Agência Tambor – A violência sofrida por uma trabalhadora doméstica grávida de cinco meses em Paço do Lumiar provocou indignação e reacendeu um debate histórico no Brasil: o caso trata-se de um episódio isolado ou revela estruturas profundas de racismo, exploração e violações de direitos ainda presentes no trabalho doméstico?
Para a presidenta do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas do Maranhão, Valdelice de Jesus Almeida, a violência envolvendo a jovem negra de 19 anos, que acumulava na casa de Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, de 36 anos, funções de limpeza, cozinha, lavanderia e cuidados com uma criança, “não é isolada”, mas expressão de uma sociedade que ainda naturaliza abusos contra mulheres pobres e negras.
“Ela se achou no direito de espancar essa trabalhadora como se estivesse disciplinando uma escrava”, afirmou Valdelice. A entrevista foi concedida ao programa Dedo de Prosa, da Agência Tambor, nesta terça-feira (12).
Acesse Agência Tambor para assistir a entrevista.