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Operação da PF, Ibama e Exército interdita três serrarias próximas de áreas indígenas no Maranhão

Três serrarias são interditadas por ação integrada entre órgãos de controle ambiental e de segurança pública

Uma operação conjunta, realizada entre os dias 14 e 16 de outubro, interditou serrarias no município de Zé Doca, a 302Km de São Luís. A Operação Verde Brasil 2 foi realizada pela Polícia Federal, IBAMA e Exército, com o apoio da Capitania dos Portos do Maranhão, Batalhão de Policiamento Ambiental e Corpo de Bombeiros do Maranhão.

Três serrarias, localizadas no entorno das Terras Indígenas Awá e Alto Turiaçu, foram interditadas, nove fornos foram inutilizados, dois caminhões com madeira pronta foram apreendidos nas proximidades, seiscentos metros cúbicos de madeira em tora foram apreendidos e inutilizados, além de setenta e dois metros cúbicos de madeira serrados.

O setor de inteligência da Polícia Federal foi o responsável por localizar as serrarias. Os criminosos identificados são reincidentes e vão responder pelos crimes ambientais e por receptação.

As ações integradas continuarão e visam o combate a crimes ambientais. A Operação Verde Brasil 2 é coordenada pelo Ministério da Defesa. Está no escopo do Conselho Nacional da Amazônia (CNA), em apoio aos órgãos de controle ambiental e de segurança pública.

Texto e imagem: Comunicação Social da Polícia Federal no Maranhão / cs.srma@dpf.gov.br

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Saiba o que são as queimadas protetivas realizadas com planejamento dos órgãos ambientais

Ambientalistas e servidores do Ibama esclarecem o uso de uma técnica bastante conhecida em vários países do mundo, denominada Manejo Integrado do Fogo (MIF). Essa técnica pressupõe, basicamente, a execução de queimas controladas no início do período de seca (junho e julho) e em locais com maior risco de incêndios.

Nesse período, as queimadas controladas e orientadas pelos órgãos ambientais servem para reduzir a quantidade de combustível (biomassa) na época mais seca, diminuindo bastante o risco de grandes incêndios florestais.

As queimadas controladas e orientadas, denominadas Manejo Integrado do Fogo (MIF), têm o objetivo de proteger o entorno de áreas mais sensíveis como terras indígenas, unidades de conservação e até mesmo plantações.

Segundo os técnicos do Ibama, como boa parte dos incêndios florestais inicia nas beiras de estradas, a realização do MIF nestes locais é prioritária por reduzir significativamente o risco de ignição e propagação de incêndios florestais na época seca.

O nome do instrumento utilizado pelos brigadistas chama-se pinga fogo e é exatamente para isso que ele serve, ou seja, fazer as queimadas controladas legalmente previstas no Código Florestal (Art. 38 da Lei 12.651/12), que permite:

“o emprego da queima controlada em Unidades de Conservação, em conformidade com o respectivo plano de manejo e mediante prévia aprovação do órgão gestor da Unidade de Conservação, visando ao manejo conservacionista da vegetação nativa, cujas características ecológicas estejam associadas evolutivamente à ocorrência do fogo”.

Técnicos ambientais sinalizam os locais das queimadas protetivas

Durante as queimadas protetivas as equipes dos órgãos ambientais utilizam coletes de identificação, cones e outros sinalizadores, avisando e orientando a população e os motoristas sobre a verdadeira finalidade do trabalho – prevenir incêndios de grandes proporções.

As queimadas controladas são realizadas em locais específicos, após intensa análise dos aspectos econômicos, sociais e ambientais. É uma técnica praticada em quase todos os países que lidam com grandes incêndios, a exemplo da Austrália, África do Sul, Portugal, Espanha e EUA, entre outros.

Vídeo deturpado

Embora os órgãos ambientais tenham toda a precaução de esclarecer e orientar a população sobre as queimadas protetivas, algumas pessoas mal intencionadas fazem fotos e vídeos atribuindo ao Ibama intenções criminosas que não têm qualquer relação com a verdade.

Um desses vídeos, feito na região tocantina, sudoeste do Maranhão, circula nas redes sociais com informações falsas de incêndios atribuídos ao Ibama com supostas intenções políticas.

Os propagadores de desinformação (fake news) insistem em atribuir uma intenção criminosa e política às queimadas, culpando o Ibama, a Funai e os indígenas com falsas interpretações sobre o fogo nas margens das estradas.

O vídeo com informações falsas foi desmascarado no portal G1

Vídeo com desinformação sobre queimadas é mentiroso

Veja abaixo a nota do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) sobre as queimadas protetivas.

O Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) informa a todos os associados e comunidade de interesse que a atividade filmada e incorretamente narrada do Ibama, em um vídeo que circula nas redes sociais, se trata de uma ação planejada que consiste na técnica de fogo controlado para limpeza das margens das rodovias.

Realizado de forma conjunta, o Ibama, a Polícia Rodoviária Federal e Funai iniciaram o trabalho de queima de materiais combustíveis que ficam às margens das rodovias, como vegetação seca, para evitar a ocorrência de incêndios descontrolados. A técnica é planejada com antecedência por equipes técnicas e adota todas as medidas de segurança disponíveis para controle do fogo e prevenção de acidentes.

Com a limpeza das margens da rodovia, os agentes públicos tentam reduzir a possibilidade de que, em caso de incêndio, o fogo atravesse a estrada e atinja uma área ainda maior. Todas essas informações foram fornecidas ao FNBF pelos órgãos responsáveis pela ação.

O Fórum reitera seu compromisso com a verdade dos fatos e se coloca à disposição para pesquisar e esclarecer dúvidas de seus associados em caso de conteúdos suspeitos.

Atenciosamente,

FÓRUM NACIONAL DAS ATIVIDADES DE BASE FLORESTAL