O leitor no labirinto de Josué Montello

Acabo de ler O labirinto de espelhos, de Josué Montello. Fiz a degustação da obra em uma 6ª edição da editora José Olympio, de capa azul improvisada e velha.

O cheiro de papel antigo, mas sem fungos, é testemunha do cuidado que a Casa de Cultura Josué Montello tem com o acervo do escritor.

Navegando nas páginas amareladas fui conduzido para o cenário principal da obra, a casa de Tia Marta, no largo da igreja dos Remédios, hoje praça Gonçalves Dias.

A obra gira em torno da personagem principal, Tia Marta, viúva, herdeira do patrimônio do marido falecido prematuramente em um afogamento.

Austera, Tia Marta despreza os parentes pobres que torcem e até rezam por sua morte, de olho no espólio da velha.

O romance vai e vem desencadeando a trama entre as personagens, à espera do grande dia após o enterro da viúva rica – a leitura do testamento.

Com um final surpreendente, O labirinto de espelhos está entre as boas leituras de Montello.

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