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Quilombos viraram depósito de lixo hospitalar??!!

Uma reportagem do Blog do Ed Wilson, publicada dia 6 de março, comprova o descarte de resíduos hospitalares no “Lixão do Pavão”, localidade quilombola de Alcântara, na região metropolitana de São Luís.

Hoje, 10 de março, matéria do portal Imirante exibiu um vídeo contendo denúncias de outra comunidade quilombola, em Monção, onde estaria ocorrendo despejo de rejeitos hospitalares líquidos.

Print de matéria do portal Imirante sobre despejo de resíduos em área quilombola de Monção.

O chamado “lixo hospitalar” é tecnicamente denominado RSS (Resíduos de Serviços de Saúde) e têm normas específicas de descarte, segundo a Anvisa e a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

Acesse o link no fim dessa postagem e veja a legislação completa na reportagem do Blog do Ed Wilson.

RSS jamais podem ser descartados em lixões comuns, devido o nível de contaminação.

São duas situações absurdas que precisam ser investigadas.

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Em Bacuri, mais dois quilombos são certificados pela Fundação Cultural Palmares

O trabalho de reconhecimento das áreas quilombolas no município de Bacuri, no litoral ocidental do Maranhão, já computa oito certificações oficiais da Fundação Cultural Palmares (FCP). As duas recentes são Jurupiranga e Ponta Seca, que obtiveram as suas certidões de autodefinição expedidas em 02 de janeiro de 2020.

A certidão de autodefinição é expedida pela FCP após a análise do histórico de cada comunidade quilombola. O histórico é um longo trabalho de pesquisa feito por meio de entrevistas com os moradores antigos (memória oral), registros fotográficos e descrição sobre o patrimônio histórico, arqueológico e cultural, descrição dos equipamentos remanescentes da escravatura (ruínas de casa grande, resquícios de engenhos, vestígios de habitações e dos locais do trabalho escravo), posicionamento geográfico das áreas, levantamento histórico, econômico, social e cultural sobre as atividades desempenhadas pelos moradores para a sobrevivência, meios de produção, registros das identidades raciais e étnicas, religiosidade e censo dos moradores.

Certidão da comunidade Jurupiranga

Além do histórico são apresentados os seguintes documentos: ata de fundação e eleição da diretoria da associação dos moradores de cada comunidade; ata de autodefinição dos moradores se reconhecendo remanescentes de quilombos; ata de reunião técnica com os moradores; requerimento encaminhado ao presidente da Fundação Cultural Palmares, em Brasília, solicitando a análise e o reconhecimento mediante a certidão de autodefinição.

Em Bacuri, os históricos e todo o procedimento burocrático são realizados pela Coordenação de Promoção da Igualdade Racial, vinculada à Secretaria Municipal de Assistência Social.

Certidão da comunidade Ponta Seca

A historiadora Klíssia Jéssica Fonseca Ferreira, coordenadora de Promoção da Igualdade Racial em Bacuri, explica que o histórico é uma etapa fundamental para reunir todos os registros e documentos necessários visando à obtenção do documento oficial – certidão de autodefinição – expedido pela Fundação Cultural Palmares, em Brasília. “É um trabalho superimportante através dos questionários que a gente faz nas comunidades e todo o mapeamento. É gratificante contribuir efetivando o levantamento de dados, a montagem do dossiê e encaminhar para a Fundação Palmares. Fico feliz de colher os resultados”, enfatizou Ferreira.

Bacuri tem 14 áreas quilombolas, sendo oito reconhecidas. Desse total, cinco foram viabilizadas durante a gestão de Klíssia Ferreira, no período de junho de 2017 ao início de 2020: Bate Pé, São Félix, Vila Nova, Jurupiranga e Ponta Seca. As outras três são: Bitíua, Barreira e Santa Rosa.

Além desses estão em andamento mais três levantamentos enviados por Klíssia Ferreira que estão em análise pela Fundação Cultural Palmares e podem obter o reconhecimento ainda em 2020.

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Têka Arts promove desfile de moda com tema quilombola

Nessa sexta-feira (07/12),  às 20h30, a escadaria do Beco Catarina Mina será mais uma vez a passarela do desfile da estilista maranhense Têka Castellano – Têka Arts. O evento, que está em sua 16ª edição, já faz parte do calendário cultural de São Luís e reúne uma centena de pessoas todos os anos, entre amigos, admiradores e turistas.

Esse ano o tema é quilombo.

A marca Têka Arts teve início no ano de 1998, em Alcobaça-Bahia, local onde a proprietária abriu sua primeira loja. Em 2002 registrou sua empresa, atuando no mercado de moda alternativa no Maranhão há 17 anos, sempre lançando peças de roupas, bijuterias e acessórios com toque artístico-artesanal.

Em 2003 a loja passou a realizar o Desfile de Roupas Alternativas, em que apresenta cenicamente a coleção anual da estilista Têka Castellano, proprietária da loja e responsável por toda a criação e design da produção.

Localizada no Centro Histórico de São Luís, no Beco Catarina Mina – Praia Grande, a loja é frequentemente visitada por turistas, possui vários clientes de outras regiões do país e de outros países. Têka Artes já exportou peças para França, onde a estilista também realizou exposição, além de Porto Alegre, Florianópolis e Argentina.

As criações de Têka Arts permitem revisitar tendências e estilos, voltando-se para a produção de peças diferentes do circuito da moda tradicional.

As roupas alternativas, apresentadas pela estilista, baseiam-se na estética africana e indígena, inspirados na cultura popular maranhense, com suas festas e ritos. Nessa identificação, a artista utiliza-se de matéria prima pouco valorizada no circuito de moda tradicional: retalhos, chita, tecidos africanos, fibras, sementes, tecido cru e confecção artesanal, que marcam o estilo e a tendência da estilista Têka.

SERVIÇO

Desfile de Roupas Alternativas Têka Arts

Dia: 7 de dezembro (sexta-feira)

Hora: 20h30

Local: Beco Catarina Mina, 105

Reviver – Praia Grande São Luís do Maranhão

E-mail: teka-arts@hotmail.com

Telefones: (98) 3232-5834/ 98879-1078

Imagem: divulgação Têka Arts