Têka Arts realiza o 17º Desfile de Roupas Alternativas

O desfile apresenta a coleção 2020 de Têka Arts e comemora com o público, amigos, sempre convidados a desfilar, mais  um ano de muita moda. Têka traz este ano muito movimento, liberdade e alegria em peças confortáveis, como macacões estilosos, saias, batas, vestidos soltos, bermudas e camisas. Os tecidos vão, da sempre versátil chita, uma das marcas da estilista, a algodão, cambraia, linho e popelines.

Os dançarinos Carla Algaves e Gilmar Freitas abrem o desfile com uma mostra da potência da dança popular maranhense. O evento conta ainda com a beleza das Pratas Artesanais, com design e pedras que dialogam com os looks dos modelos, que representam, como sempre acontece nos desfiles de Têka, a diversidade de nosso povo, étnica, de gênero e geracional.

Dani Ramaianne é a mestra de cerimônia e a maquiagem de Evelly Cristina. A discotecagem fica por conta de Ademar Danilo. O evento tem apoio da Cia Circense.

Modelos: Barbara Cardoso, Jailson Júnior, JC. Mendes, Larissa Ferreira, Luciano Teixeira, Maniry Vasconcelos, Márcia de Aquino, Maria Malcher, Marlon Reis, Wesley Alves, Zaina Holanda.

Um pouco da história

Têka Castellano em trajes alternativos na Europa

A marca Têka Arts teve início no ano de 1998, em Alcobaça- Bahia, o local onde a proprietária abriu sua primeira loja. Em 2002 registrou sua empresa, atuando no mercado de moda alternativa no Maranhão há 17 anos, sempre lançando peças de roupas, bijuterias e acessórios com toque artístico-artesanal.

Em 2003 a loja passou a realizar o Desfile de Roupas Alternativas em que apresenta cenicamente a coleção anual da estilista Têka Castellano, proprietária da loja e responsável por toda a criação e design da produção. Localizada no Centro Histórico de São Luís, no Beco Catarina Mina – Praia Grande, a loja é frequentemente visitada por turistas, possui vários clientes de outras regiões do país e de outros países.

Têka Artes já exportou peças para a França, onde a estilista também já realizou exposição. Porto Alegre, Florianópolis e Argentina foram outros locais por onde a moda Têka Arts também já passou.

As criações de Têka Arts permitem revisitar tendências e estilos, voltando-se para a produção de peças diferentes do circuito da moda tradicional. Chamamos essa tendência de moda alternativa e ela permite a identificação  das características culturais local de comunidades e etnias, expressadas na criação de roupas e acessórios para o cotidiano.

As roupas alternativas apresentadas pela estilista baseiam-se na estética africana e indígena, inspirados na cultura popular maranhense, com suas festas e ritos. Nessa identificação, a artista utiliza-se de matéria prima pouco valorizada no circuito de moda tradicional: retalhos, chita, tecidos africanos, fibras, sementes, tecido cru e confecção artesanal.

Serviço: 

O quê: 17º Desfile de Roupas Alternativas Têka Arts – A Dança na Cultura Popular

Quando: 06/12 (sexta), às 20h30

Onde: Escadaria do Beco Catarina Mina, 105 – Praia Grande – Centro Histórico

Informações: 98141 3859

Entrada franca

Caneta bic na arte de Jailson Belfort

Artista ludovicense radicado em Brasília volta à ilha para divulgar o projeto “Caneta Criativa”, baseado em pinturas a mão livre utilizando esferográficas bic e múltiplas cores. Autor bebe nas fontes do ilustrador Daniel Azulay e do pop art holandês Maurits Cornelis Escher

Jailson Belfort é um artista natural de São Luís do Maranhão. Começou a desenhar na infância, tendo como referência o apresentador de TV e ilustrador Daniel Azulay. É formado em Design pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA (1998). Trabalhou com Publicidade e Propaganda em agências desde 1991 onde foi designer gráfico, ilustrador e diretor de arte.

O artista tem experiência na área de criação, projeto gráfico e diagramação de revistas e jornais, bem como criação de peças publicitárias, logos e identidade visual. Essa trajetória o permitiu ter contato com o universo dinâmico da visualidade publicitária e, sua sensibilidade perceptiva das imagens do cotidiano foi tomando forma de arte ao longo dos 28 anos de carreira. Uma de suas maiores referências em técnica e criatividade é o artista gráfico holandês Maurits Cornelis Escher.

Ilustrações de Jailson Belfort têm inspiração nos cenários de São Luís e Brasília

Após vários anos trabalhando com artes no computador, o artista voltou a desenhar à mão livre, onde desafiou-se a criar seus desenhos utilizando canetas esferográficas que, ao lado de ideias estéticas interessantes e inusitadas, produziram um conjunto de telas e desenhos criativos e bem elaborados. Essa experiência despertou seu lado lúdico e imaginativo, deixando-o confiante de que poderia se atrever a criar novas texturas e explorar ao máximo os recursos das canetas. As artes começaram simples. Animais, comidas, algo divertido. Mas cada desenho tinha uma mensagem, um toque de humor e trazia algo inusitado.

Com o convite para fazer uma exposição no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2018, veio a ideia de fazer desenhos em tamanhos maiores (90 cm de comprimento), criando novas técnicas que o desafiasse. No começo, usava apenas a tradicional tinta azul-marinho, mas descobriu as novas cores e as colocou em seus trabalhos. E o resultado ficou incrível. Por usar apenas tinta permanente, Belfort ousa e não tem medo de se expressar e se divertir caprichosamente com texturas, sombras e perspectivas.

Ao desenhar com caneta, se “corre riscos”, pois os traços não podem ser apagados, corrigidos ou desfeitos. Um encontro de liberdade criativa e técnica apurada. E para aumentar ainda mais o desafio, todos os desenhos foram feitos sem régua ou corretivo.

No desenvolvimento do Projeto “Caneta Criativa” centrou-se em um evento de caráter artístico, cultural e educativo. A exposição “Caneta Criativa” foi realizada no espaço cultural do Supremo Tribunal Federal, em Brasília-DF, onde os desenhos ficaram expostos à visitação pública no período de 10 de julho a 17 de agosto de 2018, gerando boa repercussão em sites, redes sociais, além de publicação em jornais, rádios e telejornais locais, inclusive em um programa de TV em rede nacional. O feedback positivo do público e da mídia só o motivou a entregar-se às produções artísticas e aos projetos educativos ligados a essa nova perspectiva de atuação.

Foram diversas ilustrações feitas apenas com canetas esferográficas de várias cores e em tamanhos diferentes, direcionadas ao público de todas as idades. Cada obra retrata detalhes da cultura de cidades brasileiras, bem como alguns de seus monumentos, inclusive em um cartão-postal desenhado. Em especial, destacam-se obras sobre a cidade de São Luís (MA) e Brasília (DF), onde mora atualmente.  Houve, também, na exposição, uma série de desenhos lúdicos, com personagens e cenas inusitadas do cotidiano, que leva à percepção de que até mesmo objetos bem simples podem ganhar outra forma de serem vistos nos levando há uma experiência reflexiva.

Após esta experiência, o artista continuou a produzir novas séries de obras, retratando agora outras capitais, outras paisagens, como a série “Brasília em Linhas” que retratam os monumentos da Capital Federal e “Grande São Luís em Linhas” com painéis sobre a região metropolitana de São Luís, com obras de Alcântara, azulejos e casarões. O que o artista Jailson Belfort nos apresenta é uma forma única de ilustrar paisagens, referências, símbolos e ideias. O desenho à mão livre com canetas é sofisticado e impressiona pela técnica. As ilustrações e criações artísticas nos conectam com imagens familiares de uma forma esteticamente apurada. Nota-se uma influência de M. C. Escher, da pop art e, algumas vezes, uma pitada da linguagem visual dos quadrinhos. Seu desenho expressa ao mesmo tempo a pós-modernidade visual aliada a simplicidade do material utilizado. Uma verdadeira simbiose entre o simples e o sofisticado.

Texto fornecido por Jailson Belfort, com edição do Blog do Ed Wilson

Imagem destacada: “São Luís” (formato: 80x50cm) / canetas bic sobre papel supremo / Autor: Jailson Belfort

As imagens são protegidas por direitos autorais.