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Reportagem do Blog do Ed Wilson sobre energia limpa foi tema do vestibular da UEMA

Caiu no Vestibular! Uma reportagem do Blog do Ed Wilson, publicada em 2020, foi tema da questão nº 36 do PAES (Processo Seletivo de Acesso à Educação Superior) da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) para o ingresso em 2026.

A prova foi realizada domingo (30 de nov 2025).

O enunciado da questão refere-se à reportagem sobre a produção de energia limpa na Ilha de Lençóis, em Cururupu, utilizando a força do vento e o sol como fontes.

Um dos vídeos da reportagem entrevista o proprietário da pousada Recanto das Aves, Fernando Gonçalves, que menciona os benefícios do sistema híbrido de energia para o turismo, o comércio e os moradores da Ilha de Lençóis.

Após o enunciado, segue a questão: “Na matéria jornalística, a situação que caracteriza relação ambientalmente sustentável entre a população da Ilha de Lençóis e a natureza do local é a seguinte”, listando 5 opções. A resposta correta é a letra b (veja na imagem).

O mecanismo de energia híbrida foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA).

Breve, o Blog do Ed Wilson voltará à Ilha de Lençóis para verificar como estão as condições dos equipamentos, cinco anos depois da implantação.

Acesse o link para ler e assistir ao vídeo da reportagem: https://edwilsonaraujo.com/energia-solar-e-eolica-veja-como-os-moradores-das-ilhas-de-cururupu-utilizam-os-recursos-naturais/

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Energia solar e eólica: moradores das ilhas de Cururupu utilizam os recursos naturais para o cotidiano e turismo

Nos lugares distantes dos grandes centros urbanos, isolados pelas condições geográficas, o uso do sol e do vento pode ser alternativa para a geração de energia e melhoria na vida de pescadores, moradores em geral, do comércio e outras atividades como o turismo.

É o que acontece em duas ilhas da Reserva Extrativista Marinha (Resex) de Cururupu, composta por 17 unidades insulares no litoral ocidental do Maranhão.

Na ilha de Lençóis, famosa pela lenda do sebastianismo, um projeto da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) utiliza a energia do sol e do vento para iluminar as casas, ligar aparelhos eletrodomésticos e até mesmo para a iluminação das poucas ruas da vila.

Fernando Gonçalves fala sobre melhorias no turismo em Lençóis. Imagens: Marizélia Ribeiro

O proprietário da pousada Recando das Aves, Fernando Gonçalves, explicou que antes do sistema de energia híbrida (solar e eólica) o funcionamento da hospedagem era limitado porque não tinha o conforto pleno para os turistas.

A energia na ilha de Lençóis era originada de um motor a diesel que só funcionava em horário limitado.

Já na comunidade Taboa, localizada na ilha de Mangunça, a geração de energia solar é bem mais artesanal e as instalações foram feitas pelos próprios moradores de uma residência. O casal Nalva e Nildo vendeu um porco e com o dinheiro comprou uma placa solar, de muita utilidade para eles.

Nalva vendeu um porco e comprou a placa solar. Imagens: Marizélia Ribeiro

Taboa, onde moram apenas seis famílias, é desprovida de qualquer sistema de energia. Não tem sequer motor a diesel. Os pescadores têm de ir até a sede do município de Cururupu em uma viagem de 3 horas de barco para comprar gelo e acondicionar os produtos do mar.

Sem acesso fácil ao gelo, a maior parte da produção é colocada ao sol para secar.

A única alternativa dos moradores é a utilização de placas de energia solar adaptadas a outros equipamentos que permitem iluminar a casa e funcionar eletrodomésticos.

Controvérsias

Um dos entraves no uso dos recursos naturais para a geração de energia é a gestão e o interesse empresarial. Na ilha de Lençóis o projeto inicial era da UFMA e a taxa paga pelos moradores, simbólica. Quando passou para a gestão da Cemar, os preços foram para a estratosfera (veja o vídeo).

O crescente uso da energia solar abriu recentemente uma polêmica sobre “taxação do sol”, proposta pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A “taxa do sol” consiste em diminuir os subsídios do consumidor que utiliza um painel fotovoltaico em casa, por exemplo. Na prática, essa medida, se aprovada em definitivo, vai tornar mais cara a energia obtida com o recurso natural do sol.