é filha de um jornalista de O Globo.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se unem neste momento no repúdio a qualquer tentativa de intimidação de jornalistas. Profissionais atacados por fazer seu trabalho terão sempre nosso apoio.

Diretoria da Abraji

Felipe Santa Cruz – presidente do Conselho Federal da OAB

Pierpaolo Cruz Bottini – coordenador do Observatório de Liberdade de Imprensa do Conselho Federal da OAB

Imagem deste site / Agência Lupa verificou e comprovou que a declaração atribuída à jornalista do Estadão é falsa.

Parceria entre Estácio e Abraço Maranhão oferece curso para rádios comunitárias

Começa no próximo sábado, 16 de março, a sétima turma do curso de extensão oferecido pela faculdade Estácio, destinado aos comunicadores que atuam nas rádios comunitárias vinculadas à Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão (Abraço-MA).

O Curso de Capacitação para radialistas de emissoras comunitárias é gratuito, as aulas acontecem aos sábados, das 9h às 12h, na sede da Estácio, no Canto da Fabril, em São Luís. A sala de aula é localizada no 2º piso.

Nesta sexta turma são oferecidas 20 vagas e para se inscrever basta enviar mensagem para o WhatsApp (98) 98124 6827 (Marcio Calvet) e repassar as seguintes informações:

– nome completo

– emissora

– município

– número da carteira de identidade

– email

– fone celular/WhatsApp

Ao final do curso os participantes receberão certificados. As aulas são ministradas pelo radialista e professor da Estácio Paulo Pellegrini. A Abraço-MA é parceira do projeto, que tem o objetivo de oferecer capacitação para melhorar o desempenho dos radialistas de emissoras comunitárias.

A carga horária é de 30 horas/aula. Ao longo do curso serão ministrados os seguintes conteúdos:

– Breve histórico do rádio / Noções de como funciona o rádio / Modulações / Tipos de rádio / Legislação radiofônica / Funções e atribuições da rádio comunitária / Técnicas de texto radiofônico / Técnicas de locução / Técnicas de entrada ao vivo / Organização de uma emissora / Organização de cobertura radiofônica / Radiojornalismo / Produção de boletins e matérias / Produção de entrevista e postura do entrevistador / Produção de campanhas para rádio / Produtos radiofônicos.

8 de Março nasceu com luta por pão e paz

A história do 8M como Dia Internacional da Mulher é muito bonita e revela a força das mulheres na luta por seus direitos

Claudia Santiago*

Brasil de Fato | Porto Alegre (RS),8 de Março de 2019 às 09:57

A data tem origem em uma manifestação organizada por tecelãs e costureiras de Petrogrado, durante a greve iniciada no dia 23 de fevereiro de 1917, na Rússia, por pão e paz. Esse movimento foi o estopim da primeira fase da Revolução Russa.

Alexandra Kollontai, em 1920, assim descreve o movimento:

“Em 1917, no dia 8 de março (23 de fevereiro), no Dia das Mulheres Trabalhadoras, elas saíram corajosamente às ruas de Petrogrado. As mulheres – algumas eram trabalhadoras, algumas eram esposas de soldados – reivindicavam “Pão para nossos filhos” e “Retorno de nossos maridos das trincheiras”. Nesse momento decisivo, o protesto das mulheres trabalhadoras era tão ameaçador que mesmo as forças de segurança tsaristas não ousaram tomar as medidas usuais contra as rebeldes e observavam atônitas o mar turbulento da ira do povo. O Dia das Mulheres Trabalhadoras de 1917 tornou-se memorável na história. Nesse dia as mulheres russas ergueram a tocha da revolução proletária e incendiaram todo o mundo. A revolução de fevereiro se iniciou a partir desse dia.”

Após o fim da Segunda Guerra mundial, em 1918, começa a ser retomado o dia da Mulher. Mas é só a partir de 1921 que o movimento de mulheres passará a celebrar o Dia Internacional da Mulher. Não que antes não fosse comemorado. Era sim. Só que não tinha uma data unitária em todo o mundo, como é hoje.

A II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, realizada em Copenhague, em 1910, decidiu pela realização de um dia internacional dedicado à luta das mulheres. O direito ao voto era a principal luta das mulheres em grande parte dos países no mundo naquele momento. A decisão diz o seguinte: “As mulheres socialistas de todas as nações organizarão um Dia das Mulheres específico, cujo primeiro objetivo será promover o direito de voto das mulheres.” 

Antes, já era realizado em alguns lugares. Em 3 de maio de 1908, a Federação dos Clubes de Mulheres Socialistas de Chicago realiza um ato pelo Dia da Mulher, num teatro da cidade. No ano seguinte aconteceu em Nova Iorque, em 28 de fevereiro. Em 1910, o Partido Socialista americano organiza, pela segunda vez, o Dia da Mulher, no último domingo de fevereiro, também em Nova Iorque. Foi assim em 1911, 1912 e 1913. Em 1914, foi comemorado em 19 de março.

Na Europa, a primeira celebração do Dia das Mulheres aconteceu em 19 de março de 1911, na Suécia, após a Conferência de Copenhagem. Na Itália começou no mesmo ano. Na França, o começo foi em 1914. Nesse ano pela primeira vez, na Alemanha, o ato é realizado em 8 de março. 

Em 1921, Alexandra Kollontai propõe durante a conferência das Mulheres Comunistas, realizada, em Moscou, na URSS, que se adote o dia 8 de março como data unificada do Dia Internacional das Mulheres, em homenagem à greve das tecelãs em 1917. A partir dessa conferência, a data passa a ser espalhada como data das comemorações da luta das mulheres, em todo o mundo. Assim nasceu o 8 de Março.

Na década de 1960, as manifestações pelo Dia Internacional da Mulher ganham grandes proporções. Em 1975, a ONU; e logo depois com a Unesco, em 1977; reconhecem o 8 de Março como Dia Internacional da Mulher.

Referências bibliográficas 

. Côté, Renée. La Journée Internationale des Femmes: Les Vrais faits et les Vrais dates des Mystérieuses Origines du 8 Mars Jusqu’ici  Montréal: Les Éditions du Remue-Ménage, 1984. 

. Monal, Isabel. Clara Zetkin y el Día Internacional de la Mujer. La Habana: Academia de Ciencias de Cuba, 1977. 

. Vasconcelos, Naumi A. “¿Existió realmente el 8 de marzo?”. Mujeres en Acción, n° 1, (1995): 58-60. 

. SOF – Sempre Viva Organização Feminista, “8 de março em busca da memória perdida”. São Paulo (2001)

. Santiago Claudia, Giannotti Vito, A origem socialista do dia da mulher. NPC-8 edição – 2016

* Jornalista e coordenadora do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC)

Edição: Marcelo Ferreira

No Dia Internacional da Mulher é hora de falar sobre futebol

Jornalista maranhense apresenta programa na plataforma digital YouTube e mostra que mulheres têm propriedade para falar sobre a paixão nacional

texto: Rafaella Rodrigues

Durante muito tempo os conceitos enraizados pelo senso comum, estabeleceram como predominante a perspectiva masculina para falar sobre futebol. Felizmente esse cenário tem se mostrado adepto a mudanças. Apresentadoras em veículos massivos de comunicação abrem portas para alterações no cenário, com a presença de Mylena Ciribelli, Glenda Kozlowski, Renata Fan, Fernanda Gentil e tantas outras, que são a prova a respeito das mudanças cabíveis e aceitas na atual sociedade.

É nesse quesito que a jornalista e apresentadora do Bate Papo Futebol Clube Quécia Carvalho tem buscado seu espaço. A youtuber de apenas 20 anos vem alcançando desde crianças a adultos, por meio de uma linguagem simples e objetiva temas centrais do canal. Esse é um momento que não pode passar despercebido. É preciso observar a representatividade feminina e jovem por trás de um veículo massivo de comunicação com grande poder de difusão.

O interesse pela área esportiva acompanha Quecia Carvalho desde a infância. “Pode parecer clichê, você falar que brasileiro já nasce em contato com o futebol, mas a verdade é que foi isso. Eu cresci assistindo jogos, os principais campeonatos e a copa do mundo. Não entendia nada de futebol na época, também não lembro um dia exato em que tudo começou. Não consigo lembrar, não tem um dia exato que eu passei a torcer para tal time. Eu sei que isso sempre fez parte da minha infância, e eu sempre acompanhei”, comenta a jornalista.

O projeto para o canal Bate Papo Futebol Clube foi a primeira experiência de imersão da apresentadora neste segmento. “Eu era uma torcedora apenas, e com o programa eu pude realmente conhecer o futebol, perceber que o futebol não é só o que a gente vê ali na TV ou ouve no rádio. O futebol tem tática, tem técnica, tem uma série de coisas. Então esse conjunto que forma a festa que é o futebol. E o programa me permite isso, me proporciona conhecimento do que é o futebol”, revela Quecia Carvalho.

De Bate Papo com o futebol

Exibido semanalmente no Youtube com a finalidade de apresentar o mundo do futebol, jogadores, os profissionais envolvidos, entusiastas das “quatro linhas”, O BPFC é produzido pela BELLL audio.visual, e tem contado com alguns colaboradores, caso da Glória Confecções (responsável pelo figurino da apresentadora), do Blog BNC Notícias e da ABRAÇO (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária – Secção Maranhão).

Para o idealizador do canal Marcos Belfort, a abordagem por trás da elaboração do projeto “é buscar uma maneira de falar sobre futebol e o universo envolvente que esse esporte proporciona. Para isso, a linguagem é a mais popular possível. Inclusive o nome do programa se baseou nessa questão, trocar uma ideia, conversar, levar um lero, bater um papo”.

Através de feedbacks dos inscritos muitas alterações foram realizadas desde o programa piloto “é na prática que você ver o que dá certo e deve manter, e o que não é tão legal assim. Por isso, a gente sempre conversa sobre essas ideias, o que dá pra melhorar. É através dessa interatividade  que a construção do programa acontece cada vez melhor”, comenta Quecia Carvalho.

O trajeto que o Bate Papo Futebol Clube vem percorrendo tem sido promissor principalmente na questão empoderamento. Considerada por muitos, a temática futebol ainda é ligada ao gênero masculino. “É um ambiente muito dominado por homens em que você vê poucas mulheres. E as poucas que falam são muito criticadas, através de haters pelo fato de ser mulher; por isso se você quiser conquistar um público, você tem que dar o dobro do que um homem teria que dar se tivesse no seu lugar. Tem toda essa cobrança por trás, e deparar com situações como essas são muito comuns, infelizmente. O segredo é acreditar no seu potencial; A partir do momento que você passa a focar no seu trabalho e esquece um pouquinho a ‘aprovação popular’ percebe que não é preciso convencer ou agradar ninguém. O reconhecimento vem com o tempo e esforço”, esclarece a Jornalista.

De olho na telinha do YouTube

Com os avanços tecnológicos é impossível questionar a velocidade na propagação de conteúdos pelas plataformas no cyberpaço. As mídias digitais vieram para alterar a forma como as pessoas se comunicam, se relacionam, como se divertem e também como apreciam informações.

O YouTube não é uma exceção quando se aborda o assunto. Fundado oficialmente em 14 de fevereiro de 2005, o site de compartilhamento foi criado por Chad Hurley, Steve Chen e Jawed Karim e um ano depois a empreitada alcançou maiores proporções com a compra da página da Internet pela empresa Google. Desde então tem diversificado e distribuído seu conteúdo, o compartilhamento e obtido feedbacks dos produtos veiculados.

A possibilidade de um novo segmento no mercado com conteúdo reproduzido alterou os modos de consumo de mídia. O compartilhamento, produção e elaboração de vídeos acabou aceito na sociedade como profissão. Os youtubers surgem como uma reação ao consumo de conteúdo online com possibilidade de rentabilidade.

Com uma grande gama de modalidades esportivas, o espaço destinado ao segmento esportivo nos meios tradicionais não consegue abranger a totalidade. Por meio das novas plataformas e das mídias sociais atuantes a comunicação como toda é um importante fator de interatividade com o público. Uma comunicação full-time, não só rápida, mas acima de tudo de fácil acesso, com uso das novas tecnologias.

Na visão de profissionais da comunicação, o YouTube é aceito como veículo destinado ao conteúdo esportivo. Sobre o programa BPFC, o publicitário Gutemberg Silva destaca os diferenciais propostos pela plataforma como “um mercado muito grande, com uma lacuna a ser explorado pelas mulheres com todo seu profissionalismo, pois sabemos que este ainda é um nicho dominado pela gênero masculino, eu não falo de machismo, mas sim, que a cobertura do trabalho esportivo em todo mundo, ainda não possui uma equidade de gêneros no meio. Fico feliz em ver uma bancada de debate esportivo, dividida por homens e mulheres, falando do mesmo assunto com suas propriedades particulares e havendo o respeito mútuo. Bom, é louvável, ideias como essas tornarem-se exitosas, pois afinal sempre estamos buscando por novos canais de comunicação, com uma nova linguagem e também um novo olhar”.

A pesquisa recentemente divulgada pelo site Sportsvalue, empresa voltada em marketing esportivo, aponta o Brasil como um dos maiores consumidores de conteúdos associados ao futebol entre os países emergentes. Na capital maranhense a ferramenta ainda possui pouca visibilidade como propagadora de conteúdo.  Nesse contexto que o radialista Marcos Belfort observou essa possibilidade de mercado e idealizou o canal Bate Papo Futebol Clube veiculado pelo YouTube.

Esticando a rede

O Brasil é conhecido como país do futebol, mas a programação disposta na tv aberta não contempla fielmente a paixão nacional. Para o idealizador do canal, “nas tvs tradicionais abertas, o espaço é muito restrito. A verdade é que o futebol está entre as temáticas mais debatidas na cultura brasileira. Essa foi a intenção ao abordar um tema tão enraizado na cultura nacional e popular”, comenta Belfort.

Lançado no dia 21 de junho de 2018, o Bate Papo Futebol Clube é um modo divertido de se manter atualizado através de conversas em torno de torneios, ligas, curiosidades e atualidades da paixão nacional brasileira. O conteúdo é produzido em vídeos com duração média de 5-10 minutos e recebe convidados para comentar em torno das temáticas atuais do futebol.

Independente da área no mercado, muitos são os desafios enfrentados. Ser mulher não é sinônimo de vulnerabilidade ou incapacidade. O futebol é uma paixão nacional e aproveitar os novos meios de difusão de conteúdo para veicular a temática é uma excelente jogada. Pode parecer uma pequena partida amistosa, mas ninguém se torna um grande jogador de futebol sem entrar em campo.

Nota de solidariedade do Clube de Engenheira do Maranhão sobre o ginásio Castelinho

O Clube de Engenharia do Maranhão (CEM) se solidariza com o Governo do Estado e com o todo desporto maranhense no episódio do desabamento do telhado do ginásio Castelinho, ocorrido na tarde desta quarta-feira (6), depois das últimas chuvas, e se coloca a disposição da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra) e do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) para colaborar nas analises técnicas e contribuir com qualquer iniciativa que esteja ao alcance da entidade.

O presidente do CEM, Emanuel Miguez, ressalta que o Ginásio Castelinho, que faz parte do Complexo Esportivo Canhoteiro, é um patrimônio da população maranhense e que todos, de forma solidária e participativa, devem se unir e contribuir para que a principal casa do esporte  amador do Maranhão seja plenamente recuperada.

Imagem / divulgação / Parte da cobertura do Castelinho desabou

Programa “Os Analistas” aborda arqueologia e pirataria em áreas quilombolas no Maranhão

Apresentado pelos jornalistas Geraldo Iensen e Natanael Junior, o programa “Os Analistas”, da TV Guará, trouxe a público a exploração irregular de sítios arqueológicos em áreas quilombolas no município de Bacuri, no Litoral Ocidental do Maranhão.

Em São Luís, Dia Internacional do DJ terá pick-ups ao vivo, palestras e sorteio de brindes

O Dia Internacional do DJ (disk jockey) é comemorado anualmente em 9 de março. A data homenageia os profissionais responsáveis por entreter o público com seleções das mais variadas músicas, dependendo do estilo de festa que esteja trabalhando.

Em São Luís, o evento organizado pelo grupo “Movimento dos DJs MA” será realizando no Bora Bar, na avenida Litorânea, a partir das 10 horas. A programação consta de minipalestras, sorteios de brindes e ao longo do dia vários DJs ficarão se revezando no palco principal, com repertórios especiais preparados pelos profissionais das pick-ups.

O evento é aberto ao público. A colaboração é de apenas 1kg de alimento não perecível. Toda arrecadação será doada para entidades carentes. 

Card oficial de divulgação do evento

“Venha e traga seus amigos e a família para conhecer um pouco desse universo chamado música. Essa é a primeira etapa, ao longo do ano vem muito mais”, explicou a organização do evento.

SERVIÇO

Evento: Comemoração ao Dia Internacional do DJ

Quando: 9 de março (sábado)

Onde: Bora Bar (Avenida Litorânea) @borabaroficial

Hora: 10h da manhã

Colaboração: de 1kg de alimento não perecível.

Use a nossa Hashtag #movimentodosdjsma

Imagem destacada retirada deste site

Grupos de Tambor de Crioula reivindicam mais espaço na programação do Carnaval 2019

Vários grupos de Tambor de Crioula se reuniram hoje (28.02) em frente à sede do Governo do Estado para denunciar a ausência da manifestação na programação do carnaval 2019. Para Simei Dantas, “o tambor de crioula durante décadas esteve presente no Carnaval do Maranhão alegrando os foliões”, recordou. Ela lembra que o Tambor de Crioula é patrimônio imaterial do Brasil e que, por isso, deve ser respeitado e valorizado através de mais espaços e visibilidade no carnaval.

Já Junior Catatau enfatiza que quase todo segmento ficou surpreso com as pouquíssimas apresentações agendadas para o auge do carnaval, época em que os tambores em massa ocupavam as praças, bailes, espaços e comunidades apoiadas pelo governo. Segundo Junior Catatau, “fica nítida a ausência dos grupos do tambor pela cidade, basta notar que em todo circuito de carnaval quem abria as apresentações eram os tambores. O coreiro também afirma que essa tese de que uma ocupação anual do tambor na Casa do Tambor seria o suficiente, não é verdadeira. Para Catatau, “a partir do momento que o Estado assinou o compromisso de ajudar na salvaguarda do tambor, muitas e muitas ações deveriam ser executas e a manifestação deveria ser priorizada. O Secretário fala de crise,  mas previu em seu orçamento um volume robusto de recursos para contratação de som, trios elétricos a atrações nacionais. Fica evidente a falta de compromisso da atual gestão da Secretaria de Cultura com a manifestação. O que já vem acontecendo há tempos e piorou agora no carnaval. Portanto, uma de nossas pautas é a volta do Tambor de Crioula de forma massiva para as ruas, bailes e espaços culturais da cidade”, reivindicou Catatau.

Já Paulinho de Maré aponta a necessidade de um diálogo mais aberto e democrático entre governo e sociedade civil. Para Paulinho, “a Casa do Tambor de Crioula vem sendo má administrada, perdemos o valor de nosso cachê, e muitos tambores ficaram de fora da programação, enquanto outros pegaram apenas uma apresentação. Isso representa uma vergonha o que estão fazendo com o Tambor de Crioula.”

A manifestação foi importante para chamar a atenção do descaso do poder público com o Tambor de Crioula. Os manifestantes, caso não sejam atendidos em suas pautas, pretendem voltar amanhã para uma nova manifestação. Estiveram presentes: Simei Dantas, Paulinho de Maré, Junior Catatau, Mestre Bolota, Mestre Zé Banana, Felipe, Candinho, Dona Tereza, Mestre Gonçalinho, Correa, Cibica, Mônica, Claudia, Bigorna, Rosa Reis, Dona Maria, Rozira, Ianara, Socorro, Vitório e outros.

Imagem / divulgação: Grupos de tambor de crioula realizaram protesto em frente ao Palácio dos Leões

Tião Carvalho e Dyl Pires são atrações no Projeto Papoético

O Projeto Coletivo Papoético, articulado pelo poeta e jornalista Paulo Melo Sousa, teve início em dezembro de 2010 e, dentre tantas atividades culturais, realizou em 2012 o seu primeiro festival de poesia, buscando animar o meio cultural de São Luís. Depois desse evento, foram realizados mais dois festivais. O projeto foi formatado para acontecer num ambiente de bar. Após as apresentações das atividades culturais previstas, os participantes se confraternizam e continuam o papo de forma mais descontraída. Inicialmente surgiu num bar/sebo, depois se transferiu para o Restaurante / bar Cantinho da Estrela e, finalmente, ocupou o espaço do bar Taberna da Bossa, no Centro Histórico de São Luís.

O coletivo retoma a proposta, desta vez no Bar Latino, localizado na rua do Giz, anexo à Pousada Portas da Amazônia. “Entendemos a cultura como ferramenta necessária para o desenvolvimento da sociedade, sobretudo pelo incentivo ao hábito de práticas criativas que fortalecem a salvaguarda e o sentimento de pertencimento. Acreditamos que é possível construir através do desenvolvimento cultural uma sociedade mais esclarecida, mais capaz, com vontade própria e menos indiferente à vida social e política de sua localidade e do país, com inclusão cultural, com a multiplicidade de formas de transmissão de conhecimento, favorecendo a participação provocativa, criativa e transformadora de novos talentos na área, promovendo, dessa maneira, o fortalecimento da cidadania”, declara o poeta Paulo Melo Sousa.

Noite terá leituras do poeta Dyl Pires

O retorno da ação cultural acontece nesta quinta-feira (28 fevereiro), trazendo novamente à cena cultural da Ilha Tião Carvalho (imagem destacada), um dos ícones da música contemporânea do Maranhão e está vivendo um momento histórico no qual celebra 40 anos de carreira artística. Cantor e compositor, o artista interpreta composições de familiares, amigos e maranhenses renomados que marcaram sua trajetória artística, além de composições próprias  cujas letras revelam um pouco da sua terra e suas memórias, garimpadas por meio das canções e ritmos que resgatam a força da sua ancestralidade quilombola nos rincões de Cururupu.

Seu repertório passeia pelos ritmos do bumba-meu-boi, cacuriá, tambor de crioula, tambor de mina, samba, carimbó e reggae, sempre reverenciando a cultura maranhense em seu trabalho autoral. Essa fidelidade às tradições maranhenses visa, também, fortalecer a representatividade dos afro-descendentes, promover o respeito e valorização da cultura maranhense e incluir as mais diferentes etnias nessa troca. Além do show com Tião Carvalho, acontecerá leitura de poesias com Dyl Pires, e criação da Confraria da Água Benta (degustação de cachaça), com sorteio de livros entre os presentes.

O Projeto Coletivo Papoético visa divulgar, revelar e incentivar a atual produção cultural maranhense, com o intuito de estabelecer um contato maior entre artistas, intelectuais, produtores culturais e a comunidade em geral, com incentivo à produção cultural, divulgação da arte e da cultura, realização de eventos culturais individuais e coletivos, visando despertar o interesse pela arte e a cultura na comunidade em geral, facilitar o conhecimento de novos nomes da cultura maranhense, fortalecendo a identidade cultural como instrumento para o cumprimento social da expressão cultural da comunidade.

SERVIÇO

O quê? Projeto Coletivo Papoético.

Onde? Bar Latino (rua do Giz, anexo à Pousada Portas da Amazônia – Centro Histórico de São Luís).

Quando? Dia 28 de fevereiro de 2019 (quinta-feira)

Hora? A partir das 19h30

Programação: Show com Tião Carvalho, leitura de poesias com Dyl Pires, criação da Confraria da Água Benta (para degustação de cachaça), com sorteio de livros entre os presentes.

Será cobrado couvert artístico: R$ 15 reais.

Imagens / divulgação

Bloco ‘Ninguém solta a mão de ninguém’ traz manifesto “Mais valia para nós é folia”

Fonte: Blog Buliçoso

A frase do velho Karl Marx – que nunca antes na história deste país foi tão combatido – cabe como uma luva de boxe, uma cabeçada de capoeira, um chute no pau da barraca já murcha dos alucinados por mamadeiras de piroca, admiradores da Ditadura Militar, LGBTfóbicos e racistazinhos de meia tigela, como se dizia no tempo de vovó. “As revoluções são a locomotiva da história” serve de epígrafe para o único evento carnavalesco de São Luís, assumidamente de protesto contra a atual conjuntura política e social do país.

O Bloco Ninguém solta a Mão de Ninguém vai se concentrar no Espaço Cultural Trem das Onze, Beira-Mar, em frente à Rffsa, na próxima sexta-feira (1), a partir das 18h. A festa também terá um ato de desagravo e indignação contra a violência de policiais militares que, na semana passada, invadiram o local, dispararam tiros para o alto e empurraram à força a proprietária, Iria de Fátima Machado, para o camburão. Iria é negra, militante de esquerda e neta de um maquinista da antiga estação da Rffsa, Raimundo Machado.

“Será um ato festivo. Em menos de dois meses, o governo Bolsonaro já se encontra mergulhado em escândalos de toda ordem, envolvendo denúncias de candidaturas laranja, relações com milicianos, instabilidade provocada pela ingerência de filhos e em saques às garantias estabelecidas pelo Estado Democrático de Direito”, afirma o Manifesto Mais Valia para nós é Folia, distribuído pela Comissão Organizadora. O evento conta com apoio da Agência Tambor, experiência pioneira no Maranhão em comunicação livre, popular e alternativa.

“Os movimentos progressistas e as organizações sociais precisam criar e estabelecer mecanismos de expressão para se contrapor ao discurso da mídia hegemônica que, via de regra, cria narrativas em defesa de interesses que não são necessariamente os interesses populares. O período carnavalesco, época da maior festa popular do Brasil, é uma inequívoca vitrine para mensagens que provoquem a necessária indignação nos embates contra um projeto de nação excludente e conservador”, explica o texto-convite.

O Bloco Ninguém solta a Mão de Ninguém é uma iniciativa da Buliçoso Produções Artísticas, do blog Buliçoso. Os ingressos custam R$ 25,00 (vinte e cinco reais) e podem ser adquiridos de modo digital pela plataforma: https://www.sympla.com.br/bloco-ninguem-solta-a-mao-de-ninguem__465824 ou pelo whatsapp: (98) 98302.1639.

SERVIÇO

Bloco Ninguém Solta a Mão de Ninguém

Quando: 1º de março/2019 (sexta de Carnaval)

Local: Espaço Cultural Trem das Onze (em frente à Refesa, na Beira-mar)

Ingressos: R$ 25,00

Mais informações: (98) 98302.1639

Fonte: https://bulicoso.com.br