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Peça “Paixão, segundo nós”, de Tácito Borralho, volta ao palco em nova versão

A peça “Paixão, segundo nós”, do teatrólogo Tácito Borralho, estreia com apresentações nessa sexta (3), sábado (4) e domingo (5), no Teatro João do Vale, localizado na rua da Estrela, na Praia Grande (Centro Histórico de São Luís).

A peça reúne nomes consagrados das artes maranhenses.

Horários das apresentações:

sexta-feira (3): às 19h30

sábado (4): às 17h e às 19h30

domingo (5): às 18h

HISTÓRIA DA PEÇA

Informações do folder de divulgação do espetáculo

Há 37 anos, o grupo de arte dramática Coteatro (Companhia Oficina de Teatro) montou um espetáculo vibrante e polêmico, durante a Páscoa, tendo como palco a velha e imponente Igreja do Desterro.

Era um roteiro de Tácito Borralho, adaptando textos de Kalil Gibran, do Evangelho Segundo Mateus, dos Evangelhos Apócrifos e do Cântico dos Cânticos, de Salomão.

A peça utilizou músicas do folclore maranhense, finalizando com as composições de Tácito Borralho, César Teixeira e Sérgio Habibe.

Hoje, a Coteatro considera o espetáculo bastante oportuno para o momento histórico e elaborou uma terceira versão, apondo aos textos originais a cena da tentação de Cristo no deserto através da sedução de Satanás em duas formas de matéria única, o macho e a fêmea, como relatam os evangelhos apócrifos e como se permite a interpretação poética das figuras expostas, revelado o caráter humano e frágil da resistência de Cristo, sendo sobrepujado pela vontade divina.

Utilizando algumas técnicas do teatro de arena, o público fica totalmente envolvido pelo elenco, participando da tensão desenvolvida durante toda a encenação, até a explosão da alegria que celebra Ressurreição do Cristo.

O texto ponteia a terrível angústia de Pilatos e seu desespero à dúvida da sentença proferida: “O que representa a verdade para o inocente, quando a mão do carrasco já está sobre ele”?

E cada personagem da paixão penetra o delírio de Pilatos e seus depoimentos revivem o drama do julgamento de Cristo.

Na segunda parte, o espetáculo remonta uma reflexão do trajeto para o Calvário, até a desnudação do Cristo, sua morte, sepultamento e ressurreição.

Em suma, a paixão é um espetáculo profundo, que abala os alicerces da fé e faz refletir o mais humano e poético drama cristão.

SOBRE A COTEATRO

A Companhia Oficina de Teatro (Coteatro), com sede à Rua Portugal/Trapiche, nº 210 (altos), Praia Grande, é um grupo artístico sem fins lucrativos, formado por sócios efetivos que compõem o seu elenco.

Mantém oficinas permanentes de formação de ator e atriz para interessados em participar dos espetáculos do grupo e um projeto de formação destinado a crianças e adolescentes, na categoria de Ponto de Cultura.

FICHA TÉCNICA

Direção: Tácito Borralho

Cenografia: Núcleo Coteatro

Figurinos e caracterização: Núcleo Coteatro

Iluminação: Abel Lopes

Trilha sonora: Roberto Fróes

Músicas: Tácito Borralho, César Teixeira e Sergio Habibe

Direção musical e execução de instrumento: Daniel Bertholdo

Fotografia: Murilo Santos e Valdeir Limaverde

Contraregras: Josué Lobato, Darlysson Chagas e Elidalton Novais

Comunicação: Isa Everton e John Wesley

Marcenaria: João Martins e equipe

ELENCO

Jesus: Alberto Danuzio

Pilatos: Raimundo Reis

Satanás: Bruno Oliveira

Judas: James Luozeiro

João Batista: Murilo Santos

Pedro: João Bentivi

Barrabás: Jorge Milton Ewerton

Caifás: Rogério Vaz

José de Arimatéia: Magno Abreu

Cirineu: Jorge Milton Ewerton

Homem 1: Rogério Vaz

Homem 2: Jorge Milton Ewerton

Homem 3: Magno Abreu

Satanás/mulher: Luana Lopes

Míriam: Lilian Cutrim

Madalena: Luana Lopes

Marta: Darcyane Araujo

Verônica: Rosângela Rocha

Uma viúva da Galileia: Tatiane Sampaio

Ciboréia: Ivoni Araújo

Maria: Lucia Gato

Carpideira: Luana Lopes

Mulher de Pilatos: Rosângela Rocha

INGRESSOS

Vendas na bilheteria do Teatro João do Vale e no Sympla

R$ 40,00 (inteira)

R$ 20,00 (meia entrada)

 (Foto de Murilo Santos): Atores Raimundo Reis (como Pilatos) e Alberto Danúzio (como Jesus)

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Terras raras: petistas denunciam ‘entreguismo’ de Flávio Bolsonaro aos EUA

Site do PT – Parlamentares apontam tentativa de subordinar riquezas estratégicas brasileiras a interesses estrangeiros, uma ameaça grave à soberania e ao desenvolvimento nacional

A declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos escancarou, mais uma vez, o projeto do bolsonarismo para o país: subserviência externa e entrega das riquezas nacionais. Em discurso na CPAC, evento da extrema-direita norte-americana, o parlamentar afirmou que “o Brasil será o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será disputado” e que o Brasil é a “solução dos América [Estados Unidos]” para reduzir a dependência de minerais estratégicos controlados pela China. O bolsonarista ofereceu os recursos naturais brasileiros como instrumento para sustentar interesses geopolíticos estrangeiros.

A fala gerou forte reação entre as lideranças petistas. O líder do Governo Lula na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), não escondeu a revolta com a postura entreguista do senador. “Flávio Bolsonaro não será candidato a presidente da República, mas candidato a gerente de negócios dos bilionários dos Estados Unidos no Brasil”, afirmou.

O senador Humberto Costa (PT-PE), secretário nacional de Relações Internacionais do PT, foi contundente: “O candidato do bolsonarismo mostra, mais uma vez, seu ‘projeto’ para o Brasil: entregar nosso país para ser saqueado por nações estrangeiras. Uma vergonha, mais um crime de lesa-pátria!”.

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Parece São Luís, mas não é

Qual será esse lugar paradisíaco descrito no texto abaixo?

“Só quem viu, só quem viveu aqueles dias é quem pode saber. Garrida manhãzinha de março, das que florejam somente aqui na ilha, um nordeste amável anunciando amores, tarde de brisa, paz na vida, reconciliações e confiança no futuro, solos e improvisos de bem-te-vis, sanhaços, cardeais e sabiás pelas copas das castanheiras, velas brancas de saveiros ataviando o mar, cardumes de tainhas encrespando as águas lustrosas, a alvura das praias bordejando o verde azulado dos morrores suaves, nuvenzinhas travessas se exibindo às crianças e aos velhos, maior beleza não podendo jamais se apresentar a humanos olhos.”

É muito parecido com São Luís, a Ilha do Amor, mas a paisagem refere-se à ilha de Ipaparica, na Bahia, muito presente na obra do escritor João Ubaldo Ribeiro.

O excerto é do livro “Miséria e grandeza do amor de Benedita”

Imagem do site: https://dicasdabahia.com.br/ilha-de-itaparica/pontos-turisticos-da-ilha-de-itaparica/

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Simbologias da Semana Santa no cenário político do Maranhão

Vivemos tempos de paixão, morte e ressurreição.

Jesus Cristo foi, essencialmente, um sujeito histórico que combateu as injustiças, pregou liberdade, fraternidade e condenou o desuso do dinheiro em nome de Deus.

Domingo de Ramos (hoje) marca a sua entrada triunfal em Jerusalém. As celebrações da Semana Santa estendem-se até o Domingo de Páscoa, marco da ressurreição.

Jesus histórico foi vítima de um golpe judiciário, após uma denúncia infundada, que resultou na sua condenação sem direito a ampla defesa, tortura e morte das mais violentas, atado a uma cruz, cravejado de pregos em várias partes do corpo.

Várias personagens eclodem nesse episódio histórico, cada qual com seu papel: o povo desejoso de justiça, os ladrões (perdoados e condenados), o juiz governador que lavou as mãos, o traidor Judas, a compaixão de Maria Madalena…

Observando a cena política contemporânea no Maranhão, cabem algumas percepções:

1 – A oligarquia está ressuscitada, não só por culpa dos oligarcas, mas em parte por quem entregou a eles a chave do cofre do Palácio dos Leões;

2 – A traição, imanente à política, é uma regra do jogo eleitoral;

3 – A justiça age para proteger aliados e também para abater adversários;

4 – Os ladrões, no sentido da corrupção, seguem operando;

5 – Em tempos de crise e racha, ninguém tem compaixão de nada;

Por fim, condenado e já crucificado está o Maranhão, que parece eternamente preso a um passado que teima em nunca transpor a estrutura oligárquica – referência do atraso crônico.

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Obra memorialística de Josué Montello tem nova edição

Agenda Maranhão – A nova edição do livro “Confissões de um romancista”, do escritor Josué Montello, será lançado nesta segunda-feira (30), às 17h30, na Casa de Cultura Josué Montello (CCJM), localizanda na rua das Hortas, 327, Centro Histórico, em São Luís.

A gestora da CCJM, Joseane Souza, explica que o livro é um ensaio de caráter memorialístico publicado originalmente em 1986, integrando a Coleção Romances e Novelas da Editora Nova Aguilar.

Na obra, o autor apresenta um relato autobiográfico no qual revisita aspectos marcantes de sua trajetória pessoal e intelectual.

O texto reúne memórias da infância e da juventude, referências a amizades e vivências significativas, além de reflexões sobre o processo criativo, as inspirações para a escrita e suas principais influências literárias.

O ensaio também oferece um panorama de sua produção romanesca até o ano de 1985, contribuindo para a compreensão de sua formação como escritor e de seu percurso no campo literário brasileiro.

Agora, a obra encontra-se publicada em volume único, o que amplia as possibilidades de acesso por parte dos leitores, favorecendo sua circulação e contribuindo para a difusão do pensamento e da trajetória literária do autor.

Programação

17h30

Abertura da Exposição “Confissões de um romancista: Josué Montello e o ofício da escrita”.

18h

Performance com o ator Josimael Caldas.

18h30

Palestra “Montello: as confissões de um homem vestido de palavras” com prof. Dr. José Neres, membro da Academia Maranhense de Letras (AML).

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Veja o que vai funcionar no feriado da Semana Santa

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio) informa sobre o funcionamento do comércio em São Luís durante a Semana Santa.

Na quinta-feira Santa (2) e no Sábado de Aleluia (4), os lojistas têm autorização para funcionar em horário normal, fechando as portas apenas na sexta-feira Santa (3), em função do feriado nacional da Paixão de Cristo.

No Domingo de Páscoa (5), os estabelecimentos de rua têm autorização para abrir das 8h às 14h, enquanto as lojas localizadas em shopping centers funcionarão das 13h às 21h. A Fecomércio esclarece que, como não há feriado oficial nos dias 2, 4 e 5 de abril, o trabalho nessas datas não é classificado como extraordinário.

Vale ressaltar que as restrições não se aplicam a supermercados e farmácias, que possuem autorização para funcionar em horário livre por serem considerados serviços essenciais.

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9ª Mostra Sesc de Cinema está com inscrições abertas até 31 de março

Projeto fomenta o audiovisual nacional e o cenário independente

Em meio ao sucesso do audiovisual brasileiro, cineastas e produtores independentes de todo o país terão mais uma vez a oportunidade de apresentar suas obras ao público na 9ª Mostra Sesc de Cinema. As inscrições estarão abertas até o dia 31 de março para curtas, médias e longas-metragens. Poderão concorrer as obras finalizadas a partir de 1º de janeiro de 2024 e que não tenham sido exibidas em circuito comercial ou em serviços comerciais de vídeo on demand (VOD) até o encerramento das inscrições.

Além da oportunidade de exibição, os vencedores serão premiados com licenciamentos, que somam um valor total de até R$ 255 mil. O resultado será divulgado até 1º de julho. Ao longo das suas oito edições, a Mostra já licenciou cerca de 400 obras do audiovisual independente nacional. As exibições do Panorama Brasil e Infantojuvenil serão realizadas no mês de setembro de 2026. As exibições do Panorama Estadual ocorrerão entre outubro e dezembro.

Os filmes serão selecionados para três grupos. O primeiro deles é o Panorama Brasil, que levará 21 produções para exibição em espaços de vários estados do país. No Panorama Estadual, os filmes circularão por espaços em seus respectivos estados de origem. No caso da Região Norte, será realizado um Panorama Regional, reunindo as produções selecionadas nos estados participantes da região. Já o Panorama Infanto-Juvenil terá até 10 obras voltadas a esse público.

Vinte e um estados, incluindo o Maranhão, fazem parte da 9ª Mostra Sesc de Cinema e cada um deles selecionará até duas obras, sendo uma para o Panorama Brasil e uma para destaque do Panorama Estadual. Serão aceitas inscrições de realizadores residentes nessas localidades, uma vez que as obras serão avaliadas por comissões estaduais formadas por especialistas convidados e profissionais do Sesc.

“A Mostra contribui ainda para consolidar uma rede cultural variada, democrática e potente. Investir no cinema brasileiro é investir na nossa identidade, na nossa memória e na capacidade de contar nossas histórias para o mundo”, finaliza Minervini.

Serviço

9ª MOSTRA SESC DE CINEMA Inscrições: 4 a 31 de março, no site www.sesc.com.br/mostradecinema
Participação: obras finalizadas a partir de 1º de janeiro de 2024, de todo o país
Resultado: Até 1º de julho de 2026
Inscrições: gratuitas Edital e mais informações: www.sesc.com.br/mostradecinema

Sobre a MSDC

Lançada em 2017, a Mostra Sesc de Cinema se consolida como um dos principais canais de incentivo e fomento ao cinema independente do país. O projeto reúne produções que não conseguem encontrar espaço nos circuitos comerciais, dando visibilidade à produção cinematográfica brasileira e contribuindo para a promoção de novos talentos no setor de audiovisual. A mostra também conta com ações formativas, como workshops, rodas de conversa, oficinas e debates.

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Rouanet Nordeste inicia fase de execução com festival de música afro-nordestina no Maranhão

Etapa marca a chegada dos investimentos aos projetos contemplados pela iniciativa que democratiza o acesso ao fomento federal

O Festival Itinerante AfroSom, a ser realizado nos dias 27 e 28 de março, inaugura a etapa de execução dos projetos viabilizados pelo programa Rouanet Nordeste. Em parceria com Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa, Emgea, Petrobras, Serpro e Transpetro, o programa é uma ação do Ministério da Cultura (MinC) que investe R$ 40 milhões em 126 projetos culturais da região Nordeste, norte de Minas Gerais e no norte do Espírito Santo. 

O AfroSom recebe o patrocínio da Transpetro, uma das companhias que compõem a iniciativa por meio da Lei Rouanet. Os demais projetos seguem em processo de compliance e contratualização pelas empresas estatais parceiras do programa. 

“Com o Rouanet Nordeste, estamos direcionando R$ 40 milhões em recursos incentivados para regiões que historicamente tiveram menor acesso aos investimentos culturais, ampliando a presença da Lei Rouanet nesses territórios. A seleção de 126 propostas demonstra a força criativa local e reforça nosso compromisso com a nacionalização do fomento, a valorização dos saberes ancestrais e o desenvolvimento da economia criativa”, destaca a ministra da Cultura, Margareth Menezes. 

O presidente da Transpetro, Sérgio Bacci, ressalta o alinhamento direto entre a estratégia de patrocínio da companhia e o Programa Rouanet Nordeste. O foco das ações é o fortalecimento de produtores culturais regionais e a valorização da brasilidade.  

“Valorizar as manifestações de cada região é essencial para promover a diversidade, impulsionar a economia criativa e fomentar a geração de emprego e renda nos territórios contemplados. Nós temos operações em 18 estados brasileiros, conhecemos de perto a diversidade cultural do país e apoiamos sua difusão também por meio do Programa Rouanet Nordeste”, afirma. 

Dedicado à música reginoal afro-nordestina, o festival apresenta reggae, samba, tambor de mina, tambor de crioula, pontos de umbanda e bumba-meu-boi. Além das atrações artísticas, o projeto estrutura um robusto eixo formativo nas áreas de capoeira, dança, artesanato, audiovisual, religiões de matriz africana e patrimônio cultural da região. Todas as atividades são gratuitas. 

A mostra AfroSom percorrerá espaços públicos de dez municípios maranhenses: São Luís, Caxias, Raposa, São José de Ribamar, Pirapemas, Estreito, Paço do Lumiar, Barreirinhas, Alcântara e Pinheiro. Ao longo de dez dias de programação, o público acompanha 30 grupos, bandas e coletivos musicais, além de dez DJs selecionados por curadoria especializada. A expectativa é que o evento alcance cerca de dez mil pessoas presencialmente. 

O circuito segue até outubro com uma proposta uniforme: em cada município, atrações culturais e uma oficina artística se somam para estimular a economia criativa. A ação garante que mestras e mestres transmitam saberes ancestrais, fortaleçam tradições regionais e ampliem o acesso de jovens a essas referências. 

“O AfroSom nasce com o propósito de difundir e amplificar a cultura afro-nordestina, aproximando as pessoas de suas próprias raízes e fortalecendo a identidade cultural das comunidades por onde o festival passa. A proposta também busca movimentar a economia criativa dos municípios, valorizando trabalhadores locais e criando oportunidades, especialmente para moradores de áreas em situação de vulnerabilidade. Em essência, o projeto se resume ao nosso lema: arte, cultura e revolução”, explica o produtor e idealizador da iniciativa, Emilio Sagaz. 

Impacto social e cultural

Com 2.882 inscrições, o Programa Rouanet Nordeste selecionou iniciativas de múltiplas linguagens artísticas, como artes cênicas, música, literatura, audiovisual, artes visuais, patrimônio cultural, artesanato, festivais tradicionais e inclusão digital. 

Pernambuco lidera o número de iniciativas selecionadas, com 28 propostas, seguido pela Bahia (19), Ceará e Piauí (12 cada). Completam o mapa Alagoas (11), Paraíba (10), Maranhão, Minas Gerais e Rio Grande do Norte (8 cada), Espírito Santo (6) e Sergipe (4). 

Os projetos escolhidos reforçam as localidades como polos de efervescência criativa, marcados por saberes ancestrais e por uma forte brasilidade, em que tradição e contemporaneidade se encontram de forma contínua. O edital valorizou propostas de alto impacto social e de capilaridade territorial, o que amplia o alcance das ações e beneficia diferentes municípios e estados. 

Sobre a Transpetro

A Transpetro opera 46 terminais (25 aquaviários e 21 terrestres), cerca de 8,5 mil quilômetros de dutos e 33 navios. A empresa é a maior subsidiária da Petrobras e a maior companhia de logística multimodal de petróleo, derivados e biocombustíveis da América Latina. A Transpetro presta serviços a distribuidoras, à indústria petroquímica e demais empresas do setor de óleo e gás. A carteira da subsidiária conta com mais de 130 clientes. 

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Entrega de títulos quilombolas marca a 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário

No território quilombola Alcântara, no Maranhão, foram titulados 45,9 mil hectares, referente à porção norte das terras (áreas da União), com 3,3 mil famílias

Ascom Incra – Começou, nesta terça-feira (24), em Brasília, a terceira edição da Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário (CNDRSS), maior evento de participação social do Brasil. A abertura das atividades, que seguem até esta sexta-feira (27), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, contou com a presença do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, além de integrantes de diversos setores e organizações do campo brasileiro.

O momento marcou o anúncio de atos do governo federal voltados à população quilombola e ao público da reforma agrária. A entrega de títulos e a assinatura de decretos de desapropriação beneficiarão milhares de agricultoras e agricultores em oito estados.

O presidente Lula concedeu 18 Títulos de Domínio a dez comunidades remanescentes de quilombo. Os documentos emitidos e assinados pelo Incra são o objetivo final da política pública de regularização fundiária de territórios quilombolas. Ao todo, são 5,6 mil famílias contempladas, em uma área de 59,5 mil hectares.

O presidente do Incra, César Aldrighi, lembrou que as entregas são resultado de um processo de reconstrução da autarquia e fortalecimento da reforma agrária e da política quilombola. “O presidente Lula recriou o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, reestruturou o Incra, criou as diretorias de Territórios Quilombolas e de Obtenção de Terras, o que nos permite hoje voltar a fazer entregas importantes para o desenvolvimento do Brasil”, afirmou o gestor.

No território quilombola Alcântara, no Maranhão, foram titulados 45,9 mil hectares, referente à porção norte das terras (áreas da União), com 3,3 mil famílias.

Na solenidade, também teve destaque o maior território quilombola do Nordeste, com 2,8 mil hectares, situado no Piauí. O território Lagoas abrange os municípios de São Raimundo Nonato, Fartura, Bom Fim, Várzea Branca, Dirceu Arco Verde e São Lourenço. O título é destinado a, cerca de 1,9 mil famílias.

O ato contou com a entrega de quatro títulos para o território Kalunga, situado nos municípios goianos de Cavalcante, Monte Alegre de Goiás e Teresina de Goiás, beneficiando 888 famílias em 9,6 mil hectares. Também recebeu quatro títulos a comunidade Acauã, em Poço Branco (RN), com 64 famílias em 79 hectares.

Foram concedidos dois títulos para o território quilombola Boa Vista dos Negros, no município Parelhas (RN), atendendo 70 famílias em 207 hectares. E mais dois documentos para o Invernada Paiol de Telha, em Reserva do Iguaçu (PR), com 393 famílias em 312 hectares.

Receberam um título cada os territórios quilombolas Brejo dos Crioulos, no município São João da Ponte (MG), com 387 famílias em 145 hectares; Tabacaria, em Palmeira dos Índios (AL), representando seis hectares e 89 famílias; Serra da Guia, em Poço Redondo (SE), abarcando 283 hectares e 197 famílias; e Lagoa dos Campinhos, nos municípios de Amparo de São Francisco e Telha (SE), com 89 famílias em 79 hectares.

“Este dia entra para a história da luta pela terra e pelo território e materializa o trabalho do Incra na efetivação de direitos historicamente negados”, reforçou a diretora de Territórios Quilombolas da autarquia, Mônica Moraes Borges.

De acordo com ela, as conquistas vão além de atos administrativos. “São vitórias políticas, sociais e humanas, resultado de um trabalho técnico e sensível à realidade das comunidades”, considerou.

O governo Lula, entre os anos de 2023 e 2025, foi a gestão que mais emitiu Títulos de Domínio aos quilombolas: 32 documentos, alcançando 1,3 mil famílias em 22 mil hectares.

Desapropriação quilombola

Na abertura da conferência, houve a assinatura de nove decretos de desapropriação por interesse social em sete estados. As medidas servem a 590 famílias remanescentes de quilombo em uma área de 12 mil hectares.

Os documentos consolidam a fase de titulação, encerrando o processo de regularização fundiária executado pelo Incra.

O presidente Lula assinou o decreto do território quilombola Desidério Felipe de Oliveira e Picadinha, em Mato Grosso do Sul, representando os demais.

Entre 2023 e 2025, já foram assinados 60 decretos, que impactaram 8,7 mil famílias em 249 mil hectares. As ações deste ato consolidam a terceira gestão do presidente Lula como a que mais emitiu decretos de desapropriação de interesse social para os quilombolas.

Clique aqui e veja os territórios quilombolas atendidos

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Exposição “Bumbafonia: a magia está no ar” estreia em São Luís

A abertura acontece nesta terça-feira, 24, e segue até 24 de abril, no Centro Cultural do Ministério Público do Maranhão (MP-MA), na rua Oswaldo Cruz, 1396, Centro

A cultura popular maranhense, expressa na tradição do bumba meu boi e seus vários sotaques, o tambor de crioula e demais festejos típicos do período junino, entrelaçam-se na vida das pessoas de modo regional e nacional, muito em razão da força da comunicação e suas tecnologias, principalmente o rádio e a televisão.

“Bumbafonia: a magia está no ar” é a primeira exposição de Marcos Belfort no Centro Cultural do Ministério Público, composta por 28 obras, entre pinturas e esculturas feitas a partir da reciclagem de materiais.

Desde 2005, Marcos Belfort tem formação em Rádio e TV pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), onde atua como sonoplasta na Rádio Universidade FM. Nos anos seguintes, produziu colagens e pinturas em guache e adotou a tinta acrílica. “Quando nascem flores pelo abstrato real do chão” foi a primeira exposição individual do artista, realizada na Galeria Celso Antônio de Menezes, no Fórum Desembargador Sarney Costa, em 2022.