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Como a ditadura militar violentou a Amazônia

“Nestas margens do Xingu, o presidente dá início à construção da Transamazônica, numa arrancada histórica para a conquista e a colonização deste gigantesco mundo verde”.

A frase acima está inscrita em uma placa no toco de uma castanheira centenária, de 50 metros de altura, em Altamira, no Pará, derrubada para demarcar o início da “colonização” da Amazônia pela ditadura militar.

O ano era 1970. A placa foi inaugurada e aplaudida pelo então general ditador Emílio Garrastazu Médici, celebrando o marco da depredação do maior bioma do planeta.

O ditador Emílio Médici celebrou a “colonização” junto com o general João Batista Figueiredo, que foi presidente após Ernesgo Geisel

Assim, o toco da castanheira passou a ser conhecido como “o pau do presidente”.

Iniciava-se ali BR-230, conhecida como Transamazônica, obra até hoje sem conclusão.

A estrada era parte do Plano Nacional de Integração (PIN), criado pela ditadura militar sob o lema “integrar para não entregar”, no contexto da doutrina de segurança nacional.

Os militares prometiam ocupar a Amazônia para proteger o território de supostas ameaças estrangeiras, emoldurando o discurso nacionalista.

O então ministro do Interior, Mario Andreazza, comemorou o tombo da castanheira junto ao general ditador e futuro presidente João Batista Figueiredo

Durante a construção da estrada, milhares de indígenas foram dizimados.

De lá para cá, o território amazônico, sob os auspícios dos ditadores, foi invadido, violado e depredado por madeireiros, latifundiários e grandes projetos de mineração.

Esse foi o resultado da colonização predatória de um dos maiores patrimônios do Brasil.

É sempre importante lembrar: tudo começou com os militares!

E os seus descendentes da exrema direita estão vivos e agindo. Um deles, Paulo Figueiredo, neto do presidente João Batista Figueiredo, é um dos principais ativistas do bolsonarismo e defende a volta da ditadura militar no Brasil.

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