Categorias
notícia

Claudia Santiago recebe o prêmio Leolinda Daltro 2026

Site do NPC – Criado em 2003 pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio (Alerj), o Diploma Leolinda Daltro homenageia todo ano dez mulheres do estado do Rio. O reconhecimento é pelo protagonismo das premiadas na defesa dos direitos das mulheres e nas questões de gênero.

Para este ano de 2026, Claudia Santiago, criadora e coordenadora do NPC, foi escolhida como uma das homenageadas pelas deputadas que integram a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. A cerimônia de entrega do prêmio ocorreu no dia 23 de março, presidida pela deputada estadual Renata Souza, jornalista e ex-aluna do curso de comunicação popular do NPC. 

Categorias
notícia

Apruma repudia medida autoritária na UFMA

Nota da diretoria da Apruma em defesa da Democracia e da Autonomia universitária na UFMA

Fonte: Site da Apruma

A Apruma Seção Sindical do ANDES-SN tem um histórico de lutas em defesa da democracia e da autonomia universitária, sem nunca ter silenciado sobre quaisquer formas de autoritarismos e arbitrariedades dentro da universidade e fora dela. Recentemente, obtivemos uma grande vitória com o fim da lista tríplice para a escolha de reitores, o que significa ratificar e respeitar a vontade da maioria da comunidade universitária na escolha de seus dirigentes. Este êxito é resultado de uma luta de décadas do movimento sindical docente brasileiro, que tem no ANDES-SN e nas suas seções sindicais suas expressões máximas.

Nos últimos anos, a Universidade Federal do Maranhão e suas administrações superiores vêm se reproduzindo através de formas pouco republicanas, que nem sempre prezam por ações democráticas e transparentes. São relações de poder tantas vezes baseadas em práticas clientelistas e patrimonialistas, o que tem se revelado na maneira como se dão certas remoções docentes, com a ausência de normas, resoluções e critérios claros para mobilidade de professores entre coordenações, bem como a pouca transparência em relação à destinação de códigos de vagas, ou na imposição, mais recentemente de uma dita “modernização”, com o fim dos departamentos, o que na prática tem afetado negativamente a carga de trabalho docente, com mais burocracia por toda a UFMA.

Outra coisa que nos inquieta e já nos manifestamos neste sentido, é a forma como se dão as eleições na UFMA, seja para coordenadores de curso, diretores de centro e para a reitoria, isto é, no formato remoto. Defendemos eleições no formato presencial, o que é bom para a democracia, já que garante o sigilo do voto e diminui as possibilidades dos assédios de cunho moral.

Diante do exposto, manifestamos nosso total desacordo com a forma de condução do processo eleitoral para as direções de Centro na UFMA, principalmente porque ele não obedece ao prazo estabelecido pelo próprio Estatuto da UFMA, as eleições eram para acontecer em janeiro de 2026. Quais as justificativas da administração superior para postergar o pleito das direções de centro atualmente?

Nos causa estranheza e espanto a publicação das portarias do último dia 8 de abril de 2026, reconduzindo os mesmos diretores e as mesmas diretoras de centro de toda a UFMA (em caráter pró-tempore), eleitos em janeiro de 2022, com exceção do Diretor do Centro de Ciências Humanas (CCH), Luciano da Silva Façanha. Embora reconheçamos que seja uma prerrogativa do reitor, o ato não deixa dúvidas: é explicitamente arbitrário, antidemocrático e político. A administração superior desrespeita e deslegitima todos e todas que votaram nele na última eleição e por isso nos solidarizamos com o professor e com a comunidade universitária do CCH neste momento.

Por fim, a Apruma reafirma seu compromisso inegociável com a democracia, a autonomia universitária, além da transparência e equidade não somente na condução de todos os processos eleitorais na UFMA, mas também em suas práticas cotidianas.

Categorias
Artigos

Pedras, pedradas e a lua

Eloy Melonio *

“Olha a pedra de responsa aí, gente!”

Acredite se quiser: imaginei-me em plena Sapucaí ouvindo essa convocação. E logo pensei tratar-se de uma homenagem ao “reggae” do Maranhão [pronuncia-se /réguei/]. Um devaneio, obviamente. E mais: o puxador de samba diria “flor”, palavra que completa o nome de sua escola. Um alívio, pois nunca soube de alguém que beijasse pedras.

Aqui e ali, essa palavra (pedra) aparece do nada e cala o silêncio da galera. Em alguns casos, ela não é ela mesma, mas uma metáfora para “problema, obstáculo, situação indesejada”. Não sei se já era famosa antes do Drummond. Mas sei que ficava no meio do caminho só para ver os poetas passarem.

E aí lembrei-me dos atiradores de pedras do Novo Testamento, cujo alvo eram as mulheres adúlteras, apanhadas “no flagra”. Repreendidos, esses juízes sem toga ficaram sem palavras quando Jesus os interpelou: “Quem dentre vós não tiver pecado, atire a primeira pedra?” (João 8:7).

Outra pedra histórica aparece no confronto bíblico entre Davi e Golias. Certeira, ela entra com tudo no cenário da guerra entre hebreus e filisteus. Num típico milagre do Velho Testamento, essa pedra salva os judeus quando, atirada por Davi, atinge em cheio a cabeça do gigante Golias, muito temido na região.

Lembro-me nitidamente do filme “Davi e Golias” (1960), um épico italiano, estrelado por Orson Welles (Rei Saul) e Ivica Pajer (Davi). Mas os olhos da garotada brilhavam mesmo era com a figura do musculoso ator Primo Carnera, lendário pugilista italiano (1906-1967), no papel de Golias. Devia ter entre 11 e 12 anos quando assisti ao filme na prestigiada tela do Cine Éden, na Rua Grande, em São Luís, capital do Maranhão.

Parece que cada um de nós tem sua história com as pedras. Nestes tempos difíceis, as comunidades mais necessitadas usam-nas em suas manifestações de protesto. E elas só perdem para os pneus, que, geralmente “em chamas”, obstruem ruas, avenidas ou estradas. Os caminhoneiros geralmente reclamam: “Tinham muitas pedras no meio do caminho”.

Da guerra e protestos para as festas: em São Luís, outras pedras fazem a cabeça de muita gente. Refiro-me ao “reggae”, esse ritmo tipicamente jamaicano, adotado por uma multidão de apaixonados. Lembra-se da “metáfora”? Pois é, no reggae, a “pedra” é uma música apaixonante, que toca fundo nos corações sensíveis. Um preceito tradicional diz: reggae sem pedras não é reggae de responsa. E, aqui, na Ilha do Amor não se pode imaginar um show ou baile sem as “pedradas” (músicas mais populares). Se tem reggae, os passos da dança individual ou casais dançando agarradinho chamam a atenção do público. E os “regueiros guerreiros” (Tribo de Jah) enfeitam a cidade com suas toucas, camisas e calças nas cores vermelha, verde e amarela.

A conexão viva entre o reggae e a capital maranhense é um caso de amor que começou por volta dos anos 1970. E o que já era realidade no coração do regueiro maranhense tornou-se patrimônio cultural. Como consequência, em 2023, São Luís passou a ser considerada a “capital brasileira do reggae”, conforme a lei 14.668, proposta pelo deputado Bira do Pindaré. E, hoje, é a única a abrigar um Museu do Reggae fora da Jamaica. Jimmy Cliff (1944-2025) e muitos cantores jamaicanos já se apresentaram por aqui, e o intercâmbio com a Jamaica é real e intenso.

Na capital do reggae, alguns cantores têm músicas de sucesso e fazem shows para grande público. Entre as bandas, a Tribo de Jah é a mais conhecida na ilha, no Brasil e em vários países. Recentemente, Célia Sampaio, a “dama do reggae”, participou do show da cantora Iza, no The Town, em São Paulo (set/2025). Um luxo para um ritmo que, por muito tempo, sobreviveu na periferia da cidade.

Entre os cantores, Gerude traduz essa cena com “Jamaica São Luís” (parceria com Ciba Carvalho): “O rei Bob Marley não disse/ Mas Jimmy Cliff, mas Jimmy Cliff/ Balançou a ilha e disse/ Gegê, a capital existe, a capital existe/ São Luís, a Ilha Jamaica/ oi oi oi oi/ Capital brasileira do reggae”.

Zeca Baleiro também faz sua incursão sonora pelas pedras da “Ilha do Amor”. “Pedra de Responsa”, em parceria com Chico César, é uma pedrada: “É pedra, é pedra, é pedra/ É pedra de responsa/ Mamãe, eu volto pra ilha/ Nem que seja montado na onça”.

Essas e outras músicas estão no repertório de Alcione e outros artistas famosos. E é nessa vibe que as pedras se esbaldam nos espaços públicos da Ilha-Jamaica. Porque o reggae é do povo, é das comunidades. Em cada “pedrada”, braços, pernas e quadris interagem em perfeita harmonia com esse ritmo contagiante.

E, para fechar esta crônica com “pedra de ouro”, destaco um homem que está à porta da Lua. De lá, ele nos envia uma mensagem que é uma “pedrada”: “We are all one people” (Somos todos um só povo). Victor Glover, 49 anos, primeiro astronauta negro a viajar além da órbita terrestre (missão Artemis II) pode até não curtir as pedras do reggae, mas sabe que precisamos valorizar a dança da vida, não necessariamente agarradinhos, mas olhando um para o outro com amor, respeito e dignidade.

Muita gente sonha com uma nova “pedra” que seja a voz de um tão esperado canto de paz, seguindo os exemplos de Jesus, do astronauta americano e da espontaneidade do reggae. E que as velhas pedras fiquem apenas nas letras frias da história da humanidade e nas metáforas dos nossos poetas.

Eloy Melonio é poeta, compositor e escritor

Imagem destacada / Radiola de reggae característica do Maranhão. Fonte: https://culturadobrasiloficial.com/reggae-no-maranhao

Categorias
Notícias

TV UFMA terá novas séries nacionais e atrações locais na programação

A partir desta segunda-feira, 13 de abril, a TV UFMA presenteará o público com uma programação diferenciada, trazendo novas séries nacionais e temporadas de programas e interprogramas locais com episódios inéditos. A primeira novidade nas telas da emissora vai começar às 10h, com o início da quarta temporada do infantil “Laboratório Aloprado Tá On. Dessa vez, o destaque será a participação de pequenos curiosos de São Luís, uma produção em parceria com a TV UFMA.

Exibida de segunda a sexta, a série com Biruto Galilei e sua turma apresenta novas experiências práticas, tecnologia, músicas inéditas e muitas descobertas para despertar a curiosidade. Ainda na segunda, às 13h, em parceria com a Fapema (Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão), a TV UFMA exibirá o programa “Em dia com a Ciência”. Apresentado pelo jornalista John Haien, o programa quinzenal destaca a pesquisa científica e o trabalho dos pesquisadores da UFMA e de instituições de pesquisa no Maranhão.

Para quem gosta de assistir a bons filmes maranhenses e clássicos do cinema mundial, a TV UFMA exibirá, às 19h, a quinta temporada do interprograma “Curta Agora”, atração que divulga a produção audiovisual universitária e local. Já às 21h, a sessão de filmes continuará no “Cine Sala 22”. O programa exibe longas-metragens que são clássicos do cinema nacional e internacional e estão em domínio público. Os dois programas são semanais.

Terça-feira – Na terça-feira, 14, estrearão as séries “Terra Viva” (18h20) e “Cinco Mulheres do Brasil” (20h), parcerias com o Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Audiovisual Brasileiro (Prodav). Em Terra Viva, o público mergulhará em diferentes paisagens, biomas e famílias extrativistas do Brasil, que abrem as portas de suas casas e compartilham seus conhecimentos, tecnologias e histórias de resiliência de quem aprendeu com seus ancestrais a cuidar da floresta. 

Já a série Cinco Mulheres do Brasil explora a vida e o legado de figuras femininas icônicas da história do país. Cada episódio combina diálogos ficcionais entre as atrizes nos bastidores da montagem e trechos dos monólogos e depoimentos de especialistas. Em seguida, às 21h, a TV UFMA exibirá o jornalístico “Sem Filtro”, produção local com a presença de jornalistas convidados. A estreia da nova temporada do programa terá como entrevistado o filósofo e professor da USP, Vladimir Safatle, autor do livro Ameaça interna: psicanálise dos novos fascismos globais.

Quarta-feira – Na quarta-feira, 15, às 19h, a TV UFMA estreará a sexta temporada do “Entreletras”. O apresentador William Amorim recebe a professora Ceres Murad, membro da Academia Maranhense de Letras (AML), reitora e docente do Centro Universitário Unidade de Ensino Superior Dom Bosco (UNDB). No mesmo dia haverá a estreia de mais três séries inéditas. São elas: “HPC Spotlight (Versatus HPC), “Rastro dos Bichos” (Prodav) e “Ecos Ancestrais” (UNESP TV).

Com início às 13h e reprise na sexta, às 18h45, HPC Spotlight é dedicada à divulgação científica e tecnológica. Com quase um milhão de visualizações no YouTube, a série mostra a pesquisa nacional que transforma descobertas em soluções concretas para o futuro. As outras atrações são as séries Rastro dos Bichos (18h20), sobre animais do Brasil, ameaçados de extinção, e Ecos Ancestrais (21h), projeto de letramento racial que contribui para enfrentar o racismo estrutural no Brasil.

Na quinta-feira, 16, às 19h, a TV UFMA estreará a nova temporada do programa “É Música”, com a cantora maranhense Emanuele Paz.  Em seguida, às 20h30, exibe a série “Game Dev Brasil” (Prodav), que mostra um panorama dos desenvolvedores de jogos no Brasil, desde empresas que movimentam milhões a desenvolvedores que fazem tudo sozinhos em seus computadores pessoais. Já às 21h, tem início a nova temporada do “Segue o Curso”, entrevistando docente, estudante e egresso do curso de Ciências Sociais da UFMA.

Na sexta-feira, 17, às 12h, a emissora vai veicular a divertida série “Quero ser Veg” (Prodav), com Mayana Neiva, que desmistifica o veganismo em episódios repletos de informação e sabor. Já às 21h, tem a estreia da nova temporada do “Repórter Ciência”. Em parceria com a Fapema, o programa divulga pesquisas científicas e contribui para a democratização da ciência, mostrando o trabalho dos pesquisadores da UFMA e de outras instituições do Maranhão.

Categorias
notícia

Governo assina protocolo nacional para investigação de crimes contra jornalistas

Abraji – Neste 7 de abril, Dia do Jornalista, o governo federal oficializou uma medida para a proteção da liberdade de imprensa no país. O ministro Wellington César Lima e Silva, da Justiça e Segurança Pública (MJSP), assinou o Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais. O evento ocorreu às 11h, no Palácio do Planalto, com a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), o Ministério dos Direitos Humanos e das Relações Exteriores. 

Clique neste link para conferir o vídeo do evento.

A iniciativa foi elaborada no âmbito do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais e contou com a colaboração da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) e outras organizações de defesa do jornalismo. O Observatório é uma iniciativa do Ministério da Justiça, que retomou suas atividades em 2026 e confirmou a publicação do protocolo para padronizar os procedimentos de investigação em casos de violência contra a imprensa.

O foco da medida é garantir a proteção das vítimas e a padronização dos procedimentos investigativos, evitando que a motivação do crime – o exercício da atividade jornalística – seja ignorada durante a apuração. O documento também busca fortalecer a cooperação entre diferentes instituições para garantir que ataques contra a imprensa não fiquem impunes e que as vítimas recebam a proteção devida. Com as novas regras, espera-se que as forças de segurança tenham ferramentas mais eficazes para lidar com a violência sistêmica.

A construção dessa política pública teve marcos importantes recentes. Em 18 de março, a Abraji esteve presente na primeira reunião do ano do Conselho Consultivo do Observatório da Violência contra Jornalistas, no qual a associação tem assento. O encontro debateu a melhoria da transparência em investigações e processos judiciais relativos a violações contra jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos. Confira por meio deste link

Na mesma data, foi realizado um encontro com a participação do relator especial Pedro Vaca, da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), da OEA, e de representantes dos ministérios das Relações Exteriores (MRE) e da Justiça, da Secom, do Ministério Público Federal (MPF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Também estiveram presentes as organizações, entre elas a Abraji, que integram a Mesa de Trabalho Conjunta das medidas cautelares do caso Dom e Bruno na CIDH.

Categorias
notícia

Judas: traição é regra na política

Traição é algo que sempre faz sentido na política. Embora seja um desvio ético, ela está historicamente entranhada nos jogos de poder ao longo de séculos e séculos.

Não me refiro de imediato à política partidária recente. A traição é uma instituição da humanidade.

Ela está presente muito antes do surgimento da personagem Jesus histórico, traído por Judas Escariotes.

Para não ir tão distante no tempo, se recuarmos apenas à Roma Antiga, temos fartos exemplos de traições que mudaram o curso dos acontecimentos.

A retumbante traição do general Marco Antônio foi uma, entre tantas.

Os motivos das traições são basicamente três: poder, dinheiro e afetos (relacionamentos amorosos). A paixão do romano Marco Antônio por Cleópatra, rainha do Egito, motivou o esgotamento da República e início do Império Romano.

Já na política partidária atual, traidores e traídos sempre dialogam quando os interesses são convergentes ou agonísticos, (re)fazendo acordos ou desmontando tratativas.

Há sempre oportunidades para alinhar ou desarrumar pactos, a depender dos movimentos conjunturais, da correlação de forças e da dinâmica do poder.

Dito isso, é preciso interpretar a traição além do bem e do mal. As eleições, a cada dois anos, estão repletas de inimigos que viram amigos. E vice-versa.

Quem hoje é elogiado, amanhã pode ser destratado.

Santos viram demônios e estes santificam ao sabor dos interesses que fazem juntar ou separar a política movida pelo dinheiro, poder e amores.

Os políticos profissionais têm pleno conhecimento do valor das traições nas disputas eleitorais. Eles sabem que o eleitor, em grande parte, é movido pelas paixões.

As pessoas, principalmente as menos críticas, amam ou odeiam determinado(a) candidato(a) e até sofrem por isso, debatem e chegam às vias de fato.

Com a ascensão da extrema direita, o sentimento de ódio se apropriou da política e piorou muito a percepção das pessoas.

Algo que era saudável, virou fel.

Essa é a pior parte. A extrema direita despolitizou de vez a política e transformou tudo em ódio, violência e morte.

Então, o ódio virou um combustível perigoso nas bocas e nas mãos armadas dessa gente estúpida e hipócrita!

Categorias
notícia

Coríntios 13 para o Domingo de Páscoa

¹ Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

² E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e todo o conhecimento, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

³ E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.

⁴ O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.

⁵ Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;

⁶ Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;

⁷ Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

⁸ O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo conhecimento, desaparecerá;

⁹ Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;

¹⁰ Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.

¹¹ Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.

¹² Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.

¹³ Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

1 Coríntios 13:1-13

Categorias
Literatura

Testamento de Judas 2026, por Cesar Teixeira

A triste sina do Judas
por muito o povo alegrou
como folclore, vingança
por dedurar o Senhor.
E assim, em noite de Lua,
crianças brincavam na rua
me chamando “traidor”.

Mas na malhação cristã
a história agora muda:
sou eu quem fui o traído
neste meu papel de Judas.
Ninguém me bota no poste
e nem ri, mesmo que goste 
destas rimas cabeludas.

Por esses quarenta anos
que a democracia dura,
lá no Museu da República
deixo o bronze da rasura.
Sarney foi só contrapeso
para um Tancredo indefeso
no balcão da ditadura.

Ele sempre diz ter feito 
a transição democrática,
sem falar de quem lutou
e deu o sangue na prática.
Não esteve nas Diretas,
mas reescreve incompleta
a sua história lunática.

Como ficou preso em casa
depois de uma “gripezinha”,
vou deixar pro Bolsonaro
uma ferramentazinha
de abrir tornozeleira,
mas, se fugir pra fronteira,
vai voltar pra Papudinha.

Deixo ao Antônio Guerreiro
uma propina maneira
pra rachar com Belchior
e Lúcio Penha Ferreira.
Essa venda de sentenças
já tem nome na imprensa:
Tribunal da roubalheira.

Vou deixar Caldo Knorr
para Manoel Galinha,
tempero judicial
não se compra na Feirinha.
Lá dentro do galinheiro
a PF achou dinheiro
e até armas na cozinha.

Deixarei um GPS
pra NASA não pegar multa
se esquecer lá na Lua
peças da ciência inculta.
Trump não faria falta
se fosse um astronauta
perdido na face oculta.

Com a invasão do Irã,
Pato Donald é culpado
pelo aumento do diesel,
cerveja, pão e guisado.
No Xirizal do Oscar Frota
até preço de xoxota
já está adulterado.

Deixo pro Netanyahu
a bacia de Pilatos
pra lavar os seus pecados
e os seus crimes. De fato,
o Mar Vermelho que mina
é o sangue da Palestina
na guerra dos insensatos.

Já deixei uma emenda
de dois milhões na varanda,
mas as cadeiras de rodas
sumiram numa quitanda.
Pro governo proxeneta
do Brandão deixo muletas,
que é pra ver se ele anda.

Meu velho computador,
que virou sucata incerta,
vou deixar na oficina
do Djalma Boca Aberta.
Esse cara é trambiqueiro,
suja as mãos com o dinheiro
daquilo que não conserta.

A trama do Agronegócio
é intoxicar a paz
de quilombolas, indígenas,
crianças e animais.
Utilizando aviões 
envenena as plantações 
só pensando em lucrar mais. 

Minha tese de Mestrado
na Godofredo eu vou ler.
É lá que eu bebo e encontro
um pão-cheio pra comer.
Sei que estou reprovado
nessa Faculdade ao lado,
que detesta MPB.

Porém deixo uma lista
pra boêmio e pra doutor:
tem o Butiquim do Carlos 
e Ao Redor tem o Bistrô;
tem Candinha de Bigode,
Rock’tanda com pagode,
Caipirinha e tambor.

Não há traidor da pátria 
como o Flávio Rachadinha,
que faz selfie nos States
com papos de mentirinha.
Quer rifar as terras raras
e até cartas ignaras
de Pero Vaz de Caminha.

Para o deputado Nikolas
não morrer feito catraio,
em sua cabeça oca
vou deixar um para-raios.
São duas antenas finas
pra proteger sua crina
da linha de papagaio.

Deixarei ao Flávio Dino
o aplauso da orfandade,
contra a farra das emendas 
de secreta identidade.
Fechando a boca do caixa,
o Brasil abriu a faixa:
Transparência é liberdade!

Estas lágrimas que caem
e descem pela sarjeta
são os versos esquecidos
de invisível caneta 
para um boneco de pano,
migalhas do desengano
caídas de uma gaveta.

Meu destino no Inferno
o Capeta encomendou,
porém sei que a brincadeira
lá no Céu não acabou.
Patativa e Nélson Brito
vão tocar fogo infinito 
neste Judas falador.

EnFIM

Categorias
notícia

Gentrificação! Últimos bares populares da Ponta d’Areia serão demolidos

A especulação imobiliária na Ponta d’Areia produz a eliminação radical dos ambientes populares frequentados pelos moradores do São Francisco e arredores.

Trata-se de um fenômeno chamado gentrificação, que consiste em transformar áreas urbanas periféricas em polos residenciais e comerciais (veja vídeo abaixo).

O corredor de bares e restaurantes localizados na rua Ivan Loureiro, entre a praça do Sol e os condomínios da chamada Península, estão com os dias contados.

Alex Mendes, proprietário do Quintal de Areia, pensa em recomeçar tudo de novo em outro lugar

Todos serão demolidos! O objetivo é “limpar” a área para valorizar os empreendimentos das construtoras, estendendo o calçadão até o antigo hotel Praia Mar.

O território dos bares já notificados para demolição guarda memórias da cidade, principalmente os espaços de música reggae, como o lendário “Toque de Amor” dos anos 1980, o Chama Maré e o charmoso “Quintal de Areia”.

Por outro lado, as construções irregulares, como o próprio hotel Praia Mar, erguido em área de Marinha, e os bangalôs do Champs Mall, enfiados na faixa de areia, seguem intocáveis.

Em vez de destruir os bares da Ponta d’Areia, o Governo do Maranhão deveria reformar e padronizar os empreendimentos, mantendo as fontes de trabalho, renda e turismo.

Categorias
notícia

Fato nacional: filiação de Eliziane Gama ao PT mexe no tabuleiro eleitoral do Maranhão

O palanque de Lula no Maranhão para 2026 já tem seu primeiro nome sinalizado entre as candidaturas majoritárias: trata-se da senadora Eliziane Gama, candidata à reeleição.

Ela se filiou hoje (02/04) ao Partido dos Trabalhadores (PT), na cidade de Salvador, tendo sua ficha abonada pelo próprio Luiz Inácio Lula da Silva. O assunto foi notícia nacional, movimentando o tabuleiro maranhense.

No momento da filiação, Lula gravou um vídeo em que afirmou ser “muito grato ao trabalho de Eliziane” e disse estar “muito agradecido pelo fato de ela ter se filiado ao PT”. (veja o vídeo abaixo.)

Em entrevista a este blog, a senadora Eliziane Gama afirmou que “está atendendo a um convite do presidente Lula. Não tinha como recusar. Estou honrada de estar com ele no mesmo partido”.

Eliziane era filiada ao PSD, partido do ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide. Diante da mudança, a nova filiada do PT explicou que a decisão “atende a um projeto nacional”.

Palanque no Maranhão

Em nota pública, a senadora explicou que “o PSD decidiu seguir um novo trilho político no país. Eu respeito, mas tenho um pensamento diferente, que é público no Brasil”.

A união entre Lula e Eliziane Gama tem caráter estratégico

A questão passa pela candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência pelo PSD, figura ultra-reacionária, que representa hoje uma linha auxiliar do bolsonarismo de extrema direita.

Sobre seu futuro palanque no Maranhão, Eliziane afirmou que “é óbvio que vou seguir, sem problema, a orientação do PT, que tem a reeleição de Lula como prioridade absoluta”.

Em relação ao PT no Maranhão, o ambiente é de tranquilidade e alegria, com entendimento sobre a importância da chegada da senadora, que certamente será um fator relevante para a necessária mobilização da campanha lulista.

Caminho natural

A senadora maranhense chega ao PT após ser reconhecida como a melhor parlamentar do Senado Federal em 2020, 2023 e 2024, conquistando, por três vezes, o Prêmio Congresso em Foco em apenas sete anos de mandato.

Com um trabalho voltado à defesa da democracia, justiça social e ao enfrentamento da extrema direita, Eliziane foi alvo, nos últimos anos, de uma violenta campanha de ódio, misoginia e fake news, incluindo calúnias, injúrias e difamações.

A filiação da senadora ao PT é um fato nacional que movimenta o tabuleiro maranhense

Mesmo assim, a senadora aparece bem em pesquisas internas. Sobre o tema, ela afirmou: “Os números das pesquisas mostram que minha candidatura à reeleição é muito competitiva. Vamos vencer.”

Com a filiação ao PT e a aliança com Lula sacramentadas, a reeleição da senadora também ganha uma força adicional.

O blog ainda apurou que, antes de definir sua ida para o PT, Eliziane Gama conversou com pastores e lideranças evangélicas, que já a apoiavam e não colocaram nenhum tipo de obstáculo à sua nova filiação, encarando o fato “como um caminho natural”.