Nesse 1º de janeiro de 2026 recomendo a leitura do artigo publicado no Monitor Mercantil.
O texto é uma análise sobre as relações entre o mercado financeiro, a dívida pública e a previdência. Os autores do artigo integram a plataforma Auditoria Cidadã da Dívida. Veja abaixo:
A crise do Banco Master e sua repercussão sobre os regimes próprios de previdência
Futuro das aposentadorias passou a depender do humor do mercado financeiro Por José Menezes Gomes, Maria Lucia Fattorelli e Rodrigo Ávila
A privatização da Previdência Social na América Latina e a submissão ao regime de capitalização individual tiveram início nos anos 1970, no Chile, durante a ditadura de Pinochet, funcionando como laboratório das políticas neoliberais no continente.
No entanto, esse processo foi mais ativo justamente nos países que tiveram o Estado de bem-estar social, a partir dos anos 1980. Infelizmente, esse processo não resultou apenas da ação dos governos neoliberais que se constituíram na Europa, mas também do apoio de setores da esquerda que viram nessa oportunidade uma possibilidade de os fundos de pensão gerarem capital de longo prazo e, ao mesmo tempo, esses trabalhadores participarem da gestão das empresas por possuírem valor expressivo das ações e, dessa forma, comporem o conselho de administração dessas empresas.
Esse processo de privatização de parte da Seguridade Social foi acompanhado pela política de austeridade fiscal, que passou a direcionar parte crescente do fundo público para o pagamento dos respectivos serviços da dívida pública.
No Brasil, os primeiros passos do processo de privatização tiveram início nos anos 1960, com a criação de fundos próprios de previdência complementar, a exemplo da Capemi, que era um montepio militar.
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