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Rádios comunitárias reforçam campanha pelo fim da 6 x 1

A Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço Brasil) está sensibilizando as emissoras comunitárias em todo o país para o engajamento na campanha nacional pela aprovação do projeto que propõe o fim da jornada de trabalho 6×1.

O engajamento das emissoras ocorre através da veiculação de um spot (ouça abaixo) alertando para a relevância do projeto.

Em carta enviada às emissoras filiadas e parceiras, a Abraço Brasil destaca o fim da escala 6 x 1 como pauta de grande relevância social, que dialoga diretamente com a qualidade de vida da população brasileira, especialmente das trabalhadoras e trabalhadores que diariamente enfrentam longas jornadas com pouco tempo de descanso.

“As rádios comunitárias, como instrumentos de informação, mobilização e transformação social, têm um papel fundamental nesse processo de conscientização”, enfatiza o comunicado da entidade.

A Abraço Maranhão, filiada à Abraço Brasil, já distribuiu o spot para as emissoras e solicita o engajamento para fortalecer a mobilização em torno desta importante causa.

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A Lei Adolfo Gordo e a perseguição aos jornais proletários no século XX

A virada do século XIX para o XX foi marcada por várias transformações tecnológicas e políticas no Brasil.

Os antigos jornais artesanais começaram a adquirir características empresariais e preparavam o terreno para o salto futuro – os conglomerados da chamada grande imprensa.

Mas, o início dos anos de 1900 foi marcado também pela organização sindical, fortemente vinculada aos jornais proletários.

Era um tempo de agitações, protestos e mobilizações contra as desigualdades, o desemprego e a fome, resultantes de todo o processo de concentração de terras, poder e riqueza nos barões do café.

Segundo Nelson Werneck Sodré, autor do clássico “História da imprensa no Brasil”, os jornais da imprensa proletária tinham muita influência dos sindicalistas escritores italianos, espanhois e portugueses inspirados pela teoria anarquista.

O anarquismo e o anarcosindicalismo inspiraram a comunicação proletária naquela agitada virada de século, disseminando dezenas de jornais vinculados às lutas e reivindicações populares e classistas.

Diante daquele cenário de crescimento vigoroso da classe trabalhadora, motivada pelos jornais, as forças conservadoras da época criaram um mecanismo jurídico para expulsar os estrangeiros do Brasil.

Assim, foi instituída uma legislação específica para enquadrar e expulsar os jornalistas da imprensa proletária, as lideranças anarquistas, ativistas e dirigentes sindicais estrangeiros.

Em 1907, a Lei Adolfo Gordo instituía a expulsão dos estrangeiros que ameaçavam a “segurança nacional”, entre eles sindicalistas, anarquistas, operários e lideranças de greves.

O autor da lei foi o deputado e senador de São Paulo Adolpho Affonso da Silva Gordo.

A lei somava-se aos outros mecanismos de repressão contra a imprensa proletária: prisões, torturas, mortes, deportações e destruição das máquinas de impressão.

No entanto, apesar de todo esse processo repressivo, a organização sindical cresceu a construiu a primeira grande mobilização no Brasil, a histórica Greve de 1917, organizada também pelos militantes e dirigentes socialistas e comunistas.

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Literatura

A técnica narrativa de Maksim Górki na obra “Infância”

Obra clássica da literatura russa, e universal, “Infância”, de Maksim Górki, produz uma especial fruição na leitura pela forma simples e elegante utilizada pelo autor para descrever e narrar cenas pesadamente dramáticas. Logo na abertura, Górki monta o quadro trágico da morte do seu pai e do parto da sua mãe, dando à luz um irmão que, logo logo, morreria também.

“No quarto acanhado e escuro, no chão, ao pé da janela, meu pai está deitado, vestido de branco e extraordinariamente comprido; os dedos dos pés descalços estão abertos de um jeito estranho, os dedos das mãos carinhosas, deitadas em sossego sobre o peito, também estão retorcidos; seus olhos alegres estão pesadamente cobertos pelos discos pretos das moedas de cobre, o rosto bondoso está escuro e me assusta, com os dentes arreganhados de um jeito ruim.

[…]

Eu nunca tinha visto adultos chorarem e não entendia as palavras ditas e repetidas pela avó:

— Diga adeus ao seu pai, nunca mais vai vê-lo, morreu, meu querido; não estava na idade, ainda não era a hora dele…

[…]

De repente, com dificuldade, a mãe levanta-se depressa, logo se abaixa de novo, cai de costas, espalhando os cabelos pelo chão; seu rosto branco e desfigurado ficou azul e, com os dentes arreganhados, como os dentes do pai, ela fala, numa voz terrível:

— Fechem a porta… Aleksiei, para fora!

Depois de me empurrar para trás, a avó se atira para a porta e desata a gritar:

— Meus amigos, não tenham medo, não se ofendam, vão embora, em nome de Cristo! Não é cólera, ela vai dar à luz, desculpe, minha gente!

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Prisões de banqueiro e funkeiro refletem o Brasil racista

O banqueiro Daniel Vorcaro é um bandido de pele clara e paletó lustrado. Ele é líder de uma organização criminosa ramificada dentro e fora da estrutura do Estado, que deu prejuízos gigantescos ao sistema financeiro e aos fundos de pensão de servidores públicos estaduais em várias regiões do Brasil.

A prisão de Vorcaro, um bandido perigoso, foi suave, conduzida com carinho pelos políciais federais, com direito aos enquadramentos sofisticados nas imagens.

O MC Poze do Rodo, também criminoso, foi alvo da polícia de forma cinematográfica, algemado, com alta exposição e repetição de imagens em que os policiais põem a mão na nuca do preso e o conduzem de forma hostil.

As diferenças são explícitas e fáceis de analisar. O banqueiro bandido de pele clara é muito bem tratado no ato da prisão, discretamente.

O funkeiro é exposto em cenas de espetáculo, como se fosse um “bicho” perigoso que precisa ser preso com um plus de violência nos gestos, na forma de ser conduzido e na fabricação das imagens para o julgamento do público.

Tem ou não tem racismo nessas prisões?

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Zappear ou concentrar?

Entre vantagens e desvantagens, a oferta de conhecimento na rede mundial de computadores estimula diversas formas de consumo para quem busca informações.

A navegação na web é mais intensa para a chamada “Geração Z”, formada por pessoas nascidas nos anos 1990 e embaladas no ambiente das novas tecnologias e dispositivos eletrônicos disseminados com o surgimento da internet.

“Geração Z” deriva de “zappear”, o hábito de navegar com rapidez e alternar os mecanismos de busca, desenvolvendo múltiplas habilidades na rolagem das plataformas para acessar vídeos, sites, podcasts e textos.

A vantagem de “zappear” é a multiplicidade da oferta de conteúdo e a facilidade para encontrar respostas para quase tudo, no universo sem fim de fontes.

Por outro lado, a desvantagem é a falta de foco e concentração, diante de tantas oportunidades, cada vez mais fascinantes e sedutoras, sempre oferecendo motivações para a navegação.

Nesse contexto, é necessário trabalhar com equilíbrio no processo de busca de informações e saber o limite ideal entre “zappear” e concentrar.

Afinal, foco é tudo nesse mundo de tantas dispersões.

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Notícias

Consulta pública amplia a luta pela Resex Tauá-Mirim

Nessa sexta-feira (17 de abril) será realizada a consulta pública para a criação da Resex Tauá-Mirim, um momento considerado decisivo em um processo que se arrasta há mais de duas décadas e envolve cerca de 2.200 famílias de 12 comunidades da zona rural de São Luís. A Consulta Pública é um momento em que a população pode participar, tirar dúvidas e contribuir com esse processo histórico. A atividade acontece a partir das 9h da manhã no Cine Teatro, Viriato Correa, no IFMA, Monte Castelo

A proposta da Reserva Extrativista busca garantir o uso sustentável dos recursos naturais, assegurando direitos às populações tradicionais que vivem da relação direta com os manguezais, rios e florestas da região. É uma área estratégica tanto do ponto de vista social quanto ambiental. A consulta pública é uma etapa obrigatória para a criação da Resex e representa uma oportunidade concreta de participação popular no processo, permitindo que moradores, organizações e a sociedade em geral contribuam com a decisão.

Liderança comunitária da região, Beto do Taim reforça que a criação da reserva vai além da regularização do território e representa um novo modelo de planejamento espacial do município de São Luís. “A criação da Resex é um passo importante para o planejamento de continuidade do uso equilibrado dos recursos naturais, tanto aquáticos quanto florestais. Aquela região, como já foi dito e está registrado em vários estudos, ainda tem um lençol freático mais saudável, sendo uma reserva de água significativa para a vida de São Luís”, explicou.

A expectativa é que a consulta pública fortaleça o reconhecimento da importância da reserva e avance na consolidação de políticas públicas voltadas à justiça socioambiental, proteção da biodiversidade e sustentabilidade da Ilha de São Luís. A participação popular é considerada essencial neste momento, reafirmando que a criação da Resex Tauá-Mirim é, sobretudo, uma construção coletiva em defesa do território, da natureza e do futuro da cidade.

De acordo com o pesquisador, professor e um dos coordenadores e fundadores do Grupo de Estudo Desenvolvimento, Modernidade e Meio Ambiente (GEDMMA), da UFMA, Horácio Antunes, ainda há pouco conhecimento sobre a realidade dessas comunidades dentro da capital maranhense. “Muito pouca gente sabe, mas São Luís ainda tem uma expressiva zona rural, ainda tem comunidades que vivem de uma relação profunda com a natureza e a manutenção disso é super importante para essas comunidades, para o meio ambiente e para a cidade de São Luís como um todo”, destacou.

O quê: Consulta Pública para criação da Resex Tauá-Mirim

Quando: 17 de abril

Hora: 9h

Local: Cine Teatro, Viriato Correa, no IFMA, Monte Castelo

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Prêmio Sebrae de Jornalismo 2026 abre inscrições

Jornalistas e estudantes podem inscrever trabalhos que retratem inovação, inclusão produtiva e desenvolvimento com foco nos pequenos negócios

Estão abertas as inscrições para o Prêmio Sebrae de Jornalismo (PSJ), que chega à sua 13ª edição valorizando produções que destacam o papel do empreendedorismo e dos pequenos negócios no desenvolvimento econômico e social. A premiação reconhece conteúdos que abordam temas como inovação, transformação digital, inclusão produtiva, sustentabilidade e empreendedorismo feminino.

Até o dia 8 de junho, profissionais e estudantes poderão inscrever seus trabalhos pelo site www.premiosebraejornalismo.com.br, onde também estão disponíveis o cronograma e o regulamento da 13ª edição. Cada participante pode submeter até três conteúdos, sem limite de inscrições por veículo ou instituição de ensino.

Os vencedores ou vencedoras serão premiados em dinheiro e equipamentos eletrônicos. Veja aqui mais detalhes e o regulamento completo

  • São quatro categorias principais para profissionais de imprensa: TextoÁudioVídeo e Fotojornalismo.
  • Há uma categoria especial para estudantes: Jornalismo Universitário.
  • Período de veiculação das matérias que podem concorrer: 9 de junho de 2025 a 7 de junho de 2026.
  • Etapas: a primeira, em nível estadual, classificará os concorrentes para a etapa regional, que definirá os finalistas da etapa nacional.

O tema principal do prêmio é o empreendedorismo com foco nos pequenos negócios. Veja alguns subtemas interessantes que você pode abordar:

  • Bioeconomia, Negócios Verdes e Sustentabilidade;
  • Acesso a Crédito e Gestão Financeira;
  • Produtividade e Competitividade;
  • Inclusão Produtiva e Desenvolvimento Territorial;
  • Transformação Digital;
  • Empreendedorismo Feminino;
  • Políticas Públicas e Legislação;
  • Inovação e Startups;
  • Empreendedorismo Social;
  • Educação Empreendedora.
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Derrota de Orbán abala articulação global da extrema direita em meio à guerra no Irã

Focus Brasil – A derrota de Viktor Orbán nas eleições parlamentares da Hungria, em 12 de abril de 2026, encerra um ciclo de 16 anos de poder e atinge diretamente um dos principais polos de articulação da extrema direita global.

O resultado ocorre em meio à escalada da guerra no Irã, que já pressiona o preço da energia, afeta economias e passa a ser mobilizada como instrumento político em disputas eleitorais.

O partido de oposição Tisza, liderado por Péter Magyar, conquistou maioria qualificada no Parlamento, com participação recorde do eleitorado.

Ainda na noite da eleição, Orbán reconheceu a derrota e parabenizou o adversário, classificando o resultado como “claro”. O gesto contrasta com episódios recentes envolvendo Donald Trump, nos Estados Unidos, e Jair Bolsonaro, no Brasil, que questionaram ou rejeitaram resultados eleitorais.

A agência internacional de notícias Reuters destacou que a derrota “derruba um pilar da extrema direita europeia e provoca um exame mais minucioso das suas ligações com o movimento MAGA”, em referência à rede política construída em torno de Trump.

Guerra, energia e disputa política
A eleição húngara ocorre sob o impacto direto da guerra no Irã. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, elevou os preços da energia e ampliou a pressão sobre o custo de vida em diferentes países.

O relatório Global Risks 2026, do Fórum Econômico Mundial, aponta que conflitos armados entre Estados e desinformação estão entre os principais riscos globais, com potencial de desestabilizar economias e sistemas políticos. Na prática, esse cenário tem deslocado o debate eleitoral para temas como segurança energética, inflação e soberania.

Nesse contexto, o conflito deixa de ser apenas um evento geopolítico e passa a influenciar diretamente disputas internas. Nos Estados Unidos, Donald Trump tem incorporado a guerra ao discurso político, associando o tema à agenda eleitoral e à mobilização de sua base.

Steve Bannon, Flávio Bolsonaro, Orbán e Trump
Ao longo dos últimos anos, Orbán consolidou relações com lideranças da extrema direita internacional, especialmente Donald Trump e seu ex-estrategista Steve Bannon. Essa articulação não ficou apenas no plano simbólico.

Em 26 de outubro de 2018, Bannon declarou apoio público à candidatura presidencial de Jair Bolsonaro e afirmou esperar que sua vitória contribuísse para uma “maré populista global”. A partir daí, o bolsonarismo passou a operar como um dos polos latino-americanos dessa rede, em diálogo com o trumpismo e com governos como o de Orbán.

Na Hungria, esse alinhamento se manteve até a reta final do processo eleitoral. Em 8 de abril de 2026, o vice-presidente dos Estados Unidos, J.D. Vance, esteve em Budapeste em apoio a Orbán, gesto que foi interpretado como tentativa de reforçar a conexão direta entre o governo húngaro e o campo político ligado ao movimento MAGA.

A derrota de Orbán não encerra essa articulação, mas enfraquece um dos seus principais pontos de apoio em um momento de maior exposição e disputa.

O Brasil esteve integrado a essa rede nos últimos anos. Durante o governo Bolsonaro, a aproximação com Orbán e Trump foi explícita e se manifestou em diferentes níveis.

Entre 12 e 14 de fevereiro de 2024, Jair Bolsonaro permaneceu por dois dias na embaixada da Hungria em Brasília, poucos dias após ter o passaporte apreendido pela Polícia Federal. O episódio, revelado por imagens de segurança, evidenciou o grau de proximidade política com o governo húngaro.

Esse alinhamento também se expressa no discurso atual. Em março de 2026, durante a CPAC no Texas, Flávio Bolsonaro afirmou que o Brasil poderia ser “a solução da América para quebrar a dependência da China em minerais críticos”, defendendo maior integração estratégica com os Estados Unidos.

A fala recoloca o país dentro da lógica de articulação internacional da extrema direita, agora em um cenário de maior disputa geopolítica e econômica.

No cenário global, a guerra no Irã já produz efeitos econômicos nefastos. A alta do petróleo pressiona inflação e consumo em diferentes países, ampliando a instabilidade.

No Brasil, o impacto tem sido parcialmente contido por políticas adotadas pelo governo federal, especialmente na gestão dos preços dos combustíveis e na atuação da Petrobras. A estratégia tem buscado reduzir a transmissão imediata da volatilidade internacional para o mercado interno.

Esse contraste evidencia modelos distintos de resposta à crise e reforça o peso econômico da disputa política em curso.

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O futuro do rádio no podcast Espaço Público

“O rádio e as novas tecnologias” é o tema do podcast Espaço Público de terça-feira (14 de abril), às 20h, na rádio comunitária Bacanga FM.

Vamos receber o engenheiro eletricista e consultor em tecnologias de comunicação Fernando Cesar Moraes.

Espaço Público é uma produção da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão, transmitido pela rádio Bacanga FM, em parceria com a Agência Tambor e a Rede Abraço de emissoras FM e webradios.

O programa tem apresentação dos professores Ed Wilson Araújo e Martonio Tavares e do radialista Luís Augusto Nascimento.

A operação é de Valmarley Pinto.

Acompanhe e participe pelo site https://www.radiobacangafm.com.br/ e nas nossas redes sociais.

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Um mestre maranhense no Brasil Imperial

Texto: Paulo Henrique Máximo Lacerda (Facebook: A História Esquecida), republicado pelo portal Agenda Maranhão

Nascido em Codó, no coração do Maranhão, em 1858, Hemetério José dos Santos (1858–1939) era filho do major Frederico dos Santos Marques Baptisei, dono da fazenda São Raymundo, e de Maria, sua escrava.

O pai – talvez movido por culpa, talvez por afeto – pagou os estudos do menino no Colégio da Imaculada Conceição, em São Luís. E foi ali que começou a saga de um dos mais brilhantes intelectuais afro-brasileiros do século XIX.

Aos 17 anos, Hemetério deixou o Maranhão rumo ao Rio de Janeiro, então capital do Império. Três anos depois, já era professor do prestigiado Colégio Pedro II — feito raro até mesmo entre brancos da elite.

Em 1889, Dom Pedro II o nomeou professor adjunto de Língua Portuguesa no Colégio Militar onde, mais tarde, conquistaria a cadeira vitalícia.

Entre uma aula e outra, cursou a Escola de Artilharia e Engenharia, alcançando a patente de major e, mais tarde, a de tenente-coronel honorário.

Hemetério dos Santos não era apenas um homem de farda e giz. Era, também, um pensador inquieto — gramático, filósofo, escritor.

Percorria escolas, auditórios e salões ministrando conferências sobre o ensino, defendendo com veemência o valor da educação e da cultura como instrumentos de emancipação.

Sílvio Romero, crítico temido e rigoroso, o colocou ombro a ombro com Olavo Bilac, Graça Aranha e os irmãos Aluísio e Artur Azevedo. E com razão: Hemetério dominava a palavra — escrita e falada — com o mesmo brilho com que, em sua juventude, desafiara o destino que o nascera desigual.