Categorias
notícia

Em quanto tempo a vice-prefeita vai trair Eduardo Braide?

Uma das maiores preocupações de Eduardo Braide para tomar a decisão de renunciar à Prefeitura de São Luís e disputar a eleição para o Governo do Maranhão em 2026 reside no grau de (des)confiança da vice-prefeita Esmênia Miranda.

O problema não é exatamente ela, mas o marido, que sequer fala com o prefeito.

Braide teme entregar a poderosa e rica máquina administrativa de São Luís não propriamente para uma inimiga, mas a um inimigo, que vem a ser o esposo da vice-prefeita.

Há vários tipos de especulação sobre ele, inclusive a de que seria muito próximo do governador Carlos Brandão, que tem como candidato ao governo o seu sobrinho Orleans Brandão, adversário de Eduardo Braide na eleição que se aproxima.

Só o tempo dirá se Esmênia e o marido vão trair o prefeito logo de imediato, assim que ele deixar o cargo, dia 4 de abril, ou quando a campanha eleitoral começar para valer, na euforia da Copa do Mundo.

Categorias
notícia

44º Congresso do ANDES-SN aprova moções sobre o Maranhão e reforça atuação da Apruma

Apruma Seção Sindical – O 44º Congresso do Andes-SN, realizado em Salvador (BA), aprovou 35 moções sobre temas nacionais e internacionais. Entre elas, três destacam lutas do Maranhão, com participação ativa da Apruma Seção Sindical.

*Passe Livre em São Luís*
A moção cobra a implementação imediata da política, aprovada em plebiscito: “Passe livre estudantil em São Luís já!”

*Resex Tauá-Mirim*
Apoio à criação da reserva para proteger comunidades tradicionais.

*Contra o uso indiscriminado de agrotóxicos e pulverização aérea*
Denúncia dos impactos nas comunidades e defesa de legislação estadual para conter a contaminação.

As moções reforçam a articulação entre as lutas locais e o movimento docente nacional, em defesa de direitos, justiça ambiental e políticas públicas.

Acesse os textos completos no site da Apruma.
https://apruma.org.br/2026/03/20/44o-congresso-do-andes-sn-aprova-mocoes-sobre-o-maranhao-e-reforca-atuacao-da-apruma/

Categorias
notícia

Ministério Público receberá famílias do caso “meninos emasculados” para discutir situação de moradias

Fonte: Site do Ministério Público do Maranhão

O Ministério Público do Maranhão, por meio das Promotorias de Justiça da Infância e Juventude de São Luís, receberá, na próxima quinta-feira, 26, as famílias beneficiárias do acordo de solução amistosa firmado perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos (OEA). O objetivo é tratar da qualidade das reformas habitacionais realizadas pelo Estado e da titulação de seus imóveis.

As famílias serão atendidas das 8h às 18 h, na sede da Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), localizada na Av. Getúlio Vargas, 1908, Monte Castelo. Na ocasião, será feita a atualização cadastral das famílias para verificação de pendências referentes à regularização fundiária de seus imóveis residenciais.

Além disso, as famílias estão sendo orientadas a apresentar fotos e vídeos de eventuais problemas estruturais, como rachaduras, vícios construtivos ou desgaste, de suas moradias. O material irá ajudar a subsidiar a análise pericial para avaliação da qualidade das reformas realizadas nos imóveis. A nova análise dos imóveis foi deliberada em reunião realizada em 16 de dezembro de 2025.

A medida adotada pela 1ª e 7ª Promotorias de Justiça da Infância e Juventude de São Luís faz parte de um procedimento administrativo instaurado para fiscalizar o cumprimento das obrigações de reparação e não-repetição assumidas pelo Estado do Maranhão no acordo firmado perante a Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

De acordo com os promotores de justiça Márcio Thadeu Silva Marques e Carla Mendes Pereira Alencar, a iniciativa reforça o compromisso do Ministério Público do Maranhão em garantir o cumprimento integral das cláusulas de reparação material do acordo de 2005.

“É fundamental que as famílias contempladas tenham ciência de que este é o momento para a formalização de reclamações sobre o estado físico de suas moradias, viabilizando a cobrança de providências junto ao Executivo”, observam.

Entenda o caso dos “meninos emasculados”

Entre 1991 e 2003, ocorreu uma série de assassinatos de crianças, entre 4 e 15 anos de idade, na região metropolitana de São Luís e no continente. Os corpos das vítimas tinham mutilações e os níveis de violência comoveram a sociedade, gerando repercussão internacional.

Emasculação significa retirada dos órgãos sexuais.

O autor dos crimes foi o mecânico Francisco das Chagas Rodrigues de Brito, que confessou o sequestro, assassinato e mutilação das crianças. Ele foi preso e condenado.

A repercussão do caso chegou à Comissão Interamericana dos Direitos Humanos (CIDH), vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA). O Estado brasileiro foi processado, resultando em um acordo, segundo o qual as famílias seriam indenizadas.

A concessão de moradias para as famílias das vítimas é uma das formas de indenização previstas no acordo, fiscalizado pelo Ministério Público do Maranhão.

Categorias
notícia

Dia Mundial da Poesia com Nauro Machado

Está chegando o Dia Mundial da Poesia, celebrado em 21 de março.

Vamos antecipando a efeméride com “O parto”, poema universal de Nauro Machado.

Meu corpo está completo, o homem – não o poeta.
Mas eu quero e é necessário
que me sofra e me solidifique em poeta,
que destrua desde já o supérfluo e o ilusório
e me alucine na essência de mim e das coisas,
para depois, feliz e sofrido, mas verdadeiro,
trazer-me à tona do poema
com um grito de alarma e de alarde:
ser poeta é duro e dura
e consome toda
uma existência
.

Categorias
notícia

Apruma participa de mobilização internacional antifascista

Apruma – Entre os dias 26 e 29 de março, Porto Alegre recebe a I Conferência Internacional Antifascista pela Soberania dos Povos, reunindo organizações e movimentos na luta contra a extrema-direita e em defesa da democracia.

A programação inclui debates sobre imperialismo, feminismo, antirracismo, educação pública e direito à comunicação, além de atividades que fortalecem a articulação entre movimentos sociais e militâncias.

A Apruma Seção Sindical estará representada pela professora Ilse Gomes, docente da Universidade Federal do Maranhão, pesquisadora da área de Ciência Política e ex-presidenta da entidade.

O Andes-SN também participa com atividades e apoia a Caravana do FNDC, ampliando o debate sobre comunicação e democracia.

Saiba mais: https://apruma.org.br/2026/03/18/apruma-participara-da-i-conferencia-internacional-antifascista-evento-inicia-no-dia-26-de-marco/

Categorias
notícia

Exposição “Teimosia de Viver” mobiliza povos do campo no Maranhão

Agência Tambor – A Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Maranhão está com inscrições abertas para a exposição fotográfica “Teimosia de Viver”. As inscrições seguem até o dia 19 de março de 2026 (quinta-feira), e devem ser feitas por meio de formulário disponível no perfil da CPT Maranhão no Instagram.

A exposição pretende retratar o cotidiano e a resistência de povos tradicionais do campo no estado. A iniciativa convida camponeses, camponesas, quilombolas, indígenas e ribeirinhos a enviarem registros produzidos por eles próprios, reforçando o caráter colaborativo da mostra.

A proposta é que as imagens expressem vivências, territórios e formas de resistência dessas populações, evidenciando o “teimar em viver” diante de conflitos agrários, pressões ambientais e desigualdades históricas.

As fotografias selecionadas irão compor a exposição, que será realizada de 9 a 25 de junho de 2026, na Galeria do Centro de Referência Azulejar, do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), no Centro Histórico de São Luís. A mostra busca ampliar a visibilidade das lutas no campo a partir do olhar de quem vive diretamente essas realidades.

A ação conta com o apoio de organizações como Grassroots International, Misereor, Agro é Fogo e Salve a Floresta, fortalecendo redes de solidariedade e incentivo à produção de narrativas próprias pelas comunidades tradicionais.

Categorias
notícia

Em resolução, PT deixa claro que há dois projetos distintos em disputa

Site do PT – Comissão Executiva Nacional destaca que projeto de Lula enfrenta privilégios históricos; o outro lado quer preservar os interesses das elites. Veja a Resolução Política da Comissão Executiva Nacional do PT:

16 de março de 2026

1. O Brasil se aproxima de um momento decisivo de sua história. As pesquisas de opinião indicam um cenário de polarização política no país, resultado direto da disputa entre dois projetos profundamente distintos de nação. Não se trata apenas de uma disputa eleitoral, mas de uma escolha histórica entre caminhos opostos para o desenvolvimento do Brasil, para a democracia e para o futuro do povo brasileiro. É, sobretudo, uma disputa entre um projeto que enfrenta privilégios históricos e outro que busca preservá-los.

2. Não temos dúvidas de que, quando esses projetos forem mais profundamente comparados com o debate público que uma campanha eleitoral permite, a maioria do povo brasileiro saberá qual lado representa seus interesses.

3. De um lado está o Brasil que respeita a ciência, que investe nas universidades públicas, fortalece o SUS, valoriza a cultura e entende que conhecimento, saúde e educação são pilares de um projeto de desenvolvimento soberano. É também o Brasil que reconhece as desigualdades produzidas pelo racismo estrutural e defende políticas afirmativas, como as cotas raciais, fundamentais para ampliar oportunidades, democratizar o acesso à educação e formar novas lideranças negras. Do outro lado está o Brasil do negacionismo, do racismo, que sabotou a compra de vacinas durante a pandemia, espalhou mentiras contra a ciência, extinguiu o Ministério da Cultura e atacou as universidades públicas, tratando o conhecimento como inimigo e criminalizando a arte e o pensamento crítico.

4. De um lado está o projeto que entende que a economia deve servir ao desenvolvimento do país, à geração de empregos, à distribuição de renda e à redução das desigualdades. Um projeto que valoriza os trabalhadores, as empresas brasileiras, promove investimento e desenvolvimento, fortalece o mercado interno e busca a justiça tributária, diminuindo impostos para quem vive de salário e cobrando mais dos super ricos. Do outro lado está o projeto neoliberal que governou para o mercado financeiro e trata a economia como instrumento para proteger privilégios e os interesses de banqueiros e rentistas.

5. O escândalo do Banco Master é o retrato desse modelo. O banco foi fundado e operou livremente durante o governo Bolsonaro, período em que acumulou fortes indícios de gestão fraudulenta, corrupção e irregularidades. Diante de tantas evidências, cabe perguntar: por que o Banco Central, então sob a gestão de Roberto Campos Neto, indicado por Bolsonaro, não tomou as medidas necessárias para intervir e proteger o sistema financeiro e os recursos públicos? Criado e expandido nesse ambiente político, o banco manteve relações estreitas com setores da direita brasileira e com governos alinhados ao bolsonarismo. Não por acaso, Daniel Vorcaro e o Banco Master doaram milhões para campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, enquanto lideranças da extrema direita, como o deputado Nikolas Ferreira, utilizaram diversas vezes o jatinho de Vorcaro. Soma-se a isso o fato de que o servidor do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização da autarquia e também nomeado durante o governo Bolsonaro, atuava na prática como um empregado-consultor do próprio dono do banco. Governadores bolsonaristas chegaram a adquirir títulos podres com dinheiro público e foi o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, bolsonarista, que tentou uma manobra para salvar o Banco Master com recursos públicos. Esses elementos revelam que não se trata de um episódio isolado, mas de um sistema de relações promíscuas entre operadores políticos, interesses financeiros e setores do Estado que protege privilégios de poucos
em detrimento do interesse nacional.

6. Ao contrário, no governo do presidente Lula, as instituições de controle e investigação têm plena autonomia para atuar no combate à corrupção. Não por acaso, foi durante o Governo Lula que o Banco Master passou a ser investigado e sofreu intervenção, demonstrando que o compromisso do atual governo é com a transparência, a legalidade e a defesa do interesse público.

7. O contraste também é evidente quando observamos os resultados econômicos recentes. O governo do Presidente Lula recolocou o Brasil no rumo do crescimento com distribuição de renda, justiça social e responsabilidade fiscal. O país voltou a crescer acima de 3%, o desemprego atingiu a menor taxa da série histórica, a renda do trabalhador voltou a subir, temos a menor inflação de um mandato presidencial desde a redemocratização, a desigualdade voltou a cair e o salário mínimo voltou a ter aumento real. O Brasil saiu novamente do Mapa da Fome e retomou políticas públicas que haviam sido desmontadas. Mostrando o acerto da política econômica coordenada pelo Ministro Fernando Haddad.

8. No governo Bolsonaro, ao contrário, o país assistiu ao retorno da fome, à precarização do trabalho e a cenas dramáticas como as filas para compra de osso. O preço dos combustíveis disparou, chegando a nove reais o litro da gasolina em diversas regiões do país, enquanto o governo se mostrava incapaz de proteger o povo brasileiro dos efeitos da crise internacional.

9. O governo do presidente Lula tem adotado medidas concretas e emergenciais para proteger a economia e o bolso do povo brasileiro diante das oscilações do mercado internacional de petróleo no contexto de guerras. Entre elas, estão a zeragem das alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel, a criação de um subsídio temporário para produtores e importadores e a adoção de um imposto de exportação sobre o petróleo para compensar perdas de arrecadação e evitar impactos fiscais, agindo de forma totalmente diferente do que fez Jair Bolsonaro. O objetivo é impedir que a alta internacional do petróleo se traduza automaticamente em aumento do preço da gasolina e do diesel no Brasil. São medidas que demonstram que é possível governar pensando no bolso do trabalhador, defendendo o poder de compra da população e garantindo que os custos das crises internacionais não recaiam sobre quem vive do próprio trabalho. A atual forma de gestão da Petrobras, comprometida com o interesse público e com a soberania energética nacional, permite que o Brasil utilize seus recursos estratégicos para proteger a população e garantir desenvolvimento e estabilidade econômica.

10. Ao mesmo tempo, defendemos o enfrentamento do endividamento das famílias brasileiras, profundamente ligado às altas taxas de juros e à crescente financeirização da vida cotidiana. Milhões de trabalhadores e trabalhadoras têm sua renda comprometida pelo rotativo do cartão de crédito, por empréstimos e por serviços financeiros. Para mudar essa realidade, é fundamental estabelecer limites ao poder do rentismo, fortalecer a renda do trabalho e dinamizar o mercado interno, além de assegurar a redução da taxa Selic pelo Banco Central, criando condições para um desenvolvimento mais justo e sustentável.

11. De um lado está o projeto que defende a democracia real, aquela que se expressa na vida concreta do povo. A democracia que reduz o preço dos alimentos, que tirou o Brasil novamente do Mapa da Fome, que amplia o acesso à saúde por meio do Mais Especialistas, que cria oportunidades para a juventude com o Pé-de-Meia e que promove justiça tributária com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil. Do outro lado estão aqueles que atacaram a democracia, que elogiam a ditadura militar, que não aceitaram o resultado das urnas e que conspiraram contra o Estado Democrático de Direito e promoveram atos de vandalismo, tentando um novo golpe em 8 de janeiro, após serem derrotados pelo voto popular.

12. De um lado está o Brasil que entende que proteger o meio ambiente é proteger a vida, a soberania nacional e o futuro das próximas gerações. O governo do presidente Lula recolocou o país na liderança da agenda ambiental global, reduziu significativamente o desmatamento, fortaleceu os órgãos de fiscalização e reafirmou o papel dos povos indígenas, das comunidades quilombolas, ribeirinhas e dos povos da floresta como guardiões fundamentais de nossos biomas. A realização da COP 30 no Brasil simboliza esse novo momento, em que o país volta a defender um modelo de desenvolvimento sustentável com justiça social. Do outro lado está o projeto representado pelo bolsonarismo, que incentivou o desmatamento, atacou a fiscalização ambiental, estimulou o garimpo ilegal em terras indígenas e defende a exploração predatória da Amazônia e de outros biomas, subordinando nosso patrimônio natural aos interesses imediatos de poucos e colocando em risco o equilíbrio ambiental do planeta.

13. No cenário internacional, o Brasil voltou a exercer uma política externa altiva, soberana e comprometida com os interesses do povo brasileiro. Sob a liderança do presidente Lula, o país recuperou voz ativa no mundo, defendendo o multilateralismo, o diálogo entre as nações e a construção de uma ordem internacional mais equilibrada e multipolar. O Brasil voltou a ser respeitado como um ator relevante na promoção da paz, na cooperação entre os povos e na integração da América Latina, assumindo posição firme contra as guerras, contra qualquer forma de intervenção imperialista e em defesa da autodeterminação dos povos. Reafirmamos que a política externa brasileira deve servir à soberania nacional, ao desenvolvimento do país e à construção de um mundo mais justo, baseado no respeito entre as nações e na solução pacífica dos conflitos.

14. Em contraste, setores da extrema direita brasileira chegaram ao ponto de defender medidas externas que prejudicariam a economia nacional, celebrando pressões internacionais e sanções contra o próprio país, numa postura de submissão a interesses estrangeiros após não aceitarem o resultado das eleições.

15. É fundamental ainda fortalecer a capacidade do Estado brasileiro para sustentar nossa soberania. Isso implica valorizar a Defesa Nacional e desenvolver a inteligência estratégica, especialmente em um cenário de intensas disputas geopolíticas. Diante da cobiça internacional sobre nossas riquezas, como o petróleo e a biodiversidade, o Brasil precisa ampliar sua capacidade de antecipação, proteção e tomada de decisão
autônoma. Proteger esses ativos é afirmar a soberania nacional como base inegociável de um projeto de desenvolvimento independente e comprometido com o povo brasileiro.

16. Reafirmamos que o Brasil deve seguir defendendo sua soberania e a autodeterminação dos povos. Nesse sentido, reiteramos nossa solidariedade histórica ao povo cubano e defendemos o fim do bloqueio econômico imposto a Cuba, que há décadas penaliza injustamente seu povo e viola princípios básicos do direito internacional.

17. O contraste entre os projetos também se expressa na agenda de direitos das mulheres. De um lado está o governo do presidente Lula, que colocou o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres no centro da agenda de governo, recriou o Ministério das Mulheres, fortaleceu políticas de autonomia econômica como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, avançou na igualdade salarial e ampliou
políticas públicas de proteção, prevenção e combate à violência de gênero. Trata-se de reconhecer que a democracia e a justiça social no Brasil passam necessariamente pela garantia da vida, da autonomia e dos direitos das mulheres.

18. Do outro lado está o campo político que extinguiu o Ministério das Mulheres, relativizou a violência contra as mulheres e naturalizou discursos machistas e misóginos no mais alto nível do poder. Não podemos esquecer que o próprio Jair Bolsonaro chegou a afirmar que ter uma filha mulher foi uma “fraquejada”, expressão que sintetiza a visão profundamente desrespeitosa e patriarcal que esse campo político reproduz. Foram eles que alimentaram discursos misóginos que se espalham nas redes sociais e sustentaram movimentos que transformam o ódio às mulheres em instrumento de mobilização. Não por acaso, esse clima de permissividade e naturalização da violência contribuiu para o agravamento da violência de gênero e para o aumento dos casos de feminicídio no país, demonstrando que o combate ao ódio e à misoginia também é uma tarefa fundamental para proteger a vida das mulheres brasileiras.

19. Defendemos ainda uma política estrutural de cuidados e afirmamos que o enfrentamento ao feminicídio e à violência contra as mulheres passa necessariamente por essa agenda. É fundamental que o Brasil construa um Sistema Nacional de Cuidados, integrando creches, educação infantil, atenção a idosos, pessoas com deficiência, saúde mental e serviços domiciliares. Reconhecer o cuidado como trabalho socialmente essencial e valorizar profissionalmente quem o realiza é parte central de um projeto de país que protege a vida das mulheres e enfrenta as desigualdades de forma estrutural.

20. O Brasil que defendemos é aquele que coloca a vida do povo no centro das decisões. Um país que avança na redução da jornada de trabalho e no fim da escala 6×1, garantindo mais dignidade, tempo de vida e justiça para milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Que assume a tarifa zero no transporte público como política estruturante, ampliando o direito à cidade, assegurando mobilidade e aliviando o orçamento das famílias. E que enfrenta os juros altos, promovendo sua redução para abrir um novo ciclo de desenvolvimento com inclusão social e sustentabilidade. Ressaltamos ainda que a luta pela redução da jornada de trabalho também dialoga com as transformações do mundo do trabalho, marcadas pela digitalização, pela plataformização da economia e pelo aumento da produtividade. Garantir mais tempo
livre e melhores condições de vida para trabalhadores e trabalhadoras é parte essencial de um novo projeto civilizatório. Avançar nessas agendas é, acima de tudo, escolher um Brasil mais justo, mais humano e comprometido com o povo trabalhador.

21. A candidatura de Flávio Bolsonaro representa a continuidade do mesmo projeto autoritário e antipopular que o Brasil derrotou nas urnas. Trata-se de um parlamentar marcado por denúncias e investigações envolvendo esquemas de rachadinha, movimentações financeiras suspeitas e um histórico de enriquecimento incompatível com a vida pública. Ao longo de sua trajetória parlamentar, Flávio Bolsonaro jamais apresentou um projeto relevante para o desenvolvimento do país ou para a melhoria das condições de vida do povo brasileiro. Sua candidatura simboliza apenas a tentativa da extrema direita de manter vivo um projeto político baseado no ataque à democracia, na defesa de privilégios e na negação de direitos sociais.

22. A experiência recente demonstra que apenas um projeto político profundamente identificado com o povo trabalhador é capaz de compreender a centralidade dessas lutas. O presidente Lula, primeiro presidente operário da história do Brasil, representa essa conexão histórica entre o governo e a vida real da classe trabalhadora brasileira.
23. Quando o povo brasileiro puder comparar de forma concreta esses dois projetos, o projeto democrático, popular e soberano liderado pelo presidente Lula e o projeto autoritário, neoliberal e subordinado da extrema direita, não temos dúvidas de qual caminho será escolhido.

24. Para o Brasil escolher a democracia, a justiça social, a soberania nacional e o futuro, é preciso também garantir que esse projeto tenha força institucional para avançar. Isso passa necessariamente pela reeleição do presidente Lula, pela eleição de governadores e governadoras comprometidos com esse caminho e, de forma decisiva, pela construção de uma maioria democrática e popular na Câmara dos Deputados e no
Senado Federal. Eleger bancadas comprometidas com o povo brasileiro é condição fundamental para assegurar governabilidade, enfrentar o poder do rentismo e da extrema direita no Parlamento e aprofundar as transformações que o país necessita, ampliando direitos, fortalecendo políticas públicas e consolidando um projeto nacional de desenvolvimento com justiça social.

25. Sabemos que essa vitória não virá sem luta. Exigirá muito trabalho, mobilização social, organização da militância e diálogo permanente com o povo brasileiro. É com unidade, coragem e confiança no povo que construiremos mais uma vitória histórica em 2026.

Lula presidente!

Categorias
notícia

Bolsonarismo volta a atacar jornalistas

Novas ameaças contra jornalistas ocuparam o noticiário nesse domingo.

Tudo começou quando Michele Bolsonaro compartilhou ontem (14) um vídeo de desinformação, produzido sexta-feira por uma extremista de direita, acusando jornalistas de desejarem a morte de Jair Bolsonaro.

Os jornalistas alvo do vídeo manipulado fazem a cobertura na porta do hospital onde o ex-presidente (agora presidiário) segue internado, em Brasília.

A extremista filmou os jornalistas que trabalham na cobertura do estado de saúde do presidiário e manipulou as imagens, insinuando que os profissionais estariam a desejar a morte de Jair Bolsonaro, associando a desinformação à sexta-feira 13.

Depois da divulgação do vídeo falsificado, pelo menos dois jornalistas foram ameaçados nas redes sociais e procuraram a polícia, registrando boletins de ocorrência (BOs)

O Uol repercutiu o fato hoje, em uma reportagem com o título “Michelle posta vídeo, e jornalistas registram BOs após ameaças em Brasília”

A manchete do Uol foi “generosa” e acaba abrindo mais a guarda para a extrema direita.

Se o vídeo foi manipulado, falseado e usado para deturpar os fatos e motivar ódio, a manchete deveria qualificar o vídeo.

Ficaria mais adequado o Uol noticiar assim: “Michelle posta vídeo manipulado, contendo desinformação, e jornalistas registram BOs após ameaças em Brasília”

Sem qualificar o vídeo na manchete, tratando um conteúdo manipulado propositalmente apenas como “vídeo”, o Uol até ajuda os falsificadores de fatos.

Assim, o bolsonarismo agradece.

Categorias
notícia

São Luis antiga: a praça João Lisboa em 1939

Fonte: Agenda Maranhão – A imagem enquadra pessoas circulando na praça João Lisboa, em São Luís (Maranhão), por volta de dezembro de 1938 e janeiro de 1939.

A fotografia está impressa na página 42 (edição de janeiro de 1939) da revista Athenas Brasileira, publicação que circulou, no Maranhão, em meados do século XX, na gestão do interventor Paulo Ramos.

A imagem foi captada de uma página de papel de uma revista de mais de 80 anos.

A autoria da foto ainda é desconhecida.

Categorias
notícia

História em Debate: o diálogo necessário entre rádio, jornalismo e ciência

Ed Wilson Araújo

Sexta-feira 13, que costuma ser associada a vários tipos de superstições relacionadas à má sorte, é um dia alvissareiro para o rádio no Maranhão, Brasil afora e no mundo.

Nessa data, o programa “História em Debate” completa 5 anos, produzido e apresentado pelo jornalista Marcos Saldanha, na Rádio e TV Timbira.

Para comemorar o aniversário, haverá uma edição especial dia 14, com a participação de convidados(as) especiais e roda de conversa.

Veiculado aos sábados, das 10h30 ao meio dia, o programa incorpora as lições do pioneiro Roquette Pinto sobre o rádio como um meio de comunicação educativo.

Pelos microfones do História em Debate já passaram entrevistadas e entrevistados sobre as mais diversas fontes de conhecimento acadêmico e popular.

História em Debate é também uma relevante plataforma de divulgação científica, ao proporcionar o amplo conhecimento de dissertações, teses, monografias, livros, pesquisas universitárias e outras tantas produzidas foram do ambiente acadêmico.

O professor Roquette Pinto, se vivo fosse, estaria orgulhoso de ouvir, e ver, o espaço de produção e divulgação de conteúdos educativos sendo gestado por múltiplas vozes: a produção, as fontes entrevistadas e a audiência sempre participativa.

Outra característica relevante do programa é a utilização do estúdio da rádio como auditório, permitindo a participação ao vivo de convidados e convidadas, principalmente estudantes do Ensino Médio e universitários, como um revival dos fervilhantes programas da chamada Era do Ouro do Rádio, quando os(as) ouvintes lotavam as emissoras para ver de perto o encantador universo do rádio feito no calor dos(as) vozes dos(as) apresentadores, cantoras(es), músicos e performers de todos os naipes.

História em Debate é, em síntese, um potente conteúdo de divulgação científica com o tratamento jornalístico pelas ondas sonoras.

Ademais, o programa é um lugar de encontro das pessoas para produzir conhecimento a partir das fontes primárias, os(as) entrevistados(as), em sintonia com a audiência fiel.

O lugar tem tanto o sentido de audiência remota quanto do auditório propriamente dito, o plenário, a praça, o espaço público vivido no calor da prosa que só o rádio sabe proporcionar, criando uma comunidade de afetos.

Parabéns aos primeiros 5 anos do História em Debate!