Lançamento será dia 12 de dezembro (sexta-feira), às 18h, no Complexo Trapiche Santo Ângelo (Espaço Cultural Humberto de Maracanã). Evento terá pocket show de Luciana Pinheiro e diálogos mediados por Áurea Borges
Em Imaginários emergentes e mulheres negras: representação, visibilidade e formas de gestar o impossível, Rosane Borges se nutre de um oceano de referências para apresentar e acompanhar gestos e atos de transformação empreendidos por mulheres negras, destinados a formular e a executar um novo projeto de país e de mundo.
Ao discutir o fim do espaço-tempo em que vivemos (além de parte de seus esteios conceituais e de suas ferramentas analíticas) e a possível construção de um novo mundo — “tecido por uma tapeçaria na qual um sistema de pensamento negro e feminino e propostas políticas e metodologias de intervenção pública compõem os fios de uma urdidura que se entrecruza” —, a autora procura mostrar saídas, rastreadas no tecido do manto das mulheres negras, para que possamos escapar do colapso em que nos encontramos.
Segundo Rosane, “se a crítica é um trabalho pioneiro na dor do tempo e um pedaço de uma cura exemplar, este livro, por meio das vozes ancestrais que o move, se não procura oferecer a cura exemplar, investe em reconhecer os gestos de quem soube metamorfosear dor em beleza, sem esquecer o que significou a escravidão transatlântica, fazendo dessa experiência um acontecimento que devolve para o coletivo a responsabilidade de todos e de cada um e nos coloca como protagonistas para urdir o tempo que vem, o tempo espiralar”.
Destaque:
“Do fim de um mundo às possibilidades de validação de outros mundos, produzidos pelos povos negros e indígenas, com destaque para o protagonismo das mulheres negras, esta obra perfaz um arco no qual temas inescapáveis são convocados para elaborarmos diagnósticos e prognósticos e, assim, gestarmos o impossível. Faz da herança deixada pelas vozes ancestrais, as que vieram antes de nós, o principal ativo para essa tarefa inadiável. Um livro que enlaça passado, presente e futuro no tempo espiralar e renova as utopias em meio às distopias da contemporaneidade.” — Sueli Carneiro é filósofa, escritora e ativista antirracista do movimento social negro brasileiro.
Sobre a autora:
Rosane da Silva Borges nasceu em São Luís, no Maranhão, em 1974. Formou-se em Comunicação Social na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), fez mestrado, doutorado e pós-doutorado em Jornalismo na Universidade de São Paulo (USP). Hoje trabalha como professora convidada do Diversitas (FFLCHUSP) e professora de comunicação na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). É líder de raça e gênero e produtora de inteligência na Rede Globo e Coordenadora da Escola Longa – plataforma de ensino online. Escreve regularmente no portal de notícias “Jornalistas Livres”, na Folha de S.Paulo e na IstoÉ. Organizou os livros Espelho infiel: o negro no jornalismo brasileiro (Imesp, 2004), Mídia e racismo (DP et Alii, 2012) e é autora de Esboços de um tempo presente (Malê, 2021).
Ficha técnica
Título: Imaginários emergentes e mulheres negras: representação, visibilidade e formas de gestar o impossível
Autora: Rosane Borges
Capa: Fabiana Yoshikawa
Ilustrações: Silvana Mendes (Série Frestas II de 2023)
Páginas: 224 páginas
ISBN: 978-85-52994-38-1
Dimensões: 13,5 x 20,5 cm
Acabamento: brochura
Preço: R$ 79,90
Editora: Instante