Bolsonaro abre o cofre para ganhar a eleição da Câmara dos Deputados

A disputa por um dos cargos mais importantes do parlamento brasileiro – a presidência da Câmara dos Deputados – é a principal agenda de Jair Bolsonaro na virada de janeiro para fevereiro.

Enquanto o Brasil se aproxima de 250 mil mortos pela covid19, as atenções do presidente estão voltadas essencialmente para distribuir emendas e cargos aos deputados com o objetivo de eleger Artur Lira – o nome do Palácio do Planalto.

Bolsonaro já disse abertamente que vai interferir na eleição do presidente da Câmara, assim como declarou sem meias palavras que interveio na Polícia Federal para designar as chefias do seu interesse.

Antes, durante a escolha do Procurador Geral da República, ele declarou que escolhera um nome alinhado com a Presidência da República.

Os homens do presidente, escolhidos a dedo e com práticas clientelistas (no caso da Presidência da Câmara) podem até aliviar as tensões do governo conturbado, mas nem sempre o alinhamento é fiel na sua totalidade.

Bolsonaro pode até ter um PGR para chamar de seu, mas a presidência da Câmara não é uma carta de seguro. Muitos interesses rodeiam o parlamento, que pode, até mesmo com um presidente palaciano, mudar o rumo das coisas.

Com a eleição de Arthur Lira, Bolsonaro quer uma espécie de carta de seguro para impedir o progresso dos pedidos de impeachment. Isso pode funcionar, mas existem outras forças políticas dentro e fora do Congresso Nacional se mexendo para impulsionar os pedidos de afastamento do presidente.

No mesmo tempo em que ele abre o cofre das emendas para atrair os deputados, as carreatas pelo impeachment ganham as ruas.

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