Consun da UFMA aprova carta em defesa da democracia e da universidade pública

Fonte: Portal UFMA

SÃO LUÍS – O Conselho Universitário (Consun) realizou, na manhã desta terça, 23, uma reunião extraordinária para aprovar a carta em defesa do pleno funcionamento das universidades públicas e da democracia brasileira. A reunião ocorreu no Auditório Sérgio Ferretti, localizado no prédio CEB Velho da Cidade Universitária Dom Delgado.

O documento, que teve a conselheira Rosilda Silva Dias como relatora, aborda a posição da Universidade sobre o atual momento histórico que a sociedade brasileira está vivendo, reiterando a crença no papel da instituição para a construção de um país justo e democrático e a preocupação sobre a divulgação de posicionamentos que promovem a discriminação de segmentos sociais minoritários. A Universidade também reforça no documento que é um pilar do desenvolvimento científico e tecnológico, formadora de vários acadêmicos e profissionais, e responsável por serviços que assistem a população em diversas áreas sociais, como o Hospital Universitário, por exemplo.

O documento afirma o olhar da Universidade para o futuro sem esquecer o passado, prevenindo a repetição de erros cometidos, anteriormente, e servindo de orientação positiva para gerações futuras.

“Precisamos acreditar que é possível transformar o nosso país e que não podemos nos intimidar diante das dificuldades. Já vivemos momentos terríveis no país e não queremos voltar a viver isso novamente”, disse a reitora Nair Portela.

Confira o texto abaixo na íntegra

CARTA EM DEFESA DA DEMOCRACIA, DA EDUCAÇÃO E DA UNIVERSIDADE PÚBLICA

A Universidade Federal do Maranhão considera indispensável manifestar-se pela defesa incondicional e permanente da universidade pública, gratuita, autônoma, laica, pluralista, de qualidade, socialmente referenciada, de gestão democrática, centrada nos órgãos deliberativos e conectada às demandas da sociedade.

O momento crucial que vivemos, de escolha do dirigente máximo da nação, ocorre com a livre expressão de opiniões e processo eleitoral democrático, e só assim acontece porque a sociedade brasileira lutou com afinco para o fim da ditadura, das restrições aos direitos e dos excessos cometidos durante esse período, sofrendo ao ver serem sacrificados ou expurgados jovens idealistas e exilados muitos de seus intelectuais mais brilhantes.

Pilar do desenvolvimento científico e tecnológico, responsável pela formação acadêmica e profissional de várias gerações de profissionais de diferentes áreas, responsável por uma rede de equipamentos públicos e serviços que assistem à população nas mais diversas áreas, incluindo hospitais universitários de alta complexidade, vinculados ao Sistema Único da Saúde, a universidade volta seu olhar no futuro, mas não pode permitir-se esquecer o passado naquilo que possa servir de orientação positiva bem como na prevenção contra os erros já cometidos.

Nestes tempos difíceis de polarização política e de surpreendentes e assustadoras posições de defesa do retrocesso ao período doloroso da ditadura, da tortura, da exclusão, da discriminação, do preconceito, a UFMA não pode deixar de reafirmar sua inabalável crença na importância do seu papel para a construção de um país justo, includente e democrático e no seu compromisso na defesa do exercício do estado democrático de direito, ancorado na liberdade de opinião e de expressão, bem como no respeito aos direitos humanos.

Preocupa-nos principalmente ver divulgada, com apreço, proposta autoritária e retrógrada e posicionamentos que incentivam a discriminação de segmentos sociais minoritários, tradicionalmente oprimidos, e a defesa e incentivo à violência moral, física ou simbólica como forma de solucionar conflitos ou impor uma visão de mundo.

A UFMA defenderá sempre o respeito à diferença e à livre orientação sexual e de gênero, aos direitos das classes trabalhadoras, das mulheres, dos negros, dos

quilombolas e dos indígenas e refutará com veemência as ameaças à garantia constitucional de direito a uma educação pública, gratuita e de qualidade, predominantemente presencial, e à autonomia da universidade pública indispensável para a construção de um pensar aberto, polissêmico e polifônico, propiciando uma forma segura e abrangente de ascensão social, dedicando-se à produção do conhecimento indispensável ao desenvolvimento do país e consolidando-se como o maior patrimônio do povo brasileiro.

A missão da UFMA ancora-se no compromisso com a formação cidadã, humana e profissional de qualidade e compreende não só o tripé ensino, pesquisa e extensão, mas ainda o desenvolvimento da ciência, da inovação e da tecnologia, em todas as áreas do conhecimento, pautando-se no senso crítico, humanista e sensível às alteridades que compõem o complexo tecido social contemporâneo, reforçando problemáticas mais abrangentes, ligadas à preservação dos direitos sociais, à convivência social democrática, às diversidades e ao respeito às diferentes subjetividades.

A comunidade acadêmica, consciente do atual momento histórico que vivemos e segura de suas responsabilidades sociais, ambientais e humanas, reafirma seu engajamento para o fortalecimento dos princípios e marcos civilizatórios da sociedade brasileira e para denunciar e combater os riscos de propostas que não reforcem a democracia, a liberdade de opinião e o estado democrático de direito.

Aprovada na 106ª Sessão Extraordinária do Conselho Universitário/CONSUN, realizada no dia 23.10.2018, no Auditório Sérgio Ferretti, na Cidade Universitária “Dom Delgado”, Bacanga.

Imagem: reprodução deste site

Flávio Dino e Haddad arrastam multidão durante ato em São Luís

O candidato a presidente Fernando Haddad (PT) e o governador do Maranhão Flávio Dino (PCdoB) arrastaram uma verdadeira multidão pelos bairros do Anil, em São Luís, na manhã deste domingo, 21. Milhares de pessoas acompanharam o ato e reforçaram a campanha do petista no estado e a luta pela democracia.

Mais votado no Maranhão no primeiro turno com 61,26% dos votos, Fernando Haddad foi recebido com carinho e palavras de assentimento da população ludovicense durante todo o percurso pelo bairro do Anil. Ao lado de Flávio Dino, ele agradeceu o apoio e garantiu que os maranhenses terão um amigo no Palácio do Planalto.

“Assim como quando eu era ministro da Educação nunca faltou nada para o Maranhão”, ressaltou Haddad. Ele anunciou que, a partir do dia 1º de janeiro de 2019, caso ele seja eleito, em nenhum lugar do Brasil o gás de cozinha custará mais do que R$ 49. Além disso, ele informou que o programa Bolsa Família terá um acréscimo de 20%.

Sobre o seu adversário Jair Bolsonaro (PSL), Haddad foi duro nas palavras afirmando que ele “não honra a farda que já vestiu, tanto que teve que sair do exército”. O petista fez um desafio para alguém mostrar o que Bolsonaro já fez em 28 anos como deputado federal. “Só vomitou violência contra o povo, negro, mulher, nordestino”, respondeu.

Fernando Haddad demonstrou preocupação com a intenção do filho de Bolsonaro de fechar o STF e disse que o brasileiro hoje tem para escolher quem bate continência para a bandeira americana ou quem tem como proposta de governo o livro em uma mão e a carteira de trabalho na outra.

“É com trabalho e educação que a gente muda esse país. Não é com armas. O Nordeste está dando uma resposta”, enfatizou, ao exaltar o ato ocorrido em São Luís e outros realizados nos últimos dias no Piauí, Ceará, Bahia e outros estados da região.

Em seu discurso, Flávio Dino sublinhou que o povo não pode se curvar às manipulações que estão sendo feitas nesta campanha e destacou que Bolsonaro está fugindo dos debates porque tem medo da verdade. “Aqui no Maranhão nós vamos dar uma surra no soldado covarde, no fascismo, na ditadura e defender a democracia”, ressaltou o governador.

Flávio Dino lembrou as raízes históricas do Maranhão na luta pela democracia, como a Revolta de Beckman, ocorrida em 1684, a primeira contra a coroa portuguesa. Ele também enalteceu a lutas das mulheres maranhenses contra a candidatura de Jair Bolsonaro. “Aqui não tem vez pra ele”, finalizou Dino.

Também participaram do ato em São Luís a presidente nacional do PT, Gleise Hoffmann, o senador eleito Weverton, os deputados federais eleitos Márcio Jerry e Bira do Pindaré, além do reeleito Rubens Júnior, vereadores da capital maranhense, líderes de movimentos sociais e população em geral.

Foto: Ricardo Stuckert

Sábado: mulheres realizam ato pela democracia, em São Luís

O movimento Mulheres Unidas Contra Bolsonaro convoca todos e todas para o ato “Mulheres pela Democracia – Haddad e Manu sim!”, que acontece neste sábado (20), às 16h, na Praça dos Catraieiros, centro de São Luís.

A manifestação, pacífica, democrática e suprapartidária, reunirá pessoas de todos os gêneros, extratos sociais, orientações sexuais, crenças religiosas e etnias, em favor da democracia, da liberdade de expressão e em defesa do Estado Democrático de Direito.

Em plenária realizada no último dia 16, o movimento decidiu pela modificação do eixo do evento, de forma a incluir setores mais amplos e, ao mesmo tempo, demarcar a pauta das mulheres contra Bolsonaro no cenário do segundo turno das eleições presidenciais.

O ato político contará com atrações culturais como Afrôs, Luciana Pinheiro, Preta Lu, Regiane Araújo, entre outros, e está previsto para terminar às 20h30. Toda a manifestação acontecerá na Praça dos Catraieiros, Praia Grande.

Venha fazer parte dessa luta pelos direitos das mulheres, negros e negras, indígenas, LGBTIQs e todos que defendem a democracia brasileira.

#EleNão #HaddadManuSim

#elenão! Sindicato dos Bancários em defesa da democracia e dos direitos da classe trabalhadora

Nota do SEEB repudia Jair Bolsonaro, orienta o voto em Fernando Haddad, mas reafirma críticas ao PT. Veja abaixo o texto integral.

O Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA), por meio de sua Diretoria, posiciona-se contra o candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), neste 2º turno das eleições. É preciso impedir que uma candidatura que ameaça a existência  dos sindicatos, contrária à igualdade de gênero e que coloca em risco as liberdades democráticas vença as eleições.

Para o SEEB-MA, defender o fim dos “ativismos” significa atacar as organizações dos trabalhadores que lutam por seus direitos e garantias básicas, como: férias, 13º salário e carteira assinada. A vitória de Jair Bolsonaro intensificará a implementação da Reforma Trabalhista, a terceirização (apoiadas pelo candidato do PSL) e a destruição da Previdência Social pública, planos propostos pelo seu economista e eventual superministro da Fazenda, Paulo Guedes.

O discurso machista do candidato vai de encontro a toda luta que o SEEB-MA já travou em defesa da igualdade entre homens e mulheres. Por isso, o Sindicato não irá tolerar retrocessos. Em suas falas, Bolsonaro diz que  tem mulher que nem merece ser estuprada. Disse, também, que elas devem ganhar menos que homens, porque engravidam. Tais declarações expressam claramente seus pensamentos sobre o tema. Logo, uma vitória do candidato do PSL fortalece ainda mais este sentimento machista em nossa sociedade.

A possibilidade de dar um auto golpe, como apresentado pelo seu vice, General Mourão, representa uma ameaça às liberdades conquistadas às duras penas pelos trabalhadores na luta contra a ditadura militar, período este, marcado por  ataques a direitos dos trabalhadores, assassinatos e torturas.

Por tudo isso, o SEEB-MA orienta o voto no candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, entendendo que o voto nulo, neste momento, beneficiará a vitória do autoritarismo, da intolerância e do ódio.

Contudo,  o Sindicato reafirma a falta de confiança no PT e na Central Única dos Trabalhadores (CUT), que traíram as lutas de classe como, recentemente, na Greve Geral para derrubar Temer e suas reformas.

Mesmo numa eventual vitória de Fernando Haddad (PT), o SEEB-MA continuará a combater seus ataques e traições, assim como fizemos nos 13 anos de governo de Lula e Dilma, organizando greves, manifestações e chapas de oposição à Contraf/CUT pelo país afora. 

Os bancários do Maranhão precisam continuar mobilizados para enfrentar qualquer um que ganhe as eleições em 28 de outubro, pois as duas candidaturas preparam junto com os banqueiros e os grandes empresários, a retirada de direitos.

Em defesa das liberdades democráticas! Ditadura nunca mais! Para combater o machismo, o racismo e a homofobia! Pela liberdade de organização dos trabalhadores! Greve Geral por uma Previdência Social Pública!

Manifesto da Fenaj defende a democracia e critica o fascismo

Manifesto FENAJ sobre a eleição presidencial

É hora de escolher a democracia

A Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), representante máxima da categoria no Brasil, novamente se dirige aos/às jornalistas e à sociedade para defender a democracia e opor-se ao fascismo emergente. Em breve, o povo brasileiro vai voltar às urnas para eleger o novo presidente do país e não restam dúvidas de que a disputa não se dá entre dois projetos democráticos, mas entre uma candidatura que respeita a institucionalidade e o jogo democrático e outra que representa uma regressão política e até mesmo civilizatória.

O Código de Ética do Jornalista Brasileiro estabelece, em seu artigo 6º, como dever do profissional: “I – opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;(…) X – defender os princípios constitucionais e legais, base do estado democrático de direito; XI – defender os direitos do cidadão, contribuindo para a promoção das garantias individuais e coletivas, em especial as das crianças, adolescentes, mulheres, idosos, negros e minorias;(…) XIV – combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual, condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.”

Portanto, além de um dever cívico, é também uma obrigação ética dos jornalistas posicionarem-se contra um candidato a presidente da República que faz apologia da violência, não reconhece a história do país, elogia torturadores, derrama ódio sobre negros, mulheres, LGBTIs, índios e pobres e ainda promete combater o ativismo da sociedade civil organizada. Esse candidato é Jair Bolsonaro, do PSL.

Propositadamente, ele faz uma campanha despolitizada, assentada em valores morais, família e religião; na disseminação de ideias como anticomunismo, racismo e intolerância à diversidade. Na verdade, representa os que, ainda hoje, não se conformaram com a redemocratização e com os avanços sociais ocorridos na última década. Bolsonaro representa os que temem a democracia e a organização do povo; fala em nome daqueles que não se incomodam com privilégios nem com a corrupção e que não se constrangem com o uso da força onde e quando julgarem necessário.

Como entidade representativa dos trabalhadores e trabalhadoras jornalistas, a FENAJ também chama atenção para o perigo da agenda de retrocessos nos direitos trabalhistas anunciada pelo candidato do PSL, que certamente aprofundaria ainda mais os retrocessos da contrarreforma trabalhista imposta à classe trabalhadora pelo governo Temer.

Do outro lado, temos a candidatura de Fernando Haddad. Sem cair na tentação de avaliar os governos do PT, podemos afirmar seguramente que o partido respeitou – e respeita – as instituições democráticas; apresenta-se para o debate público e submete-se à vontade soberana do povo, expressa nas urnas. Haddad não é, portanto, um extremista autoritário que apenas está no polo oposto, como querem fazer crer seus adversários políticos.

Assim, a Federação Nacional dos Jornalistas sente-se na obrigação de alertar a categoria e a sociedade em geral para a verdadeira disputa atual: ou democracia, com todas as suas imperfeições, ou o autoritarismo de base militar, com todos os seus males. A decisão, portanto, tem de ser no campo da política, com o debate público sobre o país e seu povo.

Em defesa da democracia!

Em defesa do Estado Democrático de Direito!

Em defesa dos direitos humanos!

Em defesa da soberania nacional e popular!

Brasília, 11 de outubro de 2018.

Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ

http://fenaj.org.br/manifesto-fenaj-sobre-a-eleicao-presidencial/

Apruma divulga nota em defesa das liberdades democráticas

A Apruma – Seção Sindical – mantendo-se firme em suas convicções democráticas e leal à sua História nas fileiras da Defesa da Democracia desde 1978, quando foi fundada pelos docentes da Universidade Federal do Maranhão em plena ditadura militar, não poderia deixar de se pronunciar neste momento delicado em que vivemos no país após abertas as urnas do primeiro turno das eleições de 2018.

O que vimos como resultado foi o avanço das forças mais reacionárias e autoritárias e que representam uma grave ameaça aos direitos sociais, trabalhistas, previdenciários, à Educação Pública, à livre manifestação, defensoras abertas da repressão e da tortura, avanço esse consolidado, infelizmente, em grande parte do território nacional, e contra o qual nos cabe reforçar o chamado à resistência para evitar que elas tomem de assalto o Estado Brasileiro, voltando-o, ainda mais, contra a população.

Nesse cenário, não nos resta dúvida do firme chamamento aos nossos docentes para cerrarmos fileiras em torno da defesa da democracia e contra o fascismo, contra o autoritarismo e o militarismo, prezando pelo ambiente democrático, necessário, inclusive, para que nossas discordâncias possam ser colocadas e defendidas com rigor, sem temor.

Dada a emergência do momento, reforçamos o chamado, e reafirmamos nossa posição, nas lutas, nas ruas e nas urnas, ao lado de todos aqueles que partilham dos ideais de democracia, liberdade e de resistência contra a repressão e a opressão.

São Luís, 09 de outubro de 2018

A Diretoria da APRUMA – Seção Sindical do ANDES – SN

Chorinho para alegrar a vida e a luta dos bancários

O Sindicato dos Bancários do Maranhão (SEEB-MA), em parceria com a Rico Choro Produções Culturais, promoverá o projeto “Rico Choro ‘comvida’ pra luta”, uma série de saraus, que reunirá o melhor do choro com outros ritmos musicais, na sede recreativa do Sindicato, no Turu.

Inicialmente, será realizado um sarau por mês, aos sábados, às 19h. “O objetivo é proporcionar aos bancários um momento de convivência artística, musical, mas também de resistência, a fim de integrar a categoria contra os ataques dos patrões” – afirmou a diretora de comunicação do SEEB-MA, Gerlane Pimenta.

O primeiro sarau ocorrerá no dia 20 de outubro, tendo como atrações o DJ Victor Hugo, o Regional Caçoeira e a cantoria Tássia Campos. No dia 10 de novembro, será a vez de Vanessa Serra, Trítono Trio e o mestre César Teixeira.

Já em 1º de dezembro, o palco será comandado pelo DJ Joaquim Zion, pelo Quarteto Crivador e pelo trompetista carioca, Silvério Pontes. Rico Choro “convida” pra luta: bancário, você não pode perder!

Sites do PT e PCdoB provam que o nome do ex-reitor da UFMA não consta no manifesto pró-Haddad

A Revista Fórum e os sites do PT e PCdoB publicaram matérias repercutindo um manifesto de apoio ao presidenciável petista, Fernando Haddad, assinado por reitores e ex-reitores de universidades.

Em nenhum dos sites que reproduziram o manifesto consta entre os apoiadores do petista o nome do ex-reitor da UFMA, Natalino Salgado, embora ele se declare amigo de Haddad.

Os sites com as matérias sobre o manifesto e as assinaturas estão listados abaixo, assim como os prints das imagens. Clique e veja que em nenhum deles Salgado aparece como signatário do manifesto:

Site oficial do PT, publicada em 04 de outubro de 2018, às 11h57min

Site da Revista Fórum, publicada em 03 de outubro de 2018, às 18h48min

Site Vermelho, do PCdoB, publicada em 04 de outubro de 2018, às 9h32min

Manchete do site oficial do PT
Na matéria do site do PT, nome de Natalino não está na lista
Revista Fórum deu manchete desde 3 de outubro
Manchete da Revista Fórum
Nome do ex-reitor também não está na matéria da Revista Fórum
Manchete no portal do PCdoB
Na matéria do portal Vermelho, do PCdoB, o nome de Natalino Salgado não aparece

Maranhão na Tela: credenciais para o ambiente de mercado já estão à venda

Ingresso dará acesso à programação integral do evento, que acontecerá entre os dias 17 e 24 de outubro, no Centro Cultural Vale Maranhão/CCVM

Dezenas de convidados, entre executivos, criativos e representantes institucionais do audiovisual brasileiro estarão em São Luís, para o primeiro ambiente de mercado das regiões Norte e Meio Norte. A venda da credencial já está disponível no site da Sympla, que também pode ser acessado através do site do Maranhão na Tela (www.maranhaonatela.com.br). A credencial custa R$ 50 (profissionais) e R$ 25 (estudantes) e dará acesso a toda programação, exceto às rodadas de negócio, cujas inscrições já estão encerradas.</ o:p>

Serão oito painéis, cinco masterclasses e um laboratório de pitching, que irão acontecer entre os dias 17 e 23 de novembro, no Centro Cultural Vale Maranhão/CCVM. O Maranhão na Tela LAB faz parte da programação do Festival Maranhão na Tela e foi criado para fomentar e impulsionar as possibilidades de negócios do audiovisual produzido nesses estados. A ideia é ser uma vitrine dessa produção, aproximando fluxos de negócios e criatividade.

O evento conta com o patrocínio da Oi e do Governo do Estado do Maranhão, através da Lei de Incentivo à Cultura, do Minc e da Ancine, através do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA), com apoio cultural do Instituto Oi Futuro, do Centro Cultural Vale Maranhão/CCVM, da Rede Kinoplex e do Sebrae; além de apoio institucional do Instituto de Conteúdos Audiovisuais Brasileiros (Icab) e colaboração da Brasil Audiovisual Independente (Bravi). A identidade visual do evento é baseada em seis trabalhos de óleo sobre papel cartão do artista maranhense Walter Sá.

Maranhão na Tela 2018 

De 15 a 24 de novembro

Kinoplex Golden – Golden Shopping, Calhau Centro de Criatividade Odylo Costa, filho e Centro Cultural Vale Maranhão – CCVM, Praia Grande

Realização: Mil Ciclos Filmes

Venda de credenciais no site Sympla

Mais informações: assessoria de imprensa – 98 981791113

Grupo cria campanha para ajudar jornalista a pagar indenização a desembargador

Fonte: Abraji

Coletivo Carolina Maria de Jesus de Pesquisa em Jornalismo e Cultura está organizando uma campanha de arrecadação financeira para auxiliar o jornalista sergipano Cristian Góes. Ele foi condenado a pagar mais de R$ 50 mil de indenização para o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Sergipe (TJ-SE) Edson Ulisses, por conta da publicação do texto ficcional “Eu, o coronel em mim”.

Além da indenização, Góes foi condenado a sete meses e meio de prisão, convertidos em serviços sociais, que já foram prestados. Somado aos honorários advocatícios, o montante totaliza R$ 66 mil, valor que a campanha feita no site Kickante pretende arrecadar. O prazo para doar vai até 9.nov.2018.

“Em 2013 já tinha ocorrido a campanha ‘Somos Todos Cristian Góes’ e agora, com a saída da sentença [da indenização], nós do Coletivo entendemos que se faz necessário uma resposta em solidariedade”, afirma Henrique Maynart, jornalista e membro do grupo.

Entenda o caso

O texto “Eu, o coronel em mim” foi publicado em 29.mai.2012, no site Infonet. Em um trecho da crônica ficcional, escrita em primeira pessoa, o jornalista menciona um “jagunço das leis”. O desembargador Edson Ulisses interpretou que o texto fazia referência a ele, e junto ao Ministério Público Estadual de Sergipe (MPE), moveu dois processos contra o jornalista, um criminal e outro cível.

Segundo o jornalista, processos contra comunicadores são comuns na região, onde a prática de jornalismo investigativo tem como custo uma “perseguição implacável”. “Antes desses dois processos movidos pelo desembargador, eu já havia respondido a outros, de governador, de grandes empresários, etc, mas todos em razão de minhas reportagens, das investigações jornalísticas. Ganhei todos. Jamais fui condenado. Apresentava as provas e pronto”, afirma.

Na época em que a crônica foi publicada, Góes realizava mestrado em Comunicação na Universidade Federal de Sergipe (UFS) e já não atuava como jornalista profissionalmente. Atualmente, trabalha como funcionário público federal em Aracaju e é professor de jornalismo. “Quando deixei a profissão – estava cada vez mais perigoso – fazia colunas semanais na internet, em um blog, tratava de assuntos gerais, e às vezes, fazia umas crônicas literárias, usava a ficção”, conta.

A crônica não cita nomes, lugares e nem fatos concretos, mas o desembargador do TJ-SE considerou que era uma crítica ao seu cunhado e então governador de Sergipe, Marcelo Déda, e a ele. Segundo Góes, foi a primeira vez que um membro do Judiciário o processou, e desde o começo ele sabia que a condenação seria inevitável. “As duas sentenças me afetaram profundamente, primeiro por ser um texto ficcional, longe de reportagem, e não porque me envolve como pessoa, mas têm profundos reflexos em meus filhos, minha esposa, meus pais e familiares, meus amigos”, afirma.

Góes pretende contar a história dos processos em que foi condenado em um livro. “Eu entendo que essas condenações absurdas – as sentenças são vexatórias – vão além de minha pessoa. Entendo que é uma profundo e direto ataque de uma parte do Judiciário à liberdade de expressão. O mais importante é que jamais calei e calarei”, diz.