Solenidade marca o aniversário de 46 anos do PT e acontece nesse sábado, a partir das 18h, na Assembleia Legislativa
O radialista, escritor de literatura de cordel, compositor e militante das pastorais sociais católicas, Luis Augusto da Silva Nascimento, é um dos homenageados, na Categoria Comunicação, pela 4ª edição do “Prêmio Manoel da Conceição”, destinado ao reconhecimento de trajetórias comprometidas com a justiça social, a defesa dos direitos do povo e a contribuição relevante para a construção de uma sociedade democrática e solidária.
A premiação é parte das celebrações alusivas aos 46 anos do PT e reconhece o mérito de várias figuras públicas nas categorias Atuação Partidária, Direitos Humanos e Democracia, Comunicação, Agrário e Meio Ambiente e Educação e Cultura.
Manoel da Conceição, liderança camponesa, símbolo da resistência à ditadura militar e um dos fundadores do PT nacional, juntamente com Luiz Inácio Lula da Silva, faleceu em 2021, mas o seu legado inspira a militância de várias gerações.
Luis Augusto é uma das principais referências da comunicação popular e comunitária no Maranhão e no cenário nacional, com atuação no bairro Anjo da Guarda, na área Itaqui-Bacanga. No final da década de 1980, ele participou da construção da Rádio Popular, no sistema de alto-falante, e, nos anos 1990, foi um dos fundadores da rádio comunitária Bacanga FM, até hoje em funcionamento.
Ele foi também um dos fundadores e presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão.
Além de coordenar a rádio comunitária Bacanga FM, Luis Augusto apresenta o programa “Acordando com a Bacanga”, das 6:30h às 7:30h, e mais recentemente participa do podcast Espaço Público, às terças-feiras, das 20h às 21h, apresentado pelo jornalista Ed Wilson Araújo e pelo professor Martônio Tavares, com apoio da Agência Tambor, parceira da Abraço Maranhão.

Veja a biografia completa de Luís Augusto da Silva Nascimento
Natural de Pedreiras, Luís Augusto é o terceiro de uma família de seis irmãos. Sua trajetória em São Luís iniciou em 1969 nos bairros da Madre Deus, Codozinho, Coheb, Sacavém e Maracanã, até que, em 1981, escolheu o Anjo da Guarda como morada.
Foi neste ano também que se uniu em matrimônio com Sônia Maria Nascimento, com quem construiu uma família composta pelos filhos Ítalo Augusto e Igor Nascimento.
Com a vida guiada pela fé e compromisso comunitário, Luís Augusto se engajou no movimento religioso, atuando no Terço dos Homens, Romaria do Trabalhador, Grupo de Casais da Penha e na Pastoral Familiar, trabalhos que já somam mais de 33 anos de dedicação ao próximo.
Em 1998, deu voz à comunidade Itaqui-Bacanga por meio da fundação da Rádio Popular (sistema de alto-falantes), iniciativa que amadureceu e deu origem, uma década depois, a Rádio Comunitária Bacanga FM. Sua atuação no setor o levou a contribuir na implantação da ABRAÇO-MA, bem como no cargo de 1º suplente da ABRAÇO Nacional. No campo partidário, colaborou na implementação do Núcleo do PT na Área Itaqui-Bacanga (AIB), partido pelo qual disputou as eleições para Deputado Estadual (2002) e Vereador (2004).
Atuando como sócio-fundador e presidente da Associação Comunitária do Itaqui-Bacanga (ACIB), sócio-fundador do Conselho Cultural Comunitário, diretor do Centro Comunitário Católico (hoje Maternidade Nossa Senhora da Penha), Luís Augusto esteve à frente de muitos embates em defesa da comunidade Itaqui-Bacanga, como a luta pelos Royalties da Vale, a instalação de abrigo nas paradas de ônibus, a coordenação junto à SEMAPA para reforma da Feira do Anjo da Guarda dentre outras ações. Foi também o idealizador do movimento “Desperta Itaqui-Bacanga”, dedicado à conscientização da comunidade sobre a importância de eleger representantes locais.
Para além da liderança política e religiosa, Luís Augusto é um homem das artes. Há 25 participa do espetáculo da Via Sacra, promovido pelo Grupo Grita. É compositor e escritor, ocupa a cadeira 001 da Academia de Letras da Área Itaqui-Bacanga, instituição que ajudou a fundar sendo o primeiro Presidente.
Sua vertente literária está presente nas canções e nos cordéis autorais como: “Nós Daqui”, “Salve Ana” e “Desperta Itaqui-Bacanga”, obras que ecoam histórias de resistência e luta da comunidade, por meio das ondas da Rádio Bacanga.