A mitologia ensina que o deus Hermes, filho de Zeus, tinha um poder especial atado aos pés – as sandálias aladas ou talárias.
Com esse artefato, Hermes destacava-se pela capacidade de voar em alta velocidade, entre os mundos dos vivos e dos mortos.
Era o deus mensageiro, símbolo da comunicação, do transporte, da observação e da vigilância.
Zeus fez de Hermes o mensageiro do Olimpo, conectando palavra e ação.
Uma das interpretações sobre Hermes associa o seu poder de voar e de transmitir mensagens a uma espécie de porta-voz da verdade.
Outras versões atribuem a Hermes o uso das talárias para atitudes ambíguas, como truques e trapaças.
Assim é a informação, insumo do Jornalismo. Em mãos adequadas, tratada com seriedade e responsabilidade, gera relatos verossímeis sobre os fatos, traduzindo a realidade.
Por caminhos tortuosos e mal intencionados, com o intuito de distorcer, prejudicar e induzir a erro, a informação é veneno; ou melhor, é desinformação. E pode até matar.
Hermes, o mensageiro, é atual para reafirmarmos o papel estratégico dos(as) jornalistas em tempos de negacionismo e desinformação.
As ameaças e os golpes em curso no mundo usam a desinformação como arma letal que destrói as democracias.
É preciso reafirmar o Jornalismo como instituição essencial da humanidade, uma conquista da modernidade que vem se refazendo na História.
Na mitologia, Hermes emprestou as sandálias a Perseu e elas foram estratégicas para derrotar Medusa.
Que as talárias de Hermes nos sirvam de inspiração nessa travessia.
O ano de 2026 será, mais uma vez, de grandes desafios para a verdade triunfar sobre o ódio e a desinformação.
Vamos entrar o ano novo com os dois pés e lembrar também das sandálias aladas de Hermes, o mensageiro da verdade.