Afetos e disposição para seguir em frente, lutando pela democratização da comunicação, marcaram a festa de aniversário dos 27 anos da rádio comunitária Bacanga FM 106,3 Mhz.
A primeira emissora de São Luís reuniu sua equipe de produção, operadores e locutores, simpatizantes e colaboradores para celebrar a data, com discursos ressaltando o papel de resistência da comunicação popular e comunitária.

O diretor da emissora, Luis Augusto Nascimento, registrou os vínculos da emissora com a formação do Anjo da Guarda, lembrando os primórdios da comunicação no bairro, nos idos de 1988, quando foi instalada uma radiadora de alto-falante denominada Voz Popular, instalada na igreja Nossa Senhora da Penha.
“A rádio Bacanga FM surgiu dez anos depois, em 1998, quando a comunidade se reuniu e decidiu criar uma emissora em frequência modulada. Naquela época o governo federal instituiu a Lei 9.612/98 e nós demos entrada no pedido de funcionamento”, explicou.
Nascimento registrou também as novas parcerias e colaboradores. Uma delas é o podcast Espaço Público, produzido e apresenado pelos professores Ed Wilson Araújo e Martonio Tavares.
O programa é uma iniciativa da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) no Maranhão e vai ao ar todas as terças-feiras, das 20h às 21h, com retransmissão de emissoras FM e rádios web parceiras da Rede Abraço.
O diretor da Bacanga mencionou a chegada de estudantes de Jornalismo da UFMA, que estão planejando um novo programa para estrear na emissora.
A festa de 27 anos foi prestigiada por lideranças políticas. O sindicalista e ex-vice-prefeito de São Luís, Julio Pinheiro, enfatizou que a rádio Bacanga FM é uma caminhada feita por muitas pessoas que ajudaram a construir a luta por cidadania no Anjo da Guarda, incluindo o direito à comunicação.
O professor Martonio Tavares disse que a palavra resistência é a melhor caracterização da rádio Bacanga FM, pela sua história e perfil de luta em defesa da comunidade da área Itaqui-Bacanga e na luta geral pela comunicação participativa.