Beto Ehong lança álbum ‘PAN’

O novo trabalho do músico é resultado das produções realizadas durante o período de pandemia, tem nove faixas autorais e participações de Rita Benneditto, Flávia Bittencourt, Emanuele Paz, Biodz, Tâmara Pessoa.

‘PAN’ será lançado no site oficial do artista dia 9 de setembro de 2021, às 10 horas. A plataforma www.betoehong.com  recebeu visual novo e design temático, além de rádios e DJs.

As faixas do álbum vão contando cada momento dessa fase vivida pelo artista e em sua diversidade abordam o amor, o cotidiano caótico, as essências locais e as batidas do mundo: reggae, trap, folclore e coisas ainda sem nomes.  

Faixa a faixa

O disco com Choque da Lamparina feat Emanuele Paz uma produção do maestro Ubiratan Marques e SekoBass, ambos produtores do Baiana System que trouxeram mais os temperos de Tâmara Pessôa nos vocais e a guitarra de Theo Silva da terra do Senhor do Bonfim. Em São Luís a canção de abertura recebeu gravação de voz, mix, master e a percussão do maranhense Kadu Galvão na Raflea Music.

Carta ao Mundo traz uma mensagem positiva sobre a vida e a beleza das coisas, unindo o beat de Nairon Botão com a música de concerto de Joaquim Santos.  

Na sequência as conhecidas e sucessos Tribo Futurista e Na Fita reúne participações de Rita Benneditto e Flávia Bittencourt, respectivamente.  

A quinta faixa São Luís Déjà-vu é uma homenagem à ilha de Upaon-Açu, viveiro de cultura ancestral e moderna, com produção e feat de Nairon Botão.

Em seguida a marcante e necessária Procurando a Mãe tem participação de Emanuele Paz.   

Adiante o álbum traz Falha no Sistema feat Biodz, uma hipnose analítica atual com sentimento trap, e produção de Adnon Soares da Casaloca Estúdio.

Para fechar o álbum roda Menina Boa e a dançante Orchestrap.  

Mais informações  

www.betoehong.com  

098 988052001  

mundioca@outlook.com  

@betoehong – Instagram  

@betoehong – Twitter  

Breve também nas plataformas musicais populares.  

Governador Flávio Dino inaugura parque em homenagem a João do Vale

“Este parque é um equipamento que reúne, em primeiro lugar, a homenagem a este grande brasileiro, grande maranhense, grande cidadão desta cidade, João do Vale, e se imortaliza pelo registro de sua obra. Convido todos a conhecer esta área de lazer, esporte e, também, de formação de novos talentos. Este equipamento público e gratuito realiza ainda direitos a educação, formação profissional e outros. Temos aqui, em cada canto, estímulo à juventude de Pedreiras e de toda a região”, pontuou o governador Flávio Dino, durante a inauguração do Parque João do Vale, na manhã deste sábado (4).

O parque na cidade do artista consagrado nacionalmente é um marco histórico e um dos maiores centros de convivência, diversão e arte construídos no estado. Conta com importante área de lazer que valoriza a cultura, o esporte, além de proporcionar a vida comunitária e o desenvolvimento do turismo. Na ocasião da entrega, vários familiares de João do Vale estavam presentes, recebendo homenagem e acompanhando o momento dedicado ao saudoso artista.

Na série de espaços do parque está o memorial João do Vale, escola de música e o Centro de Referência da Juventude. Ainda, réplica de uma estação de trem, em referência ao sucesso musical ‘De Teresina à São Luís’ do artista; biblioteca com espaço infantil e tecnológico; brinquedos interativos; instrumentos musicais; restaurante; auditório; academia ao ar livre; área de churrasqueira; quadras de areia e poliesportiva; três playgrounds; fonte luminosa e outras atrações paisagísticas. O parque possui ainda quatro praças temáticas: Pisa na Fulô, Carcará, Asa do Vento e João do Vale.

Centro de Referência da Juventude do Médio Mearim (Foto: Nael Reis)

“Agradecemos à equipe de Governo, às empresas privadas que ajudaram neste projeto, à prefeitura de Pedreiras e sobretudo, à população, que tenho certeza, está feliz e vai ajudar a cuidar do parque para que ele continue sempre bonito, acessível a todos e seja espaço de esperança que a nossa nação precisa. Agradeço a toda o povo do Maranhão, pois é a população que viabiliza mais essa grande conquista”, enfatizou Flávio Dino.  

“Esta grande obra é um marco na nossa cidade. Todos os pedreirenses estão muito felizes, assim também a família do saudoso João do Vale. Agora, na nossa cidade irá se eternizar pela memória do grande artista que levou o nome de Pedreiras para o mundo. Deixo meu agradecimento e gratidão ao governador Flávio Dino e todo o povo de Pedreiras”, frisou a prefeita Vanessa Maia.  

A programação da inauguração contou com diversas atrações culturais e esportivas. Grupos locais fizeram apresentação de zumba e capoeira; e equipes de jogos ocuparam as quadras poliesportivas para práticas esportivas. Ainda no evento, apresentação especial do musical ‘João do Vale’, com músicas interpretadas pelo ator Vicente Melo. O musical, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, foi sucesso de público em diversos estados.

Inauguração do Parque João do Vale, em Pedreiras (Foto: Nael Reis)

Vida e obra

Nascido na cidade de Pedreiras em 1933, João Batista do Vale foi um compositor que marcou a música popular brasileira. Desde pequeno gostava muito de música, mas logo teve de trabalhar para ajudar a família. Aos 13 anos foi para a capital maranhense e em em dezembro de 1950 chegou ao Rio de Janeiro, onde passou a frequentar programas de rádio, para conhecer os artistas e apresentar suas composições, na maioria baiões. 

Em 1964 estreou como cantor no restaurante Zicartola, onde nasceu a ideia do show Opinião, dirigido por Oduvaldo Viana Filho, Paulo Pontes e Armando Costa, que foi apresentado no teatro do mesmo nome, no Rio de Janeiro, ao lado de Zé Kéti e Nara Leão. Tornou-se conhecido principalmente pelo sucesso de sua música Carcará, a mais marcante do espetáculo, que lançou Maria Bethânia como cantora. Como compositor, em 1969 fez a trilha sonora de Meu nome é Lampião. 

Em 1982 gravou seu segundo disco, ao lado de Chico Buarque, que, no ano anterior, havia produzido o LP João do Vale convida, com participações de Nara Leão, Tom Jobim, Gonzaguinha e Zé Ramalho, entre outros. Em 1994, Chico Buarque voltou a reverenciar o amigo, reunindo artistas para gravar o disco João Batista do Vale, prêmio Sharp de melhor disco regional. João do Vale faleceu em São Luís, dia 6 de dezembro de 1996, sendo sepultado em sua cidade natal, Pedreiras.

Novidade na tela: TV Guará agora é afiliada da TV Cultura

Fonte: Portal Guará

A TV Guará é a mais nova afiliada da TV Cultura e, a partir da meia noite do dia 8 de setembro, passa a exibir uma das mais interessantes programões do país. A TV Cultura recebe a emissora maranhense com sua grade local, agora oferecendo um conteúdo irmanado com a nova rede.

Cobrindo 28 municípios do Maranhão, que envolvem uma população de cerca de dois milhões de habitantes, a TV Guará entra num novo momento de sua história de 10 anos de existência.

Com conteúdo diversificado, a Guará desenvolve um jornalismo combativo e presente na comunidade, tendo a editoria de política como carro chefe. As manifestações socioculturais são outro foco da emissora, que além da cobertura jornalística conta com um núcleo de entretenimento que é ambiente dos mais amplos e diversos, na divulgação dos múltiplos operadores da arte, folclore, cultura popular, sociedade e ambientes virtuais, que ora se avolumam nos mais diversificados meios de comunicação.

A programação terá uma delicada adaptação nos horários da rede, mas se manterá fiel a seu público e a seus princípios editoriais. Nos próximos dias, a TV Guará também vai apresentar novidades, que se estendem desde a reformatação de programas de sucesso, bem como novos programas que passarão a integrar a programação local.

O legado de Paulo Freire em 6 documentários

Fonte: Site do MST

Para celebrar o Centenário do pensador, realizamos uma seleção de produções audiovisuais diversas sobre o seu legado

Por Bárbara Vida

A Jornada do Centenário Paulo Freire, realizada durante todo o ano de 2021 pelo MST, é comum encontrar diversos materiais que mostram a pluralidade do Patrono da Educação brasileira, uma vez que sua obra convida a pensar e incidir em uma prática educativa plural e igualitária.

E para instigar ainda mais a reflexão, compreensão e ação, selecionamos 8 obras audiovisuais que dão um panorama deste legado. Entre os filmes, temos o curta-metragem “As 40 Horas de Angicos” (1963), documentário sobre a campanha de alfabetização de jovens e adultos sistematizada por Paulo Freire. Sugerimos também o “Glossário Audiovisual do Educador Paulo Freire”, onde é possível encontrar entrevistas em vídeo com o educador sobre os mais diversos temas. Há também biografias, seja o documentário “Paulo Freire – Contemporâneo” (2006), e a série documental “Realidade Brasileira: Episódio – Pensando com Paulo Freire”.

Entre as dicas estão também um curso online “Paulo Freire: Educador do Povo (2021)” realizado pelo Centro de Formação Paulo Freire – Assentamento Normandia (MST-PE), entre outros filmes e séries. Confira abaixo a lista e sugira nos comentários outros filmes, ou séries sobre Paulo Freire!

Acesse os documentários aqui

Beto Guedes para celebrar o advento da primavera

Neste 1º de setembro vamos sentir Sol de Primavera, na voz de Beto Guedes, em parceria com Ronaldo Bastos.

Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez

Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender

Já choramos muito
Muitos se perderam no caminho
Mesmo assim não custa inventar
Uma nova canção
Que venha nos trazer
Sol de primavera
Abre as janelas do meu peito
A lição sabemos de cor
Só nos resta aprender

Composição: Beto Guedes / Ronaldo Bastos.

Programa Paternidade Responsável completa 5 anos e certifica mais de 2.300 pais

Já são mais de 800 turmas que beneficiaram 2.334 pais servidores dos 217 municípios maranhenses. Foram esses os números positivos alcançados pela oficina do Programa Paternidade Responsável até 2021, ano em que o Programa celebrou cinco anos de existência.

“É uma honra para a EGMA ofertar aos pais servidores a oficina do Programa Paternidade Responsável. Sabemos que os conhecimentos adquiridos no curso são de grande importância, sobretudo se colocados em prática no dia a dia. Eu também faço parte dessa história, pois já participei da oficina, e ressalto que é necessário entender, acima de tudo, qual é o papel dos pais na educação, na formação de vínculos afetivos e também na criação das crianças”, ressaltou o diretor da Escola de Governo do Maranhão, Professor Odair José Neves.

De acordo com a Lei, a licença-paternidade possui um prazo de cinco dias, podendo ser prorrogada por mais 15 dias, desde que o interessado comprove participação em atividade ou programa de paternidade responsável. A oficina de Paternidade Responsável é um requisito para usufruir da licença ampliada, de 20 dias.

Depois de participar da oficina na Escola de Governo, o servidor apresenta um requerimento comprobatório junto à Secretaria de Estado da Gestão, Patrimônio e Assistência dos Servidores (Segep), em até dois dias após o parto, adoção ou obtenção de guarda judicial.

Fortalecimento de vínculos

A formação trabalha o lado jurídico, social e do acompanhamento da saúde do bebê, garantindo a ampliação da permanência em casa e proporcionando ao pai servidor público a oportunidade de acompanhar a passagem dos primeiros dias pós-nascimento, importantes tanto para a criança, quanto para a mãe.

Segundo Danilo Silva, assistente social e um dos ministrantes da oficina, a formação tem fundamental importância no que se refere ao fortalecimento de vínculos entre pais e filhos. “Muitos servidores são pais de primeira viagem, portanto, essas primeiras orientações são muito importantes para o estabelecimento de vínculos afetivos: nos primeiros dias de vida é quando o bebê começa a guardar vozes, cheiros e toques e a construir suas referências. Com vínculos fortalecidos, o desenvolvimento da criança tende a ser mais saudável”, afirmou.

O soldado Lima, servidor da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), corrobora e acredita que a formação realizada através da Plataforma da EGMA Virtual teve grande relevância no seu desenvolvimento como pai. “Realizei a Oficina do Programa de Paternidade Responsável em plena pandemia, através da EGMA Virtual. O curso foi de extrema importância, pois trouxe a tranquilidade que eu precisava, em meio a tantas incertezas e desafios da paternidade. Sou grato por tudo, minha princesinha Belle já fez um aninho de vida e todos os aprendizados foram fundamentais para auxiliar a mamãe, ainda mais por não termos uma rede de apoio imediata”, afirmou.

Oficina online

A oficina do Programa Paternidade Responsável está disponível na Plataforma da EGMA Virtual. Os interessados deverão fazer a inscrição no endereço eletrônico: sis.egma.ma.gov.br.

O objetivo da oficina é proporcionar, aos participantes, contato com diversos conceitos e debates que contribuam para sua formação como pai, de forma a sensibilizá-los quanto ao envolvimento nas práticas de saúde e de cuidado para com a mulher e o filho.

A oficina é direcionada aos servidores públicos estaduais regidos pelo Estatuto do Servidor, lotados em todo o Estado, que desejarem a prorrogação do prazo da licença paternidade, de acordo com a Lei 10.464 de 7 de junho de 2016.

Intervenção armada: crime inafiançável e imprescritível

por RICARDO LEWANDOWSKI, na Folha de São Paulo 

Ministro do Supremo Tribunal Federal e professor titular de teoria do Estado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

“Preço a pagar por atravessar o Rubicão pode ser alto”

Na Roma antiga existia uma lei segundo a qual nenhum general poderia atravessar, acompanhado das respectivas tropas, o rio Rubicão, que demarcava ao norte a fronteira com a província da Gália, hoje correspondente aos territórios da França, Bélgica, Suíça e de partes da Alemanha e da Itália.

Em 49 a.C., o general romano Júlio César, após derrotar uma encarniçada rebelião de tribos gaulesas chefiadas pelo lendário guerreiro Vercingetórix, ao término de demorada campanha transpôs o referido curso d’água à frente das legiões que comandava, pronunciando a célebre frase: “A sorte está lançada”.

A ousadia do gesto pegou seus concidadãos de surpresa, permitindo que Júlio César empalmasse o poder político, instaurando uma ditadura. Cerca de cinco anos depois, foi assassinado a punhaladas por adversários políticos, dentre os quais seu filho adotivo Marco Júnio Bruto, numa cena imortalizada pelo dramaturgo inglês William Shakespeare.

O episódio revela, com exemplar didatismo, que as distintas civilizações sempre adotaram, com maior ou menor sucesso, regras preventivas para impedir a usurpação do poder legítimo pela força, apontando para as severas consequências às quais se sujeitam os transgressores.

No Brasil, como reação ao regime autoritário instalado no passado ainda próximo, a Constituição de 1988 estabeleceu, no capítulo relativo aos direitos e garantias fundamentais, que “constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis e militares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático”.

O projeto de lei há pouco aprovado pelo Parlamento brasileiro, que revogou a Lei de Segurança Nacional, desdobrou esse crime em vários delitos autônomos, inserindo-os no Código Penal, com destaque para a conduta de subverter as instituições vigentes, “impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”. Outro comportamento delituoso corresponde ao golpe de Estado, caracterizado como “tentar depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”. Ambos os ilícitos são sancionados com penas severas, agravadas se houver o emprego da violência.

No plano externo, o Tratado de Roma, ao qual o Brasil recentemente aderiu e que criou o Tribunal Penal Internacional, tipificou como crime contra a humanidade, submetido à sua jurisdição, o “ataque, generalizado ou sistemático, contra qualquer população civil”, mediante a prática de homicídio, tortura, prisão, desaparecimento forçado ou “outros atos desumanos de caráter semelhante, que causem intencionalmente grande sofrimento, ou afetem gravemente a integridade física ou a saúde física ou mental”.

E aqui cumpre registrar que não constitui excludente de culpabilidade a eventual convocação das Forças Armadas e tropas auxiliares, com fundamento no artigo 142 da Lei Maior, para a “defesa da lei e da ordem”, quando realizada fora das hipóteses legais, cuja configuração, aliás, pode ser apreciada em momento posterior pelos órgãos competentes.

A propósito, o Código Penal Milita restabelece, no artigo 38, parágrafo 2º, que “se a ordem do superior tem por objeto a prática de ato manifestamente criminoso, ou há excesso nos atos ou na forma da execução, é punível também o inferior”. Esse mesmo entendimento foi incorporado ao direito internacional, a partir dos julgamentos realizados pelo tribunal de Nuremberg, instituído em 1945, para julgar criminosos de guerra. Como se vê, pode ser alto o preço a pagar por aqueles que se dispõem a transpassar o Rubicão.

Imagem destacada / Alan Marques / FolhaPress

Ameaça de Bolsonaro: golpe ou quartelada?

Algumas características do golpe civil-militar de 1964 precisam ser colocadas na balança para analisar o cenário atual em que o presidente Jair Bolsonaro ameaça uma ruptura institucional.

O que havia antes de 1964?

– Ampla campanha de comunicação organizada pelo complexo Ipes/Ibad contra uma suposta “ameaça comunista” no Brasil;

– Influência direta dos Estados Unidos na preparação da intervenção de 1964;

– Mobilização da opinião pública e manifestações de rua pró-golpe, a exemplo da Marcha da Família com Deus pela Liberdade;

– Sintonia entre as Forças Armadas (Marinha, Exército e Aeronáutica) para executar a intervenção militar;

Havia portanto uma convergência de atores políticos e militares, além do apoio expressivo da população, resultando a deflagração do golpe previamente organizado desde o início dos anos 1960.

O que temos em 2021?

– Um presidente rejeitado em todas as pesquisas de opinião;

– A economia em crise;

– A maioria da população já demonstrou em sucessivos levantamentos a derrota de Jair Bolsonaro na eleição de 2022;

– Não há consenso nas Forças Armadas sobre uma intervenção militar;

– Os Estados Unidos estão fora da disputa interna do Brasil nesse momento; ou seja, não participam diretamente da organização de nenhum golpe aqui;

Minoria barulhenta

Diferente de 1964, quando havia vários fatores convergentes, neste 2021 Jair Bolsonaro não tem a convergência das Forças Armadas.

No Congresso Nacional, os presidentes da Câmara e do Senado já se manifestaram contrários a qualquer ruptura institucional.

Os Estados Unidos estão mais preocupados em conter os seus problemas internos – a economia, a pandemia e o trumpismo – sem uma participação direta na política brasileira como havia na década de 1960.

No entanto, o bolsonarismo, embora minoritário, é alimentado por uma horda fanática capaz de tudo, inclusive de qualquer sacrifício ou ato tresloucado para manter o presidente no poder.

O bolsonarismo também computa a seu favor uma força considerável nas polícias militar e civil, desde a base (soldados e agentes), passando pelos escalões médios e alguns setores de comando.

Em síntese, a correlação de forças não indica hegemonia do bolsonarismo no conjunto da sociedade, mas dá pistas de que a minoria fanática e barulhenta pode ser perigosa.

Considerando o exposto, uma eventual ruptura institucional nesse momento está mais para quartelada.

Golpe, nos moldes de 1964, ainda não é visível no horizonte, mas pode evoluir para tal…

Veja reportagens sobre o lançamento do livro “Vozes do Anjo: do alto-falante à Bacanga FM”

A primeira etapa de divulgação do livro “Vozes do Anjo: do alto-falante à Bacanga FM” foi pauta em duas matérias da TV Mirante.

Emissoras AM e FM, blogs, sites, Agência Tambor, Sistema Mirante de Comunicação, rádio Timbira e o vereador Marcial Lima também repercutiram o lançamento da obra.

Fica o nosso agradecimento a todos(as) os(as) profissionais e meios de comunicação que ajudaram a publicizar a obra, fruto de uma pesquisa iniciada em 2016, resultando no livro publicado pela Editora da UFMA.

A obra é uma realização do Observatório da Mídia no Maranhão (OMMAR), tem apoio do ObEEC (Observatório de Experiências Expandidas em Comunicação) e do Serviço Social do Comércio (SESC).

“Vozes do Anjo: do alto-falante à Bacanga FM” tem organização de Ed Wilson Araújo e Saylon Sousa, em coautoria de Rodrigo Mendonça, Rodrigo Anchieta e Robson Correa.

Podbook do livro “Vozes do Anjo: do alto-falante à Bacanga FM” já está disponível

Uma obra para ler e ouvir. Assim é o livro “Vozes do Anjo: do alto-falante à Bacanga FM”, que será lançado hoje (27 de agosto), a partir das 19h, na igreja Nossa Senhora da Penha, no bairro Anjo da Guarda.

Todas as entrevistas do trabalho de campo realizado na pesquisa sobre comunicação radiofônica no Anjo da Guarda podem ser acessadas no podbook disponível na plataforma Spotfy.

A iniciativa de disponibilizar as entrevistas tem o objetivo de ampliar a oferta de consumo do livro e possibilitar o conhecimento detalhado sobre as entrevistas da pesquisa que resultou na versão impressa.

Durante cinco anos de apuração, estudos teóricos, redação e revisão, os pesquisadores Ed Wilson Araújo, Saylon Sousa, Rodrigo Anchieta, Rodrigo Mendonça e Robson Correa (foto destacada) entrevistaram várias personagens atuantes na emissora de alto-falante denominada “Rádio Popular”, que funcionou de 1988 a 1998; assim como os protagonistas da rádio comunitária “Bacanga FM”, inaugurada em 1998 e até hoje em funcionamento.

Ao todo são 33 anos de História da comunicação popular e comunitária em um dos bairros mais pulsantes cultural e politicamente na região metropolitana de São Luís.

Saiba mais sobre o livro aqui e mais aqui

Foto destacada / Autores de “Vozes do Anjo” / da esquerda para a direita: Robson Correa, Rodrigo Mendonça, Ed Wilson Araújo, Rodrigo Anchieta e Saylon Sousa / Imagem: Benedito Junior