O trumpismo está vivo, infelizmente

O conservadorismo dos Estados Unidos é infinito.

Donald Trump foi absolvido no Senado norte-americano em dois processos de impeachment, o segundo em decorrência dos atos grotescos da invasão do Capitólio.

No auge da sua monstruosidade política, ele incitou uma horda de fanáticos, entre eles neonazistas e supremacistas brancos, a ultrajar a sede do Congresso dos EUA, num ato tresloucado que espantou até mesmo os ditadores mais escolados pela CIA.

Derrotado na sua tentativa de reeleição presidencial, Trump não aceitou o resultado e acusou o pleito de fraude, estimulando os seus zumbis a tumultuar e vandalizar o parlamento, onde os congressistas se reuniam para oficializar a vitória de Joe Biden.

Donald Trump foi derrotado e usou como discurso a fraude na apuração. Qualquer semelhança com a sua imagem e semelhança no Brasil, Jair Bolsonaro, é mera coincidência.

A cópia trumpista dos trópicos já pôs em dúvida várias vezes a segurança da urna eletrônica brasileira e fez várias insinuações de que o sistema eleitoral brasileiro seria fraudulento.

Paralelamente a essas declarações estapafúrdias, Jair Bolsonaro amplia imensamente a liberação para a compra e uso de armas e munições, radicalizando a pauta retrógrada do seu eleitorado mais fiel.

Livre de dois impeachment, por enquanto, Trump mantém os seus direitos políticos e pode voltar a ser candidato a presidente em 2024, embora fragilizado depois dos atos de barbárie no Capitólio.

Bolsonaro caminha para tentar a reeleição em 2022 montado no discurso contra a urna eletrônica e na política armamentista.

O trumpismo e o bolsonarismo têm a mesma raiz dos movimentos fascistas. São correntes de pensamento que condensam racismo e ódio, fundamentados em crenças e obscurantismo.

Eles podem até perder as eleições, mas as suas bases estão constituídas, inabaláveis. Se não tiverem Trump e Bolsonaro, os fanáticos vão aderir a outro líder para chamar de seu, infelizmente, contra o processo civilizatório e a democracia.

Crédito da imagem destacada / Donald Trump e Jair Bolsonaro / Eva Marie Uzcategui/Bloomberg/Getty Images

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