A violência crescente no Maranhão, atingindo principalmente povos e comunidades tradicionais, chegou ao extremo.
Se nas décadas passadas os movimentos camponeses tinham como bandeira a reforma agrária, hoje a palavra de ordem é “parem de nos matar”.
O direito de não morrer é hoje uma das principais formas de resistência dos homens de mulheres do campo violentados diariamente pela expansão da grilagem e do agronegócio, com ação direta de pistoleiros e jagunços, em várias situações negligenciadas ou apoiadas pela Polícia Militar.
São sinais trágicos de que o “modelo” da modernização conservadora só serviu para aprofundar as desigualdades econômicas, criar um cenário de massacre contra os povos campesinos e expor o Maranhão como um dos estados mais violentos do Brasil.