Categorias
notícia

O PT Nacional descobriu agora que no Maranhão tem oligarquia

A política é dinâmica e feita de contradições.

Em 2010, o PT Maranhão, no Encontro de Tática Eleitoral, decidiu que teria Flavio Dino (PCdoB) como candidato a governador.

A adversária, na época, era Roseana Sarney (PMDB), filha de José Sarney, a mais emblemática representante da estrutura oligárquica do Maranhão.

Embora os petistas maranhenses tenham votado e aprovado o apoio ao então comunista Flávio Dino, a cúpula nacional do PT decidiu anular a decisão pró-Dino e impôs o apoio do PT à candidatura oligarca de Roseana Sarney.

O argumento do comando nacional para fazer a intervenção era a prioridade da eleição de Dilma Roussef e o palanque estadual do PMDB com Roseana Sarney seria fundamental para alinhar os interesses nacionais aos locais.

Assim, ganharam Dilma Roussef e Roseana Sarney, esta reeleita no primeiro turno, com amplo apoio de Lula, mantendo a oligarquia no Maranhão, que já durava quase 50 anos.

Em 2014, Flavio Dino derrotou Edinho Lobão, do PMDB, candidato da oligarquia liderada por José Sarney, apoiado pelo Diretório Nacional do PT, que novamente impôs ao PT do Maranhão a aliança com o sistema oligárquico.

AGORA O COMANDO NACIONAL PETISTA É CONTRA A OLIGARQUIA

Os tempos mudaram e o discurso da Direção Nacional do PT é outro: decidiu não apoiar o candidato do MDB, Orleans Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão, alegando que é preciso combater a oligarquia no Maranhão.

ENTENDA O ENREDO

O presidente nacional do PT, Edinho Silva, a mando do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, bateu o martelo sobre a posição do partido no Maranhão.

A decisão é por candidatura própria, encabeçada pelo atual vice-governador Felipe Camarão, que rompeu com o governador Carlos Brandão.

O rompimento ocorreu porque o governador não cumpriu o acordo firmado no passado recente, acertado com Flavio Dino, líder do grupo hegemônico no Maranhão desde 2015.

Carlos Brandão, vice-governador de Flávio Dino, assumiu o Palácio dos Leões mediante a promessa de transferir o governo para Felipe Camarão, mas não cumpriu o acerto, optando por colocar o seu sobrinho – Orleans Brandão (MDB) – como candidato.

O Maranhão inteiro sabe que a família de Carlos Brandão é um caso clássico da estrutura oligarca, mas ele foi mantido e elogiado entre companheiros e camaradas de 2014 até 2022, mediante a promessa de transferir o governo ao grupo do ex-governador Flavio Dino e ao petista Felipe Camarão em 2026.

Diante do desacerto, a família Brandão foi defenestrada e agora o camarada oligarca é só oligarca; e oligarquia, segundo o PT Nacional, não serve mais para o palanque de Lula no Maranhão.

Compartilhar

Deixe um comentário