Uma das etapas de explosão da indústria cultural estadunidense ocorreu durante o chamado “American way of life” ou “Modo de vida americano”, demarcado a partir do fim da II Guerra Mundial, em 1945.
Foi o tempo da explosão do consumismo, uma forma comportamental do capitalismo. Existir significava comprar, um ideal de estar no mundo associado ao padrão de felicidade. O sonho americano era realizado na aquisição até supérflua de bens materiais.

O cinema teve um papel fundamental nesse processo, ao projetar o padrão da família estadunidense feliz, dotada de mercadorias, simbolizando liberdade, democracia e individualismo. O componente religioso introduzido pela Teologia da Prosperidade amalgamou o sucesso do modo de vida americano.

A publicidade das mercadorias e a propaganda do consumo eram visualizadas não só na televisão, mas nos cartazes, catálogos, anúncios impressos, no design das lojas, nos modelos dos carros, nos portfólios das casas próprias com jardim, garagem, eletrodomésticos e a família realizada.
As imagens foram acessadas na tese de doutorado “American way of life: representação e consumo de um estilo de vida modelar no cinema norte-americano dos anos 1950”, de Paulo Roberto Ferreira da Cunha / ESPM-SP