Chaminé de usina termelétrica queima carvão mineral na zona rural da ilha. Foto: Claudio Castro
O Plano Diretor e a Lei de Zoneamento de São Luís estão transformando a cidade, outrora bucólica, em um complexo portuário e industrial.
As consequências desse processo na nossa qualidade de vida são graves.
Poluição do ar, crescimento de doenças pulmonares, contaminação do solo e das águas subterrâneas, envenenamento de peixes e mariscos e aumento da temperatura, entre outros impactos, já são perceptíveis.
Todas as famílias que recebiam o Auxílio Gás dos Brasileiros passam a ter direito ao vale para recarga gratuita do botijão nas revendas credenciadas. Para saber se foi contemplado, o beneficiário deve consultar o aplicativo “Meu Social – Gás do Povo”, onde é possível verificar a situação do vale e localizar as revendas credenciadas
Cerca de 4,5 milhões de famílias beneficiárias do antigo Auxílio Gás, agora integram o Gás do Povo. A migração foi automática e os contemplados já podem usar o vale pela primeira vez a partir desta segunda-feira (23.02). Para este mês, o investimento do Governo do Brasil é de R$ 449 milhões.
A mudança substitui o repasse em dinheiro pela recarga do botijão, fortalecendo a efetividade da política e garantindo o acesso gratuito ao insumo. O novo programa amplia em três vezes o número de famílias atendidas em comparação ao antigo Auxílio Gás dos Brasileiros, beneficiando especialmente as mulheres.
Essa transição marca a terceira fase do programa. A implantação da iniciativa ocorreu de forma gradual, com a primeira fase, em novembro de 2025, cobrindo 10 capitais, em um investimento de R$ 94 milhões para atender 1 milhão de famílias. Em dezembro de 2025, foi o último repasse das famílias beneficiárias do Auxílio Gás dos Brasileiros.
Já na segunda fase de implementação, em janeiro de 2026, o Gás do Povo chegou às outras 17 capitais, com investimento de R$ 99 milhões e atendendo 950 mil famílias.
A fase final será em março, com a previsão de 15,5 milhões de famílias contempladas com a recarga gratuita do botijão. No mesmo mês, as famílias com duas ou três pessoas, que recebem o benefício a cada três meses, receberão o segundo vale.
As famílias com quatro ou mais pessoas, que receberam o primeiro vale em novembro de 2025, também terão o segundo vale disponível nesta segunda-feira (23.02). Elas têm direito ao benefício a cada dois meses.
Como ter acesso
Para saber se foi contemplado, o beneficiário deve consultar o aplicativo “Meu Social – Gás do Povo”, onde é possível verificar a situação do vale e localizar as revendas credenciadas. Não é necessário ir até um Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) ou postos do Cadastro Único. As revendas estarão identificadas com a logo do Gás do Povo.
Quem não tem celular ou acesso à internet, pode utilizar o cartão do Programa Bolsa Família (com chip), o cartão de débito da Caixa, ou informar o CPF do Responsável Familiar na maquininha “Azulzinha” ou no aplicativo “Azulzinha Aproxima”, meio de pagamento utilizado nas revendas credenciadas.
Para ter acesso ao Gás do Povo, é preciso ter pelo menos duas pessoas na composição familiar, estar no Bolsa Família, ter renda per capita de até meio salário mínimo e Cadastro Único atualizado nos últimos 24 meses. O CPF do Responsável Familiar deve estar regular e o cadastro não pode apresentar pendências, como Averiguação Cadastral ou indício de óbito do Responsável Familiar.
Energia limpa
O objetivo da política é ampliar o acesso à energia limpa e segura, reduzindo o uso de alternativas como lenha e carvão, que expõem principalmente mulheres e crianças a riscos à saúde.
O alto custo da recarga e as dificuldades de distribuição, principalmente em áreas mais afastadas, impediam muitas famílias de acessar energia limpa e segura. Como consequência, era comum o uso de alternativas precárias, como lenha, carvão e querosene, que expõem principalmente mulheres e crianças à fumaça tóxica, doenças respiratórias e risco de queimaduras. A política busca enfrentar esse cenário.
A política também institui o Programa Nacional de Acesso ao Cozimento Limpo, que passa a estruturar as ações de combate à pobreza energética. O modelo integra a gratuidade do botijão e outras modalidades de cocção limpa, com fontes diversificadas de financiamento, mecanismos de monitoramento e governança reforçada, incluindo comitê gestor permanente e publicação periódica de relatórios.
“Ô sorte!” Essa exclamação melodiosa é um autêntico suspiro carioca para expressar alegria por algo esperado que aconteceu. Nascida da fértil imaginação do sambista Wilson das Neves (1936-2017), essa coisinha simpática vai assim se agasalhando no coração dos brasileiros.
E, assim, uma cena cinematográfica fechou o Jornal Nacional (REDE GLOBO) de 22 de janeiro. Nesse dia, “O Agente Secreto” seria ou não confirmado entre os indicados ao OSCAR 2026. Num gesto espirituoso, os apresentadores César Tralli e Renata Vasconcelos cruzaram o indicador e o médio da mão direita para invocar a sorte. Com os braços esticados, – um de frente para o outro – torceram por uma conquista inédita do cinema brasileiro.
E não é que deu certo! As indicações se confirmaram, e “O Agente Secreto” oficialmente figura nas categorias “melhor filme”, “melhor filme internacional” e “melhor elenco”. E Wagner Moura, “melhor ator”. É pouco, ou quer mais?
E agora muita gente espera que Tralli e Renata repitam essa cena no JN de 14 de março (sábado), um dia antes da solenidade do OSCAR. E aí, um probleminha: os titulares geralmente não apresentam o jornal aos sábados. Resta-nos, assim, ficar com a certeza de que estamos bem-representados. Ou, então, cruzamos todos o indicador e o médio da mão direita.
Essa hegemonia da “sorte” é uma fixação cultural. Cada pessoa tem seus meios de se relacionar com ela e dela receber o que espera. O problema é que seus caminhos e seu timing são imprevisíveis. Assim como seus golpes e sua ironia. Imagine quantos garimpeiros arrasados por causa de seus pífios resultados? Gente que confiou mais na sorte do que nos próprios braços. Que o diga a profª Matilda, protagonista do romance “Ouro de Tolo”, de Jáder Cavalcante. A pobrezinha saiu de casa em busca de novos horizontes em Serra Pelada, no Pará, e terminou no quinto dos infernos.
Não sei se cabe aqui a dura pedagogia de Tim Maia: “Na vida, a gente tem que entender/ Que um nasce pra sofrer/ Enquanto o outro ri” (Azul da Cor do Mar). Ou a lição prática de Gilberto Gil: “Andar com fé eu vou/ Que a fé não costuma faiá” (Andar com Fé).
Muito invocada em despedidas ou ante desafios, a sorte não descansa e não envelhece. Está por aqui desde que o homem perdeu a confiança em si mesmo. Recebe aplausos, ganha elogios, sobe ao pódio. Sempre muito requisitada, seus créditos são, invariavelmente, supervalorizados.
Os extremos não devem ser privilegiados. Já ouvi alguém dizer (sobre outra pessoa): A sorte passou longe desse miserável.Não tem empego, não tem futuro. Numa outra perspectiva: Teve a sorte de ver os filhos bem-encaminhados. De fato, a sorte é uma figurinha multifacetada.
É verdade que muita gente não consegue encarar a vida objetivamente. Acham que tudo é uma questão de “ter ou não ter (sorte)”. Em vez de jogar, ficam na arquibancada, esperando o gol da vitória. Entre várias citações clássicas com essa palavra e escolhi a mais coerente: “Sorte é estar pronto quando a oportunidade vem” (Oprah Winfrey, apresentadora de TV, E.U.).
Em 8 de fevereiro deste ano, Carolina Fratani, 38 anos, parecia preparada para chegar à última pergunta no quadro “Quem Quer Ser Um Milionário”, no “Domingão com Huck” (REDE GLOBO). Leu a pergunta. Pensou, avaliou. Não sabia a resposta e não podia mais recorrer à ajuda externa. Três caminhos a separavam da maleta entupida de cédulas de cem reais. Se escolhesse a opção certa, seria a segunda participante na história desse quadro a sair com um milhão. Se errasse, ficaria com cem mil reais.
Mesmo com toda a plateia de pé, braços esticados em sua direção, sacudindo as mãos em movimentos curtinhos para cima e para baixo, ela permaneceu sóbria e ponderada. Convicta de que a sorte não deve prevalecer à razão, decidiu parar. E levou para casa R$ 500 mil.
Uma piada talvez seja uma boa reflexão: um montanhista está em apuros. Sozinho, segura-se na ponta de uma rocha que pode ruir a qualquer momento. Grita por socorro. Para seu alívio, uma voz angelical responde: “Confie em mim. Solte as duas mãos”. Desconfiado, grita outra vez: “Tem mais alguém aí?”
E quanto ao Tralli e a Renata? Será que, em março, farão a mesma torcida na sexta-feira, 13, que antecede o Oscar? Parece que essa data não é muito favorável. De qualquer maneira, para os que confiam na sorte, tentar não custa nada, não é mesmo?
De um jeito ou de outro, os cinéfilos brasileiros esperam um resultado positivo para encher o peito e soltar a doce “Ô sorte!”.
Manoel da Conceição, o saudoso Mané, falecido em 2021, entrou para a História com feitos gigantes em prol da democracia e dos direitos humanos. Junto com Luiz Inácio Lula da Silva e outros(as) companheiros(as), Mané fundou o PT e, durante a ditadura militar, lutou bravamente na resistência.
Liderança camponesa reconhecida nacionalmente, ele inspira várias gerações de esquerda. Em reconhecimento à sua vida dedicada à luta por justiça e igualdade, o PT do Maranhão criou o Prêmio Manoel da Conceição, que homenageia mulheres e homens por suas militâncias nas categorias Atuação Partidária, Direitos Humanos e Democracia, Comunicação, Agrário e Meio Ambiente e Educação e Cultura.
O prêmio chegou à sua 4ª edição em 2026. A cerimônia realizada sábado, 21 de fevereiro, na Assembleia Legislativa do Maranhão, foi tão emocionante quanto as anteriores, demonstrando que o PT não é só um partido político, é uma força pulsante formada por pessoas de todos os naipes, com as suas qualidades e defeitos, mas algo em comum: o pensamento e a prática de que a vida pode ser um pouco melhor que o projeto burguês de sociedade.
O PT não é um partido revolcionário, no sentido de produzir mudanças estruturais, profundas e radicais no modo de produção capitalista, mas são os governos e os mandatos petistas que, de fato, elaboram e implementam projetos, ideias e políticas públicas para reduzir as desigualdades e as injustiças nesse Brasil tão grande e complexo.
A história de vida de cada homenageado e homenageada no Prêmio Manoel da Conceição é a prova de que o PT segue referência nas práticas humanitárias, sonhando sempre em fazer o mundo melhor.
Luis Augusto tem a sua história de luta reconhecida no Prêmio Manoel da Conceição
Solenidade marca o aniversário de 46 anos do PT e acontece nesse sábado, a partir das 18h, na Assembleia Legislativa
O radialista, escritor de literatura de cordel, compositor e militante das pastorais sociais católicas, Luis Augusto da Silva Nascimento, é um dos homenageados, na Categoria Comunicação, pela 4ª edição do “Prêmio Manoel da Conceição”, destinado ao reconhecimento de trajetórias comprometidas com a justiça social, a defesa dos direitos do povo e a contribuição relevante para a construção de uma sociedade democrática e solidária.
A premiação é parte das celebrações alusivas aos 46 anos do PT e reconhece o mérito de várias figuras públicas nas categorias Atuação Partidária, Direitos Humanos e Democracia, Comunicação, Agrário e Meio Ambiente e Educação e Cultura.
Manoel da Conceição, liderança camponesa, símbolo da resistência à ditadura militar e um dos fundadores do PT nacional, juntamente com Luiz Inácio Lula da Silva, faleceu em 2021, mas o seu legado inspira a militância de várias gerações.
Luis Augusto é uma das principais referências da comunicação popular e comunitária no Maranhão e no cenário nacional, com atuação no bairro Anjo da Guarda, na área Itaqui-Bacanga. No final da década de 1980, ele participou da construção da Rádio Popular, no sistema de alto-falante, e, nos anos 1990, foi um dos fundadores da rádio comunitária Bacanga FM, até hoje em funcionamento.
Ele foi também um dos fundadores e presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão.
Além de coordenar a rádio comunitária Bacanga FM, Luis Augusto apresenta o programa “Acordando com a Bacanga”, das 6:30h às 7:30h, e mais recentemente participa do podcast Espaço Público, às terças-feiras, das 20h às 21h, apresentado pelo jornalista Ed Wilson Araújo e pelo professor Martônio Tavares, com apoio da Agência Tambor, parceira da Abraço Maranhão.
Equipe do podcast Espaço Público: Martônio Tavares, Ed Wilson Araújo, Luis Augusto e Valmarley Pinto nos bastidores da entrevista com Rose Frazão, secretária adjunta da Setres
Veja a biografia completa de Luís Augusto da Silva Nascimento
Natural de Pedreiras, Luís Augusto é o terceiro de uma família de seis irmãos. Sua trajetória em São Luís iniciou em 1969 nos bairros da Madre Deus, Codozinho, Coheb, Sacavém e Maracanã, até que, em 1981, escolheu o Anjo da Guarda como morada.
Foi neste ano também que se uniu em matrimônio com Sônia Maria Nascimento, com quem construiu uma família composta pelos filhos Ítalo Augusto e Igor Nascimento.
Com a vida guiada pela fé e compromisso comunitário, Luís Augusto se engajou no movimento religioso, atuando no Terço dos Homens, Romaria do Trabalhador, Grupo de Casais da Penha e na Pastoral Familiar, trabalhos que já somam mais de 33 anos de dedicação ao próximo.
Em 1998, deu voz à comunidade Itaqui-Bacanga por meio da fundação da Rádio Popular (sistema de alto-falantes), iniciativa que amadureceu e deu origem, uma década depois, a Rádio Comunitária Bacanga FM. Sua atuação no setor o levou a contribuir na implantação da ABRAÇO-MA, bem como no cargo de 1º suplente da ABRAÇO Nacional. No campo partidário, colaborou na implementação do Núcleo do PT na Área Itaqui-Bacanga (AIB), partido pelo qual disputou as eleições para Deputado Estadual (2002) e Vereador (2004).
Atuando como sócio-fundador e presidente da Associação Comunitária do Itaqui-Bacanga (ACIB), sócio-fundador do Conselho Cultural Comunitário, diretor do Centro Comunitário Católico (hoje Maternidade Nossa Senhora da Penha), Luís Augusto esteve à frente de muitos embates em defesa da comunidade Itaqui-Bacanga, como a luta pelos Royalties da Vale, a instalação de abrigo nas paradas de ônibus, a coordenação junto à SEMAPA para reforma da Feira do Anjo da Guarda dentre outras ações. Foi também o idealizador do movimento “Desperta Itaqui-Bacanga”, dedicado à conscientização da comunidade sobre a importância de eleger representantes locais.
Para além da liderança política e religiosa, Luís Augusto é um homem das artes. Há 25 participa do espetáculo da Via Sacra, promovido pelo Grupo Grita. É compositor e escritor, ocupa a cadeira 001 da Academia de Letras da Área Itaqui-Bacanga, instituição que ajudou a fundar sendo o primeiro Presidente.
Sua vertente literária está presente nas canções e nos cordéis autorais como: “Nós Daqui”, “Salve Ana” e “Desperta Itaqui-Bacanga”, obras que ecoam histórias de resistência e luta da comunidade, por meio das ondas da Rádio Bacanga.
Nos últimos dias, viralizou o vídeo de Bruno Drummond empurrando a cadeira de rodas de Laís Souza, ex-ginasta da seleção brasileira que ficou tetraplégica após um grave acidente em 2014. O incrível da imagem é que Bruno foi o primeiro paciente a receber a polilaminina, medicamento experimental desenvolvido no Brasil para tratar lesões na medula espinhal. Ele era tetraplégico e voltou a se movimentar graças a uma pesquisa iniciada há mais de duas décadas e liderada pela bióloga Tatiana Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Nada disso é milagre. É ciência. São mais de 20 anos de pesquisa exaustiva e incessante, testes em laboratório, experimentos, formação de equipes e ensaios clínicos. Tudo realizado em uma universidade pública, sustentada por financiamento do Estado. Cada resultado concreto carrega por trás uma longa cadeia de investimento público. Quando o orçamento é cortado, essa cadeia se rompe. Pesquisas são interrompidas, equipes se desfazem e descobertas deixam de existir antes mesmo de nascer.
O caso da polilaminina revela o que o Brasil é capaz de fazer quando aposta em seus cientistas. A Dra. Tatiana e sua equipe enfrentaram décadas de dificuldades, escassez de recursos e burocracias para levar uma descoberta do laboratório ao leito hospitalar. Se hoje há esperança para pessoas com lesão medular, isso se deve à persistência de pesquisadores e à existência, ainda que precária, de políticas públicas de fomento à ciência.
Sucessivos governos têm cortado os pífios recursos destinados à Ciência e Tecnologia para servir ao Sistema da Dívida e cumprir metas de teto de gastos e arcabouço fiscal. Durante o governo Jair Bolsonaro, por exemplo, o desmonte da ciência foi brutal. Em outubro de 2021, o Ministério da Ciência e Tecnologia teve 87% de sua verba cortada, com o orçamento despencando de pífios R$ 690 milhões para apenas R$ 89 milhões. O corte pegou de surpresa milhares de pesquisadores que contavam com esses recursos para manter estudos em andamento, bolsas e projetos já aprovados, provocando paralisações, atrasos em pesquisas estratégicas e risco real de interrupção de linhas de investigação em áreas sensíveis como saúde, biotecnologia e inovação.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva recolocou a ciência no discurso público, porém continua muito reduzida a destinação de recursos para Ciência e Tecnologia, devido à política de austeridade fiscal, que ainda impõe contingenciamentos e cortes de recursos que comprometem o planejamento de longo prazo e a continuidade de pesquisas que exigem estabilidade. Tudo para que, como sempre enfatiza a Auditoria Cidadã da Dívida, sobre mais dinheiro para o “Sistema da Dívida”.
Os dados do Orçamento Federal Executado (2025), segundo levantamento da ACD, escancaram a distorção: apenas 0,36% dos recursos federais vão para Ciência e Tecnologia, enquanto 42% são destinados ao pagamento de juros e amortizações da chamada dívida pública, o que equivale a cerca de R$ 2,1 trilhões. (veja aqui). Imagina se o orçamento de ciência, pesquisa e tecnologia fosse maior, com a qualidade de pesquisadores que o Brasil ainda possui!
Por isso, é fundamental defender a auditoria da dívida pública com participação cidadã, como propõe a ACD e reforçar a Campanha Nacional por Direitos Sociais, para que haja mais recursos para áreas estratégicas como Ciência e Tecnologia, entre outros direitos. Investir em ciência e tecnologia é investir em saúde, soberania e futuro. A história da polilaminina prova: em ciência, não se corta recursos, se investe.
Jornalista da Auditoria Cidadã da Dívida /Mestre em Sustentabilidade pela UFSCar
Portal Intercom – O Concurso Nacional de Fotografia em Indicações Geográficas (IGs), iniciativa que celebra, por meio da fotografia, os modos de fazer, as pessoas e os territórios que tornam cada região única, está com inscrições abertas. A ação integra o Programa de Desenvolvimento de Indicação Geográfica da Setec/MEC e convida fotógrafos(as), estudantes, produtores, pesquisadores(as) e o público em geral a registrarem imagens conectadas às Indicações Geográficas brasileiras. O tema deste ano é “Pessoas, Produtos e Territórios”.
Conforme a organização, as fotografias selecionadas irão compor a Exposição Nacional de Fotografia em Indicações Geográficas na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, além de poderem integrar publicações institucionais e materiais educativos.
Podem participar pessoas residentes no Brasil, a partir de 16 anos, concorrendo em três categorias previstas no edital, sendo elas: pessoas, produtos e territórios. A iniciativa estimula especialmente a participação de mulheres, agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais, bem como de empreendedores vinculados aos territórios de Indicação Geográfica.
As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 22 de março, exclusivamente on-line, por meio do formulário eletrônico disponível aqui. A divulgação do resultado parcial está prevista para 08 de abril de 2026.
O regulamento completo do concurso pode ser acessado no edital, por meio deste link.
Quando mandou invadir a Venezuela para sequestrar o presidente Nicolás Maduro, o ditador Donald Trump incorporou o ideal tipo do cawboy Ronald Regan, o ator de cinema que virou presidente dos EUA (1981-1989) e foi protagonista, ainda nos anos 1980, do que hoje se atualiza com a denominação “Movimento Maga (Make American Great Again)”.
Em tempos de Movimento Maga, volta à cena a narrativa sobre como fazer a América grande novamente. Agora pilotado por Donald Trump, o novo Tio Patinhas, os EUA buscam culpados para o seu fracasso cultural e econômico.
Mistura de Adolf Hitler e Tio Patinhas, Donald Trump culpa os imigrantes. Eles precisam ser exterminados. Soma-se a essa desumanidade a política de protecionismo econômico e promoção dos valores tradicionais. Deus, pátria, família, homofobia, racismo, supremacia branca etc compõem essa trama bizarra.
A velha indústria cultural está viva e pulsante, desta feita sob o comando das Big Techs, nova versão de Hollywood e da Disney, turbinadas pelas plataformas digitais.
Vivemos o tempo da abundância e da desinformação, sendo esta uma nova arma de destruição em massa dos cérebros. Somada às bombas, drones e mísseis, submarinos e caças, a mentira é a máquina de guerra mais poderosa do mundo contemporâneo.
Atravessando dois séculos, do Destino Manifesto ao Movimento Maga, os Estados Unidos enfrentam uma crise interna (inflação) e externa (a multipolaridade). O todo poderoso império americano exerce o poder diante de um novo gigante – a China.
Em outros tempos, Donald Trump iria destruir a Venezuela sem qualquer tipo de alternativa militar ou econômica. No cenário atual, a Venezuela tem com quem dialogar e negociar. A Rússia e a China repartem o poder no mundo multipolar. O xerife Donald Trump não governa mais o mundo sozinho.
Um ato de vandalismo que pede o assassinato do ministro e vice-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, ocupa lugar destacado em São Luís, Maranhão.
A mensagem, com o símbolo da suástica, referência do Partido Nazista, está inscrita no portão da garagem de uma instituição bancária privada, no bairro João Paulo, ao lado do quartel do Exército que sedia o 50 BIS (Batalhão de Infantaria de Selva).
Alem da suástica, a pichação contém as siglas HCD e MR, provavelmente associadas a algum tipo de organização ou codinomes dos autores.
O 50 BIS é localizado em frente à praça Duque de Caxias, palco das manifestações e vigílias de bolsonaristas que reivindicavam a volta da ditadura militar no Brasil.
As críticas da extrema direita ao desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, em homenagem a Luiz Inacio Lula da Silva, tem várias explicações em um contexto geral.
A primeira é uma obviedade. O fascismo opera com a estética da destruição, repudiando tudo aquilo que é criativo.
Em segundo lugar, vem a repulsa do fascismo a todas as formas de sensualidade. O Carnaval, uma festa erótica, em que os corpos falam, é um insulto ao conservadorismo.
Uma terceira objeção está na liberação da fantasia e do sorriso. As manifestações de alegria, a exaltação de felicidade, as emoções liberadas à flor da pele não condizem com a lógica fascista alimentada pelo ódio permanente.
Outro componente é o fato de o Carnaval ser uma festa popular e os desfiles das escolas de samba fazerem sempre alusões à África. O progagonismo do povo preto e a religiosidade afrodiaspórica, exaltando divindades pretas, mexem nas raízes preconceituosas mais profundas do racismo.
Em síntese, o repúdio da extrema direita ao desfile da Acadêmicos de Niterói não foi apenas por ódio a Lula. Trata-se de uma intolerância generalizada contra o Carnaval preto, popular, sensual e criativo.